História The Youth is a Lie - Interativa - Capítulo 5


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Escolar, Romance, Tragedia
Visualizações 13
Palavras 2.153
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Bishoujo, Bishounen, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Escolar, Esporte, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Científica, Harem, Hentai, Lemon, Luta, Musical (Songfic), Orange, Poesias, Policial, Romance e Novela, Saga, Sci-Fi, Seinen, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Shounen, Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Visual Novel, Yaoi, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Necrofilia, Nudez, Pansexualidade, Sadomasoquismo, Self Inserction, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Aviso de... sofrimento? +18

Capítulo 5 - Em uma noite


YOUTH IS A LIE

Blake

Novamente, estou em um dos meus transes diários, que acontecem a cada minuto. Converso comigo mesmo, às vezes meu corpo entra em modo automático, talvez eu esteja respondendo meus amigos que estão no carro comigo, talvez eu esteja simplesmente os ignorando. Enfim... aqui eu me encontro, posso fazer simplesmente o que eu quiser.

Eu não me sinto bem, apesar de ter malhado por quase duas horas seguidas depois de acordar, mesmo depois de tomar alguns remédios e praticar alguns exercícios no chuveiro, estou nervoso pra caralho. A causa é difícil de atinar mas já a restringi a um ou dois motivos. Em meio em todos esses meus pensamentos, consegui ouvir algo de dentro do carro. Uma mensagem que Victoria não deveria ter lido em voz alta.

Victoria: Eu estarei lá, por favor, não conte para o Bla— Vic e sua mania de falar bastante.

Blake: Espera... essa é uma mensagem da Stella? — lancei um olhar intimidador para Victoria.

Victoria: É... — respirou fundo. — Deixa a garota se divertir.

Blake: ... — apertei o volante sem desviar do caminho. — Ela não tem idade pra se juntar com esse pessoal...

Will: É só... um ano de diferença.

Blake: Eu conheço Stella Tryphon. Meus tios vão comer meu cu.

Melvin: Relaxa, não vai acontecer nada de ruim com ela. — Melvin tentou me acalmar, mas... ah, cara.

Fisher, tenho quase certeza que foi o filho da puta boca aberta, ele fala demais. A todos que podem me ouvir, sejam como William, fiquem em casa jogando vídeo-game.

Peguei meu celular e liguei para Stella, ela não atendeu. Liguei de novo. Não atendeu. Puta que pariu, Stella. Liguei mais uma vez, e finalmente ela pegou na droga do celular.

Blake: Stella! — as pessoas no carro se assustaram.

Stella: Blake, onde você tá? — ela provavelmente sabia que eu estava na festa.

O barulho é apenas ligeiramente menor do que o de um estádio de futebol e são necessários todos os quilos de coragem que consigo juntar para ficar na linha e não desligar. A palma da mão suarenta, dolorida de tanto apertar o volante com força, um pedaço de mim se dando conta da futilidade deste esforço, o outro pedaço com esperanças, outro pedaço aporrinhado por não colocar juízo na cabeça da garota como se ela fosse sua própria irmã.

Blake: O que você tá fazendo aí? — eu estava quase chegando no lugar, o som já se espalhava pela rua, provavelmente ia rolar polícia.

Stella: Ah, deixa de ser chato! — reclamou, mau-humorada, e então desligou na minha cara.

Dio não conseguiu deixar de soltar uma risada ao notar meu rosto sem graça. Antes que alguém pudesse dizer qualquer coisa, estacionei o carro na rua de trás, para que não acontecesse nada com meu precioso veículo. Coloquei minhas luvas de couro marrom e fui o último a descer do carro. Era uma noite fria, todos estavam bem vestidos e cheirando bem. Victoria vestia roupas tão escuras quanto seus cabelos, Dio, estava como sempre, roupas sombrias acompanhadas de um cabelo "tanto faz". Melvin, elegante como sempre. William vestia-se como um jovem estudante devia se vestir. Destacava-se com seus olhos azuis embutidos num rosto jovem que parecia não envelhecer... talvez ele usasse o mesmo creme de pele que o meu? É um pouco pequeno, tem seus um e sessenta e... cinco, talvez. Sua jaqueta estava aberta, e apesar do frio, apenas uma camisa fina cobria seu peitoral, nunca entendi esse lance de querer mostrar os peitinhos... heh.

---

Estou numa mesa com Penny Goodrich e Patrick, e Reginald, o careca, está no salão, balançando a perna e os braços com um copo vermelho cheio de cerveja na mão. Estou suficientemente entediado para conversar com alguém. Penny, a garota em minha frente, é da minha sala. Não faço a mínima ideia do porque ela está aqui, a garota não conhece ninguém, não fala com ninguém, e todos acham que ela é feia, mesmo eu dizendo o contrário. Tem olhos azuis escondidos sob um óculos de grau médio. Não sei se seus olhos são grandes ou se as lentes os deixam assim. Tem um nariz perfeito e redondo, rosto pequeno, como o de uma pré-adolescente. Uma boca pequena em formato de coração que encaixa perfeitamente sob seu nariz, com lábios rosados, brilhantes e— caralho! Eu tô sorrindo pra garota, eu não percebi! Patrick está rindo, não sei do que, vagabundo. Agora ela está corada, ela fica linda assim. Eu sou um grande admirador de qualquer coisa que eu goste, analiso até os fios de cabelo. Os dela são castanhos claro, chegam até metade de suas costas, a pele dela é tão branca e... parece ser macia, lisa, suas bochechas estão rosadas, ela provavelmente reparou que estou olhando pra ela, merda. Ela parece um pouco com Stella, só é um pouco mais magra, e o bumbum de Stella é maior. Infelizmente eu reparo nessas coisas sem a intenção, sabe como é.

Levantei-me e fui até a cozinha, mas que casa grande dos infernos. Atravessei aquele mar de pessoas bêbadas, provavelmente falando sobre assuntos fúteis dos quais não quero saber. Discutindo sobre a virilha de alguém, algo assim, coisas totalmente irrelevantes e que não fazem diferença. Me pergunto se essas pessoas pensam sobre algo mais profundo... coisas como... átomos, elétrons, o quão miseráveis somos no universo. William está sob a escada conversando com Akira. Considerando que... talvez Akira seja um homem, não sei se William é passivo ou ativo... caralho, que pensamento estranho, imagina só, Akira tão feminino com um pênis de vinte centímetros perfurando o másculo William por trás. Isso seria engraçado, beleza. Melvin está se dando bem com os outros membros do clube de música, junto com Lucy, não faço ideia de como a ruiva conseguiu entrar aqui com o segurança lá fora, e além disso está segurando um dos copos vermelhos... espero que seja só suco, pro seu próprio bem, Lúcia. Dio havia subido as escadas com uma garota bem bonita, estava lá fazia uns vinte bons minutos, o cara com certeza não é precóce. Victoria estava acompanhando Reginald e muitos outros na dança, que bom, estavam todos fazendo algo bom para eles mesmos... que bom. Já estávamos naquela festa fazia cinquenta minutos, e o estranho é que só esbarrei com Stella duas vezes, o mesmo para alguns membros do Clube Strike.

Saí da casa, fiquei no quintal gramado dos Porl. Peguei um cigarro e o coloquei nos lábios, pressionando sua ponta. Acendi aquele isqueiro com o desejo de que meu pulmão se tornasse cinzas, e de que todo aquele álcool que ingeri lá dentro se tornasse chamas... iria queimar de dentro para fora. Algumas lágrimas começam a surgir em meus olhos, talvez seja a fumaça perfurando meu canal lacrimal, ou talvez não seja... De repente, uma mão ligeira e apressada me cutuca nos ombros, quase me empurrando. Seguro o cigarro com dois dedos e solto a fumaça tossindo, por causa do susto que levei.

Blake: Que é? — era Fisher, tinha uma expressão desesperadora.

Fisher: Cara, cara, cara! Cadê tua prima? — parecia que o desgraçado tinha fumado cocaína, mas não tinha.

Blake: Hã? Não sei, ela tá lá dentro. — apontei para dentro da casa.

Fisher: Não, não! Porra, eu procurei ela! — tossiu com a fumaça qe entrou no seu nariz.

Blake: Como assim? Por quê tá procurando minha prima? — virei para ele e joguei o cigarro na grama, pisando em cima logo em seguida.

Fisher: Aqueles caras, os caras do clube! Eles tavam com uma droga diferente cara, um tipo de droga pra dopar a pessoa, tá ligado?!! — eu tava começando a sacar o que ele quis dizer.

Blake: Você tá querendo dizer que... — comecei a resfolegar.

Fisher: É! Eu sei onde eles tão, provavelmente eles tão lá! — desceu a mão até os bolsos e ficou cinco segundos mexendo lá. — Essa é a chave da minha moto, pega, é mais rápido que teu carro, mano.

Blake: Sério? Valeu.

Fisher: Vamo!! — saiu correndo para a rua e eu o segui.

Blake: Onde é?! — subi na moto e encaixei a chave, sim, eu sei pilotar uma moto.

Fisher: Na casa amarela, do lado daquela nova.. loja que conserta celulares.

Blake: Merda. — pisei no acelerador.

Victoria: Blake!!! Onde é que você vai? — apareceu na porta gritando, não respondi.

Pisei na droga do acelerador com toda minha força, Fisher estava atrás de mim. Eu esperava muito que ele estivesse mentindo, ou ao menos estivesse enganado. Mas quando chegamos lá, infelizmente as luzes da casa estavam acesas, e parecia ter um bando de jovens gritando no andar de cima. Desliguei a moto e a estacionei. Desci da moto e mexi nos meus bolsos. Peguei em um dos bolsos mais escondidos uma calibre.22, eu... não comentei sobre isso.

Fisher: Você ainda tem a arma... — sorriu.

Blake: Me dá sua touca... aquela de bandido. — ele me lançou a touca e eu a agarrei no ar. Apesar de não ter um cheiro muito agradável, a vesti, deixava apenas minha boca e meus olhos para fora. Tirei a blusa do meu corpo e a joguei em Fisher.

Fisher: Pra que isso? — agarrou.

Blake: Eles não podem saber que sou eu... quase nunca me vêem assim, provavelmente não vão me reconhecer sem essa blusa. — respirei fundo. — E... valeu. Eu te devolvo a moto depois.

Fisher: Pode contar comigo. — sorriu e saiu correndo pela rua, com minha blusa.

Pulei o portão sem fazer barulho, a casa era totalmente desprotegida, muro pequeno, portão com lanças tortas. Me apoiei no muro e pulei direto para a janela de onde vinham os barulhos. Eram umas risadas misturadas com gemidos e... não sei oquê. Puxei a janela com vagar para o lado e afastei apenas um pouco da cortina. Havia algo acontecendo, e havia sexo, disso eu tinha certeza. Num ato rápido e seguro, abri a janela com toda a velocidade e pulei dentro do quarto. Pude ver então minha doce prima, Stella, sendo abusada e filmada. Seu rosto era de dor, algo sofria dentro dela, estava confusa, não sabia onde estava. Tudo aconteceu tão rápido, mas pode ser representado em câmera lenta. Ela estava chorando, mas estava drogada, disso eu tinha certeza, ela olhou para mim. Tinham cinco pessoas ali, três garotos e duas garotas, uma das vadias filmavam, e os outros três estavam com as calças abaixadas. Um estava montado nela, os outros dois seguravam seus pênis e os masturbavam do outro lado do quarto.

Meu maior desejo no momento era ter uma faca, ah, faria uma pintura linda na parede com a cor viva do sangue, seria tão lindo! Eles levaram um susto, como era o esperado. Tomei o celular da mão da vagabunda que filmava e a soquei no nariz. Os caras tentaram vir para cima de mim, peguei minha arma e mirei neles. Atirei no ombro do que estava estuprando minha prima, era um cara negro e feio. O barulho da arma fez com que a garota ao meu lado gritasse freneticamente, tive que apontar a arma para a cabeça dela para que os gritos se transformassem em lágrimas.

Blake: Qualquer filho da puta que tentar vir atrás de mim, ou contatar a polícia, qualquer merda dessas... irá morrer. — eu forçava a voz, para parecer que não era Blake Tryphon atrás da máscara.

Dei um tiro na maçaneta da porta e a chutei, eles não ousavam de aproximar de mim. Enrolei minha prima em um dos lençois e a carreguei para o andar de baixo. Fui até a rua carregando-a, e a coloquei na moto.

---

Mal posso acreditar em tudo que aconteceu... eu odeio festas. Odeio jovens, eu... me odeio, eu odeio toda essa merda que tá acontecendo. Ela mal sabe o que aconteceu, está toda dolorida e cansada. A coloquei para dormir na minha cama, mas eu não consigo dormir. Levantei-me e me vesti com minhas blusas de marca. Peguei cem reais em minha gaveta e saí pra rua. Andando, fui até o beco, na onde eu havia furtado dez reais de um mendigo. Não o encontrava mais, o dia estava uma desgraça. Andando mais um pouco, adentrando o beco, o encontro. Deitado em sua própria poça de mijo... e sangue. O fedor era horrível. Sem tocá-lo, dava para ver, foi esfaqueado no mínimo vinte vezes, e ainda por cima, levaram todo seu dinheiro. Voltando para a rua, me esbarro com Penny, a garota fofa da minha sala. Eu tinha uma cara emburrada, e ela, ah, um rosto convidativo. Estava voltando sozinha para casa.

Penny: Blake, oi. — eu pude sentir um nível de vergonha em seu tom.

Blake: Penny... tá muito tarde pra você estar na rua. — eu fingia estar de bom humor.

Penny: Digo o mesmo pra você...  — balançou a bolsa.

Blake: Posso te levar pra casa?

Penny: Hã? — arregalou os olhos.

Blake: É que... eu tô de moto, vai ser mais rápido se eu te levar. É de graça. — sorri, sem vontade de sorrir.

Penny: Claro. — riu.



Notas Finais


Desculpem-me, sério, desculpem-me.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...