História T.h.e.P.h.o.e.n.i.x.pcy - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Chanyeol, D.O
Tags Chansoo, Chansoonossodecadadia, Yaoi
Exibições 179
Palavras 3.060
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Pansexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Alô alô ~ olha só eu de novo ( ▀ ͜͞ʖ▀)
Não vou nem repetir que não sei o que estou fazendo, porque eu nunca sei. Só sei que quero me livrar do fantasma que foi o final de Inércia e resolvi afogar as mágoas no OTP mais amor da life <3 Não gente, não é SeSoo, no meu reino só tem ChanSoo u.u (mindira, eu shippo tudo que vocês imaginarem ( ͡° ͜ʖ ͡°) e mais um pouco )
Espero que alguém goste.
enjoy it~

Capítulo 1 - Capítulo Único


 

|               T.h.e.P.h.o.e.n.i.x.pcy                |

 

É madrugada de segunda-feira, quase uma da manhã. Kyungsoo não dormiu na noite de sábado porque era seu turno na uBeat, casa noturna onde trabalha, e sentia muito, muito sono. Mesmo assim não podia pregar os olhos, porque sua mente se nega a desligar quando pode obrigar os olhos a passarem alguns minutos - ou horas - a mais olhando para as costas nuas do gigante que dorme todo esparramado na cama de casal. Seria uma grande mentira negar que é uma bela vista, mas ele estar invadindo o lado da cama faz Kyungsoo ter uma puta vontade de chutá-lo pro chão.

Não é só por estar do lado da cama que não lhe pertence, esse é só o estopim. Chanyeol passou o dia no modo pseudo artista incompreendido chato pra caralho e pressionou todos os limites de Kyungsoo ao extremo.
O menor pensava agora em como sua vida era diferente antes de conhecer aquele homem, que devia ter escutado sua mãe quando ela disse que não gostava da cara dele, porque ela gosta de todo mundo. Se viu algo errado naquele poste, é porque era muito errado.

O tempo mostrou que eram muitos algos errados.
Kyungsoo descobriu cada pequena coisa errada que compunha o quebra cabeça chamado Park Chanyeol.

Podemos começar dizendo uma única palavra: sagitário. Sim, é a droga de um palhaço sagitariano trazendo seu espetáculo para a vida emocional pacata de Kyungsoo. Ele é dramático, ansioso, hiperativo, irresponsável e metido a otimista. Sem contar a veia sarcástica que sabe exatamente o que e como dizer para deixar Kyungsoo vermelho de raiva. Mas nessa parte os dois estão empatados, porque o baixinho tem a língua afiada e sabe usar a frieza capricorniana como ninguém. Sem suportar não ser o centro da atenção de todo o universo, Chanyeol fica possesso com a aparente indiferença de Kyungsoo.

Ah, se soubesse o quão incapaz Kyungsoo é de se manter indiferente à si.

O baixinho de olhos grandes estava acostumado a não se abalar por nada. Nenhuma provocação atravessava a capa de concreto que envolvia seu coração. Agir pela razão sempre lhe salvou de situações deploráveis como as noites em que via seus amigos bebendo e chorando porque alguma garota dessas noites da vida passou o número de telefone errado. Ele ria da cara deles quando diziam que tinha certeza absoluta de que era amor. Como é possível estar apaixonado por alguém que conheceu na noite anterior? Em sua mente talvez romântica demais, o amor só nasce da convivência.

Mas nenhuma convivência parecia o bastante para despertar o coração de Kyungsoo. Ele já conheceu mais garotas legais do que podia contar, e nenhuma delas lhe despertava emoção. Um dia começou a se perguntar se o problema não era com seu alvo equivocado. Passou a reparar nos caras também, e ele até se imaginava beijando alguns deles. Pensou que sim, Kim Jongin definitivamente valeria alguns beijos, então se aproximou e começaram a trocar mensagens cheias de segundas intenções. Mas nem mesmo aquele moreno dono da beleza de metade da Coreia do Sul lhe causava a famosa sensação de “borboletas no estômago”. Se ia deixar que alguém bagunçasse sua vida, o mínimo que queria era um pouco de emoção. Pra valer todos os transtornos que vem de brinde com o relacionamento romântico, esperava alguém capaz de acelerar seu ritmo cardíaco, bagunçar seus sentidos e arrancar uns sorrisos bobos sem motivo lógico.

Lógica. Essa era uma palavra um tanto frequente na vida de Kyungsoo. Quando analisava seus pretendentes, colocava prós e contras em uma balança e logicamente o lado que pesasse mais vencia.

 

Até Chanyeol foder com sua lógica.

 

Ele apareceu na casa noturna onde Kyungsoo trabalhava na noite de janeiro certa. O baixinho de olhos grandes, que estava em um daqueles surtos carentes de jovem adulto sem um corpo para satisfazer o seu, decidiu que aquela seria uma das noites onde ele acabava na cama de um motel com alguém depois que seu expediente terminasse. A decoração mostrava que aquela noite seria temática no uBeat, assim como foi anunciado no vídeo de divulgação que circulava nas redes sociais. Grande parte dos jovens de Seul garantiu com antecedência suas entradas para a “Glowing Souls”. Kyungsoo já ficou encantado só de ver os artistas convidados preparando o painel onde grafitaram figuras psicodélicas, mas quando a noite chegou e aqueles desenhos ganharam vida sob a luz negra e a casa finalmente lotou, com essa mesma luz acentuando todos os acessórios e pigmentos fluorescentes que alcançava,o cenário só poderia ser descrito como quase mágico. Era tão bonito que despertou a parte de seu ser que ansiava por algum movimento. Quem sabe possa existir alguém minimamente interessante entre toda essa gente. Haviam centenas de pessoas, mas a realidade deprimente era que a grande maioria parecia ser composta de cópias de um modelo padrão para cada gênero. Roupas, cortes e cores de cabelo, smartphones, bebidas… Tudo era igual.

Tudo sempre era igual para Kyungsoo.

No começo, ele achava legal não se abalar tão facilmente quanto seus colegas e conhecidos. Ele era o mais calmo da turma, nunca se irritava, nunca ficava triste por muito tempo, mas também nunca experimentava a mesma animação dos colegas com a estreia daquele anime fodástico. Sempre um passo à frente de todos, Do Kyungsoo não se impressionava com absolutamente nada. Foi legal até certo ponto, mas depois ele se pegou desejando sentir as coisas com a mesma intensidade que o restante das pessoas. Ele planejou e organizou tanto, que tudo se tornou linear demais em sua vida.

Aí apareceu Park Chanyeol.

Mesmo com aqueles cabelos platinados no alto de quase dois metros de altura e o rosto enfeitado com figuras sinuosas desenhadas de tinta branca que brilhava muito, a primeira coisa em que Kyungsoo reparou foi na tatuagem no antebraço. Eram palavras dispostas em duas linhas, escritas em tinta negra sobre cores misturadas. Essas cores brilhavam também. “Uma bela tatuagem” pensou consigo mesmo “... para um belo dono.” Completou ao que seus olhos subiram pretenciosamente pelo peito, pescoço até pousarem no rosto da figura.

Foi rápido e certeiro.

Kyungsoo sentiu um arrepio gostoso cruzar sua espinha quando aquele homem se aproximou para fazer o pedido. O perfume dele era bom. A voz grave escorreu deliciosamente para dentro de sua mente, disparando estímulos nervosos por cada célula do corpo. Era uma sensação boa. Ele queria mais dela. Queria mais dele.

Seus olhos grandes e curiosos cravaram-se na figura que acendeu dentro de si a chama que ardia em seu interior com a intensidade que ele tanto esperou sentir.

Chanyeol estava claramente alterado enquanto deixava a música guiar o corpo entre aquele aglomerado de outros corpos. Era estranho, mas ver Chanyeol dançando fora de si sob o strobo era um tanto… bonito? Sim, bonito. No sentido que pouca gente conhece da palavra bonito. Era bonito porque tinha um significado que trazia bons sentimentos ao pequeno observador. A inconstância dele lembrava os picos de um eletrocardiograma com batimentos cardíacos acelerados, enquanto Kyungsoo via a si mesmo como uma linha constante, como a de um coração morto.

Chanyeol era completamente não linear em todo o seu descontrole alcançado depois de muitas doses de whiskey e uma fita ilícita com um smiley impresso que Kyungsoo o viu pegando com um cliente frequente da casa noturna. Uma hora seus chefes iam se foder por deixar aquele comércio acontecer dentro do uBeat. E ele riria muito porque odiava ver jovens recorrendo aqueles métodos para se “divertir”.

 

Quando o maior voltou para pegar a terceira dose, o bartender arriscou alguns flertes experimentais. Chanyeol riu mal-intencionado e passou o resto da noite sentado no bar, lançando todas as suas fichas no pequeno ser adorável que ele jamais esperaria encontrar pela noite de Seul. O funcionário do bar sentia-se estranho, de um jeito que nunca sentiu em seus vinte e cinco anos de vida.

Quando amanheceu e Kyungsoo tirou o colete preto do uniforme, os dois acabaram agarrados antes mesmo que pudessem sair da casa noturna em busca de algum motel. Existia um magnetismo entre os corpos que implorava para que ficassem juntos. Era uma sensação nova e tão delirante que Kyungsoo se deixou engolir sem pesar nenhuma consequência.

 

Ele se arrependeu disso antes que fevereiro tivesse tempo de chegar.

 

Na primeira vez não foram para um motel, mas para o apartamento do maior. Era um lugar pequeno e cheio de peculiaridades que compunham um ambiente planejadamente caótico. Chanyeol era um ótimo amante na mesma medida em que era um grande problema ambulante. Era bonito em significado na mesma medida em que era desprezível. Ele pinta, desenha, escreve, toca violão, piano e gaita. Tem um perfil pseudo conceitual no IG onde expõe a vida para todo mundo sem a mínima hesitação. E o mais irritante é que sua vida é interessante, porque ele vive sem regras, sem planos, movido somente pelo medo de ser esquecido. Bebe frequentemente, se droga ocasionalmente e pula de cama em cama sem se preocupar com a própria segurança. Se fosse morto por um psicopata enquanto buscava preencher seu grande vazio interior, talvez conseguisse um lugar na história da arte. Ele só queria não  ser esquecido.

Com todo ser humano, ele queria ser lembrado.

E na ânsia de ser lembrado, ele deixou de se importar se seria lembrado bem ou mal.

Kyungsoo se viu preso na cama de gato que eram os dedos longos e indecentes de Park Chanyeol. Desde que acordou na tarde depois da primeira vez em que transaram e perdeu alguns muitos minutos gravando cada detalhe da cena onde se inseria.

Estavam os dois nus sobre uma cama revirada, Chanyeol dormia como um paraquedista, escondendo o rosto virado para o lado contrário, mas deixando o antebraço tatuado e as costas - agora marcadas por linhas vermelhas - completamente a mercê dos olhos que o devoravam. A tinta fluorescente que cobria o desenho na noite anterior deixou manchas pelos lençóis e dos lençóis ela passou para os corpos dos dois. Agora aquelas cores eram como um delator do quanto os dois corpos e os lençóis estiveram emaranhados. Mas as cores não eram totalmente falsas, mesmo sem a camada fluorescente ainda haviam nuances sob as frases. Kyungsoo deslizou o dedo pela pele colorida suavemente, sem intenção clara. Chanyeol lhe dava vontade de tocar o tempo todo. Beijar, morder ou simplesmente tocar com a pontinha do dedo porque suas peles deviam ter algum contato. Era disso que seus amigos falavam que se sentiam “vivos”?

Chanyeol tinha sono leve - que depois se revelou ser insônia causada pela ansiedade - e acordou com aquela carícia, virando-se preguiçosamente para puxar Kyungsoo para seus braços outra vez. Depois de um banho e um café da manhã às cinco da tarde juntos, trocaram telefones e os encontros continuaram por fevereiro, março, abril...

Chanyeol era um palhaço.

Inconsequente, irresponsável, desorganizado, dramático, ansioso, hiperativo e metido a otimista.

A natureza controladora e organizada de Kyungsoo o deixava com vontade de chutar Chanyeol a cada cinco minutos que passavam juntos e sem se tocarem. Porque era isso que bastava, um toque. Um toque de Chanyeol e Kyungsoo virava uma fera mansa.

O emocional do baixinho foi adestrado pela razão até o ponto em que chegou à conclusão de que um amor em sua vida só surgiria de uma forma: se a razão fosse domada pelo instinto. E quando a palma grande da mão de Chanyeol lhe toca pele, a razão passa de um leão a gato manhoso em dois segundos.

Por mais que repetisse a ordem para que Chanyeol fosse embora, Kyungsoo não resistia e acabava irritado consigo mesmo. A chama que Chanyeol acendeu em seu interior durante a Glowing Souls não se apagava de forma alguma. Ardia dolorosa quando estavam longe, e só se controlava quando suas peles finalmente se tocavam.

 

E quando o grandão bateu na sua porta às duas da manhã com um buquê de flores dizendo que veio para comemorar um ano do “namoro” deles, Kyungsoo, que nem ao menos lembrava de um pedido ou de terem colocado um título naquela relação, aceitou seu destino. Park Chanyeol era o ser humano que desestruturou sua rotina e sua manias. Park Chanyeol conseguiu lhe seduzir com aquele amontoado de defeitos gritantes e um sorriso irritante de tão adorável. Porque Kyungsoo queria exatamente isso, alguém atraente na mesma medida que detestável.

Só Deus sabe como aquele orelhudo consegue ser detestável quando quer.

Kyungsoo não sabia que era proposital, porque Chanyeol adorava a expressão emburrada que seu pequeno adquiria quando ele lhe irritava, e batia no maior sem culpa.

Era esse um dos motivos que faziam Chanyeol ser perfeito para Kyungsoo: ele era tão merecedor de cada agressão, que o menor não sentia-se um monstro por ser tão insuportável quanto sabia que podia ser.

As pessoas cometiam o erro de olhar para Kyungsoo e ver um cara perfeito. Todas as garotas legais que conheceu ao longo dos anos eram legais demais para que ele tivesse coragem de estragar a ilusão sobre si que elas criavam, mas Chanyeol não era assim. Chanyeol ser aquele cara cheio de imperfeições escancaradas lhe dava a liberdade de mostrar o que era abaixo da camada de perfeição que mostrava para a maioria do mundo. Com Chanyeol Kyungsoo podia finalmente ser verdadeiro.

 

O Sol já dava o ar da graça e Kyungsoo ainda estava olhando para as costas do namorado. Três anos. Foram três anos suportando Park Chanyeol e suas poesias baratas. Sim, meus caros, Kyungsoo passou a verificar o que Chanyeol postava na conta do IG. “T.h.e.P.h.o.e.n.i.x.pcy” pareceu um nome um tanto quanto patético, e só passou a fazer sentido quando Kyungsoo chegou à uma imagem que mostrava a origem do nick.

 

“Hey, young blood, doesn't it feel like our time is running out?

I'm gonna change you like a remix

Then I'll raise you like a phoenix”

 

Jogou a legenda no google e descobriu que era trecho de uma música. The Phoenix falava de anseios da juventude, de mudar o mundo. Era a cara de Chanyeol e sua obsessão por ser importante.

Kyungsoo sorriu ao lembrar de quando o pseudo artista lhe falou que se recusava a morrer. Queria deixar uma marca no mundo para que essa marca lhe fizesse eterno. Era um jeito bonito de viver, aos olhos de Kyungsoo. Não só de defeitos é feito Park Chanyeol, afinal.

“Então é isso, Yoda…” concluiu só para si mesmo.

No fim, eram mais que os instintos.

Não era só o corpo de Kyungsoo que derretia sob os dedos daquele projeto de canalha.

Mas ele ainda sentia aquele fogo arder incômodo quando ficava longe, então se deixou guiar pela necessidade de estar perto e abraçou o maior pelas costas largas. Como esperado, ele acordou com o toque. Se virou muito devagar e amarrou Kyungsoo naqueles braços enormes. Era sua forma de pedir que o menor ficasse quieto e o deixasse dormir mais.

 

Desde o segundo aniversário dos dois, dividiam o apartamento que antes era só de Chanyeol. Foi uma adaptação difícil para os dois, mas mais ainda para Singapura, o gato de Kyungsoo. O bichano odiava Chanyeol com todas as forças malignas que habitavam o pequeno corpo. E o maior também não simpatizava muito com os olhos esbugalhados do gato. Eles ainda se estranhavam frequentemente, com direito a Park Chanyeol choroso com sangue escorrendo dos arranhões violentos de Singapura só para Kyungsoo cuidar do "ferimento".

Segunda era a folga de Kyungsoo, então no fim daquela tarde os dois ainda estavam jogados no sofá. Kyungsoo sentado lendo e Chanyeol deitado com a cabeça em seu colo. O maior supostamente estava assistindo o filme que colocou na TV, mas a realidade era outra.

O menor tentava se concentrar nas palavras que o livro que tinha em mãos trazia, mas a consciência de que Chanyeol lhe encarava sem ao menos tentar disfarçar o fazia ter que reler cada parágrafo para tentar compreender a sequência dos acontecimentos narrados. Uma hora aquilo lhe irritou e devolveu o olhar para o outro. Ele não se intimidou e continuou com a mesma cara de idiota presunçoso de sempre. Mas era um idiota presunçoso tão bonito. Ele parecia inocente com os cabelos na cor natural e o moletom branco que voltou a usar depois que Kyungsoo o ensinou a tirar manchas de vinho das roupas. O menor perdeu a noção de quanto tempo ficou perdido analisando o orelhudo, voltando a si somente quando este riu de alguma piada que criou na própria mente. Quando Kyungsoo ergueu uma sobrancelha em tom indagatório, recebeu apenas uma piscadela adoravelmente desajeitada. Chanyeol era um gigante idiota, complicado, sedutor e adorável, por quem Kyungsoo não conseguiu evitar se deixar envolver.

– Você é um babaca. – o sorriso que se formava em seus lábios a contragosto deixava claro que ele não falava sério.

– Eu sei - o sorrisinho idiota que o menor nunca aceitaria que lhe afeta tanto brincava na boca do maior.

– Tá rindo por quê?

– Porque é fofo ver você tentar me convencer que tá falando sério.

– Eu tô falando sério. Você é um idiota.

– Como você ama um idiota?

– Eu devo estar ficando idiota com a convivência.

Chanyeol deu um sorriso maior ainda, ultrapassando a descrição de cara de idiota e passando para a cara de maníaco. Ao que o menor fez menção de abrir a boca para perguntar qual era a maldita graça agora, Chanyeol foi mais rápido. Deixou um selar breve e estalado nos lábios do outro e levantou rumando para o interior da cozinha do apartamento. Quando voltou, tinha uma garrafa de vinho e duas taças nas mãos.

– Plena segunda-feira e você já quer beber?

– Nunca é cedo para comemorar quando o senhor “pedra de gelo suprema do universo” acaba de dizer que me ama.

Kyungsoo riu presunçoso antes de desafiar – Eu não disse que te amo.

– Quem cala consente, baby.

E o som da voz rouca que o cantor sabia usar quando queria foi suficiente para arrepiar cada pelo do corpo menor. Ele percebeu, riu convencido e tomou outro beijo dos lábios grossos de Kyungsoo, com a maldita certeza absoluta do que falava.

Certeza tão absoluta quanto a do baixinho de que não adiantava lutar. Mesmo com tudo contra, a lógica, sua família, a sociedade, os astros e até mesmo Singapura, mesmo com o universo contra, Chanyeol estava certo porque internamente Kyungsoo não negava:

“Eu amo esse palhaço.”

 


Notas Finais


Ficou curta, mas espero que tenha sido uma boa leitura. Ou pelo menos uma não tão ruim q
Se encontrarem erros (muito provável, eu sou muito distraída), me desculpem e podem mandar um mensagem que eu não mordo.

Tenho zeldas para coisinhas da fic:
Tatuagem do Yoda: http://www.faxingzhan.com/uploads/151216/54_171542_1.jpg
Música The Phoenix (vou indicar a discografia do FOB mesmo, especialmente The Phoenix que é um puta orgasmo auditivo):https://www.youtube.com/watch?v=vRNXllg77Zo
O efeito glow: http://www.dailymail.co.uk/news/article-2534431/Face-future-Photographer-daubs-models-flecks-neon-paint-stunning-series-world-images.html
Singapura (nhomnhomnhom): https://upload.wikimedia.org/wikipedia/en/4/4a/Singapura_cat,_crouching.JPG

Por hoje é só.

~chuu


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