História Thirsty (Reescrita) - Capítulo 20


Escrita por: ~

Postado
Categorias Candice Accola, Justin Bieber, Katerina Graham, Nina Dobrev, One Direction, Saga Crepúsculo, The Vampire Diaries
Personagens Harry Styles, Justin Bieber, Liam Payne, Louis Tomlinson, Niall Horan, Nina Dobrev, Personagens Originais, Zayn Malik
Tags Amor, Drama, Família, Horror, Mistério, Revelaçoes, Romance, Sexo, Sobrenatural, Suspense, Terror, Violencia
Exibições 49
Palavras 4.095
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Esporte, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Científica, Hentai, Lemon, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Musical (Songfic), Romance e Novela, Saga, Sci-Fi, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Necrofilia, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Heyyyy, estou de volta e não, não morri!
É a segunda vez que tento publicar este capítulo...
Boa leitura!

Capítulo 20 - Ele Gosta de Ti.


Fanfic / Fanfiction Thirsty (Reescrita) - Capítulo 20 - Ele Gosta de Ti.

/ Kathie Quinn /

No corredor vejo a professora de Inglês que antes mesmo de passar por mim, reconhece-me e pergunta se está tudo bem. Ignoro-a e passo por ela, olhando em frente. Escuto-a a exclamar o meu nome mas ignoro mais uma vez, sentindo ainda mais dores no lado esquerdo da cabeça.

Não faço ideia do porquê de estar com tantas dores de cabeça. Tenho enxaquecas, mas não tão fortes! Talvez seja uma boa ideia ir ao médico, para me receitar uns comprimidos mais fortes para estas dores.

Apresso os meus passos na direcção do exterior da escola. Assim que me encontro fora do edifício vejo e sinto que chove – como sempre. Desvio a minha passada para o lado direito da escola, onde ninguém me vai encontrar se vier à minha procura.

Preciso de estar sozinha, apanhar ar fresco e respirar fundo diversas vezes.

Dou passos largos e rápidos pela grama molhada e encontro o lugar perfeito. Deixo os meus livros caírem em cima da grama com um baque surdo, então sento-me no chão. Vasculho com as mãos a tremer no interior da minha bolsa, de onde pego os meus comprimidos e na pequena garrafa de água que anda sempre comigo para momentos como estes. Coloco dois dos comprimidos na língua e engulo-os com dois grandes goles de água. Deixo a garrafa jogada ao lado da bolsa e deixo-me cair para trás, como uma estrela-do-mar numa rocha.

Olho para o céu de onde caem as finas e pequeninas gotículas de água que caem no meu rosto, refrescando-o. Aprecio as gotas que flutuam, por serem tão pequenas, como flocos de neve. Nunca pensei vir a gostar tanto de estar na chuva. Parece que era mesmo disto que estava a precisar.

Respiro fundo e fecho os olhos. O efeito dos comprimidos está a começar a notar-se.

- Kathie!

Oiço a sua voz e só tenho tempo de apoiar as mãos na grama, erguer o tronco e olhar para o meu lado direito. Ele corre na minha direção e ajoelha-se ao meu lado, puxando-me para o seu peito. Encosta a sua bochecha ao topo da minha cabeça e aperta-me contra si.

Justin.

- Estás bem? – Pergunta ofegante e noto a preocupação na sua voz.

Fecho os olhos e fecho as minhas mãos sobre o tecido da sua blusa, encostando-me mais – se possível – ao seu corpo quente e inspirando a sua colónia que já conheço tão bem. É incrível como o seu toque e o seu cheiro conseguem reconfortar-me. Chega até a ser deveras esquisito o poder que ele tem sobre mim. Não pode ser algo normal.

- Agora sim… - Sussurro, apercebendo-me que as dores de cabeça desapareceram.

- Eu sabia que tinha acontecido alguma coisa. – Obriga-me a olhá-lo nos olhos, pressionando levemente o dedo indicador por baixo do meu queixo. – Agora diz-me, o que ele te fez?

Encaro a intensidade da cor dos seus olhos, mais brilhante e mais amarelos do que o normal. Desde a primeira vez que vi os seus olhos que notei algo deveras estranho neles, para além da sua cor invulgar, mas continuo sem saber o que escondem eles. Pressinto que ainda não sei tudo sobre ele.

- Como…? Quer dizer, como sabias que não estava bem? – Gaguejo.

- Um pressentimento. – Um sorriso sem mostrar os dentes aparece no seu rosto. – Eu senti, não sei como, só sei que não estavas bem.

- E como é que me encontraste?

Olho à volta, nunca ninguém vem para este lado da escola. Pelo menos nunca vi aqui ninguém. E não achei que alguém viesse mesmo atrás de mim, muito menos o Justin. Mas agora que aqui está, não podia pedir outra coisa. Prefiro que ele aqui esteja do que ficar sozinha. Apesar de ter vindo para aqui com o intuito de ficar sozinha… Deus, porque é que parece que estou tão confusa? Só o Justin é que consegue deixar-me assim e depois do que aconteceu naquela sala de aula com o Niall, ainda mais confusa estou.

- Quando dei por mim estava aqui, vi-te deitada e desesperei-me. Pensei que te tinha acontecido algo de mal. O que aconteceu?

Engulo em seco. Não posso contar-lhe o que aconteceu com o Niall, vai achar-me louca.

- Discuti com o Niall. – Sussurro e baixo o rosto.

- O que ele tinha para te dizer? Era sobre mim, não era? O que disse ele? Magoou-te? Eu juro que se ele te magoou, eu—

- Justin, respira fundo. – Coloco as duas mãos no seu rosto, ele cala-se no mesmo instante e começo a rir pela forma como está a reagir. – Era sobre ti, sim, ele continua a insistir que não és uma boa companhia para mim, que não posso estar contigo e tudo mais. Mas eu disse-lhe que não tem o direito de decidir por mim, então aqui estou eu. – Encolho os ombros.

Justin agarra os meus pulsos e encara-me de uma maneira tão profunda que fico sem ar. Vejo o quanto sou importante para ele e o quanto o machuca a ideia de ficar longe de si. Tudo isto apenas através do seu olhar. É como se conseguisse ler-lhe a mente, através dos seus olhos. E então, Justin puxa-me para si e abraça-me mais uma vez. Envolvo o seu pescoço com os braços e aperto-o ligeiramente.

- Só não percebo o porquê de ele agir assim, parece tão preocupado com que alguma coisa me aconteça.

- Ele gosta de ti, mais do que deveria.

Afasto-me imediatamente do seu corpo e encaro-o com a testa franzida. Do que raio está ele a falar?

- O Niall? – Abano a cabeça. – Não, isso é impossível.

- Impossível porquê? Kathie, és uma garota fantástica, linda, divertida! É impossível não gostar de ti, disse-te isso ontem à noite, especialmente garotos. – Faz cara de bravo. – E se for esse o caso, não vou deixar que te tirem de mim. Especialmente ele.

Com as suas palavras um sorriso tímido aparece no meu rosto vermelho. Recomponho-me ao associar a última coisa que disse.

- O que aconteceu entre vocês? Porque é que parece que se odeiam? – Pergunto de uma vez.

- Não aconteceu nada. – Encolhe os ombros e eu faço uma careta de quem não acredita nem por um segundo no que ele acabou de dizer. – Sabes aquelas pessoas que não conheces mas só de olhares para elas não gostas delas? – Assinto, perdida. - Bem, foi isso que aconteceu entre nós. Não vamos com a cara um do outro.

Assinto positivamente até porque sei bem como é essa sensação. Aconteceu o mesmo quando Jenny se apresentou ontem à noite. Então acho que a “desculpa” do Justin é bastante plausível, não o posso julgar por ser assim com alguém que não conhece quando eu mesmo não gostei da ex-namorada dele, mesmo sem a conhecer.

Em silêncio, ambos deitamo-nos lado a lado na grama e os meus olhos vão directamente para o céu cinzento. Parou de chover.

Passam alguns minutos até voltar a ouvir a sua voz.

- Estou com fome, poderia comer um boi inteiro neste momento.

Viro o rosto para encarar Justin e solto uma risada com o seu comentário. Por estar a olhar para cima, para o céu, só consigo apreciar o seu belo perfil. Parece que tem um rosto esculpido por anjos de tão perfeito e belo que é. Mostro-lhe um sorriso quando vira o rosto na direção do meu, apanhando-me no flagra. E como sempre, o meu rosto esquenta.

Estamos a faltar às nossas aulas, mas não estou muito preocupada. Não neste momento. Estou demasiado bem onde estou agora, deitada ao pé de Justin como se fossemos os únicos no mundo. As meninas devem estar preocupadas comigo, especialmente depois da forma como sai da sala. Não sei como lhes vou explicar o que aconteceu sem me chamarem de maluca, paranóica. Nem tenho coragem de contar ao Justin, quando mais à Heather e à Emily!

- Então devias ir comer… - Ergo o meu braço direito e vejo as horas no meu relógio de pulso. – De qualquer forma o sinal vai bater daqui a uns minutos. – Baixo o braço e volto os meus olhos para o céu coberto de nuvens pelas quais os raios de sol tentam, sem grande sucesso, penetrar.

- Vem comigo, por favor.

A sua mão encontra a minha pousada em cima da grama e aperta-a levemente, o que me faz olhá-lo novamente.

Os seus olhos cor de âmbar suplicam na direcção dos meus, como se fosse uma criança a pedir dinheiro à mãe para comprar doces. Realmente muito fofo… Mordo o lábio inferior, sentindo-me a ceder ao seu pedido apesar de estar aqui tão confortavelmente deitada. Nem quero saber o que me vai acontecer quando o meu irmão souber que faltei a uma aula para estar deitada na grama, especialmente com um garoto!

- Oh, não faças isso!

Justin, inesperadamente, senta-se e eu encaro as suas costas.

- O quê? O que fiz? – Sento-me também.

Justin vira o rosto, olhando directamente para os meus lábios.

Então apercebo-me do que estou a fazer… A morder o lábio inferior como se fosse o fim do mundo. Solto o meu lábio inferior e arregalo os olhos quando Justin, levemente, me empurra de novo contra a grama. Os nossos rostos encontram-se a centímetros de distância e sinto uma das suas mãos na minha cintura enquanto a outra lhe dá apoio sobre o meu corpo. Num ato inconsciente levo as minhas mãos ao seu pescoço, percorrendo-o lentamente até aos seus cabelos sedosos, onde enterro os meus dedos e brinco um pouco com os seus fios descolorados.

- Alguém pode ver-nos, não é uma boa ideia… - Sussurro com os seus lábios perto dos meus.

Não quero que sejamos apanhados aos beijos, já basta aquilo que possa estar a correr por ai e aquilo que todos pensam de mim neste exacto momento.

Galdéria! Sonsa! Garota que rouba os namorados das outras!

Sou puxada dos meus pensamentos quando Justin ignora o que eu digo e me beija na mesma. Fico tensa quase de imediato apenas por estar a pensar na ideia de alguém nos ver e ficarmos com problemas por causa disso e não só.

- Descontrai… - Ele diz contra os meus lábios voltando a beijá-los logo de seguida.

A sua mão, que outrora estivera na minha cintura, viaja pela lateral do meu corpo. Desde a minha coxa até às minhas costelas, a sua mão faz um trajecto lento e sedutor, que me deixa menos tensa. Quando dou por nós, os nossos corpos estão praticamente fundidos um no outro, as nossas línguas travam uma batalha que parece interminável, as nossas respirações estão completamente descompensadas e, neste momento, a sua mão está dentro da minha blusa.

- Justin… - Murmuro, colocando as mãos no peito dele.

Existe um limite e nós estávamos prestes a ultrapassá-lo.

Entendendo o recado e sem demoras, Justin termina o beijo e sinto a falta do contacto da sua mão na minha pele, por debaixo da minha blusa. Ficamos a encarar-nos o que parecem horas e sei que tenho o rosto completamente vermelho. Então o sinal bate e Justin afasta-se do meu corpo. Ambos levantamo-nos, depois de ele me ajudar a fazê-lo, e pego nas minhas coisas.

Antes de sairmos daqui, Justin impede-me pegando na minha mão direita.

- Desculpa por o que acabou de acontecer… - Acaricia a parte de cima da minha mão com o polegar. - Mas não me consigo controlar quando estou ao pé de ti, é mais forte que eu. Deixas-me louco, Kathie.

Aproxima-se de mim com os seus olhos nos meus. Sinto um arrepio a travessar o meu corpo e apercebo-me pelo seu sorriso que Justin reparou.

Antes mesmo de puder dizer alguma coisa o meu celular começa a tocar. Faço uma careta e Justin assente, como se dissesse “está tudo bem”. Apresso-me a tirar o aparelho do interior da minha bolsa e a atender, mesmo sem ver quem é.

- Kathie, onde te meteste? Estamos a morrer de preocupação! – A voz de Heather grita-me ao ouvido.

- Estou com o Justin, vamos agora para o refeitório. Podemos encontrar-nos lá?

- Claro, até já.

Bem, ela está mesmo preocupada, nem fez nenhuma piadinha perante o facto de estar com o Justin.

 

(…)

 

O que raio aconteceu para teres saído da sala daquela forma? – É a primeira coisa que Heather pergunta ao aproximar-me dela e de Emily, ambas sentadas numa das mesas do refeitório.

- Não me estava a sentir bem. – Suspiro. – Desculpem se vos preocupei.

- Foi por causa do, tu sabes… - Emily, antes de terminar a frase olha para Justin que está ao meu lado a segurar a minha mão e atento à nossa conversa. – Niall? – É palpável a incerteza que tem na voz.

Justin e eu viemos de mãos dadas até aqui e é claro que isso atraiu diversos e variados olhares para nós. Todavia, pela primeira vez não me senti envergonhada ou como uma galdéria. Sinto-me bem com ele ao meu lado.

- A nossa conversa não acabou muito bem. – Encolho os ombros.

- Eu vou buscar alguma coisa para comermos, ok? – Justin pergunta e eu assinto quase de imediato com um pequeno sorriso nos lábios. Antes de se afastar, beija a minha testa.

Sento-me ao lado de Emily, visto que até agora estive em pé ao lado da mesa. Conto-lhes tudo acerca da conversa que tive com o Niall, excluindo a parte em que quase me passei da cabeça com a sua mão gelada e a associação macabra que fiz com o meu sonho e as lendas que ouvi na festa da comunidade do Justin.

- Estará ele com ciúmes por estares com o Justin? – Heather pergunta olhando para Emily. – Desde que ela chegou que eu notei que o Niall está diferente, a maneira como olha para ela é como se lhe quisesse saltar para cima! Diz-me que também reparaste nisso!

- Sim, eu reparei que ele está diferente, mas não pensei nisso. Mas agora que falas nisso… - Arregala os olhos. – Talvez ele goste da Kathie! Não como amiga, mas como algo mais do que vai para além de uma grande amizade.

Oh não, outra vez esta ideia! Já bastou o Justin a dizê-lo e continuo a achar que isso é impossível. Tento interrompê-las mas sempre que abro a boca, elas retornam a conversa, atirando para o ar as suas ideias loucas.

- Amigos coloridos? – Heather pergunta como uma careta de repugnância.

- Não, sim, bem… talvez. – Emily encolhe os braços não muito segura do que diz.

- Eu acho que ele está apaixonado por ela, não é por nada. 

- É uma hipótese.

- Temos de descobrir! Se bem que se isso for verdade não vai valer de nada, ela e o Justin estão “juntos”. – Heather faz aspas com os dedos e um beicinho aborrecido forma-se nos seus lábios.

- Não oficialmente, então --

- Ei, podem parar de falar de mim como se eu não estivesse aqui?! E parem com essas teorias sem noção, estão a dar-me dores de cabeça! – Resmungo.

- Desculpa! – Heather olha para mim e pega nas minhas mãos, por cima da mesa. - Mas diz-me, não achas que temos razão? Quando estás com ele nunca reparaste em algum indício que possa estar interessado em ti? – Pergunta com esperança. Os seus olhos até brilham.

Olho para ambas, sem saber o que dizer. O Niall, neste curto espaço de tempo em que nos conhecemos, sempre foi muito carinhoso, simpático e protector comigo e sempre achei que essa fosse a sua maneira de estar com toda a gente, nunca pensei na possibilidade de ser diferente comigo.

- Não sei, não faço ideia. – A minha voz sai de uma forma desesperada. – A única coisa que sei é que não gostei da atitude dele e, por amor de Deus meninas, eu estou com o Justin agora!

Reparo que ambas se entreolham de forma desconfortável.

- Kathie, nós percebemos-te mas talvez esteja arrependido. Ele pareceu-me mesmo preocupado quando saíste daquela forma da sala de aula.

Olho para Emily. Ela pode ter razão, mas isso não significa que deva perdoá-lo. Estou magoada com ele, com a forma como falou comigo e sobre um assunto que não lhe diz respeito.

- A Emily tem razão. Acho que deviam conversar calmamente… - Heather vira o rosto para a direita e faço o mesmo, seguindo o seu olhar para uma mesa que não está muito longe da nossa mas o suficiente para não ouvirem o que estivemos a falar este tempo todo.

O Niall está sentado nessa mesa, a olhar para mim com uma expressão de quem está a sofrer internamente.

Quero desviar o olhar, mas não consigo por conta do seu olhar triste. Agora sinto-me mal pela maneira como reagi com ele. Ok, ele não tinha o direito de dizer aquilo que disse mas, como ele disse, é meu amigo e preocupasse comigo.

- Trouxe-te um muffin de chocolate e um sumo de frutos vermelhos, como tu gostas.

Pestanejo – e consequentemente desvio o olhar da mesa onde Niall se encontra sentado com os outros rapazes – quando Justin se senta ao lado de Heather e à minha frente com um tabuleiro cheio de comida.

Não estava à espera que ele se recordasse da conversa que tivemos sobre os meus gostos, mas deixa-me feliz que assim seja.

- Obrigada. – Sorrio ainda meio atrapalhada com a troca de olhares entre o Niall e a forma como o Justin apareceu no momento perfeito.

Pego no meu sumo e no meu muffin.

- Não sei se vocês já comeram, mas também se podem servir. – Justin diz com um sorriso para as meninas.

- Já comemos, mas agradecemos. – Emily responde de forma amigável e Heather concorda com a cabeça, sorrindo.

- Bem, então mais fica para mim! Óptimo! – Ele encolhe os ombros e começa a comer, o que arranca de nós as três uma enorme gargalhada.

Justin olha para nós, visivelmente confuso.

- O que foi? – Pergunta de boca cheira, alterando o olhar entre nós as três que ainda rimos.

Não duvido, nem por um segundo, que ele consiga comer tudo o que tem no tabuleiro. E não é pouco.

Não ousei olhar mais para a mesa dos rapazes, mesmo sabendo que ele continua a olhar para mim.

 

(…)

 

O Justin bem insistiu em acompanhar-nos até à nossa próxima aula mas eu recusei, visto que as salas onde vamos ter as nossas aulas são em pontos opostos da escola e eu não quero que ele volte a faltar ou até mesmo a chegar atrasado às suas aulas por minha causa. Aliás, nem estou sozinha, estou com a Emily e com a Heather…

- Ei, Kathie Kath! – Viro-me para trás no corredor e paro, assim como as meninas.

Só há uma pessoa neste mundo que me chama “Kathie Kath” e essa pessoa é o Louis. E é com ele que dou de caras quando nos viramos para trás. Até me admiro por não estar acompanhado pelos rapazes. Já devem estar na sala, visto que o sinal já bateu.

Ele sorri quando para à nossa frente e reparo que demora o olhar um pouco mais em Emily. O que está a acontecer e o que aconteceu entre eles ainda é uma grande incógnita para mim. Sei, pela Heather, que na festa de boas vindas da escola eles estiveram sempre juntos e a Heather jura que os viu a beijarem-se logo depois que me fui embora. É claro que não comentamos nada com a morena, sabemos que quando estiver pronta, ela vai falar connosco.

- Bela maneira de escapar à aula de Inglês. – Ele brinca com a situação enquanto afasta os cabelos dos olhos e sorri para mim. – O que quer que tenha acontecido, fica a saber que o Niall está arrependido.

- E porque é que não é ele a dizer-me isso?

Louis encolhe os ombros e mete as mãos nos bolsos do seu sobretudo.

- Eu conheço-o suficientemente bem para saber que está confuso. E já agora, o que aconteceu entre vocês? Quando quer, ele pode ser bem teimoso e não quer contar-nos.

- Discutimos sobre um assunto sem noção e ainda estou magoada com o que ele me disse. – Suspiro. Não quero falar disto agora, tenho a certeza que se o fizer as dores de cabeça vão regressar. – Se não queremos chegar depois do professor, é melhor continuarmos a andar. – Mudo de assunto e ele assente.

Os quatro caminhamos em silêncio até à nossa aula.

 

(…)

 

As últimas duas aulas do dia foram um pé no saco. As minhas dores de cabeça voltaram e não consegui concentrar-me em nada do que os professores disseram e nos mandaram fazer.

Foi um dia para esquecer, no que toca às aulas.

Só quero ir para casa. E agora lembro-me, é o meu irmão que me vem buscar!

 

/ Niall Horan /

Percorro o corredor atrás dela, a tentar alcançá-la. Estão demasiadas pessoas no maldito corredor, então está meio difícil.

Kathie saiu da sala de uma forma bastante apressada deixando as amigas para trás, mas preciso de falar com ela antes de se ir embora. Entender o que aconteceu. Aquilo que ela disse – “homem frio” – não me sai da cabeça, especialmente a forma como reagiu ao meu toque quando tentei ver se ela estava bem.

Só determinadas pessoas é que nos chamam de Homens Frios e essas pessoas são os lobisomens. Estou curioso com o que quer que o maldito lobisomem com quem ela agora anda lhe possa ter contado acerca de nós e o porquê de o ter feito. Mais cedo ou mais tarde, a Kathie iria saber tudo acerca de nós – até porque vai tornar-se no mesmo que nós daqui a uns dias – mas ela devia sabê-lo por nós e no momento certo, não pela boca de um cachorro! Será que ela também já sabe que ele é um lobisomem? Duvido.

Todavia, a Kathie parecia bastante confusa… É por isso que tenho de falar com ela. Ao mesmo tempo que parece saber tanto, mostra não saber de nada.

Passo por entre as pessoas que estão no exterior da escola. Ela dirige-se em passos largos e rápidos na direcção do parque de estacionamento. Lembro-me que ela hoje não trouxe o seu carro, veio com a Heather e a Emily.

- Kathie. – Controlo a vontade que tenho de pegar no seu braço quando chego perto dela o suficiente para me ouvir.

Ela pára e demora uns segundos a virar-se para trás, enfrentando o meu olhar.

- Niall, ah, eu não posso falar agora. Até amanhã! – Ela sorri tentando despachar-me e mesmo antes de me virar costas, agarro o seu braço. Ela estremece, sinto-o. – O meu irmão está a minha espera. – Olha dois segundos para os meus olhos e depois para a minha mão. Não sei identificar o que vejo neles, talvez incerteza, confusão.

- O que quiseste dizer com “homem frio”? – Questiono e ela olha imediatamente para o meu rosto.

- Nada. – Murmura. – Esquece, não sei porque o disse.

Kathie não me convence nem um pouco. Cheiro o nervosismo que o seu corpo exala, assim como o cheiro do seu sangue que me afecta sempre que estamos perto um do outro. Torna-se cada vez mais difícil passar tanto tempo fechado numa sala com ela. Não sei até quando vou aguentar.

- Será que agora podes soltar-me? – A sua voz sai áspera e num movimento brusco, solta-se da minha mão. – Amanhã conversamos.

- Espera… - Antes mesmo de voltar a pegar no seu braço, o cheiro a rafeiro molhado chega ao meu nariz. Olho para a esquerda e lá está ele. Olhos postos em mim enquanto caminha na nossa direção.

- Ias embora sem te despedires de mim? – A sua expressão raivosa suaviza quando envolve a cintura de Kathie e olha para ela.

- O meu irmão vem buscar-me e já deve estar à minha espera. Desculpa, mas tenho mesmo de ir. – Kathie coloca-se na ponta dos pés e beija os lábios do rafeiro. – Até amanhã rapazes. – Ela acena brevemente, sem fazer contacto visual comigo, e vira-nos as costas.

Amanhã vou fazê-la falar. Tenho de saber o que sabe ela.

Vejo-a entrar numa carrinha de caixa aberta onde se encontra um garoto alguns anos mais velho que ela. O irmão, deduzo. A carrinha desaparece do parque de estacionamento quase num piscar de olhos.

- Mantêm-te longe dela.

Olho para o lobisomem e sem dizer nenhuma palavra, ambos viramos as costas um ao outro e seguimos os nossos caminhos.

Quem devia manter-se longe de Kathie, é ele. E ambos vão descobrir isso da pior maneira.


Notas Finais


Espero que tenham gostado! :)
Até ao próximo capítulo, beijos ♡♡


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