História Thirsty (Reescrita) - Capítulo 13


Escrita por: ~

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Categorias Candice Accola, Justin Bieber, Katerina Graham, Nina Dobrev, One Direction, Saga Crepúsculo, The Vampire Diaries
Personagens Harry Styles, Justin Bieber, Liam Payne, Louis Tomlinson, Niall Horan, Nina Dobrev, Personagens Originais, Zayn Malik
Tags Amor, Drama, Família, Horror, Mistério, Revelaçoes, Romance, Sexo, Sobrenatural, Suspense, Terror, Violencia
Exibições 112
Palavras 4.262
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Esporte, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Científica, Hentai, Lemon, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Musical (Songfic), Romance e Novela, Saga, Sci-Fi, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Necrofilia, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Heyyy, leiam as notas finais, por favor!

Boa leitura! :)

Capítulo 13 - Loucura.


Fanfic / Fanfiction Thirsty (Reescrita) - Capítulo 13 - Loucura.

/ Kathie Quinn /

Como em todas as sextas-feiras daqui em diante, uma das disciplinas que tenho é educação física.

A verdade é esta, eu odeio correr. Podem-me pedir para fazer tudo; desde abdominais, flexões, agachamentos, jogar vólei e entre outros; menos alguma coisa que envolva correr.

Infelizmente para mim, este professor em todas as aulas obriga-nos a correr à volta do campo de futebol - que fica no exterior da escola - durante doze minutos, sem parar. Não é preciso nem cinco minutos a correr e já estou a morrer, a suar por todos os poros do meu corpo, ofegante e mais vermelha que um tomate. A minha resistência sempre foi uma porcaria mesmo, até por que nunca me esforcei muito para mudar isso.

Olho para cima, para as nuvens negras que estão por cima das nossas cabeças. Deve chover a qualquer momento. Depois daqueles dois dias que fez sol, as nuvens voltaram a tapá-lo e começou a chover todos os dias. Hoje não me parece vá ser diferente.

Os doze minutos acabam de terminar e não sinto as minhas pernas de tão sem força que estou. O professor dá-nos permissão para beber água e eu agradeço a Deus, tenho a boca completamente seca de correr com ela aberta por estar ofegante. Heather, Emily e eu aproximamo-nos das arquibancadas enquanto as duas falam de alguma coisa que eu não presto atenção. Não entendo como elas conseguem correr e falar ao mesmo tempo, dessa forma eu canso-me muito mais!

Reparo que os rapazes já lá estão, com as suas garrafas de água nas mãos. É incrível como não vejo nem um pingo de suor neles, nem estão ofegantes, nada, é como se nem tivessem acabado de correr sem parar durante doze minutos. Bem, por alguma razão têm o físico que têm, devem fazer ginásio ou algo do género.

- Sou a única que está a suar por todo o lado? – Heather pergunta com uma cara de nojo.

Emily e eu negamos, enquanto rimos da cara da loira. Elas pegam nas suas garrafas de água e eu procuro pela minha. Tenho a certeza que a tinha colocado junto das garrafas delas. Onde se meteu?

Pode ter caído para o chão. Agacho-me e vejo debaixo da arquibancada. De certeza que neste momento estou a chamar à atenção de todos, não é por menos, pareço uma louca ajoelhada no chão. Volto a levantar-me e sacudo a areia dos meus joelhos nus por conta dos shorts que fazem parte do equipamento obrigatório para educação física. Olho para Emily e Heather que me olham confusas.

- Alguma de vocês viu a minha garrafa de água?

- Não vi, não deixaste no vestuário ao pé das tuas coisas? – Emily pergunta. – Se calhar esqueceste-te. – Leva o gargalo da sua garrafa de plástico à boca e bebe outro gole.

Tenho a certeza que a trouxe comigo.

- Vou perguntar ao professor se posso ir buscá-la.

Elas assentem e eu afasto-me, aproximando-me em passos rápidos do professor que olha para a prancheta que tem nas mãos e de vez em quanto escreve alguma coisa com uma caneta que tem na mão direita.

O professor Johnson é um homem que tem trinta anos, no máximo, é um dos nossos professores mais novos da escola. É alto e tem um porte físico que deve fazer inveja a muitos homens e que faz suspirar muitas alunas, tem uma voz grave que faz tremer qualquer um quando grita. Apesar de ser bastante rígido, como um militar, é bastante simpático. Apesar disso, continuo a não gostar dele pelo simples facto de nos fazer correr tanto. 

- Diga, senhorita Quinn?

Pestanejo, espantada por parecer tão focado no que faz mas mesmo assim consegue ver-me a aproximar-me de si.

- Hum… Eu acho que deixei a minha garrafa de água no vestuário, será que posso ir buscá-la?

- Vá lá, mas não demore. Vamos começar a aula e não tenciono esperar por si.

Assinto positivamente enquanto digo um “obrigada” baixo.

Então quer dizer que a aula ainda nem sequer tinha começado? Nem quero imaginar como será o resto, só espero que não volte a obrigar-nos a correr de novo se não sou capaz de desmaiar. Agora entendo porque temos educação física na sexta-feira, assim temos dois dias para recuperar. Faz sentido.

Entro no edifício, atravesso a quadra interior e ao sair da mesma deparo-me com o corredor principal da escola. Percorro o mesmo - que está vazio a esta hora - e viro a esquina entrando noutro corredor, quase de seguida abro a porta do vestuário feminino. Em vez de me deparar apenas com a minha bolsa e com as das outras meninas em cima do banco de correr de madeira, os meus olhos vão logo de encontro aos seus.

Ele está sentado, exactamente ao lado da minha bolsa, encostado à parede e vejo a minha garrafa de água numa das suas mãos. Sorri assim que me vê, um lindo sorriso que ainda não tinha visto assim de tão perto. Franzo o cenho perante a sua presença mas avanço na sua direcção com passos lentos e cautelosos.

- Eu sabia que vinhas à procura disto. – Justin desencosta-se da parede de azulejo branco e abana a garrafa de plástico.

Paro à sua frente, a dois metros de distância.

É a primeira vez que o oiço falar. Quando ele me impediu de sair do banheiro, no dia da festa, tudo o que ele fez foi limitar-se a encarar-me sem dizer uma palavra que fosse. Ainda não percebi o que raio aconteceu naquela noite, parecia que ele estava enfeitiçado ou algo do género, foi bastante estranho.

Tento falar, articular uma pergunta mas tenho tantas perguntas que quero fazer-lhe neste momento que decido manter-me quieta e calada. Perante o meu silêncio, o garoto dos cabelos descolorados e que estão jogados nos seus olhos cor de âmbar, levanta-se e aproxima-se de mim. Recuo um passo com a sua aproximação e ele pára de andar no mesmo instante.

- Como é que conseguiste pôr as mãos nisso? – Pergunto indicando com a cabeça para a garrafa.

Eu tenho a certeza absoluta que levei a garrafa para o ginásio, eu coloquei-a junto das garrafas de Emily e Heather! Como é possível que ele a tenha? Sei que é a minha porque escrevi o meu nome com caneta roxa no rótulo da mesma e, neste momento, estou a ver a minha letra.

Justin ri, talvez da minha cara de confusa, não sei ao certo.

Perco a sede que tenho ao vê-lo jogar a garrafa para trás das costas e a mesma cai precisamente em cima da minha bolsa com um baque surdo. Engulo em seco.

- Não é importante como consegui a garrafa, não estou aqui por ela.

- Então estás aqui porquê? – Cruzo os braços, fazendo-me de forte e fingindo que não estou nada intimidada pela sua presença.

- Por ti. – Ele diz e faz questão de dar outro passo na minha direcção e, consequentemente, eu recuo outro.

O que raio se passa dentro da cabeça deste garoto e porque teima em aproximar-se de mim? Não sou desse tipo de garotas que se deixa cair nos encantos de um garoto bonito, e sem dúvida Justin é um desses, nunca fui assim nem nunca serei. Tenho princípios e não vai ser a sua boa aparência que me vai deixar cair na tentação. Uma pessoa é bem mais do que ser bonito ou feio, é mais que um corpo, tem uma essência própria, uma personalidade, um carácter.

Desconheço a intenção de Justin mas o facto de mostrar que quer aproximar-se fisicamente de mim, já deixa muito a desejar.

- Diz-me uma coisa, o facto de estares no vestuário feminino não infringe uma das regras da escola? – Pergunto com uma sobrancelha arqueada e ignorando aquilo que ele disse. - Podes ser suspendido.

- Não me importo com as regras.

- Bem, mas devias.

- Mas não me importo. – A sua voz fica mais baixa e é como se dentro da minha cabeça tivesse acabado de fazer-se um clic.

Reconheço a sua voz e flashbacks da noite da festa passam na minha cabeça, em especial o momento em que fui prensada contra os armários do corredor por onde acabei de passar para chegar aqui.

- Espera… Eras tu! – Acuso-o, apontando-lhe um dedo enquanto recuo mais três passos.

Perante a minha acusação, Justin sorri de canto. Sinto as minhas mãos a começarem a ficar molhadas e aquela sensação de estar a entrar em pânico preenche-me quase por completo. Durante este tempo todo foi ele, foi ele que me abordou daquela forma. Isso explica muita coisa… Mas não deixo de estar preocupada, preocupada comigo própria por estar, mais uma vez, sozinha com ele e sem ninguém por perto. O corredor onde ficam os vestuários, tanto masculino e feminino, é apenas um corredor com algumas salas que raramente são usadas, o que significa que se eu gritar ninguém me vai escutar.

É a segunda vez que consegue apanhar-me sozinha. Andará a perseguir-me?

- Isso mesmo, Kathie. – Dá ênfase no meu nome e sorri abertamente, como se tivesse muita piada. – O meu nome é Justin. – Estende a mão, olho para a mesma mas não lhe toco, ao fim de uns segundos de silêncio ele deixa cair a mesma e sorri ainda mais.

Passado uma semana é que ele decide apresentar-se de uma formal normal, sem prensar alguém contra armários ou sem ficar a olhar de uma maneira assustadora enquanto toca nos meus cabelos. Não começamos da melhor forma, disso tenho a certeza, mas ouvi dizer que as primeiras impressões são as que ficam independentemente de mais tarde vermos que a pessoa não era bem como pensávamos.

- Eu sei quem és, a garota que estava contigo disse o teu nome.

Ele faz uma expressão surpreendida e voltamos a ficar no silêncio, apenas nos encaramos. Suspiro pesadamente, estou farta deste joguinho de silêncio e de troca de olhares. Gosto que as pessoas sejam directas e vão logo ao ponto.

- O quê que queres de mim? Não entendi o propósito daquele “ataque”… – Faço aspas com os dedos. – …no corredor e não entendo porque roubaste a minha garrafa para eu vir aqui.

- É difícil de explicar. – Surpreendo-me, apenas por uns segundos, por vê-lo sem saber o que dizer enquanto coça a nuca, num gesto de embaraço. – Pode parecer estranho o que vou dizer, mas eu sinto que temos de estar juntos. Que tenho de estar perto de ti. – Justin volta a avançar e, inesperadamente, sinto as minhas costas a embater contra o azulejo gelado quando recuo dois passos.

Bolas!

Com os seus olhos focados nos meus, coloca-se a centímetros de distância do meu corpo, com as suas duas mãos de cada lado da minha cabeça, espalmadas contra o azulejo atrás de mim. Mesmo assim não me toca. O seu olhar é tão profundo, assim como todas as vezes que os nossos olhos se cruzam no parque de estacionamento ou nos corredores. Os seus olhos vagueiam pelo meu corpo, de cima a baixo e vejo-o a engolir em seco quando para nas minhas pernas descobertas.

Sinto-me, mais uma vez, completamente encurralada. Ultimamente isto tem acontecido bastante e não me agrada nem um pouco. Sinto-me tão indefesa desta forma.

- Do que estás a falar? – A minha voz vacila por estar nervosa e automaticamente ele volta a encarar os meus olhos.

Tudo o que ele diz não faz sentido. Parece um louco a falar!

Ele sente que temos de estar juntos, juntos de que maneira? Tal como disse, ele está louco e não está a fazer sentido nenhum. Nem o mais louco de todos os loucos entenderia o que Justin fala, tenho a certeza. Nem ao menos me conhece e diz-me uma coisa destas!

Entreabro os lábios com a sensação de extremo calor que a sua mão erradia ao tocar na minha bochecha esquerda, quase fecho os olhos mas contenho-me com os mesmos focados nos dele, estudando-o. Os seus olhos abrem um pouco mais e olha para a sua mão em contacto com a minha pele, está deveras fascinado e não entendo com o quê. Eu é que devia estar fascinada com o seu descaramento e com o facto de a sua pele ser tão quente! Com certeza ele não sabe o que significa espaço pessoal porque no banheiro, no corredor, em todas essas vezes, ele também me tocou como se precisasse disso. E isso é loucura!

- Eu não te vou machucar Kathie, já o tinha dito e estou a ser sincero. A única coisa que não quero fazer é machucar-te, nunca.

O seu toque é reconfortante e leve. Não desmancho a minha expressão neutra ao concluir isto. Semicerro os olhos e viro o rosto, afastando-o da sua mão. Por uns segundos, juro ter visto uma expressão de dor no seu rosto, assim como nos seus olhos, ficaram de repente mais tristes e menos brilhantes.

- Não estás a fazer sentido nenhum. – Murmuro com os olhos postos na parede do outro lado do vestuário.

- Eu sei! É muito provável que tenhas razão. – Faz uma pausa e olho para ele. – Mas nem tudo tem de fazer sentido temos de, simplesmente, sentir e seguir o nosso coração.

Franzo o cenho com tal conclusão. A cada minuto que passa ele soa cada vez mais louco. Isto não me está a acontecer. Ele tem uma namorada, não deveria estar com ela em vez de estar a tentar seduzir-me? Porque com certeza está a tentar.

- Já chega. – Passo por baixo do seu braço e recuo diversos passos, afastando-me cada vez mais dele. – Eu não te conheço, tu não me conheces e isto tudo já está a ficar demasiado estranho para mim. – Levanto as mãos ao falar, num ato de rendimento.

Sem virar as costas para Justin, vou até à minha bolsa e enquanto ele me observa pego na minha garrafa de água. Apesar de tudo, vim aqui para buscá-la e voltar de mãos a abanar pode levantar suspeitas de que aconteceu alguma coisa, especialmente se pensarmos na Emily e na Heather. Elas reparam em tudo.

- Não, espera! – Justin pede no instante em que toco na maçaneta da porta do vestuário.

Sinto a sua presença atrás de mim, bem próximo, percebo-o pelo calor que erradia do seu corpo. Reconheço a mesma sensação de quando ele me prensou nos cacifos, o seu corpo quente. Tenho os olhos focados na minha mão que segura a maçaneta, pronta para a abrir e voltar para a minha aula. Pondero os prós e contras de abrir ou não a porta e sair daqui o mais rápido possível. Se eu demorar mais algum minuto é provável que depois leve uma bronca do professor.

- Deixa-me tentar explicar. – Murmura e sinto a sua respiração contra a minha nuca nua, por ter o cabelo preso no alto da minha cabeça.

A minha pele arrepia-se com a sua respiração quente.

- Explicar o quê? – Viro-me de repente e arrependo-me logo, agora estamos demasiado perto um do outro. – Explicar que és louco? - Franzo o cenho.

Fico à espera de uma resposta mas ele limita-se a encarar cada ponto do meu rosto. Abro a boca para voltar a questioná-lo mas sou surpreendida pelas suas mãos, um dos seus braços envolve a minha cintura e a sua mão puxa a minha cintura para si e a outra vai de encontro à minha nuca, puxando o meu rosto na direcção do seu. Não tenho tempo ou escolha de protestar pois no instante seguinte os nossos lábios estão colados, num selinho. Arregalo os olhos, todavia mantenho-me imóvel por causo do choque. Justin puxa o meu corpo para a esquerda, acabando por me prensar na parede ao lado da porta.

Tenho os olhos presos nos seus, fechados. Não consigo mexer-me, nem se quisesse.

Poucos segundos passam quando, de repente, alguém empurra Justin para longe de mim e vejo a mesma pessoa a socar o rosto dele. Levo as mãos à boca e solto um grito abafado pelas mesmas quando o corpo de Justin é projectado para o outro lado do vestuário e só pára quando embate contra a parede no fundo do mesmo. Ouve-se um grande estrondo e uma grande nuvem de pó branco levanta-se no ar, impedindo-me de ver o que está a acontecer e que me faz tossir. Abano a mão à frente do meu rosto mas continuo a não ver nada.

Quem socou o Justin tem imensa força, uma força sobrenatural. Ninguém consegue projectar alguém desta forma apenas com um soco! É humanamente impossível!

Oiço um rosnar grotesco e atrevo-me a atravessar a nuvem de pó apesar de estar aterrorizada. O meu coração começa a bater descompensado e quando parece que o pó começa a assentar vejo o garoto loiro e vestido com o equipamento de educação física a segurar o Justin pela sua blusa contra a parede, os seus pés não tocam no chão. O rosto de Justin está vermelho enquanto tenta respirar.

- Parem! Solta-o, vais matá-lo! – Meto-me entre os dois e empurro o garoto para longe de Justin que fica encostado à parede enquanto tosse pela falta de oxigénio.

Quando olho para ele, os seus olhos estão mais amarelos que o normal, o seu corpo não pára de tremer e tem os dentes cerrados. O que se está a passar com ele? Um fio de sangue escorre do seu nariz que, pelo aspecto, está partido. Vejo que a parede atrás dele está completamente rachada. Como vão explicar isto?

Olho para o outro garoto e abro a boca, mas nenhum som sai pela mesma.

O Niall está a olhar para mim, sério como sempre e de punhos cerrados. No punho direito, nos nós dos dedos, reparo nos resquícios de sangue, talvez dele e de Justin.

Oiço a risada de Justin atrás de mim, viro o rosto na sua direcção e ele desencosta-se da parede. Levanta a blusa branca e limpa o nariz à mesma, manchando-a de vermelho. Concentro-me em não olhar directamente para a sua barriga definida ou para as inúmeras tatuagens que enfeitam o seu corpo apenas na barriga. O que me preocupa de verdade é como é que ele consegue estar em pé depois do que vi? Ele acabou de ser projectado contra uma parede e parece que a parede é que ficou em pior estado do que ele.

Parece que todo o meu corpo paralisou no mesmo sítio. Estou demasiado chocada para falar ou fazer alguma coisa. O que acabei de presenciar… Não foi algo normal. Foi tudo menos normal!

- Demasiado corajoso da tua parte o que acabaste de fazer. – Justin comenta em tom de deboche, soltando a blusa e colocando-se direito enquanto encara Niall.

- Não sabes nem metade daquilo que sou capaz de fazer. – Niall responde e sinto o ódio a fervelhar na sua voz que está bem mais grave.

Ele é tão doce, tímido por vezes, e neste momento não parece – nem de perto – o Niall que eu pensava que estava a começar a conhecer. Dos cinco, é com ele que me dou mais e melhor. Estamos a construir uma grande amizade, algo que no princípio não julgava possível. Todavia, ele sabe fazer-me rir e é uma óptima companhia, um bom amigo. Só que neste momento, não o reconheço. Parece mais um garoto cheio de ódio contido do que o loiro que eu julgava que era.

- Não bastou interromperes como também vais querer fazer isto à frente dela?

Olho para Justin, sem entender o que ele acabou de dizer. Isto? Isto o quê? Eles não vão lutar mais! Aliás, nem percebo como é que o Niall está aqui. Parece que ele surgiu do nada e no momento perfeito, como se soubesse que estava a acontecer alguma coisa. Uma coincidência (?).

Os olhos de Justin estão focados em Niall e o seu corpo continua a tremer bastante, talvez por causa da raiva, então olho para o Irlandês que voltou a focar-se em mim. A sua expressão suaviza quando os nossos olhos se cruzam. Abro a boca, mas mais uma vez, não sai nada pela mesma.

- Kathie, é melhor voltares para a aula. O professor já perguntou por ti.

- N-não. – Abano com a cabeça, negando. – Não vou sair daqui até me dizerem o que acabou de acontecer! Deves-me uma explicação.

- Kathie, vai. – Pede num tom baixo, cansado.

- Não! – Grito por cima da sua voz.

Vejo-o a respirar fundo mas então os seus punhos cerrados ficam ainda mais cerrados. Os seus olhos ficam mais escuros mas nem por isso vacilo. Ele não pode chegar aqui e fazer o que lhe passa pela cabeça. Eu sei que estava numa situação desfavorável, mas preciso de uma explicação. Só de uma! Aquilo que os meus olhos viram foi real, mas estou acostumada a ver algo assim na televisão, na ficção!

- Bem, parece que alguém está a perder as suas qualidades. – Justin diz com o mesmo tom de deboche, não olho para ele. – Vamos, conta-nos o que acabou de acontecer. Também estou curioso.

Niall avança um passo com a intenção de chegar perto do Justin, todavia coloco-me à sua frente com uma mão no seu peito e ele pára, baixando os olhos até aos meus. Sinto-o gelado através da fina blusa que usa e por uns segundos olho para a minha mão com a testa franzida e então volto a olhá-lo nos olhos.

Não sei se eles são capazes de se matarem, mas não quero ter a certeza, por isso o melhor é voltar para a aula com o Niall e voltamos a conversar acerca do que aconteceu mais tarde, quando ambos estiverem mais calmos. Agora sei que não podem estar juntos na mesma sala.

- Vamos voltar para o ginásio. – Digo-lhe. - Por favor.

Niall afasta-se, vira-nos as costas e sai pela porta do vestuário sem dizer uma palavra.

- Estás bem? – Pergunto, virando-me para Justin e olho para o seu nariz. Está mesmo com mau aspecto. – Devias ir à enfermaria se não queres ficar com o nariz torto.

- Kathie--

Ele começa a falar mas interrompo-o, basta erguer uma mão e ele cala-se.

- Não tinhas o direito de me beijar daquela forma, como já disse tu não me conheces nem eu te conheço a ti. E mais, pelo que eu sei, tens uma namorada e acabaste de a trair.

- Eu e a Jenny terminámos. – Ele diz simplesmente.

- Não me interessa! De qualquer forma, foi errado o que fizeste!

- Desculpa, eu…

- Não quero ouvir.

A sua expressão de arrependimento muda para uma de completo desespero.

Viro-lhe as costas e saio do banheiro com a minha garrafa de água na mão. Ao sair, vejo Niall encostado à parede, ao pé da porta. É provável que ele tenha escutado a conversa mas não comenta nada enquanto percorremos o corredor. Entramos na quadra interior.

Com a curiosidade a corroer-me, paro a meio da quadra. Niall apercebe-se de imediato e pára também, à minha frente.

- O que se passa?

- O que se passa?! Como assim ainda me perguntas isso?!

Vejo-o a bufar e desvia o olhar para outra coisa menos para mim.

- Como é que fizeste a aquilo? Julgava que aquilo que acabei de ver fosse impossível, pelo menos humanamente impossível!

Fica em silêncio por uns segundos.

- Eu não sei, ok? A adrenalina faz-nos fazer coisas que julgamos impossíveis. Não sei explicar o que aconteceu, sei tanto quanto tu Kathie, também estou surpreendido!

Encaro-o por uns segundos e percebo que ele está a falar a verdade. Ou então é um óptimo actor, mas prefiro acreditar na primeira opção. Não sei se ele seria capaz de me mentir, podemos não nos conhecer a 100%, mas somos amigos – pelo menos eu acho – e os amigos não mentem uns aos outros.

- E o que foste fazer ao vestuário feminino?

- O professor pediu-me para ir ver onde estavas, estavas a demorar demasiado apenas para ir buscar uma garrafa de água. – Aponta para a garrafa que agarro com as duas mãos. – Mas agora já entendi o porquê de teres demorado tanto. – Vira-me as costas e começa a andar para fora da quadra, direccionado para a porta que leva ao exterior. 

Respiro fundo antes de começar a andar e acompanhá-lo.

- Eu não o conheço, ele veio com um papo de que sente que devemos estar juntos e depois beijou-me. Eu acho que ele é, na verdade, louco. – Comento baixo e Niall ri. – Estou a falar a sério, nada do que ele me disse faz sentido.

- O Justin é mais do que louco, acredita em mim. Eu aconselho-te a ficares longe dele, o mais que conseguires, por alguma razão ele namora com a Jenny. – Ele olha-me pelo canto do olho.

Eu assinto e Niall coloca um braço por cima dos meus ombros, um gesto protector.

- O que tem a Jenny? – Pergunto curiosa.

- Ela também tem o seu lado louco, se calhar mais do que o namorado. Kathie, o melhor que tens a fazer é ficares bem longe do grupo do Justin, não são boas pessoas ou com quem devas andar.

Não questiono o porquê, apesar de ter vontade. Já percebi que há algo entre ele e o Justin, e não é só por causa do que aconteceu há pouco. É algo que aconteceu mesmo antes de eu ter vindo para Londres.

Será que a Heather sabe do que se trata?

- Niall. – Chamo-o. – Obrigada por me ajudares. – Continuo quando ele vira o rosto para mim.

Ele sorri com o meu agradecimento e finalmente saímos para o exterior.


Notas Finais


Capítulo meio tenso, não? Assim como a Kathie, também acham que o Justin é louco? Meu Deus, ainda vai acontecer muita coisa, vocês nem tem noção!

➸ Meninas, eu sei que não sou a melhor escritora deste site, nem de perto, mas começo a ficar realmente desanimada por não ter quase nenhum feedback do vosso lado. Algumas meninas comentam, às quais agradeço do fundo do coração, mas outras nem um "continua" e isso é muito desanimador para quem escreve e perde tanto tempo como eu para publicar algo que as pessoas gostem - e ainda publico um capítulo por semana tendo em conta que muitas fanfics são actualizadas quase de duas semanas em duas semanas, ou até mesmo de mês em mês! O número de visualizações dos capítulos é grande e denuncia que algumas pessoas realmente lêem Thirsty, então custa assim tanto darem-me um pouquinho de apoio? Eu precisava de desabafar um pouco, me desculpem se ofendi alguém ou algo do género, mas é desta forma que me sinto!

Look da Kathie - http://www.polyvore.com/earth/set?id=183344303

Até ao próximo capítulo! Beijos ♡♡


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