História Theodor - Capítulo 36


Escrita por: ~

Postado
Categorias Manuel Neuer
Exibições 441
Palavras 5.976
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Adultério, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi gente linda!!
Só tenho a agradecer a tudo e a todos!!!!
Eu sei que o capitulo está mais extenso, mas não quis corta-lo ao meio para não perdermos a linha de pensamento. Espero que gostem.


Eu vos apresento a família Marc Neuer.

Capítulo 36 - Ser quem somos.


Fanfic / Fanfiction Theodor - Capítulo 36 - Ser quem somos.

 

15 anos depois

POV Marie

A vida tinha passado rápido.

Theodor estava com vinte e dois anos e Verena, quinze. Eu olhava para mim e Manu e não nos enxergava com nossos quarenta e tantos anos.

Jogi havia se casado com Danielle, que agora não era mais assistente no museu, mas sim uma renomada advogada nos divórcios milionários de jogadores alemães, como o de Mats Hummels. Therese e Gerard, assim como Dona Marita e Senhor Peter, ainda eram muito participantes em nossas vidas, mesmo longe fisicamente de nós e com a idade avançada.

Para minha tristeza, acabei deixando as restaurações e, bipolarmente falando, para minha alegria, assumi a direção da Neuer’s Kids Foudantion, onde meus filhos cresceram junto com as crianças da ONG, sendo minhas viagens á Gelsenkirchen constantes, apesar de residiremos em Munique.

Manu, agora era o preparador de goleiros do Bayern e da Die Mannschaft.  Theo, goleiro dos dois times, faria sua estreia na Copa do Mundo do Catar, a última do avô no comando da seleção.   Verena, desde os seus oito anos, decidiu que seria astrônoma, arrepiava-se quando alguém perguntava sobre o mundo dos esportes, mas explodiu de felicidade quando nós lhe demos um telescópio de presente.

Em alguns dias, Manu, Theo e Jogi seguiriam para o Catar, para a concentração para a copa e minha casa parecia uma zona de guerra, malas, roupas, chuteiras pela casa toda, afinal seriam quarenta dias longe de casa, se chegassem a final. Eram duas horas da manhã e Manu roncava, tirando meu sono, quando resolvi fazer um chá e ao chegar na cozinha, vi a luz do escritório acesa, refletindo por baixo da porta.

-Ê Manu, já está ficando esquecido – falei comigo mesmo quando abri a porta para apagar a luz e vi Theo, sentado no sofá, olhando os troféus e medalhas do pai. – Theo, o que faz aqui? Aconteceu alguma coisa?

- Nada mãe…- ele respondeu reticente.

- Ihhh, te conheço, fui eu que te colocou no mundo – respondi e fui até ele – Você não consegue me esconder as coisas por muito tempo. Desembucha.

- Ai mãe – ele soltou o ar preso – E se eu não conseguir? E se não for bom como ele? E se eu decepcionar o vô Jogi justo na última copa dele?

- Ei, muita calma nessa hora – respondi – Primeiro, cada um é uma pessoa única. Por mais que você seja seu pai em tudo, ele é Manuel, você é Theodor. Segundo, acha que seu pai chegou logo de cara, ganhando tudo?

- Mas mãe, olha essa parede... Luvas de ouro, troféus de melhor do mundo, medalhas de Champions League, Copa da Alemanha, Bundesliga .... Tudo mais de uma vez – Theo diz com os olhos lacrimejando.

- Filho, calma, vem aqui – chamei e ele deitou a cabeça no meu colo – Theo, você acha que seu pai nunca perdeu pênalti? Nunca perdeu falta? Nunca tomou gol bobo? Você mesmo quando era criança ficava revoltado com os gols bobos que ele deixava entrar... – relembrei ajeitando seu cabelo claro.

- Eu sei mãe, mas as pessoas esperam coisas, sabe? E falam que é por causa do meu vô e do pai que estou na seleção – ele fala aflito e sei bem o que sente. Por isso nunca nem usei os nomes LOW e NEUER, ligados ao meu. E sei a pressão que foi em cima de Theo, quando ele ameaçou pedir para colocar MARC na camiseta.

- Theo, você subiu da base, porque você é bom e seu avô mesmo, já te deixou no banco. – relembro – Vão falar de qualquer coisa que você fizer.  E tem mais, quando você está no gol, com a bola vindo na sua cara, é você por você. Não tem Joachim Low nem Manuel Neuer ali para te defender, para te ajudar. Quando você defende as bolas, é Theodor por ele mesmo.

Então ele parece pensar e passo a mão por seu rosto, tão igual ao do pai e penso no alivio que foi eu ter ido aquela noite no hospital. Porque se Theo não conhecesse o pai, ia ser um perrengue explicar tamanha semelhança.

- Vai dormir, descansar, porque amanhã você treina metade do dia e eu sei o quanto o seu pai é exigente com você – digo e ele se levanta.

- Tem mais uma coisa mãe ...- agora sim ele está nervoso.

- Vai Theo, fala logo, tudo de uma vez, que nem tirar band id – falo receosa.

- É, então, eu meio que estou namorando – ele fala rápido.

- Sério? – pergunto não acreditando – O meu menino namorando!

- É, não pira ta?! – ele diz e senta do meu lado.

- Não...isso é um sinal que a idade bateu mesmo, estou velha, agora é definitivo – suspiro.

- Ai mãe, você é linda!!!- ele ri igual ao pai e me sinto mais apaixonada por Manu e mais agradecida por ter filhos como ele e a irmã.

- Bom Theo, espero que você tenha responsabilidade – falo como uma mãe – E quando quiser traze-la aqui em casa, ficarei muito feliz em conhece-la. E seja breve nisso.

- Pode deixar – ele diz e nos levantamos – Obrigado viu mãe – ele me abraça e sou tão pequena perto dele – Eu te amo e você é minha ídola, mas não deixa o pai saber disso – ele pede sério e eu caio numa gargalhada.

- Ok, não contarei isso para o Neuer – rí e fomos deitar.

Theo namorando…é, a idade chegou.

 

 

- Bom dia amor – Manu me beija na cozinha enquanto eu preparava o café, já que era fim de semana e as empregadas estavam de folga. – Dormiu bem?

- Bom dia – respondi – Ô, maravilhosamente bem, com um ser humano roncando a noite inteira do meu lado. A parte boa é que vou ficar com a cama só pra mim um mês inteirinho– rio.

- Desculpa – ele pede e me abraça – Parte boa é? – ele segura minhas mãos atrás das costas – Você vai enlouquecer de saudade que eu sei – Manu me encara e puxa meus lábios – Quero ver quando eu voltar para casa, vamos ter que mandar as crianças de férias para Paris, para matar toda a vontade acumulada...Eu te conheço Senhora Neuer - ele diz e beija meu pescoço, apertando minha bunda.

- Vocês poderiam parar de se agarrar na cozinha logo de manhã ?!– a voz de Theo se faz presente e não desgrudamos o olhar um do outro.

- Theo, você já devia ter se acostumado, sabe que eu amo a sua mãe e que não consigo ficar longe dela.... – Manu sorri para mim.

- Eu vou reformular a frase. Vocês poderiam parar de se agarrar na cozinha logo de manhã, porque temos visita?! – ele explica e Manu nos separarmos num milésimo de segundo – Obrigado. Mãe e Pai, essa é Mira, minha namorada – ele diz sem graça. – Mira, esses dois sem vergonha, são meus pais, Manuel e Marie.

- Mira...é um prazer te conhecer – Manu estende a mão para a garota morena, de cabelos curtos e vestido florido, que está mais roxa de vergonha do que nós – Fica à vontade, a casa é sua e nós não somos sem vergonha.

- Mira, querida – eu vou até a moça que mal respira – Pode relaxar viu, somos normais, vem  tomar um café com a gente – levo-a até a mesa.

- Obrigada, é um imenso prazer conhecer vocês – a moça finalmente consegue falar alguma coisa – Senhor Neuer eu acompanhei muito seu trabalho. E senhora Neuer, a senhora é muito bonita e Theo fala tanto de vocês, que é como se eu já os conhecesse há anos.

- Pode me chamar só de Marie, Senhora Neuer é a minha sogra – peço sorrindo.

- Poderia ser você né, Senhora Neuer – Manu brinca, pois eu nunca aceitei oficialmente esse sobrenome, só entre quatro paredes.

- Claro, Dona Marie...- ela sorri.

- Dá pra ser só Marie?  - peço – Theo namorando já me faz sentir velha e se você me chamar de Dona só piora.

-Claro, como a senho…- ela diz e eu arregalo os olhos – Você, como você preferir.

- Bem melhor. Então Mira, você faz o que? – pergunto enquanto Theo revira os olhos e Manu serve o suco.

- Eu estudo medicina na Universidade da Baviera – ela começa a se explicar – E minha família mora em Gelsenkirchen. Eu sou filha de Mutlu Ozil, sou sobrinha de Mesut.

- Aiiiiii que legal!!- comemoro – Olha Manu, os bebês que conhecemos, cresceram!

- É amor, é a lei da vida – Manu diz óbvio.

- E como está Mesut? – pergunto e Manu me estreita os olhos.

- Está muito bem, ele tem muitos negócios em Istambul – ela explica.

- Casou-se com Mandy? – pergunto.

- Está muito interessada, não acha Marie? – Manu me pergunta e o ignoro.

- Não... meu tio pula de namorada em namorada. Ficou muito feliz quando soube quem era meu namorado – Mira continua.

- Ah, então Theo já conheceu sua família? – Manu pergunta.

- Sim, Theo estava com Marie – ela titubeia em dizer só meu nome – num dia na ONG e fez questão de ir até a casa dos meus pais – ela explica.

- Fez muito bem – Manu concorda.

- Bom dia gente - Verena entra na cozinha – Oi Mira, como está?

- Bem, obrigada – minha nora responde.

Minha nora. Nossa.

- Ah, vocês já se conhecem? – pergunto.

- Sim, eu estava no Allianz, numa visita e Theo me encontrou. Depois eu fui até o restaurante da Paulaner e ele estava lá com Verena. – Mira explica ainda tímida.

- Nossa – Manu exclama – Foi exatamente assim que conheci Marie, no Allianz e numa livraria e depois fomos na Paulaner e....

- Manu, não precisa mencionar o resto, hoje é dia de conhecer Mira – o interrompo antes que ele comece a contar que nós pegamos dentro do carro na Marienplatz e depois transamos no apartamento dele, logo na primeira noite.

- Então Mira, vai para o Catar? – pergunto.

- Não sei ainda, tenho que ver as férias da faculdade, estou nas provas finais de semestre – ela explica.

- Vou deixar meus telefones e e-mail com você, aí você se programa e vai conosco. Vamos eu, Verena e a família Muller, Danielle, Anna e Lewan. Você vai por nossa conta. – convido-a.

- Mas Marie, posso pagar minhas despesas – ela fala nervosa.

- Mira, você é parte da nossa família – sorrio lembrando que Dona Marita falou isso no dia em que me conheceu no hospital -  Apenas peço que vocês tenham responsabilidade.

- Quero só ver se quando eu namorar, vai ser simples assim – Verena fala remexendo a mochila.

- Sim, direitos e deveres iguais nessa casa – explico.

- Claro que não, você vai namorar quando eu morrer – Manu fala bebendo seu café – Ou melhor, três meses depois que eu morrer. Para ter certeza que eu estou bem morto.

- Ah sim, claro…lembrando que na sua família as pessoas morrem com noventa anos – retruco e Mira rí.

- Pai, lindo, meu amor...- Verena sorri e o abraça por trás da cadeira, passando os braços pelo pescoço do pai e posso admirar os belos olhos azuis que ela também herdou dele, apesar do cabelo escuro ser uma característica Low.

- Ihhh, o que você quer? – Manu sorri.

- Nada ué, não posso abraçar o melhor pai do mundo, o maior goleiro de todos os tempos, o homem mais lindo do universo? - ela ri e beija estalado sua bochecha – Olha que sorte a minha, ter tudo isso nos meus braços, logo de manhã?

- É bem sua filha, não Senhora Neuer?!!! – ele me olha de canto - É dinheiro que você quer? Quanto e para que?  – Manu pergunta e eu seguro a risada.

- Não, dinheiro minha mãe me dá – Verena responde sorrindo– Vou passar o fim de semana no Haras da Tia Lisa, ta?!

- Ah ta, não é pedido, é um aviso? - Manu a encara.

- Manu, pelo amor, fim de semana com Lisa, Thomas e Lilly – disfarço porque sei os interesses de minha filha.

Thomas não tinha seguido carreira esportiva depois da aposentadoria, tinha expandido o haras de adestramento de cavalos, já que Lilly queria ser amazona como a mãe e Louis, médico veterinário. Lilly e Louis eram meses velhos que Verena, porém estudavam no mesmo colégio, então tornaram-se inseparáveis.

- E Louis né, não podemos nos esquecer de Louis Muller – Theo alfineta e a irmã o encara.

- A conversa não chegou no chiqueiro Theo – Verena rebate – Vai chutar uma bola vai...

- Podem parar os dois – Manu interfere na picuinha de irmãos.

- Veve, precisa que eu te leve? - mudo os rumos antes que Manu perceba.

- Não, Tia Lisa mandou o motorista vir me pegar com Lilly – ela sorri e nos beija, incluindo a cunhada, depois pega uma maçã e sai sob os olhares de Manu.

- O que foi? – pergunto segurando sua mão sobre a mesa.

- Eles cresceram rápido né? – Manu engole em seco e mais uma vez, sei que é hora de mudar os rumos da conversa.

Já era bem tarde quando Theo me ligou dizendo que ia jantar com Mira e o questionei do atraso de seu pai, ficando sabendo que meu amável marido estava sentado na beira do campo, há quarenta minutos, tomando cerveja e vendo Nico Reus correr em volta do campo.

- Manu – pergunto assim que ele atende a vídeo chamada – Não vai vir para a casa hoje?

- Sim, assim que eu der uma lição num dos jogadores desse time – ele respondeu com um sorriso irônico.

- O que houve? – perguntei.

- Aparentemente a mãe de Theodor veio busca-lo usando um vestido curto e decotado demais para uma mãe e eu peguei o moleque falando que o pai de Theodor não dá conta dela – ele bufa, então me recordo do dia que fui buscar Theo e esse garoto veio até a janela do carro me cumprimentar.

- Amor, o carro de Theo estava na revisão, eu estava de bobeira em casa e fui busca-lo. Nem desci do carro .... – explico.

-Vou dar um corretivo nele e quando eu chegar, minha conversa é com a senhora Dona Marie Maxime Marc Neuer– ele diz sério –Nem faça essa cara – ele exclama quando arregalo os olhos. – Ah senhora Neuer...

- Amor, libera o garoto, as crianças estão fora – sorrio com segundas, terceiras e quartas intenções.

- Nem vem Marie, não vai me ganhar com seu charme, com esse olhar ...e pare de passar a língua nos lábios, estou bravo com você – ele retruca.

- Amor, vem pra casa vem – sorrio de novo e chupo meu dedo todo, descendo pelo meio dos seios.

- Marie, não, eu estou muito bravo com você – ele diz e sei que a braveza vai passar logo.

- Tubo bem, eu faço sozinha ...- sorrio e desligo. Não dou meia hora para ele entrar em casa.

Ah Manuel Neuer, eu conheço suas fraquezas.

 

 

POV Manu

- Theo, chega por hoje – dispenso meu filho dos treinamentos. Sempre éramos os primeiros a chegar e os últimos a sair e quando entro no vestiário e ouço Nico Reus, sobrinho de meu ex-companheiro de seleção Marco Reus, falando da minha esposa.

- Que Neuer não me ouça, mas outro dia a mãe de Theo veio busca-lo e lógico que fui até aquele carrão esportivo dela para cumprimentá-la – ele conversava com um dos zagueiros de costas para a porta - Cara, ela estava com um vestido de florezinhas, com um decote...Rapaz, eu poderia passar a vida naquele decote – ele fala com entusiasmo - Neuer já está meio velho, não sei se dá conta daquele mulherão, se ela me quiser, eu faço....

- É mesmo Nico? Posso saber o que você faz com a mãe de Theodor? – pergunto severo e ele se cala.

- Neuer??!!! Ahn, oi Neuer, não te ouvi entrando – ele diz vermelho – Não faço nada, estava aqui falando que sua esposa... a senhora Neuer... a mãe de Theodor... é extremamente gentil e educada.

- É mesmo? – o encaro cruzando os braços no peito- Aparentemente eu ouvi você elogiando-a de outra maneira. Para deixar claro, eu dou conta sim da minha mulher e para você ser como eu sou com ela, vai ter que comer muito goulash. Mas para você registrar bem essa informação, vamos fazer um treinamento especial. Vem comigo – ordeno e ele me segue de volta ao gramado – Comece a correr em volta do campo e só pare quando eu mandar.

- Mas Neuer, eu já treinei e outra, temos que descansar os músculos, pois vamos ao Catar....- ele argumenta.

- Sim, eu sei. Mas você quer que eu te lembre que a mãe de Theodor é filha do mesmo cara que te convocou para ir ao Catar? - pergunto bravo, então ele começa a correr enquanto vou até o biegarten pegar uma cerveja e um sanduiche.

- Pai – Theo me chama quando sento no banco assistindo Nico correr – Não vou jantar em casa, vou sair com Mira, ta?

- Ok, tenha juízo e avise sua mãe – advirto.

- Ahan... você não vai para casa? – Theo pergunta.

- Mais tarde, vou dar um treinamento especial para Nico – sorrio e Theo se vai.

E quarenta minutos depois, Marie me liga praticamente me incendiando. Mesmo depois de tantos anos, ela me enlouquecia. Eu sabia que ela não tinha feito nada, que Nico era um garoto na pós puberdade, safado e sem vergonha, mas eu não ia deixar ele falando daquele jeito da minha mulher.

E sim, eu dou conta muito bem dela.

- Nico, chega de correr –berro da beira do gramado – Preciso ir para a minha casa, ficar com a MINHA linda mulher – o encaro uma última vez.

- Claro Neuer – ele concorda ofegante completamente suado – Tenha uma boa noite com a senhora Neuer.

- Pode ter certeza, que assim como todas as outras, será uma ótima noite – rio irônico e vou para o carro.

Quando chego em casa, está tudo a meia luz e sei o que me espera, então já vou tirando o agasalho, os tênis e passo pelo meu criado mudo, pegando minha antiga braçadeira. Eu tentei persuadir Marie que eu podia pegar uma nova, mas ela gosta dessa antiga. Ela lava, troca o elástico, mas só quer essa, alegando que as novas não tem tanto poder quanto essa.

- Então você me quer Senhora Neuer? - perguntei acariciando meu pênis duro.

- Demorou capitão Neuer – Marie me diz sorrindo, encostada na bancada na pia, de lingerie, sandália de salto e bebendo um champanhe no gargalo.

- Eu tive que dar uma lição num garoto na puberdade que ficou falando da minha mulher...- repondo prendendo a tira de pano no braço – Isso porque ele nem imagina que você seja assim.... – repondo a encarando enquanto ela sorri e leva a mão para dentro da calcinha.

- E eu tive que começar sozinha – ela diz e fecha os olhos, enquanto toma mais um gole da garrafa e, com a mão livre, se masturbava. Eu poderia assisti-la o dia todo, fazendo isso, mas hoje não. Fui até Marie e segurei firme em seus braços, a beijando forte, com mordidas e chupões, porque era assim que ela gostava. A abracei por trás, colocando a mão na sua intimidade e fui nos levando até nossa cama.

- Assim amor ...- Marie se colocou de quatro e eu abaixei sua calcinha até o meio das coxas, penetrando entre suas pernas juntas.

- Vira – pedi depois de um tempo nessa posição. Eu gostava de fazer de qualquer jeito, mas hoje eu queria vê-la, olhar em seus olhos, beijar sua boca. Assim que Marie virou, eu tirei sua calcinha enquanto ela se despiu do sutiã, então suguei seus seios, ouvindo seus gemidos baixos. Marie me empurrou na cama e se colocou entre minhas pernas, então eu soube que todo meu auto controle seria posto à prova.

 

POV Marie

Mesmo depois de tantos anos, eu tinha que admitir que o tempo só melhorou Manu. Não que ele já não fosse excelente, mas agora saber como queríamos as coisas na cama, era incrível. E vê-lo nu, excitado e com a nossa braçadeira , só me deu mais certeza de sua excelência ainda mais quando Manu entrou no banheiro acariciando o próprio membro.

- Então você me quer Senhora Neuer? – ele perguntou quando estávamos na cama.

- Muito, capitão Neuer…- respondi colocando seu membro na boca e fui lambendo vagarosamente, indo e vindo, passando a língua pela fenda.

- Amor...- Manu gemeu e meu corpo tremeu ao ouvi-lo, então ele nos virou e me penetrou, parando uns segundos antes de movimentar-se.

Olhos nos olhos, mãos nas mãos, coração no coração.

- Isso Manu, me fode bem gostoso, como você sempre faz. – pedi e ele começou devagar, aumentando gradativamente a pressão e eu não tinha mais controle sobre mim.

 - Gostosa...me deixa te ouvir ...- ele pediu e eu obedeci, quando ele soltou uma de nossas mãos e a colocou no meu clitóris. Não demorou muito para que eu tivesse a sensação de explodir em mil pedaços, logo após Manu gemer em alivio.

- Me abraça? – pedi quando ele saiu de cima de mim.

- Eu faço esse sacrifício – ele disse dando aquela risada que eu adorava...

 

 

 

-Pai – chamei Jogi assim que chegamos para deixar Manu e Theo na concentração para o embarque ao Catar.

- Oi filha – um Jogi grisalho e ansioso me engoliu num abraço apertado – Nem acredito que esse dia chegou.

- Tudo junto né? – eu respondi emocionada – Posso te pedir uma coisa? – pedi e ele assentiu – Não deixa Manu judiar de Theo com o perfeccionismo dele, ta? Sabe, Theo tem toda um caminhada pela frente, Manu já cumpriu o destino dele.

- Maxime, confie no seu filho...- Jogi disse olhando o neto com a namorada.

- No Theo eu confio...não confio no perfeccionismo de Manu – sorri quando Verena desceu de um carro do haras Müller.

- Achei que não fosse vir me dar um beijo !!! – Jogi a repreendeu quando ela o abraçou.

- Lógico que eu viria…Você não coordena bem seus marmanjos se não tem meu beijo de boa sorte – Verena riu alto enquanto Theo se aproximava com Mira , quando a irmã pulou em cima dele e ele a apertou.

- Veve, vai machucar ...- a repreendi porque esses dois não perceberam que cresceram.

- Mãe, tem certeza que não trocaram seu bebê na maternidade? – Theo perguntou – Isso é um demônio em forma de garota.

- Ah vá Téotéo – ela o chamou pelo apelido carinhoso – Eu sei que você me ama e vai morrer sem mim!! – ela disse enchendo seu rosto de beijos enquanto Mira ria.

- Vou...vou morrer de felicidade – Theo retrucou abraçando a irmã de um lado e a namorada de outro.

- Traz um presente bem lindão para mim?! Mas nada de chaveiro, lápis...quero um vestido, um sapato …um brinco bem bonito cheio de pedras, já que lá é a terra dos sheiks - Verena pedia pendurada no irmão.

- Pede pro seu pai, ele que faz todas suas vontades – ele disse revirando os olhos, quando Manu veio até nós.

- Até que enfim hein Dona Verena, achei que fosse te ver só na volta – Manu disse e abriu os braços para a filha que se encaixou em seu tórax.

- Até parece que eu não vir te lembrar de trazer um presente – Verena riu.

- Trago se você cuidar direito da sua mãe- Manu negociou.

- É, comportem-se – Theo interviu.

- Sim senhor Manuel Neuer...vai tranquilo, eu vigio as roupas dela quando formos para as baladas - Verena continuou rindo e Mira tentou acompanhou a conversa.

- Não liga Mira, eu jamais vou para baladas. É que esses dois sofrem de um problema gravíssimo chamado: Vamos tomar conta da vida de Marie – eu ri para minha nora.

- É Mira, esses dois tem ciúme crônico da minha mãe – Verena contou – Se ela faz o doce que um gosta e não o de outro, é certeza de alguém bicudo por dias. Se minha mãe compra uma camiseta para um e não para o outro, aí é o outro bicudo.

- Chega... vão circular e me deixem despedir da minha esposa – Manu soltou Verena e me abraçou.

- Vamos logo que vai começar a sem vergonhice – Theo chacoalhou a cabeça em reprovação.

- Está vendo Mira? Ó o bichinho verde do ciúme em Theo... Vem que vou te apresentar a vó Danielle, aquela ruiva lá com Jogi... – Verena riu e saiu com o irmão e a cunhada.

 

 

POV Manu

- Precisa ir tão arrumada assim? - perguntei quando Marie nos levava até o centro de treinamento do Bayern, de onde sairíamos, usando um justo vestido azul claro até os joelhos com sapatos de salto.

- Você vai ficar mais de um mês sem me ver, tenho que estar bonita nas suas lembranças – ela responde concentrada no transito – Verena já está a caminho com o motorista de Lisa.

-Achei que ela nem fosse vir – Theo comenta no banco de trás com Mira – Também achei meio demais essa roupa.

- Pára, sua mãe é muito jovem e bonita, tem que usar o que quiser - Mira o repreende e sei que ela é do time de Marie, ou seja, Theo vai ter trabalho.

- Eu ponho Verena de castigo se não viesse me dar um beijo de boa viagem – exclamo quando chegamos.

Depois que juntamos nossa bagagem com o resto da comitiva, Marie já havia falado com o pai e com o filho, eu já havia me despedido e dado todas os sermões em Veve, chegou a vez de falar com Marie. Era a pior parte, pois mesmo que ela estivesse acostumada, odiava deixar todas as responsabilidades só para ela.

- Transferi mais dinheiro para sua conta e se precisar de mais, use nossas reservas – começo as recomendações – Também olhei os pneus dos carros, eles já estão abastecidos e comprei duas caixas do seu remédio de enxaqueca, caso você tenha uma crise fora de hora. E deixei as camisetas que você gosta para você dormir com elas...

-  O mesmo ritual de todas as copas – ela sorriu e me abraçou quando a fila de jogadores passou por nós, todos me cumprimentando, incluindo Nico Reus.

- Boa tarde Neuer – o rapaz acena sem graça – Senhora Neuer, como vai?

- Oi Nico – respondo sério.

- Oi Nico!! Vou muito bem, obrigada – Marie respondeu sorridente e o abraçou, como faz com todas as pessoas e ele me olhou aterrorizado – Boa sorte no Catar. Estarei lá para a final, porque tenho certeza que essa copa é nossa!!

- Obrigado Senhora Neuer – ele respondeu completamente envergonhado – A senhora é muito gentil. Com licença, preciso ir.

- Coitado Manu – ela comentou compadecida.

- Coitado nada, tem que respeitar a mulher dos outros – respondi a encarando.

- Amor, pega leve com Theo...- Marie pediu olhando o filho abraçado com a irmã e a namorada.

- Só extraio dele todo o potencial que eu sei que ele tem…e que não é pouco – falei.

- Amor, ele está preocupado com tanta responsabilidade – ela continuou olhando o filho.

- Marie, confia no nosso filho. Eu sei do que ele é capaz – respondi confiante porque realmente meu filho era bom. Muitas vezes, melhor do que eu. Theo tinha o meu perfeccionismo, a minha concentração, a minha confiança. Mas as características de Marie nele, o tornaram muito melhor que eu, porque ele tinha a leveza dela, o riso solto e principalmente a capacidade de ver o melhor em cada situação ruim, de levantar a cabeça sem ficar remoendo.  – Te vejo em um mês, na final em Doha, com nosso filho no gol, na final da copa do mundo – disse vendo seus olhos se encherem de agua e seus braços arrepiarem.

- Te amo – ela respondeu quando as lagrimas teimosas cismaram em cair.

- Também te amo e só sou o que sou, porque você entrou na minha vida – me despedi e a beijei.

 

 

POV Marie

 -Então vamos ser família? – Lisa me perguntou rindo, enquanto nos ajeitávamos na primeira fila da arquibancada no estádio da final da copa, vendo Verena e Louis sentando juntos.

- Sim...mas Manu não sabe ainda – eu ri – Eu e  Verena concordamos em deixar passar a copa.

- E eu aprender técnicas de defesa pessoal, porque ele vai me arrebentar por meu filho ciscar em volta de Veve – Thomas disse preocupado.

- E é  melhor Thomas nem imaginar quem está ciscando em volta de Lilly – Lisa cochichou. – Nico Reus – ela continuou e eu arregalei os olhos.

- Mas ele não é alguns anos mais velho? – perguntei.

- Sim, ele tem vinte e um, Lilly só dezesseis...mas quem segura? – Lisa suspirou cansada.

- OIiiiiiiiii gente!!! Sentiram saudades? – uma linda e quase cinquentona Anna Lewandowska acompanhada de Lewan nos abraçou.

- Muito – respondi abraçando-a.

- Menina...até que enfim nos encontramos!!- ela continuou abraçando todos, já que agora moravam em definitivo em Varsóvia.

- Anna, essa é Mira, namorada de Theo – apresentei a jovem do meu lado.

- Como assim namorada? Theo tá com o que ... uns dezessete anos?? – Anna questionou.

- Vinte e dois …- respondi e ele arregalou os olhos.

- Mira, é um prazer conhece-la, para Téotéo, sou Tia Anna, para você sou Anna mesmo – Anna virou para a jovem paralisada – Sua sogra é um amor de pessoa, mas não queria vê-la junto comigo e com Lisa...a última mesmo que cruzou o caminho dela e colocamos para correr, está correndo de nós até hoje, casada com um jogador inglês aposentado e barrigudo. Então seja a melhor pessoa do mundo para Theo.

- Com certeza Senhora Anna – Mira gaguejou – Eu gosto e respeito muito Theo e a família Neuer...

- Anna, menos…- Lewan pediu quando foi interrompido pelo barulho ensurdecedor do estádio pois os jogadores estavam entrando para o aquecimento. E quando Manu foi aquecer Theo, o barulho triplicou. Não pude deixar de admirar meu marido com o uniforme branco da comissão e Theo com as roupas escuras, que eram um belo conjunto com a tamanha semelhança entre os dois.

- Acostume-se Mira – disse para a jovem visivelmente incomodada com as berros para o seu namorado – Theo ainda é mais reservado do que o pai. Manu chegava abraçando, ficando no meio para as fotos com torcedoras...

- Eu sei Marie, Theo é diferente porque me disse que viu o quanto isso te incomodava e não quer isso para mim – ela contou sorrindo e eu explodi de orgulho do meu filho.

- Mãe – Verena me abraçou – Não conta para ninguém, mas estou muito nervosa. Olha a cara do Neuer pai – ela disse e apontou o pai sério jogando a bola alta para o irmão.

- Veve, acredite em mim, eu também estou em pânico. Olha a cara do Neuer filho – apontei para Theo que nem piscava rebatendo as bolas.

- Eu confio neles. Nos dois, na experiência de Manuel e na competência de Theo – Mira disse e a abracei também.

- Ainda bem que temos você...porque se fosse só eu e Veve, nem sei ...- rí nervosa.

Então o time saiu de campo para trocar o uniforme e Manu me deu uma piscada cumplice, enquanto Theo me olhou tão sereno que não tenho como não me apoiar nas palavras de Mira, realmente eu acreditava nele. Quando eles entraram enfileirados e vi Theo usando uma camisa preta, com o número um em branco e o escrito Neuer nas costas, assim como as luvas, me recordando a primeira luva que comprei para ele, ao som do hino alemão, achei que fosse desmaiar. Verena e Mira usavam a mesma camisa dele e telão mostrou o banco de reservas, meu pai e meu marido, depois nos focalizou na torcida.

Antes do apito inicial, Jogi recebeu uma homenagem com flores e uma placa de honra ao mérito, entregue pelo presidente da Fifa, ao lado do genro e do neto.

- Acho melhor eu sentar – disse quando minhas pernas bambearam.

- Senta não que vai começar – Mira riu.

Eu já vi jogos difíceis contra a Argentina, mas esse estava caprichado. Os jogadores sul americanos são marrentos demais, jogo entroncado, muitas faltas. Theo se dividindo em dez para pegar as bolas e sei que, quando ele só as espalmava e não as segurava, Manu devia estar se revirando no banco, pois ele odiava isso, achava que goleiro tinha que pegar a bola, não rebatê-la. Mas como toda final de Copa do Mundo que se preze, fomos para a prorrogação. E como devíamos ter pago a taxa da emoção junto com o ingresso, fomos para os pênaltis.

Enquanto os jogadores recebiam massagens, agua e energéticos, Manu chamou Theo num canto e começou a falar com o filho.

- Mãe – Verena cochichou – Ele está torturando Téotéo, não está? – ela disse ameaçando choro enquanto apontava a imagem dos dois no telão.

- Espero que não Verena, senão ele vai se ver comigo em casa – respondi olhando para os dois no gramado.

-Confia gente...vai dar certo !! – Mira era a mais centrada,  por fora... porque podia ver naqueles olhos escuros que estava tão nervosa quanto nós.

Quando o juiz chamou os jogadores e os preparadores físicos saíram do gramado, Theo me encarou e sorriu de leve. O mesmo sorriso de menino de sempre. Então ali eu soube que meu menino era muito melhor que o pai dele, pois tudo o que passamos o fizeram ser o que ela era. Mas, acima de tudo, era o meu Theodor, a minha dádiva de Deus,  que queria ser atacante, mas a vida o empurrou para o gol.

Eu mal podia enxergar as cobranças pois as lagrimas haviam tomado todo o meu ser e a única coisa que pude registrar, foi a voz de Mira me dizendo:

-  É a última, se ele pegar somos campeões. E Marie, você sabe tanto quanto eu, que ele vai pegar – a jovem sorriu com os olhos brilhantes.

Então Theo, sendo filho de quem é, foi lá e pegou a última cobrança, dando ao povo alemão mais uma Copa do Mundo.

Em meio à euforia, aos abraços dos companheiros e a festa de um estádio inteiro, pude ver Manu vindo em nossa direção, com o braço no ombro de Theo. Ali eu  soube que era assim que nasciam os goleiros, que eles eram frutos de muita dedicação, concentração, treino pesado, nascidos em famílias meio tortas, mas cercados de amor e que a vida não conseguiu deixar longe por muito tempo. Além de herdarem os belos e apaixonantes olhos azuis do pai.

Theo veio correndo até a primeira fila da arquibancada e meu deu um selinho, igual Manu fazia com Dona Marita e também me deu uma camiseta de goleiro, porque eu nunca usei as do pai dele. Simplesmente não precisava ficar exibindo quem eu era através das camisetas. Manu tirou seu agasalho branco da comissão e por baixo, usava a camiseta preta igual ao filho. Verena e Mira já usavam as delas e eu vesti a que Theo me deu, por cima da blusa que eu usava.

- Somos todos Neuer – Verena riu ao fazer um selfie de nós cinco.

- Eu não seria o que eu sou se eu não tivesse você mãe – Theo me engoliu naquele abraço tão grande quanto o do pai dele, antes de o chamarem para fotos com Mira e o restante dos amigos e namoradas. Verena se juntou a Anna e Lewan , depois a Lisa, Thomas, Lily e Louis para mais selfies e sobramos eu e Manu, em meio ao papel picado, aos fogos de artifícios, ambos usando a camisa um, com o nome Neuer.

- Nunca perdi a esperança de te ver com essa camisa – ele riu e beijou minha testa.

– Até que fico bem com ela - sorri em meio as lagrimas.

- Marie...- Manu me encarou e me perdi naqueles olhos azuis – Agradeço todos os dias pelas decisões que você tomou, pois foram elas que nos fizeram ser quem somos.


Notas Finais


><


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...