História This is gonna get ugly - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias The Walking Dead
Personagens Aaron, Carl Grimes, Carol Peletier, Daryl Dixon, Enid, Eugene Porter, Gabriel Stokes, Maggie Greene, Michonne, Negan, Paul "Jesus" Monroe, Personagens Originais, Rick Grimes, Sasha, Tara Chambler
Tags Daryl Dixon, Negan, Rick Grimes
Exibições 42
Palavras 1.093
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Científica, Lemon, Romance e Novela, Sci-Fi, Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror, Violência, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Necrofilia, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Hey, espero que gostem <3

Capítulo 1 - My Shot


Não sou ninguém importante. Eu realmente não sou, adoraria dizer que eu sou uma expert em artes marciais, ou sei atirar facas, atirar sem sentir que meu ombro vai deslocar. Em algum momento dos meus 12 anos eu costumava ser boa em arco e flecha, e eu devo ter feito umas aulas de defesa pessoal, afinal eu estava me tornando uma mocinha e meu pai achava que seria bom eu saber me defender dos rapazes. O que deu errado, já que eu não gosto de rapazes.

Eu tenho achismos sobre o início da minha adolescência, fazem anos que eu não tenho mais meus doze aninhos e de tantas vezes que eu fui atingida na cabeça desde que o mundo se acabou, mas eu sei que essas coisas, além de um grande grupo me manteve viva por todo esse tempo.

Minha avó costumava dizer que eu era boa de lábia, que eu podia vender gelo a esquimó e eu nunca pude discordar porque eu sempre conversei o meu caminho pra fora de brigas. Talvez seja por isso que o meu líder de grupo me mantinha por perto, talvez seja por isso que negan me escolheu.

Negan é um homem cruel, um produto do meio, mas não louco. Ele é esperto, muito esperto apesar de gostar de agir como se fosse um pouco imprevisível, existe uma ordem no caos que ele emprega.

Eu poderia falar sobre os walkers, mas eu não vejo razão para isso, afinal fazem meses que eu não vejo um dos bichos, e eu não sei a quanto tempo exatamente eu estou aqui, sei que fazem uns dois anos desde que o caos começou, faz muito tempo que o meu grupo foi intimidado e eu fui pega como refém. Faz muito tempo que eu passei um grande espaço de tempo numa solitária no escuro até que eu não pudesse mais dizer que horas eram. Negan disse que eu era selvagem e precisava ser quebrada de alguma forma. Ele não bate em mulher.

Mas o tempo que eu precisava ser quebrada são águas passadas, eu sou mansa agora. Não por tempos na solitária, mas sim porque eu não vejo o porquê de ser daquele jeito. Há muito tempo atrás eu li sobre um assalto a banco com reféns em que o ladrão era gentil com as pessoas a sua volta, permitindo que eles ligassem para os seus parentes e dizerem que eles estavam bem, dando casacos e bebidas quentes. Quando a polícia invadiu o banco, os reféns estavam tão apegados ao seu sequestrador que defenderam para que ele não fosse preso. Isso ficou conhecido como síndrome de Estocolmo. Às vezes no meio da noite eu me pego pensando que talvez eu tenha isso.

Eu não amo meu cativeiro, não amo estar longe de tudo que eu amo, das pessoas que eu conheço, dos iguais a mim. Mas eu não odeio completamente estar aqui. Não odeio estar segura, mas não amo estar presa num cofre forte, não odeio ter comida na mesa todos os dias, não odeio os mimos que eu ganho eventualmente quando alguém está de bom humor, não odeio dormir a noite inteira sem me preocupar com os bichos, mas não amo estar presa.

Eu não amo Negan, mas eu não odeio Negan. Depois de muito tempo eu, de um jeito perturbado, o entendi ele tinha uma chance e ele a aproveitou, fez com os outros o que qualquer um teria feito na mesma situação. Eu comecei a ver os seus motivos, as suas crueldades começaram a fazer sentido na minha cabeça.

Eu acordo tarde e ele está no meu quarto, o que é incomum, ele nunca faz isso. Olho no relógio são 10 da manhã, as pilhas acabaram fazem um tempo e ninguém parece ser capaz de achar mais das mesmas pilhas, então por duas semanas são sempre 10 horas. Me estico na cama, ouvindo os meus ossos estalarem.

―Bom dia, raio de sol ― Ele diz, assim que percebe que estou acordada, ainda sonolenta entre me espreguiçar e bocejar eu sorrio em sua direção.

―Bom dia, Negan ― respondo, ainda sonolenta ― A que devo a honra da visita uma hora dessas da manhã?

―São duas da tarde ― me informa, razoavelmente delicado, eu me sento na cama, tentando sentir o volume do meu cabelo e se não tem baba no meu rosto.

―Oh― aponto pro relógio quebrado ― Não aqui. Eu dormi tarde ontem, Não consigo acreditar que aquilo é o final de OC. É uma droga.

―Eu estou te dando muitas mordomias.

―Não, você está me recompensando pelo meu bom trabalho e total obediência e submissão. Mantenha seus funcionários satisfeitos e você nunca terá uma rebelião ou greves. ― percebendo que meu cabelo deveria estar uma confusão encaracolada, comecei a tatear na cama pelo prendedor de cabelo. ― De qualquer jeito, você não me disse a que eu devo a honra da sua visita essa hora da tarde.

―Eu tenho um trabalho pra você, finalmente você achou um concorrente de peso, alguém tão difícil de quebrar quanto você foi. ― Negan da um sorriso de canto pra mim, a sua voz num falso tom de animação Lucille sendo segurada firmemente entre os seus dedos, ele está irritado.

―Isso é raro, e interessante. Você realmente precisa de uma nova esposa? Acabou de pegar a sherry.

―E um cara.

―Aaaah.

―Não fique animadinha, eu nunca vou entrar pro seu clube GLS.

―Eu não disse nada, e eu tenho certeza que isso foi atualizado para LGBTQ. Não que você ligue. ― desconverso ― Ele deve ser muito forte, e nada mais a perder. O que aconteceu?

―Um daquele novo grupo, Alexandria.

―Aquele que tentou te bater? ― perguntei ― as notícias voam aqui, você nos dá muitas mordomias.

―Esse mesmo ― ele diz, ainda irritado caminhando pelo meu quarto ―Vá lá, dê o seu testemunho, use o seu poder de persuasão, como um daqueles pastores de igrejas gritando sobre as realizações e vantagens do paraíso. ― Negan caminhou pelo meu quarto, indo até uma parte afastada onde havia um pequeno mural, com algumas fotos e onde eu mantinha as cartas das universidades em que eu fora aprovada, algumas tradicionais, umas nem tanto duas Ivy league, memórias de um passado distante. ― Por que você tem essa porcaria aqui? não é como se Harvard está dando cursos de como argumentar com os bichos.

―É um lembrete pra mim mesma. ―respondi, me levantando da cama e me conformando que tinha trabalho a fazer ― De que eu não estou perdendo nada de verdade.




 


Notas Finais


<3


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