História The Youth is a Lie - Interativa - Capítulo 4


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Escolar, Romance, Tragedia
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Palavras 2.273
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Bishoujo, Bishounen, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Escolar, Esporte, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Científica, Harem, Hentai, Lemon, Luta, Musical (Songfic), Orange, Poesias, Policial, Romance e Novela, Saga, Sci-Fi, Seinen, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Shounen, Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Visual Novel, Yaoi, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Necrofilia, Nudez, Pansexualidade, Sadomasoquismo, Self Inserction, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


"Stingray" é o nome da cidade onde eles moram.

Capítulo 4 - "Sei lá"


YOUTH IS A LIE

Melvin (mesmo dia) — Primeira Pessoa

Depois de algumas horas chatas de aulas que não me interessam tanto, eu, Victoria Meredith Jones, Lúcia Pontergaisty, Blake Tryphon e Alice Parker estamos indo embora para casa, mas por algum motivo, eu estava afim de passar o dia com eles, estávamos dentro do carro de Blake, ele dirigia, não trouxe minha Harley hoje. Meus pais não gostam muito de Blake, pelo simples fato de que ele não é religioso, não me importo muito com isso na verdade, ele não me julga, então eu não o julgo também, minha sorte é que estão longe então posso andar com qualquer um deles sem levar uma bronca ou uma repreensão.

Melvin: Vamos combinar de ir em algum show? Tipo, eu vi no Facebook, vai ter um show aqui dentro de Stingray, será de música clássica. — proponho um jeito de sair com a galera. — Ou talvez a gente pode sair hoje mesmo, só pra relaxar.

Blake: Música clássica, boa. — vi ele sorrir.

Victoria: É claro, só precisa marcar com o resto do pessoal. — encostou a cabeça na janela fechada.

Alice: Ah, acho que é nesse show que meu ex-namorado irá tocar. — mexia no celular, sentada no banco da frente ao lado de Blake.

Blake coçou a garganta, dando um sorriso falso, pude perceber que era.

Alice: É que meu ex, aquele tecladista da banda, ele estará tocando música nesse mesmo show... — ela para de falar, como se finalmente tivesse notado que Blake estava desconfortável. 

Lúcia: Provavelmente Patrick gostaria de ir. — disse.

Victoria: Tô sem nada pra fazer amanhã também, poderíamos sair também... ir ao cinema, talvez? — dava sugestões do que fazer.

Alice: Blake e eu não podemos — respondeu por seu namorado, Blake não pareceu gostar da resposta, mas decidiu ficar quieto. —, temos coisas pra fazer.

Melvin: Tá. Beleza. — depois daquilo, começou um silêncio chato. Olhei para o rádio. — Blake, posso ligar? — apontei para o rádio.

Blake: Mexe aí. — prestava atenção na rua.

Ligo o som, deixo a mente vagar, os olhos se virando para dentro da cabeça, a versão em música ambiente do “Don't Worry, Baby” afogando de vez todos os maus pensamentos, e começo a pensar apenas em coisas positivas. Todas as lições que consegui fazer, os ótimos amigos que tenho, o novo CD do Huey Lewis and the News, também pensava em como Deus estava sendo bom comigo naquele mês. Sem brigas, sem desavenças, sem decepções, tudo estava muito legal. 

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Blake

Já deixei todo mundo em suas casas e finalmente era hora de voltar pra minha casa. Vivo apenas com meus tios, eles não ligam muito pra mim, vivo no andar de cima da casa, os dois velhos nem percebem quando eu chego e quando eu saio, não faz muita diferença pra eles. Meu pai me manda dinheiro do Canadá quase todas as semanas, por isso tenho bastante grana pra me sustentar, valeu pai. Chego no meu quarto que está totalmente limpo e organizado, tiro minha camisa e a jogo em cima da cama, junto com minha mochila. Antes de me deitar para descansar o corpo, tomo dois Valium, faço-os descer garganta abaixo com a água duma garrafa. Depois, limpo meu rosto com um creme especial e um pano úmido, escovo meus dentes e tiro as sujeiras do nariz com um papel. Tudo que faço se resume nisto: pareço ótimo, mas me sinto uma bosta.

Alguém bate na minha porta quando estou prestes a me deitar e dormir, mesmo com preguiça, peço para quem quer que fosse entrar. Eu estava sem camisa, vestindo apenas um calção azul da Nike. A pessoa abriu a porta pela metade, colocou apenas a cabeça e metade do corpo na brecha. Era minha prima, morava no andar de cima, era quase tudo dela, apenas o meu quarto era meu. Stella, era como se chamava. Uma garota bonita, cabelos curtos e castanhos, assim como seus olhos. Pele clara, lábios rosados, nariz redondo, coxas grossas, peitos médios. Stella tem dezesseis anos, estuda em outra escola, mas pelo jeito irá se mudar para Youth. Ela provavelmente está apaixonada por mim e sabe que isso é errado, e mesmo se eu quisesse, meus tios vivem aqui, seria uma puta falta de respeito e consideração.

Stella: Oi Blake. — ela me cumprimenta, dando um sorrisinho meigo.

Blake: Ah, oi Stella. — também sorrio para ela. — Entra. 

Stella: Vim pra te avisar que Fisher veio te deixar isso aqui. — ela tinha uma caixa na mão, a julgar pela posição de sua mão, estava um pouco leve. Se aproximou de mim com a caixa na mão e estendeu o braço.

Blake: Fisher? — pego a caixa. — Valeu. — balanço, já sei o que é, provavelmente.

Stella: Não foi nada. — continuou sorrindo e fechou a porta após sair.

Colter Fisher, esse era o nome do meu fornecedor de drogas. Infelizmente, três meses atrás eu paguei adiantado por mais cinco meses de entrega. É, eu parei de usar essas merdas, decidi que estava me fazendo mal, nem sei onde vou jogar esse lixo. Ao menos o Dio gosta dessas coisas, acho que seria bom entregar pra ele, um ato de bondade.

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Victoria — Terceira Pessoa

"Hand me the world on a silver platter and what good would it be", cantarolava. Era a música "If I Ain't Got You", uma canção de "Alicia Keys". Estava na fazenda de seus avós, já havia almoçado, Victoria sempre gostou da comida que a avó fazia. Mesmo com um leve sono pesando sob seus olhos e suas costas, ainda estava pensando na proposta de Melvin, seria bom sair naquele dia, era um dia ensolarado, que transmitia emoção. Gostaria de sair com seus amigos, mas sem Alice, de alguma forma aquela garota a irritava, e não só a ela. Victoria ficava triste apenas de pensar em quão ingrata ela era. Decidiu esperar até o outro dia, para ver o que os outros decidiriam.

Era uma sexta-feira, com um clima ótimo. Andou com vagar pela grama até chegar num lugar com duas árvores e uma rede presa entre elas. Victoria se arremessou na rede, se enrolou como se fosse um casulo e esticou suas pernas, soltou o ar preso em seu pulmão ao sentir seus músculos relaxando. Deslizou o celular para fora de seu bolso e entrou em suas redes sociais. Alguns minutos depois, usando o Facebook, viu que algumas pessoas da sua escola falavam sobre uma festa. A festa era de Drake Porl, um dos jogadores de futebol do time da escola, Drake era um dos alunos mais populares da escola, assim como Blake. Ele daria uma festa em sua casa... mansão, na noite daquele mesmo dia. Leu "todos os alunos da Youth que tenham idade para beber, estão convidados". Pobre Lucy, tenho certeza que ela vai dar um jeito de entrar lá. Abriu a lista telefônica de seu celular e ligou para Blake.

Blake: Alô? — atendeu depois de dez segundos.

Victoria: Oi! — notou a voz cansada de Blake. — Eu te acordei?

Blake: Quase. — ainda parecia cansado.

Victoria: Ah, foi mal. Queria te avisar, voce viu que Drake Porl vai dar uma festa hoje? — dizia animada.

Blake: Ah, claro.

Victoria: E você não me avisou? — perguntou indignada.

Blake: M-Mas eu achei que você saberia! Você é tipo... amiga de todo mundo. — tossiu.

Victoria: Hum... muita lição de casa dá nisso... não sou igual você que não limpa a casa, aposto que não ajuda a Stella nem a varrer o chão. — provocou.

Blake: ... — respirou fundo.

Victoria: Sabia. — riu, e ficou contemplando a natureza que a cercava.

Blake: Patrick, Melvin, Fisher, Reginald, a galera toda vai. Não sei sobre Lucy, nem é aconselhável que ela vá.

Victoria: Até Melvin? Todo certinho do jeito que ele é?

Blake: A droga e a bebida estão lá, não quer dizer que você precisa consumi-las, né? — tossiu. — Além disso, Melvin adora música, sabe como é. — riu.

Victoria: Faz sentido. Será que o Will vai?

Blake: William Graham? Ah, não sei. Drake chega a ser tão legal que abandonaria todos os preconceitos de seu grupo para deixar que um cara gay entre em sua festa. Acho que eles não ligam pra isso.

Victoria: Não, seu bobo. É que... você sabe, você já foi igual a ele—

Blake: Eu não gosto de homens—

Victoria: Não é isso! Cala a boca. — riu. — É que esse estilo de cara que prefere ficar em casa jogando vídeo-game do que sair pra rua com os amigos... geralmente não vão em festas.

Blake: É realmente bem mais agradável. Mas então... tenta mandar uma mensagem pra ele.

Victoria: Okay.

Blake: Então, nove horas eu passo aí e te levo.

Victoria: Ah, eu realmente gostaria disso! Obrigado, Blake. — respirou fundo. — E quanto à Alice, ela vai? 

Blake: Não. O pai dela não permitiu, algo assim. — pareceu estranho quando disse aquilo.

Victoria: Tá bem, até mais. Beijos. — mandou um selinho para o ar, simulando o barulho.

Blake: Até. Beijos. — desligou.
 

Blake Tryphon — Primeira pessoa
 

Estou tenso, encostado na escuridão de um beco, com os cabelos puxados para trás, o crânio dolorido, com um cigarro preso entre os dentes, com um casaco verde escuro de couro, com as mangas de moletom, da mesma cor, me cobrindo do frio noturno. Estou bemarrumado mas o estômago está tendo espasmos, o cérebro está fervilhando com a fumaça do cigarro. Ainda estava meio lezado por ter dormido a maior parte da tarde. Ao andar pelo beco ao lado de um restaurante chinês, passo quase encostando por um mendigo suplicante, um velho, quarenta ou cinquenta anos, gordo e grisalho, e bem quando vou abrir a porta reparo, ainda por cima, que é também cego e piso-lhe o pé sem querer, fazendo-o derrubar a caneca, espalhando os trocados por toda a calçada.

Blake: Merda, foi mal. — me agachei e vi que tinha cerca de quase duzentos reais só em notas. Comecei a recolhê-los e colocá-los na caneca.

Mendigo: Você... essa fumaça, você pode me dar um cigarro? — tossiu.

Blake: Beleza. — peguei um dos meus e entreguei em sua mão, ele o encaixou nos lábios e então acendi com meu isqueiro.

Enquanto eu recolhia os trocados, decidi que ficaria com pelo menos dez reais. Mesmo com o sentimento de culpa, eu tava precisando. Deslizei a nota para o bolso de minha blusa e saí dali. Fui até meu carro, não é muita coisa, é um Celta antigo de quatro portas,  de cor preta, mas é melhor ter do que não ter. Tiro a chave de meus bolsos e ligo ele, dirigindo para a casa de Melvin, que era a mais próxima.

Blake: Teu sorriso contente saudará as baladas, no dom de amor deste conto de fadas. — cantarolava, para que o tempo passasse mais rápido. Não costumava escutar este tipo de música, mas... prendia na cabeça.

Estacionei na frente do portão da casa de Melvin Aaron. Buzinei uma vez, ninguém respondeu após quase um minuto, ele devia ter pesando que era só mais algum idiota apressado na rua. Buzinei duas vezes, e então Melvin aparece no portão.

Blake: Tá pronto? — abaixei o vidro e gritei.

Melvin: Tô. — abriu o portão. Estava bem vestido, usava algo agradável para quem vai para uma festa e não bebe e nem cheira.

Após fechar o portão, entrou pela porta traseira do carro e se sentou, esfregando o traseiro no algodão tentando achar uma posição confortável.

Blake: Agora... vamos buscar o Dio, o Will e a Victoria. — tinha passado um perfume para disfarçar o cheiro do cigarro, e funcionou, já que Melvin não comentou sobre isso.

Melvin: O Dio vai realmente querer ir? — riu.

Blake: Se até você vai. Tudo bem que ele odeia aquele tipo de gente, mas vamos admitir que o Drake é um cara legal com todo mundo, eles devem ser amigos. E também acho que ele não queria me deixar triste, já que fiquei insistindo. — ri junto com ele.

Melvin: Eu acho que seria melhor eu ter ido de moto, não? Ia ter mais espaço aqui. — olhava pela janela enquanto eu dirigia.

Blake: Não, não. Os babacas futebolísticos iam riscar sua moto, confia em mim. Quando eles virem meu carro, vão ficar com dó de olhar pra ele. — sorri.

Melvin: Seu carro não é ruim.

---

Chegamos na casa de William Graham, acho que Vic não avisou que eu iria buscá-lo, pois ele tinha uma expressão de surpreso.

Will: Blake? — abriu a porta de sua casa, eu ainda não havia saído do carro. — Victoria te pediu para me buscar?

Saí da frente e Victoria saltou no pescoço do garoto.

Victoria: É isso aí. Agora, entra. — sorriu e se sentou em seu lugar.

Will: Ah, valeu, não precisava. — Dio não lançou nem sequer um olhar para o garoto.

Alguns segundos depois de Will trancar sua casa, entrou no carro e sentou-se nos bancos de trás, já que Victoria estava ao meu lado. Ela mexia em seu celular.

Victoria: Ei, vocês sabiam que o Clube Strike vai estar lá? — perguntou como alguém que acabara de descobrir isto também.
Ouvi um leve "tsc" saltando da boca de Dio.

Will: Ah, não sabia. É aquele clube de ricos, atletas e gente folgada que compõe setenta por cento da escola? — senti um leve ar de ignorância nisto, e gostei.

Blake: Exatamente. Já era de se esperar.

Melvin: Dio, sua irmã vai estar lá também? — perguntou amigavelmente.

Dio: Não sei, não me importo. Por que quer saber? — esse era o jeito de Dio.

Melvin: Nada. Só queria saber. — riu.

Victoria: Acho que o Dio não tomou os remédios de stress dele. — riu.

Dio: Qual é...

A irmã de Dio é uma garota linda, sempre a admirei, mas sem interesse, tanto por respeito à Dio quanto por... sei lá. 


Notas Finais


As últimas palavras de Blake no capítulo foram as mesmas que a minha, desculpa.
Acabei percebendo que fiz aqui o que faço em todas minhas histórias, só dou foco no protagonista, isso não é digno de uma fanfic interativa, já que vocês criaram seus personagens e querem que eles apareçam. Eu sinceramente não faço ideia do que fazer agora, tenho ideias mínimas, eu acabei percebendo que "eu não sei o que fazer agora, porque eu não sou esse tipo de pessoa, eu não saio de casa, não vou pra festas, então não faço ideia do que meu próprio personagem faria agora".
Espero que eu encontre uma solução, vou tentar continuar com a história, obrigado pela paciência.


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