História There Is Love? - Capítulo 22


Escrita por: ~

Exibições 73
Palavras 2.868
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Oi gente linda do meu coração, tudo bem com vocês? Eu ia postar esse capítulo ontem a noite, mas estava tão cansada que acabei dormindo enquanto escrevia o próximo capítulo. Acontece.
Eu espero que gostem do capítulo. Vou responder os outros comentários agora, e lembrem-se; não me matem se eu demorar para respondê-los, sou lerda pra isso.
Boa leitura.

Capítulo 22 - Foi um erro


Fanfic / Fanfiction There Is Love? - Capítulo 22 - Foi um erro

Já era dia.

O sol tinha surgido a uma hora atrás e eu ainda estava aqui. Nua e na cama de Killian. Eu não consegui dormir, ao contrário dele que dormia tranquilamente ao meu lado.

Como eu vim parar aqui?

Sim, eu me lembro exatamente dos acontecimentos que me trouxeram aqui na noite passada, eu só queria entender como acabei aqui, nessa situação.

Onde eu estava com a cabeça?

Eu nunca deveria ter permitido que essa noite tivesse acontecido. Eu não devia ter correspondido ao seu beijo, ter deixado ele tirar minha roupa ou ter repetido o "1 round" três vezes. Onde diabos eu estava com a cabeça?

"Com certeza no peito forte e tatuado que você beijou e lambeu durante toda a noite." minha mente traiçoeira me lembra.

Ah, como eu queria esquecer...

A quem eu estou tentando enganar? É claro que eu não queria esquecer. Só quero saber como olharei na cara dele novamente e fingir que isso nunca aconteceu.

Por que é isso que iríamos fazer, certo?

Fingir que a noite de ontem não aconteceu e que eu não passei a noite nessa cama completamente nua.

Não consigo acreditar que me deixei levar por pensamentos e por um bom beijo. Fui irresponsável e imatura quando deveria ser o oposto. Por Deus, eu sou mãe! É suposto e esperado que eu haja como tal, que seja responsável e priorize minha filha, mas joguei tudo isso no lixo no momento em que dancei com Killian.

Eu deveria ter percebido naquele momento, quando seu corpo colou no meu e suas mãos apertaram firmemente a minha cintura, que eu acabaria aqui e não nua no quarto de um estranho qualquer.

Fui estúpida quando deixei que os meus desejos controlassem tudo. Eu que sempre (ou a mais de três anos) pensei várias vezes antes de agir sobre algo, acabei sendo traída por mim mesma.

Meu Deus, como fui tola.

Por outro lado, uma pequena parte de mim está feliz. A noite de ontem era para conseguir exatamente o que recebi, e mesmo não sendo com outro homem, mas sim com Killian, eu me encontrava feliz e satisfeita.

Era confuso, como tudo sempre foi quando se tratava de mim. Eu estava bem e feliz por ter transado com ele, mas também estava desapontada e triste comigo mesma. Como eu disse, confuso.

Me xinguei internamente pela confusão que me tornei em menos de vinte e quatro horas e suspirei enquanto observava Killian.

Encontrei-me encantada pela forma que seu peito se mexia mesmo estando de bruços e fascinada pelas suas tatuagens e seu corpo bem construído que era diferente de anos atrás. Principalmente pela sua bunda, que estava apenas metade coberta pelo lençol; eu não conseguia desviar meus olhos dela. Ele tem uma bunda deliciosa e prova disso são as marcas de unhas e de mordidas nela que deixei nela.

Ele ainda era extremamente bonito enquanto dormia.

O observei por minutos querendo gravar o momento, lembrar de um Killian dormindo pacificamente sem saber que tinha me virado de cabeça pra baixo. De novo. E por um momento, talvez pela garota apaixonada que um dia fui por ele, desejei que eu pudesse congelar esse momento para sempre.

Enquanto me levantava da cama e procurava pelas minhas roupas, percebi que tudo entre nós mudaria no momento em que eu deixasse esse quarto. Killian continuaria sendo ele mesmo, transaria com outras mulheres, seguiria com a sua vida como se nada tivesse acontecido e voltaríamos a ser apenas os pais da Belle. E eu, me culparia por dias, beberia duas ou três garrafas de vinho e seguiria minha vida pensando que arruinei uma boa convivência e amizade por causa de sexo.

Termino de me vestir, pego minha bolsa e meus sapatos e olho para Killian uma última vez antes de sair do seu quarto.

A caminhada da vergonha é sempre humilhante, por isso agradeço ao céus quando entro em minha casa sem ninguém ter me visto. Uma humilhação já bastava.

Caminho até meu quarto e me jogo na cama desejando dormir, mesmo sabendo que não conseguirei. Suspiro e decido que um banho é a melhor coisa a se fazer no momento. Tiro os brincos e o pouco da maquiagem que resta e sigo para o banheiro, mas não sem antes de ir ao quarto da Belle e encontra-la dormindo nos braços de sua avó.

A água quente bate na minha pele, meus dedos involuntariamente acariciam cada centímetro do meu corpo que Killian tocou e beijou. Tocam em todas as partes levemente como se estivesse com medo de apagar o seu toque. Eu fecho os meus olhos e juro que posso sentir seus beijos sendo espalhados por todo meu corpo, suas mãos firmes me apertando, nossos movimentos sincronizados enquanto me penetra e a sua voz sussurrando em meu ouvido o quanto ele sentiu a minha falta.

Termino meu banho um pouco ofegante e volto para o quarto enrolada na toalha. Visto um short, uma blusa de alças e me surpreendo ao olhar no espelho e encontrar marcas de chupões em meu pescoço e próximo aos seios. O filho da mãe me marcou como se fosse a porra de um adolescente; e eu sabia que se eu tentasse cobrir com maquiagem só deixaria ainda mais evidente todas as marcas, por isso nem pensei em tentar e deixei meu cabelo solto na tentativa de que fosse esconder.

Fui para a cozinha e comecei a fazer café da manhã e tudo que pudesse comer depois. Fiz comida para quase dois dias e foi exatamente isso que Martha me disse quando viu a mesa.

— Você está bem?

— Sim, eu estou. Café? - ofereço e ela assente ainda em pé.

— Presumo que algo não aconteceu como você esperava, já que está fazendo mais comida do que o necessário. - diz me encarando. Martha sempre me conheceu bem o suficiente para saber quando algo estava errado comigo; e eu sempre apreciei isso nela. Ainda continuo apreciando, na verdade.  - Mas parece que nem tudo foi ruim. - aponta para as marcas em meu pescoço - Quer conversar?

— Não, obrigada. Só aconteceu de eu me cobrar um pouco... Acabei sendo uma idiota. - falo, porque de fato eu acabei sendo um pouco idiota. Eu não me sentia bem para falar o que aconteceu, principalmente pelo fato de que fui para cama com o seu filho mais velho. Eu não queria alimentar as esperanças que sabia que ela ainda guardava. Não faria bem a ninguém. E mesmo eu sabendo que ela não me jugaria pelo que fiz, decidi ficar em silêncio e não falar sobre a minha noite com Killian. Ao menos por enquanto. 

— Mas o sexo... Foi bom?

Suspiro — Eu gostaria que não tivesse sido.

 

POV'S KIllian

 

Acordo mas não me atrevo a abrir os olhos pois a primeira coisa que eu penso é na Julie e na noite de ontem. Ela realmente aconteceu. Não foi um sonho maluco ou uma invenção que a minha memória criou. 

Eu não esperava que a noite acabasse com nós dois nus na minha cama, nem em um milhão de anos eu imaginava que isso fosse acontecer, e felizmente, eu não parecia me arrepender de nada.  Ainda estou um pouco surpreso, tentando processar, entender se em algum momento ela deixou explícito que faríamos sexo, mas nada, nem mesmo a nossa dança um pouco erótica deu algum indicio de como a nossa noite terminaria. O que me leva a crer que foi tudo, menos planejado. Exceto a segunda, a terceira e a quarta vez; pois foi planejado por mim. Eu não conseguia parar, parecia que eu não tinha o suficiente dela e ela parecia sentir o mesmo que eu.

Contudo, não fomos carinhosos. Foi tesão, luxuria; com pegada, mordidas, chupões e arranhões. Era como se estivéssemos desesperados um pelo outro, desesperados pelos toques e desesperados para saciar os desejos que parecia não ter fim.

Não posso negar, senti falta de tê-la embaixo de mim, gemendo o meu nome e pedindo por mais, implorando para que eu não parasse e satisfizesse os seus desejos e os meus. Foi como se eu tivesse morrido e ido para o céu. Eu queria mais, queria provar um pouco mais do seu corpo, mas estávamos exaustos, ela muito mais que eu, e decidi que poderia deixar para transar novamente quando acordássemos. Então eu adormeci com ela ao meu lado. Por um momento parecia que nada tinha mudado.

Um pequeno sorriso surge em meu rosto ao pensar que repetiremos pela manhã. Eu deveria esperar ela acordar ou a surpreender com a minha boca entre suas pernas?

Abri os olhos estendendo a mão para o outro lado da cama e me surpreendo ao encontrá-lo vazio. Olho ao redor na tentativa de achá-la e não a vejo em lugar nenhum do quarto. Levanto da cama, visto uma cueca e uma bermuda imaginando que ela está na cozinha, provavelmente fazendo café da manhã ou tomando uma enorme xícara de café.

Como um adolescente idiota eu saio do quarto e caminho para a cozinha, mas ela não está lá. Olho por toda a casa e ela não está em nenhum lugar também.

A constatação de que ela foi embora me acerta, me deixando um pouco irritado. Ela fugiu. Por que faria isso?

Foi apenas uma noite de sexo, mas somos adultos e poderíamos ter conversado sem que ela precisasse fugir de mim. Não é como se ela acabasse de perder a virgindade.

— E ai cara, vejo que se deu bem também. - Caleb diz surgindo ao meu lado como se fosse um fantasma.

Ele ainda está vestido com a mesma roupa de ontem, o que significa que chegou agora ou a poucos minutos.

O encaro, sem lembrar do que ele tinha dito o e ele arqueia a sobrancelha parecendo se divertir com a minha cara.

— Eu disse que parece que você se deu bem ontem a noite. - ele fala e aponta para as minhas costas, onde imagino que esteja marcas de unhas. Marcas das unhas dela.

— Talvez. - falo seguindo para a cozinha e despejando um pouco de café em uma xícara.

— Me fala, quem é a gostosa?

— Não vou contar.

— Não? - nego — Por que não? Eu sou seu irmão, cara.

— Sim, eu sei que você é; mas ainda assim não vou contar. - respondo — Você viu a mãe?

— Provavelmente na casa da Julie. Achei um pouco estranho, já que são quase onze e ela não está surtando aqui enquanto cozinha.

— Sim, é um pouco estranho. - falo tomando um gole do meu café. — Será que aconteceu alguma coisa? - pergunto tentando soar o mais desinteressado possível.

— Acho que não. Se tivesse acontecido algo, a mãe estaria aqui nos contando. - assenti — Bom, vou tomar um banho agora, a garota de ontem quase me matou. Gostosa pra caralho....

Reviro os olhos enquanto ele se afasta e coloco minha xícara de café na pia.

— Oh, você está acordado. - minha mãe fala aparecendo na cozinha.

— Sim, estou. Você precisa de ajuda para fazer o almoço?

— É claro, mas deixe-me primeiro olhar se tenho tudo que preciso aqui.

Assenti — É claro. Eu imaginei que as garotas iriam ajudá-la como sempre.

— Não vamos ser machistas hein. - diz me encarando e logo volta sua atenção para o armário e a geladeira. — Elas estão de ressaca, pior que você, eu presumo.

— Mas elas irão vir? - pergunto me encostando no balcão.

— É claro. Você sabe que ninguém resiste a minha comida.

— Bem, isso é verdade. Mas só porque você é uma ótima cozinheira. - falo enquanto a abraço.

— Obrigada querido. Agora vá direto para o chuveiro, você está suado e...

— Tudo bem, mãe; não precisa dizer duas vezes. E eu não sou mais uma criança, só pra você saber.

— Você sempre será uma criança, o meu bebê, não importa a idade que tenha. - diz e aperta minha bochecha, o que me dá a deixa e eu vou embora.

 

*****

 

Vestida com um short jeans, uma blusa branca e com os cabelos soltos foi como a Julie chegou, e nem se quer se dirigiu o olhar para mim. Imaginei que provavelmente ela estivesse um pouco envergonhada pelo que aconteceu, ou ela imaginou que eu contei sobre a nossa noite para Caleb, David ou até mesmo para minha mãe.

Tara e Kim me olhavam normalmente e eu supus que elas não sabiam de nada, ou seja, Julie não contou o que aconteceu para elas também. O que me fez questionar a sua decisão por um minuto e logo em seguida questionar porque eu estava questionando a sua decisão.

Eu estava confuso desde o momento que acordei e não a vi na minha cama, o que estava começando a me frustrar. Eu nunca fui assim, e esperava que essa confusão toda fosse embora o mais rápido possível.

— Essa lasanha está tão gostosa Martha, daqui a pouco teremos que pagá-la pela comida. - Kim fala, trazendo um enorme sorriso no rosto da minha mãe.

— Eu concordo plenamente com a Kim. - Julie diz e geme ao colocar outro pedaço de lasanha na boca. O som vai direto para o meu pau e me remexo em meu assento. A Julie percebe e me encara, mas logo desvia o olhar.

— Obrigada meninas. - mamãe diz sorrindo e elas sorriem também.

A conversa continua. Julie me ignora e isso chama a atenção de David, que pergunta se algo aconteceu com ela, e eu é claro, finjo que não sei de nada; talvez seja melhor assim. Por enquanto.

A vejo entrar na casa e espero alguns segundos antes de segui-la.

Eu sou silencioso e ela não percebe a minha aproximação, principalmente por ela estar de costas para a entrada da cozinha, de costas para mim.

— Você fugiu. - falo a prensando contra a parede e ela se assusta no início, mas relaxa um pouco quando percebe que sou eu.

Sua boca está entreaberta, sua respiração parece um pouco ofegante e seus olhos viajam para a minha boca e meus olhos a cada dois segundos. Nossos narizes se encostam e minha mão direita caricia a sua bochecha enquanto a esquerda descansa em seu quadril a apertando levemente e ela treme sob meu toque. Eu devo estar sorrindo por que logo sinto mãos empurrando o meu peito, mesmo se ela fosse forte o suficiente para me mover, eu não tenho certeza se sairia do seu caminho.

— Afaste-se. - eu ignoro suas palavras e aproximo o meu corpo ainda mais do seu. Estamos praticamente grudados no momento. — Eu falo sério, Killian.

— E eu também. Só estou esperando a sua resposta.

— Tecnicamente, você não me perguntou nada, então eu não tenho nada a responder. - diz com um sorriso divertido nos lábios.

— Não precisa ser necessariamente uma pergunta para se obter respostas. - falo — Eu não estou para brincadeira, eu só quero saber o por que. Por que você fugiu, Julie?

— Hm, bem... eu não sei. - a encaro fixamente, deixando-a saber que não acreditei na besteira que me jogou. Ela suspira — Será que é tão difícil assim acreditar no que eu disse?

— Sim. Principalmente quando você provou o contrário gritando e chamando o meu nome cada vez que eu te fiz gozar. - ela treme outra vez e eu sorrio internamente por perceber que a afetei.

— Okay... Você quer a verdade? - assinto — Então eu vou te dar. Eu fui irresponsável ontem a noite, me deixei levar pelo calor do momento, pelo tesão e pela falta de sexo. Foi bom? Sim, foi; mas é apenas isso, Killian. A noite de ontem foi um erro e nunca mais vai se repetir pela felicidade da nossa filha. Pelo nosso bem, pelo bem da Isabelle e de todo mundo, vamos fingir que nada aconteceu. Vamos esquecer e seguir em frente. Foi um deslize, uma coisa de momento e até quem sabe, culpa do álcool. Somos adultos, pessoas responsáveis, pais de uma linda garotinha; somos maduros o suficiente para saber que aquilo foi coisa de uma única noite. Nós somos bastante maduros para esquecer e/ou até não tocar nesse assunto nunca mais. Só a pouco conseguimos voltar a sermos amigos e eu trabalho pra você na academia, não vamos provocar confusões e desentendimentos por uma coisa não significou nada; por que eu sei que não significou nada para você. Mas se preferir, pense no que aconteceu como uma despedida que nunca pude dar a você anos atrás.

Ela suspira parecendo aliviada após despejar tudo sobre mim e eu a encaro chocado, surpreso e sem saber o que lhe dizer; principalmente depois dela praticamente dizer que a noite de ontem - e a madrugada de hoje - foi uma despedida do que tivemos. Eu não esperava que ela dissesse e trouxesse esse assunto novamente a tona, só agora consigo perceber que não tivemos um final, um rompimento como normalmente um casal tem. Até ontem.

— Tudo bem aqui? - Tara e Caleb perguntam e lentamente eu me afasto da Julie.

Ela me encara, como se não soubesse o que fazer a seguir e eu apenas assinto ainda sem saber o que lhe dizer. Por que no final das contas foi um erro pra ela, e infelizmente ela vai embora sem saber que não foi um erro pra mim.


Notas Finais


E então, o que acharam desse capítulo? Gostaram? Alguém aqui assiste The Flash? Eu surtei com o capítulo dessa semana, principalmente nas últimas semanas e já estou surtando antecipadamente pelo próximo depois que vi o trailer/teaser.
Bem, eu espero que tenham gostado do capítulo, me deixem saber o que pensam e estão achanado.
Até o próximo.

~mil beijos de luz


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