História Things Change - Capítulo 12


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, As Coisas Mudam, Drama, Festa, Internato, Literatura, Romance, Segundas Intenções, Teatro, The Things Change
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Palavras 2.025
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Escolar, Festa, Poesias, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Boa leitura!
Obrigada pelas visualizações!

Capítulo 12 - História da Minha Vida


Fanfic / Fanfiction Things Change - Capítulo 12 - História da Minha Vida

Quando estamos completando dezoito anos de vida passa-se milhares de lembranças em sua mente, principalmente as lembranças da sua infância, quando brincava um dia inteiro nas ruas com outras crianças. Quando se completa os dezoito anos tão esperado tornar-se uma nova pessoa com mais responsabilidades pronta pra ingressar na vida de adulto sofisticado, deixando suas travessuras de adolescência no passado para poder ser alguém no futuro. Os pais então vendo os filhos se tornarem homens e mulheres torna-se um dos momentos mais emocionantes de sua vida, e também os lembra que estão ficando bem velhinhos, e como bons filhos estão dispostos a dar sempre suporte em tudo e aproveitar ao máximo sua próxima geração que virá em breve. 

Discurso bonito né? Eu que inventei assim como o do primeiro capítulo, acho que tenho dom para isso com doces palavras, vou até recitar para os meus pais quando me formar. Bom, como estar bem claro estou completando dezoito anos finalmente, só não imaginava que estaria preso em um Internato. Pensei que daria uma grande festa numa boate... Planos por água abaixo, mas pelo menos vou ter um bolinho no final do dia, olha que legal da parte do pessoal do Clube do Livro! Não sei onde vão conseguir um bolo aqui, só vou na fé mesmo.

Agora vou contar um pouco da minha história que o Andrew considera como uma história bandida, por onde começar? Vou começar de quando meus pais se tornaram ricos. Tinha apenas oito anos, antes eu e a Miranda sempre tínhamos um bom tempo para ficar e brincar com nossos pais mas isso foi diminuindo, logo estavam tão ocupados que até havia babás para cuidar, levar e buscar na escola. Único momento que conseguimos falar literalmente com eles era um pouco antes de dormirem, pulávamos em seus colos e contávamos como foi o nosso dia, o que havia apendido na escola, mamãe nos enchia de beijos e vivia dizendo que éramos as coisas mais importantes. Ainda é verdade, somos as pessoas mais importantes na vida deles e fizeram de tudo para temos o que não tiveram, pelo menos na parte da minha mãe. Não era ruim assim, nesse tempo vistamos alguns países nas férias e no natal, ainda tenho todas as fotos salvas no computador que se tornaram ótimas lembranças de infância. Logo quando Miranda fez dezesseis e eu quinze eles deixaram a babá de lado, afinal apesar de sabermos cozinhar, lavar, passar e tudo mais os dois não queriam que trabalhássemos em casa e sim dedicássemos tudo aos estudos.  Conforme passou os anos a casa foi ficando maior e os empregados foram chegando e chegando e resultou em dois adolescentes curiosos e folgados, mas bons alunos pois meus pais nunca receberam boletim com nota vermelha e nem abaixo de oito de média.

Foi quando Miranda completou os dezesseis anos que a festa começou, mamãe e papai não havia voltado para casa então resolvemos procurá-los mas quem disse que os dois cabeções sabiam o caminho do trabalho deles? Fomos andando de metrô meio desesperados perguntando para as pessoas onde era, não adiantou de nada porque fomos ignorados como dois carrapatos. Acabamos parando na Augusta, a rua das festas, a curiosidade da minha irmã nos levou a entrada de uma boate só que a entrada era permitida para maiores de dezoito anos, coisa que nós dois não tinha ainda. Foi nessa festa que entramos de penetra desviando das câmeras de segurança em cima do prédio onde a bagunça rolava, entramos pela janela e voilá nosso primeiro pancadão! Parecia tudo novo, andávamos pelos corredores e víamos várias pessoas se pegando, homem com homem, mulher com mulher, homem e mulher, nem ligavam para quem estava do lado. O lugar era apenas iluminado por luzes roxas que piscavam sem parar, me perdi de Miranda quando cheguei no centro da festa, o lugar que estava era o camarote e acho que nem ligavam se eu era novinho. Sentei-me em uma mesa que parecia estar vazia mas logo apareceu uma mulher ao meu lado com um vestido bem decotado branco, ela ficou bem próximo da minha pessoa, eu fiquei um pouco assustado.

— Eae gato! — saudou bem próxima do meu corpo, eu recuei um pouco.

— Oie — falei meio tímido, ela me puxou para bem perto.

— Está sozinho? — seu cheiro era uma combinação de perfume e vodka, mas por algum motivo que não sei até hoje qual era me fez ficar em seus braços.

— Não — respondi — Minha irmã está aqui também. 

— Ela deve estar se divertindo, por que não nos divertimos também? 

— Mas aqui não tem vídeo games, do que vamos jogar? — pergunta idiota gera idiotices, e essa pergunta que me levou à perdição.

— Vamos brincar disso aqui amor — ela se jogou bem em cima de mim e beijou-me, no início não sabia o que fazer só sentir sua língua pedir passagem e eu cedi sem mais nem menos. Eu estava confuso mas adorando aquela sensação que ela me trazia, apenas seguia seus passos e os apreciava até o momento que nossas bocas se separaram pela falta de ar — Gostou dessa brincadeira?

— Assim você me deixa sem fôlego — falei ofegante, havia beijado pela primeira vez e foram um dos melhores beijos de toda a minha vida.

— Qual seu nome gato?

— Jonathan Grey.

— É gringo é? Bonito e nome diferente!

— Sou brasileiro mesmo! Qual seu nome?

— Lívia Lima, nome simples mesmo — o nome que marcou uma parte da minha vida para sempre.

— E você faz isso com todo mundo Lívia?

— Só essa noite e só com você! — Uou ela estava bem bêbada aliás, coisa que eu nunca fiquei antes que pensem besteira.

— E por que comigo? Nem me conhece! — e quem ligava pra isso naquele momento? Só eu inocente lógico!

— Sei lá, sentou-se bem na minha mesa e só fui amor.

— Me desculpe! Não sabia que era a sua mesa, só estava procurando a minha irmã não queria causar problemas!

— Não causou não querido, só me deu um grande prazer — ela depositou beijos em meu pescoço me fazendo ficar arrepiadinho gente.

— Vai me beijar de novo? — perguntei nervoso.

— Várias vezes se for necessário gato — Lívia me beijou e novamente cedi ao seu charme, porque aquela era umas das melhores sensações que já havia provado na minha vida. Teria ido muito mais além naquele lugar mesmo se Miranda não tivesse jogado alguma na nossa cara fazendo nossas bocas se separarem.

— Sua pervertida o que pensa que está fazendo com meu irmão?! — minha irmã perguntou furiosa.

— Miranda se acalme! — pedi antes que acontecesse um assassinato ali mesmo.

— A gente só estava se divertindo garota, não seja tão rigorosa — Miranda ia dar uma voadora naquela mulher, mas eu a impedi.

— Sem violência! Fui que quis ficar com ela!

— Não tinha alguém mais bonita nesse lugar pra você dá uns pegas Johnny?! — segurei para não dar risada, Lívia ficou ofendida — Olha para ela, parece que tem trinta anos!

— Eu tenho vinte e cinco anos tá, não sou tão velha assim! — quando ouvi sua idade fiquei chocado, ela era dez anos mais velha que eu.

— Vinte e cinco?! Eu só tenho quinze anos — Lívia ficou de boca aberta.

— Não acredito que peguei um adolescente! Acho que vou vomitar! — fiquei frustado.

— Ei você disse que eu era lindo! — reclamei.

— E é, só acho que bebi demais — fiquei aliviado, Miranda ainda a fuzilava com o olhar.

— Vamos embora Jonathan, mamãe e papai já devem ter chegado em casa! — ordenou Miranda, mas antes peguei meu celular e me aproximei da Lívia.

— Pode anotar seu telefone? — ela concordou com um sorriso, logo quando colocou seu número no celular minha irmã me puxou e fomos embora na boate. Por sorte a minha pessoinha sabia o caminho de volta e não fomos pegos nem pelos seguranças e nem pela polícia, pois chegamos em casa ao mesmo tempo que os nossos pais, óbvio que perguntaram onde a gente havia se metido e Miranda contou meia verdade, nunca iríamos contar que estivemos em uma boate e que eu havia ficado com uma mulher dez anos mais velha. Mamãe e papai se desculparam por demorarem e não avisarem mas isso não os impediram de colocar eu e Miranda de castigo por ter saído de casa.

Foi uma noite eufórica confesso, e claro que saí com a Lívia algumas vezes sem a minha irmã saber até que um dia apareceu um cara da idade e acabou com tudo, não daria certo mesmo afinal só tinha quinze anos e ela vinte e cinco.  Depois desse dia não demorou muito para nós dois irmos à uma outra boate e dessa vez dançar até não querer mais, foi depois desse dia e depois daquele beijo que desejei mais e mais e acabei virando uma galinha pegadora. Não culpo ninguém por me tornar assim, só a mim mesmo afinal poderia muito bem ter deixado aquela noite lá no fundo das minha memórias, só que meu desejo era mais e mais, assim comecei a provar as coisas da vida os quais os pais de adolescentes sempre dizem não. Também não estava ligando para o que ia acontecer, na maioria das vezes agia sem pensar e até respondia meus superiores, virei um belo de um garoto rebelde que só queria saber se festa e de pegar garotas, até hoje não sei o real motivo de nunca ter dormido com nenhuma delas. Conforme o trabalho e a riqueza dos meus pais foram aumentando, mais arteiros eu e a Miranda ficamos, se não já éramos terríveis ficamos bem piores, até o momento em que os dois foram mandados morar nos Estados Unidos, minha irmã e eu não queríamos ir para lá ficar com os nosso avôs da parte do meu pai pois eram chatos para caramba então nossos avôs da parte da minha mãe foram morar com a gente. Pouco tempo depois que a Miranda se formou no ensino médio e se mudou para a Inglaterra os dois chegaram a falecer e por isso eu morava sozinho no Brasil, bom o resto da história já sabem né, aprontei e vim para no Internato.

Agora nesse momento no Internato entro na sala onde o pessoal do Clube do Livro se reunia e encontrei os seis lá com um bolo com as velhinhas de dezoito acesas, eles gritaram "SURPRESA!" quando entrei e sei lá soltei um grande sorriso, começaram a cantar aquela famosa  música Happy Birthday To You, se bem que eu sempre ouvi outro estilo mas não reclamei, foi feita de coração. Não sei onde eles arrumaram o bolo mas estava muito muito muito bom, um dos melhores que já comi em toda a minha vida. Fico muito feliz em ter amigos assim, acho que pela primeira vez tive pessoas que realmente se importaram comigo e não porque eu era famoso igual quando estava no Brasil, e nem ligava mais em ser popular e nem em fazer traquinagens com os outros. O lugar pode até ser um pesadelo mas foi graças à ele que encontrei essa galera que no começo só queria distância mas percebi que são as melhores pessoas com que poderia ter divido meus últimos momentos no ensino médio, vou agradecer os meus pais por me colocarem aqui, realmente o destino nos surpreende e nos deixa feliz, podem começar com o pé esquerdo mas no final as coisas sempre se ajeitam, uma coisa que achei um pesadelo se tornou um sonho realizado e quando me formar não vou perder de jeito nenhum seus contados. Se todos resolverem fazer faculdade aqui mesmo, vou ficar aqui na Inglaterra por mais alguns anos, e quem sabe o plano de Miranda não dê certo e meus pais consigam morar com os seus dois filhos problemáticos e ao mesmo tempo uns amores? Está é apenas a primeira parte da história da minha vida, pois o futuro é inexplicável.


Notas Finais


Muito obrigada pela leitura!
Até a próxima!


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