História There For You - Lutteo - Capítulo 12


Escrita por: ~

Postado
Categorias Sou Luna
Tags Gastina, Lutteo, Ruggarol, Simbar, Sou Luna
Visualizações 530
Palavras 1.500
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Hentai, Poesias, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Perdão pela demora, não faço por mal, juro! Ao menos, eu tento evitar esse tipo de situação.

Capítulo 12 - "Era doloroso, até demais, pra mim"


Fanfic / Fanfiction There For You - Lutteo - Capítulo 12 - "Era doloroso, até demais, pra mim"

P.O.V Luna

Eu ainda beijava Matteo, nós parávamos por algum tempo e começávamos outro, um com mais intensidade do que o outro, e eu juro por tudo que é mais sagrado, me controlar não era uma opção no momento, não iria lutar contra mim mesma, não funcionaria, o desejo iria gritar mais alto.

- Luna... – ele disse entre mais um beijo, que eu parei, o olhando, até que ele tirou a mão de meu rosto, deixando o braço cair cansado, ao meu lado esquerdo.

- Isso foi...

- Uau.

- É. Meio o que eu ia dizer. – suspirei. – Quantas horas são? – ele olhou no celular.

- Três e meia. Cara, ficamos bastante tempo aqui.

- Isso foi apenas um Round? – brinquei.

- Eu espero que sim. Dizem que fica melhor da segunda vez, e ainda melhor da terceira...e assim vai.

- Vai haver um segundo round?

- Não sei, me diga você.

- Se dependesse só de mim, eu diria. – ouvimos alguns ruídos. Que foram apenas crescendo. – Isso são gemidos? – eu ri, me levantando da cama dele.

- Creio que sim. – riu, vindo até mim.

Abrimos a porta e caminhamos, silenciosamente, pé por pé,  até a direção dos gemidos. Acabamos por parar onde estavam Nina e Gastón. Era Nina, ela gemia como uma louca. Eu segurei o riso e olhei Matteo, ele também segurava. O puxei para o quarto e fechei a porta sem fazer barulho, logo nós caímos na gargalhada.

- Parece que a noite está sendo boa! – zombei, ele ficou com um sorriso marcado no rosto, devido as risadas que havia soltado agora há pouco.

- Ótima. Acho que tem um caminhão entrando na sua amiga! – brincou e eu arregalei os olhos, logo rindo e o tacando uma almofada.

- Seu pervertido!

- Eles que estão fazendo sexo a essa hora da madrugada, e eu sou o pervertido da história?

- Sim, você é. Não é perversão se você pratica o ato. Mas falando como você fala!

-  Tá bom, tá bom. Mas todos nós somos um pouquinho, ok?

- Eu não!

- Ah claro, e eu sou o Papa, Luna! – ele disse e eu ri, revirando os olhos.

O silêncio reinou por um tempo, quando demos fim à nossa série de risadas.

- Bom, Mauricinho...eu vou para o meu quarto, dormir! Ok? Saio bem pela manhãzinha. Lá pras cinco, ok? – disse indo até a porta, mas senti uma mão na minha quando iria girar a maçaneta, e também senti uma respiração ofegante em meu pescoço.

Logo Matteo puxou meu corpo, me virou de frente pra ele, colocou a mão que segurava a maçaneta pra cima e colou a mão na minha, colando meu corpo na porta. Olhei para seus olhos, que olhavam para os meus.

- Sabe que o que aconteceu entre nós hoje não pode sair daqui, nem acontecer outra vez, não sabe?

- Sim, eu sei perfeitamente. E é por isso que eu quero um ultimo beijo.

- Um apenas. Ok?

- Tá bom. Tudo bem.

- Faça-o durar. Vai ser o último.

- Eu vou.

Ele colou nossas bocas e eu pude sentir seus lábios macios “massagearem” os meus. Era uma sensação ótima. Eu correspondia obviamente, e pedi passagem com a língua, que ele logo cedeu. Eu tinha que abrir os olhos, mas não conseguia, então apenas dei uma piscada rápida e vi Matteo, sedento de desejo.

O beijo era diferente dos outros, esse era 1000x mais intenso e dessa vez, era ofegante, trazendo a clara idéia de que desejávamos aquilo, à tona. Era com fúria, precisão, gostoso de ser sentido.

Ele apertou minha cintura e colou ainda mais nossos corpos, me prensando na porta, cada vez mais, se possível. Eu apenas correspondia aos beijos, envolvendo e deixando à mostra todo aquele desejo que sentia por aquele beijo.

Levantei uma de minhas pernas, juro pelos Céus e por tudo que é mais sagrado, involuntariamente. Ele a segura próximo ao seu corpo e eu sorrio involuntariamente, durante o beijo, que logo é cessado por falta de ar, fazendo-o soltar minha mão e minha perna, e assim, se afastar.

- Nada mal para um último. – ele disse, sorrindo, logo deu de ombros e eu abri a porta.

- Tchau, Mauricinho.

- Tchau, Luna.

 

21:00, Sábado.

 

“Fiz um servicinho gratuito, Luninha. Espero que ame o resultado, como eu amarei. Matteo disse que queria que seu tio morresse, ou sofresse. E foi o que ele conseguiu. Surpresa, querida!

- A”

 

- Sua peste! – meu tio falou gritando, abrindo a porta do meu quarto com força e logo fechando, eu escondi o celular em um lugar na minha cama rapidamente, sem que ele visse.

- O que foi que eu te fiz, criatura?

- Não fale como se fosse nada! Amanda morreu, e é sua culpa, imbecil! – caminhou até mim.

- Sua namorada?

- Não, um leão!

- Bom, se bem que parece. – me deu um tapa na cara.

- Hoje, iríamos ter a nossa noite de amor maravilhosa, porque ela iria ficar dois meses na Califórnia. Ou seja, sem sexo. Então, já que toda essa porra de ela ter morrido é sua culpa, você vai ficar no lugar dela. – me afastei, caindo na cama, aterrorizada.

- Você não vai fazer isso! – gritei, recebendo assim, outro tapa no rosto.

- Vou, vou sim. E com prazer. É melhor gemer bem baixinho para não chamar a atenção dos vizinhos. Ouviu?

- Não vou tirar minha virgindade com um velho nojento como você!

- Espera, você é virgem? Melhor ainda. As virgens são apertadinhas. Posso te arrombar em um segundo. Vai ser vitorioso. – disse cínico.

- Você bebeu?

- Não interessa caralho! Ou faz por bem ou faz por mal!

- Não! Eu não vou deixar que faça isso! Nem por bem, nem por mal. Nem por nada nem ninguém.

- Você vai sim, sua cachorra, sua puta de esquina! Vive se esfregando nos meninos da sua escola e agora vai me negar sexo?

- É diferente, seu imbecil. – outro tapa.

- Quer ficar com a cara roxa? Ou prefere outras partes?

- Você não ousaria! – gritei, e ele riu alto, cínico.

- Ok, então vai ser por mal.

Partiu para cima de mim, tirando minhas roupas. Eu lutava contra, lutava e lutava. Mas parecia não adiantar nada. Ele era mil vezes mais forte do que eu, e eu não conseguiria impedir. Comecei a chorar desesperadamente e ele me virou de barriga pra baixo na cama.

Sem dó nem piedade, ele começou a fazer aquilo. Ele me batia, me chamava por nomes e ao mesmo tempo, me fodia sem dó ou piedade. Eu podia sentir meu corpo arder em dor e ódio. Misturado com um sentimento de vazio.

Eu gemia. Sim eu gemia. Mas não era de prazer. Era de desgosto, dor, um sentimento horrível que tomou conta de mim, e eu não podia evitar. Comecei a chorar mais ainda. Ele me batia, com mão, cinto, sem parar o que estava fazendo.

 

Depois de tipo uns vinte minutos, ele parou, se vestindo e saindo do quarto, batendo a porta novamente. Eu vesti minhas peças intimas, calada, me sentindo suja, usada, me sentindo como imagino que seja uma definição para “fui estuprada”.

Fiquei balançando minhas pernas, sentada na cama, olhando pro nada. Resolvi tomar um banho, para ver se pelo menos da sujeira “física”, do corpo, no corpo eu poderia tirar. Peguei minha toalha e caminhei até o banheiro.

Liguei o chuveiro na água gelada, lavando parte por parte de meu copo, com nojo de encostar em minha própria pele. Eu tentava ao máximo me lavar direitinho, mas além de me sentir nojenta, meu corpo doía, com as marcas dos tapas, socos, de todas as marcas que ele havia deixado em meu corpo, sem nenhuma exceção. Era doloroso, até demais, pra mim.

Com calma, eu fui deixando aquela água gelada chocar com meu corpo, se misturando com as minhas lágrimas, enquanto, apesar da dor, eu me ensaboava. Chorava cada vez mais desesperada, soluçando, sem acreditar no que me tinha acontecido. Era algo que não parecia ser real pra mim. Era muito inacreditável.

Terminei de tomar banho, sequei os cabelos com a toalha e depois o corpo. Iria deixar o cabelo secar naturalmente. Creio que não conseguiria dormir hoje, não conseguiria fazer muita coisa enquanto me sentisse assim, suja, imunda. Só iria na aula para manter o máximo de distância possível de meu tio.

 

“Espero que tenha curtido seu castigo, Luna Valente. Bem merecido, por sinal.

- A”

 

“A”, um monstro. Meu tio, um monstro. A vida, um monstro. O mundo, cheio de monstros.

Me olhei no espelho, eu apenas conseguia sentir nojo. NOJO. Isso e coisas relacionadas a isso. Tristeza, ódio, raiva...vazio. E ficava chorando e chorando cada vez mais enquanto me olhava no espelho, porque me dava desgosto, até de mim mesma. O choro não cessou, muito pelo contrário, ele apenas piorou com o tempo.

Eu ficava me fazendo a mesma pergunta repetidamente, ainda chorando, me olhando.

“Por quê comigo, Deus?”


Notas Finais


<3


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