História There is only Power. - Capítulo 69


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Visualizações 60
Palavras 1.413
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Festa, Hentai, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 69 - Dirty secrets


Lily permaneceu sem dizer uma palavra, apenas se manteve parada nos fitando, esperando por algo que eu não imaginava o que. Ela ainda tinha os mesmo traços que eu via nas fotografias antigas nossas, apenas mais velha e com um cabelo curto, até a metade do pescoço.

- Você não acha que nos deve algum tipo de explicação? – indagou Charlie se aproximando dela.

- Na verdade, não. – respondeu

Gargalhei balançando a cabeça, um pouco inconformada.

- Obviamente você está bem tranquila, considerando que aponta uma arma quando a porta se abre. – ironizei.

- Precaução. – ela deu de ombros.

- Contra o que? – Charlie franziu o cenho e soou preocupado. – Você está com problemas?

- Eu falei para não me procurarem. – rebateu ela ignorando a pergunta.

- A gente cansou desse jogo. – falei a fitando. – Cansamos de receber ordens, cartas, ligações suas sem explicações.

Lily deslizou a mão pelo rosto, parecendo sem paciência com a situação.

- O que vai fazer? – continuei. – Continuar ignorando nossas perguntas e omitir a verdade? Porque eu juro por Deus, se tentar sair por essa porta sem explicar qualquer coisa, eu não respondo por mim.

- Eu precisava de férias! – disse com ar despretensioso.

- Me poupe! – a fuzilei com o olhar.

- Eu não sei o que vocês querem ouvir.

- A verdade. – Charlie disse.

Mesmo assim o silêncio dela continuou. A fitei por alguns segundos antes de retirar o celular do bolso.

- O que está fazendo? – indagou Charlie.

- Ligando para a policia.

Charlie franziu o cenho, não entendendo o que eu estava fazendo.

- Por que? – continuou perguntando.

Levei o celular até a orelha, enquanto fitava os olhos de Lily, esperando por uma reação.

- Veremos. – falei.

Foi um longo tiro no escuro, mas quando comecei a pensar que não funcionaria, algo aconteceu.

- Espere! – pediu Lily enquanto me fitava.

Sorri, desencostando o celular e o abaixando.

- Eu sabia. – falei.

Lily olhou para os lados, com impaciência e raiva.

- Por que você não quer que ela ligue para a policia, mãe? – indagou Charlie.

- Palpite... – falei. – Porque seja lá o que ela esteja fazendo, é ilegal.

A tensão no quarto aumentou três vezes após essas palavras serem ditas.

- Eu não tive opção, Charlie. – ela se virou para ele. – Eu estou doente.

A expressão que Charlie tinha no rosto era um misto de duvidas, tristeza e indignação. Ele balançou a cabeça em negação.

- O que? N.. Como assim?

- Eu tenho... Eu tenho Parkisson. – disse ela se controlando para não perder a compostura. – Foi por isso que deixei NY.

A partir daí, fui eu quem passou a não entender mais nada. A fitei confusa, me perguntando como aquilo explicava as ações dela.

- Isso, i-i... – Charlie a fitava incrédulo.

- Isso não explica nada. – a fitei.

- Bom, a medicina não pode me ajudar. – continuou ela. – Ela pode me tratar, mas não é o suficiente. Eu quero a cura.

- O que isso...

- Você está procurando pela cura? – interrompi a frase de Charlie. – Uma cura que não existe, aliás.

- Eu estou tentando criar uma. – respondeu.

A fitei caótica, não achando qualquer ligação com o resto dos eventos. Mas então, a fitando séria ali, meu cérebro finalmente conseguiu achar algo que fizesse sentido.

- Experimentos. – falei para mim mesma, embora alto.

Charlie se virou para mim, um pouco perdido.

- O que?

Lily continuou em silencio, o que confirmou minha sugestão.

- Oh meu Deus... – levei a mão até a boca e senti meu corpo se tornando gelado. – Você está financiando estudos, experimentos...

- Eu preciso ser curada, Lucy. – rebateu ela.

- Em pessoas? -  a fitei perplexa.

- Em voluntários. – respondeu como se aquilo justificasse.

Charlie deu dois passos para trás, se afastando dela.

- Eu fiz isso apenas para voltar para vocês, saudável. Eu queria voltar curada.

- Você...- meus pensamentos se embaralharam. – Isso é... Eu não tenho palavras...

- Eu não quero conviver com essa doença, é normal alguém querer se sentir bem...

- A que custo, Lily? – gritei me descontrolando. – Tudo isso, eu queria acreditar que você não era essa pessoa manipuladora e controladora, mas você é pior! Você precisa estar no controle, até em uma doença que você não pode exercer controle!!

- E-Eu... – Charlie se aproximou da porta, atordoado. – Eu preciso de ar.

E então ele se retirou do quarto, nos deixando sozinhas. Respirei fundo, sentindo um nó enorme se instalando na minha garganta.

- Eu fiz isso por vocês! – justificou ela. – Porque queria viver bem e consertar os erros que fiz.

A fitei com o cenho franzido, sorrindo com escárnio.

- Por nós?? – a olhei com repulsa. – Não, você  fez isso por você! Se você se importasse, teria nos contado, ficado com a gente, aceitado tratamento e procuraria uma cura de um jeito legal...

- Leis... – ela revirou os olhos. – O mundo não funciona assim.

- Não??? Quantas pessoas morreram nesse seu ‘’estudo’’? – a fitei duramente. – Quantas?

Ela se calou, se recusando a responder a pergunta.

- Você é pior do que eu imaginava.. – deixei que uma lágrima rolasse pelo meu rosto.

Lily então me fitou friamente.

- Olhe para você, Lucy. – disse ela se aproximando. – Daqui a alguns anos, você será exatamente como eu.

- Nunca. – balancei a cabeça.

- Pare de bancar a santa moralidade! – disse de maneira ofensiva. – Você destruiu um casamento! Você se vendeu para um homem! Quem é você para me julgar?

Meu estomago se revirou, sentindo nojo daquela mulher.

- Bom... Eu não uma assassina. Você pode dizer o mesmo? – indaguei.

Ela se calou por longos minutos.

- Eu não sou um monstro, Lucy.

- Não? Porque ao meu ver todas as suas ações foram movidas por interesse ou sede de poder. Você me abandonou com três anos.

- Eu era jovem, burra. Tive a oportunidade de crescer e a agarrei.

- Isso não justifica o que fez com Charlie. Na verdade, isso não justifica nada.

Em minha mente, se passavam todas as lembranças, as possibilidades, todos os ocorridos que me levaram até ali.

- As cartas, as ligações... Era tudo manipulação. – falei me recordando de tudo. – A filmagem de você no meu quarto... Você sabia?

- É claro que sabia, eu não seria filmada se não quisesse. Fazia parte d..

- Do seu grande plano. – balancei a cabeça decepcionada. – Você é podre, Lily.

- Não seja ingrata. – rebateu ela. – Eu te dei fortuna, te fiz o que você é hoje...

Gargalhei incrédula.

- É, Lily, realmente você me deu coisas ótimas. Você me deu empresas, me deu mais um irmão maravilhoso que eu amo, de uma maneira ou outra me deu até meu marido, pelo qual estranhamente eu estou completamente apaixonada, embora nem ele saiba. – falei. – Eu sou quem eu sou hoje graças a você ter me dado também a oportunidade de crescer sem ter você como mãe, e por isso eu te agradeço. Porque se ausentando, você me deu também uma boa mãe, uma mãe que faria qualquer coisa por mim.

A fitei nos olhos e engoli seco.

- E você acaba de me dar também vergonha por ser filha de um ser humano como você. – completei.

Pela primeira vez desde o inicio daquela conversa, ela pareceu se sentir abalada.

- Você fala sobre leis, sobre bondade... – disse ela. – Você ao menos sabe o que seu marido faz?

Me calei com a pergunta, não podendo responder que sim.

- Eu imaginei. Ele não vai amar você, ele não é Mark.  – atacou ela. – Steve jamais trocaria a vida que leva por uma garota como você, afinal ele não se contenta com uma.

- É... – sorri. – O que você diz sobre os outros diz mais sobre você do que sobre eles.

Me afastei dela, sentindo seus olhos sobre mim.

- Eu sempre amei você, Lucy. Acredite, isso é verdade.

Balancei a cabeça, chegando até a porta.

- Alguém como você não é capaz de amar outra pessoa além de si mesma. – falei. – Você é egoísta demais para amar, Lily.

Esperei alguns segundos e abri a porta, saindo por ela sem olhar para Lily novamente, a fechando rapidamente. Encostei a cabeça na porta, sentindo todo meu corpo tremer e finalmente as lágrimas vieram com força. Comecei a andar em direção ao elevador, visualizando a porta do mesmo se abrindo. Era Steve que estava nele, me fitando instantaneamente. Me dirigi até ele, sentindo a respiração pesada. Quando finalmente me aproximei, senti seus braços me envolvendo e então desabei a chorar.

 



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