História Theodor - Capítulo 33


Escrita por: ~

Postado
Categorias Manuel Neuer
Visualizações 814
Palavras 1.696
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Adultério, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi gente linda!!!!

Hoje mais cedo :)
Obrigada por tantos comentários no ultimo capitulo!!
Espero que gostem desse também.
Boa sexta

Capítulo 33 - Como nascem os goleiros


Fanfic / Fanfiction Theodor - Capítulo 33 - Como nascem os goleiros

POV Marie

Quando eu completei três meses de gravidez, os gêmeos Muller resolveram vir ao mundo aos sete meses de gestação.  Papai Thomas quase enlouqueceu de preocupação, mas a equipe medica o tranquilizou, pois era quase impossível uma gravidez gemelar chegar ao nono mês.

Lilly Müller se tornou minha afilhada e de Manu e Louis Müller, afilhado de Anna e Lewan.

Manu se derretia com os dois, já imaginando qual o sexo de seu filho e as conversas com minha barriga eram cada vez mais constantes. Theo também tinha entrado mais no espirito de irmão mais velho e fazia o mesmo que o pai, incluindo beijar a barriga quando chegavam, saíam, quando davam bom dia, boa noite ou simplesmente porque queriam que o bebê se sentisse amado.

- Mãe – Theo dizia comendo Nutella, sentado em minhas coxas, enquanto eu estava deitada no sofá – Porque a gente não põe o nome Thomas no bebê, se ele for menino?

- Você não acha que seu pai vai achar estranho? - tentei persuadi-lo a não insistir nisso. Ou pior, falar isso para Manu.

- Mas pelo menos ele vai ser alegre e bom de bola – ele dizia enfiando o dedo no pote.

- Não, não vamos por Thomas. Que tal Oliver ou Friedrich? – sugeri.

- Hummm, posso pensar? – ele disse, pois queríamos um nome que todos gostássemos. – E se for uma garota?

- Eu tinha pensado em Francesca, Amelie... – disse e ele fez uma careta.

- Oi família – Manu disse entrando na sala de tv e nos beijando – Theo já disse para não sentar em cima da sua mãe.

- Ele não está em cima de mim, está no meu colo – o repreendi quando ele voltou da cozinha com o prato do jantar.

- O que estão fazendo? – Manu disse começando a comer.

- Escolhendo nomes. Pai, você vai ficar muito chateado se meu irmão for menino e chamar Thomas? - Theo disse e o pai parou a garfada no meio do caminho entre o prato e a boca e eu segurei a risada.

- Sério isso Theodor? – Manu perguntou pressionando os lábios.

- É, olha, ele vai chutar bem, vai dar muita risada e o nome vai ser com a mesma letra do meu – Theo argumentou.

- Não, não precisa ter a mesma letra do seu – Manu voltou a comer – Tem outra opção?

- Sim, Oliver ou Friedrich – contei.

- Eu gosto de Oliver...e se tivermos uma menina? – ele perguntou.

- Pensei em Francesca, Amelie...- falei em dúvida.

- Eu gosto de Verena...- Manu disse distraído – Significa “a verdadeira”, em alemão antigo.

- Nossa, alguém aqui andou lendo o dicionário de nomes de bebês?? – debochei - Já sabe até o significado.

- Verena era o nome da minha avó, mãe da minha mãe. Eu gostava dela, ela fazia os pretzels mais gostosos que comi na vida. E, onde ela estiver, com certeza é apaixonada por Theo e deve estar contando para todas as amigas que o neto que ela mais amava vai ser pai de novo. – ele disse e me comovi, pois a gravidez estava me deixando uma manteiga derretida.

- Mas Manu, você não era o neto único?  - respondi pensando na família de Dona Marita, que também era filha única.

- Por isso mesmo, o neto que ela mais amava, só tinha eu mesmo. - ele sorriu orgulhoso do amor da vó – O que acha Theo? Gosta do nome Verena?

- Eu gostei – Theo disse – A gente pode chamar ela de Veve. E a letra V fica perto do T no alfabeto.

- Sua filha vai ter o nome da mulher que apoiou sua mãe a fugir de casa com o namorado que havia conhecido somente há dois meses? - rí lembrando da história de Dona Marita e Senhor Peter.

- É...melhor não né...e se ela vier com a rebeldia do nome? - Manu disse mais preocupado – Vamos escolher outro. Eu fico com Amelie.

- Não, agora eu gostei. Quero Veve – Theo cruzou os braços encarando o pai.

- Bem seu filho hein Senhora Neuer ?! – Manu riu.

Então duas semanas depois, descobrimos que seríamos pais e irmão de Verena Marc Neuer e assim que nossa garota viesse ao mundo, Manu também colocaria seu sobrenome no filho.

 

 

Minha gravidez estava entrando no quinto mês e eu estava bem tranquila, assim como da primeira vez. Não tinha vontades loucas, enjoos só nos primeiros meses, apenas uma leve irritação. Manu estava nas eliminatórias da copa em Hannover e tinha a seleção para a base do Bayern. Theo tinha feito sete anos então foi para essa seleção onde, caso não passasse, continuaria na escolinha de futebol, mas apenas para recreação. E caso fosse aprovado, os treinos começariam a ser mais rígidos, para quem sabe, ir subindo nas categorias até o time profissional, quando atingisse a maioridade.

- Peguei uma agua para você – Dani disse quando me acompanhou até o jogo para a seleção entre crianças de seis a oito anos.

- Obrigada – respondi e ajeitei o boné, tentando me camuflar no meio da pequena torcida. Não bastando ser o “filho de Manu e neto de Jogi”, ainda tínhamos que tentar ser invisível entre os outros pais e mães.

- Jogi não para de falar sobre a neta- ela começa a contar – Outro dia, saímos e ele comprou meio mundo para essa menina.

- Essa menina vai ser mais estragada que Theo – retruquei vendo o jogo – reparou como Theo é bem maior que os outros garotos?

- Sim, ouvi Manu comentar com Jogi que ele está oito centímetros acima da média dos garotos de sete anos. O médico da seleção disse a Jogi que provavelmente ele vai ficar mais alto que Manu – Dani contou.

- Vou ter trabalho não é? – perguntei rindo quando um dos garotos tentou passar por Theo na linha da grande área e, como a bola vinha pelo alto, Theo achou que tudo bem parar a bola com as mãos. – Ai não...- disse receosa.

O técnico-juiz apitou um pênalti e o garoto que estava no gol se recusou a pegar, alegando que Theo fez de propósito para prejudica-lo e arrancou as luvas infantis, jogando-as no chão.

- Daqui que eu pego – Theo enfrentou o garoto, estreitando lhe os olhos e pegou as luvas no gramado. – Saí desse gol, que essa bola eu pego – ele continuou confiante. Eu não conseguia acreditar no que estava vendo, apesar de não tirar os olhos de Theo indo para o gol.

- Ele pode ser a cara de Manu, mas quando franze os olhos assim, bravo, fica muito parecido com você, quando eu fazia alguma cagada no Louvre- Dani riu baixinho vendo Theo vestir as luvas.

- Meu... não vai dar certo. Theo quer ser atacante – disse ansiosa ao olhar Theo puxando a luva para o punho e, não por nada, mas Manu fazia exatamente isso, mesmo depois de fecha-las, ele ainda dava uma última puxada na base da luva.

- Confia no seu filho – Dani segurou minha mão – O sangue Neuer tem poder – ela disse e eu ri baixinho.

Então Theo foi para a linha do gol e, quando chegou embaixo da trave, bateu as mãos, abaixou, colocou as mãos nos joelhos e olhou firme o garoto que ia chutar o pênalti. Era um Manu em miniatura.

- Não sei se quero olhar, estou gravida, não posso ficar nervosa – falei sozinha.

- Olha... olha por que é seu filho e é o primeiro pênalti que ele vai pegar na vida – Dani disse pegando o celular – Preciso mostrar isso para o avô dele. Uma dia esse garoto vai estar na seleção, usando a camisa um e, que Deus permita, que ainda seja ao comando de Jogi.

Theo continuou com os olhos firmes no garoto que ia chutar quando o técnico- juiz apitou. O garoto correu e chutou a bola rasteira, porém forte no canto direito, exatamente o lado que Theo tinha decido cair e foi assim que tivemos a primeira defesa de Theodor Marc Neuer.

Meu coração ia explodir de felicidade. Só bateu acelerado assim em dois momentos: quando eu conheci Manu e depois quando peguei Theo no colo pela primeira vez. Eu achei que a próxima vez seria no nascimento de Verena, mas aparentemente Theo resolveu me dar essa aceleração antecipada.

- Senhora Marc – o técnico-juiz me chamou no final do treino – Theodor passou em nossa seleção.

- Ai que coisa boa!! Obrigada pela chance – agradeci ainda registrando a cena de Theo vestindo as luvas. Engraçado é não ter fixado a cena dele pulando para o canto certo, mas ele caminhando de cabeça baixa e depois puxando as luvas ao chegar no gol, exatamente como o pai fazia.

- Theo, vai jogar no meio de campo – o senhor de meia idade disse ao meu filho.

- Mas, não posso jogar no gol? – Theo disse e Dani teve que segurar meu braço porque uma vertigem tomou conta do meu corpo – Sabe, eu meio que gostei de pôr as luvas e pegar o pênalti.

- Sério Theo? – perguntei incrédula, pois depois de tantas tentativas frustradas de Manu fazer Theo vestir luvas, mesmo que por brincadeira, lá estava o herdeiro do melhor goleiro da Alemanha, pedindo para assumir a mesma posição do pai.

Eu nem quero imaginar a reação de Manu ao saber dessa novidade vinda de Theo, pois, mesmo quando eles brincavam no gramado de casa, quem ficava entre as traves era Manu. Theo se recusava a trocar de lugar com o pai, só queria marcar os gols e não defende-los.

- Ok, vamos tentar você no gol, para vermos como você se sair – o senhor respondeu e Theo abriu o sorriso mais lindo do universo.

- Mãe compra uma luva? – Theo pediu ainda no gramado.

- Claro – respondi sorrindo – Quantas você quiser, da cor que você quiser...

- Quero branca e preta, igual ao que o pai usa na seleção – ele disse animado.

- Providenciaremos uma luva branca e preta então – sorri quando ele abraçou minha cintura.

- Aparentemente é assim que se torna um goleiro – Dani disse quando saímos do centro de treinamento de base do Bayern.

- Dani, sinceramente.... Acho que não se torna goleiro, você nasce um – suspirei emocionada.

 


Notas Finais


><


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