História The World has a New Killer - Capítulo 7


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Categorias Jeff The Killer
Personagens Jeff, Personagens Originais
Tags Assassinatos, Creepypastas, Darkfic, Doenças Mentais, Drama, Jeff The Killer, Orfanato, Terror, Vitimas
Exibições 17
Palavras 2.427
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Hentai, Luta, Mistério, Romance e Novela, Slash, Survival, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Canibalismo, Estupro, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Pansexualidade, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Me Desculpem pelo atraso, prometi que postaria Domingo passado, não é? Bom, enfim, estou editando todos os capítulos, e os próximos mudarão MUITO daqui pra frente. Caso queiram reler, esperem um pouco, eu irei avisar quando tudo estiver pronto e espero que gostem...

Capítulo 7 - Tudo está Mudando, e é Horrível


Fanfic / Fanfiction The World has a New Killer - Capítulo 7 - Tudo está Mudando, e é Horrível

Tristeza, tristeza, sangue e tristeza...

  Barulhos, ruídos, minha vida acabada, estou correndo perigo.

  Soterrada por pedaços em chamas, esgasgada com seu próprio sangue...

  Soterrada por pedaços de concreto, terra e pecado...

  Minha vida acabada, minhas esperanças...

Estou respirando e a terra adentra minhas narinas, machuca e destrói minhas vias respiratórias, meus pulmões. Meu nariz arde devido a essa dispnéia, meus olhos também, enquanto que minha boca está latejando e nela sinto larvas adentrando e devorando. Um cheiro podre e mofado, estou sangrando e manchando minhas vestes com o mesmo líquido espesso. Dentro de uma cova, dentro de uma fossa, soterrada por terra e pela própria morte por mim esquecida.

Não me sentia lúcida, me sentia calma e a dor passou depressa feito um afogamento em seus últimos minutos de agonia. Me contorcendo, me contorcendo, eu queria pular, eu queria viver! me dê mais uma chance pois eu não tive culpa...

Tudo em uma cor sinistra, vermelho cor de sangue. Essa era a cor, que preenchia, – independentemente do que eu visualizasse – dispersa pelo chão. Levantando de minha cama eu fingi não estar acontecendo nada de mais, mas o que via era algo terrível, sombrio o suficiente para ser acusado como mentira.

— O que está acontecendo comigo? —perguntei pondo minhas mãos no próprio rosto.

Comecei a sorrir, estava completamente zonza e inconsciente devido ao sono e ao ''pesadelo''.

Corri para o espelho e pelo contraste, minha pele estava pálida, vermelho claro quase esbranquiçado! Meu cabelo da mesma cor, mais escuro estava preto, e um sorriso deforme desmanchando meus lábios pouco a pouco. Meus olhos fundos em um escarlate hipnotizante quase do mesmo tom relacionado ao preto de minhas madeixas no momento em que vi. E eu mal me importava pois nada mais me desesperava e surpreendia.

Não entendia o que estava acontecendo, mas minha visão simplesmente voltou a tona quando desci correndo em direção a cozinha ao procurar ajuda. Minha cabeça tombou após três tropeços, Trevor estava indiferente, de costas para mim enquanto preparava algo. Por um segundo o vermelho coloriu suas vestes e um grito agudo saiu de dentro de mim naquele momento. Me senti uma menininha idiota, então dei um sorriso amarelo cutucando minhas feridas. Parece que tudo está voltando, remédios não estão ajudando, meu peito arfando, estava sem fôlego e, enquanto meu pai adotivo encarava-me dando de ombros, algo me alertava de que possivelmente aquilo que se repetiu não era real. Sua expressão pálida, o sorriso meigo puxado para o sádico... Trevor não é assim, nunca foi e nunca será.

O pano de prato manchado com o sangue de Natália mostrava o óbvio palpite de que minha cabeça mais insistia em ter: ele não se importava com aquela perda, pois ele também estava "morto".

— Pai? — indagou Janet, sorrindo igualmente — Vamos levar Jess a escola agora?

Ela também estava indiferente, e com isso aquele flash passou depressa diante de meus olhos. Enquanto o café da manhã era servido naquela mesa redonda em frente ao fogão, minha expressão era perturbada e disfarçada com um sorriso.

Ambos conversavam aleatoriamente, minhas pupilas esverdeadas naquele vai e vem desconfiados e, ainda na certeza mais do que absoluta, de que aquilo era mais um dos meus mais doentios sonhos, permaneci calada.

Não toquei na comida, senti por um momento de que aqueles ovos com bacon estivessem envenenados por Trevor, mesmo parecendo tão reais e apetecíveis. A gema mole e o crocante daquele suíno, comecei a gargalhar com o acumulo de coisas que andavam acontecendo. Será que ainda estou no hospício?

Quando estava me levantando ele me puxou pelos braços e encarou-me os olhos dizendo: tome cuidado com o que pode acontecer. Ok, isso está muito rápido, eu não consigo detalhar pois é um sonho... ESTOU DORMINDO!

Meu corpo se inclinou para trás e logo devolvi seu sorriso de cúmplice. Correndo para as escadas e quando cheguei no meu quarto, tranquei a porta atrás de sí, assim escorregando até o final da mesma. Me enchi de tapas e socos, mas nada afetava, ou melhor, afetava sim, por isso estava desperta e não desacordada.

Peguei minhas roupas rapidamente, segui até o chuveiro e logo me despi enquanto me olhava no espelho. Meu corpo ainda estava em desenvolvimento, um desenvolvimento eterno e ele não era nem um pouco bonito como o das outras garotas com treze anos... meus cabelos curtos, castanho claro e cacheados nas pontas, não eram mais os mesmos, e muito menos faziam diferença ao meu reflexo. A imagem daquele rosto anterior quando acordei e me vi na penteadeira ao lado do banheiro do meu quarto, não saía em mente. Toda vez ao me olhar em frente a ele, vai ser como uma má observação aquilo que para mim, irá durar para sempre em minha existência.

Enquanto me banhava não pude deixar de fazer tais perguntas a sí mesma: se todos sabiam sobre o assassino presente a noite naquela casa, por que não se preocupavam como deveriam? Por que aquelas cores estranhas, destacaram todos os objetos e seres ao meu redor? Tonalidades escuras, claras, vermelho cor de sangue? Se Jeff era um assassino, por que não havia me matado da primeira vez em que me viu? Por quê tinha a impressão de que aquilo era um sonho, e por que tudo estava mudando e era tão horrível assim como o sorriso esculpido em meus lábios? As interrogações não faziam sentido e eu precisava de um espasmolítico.

No momento em que lutara com Jeff daquele modo, sentia que ele era muito mais forte do que eu, mas mesmo assim não queria demonstrar o óbvio. Natália foi a única assassinada neste lugar, eu poderia muito bem estar morta assim como Trevor e Janet poderiam igualmente. Pelas expressões e reações que Jeff tinha, quando insistia em ainda possuir vida, era a mesma que demonstrava o quanto queria matar a mim e a todos daquela casa. Nós éramos colegas de escola, ele agora é quase dois anos mais velho do que eu, e invés de ser o reverso ele é quem está buscando por "vingança" e quer ser bastante minucioso quanto a isso. Não entendendo o porque de ter fraquejado feito um frango albino, e não entendendo o motivo de todos estarem mudando suas personalidades, simplesmente parei de refletir sobre coisas inúteis.

Isso é um pesadelo, eu me sinto morta... sim, eu me sinto um peso morto, assim como sinto que todos daqui também se sentem. Passando as mãos de leve em minhas bochechas, sentindo que a parte esquerda da mesma está soltando os pontos, dilacerada, sentindo cortes pelo meu corpo e olheiras em volta de meus olhos castanhos, minha pele cada vez mais pálida e mãos dilaceradas pela faca de Jeff The Killer, sinto que tenho toda a razão. Consigo sentir meus dentes tentando escapar pelo corte em minha boca. Uma expressão triste perturbando a minha face e a sensação de estar correndo perigo correndo pelas minhas veias, assim como o próprio passado.

O passado de uma pequena criancinha órfão e psicótica, o passado da lâmina atingindo o peito de todos da casa número 456°. O pretérito daquele sangue em minhas pequenas mãos, e toda a minha infância desmoronando correm pelas minhas veias. Os estupros que Martin cometia e os primeiros pais adotivos que nunca mais terei, esse o motivo de insistir tanto pela minha própria existência e me arrepender a isso logo agora que estou prestes a morrer.

— Será que Jeff lembra do que eu o mandei fazer naquela tarde? — me encolhi na banheira ao sentir cheiro de sangue — Claro, fui eu quem o fiz desse jeito e o manipulei cada vez mais... achei que não fosse seguir os meus conselhos... — sussurro com minha voz consideravelmente infantil.

É por isso que tenho tanto medo dele? Medo de que ele me Culpe pelo que fiz? Bom, agora as coisas fazem sentido. Ele quer que eu faça o mesmo, mas não sabe que será novamente.

Quem será o mais tonto dessa história, Jeffreyzinho?

[ ... ]

— Então você esta dizendo que Michelle vai... ah qual é, tá de brincadeira?

Todos me encaram nessa escola idiota, e só pra piorar meu único "amigo" não veio hoje pois está no hospital. Que coincidência besta. Jack Charlie, nos conhecemos a três anos desde que fui adotada e vim para cá. Estou cansada da amizade dele, não preciso dela e todos me confundem com um garoto. Já vivenciei casos terríveis em que essa tal de Michelle pediu pra ''ficar'' comigo na sala vinte e dois. Não têm ninguém em casa aqui em baixo! Até hoje dúvida que meu nome é Jamie Jess alguma coisa.

`` Pessoas idiotas ``

Sinto que estou emburrada.

— O que houve com a sua boca? — o amigo dela pergunta enquanto me retiro da sala para o intervalo.

— Cortei de propósito. Quer me dar mais uma bala para destroçar os braços na sua frente?! — sorri ao perceber seu afastamento.

— Não... você é demoníaco — abaixei a cabeça, realmente Johnnie fazia falta.

Preferia um milhão de vezes o orfanato com sua respectiva escola do que esta.

Então vou para o banheiro, resolvo que ficarei lá até o sinal bater.

___

Desso do ônibus. Mal olho para a esquerda, apenas sigo em direção a estrada, em direção a minha casa me despedindo do esquizofrênico que andava comigo. Uma estrada repleta de pedras, um caminho aparente em forma de cruz. Casas e mais casas pela rua onde vim, lojas e comércios, logo a esquerda, a faixa onde morava.

Estava chovendo muito naquele instante, por isso peguei meu guarda-a-chuva vermelho, o abrindo e tão logo caminhando lentamente até a minha casa: N° 456.

Pisei pela grama, limpei minhas botas de chuva e então, finalmente entrei para o pátio rapidamente com o mesmo caminhão de mudanças na moradia ao lado desde a manhã.

Meu nome agora é Nicole Jordan, mais conhecida como Jamie Nick pelos meus "pais" a garotinha estranha de dez anos que queima brinquedos, bate nos colegas, corta os pulsos e "recebe" por isto. Bom, eu moro em um lugar com uma vizinhança pouco educada. Tais vezes em que tento dormir, os barulhos de música alta atrapalham o meu sono. Muitos por aí dizem que tenho um rosto tanto quanto angelical, porém com olheiras: cabelos castanhos, compridos e ondulados, -nenhuma franja.

— Cheguei! — disse desanimada á minha estranha família adotiva que me esperava para o almoço.

Logo vi que o olhar de Martin para mim era bastante malicioso.

— Até que enfim... — todos responderam em uníssono, e com uma voz extremamente... entediante.

— Não estou com fome, acho que vou dormir mais cedo hoje. Tenho que aproveitar, hoje o Leonardo não está em casa...

Falei em um tom de deboche porque ele havia se mudado recentemente e agora uma familia nova seriam nossos novos vizinhos. Agarrei minha mochila e então subi as escadas com um belo de um sorriso fechado em meu rosto. A janela iluminava o local, estava de tarde. Mais um dia cansativo e repleto de sentimentos mentirosos para disfarçar meu sofrimento. Hahaha! Que sofrimento o que...

— Jamie? Ainda está acordada? —perguntou John vindo até mim e se sentando em minha cama, na verdade, amassando os meus pés.

Suspirei com profundidade então sentei em meu colchão e olhando para ele com um olhar tanto quanto irritado. Cancelando este ato o admirei sorridente em seguida. Fingindo ser deprimida para chamar-lhes a atenção, as lâminas me rasgando formam um sorriso sádico no meu rosto, ao invés de feições dolorosas e choros desesperados ao encarar meu próprio sangue. Sempre achei que mata a sí mesmo seria melhor do que matar os outros.

— Nem havia tentado dormir, sabe como é... quero me livrar do Martin já que Vannie está em casa por enquanto — sussurro quando escuto o choro do bebê, e ele se aproxima de mim mais uma vez.

— Por favor não faça nenhuma besteira, viu? Que é isso no seu braço!? — ele gritou assustado em seguida.

— Calma poxa, não grite! Olhe o que eu ganhei... — completei levantando de minha cama e indo em direção ao sofá laranja perto da janela.

Peguei minha mochila, abri o zíper rapidamente então tirei de dentro dela R$ 15,00.

``Eu sou um gênio. ``

— Olha só... — complemento ''animada''.

— Mais que por... você... ganhou tudo isso por esse corte? Seus amigos são loucos, Jamie.

— Pois é — suspirei aliviada em seguida rindo de uma maneira um tanto quanto psicopática

John e eu conversamos sobre assuntos aleatórios naquela noite, porém interessantes para nós. Ele me deu "boa noite" então seguiu para o seu quarto que ficava ao lado do meu e em seguida eu adormeci agarrada a uma nota de 10,00 e uma de 5,00 dólares. Despertando com um estrondo na porta. Corei ao perceber de quem se tratava.

___

Apoiei meus braços na pia enquanto ouvia o sinal bater. Estava no banheiro dos professores, ele era enorme e o único com papel higiênico, sabonete e chaves. Em uma porta destes havia uma escada cinza e lá em cima um depósito meio abandonado que apenas os professores possuíam acesso. Janelas com visão para o pátio, e eu era a única dali pelo que pude perceber. Estava com um casaco de chuva vermelho admirando o sorriso que fazia contraste naquele espelho grande.

Muitas vezes fingi que não o conhecia, mas ele foi meu vizinho duas vezes, e como não pude conhecer. A notícia se espalhou pela cidade igual ao fogo que se espalhou pelo seu corpo naquela festa... como não pude reconhecer?

" — Eles não devem estar te encarando tanto porque ainda não devem estar se acostumando..." — esse foi o meu jeito de puxar assunto com Jeffrey da última vez que os vimos.

Ele perguntou por quê eu não estava com medo, então respondi que não tinha motivos para isso. Ele estava muito diferente, o fogo causou diversos danos, tanto na estática quanto psicológico, com a mesma roupa que usava na festa do garoto Billy a duas semanas atrás.

" — Desfrute da primeira oportunidade que tiver Jeff, se faça de vítima e se não der certo, faça deles as suas " —começamos a rir e ele pareceu levar a sério o recado.

Depois de três dias eu me culpei bastante, havia perdido o dente literalmente ao ler o jornal que Vannie me mostrara. Então nos mudamos devido a matança que ocorrera após o acidente com a família Woods.

Até ouvir um barulho vindo daquele depósito

-Eu... me odeio...


Notas Finais


Quem achou que ele era um burro idiota, verá nas próximas atualizações a mais pura verdade inventada por uma louca. Mas isso só depende de quem leu...

Agradeço a todos que cooperaram. Muito obrigado mesmo! Espero mais apoio e até o próximo capítulo

( isso depende de você )


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