História This Kind of Love - Capítulo 22


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jungkook, Personagens Originais, Suga
Tags Agustiger, Alfa, Bangtan Boys, Hopemin, Hoseok, J-hope, Jihope, Jikook, Jimin, Jimin!ômega, Jungkook, Jungkook!alfa, Kookmin, Mpreg, Ômega, Sistema A/b/o, Suga, Top!jungkook, Universo A/b/o, Yaoi, Yoongi
Exibições 483
Palavras 3.781
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Fluffy, Lemon, Luta, Misticismo, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Slash, Sobrenatural, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 22 - Capítulo 21


Fanfic / Fanfiction This Kind of Love - Capítulo 22 - Capítulo 21

Fronteiras

Área 3, Leste de Ansan

03 de outubro — 03:24h

 

— Capitão! — ouviu-se um grito cortar a calmaria do interior do bosque, o que fez o alfa de cabelos castanhos praguejar impaciente — Capitão Jeongguk! — a voz soava mais alta conforme a subtenente beta se aproximava correndo do lugar onde Jeon aguardava o sinal dos líderes dos clãs para iniciar o ataque ao acampamento de Bastardos — Capitão Jeon... — a beta loura ofegava com as mãos apoiadas nos joelhos.

— Por que diabos você está gritando, subtenente Kang Jun? Estamos de tocaia, seja silenciosa! — se alarmou o alfa Jeon. Qualquer deslize e os Bastardos poderiam perceber a presença dos provincianos nas redondezas da clareira onde se encontravam e Jeongguk não se permitiria perder uma boa oportunidade de ataque — O que é tão importante que você veio correndo fazendo tanto alarde, Kang? — quis saber, o tom baixo e autoritário fez a subtenente engolir em seco, temendo a reação do Capitão ao dar a notícia que havia sido enviada para reportar ao Jeon.

— Me perdoe, Capitão Jeon, mas é um assunto urgente — a beta se endireitou depois de recuperar o fôlego e se preparou para dar a notícia ao alfa que a olhava com uma das sobrancelhas grossas arqueadas em irritação — Recebemos uma ligação de Ansan no acampamento, senhor, a província está send...

A fala da subtenente foi interrompida por um som alto que chegou a doer nos ouvidos sensíveis dos híbridos presentes ali no bosque. Jeongguk, ciente de que aquele era o alarme vindo da sirene de guerra — a qual servia de sinal para o exército avançar sobre o inimigo —, deu as costas à beta e tomou a dianteira do seu grupo de pouco mais de trezentos e cinquenta homens, todos protegidos por suas cotas de malha grossa, escudos, espadas e machados de combate, com a adrenalina percorrendo nas veias dos corpos agitados.

— Atenção, soldados! — Jeon chamou a atenção de todos os presentes — Nossa tarefa é cercar os Bastardo pela lateral da clareira e não deixar escapar figitivos — se virou para a saída do bosque e apontou com a espada para a clareira — Sejam rápidos e atentos, não vacilem em momento algum. Avancem! — berrou as últimas ordens com a voz cheia de potência e confiança, certo de que os inimigos já tinham despertando por conta da sinal de guerra. Assim, liderou seu grupo rumo ao acampamento de Bastardos que havia conseguido descobrir graças a um dos selvagens que tinha interrogado dias antes.

Enquanto corriam em direção ao abrigo dos selvagens, amassando a relva alta com as solas das botas de couro e sentindo a brisa fria daquela região da floresta bater em seus rostos, o Capitão Jeongguk sentiu seu peito se encher com um misto de sentimentos conflitante, medo se misturando com a raiva e pavor mesclado com determinação. E, mesmo que o alfa estivesse com todos os seus sentidos focados em correr e lutar, ele soube que aqueles sentimentos pertenciam à sua alma gêmea, há quilômetros de distância dali, em Ansan. Por uma fração de segundos, desacelerou os passos e procurou a beta Kang com o olhar, querendo desesperadamente saber qual a notícia que a subtenente havia corrido para lhe dar.

— Merda, Jimin, merda! — praguejou outra vez, voltando ao ritmo das passadas assim que ouviu claramente os gritos dos soldados e o som de lâminas de chocando uma contra a outra, certamente, dos primeiros soldados que alcançaram a clareia inimiga — Que merda está acontecendo com você agora, Park Jimin?

 

Província de Ansan

Barricada

03 de outubro — 03:46h

 

Jimin olhou para o lado, vendo Ji Hee se posicionar ao lado do Sargento Kyung Min com uma espada curta embainhada à cintura e um arco e aljava em mãos. O ômega respirou fundo para acalmar os próprios nervos e prometeu a si mesmo que apenas se valeria do seu arco e flecha naquela luta, tendo o soldado Do Joon ao seu lado para o amparar no caso de possíveis lutas corpo a corpo. Passou os dedos de leve sobre a marca de Jeongguk em seu ombro e desejou ser tão forte e ágil quanto o marido, sentindo seu peito ser lentamente preenchido por certa coragem.

— Soldado Do Joon, quais são as nossas chances de sucesso aqui? — perguntou ao beta que estava andando de um lado a outro por trás da barrigada construída justamente para a proteção dos arqueiros — Seja sincero, soldado.

— Líder Park... — o soldado suspirou — Nós temos a capacidade de proteger Ansan de ser dominada por eles, mas, sinto muito em  te dizer, muitas vidas serão perdidas no processo — Do Joon desviou o olhar de Jimin e estreitou os olhos em direção à uma fina camada de fumaça subindo o céu não muito longe de onde estavam — Covardes, estão atacando as casas! — o beta se exaltou ao perceber que a fumaça vinha de uma região de conjuntos habitacionais simples.

— Os nossos soldados que estão contornando o perímetro dos Bastardos vão cuidar disso — Jimin disse e mordeu os lábios com força, depositando sua fé na segurança dos moradores daquelas casas nas mãos dos soldados que o Sargento Kyung Min havia mandado para fechar o cerco dos selvagens. O ômega moreno voltou a olhar para Ji Hee e a viu sussurrando algo para o Sargento que, por sua vez, mantinha os olhos atentos sobre a cidade sem dar muita atenção ao que a garota dizia. Então, para a surpresa de Jimin e por irritação da Park mais nova, a ômega agarrou as bochechas de Kyung Min e colou seus lábios ligeiramente carnudos aos do alfa.

O beijo não durou mais que segundos, mas foi o necessário para que Ji Hee se sentisse menos apavorada diante da situação. Seria mentira dizer que amava Kyung Min, ela mesma admitia, mas seria outra mentira dizer que não estava se apaixonando pelo alfa que a treinava todos os dias no Solo. E, por mais que tenha sido preciso semanas de insistência por parte da ômega, o Sargento se permitiu se envolver naquela relação amorosa confusa e sem denominação com a irmã de seu futuro líder.

— Quando isso acabar... — Ji Hee apoiou sua testa no ombro do alfa, pouco se importando com quem os veria ou se estavam sob ataque, a garota apenas queria se confortar com a ideia de que aquela invasão não afetaria no futuro das vidas postas em jogo ali — Quando isso acabar, Kyung Min oppa, você vai me pedir em namoro — o Sargento não pôde evitar um riso seco pela típica pose autoritária da Park.

— Vou conversar com seu irmão assim que o dia raiar, doce — afirmou, enroscando os dedos nos cabelos negros da mais nova e depositando os lábios em um selar na testa dela — Mas, você tem que me prometer que vai ficar aqui atrás da barricada não importa o que aconteça, junto ao Líder Park, Do Joon guiará vocês para um local seguro se a luta sair de nosso controle, não hesite, Ji Hee-ah, apenas vá — o alfa disse preocupado.

A Park iria negar, dizer que não fugiria dali senão com ele, porém, antes que Ji Hee abrisse a boca para protestar contra as ordens do alfa, uma flecha cortou o ar com um zunido e pegou de raspão na bochecha esquerda da ômega, abrindo um pequeno corte na pele clara. Kyung Min a puxou para se agachar atrás da barricada e verificou o corte com rapidez, o alfa respirou fundo e empurrou para o peito da garota o arco e uma aljava cheia de flechas antes de correr para junto dos soldados que lutariam de frente contra os Bastardos, deixando os irmãos Park e Do Joon junto aos arqueiros atrás da barricada.

Os momentos que se seguiram após aquela flechada se passaram como um flash para Jimin. Pelo que conseguiu ver, haviam cerca de quase três centenas de Bastardos contra quinhentos provincianos, contando com os arqueiros e os soldados do cerco. O Sargento Kyung Min se destacava por entre os soldados atracados com os selvagens, rodando sua espada de forma precisa e mortal sobre aqueles ao seu alcance. Ji Hee mantinha a expressão séria de quando estava concentrada enquanto mirava com calma em cada alvo em meio ao emaranhado de híbridos ali, o céu já clareava e as luzes dos postes provinham uma boa visão para mirar a direção das flechas.

O próprio Jimin se concentrava nos selvagens em distancias seguras dos provincianos para mirar sua flecha, controlando sua respiração e a tremedeira de leve que vez ou outra dominava sua mão. Do Joon barrava qualquer um que se aproximasse demais da barricada e dos arqueiros, dividindo sua atenção aos Park e à luta mais afastada a sua frente.

Entre uma flechada e outra, o corpo de um selvagem e outro de um provinciano caindo sem vida ao chão, Jimin viu o vulto de Ji Hee saindo do seu lado e se afastando do abrigo, a ômega tinha largado seu arco e a aljava vazia no chão antes de correr para o furor da luta e desembainhar a espada.

— Droga, Hee-ah! Merda, droga, não! — praguejou. Se voltou em posição com o arco e derrubou cada Bastardo que corria de encontro à irmã, até que ela mesma levantou os braços e desceu a espada no tronco de uma selvagem que avançava sobre Kyung Min pelas costas. O alfa cerrou nervosamente os olhos castanhos quando viu a garota ali no meio e logo voltou a enfrentar quem cruzasse seu caminho.

O gestante se sentou no chão quando sentiu uma forte tontura lhe atingir e uma vontade imensa de vomitar subir à garganta, o forte cheiro de sangue e a agitação fizeram efeito em seus sentidos e Jimin soube que tinha atingido seu limite. Engoliu em seco e deu uma olhada ao redor. Os Bastardos, apesar de lutarem furiosos e determinados, estavam perecendo diante do controle e precisão da força dos soldados de Ansan; o perigo maior já estava sendo neutralizado, não haveria problema em se manter seguro junto com seu filhote longe da barricada, Park contatou.

— Do Joon, pegue Ji Hee e a traga de volta para cá. Agora! — ordenou ao beta, que lhe obedeceu imediatamente.

Contudo, faltando poucos passos para o soldado alcançar a garota, Jimin viu o Sargento Kyung se virar com a espada levantada barrando o ataque de machado de um dos Bastardos e Ji Hee correr a curta distância que a separava dele para impedir que um outro selvagem cravasse um punhal no tronco desprotegido do alfa. O ômega moreno alcançou o arco que tinha largado de lado e posicionou uma flecha na mira, pronto para atingir qualquer Bastardo que se aproximasse de sua irmã. Porém, tão repentino quanto a adaga que foi lançada ao longe e acertou o peito de Kyung Min, Jimin sentiu seu braço esquerdo ser agarrado com força e seu corpo ser içado para cima, o gestante encarou o homem que lhe puxava para fora da proteção da barricada e deu de cara com a face barbada e queimada de um selvagem.

— Me solte! — berrou desesperado. Nem o Sargento Kyung e muito menos Do Joon estavam por perto para o socorrer. Se debateu a cada passada que o afastava da posição anterior, vasculhando na mente os ensinamentos dos treinos com Jeongguk qualquer golpe que o livrasse daquele Bastardo que o apertava fortemente pelo braço.

Então, de repente, se lembrou da vez em que Jeon tinha o agarrado pelos dois braços como forma de imobilizá-lo em um dos treinamentos no Solo. Park chutou a canela do selvagem com força e girou o braço da esquerda para a direita em um movimento rotativo, se livrando do homem que havia se curvado ligeiramente de dor, o ômega aproveitou a oportunidade e deu uma cotovelada no nariz do Bastardo que já se preparava para agarrá-lo outra vez.

— Ji Hee! — se virou para o local onde tinha visto a irmã e os dois homens de confiança de Jeongguk e correu.

Viu mais três selvagens correndo em sua direção e se forçou a acelerar sua corrida desajeitada até a irmã, poucos Bastardos vivos ainda lutavam contra os soldados de Ansan, a luta estava quase ganha para a província, mas, mesmo assim, Jimin temia que um dos seus fosse o traidor do qual Jeongguk o alertara anteriormente. Chegou à barricada ofegante e retomou o arco e as flechas em mãos, vasculhando o local em busca de Ji Hee.

— Líder Park, perdão... — ouviu Do Joon andar apressado e o envolver pelos ombros — Vamos!

— Não, espere. Cadê Ji Hee e o Sargento? — quis saber — Eles estão vindo atrás de mim, soldado, onde está minha irmã?! — alterou o tom da voz e olhou afobado para os lados, se precavendo de qualquer aproximação suspeita.

— Eles já entraram, senhor Park, o Sargento Kyung foi gravemente ferido e a senhorita Ji Hee o levou para dentro da casa, por favor, entre também — pediu o beta, recebendo um olhar desconfiado de Jimin — Eu cresci com seu alfa, senhor Jimin, confie em mim. Há poucos Bastardos ainda vivos, todos eles virão atrás de você agora, entre e cuide de sua irmã, eu resolverei a situação aqui fora — Joon tirou uma adaga do cinto e a estendeu para Jimin — Vá! — E, mais uma vez, Park Jimin correu. Dessa vez, de volta à mansão Jeon, tomando cuidado para ver se não havia algum selvagem à espreita ou se algum deles tivesse conseguido passar por Do Joon. O ômega abriu a porta da casa e entrou, a trancando em seguida.

— Hee-ah? — chamou baixinho quando passou pela porta da área de limpeza e entrou na cozinha, ainda estava um pouco escuro dentro da mansão silenciosa. Jimin pôs uma mão sob a barriga e conteve um gemido de dor, sentia que todo o seu corpo estava dolorido e cansado. O moreno caminhou quietamente até a sala e abriu as portas de todos os cômodos do térreo — Ji Hee... cadê você? — murmurou ao começar a subir os degraus da escada, mas parou assim que ouviu um som vindo do único cômodo que tinha se esquecido de verificar, a sala de reuniões.

Park abriu a porta e deu de cara com um Kyung Min pálido e inconsciente encostado à uma das paredes da sala e com sua irmã chorando com suas roupas ensanguentadas sendo coagida por Oh Do Hyeon, o maldito alfa membro do seu Pequeno Conselho, o moreno trincou os dentes e apertou o cabo da adaga em sua mão.

— Do Hyeon, seu maldito traidor desgraçado — Jimin sibilou, atraindo o olhar dos três presentes — Como você se atreve a trair os seus, seu sujo.

Jiminnie... — o alfa soltou uma risada debochada — Está vendo seu Sargento ali? Ele está morrendo e não há nada que você possa fazer para me impedir de levar sua querida irmã para fora daqui — Oh Do puxou Ji Hee pelos cabelos em direção a porta e Jimin o barrou com a adaga apontada para ele. O conselheiro revirou os olhos aproximou a boca do ouvido da ômega trêmula em seus braços — Vá, Ji Hee, Ki Sang estará te esperando na parte de trás a Biblioteca, não deixe que ninguém te impeça de chegar até ele — ordenou em um tom firme e irredutível, o comando de um alfa, para que o gestante também o ouvisse.

— Não — o Park mais velho se desesperou. Sua irmã não era marcada, ela poderia lutar contra tudo, menos contra os instintos lupinos de uma ômega para com a voz de ordem de um alfa — Não faça isso, Do Hyeon, me leve no lugar dela, eu faço o que vocês quiserem, mas não a levem! — implorou quando a mais nova saiu de perto do alfa e andou por conta própria até a saída — Ji Hee, não, fique aqui! — a segurou pelo braço com a mão livre, porém, assim como Oh Do a instruiu, Hee, com lágrimas nos bonitos olhos castanhos, fez Jimin soltar seu pulso e o empurrou para longe de seu caminho e seguiu para fora da sala.

— Desculpe, Park — o alfa se aproveitou do estado de choque momentâneo de Jimin e torceu a mão do ômega até que ele largasse a adaga no chão — Nós não precisamos de um ômega já marcado e grávido, por favor, entenda, sua irmãzinha servirá melhor aos nossos planos, sabe — riu e jogou Jimin no chão da sala — Se não se importa, Jiminnie, vou te trancar aqui dentro com senhor defunto ali — apontou com a cabeça para Kyung Min e saiu da sala, fechando a porta e a trancando a chave.

 

Província de Haenam

Biblioteca Escritório de Min Yoongi

05 de outubro — 12:24h

 

O alfa se espreguiçou na cadeira de couro confortável e tomou mais um gole do café forte e doce. Sobre sua mesa estavam vários documentos recuperados do escritório de Jung Hoseok; guias de pagamento, notas fiscais de produtos que nunca viu em Haenam e, principalmente, e-mails codificados de ligação entre as várias outras províncias diretamente para o escritório do Líder Jung. Não precisava ser um gênio para notar o quão errado as coisas estavam na província. Yoongi apoiou os cotovelos sobre a mesa e afundou o rosto entre as mãos, estava exausto por ter virado a noite avaliando os documentos que conseguiu pegar da casa de Hoseok por meio de um empregado beta de confiança que trabalhava na mansão.

Min estava perplexo com o que descobriu de Jung a partir daqueles documentos, os quais só comprovaram sua desconfiança quanto ao alfa líder: um traidor. Ainda não entendia o porquê de tamanha deslealdade para com os provincianos e a única certeza que tinha, naquele momento, era de que uma conversa com Hoseok não iria resolver a situação. Não haviam muitas opções de decisões a serem tomadas, a não ser partir para a solução mais agressiva e arcaica possível que existia desde o início da era pós-guerra.

O telefone da sala tocou, acordando o alfa dos seus pensamentos turbulentos.

— Com licença, senhor Min — a voz do seu secretário soou pelo fone — Jae Gi Sun-ssi já chegou para a reunião, posso autorizar a entrada dele?

— Sim, secretário Chae — Yoongi se endireitou na cadeira e terminou o resto do seu café quase frio — Aliás, você já pode ir para casa, pegue o resto do dia como folga — o ômega agradeceu e desligou. Logo, a porta do cômodo se abriu e o secretário deu passagem para Jae Gi adentrar o escritório, indo embora em seguida.

Vindo de Uljin ainda criança, Jae Gi Sun era também um alfa, amigo do Min desde a primeira escola, alguém de extrema confiança para o secretário de Haenam.

 — E então, Jae? O que tem para me contar? — Yoongi foi direto.

— O exército provinciano precisa das forças de Haenam, Yoongi, os selvagens estão mais bem preparadas do que sequer imaginávamos, eles possuem informações essenciais sobre nós, armamentos bem feitos e muita, muita raiva — Gi Sun começou — Além disso, os soldados da Área 1 estão desfalcados devido à emboscada dentro da floresta, metade do exército se resume em mortos, desaparecidos e debilitados, Incheon está pouco protegida, suscetível a quaisquer ataques... E um dos desaparecidos é o Tenente Jeongyong — acrescentou com calma — Acredito que os Jeon se tornaram mais raivosos e impulsivos por causa disso. A Área 2 atacou um acampamento Bastardo poucos dias atrás, pelo que eu soube, eles estão deixando alguns com vida para interrogatório.

— Como estão os senhores Kim? — o alfa perguntou mais preocupado com o estado de Taehyung do que com os outros. Se lembrava bem de como o jovem ômega era sensível à estímulos agressivos, uma guerra seria demais para o de cabelos castanhos suportar, ainda mais por ele não ter notícias do Tenente Jeon, seu alfa.

— Kim Namjoon está se recuperando rápido e Seokjin está cuidando bem dos assuntos de Incheon, os Jeon e Song mandaram alguns de seus soldados para lá também. E o garoto, o herdeiro, está lidando com as equipes de busca pela floresta atrás dos desaparecidos... Na minha opinião, eles só irão encontrar cadáveres — disse com um tom pesaroso na voz — O jovem Kim está aguentado bem, se quiser saber, mas ele vai acabar quebrando em algum momento.

— E em Ansan? Desde o rompimento das nossas alianças, não tenho notícias de lá.

— Park Jimin está carregando o primeiro herdeiro dos Jeon na barriga, está cuidando praticamente sozinho da cidade, aqueles conselheiros que Seung Oh deixou para o ajudar são uns inúteis, sinceramente — Jae bufou e se acomodou no pequeno sofá no canto de uma das paredes da sala — Apesar de tudo, Jeongguk escolheu bem, aquele ômega cuida de Ansan com muita dedicação. Sentinelas nas fronteiras, guardas rotativos noite e dia, toque de recolher... Uma pena que isso não evitou o ataque dos selvagens antes de ontem, foi um caos, como fui informado.

— Um ataque?! — Min Yoongi arregalou os olhos e balançou a cabeça incrédulo. Muita ousadia dos Bastardos atacar a maior província de todas — O que aconteceu por lá? Conseguiram proteger a cidade?

— Pff — Gi Sun soltou riso seco, fazendo pouco caso da pergunta — Ansan ainda está de pé e sob domínio dos Jeon, muitos morreram, a maioria selvagens... Mas, a garota Park, Ji Hee, os Bastardos que escaparam a levaram junto. Agora não tenho tanta certeza se Park Jimin vai conseguir se manter equilibrado o suficiente para continuar com o bom trabalho de antes.

— Jimin sempre foi muito apegado à irmã, deuses! Essa guerra já está saindo do nosso controle...

— Precisamos do exército de Haenam, Min, você sabe. Se Jung Hoseok não nos ceder sua ajuda, ele também vai se afundar como o resto de nós — o alfa Yoongi baixou os olhos paras as próprias mãos e bufou irritado. Não, Jung não vai se afundar conosco, porque é ele quem está ajudando tanto os malditos Bastardos, quis dizer.

Foi quando Yoongi abriu a boca para dizer que Hoseok era o maior filho da puta de todos e por esse motivo Haenam não iria se juntar ao exército que a porta do escritório se abriu em um estrondo e o beta Jung Go Eun, o mesmo empregado que o entregou os documentos do Líder Jung, entrou afobado e desesperado chamando por Yoongi.

— Senhor Min! Meus deuses, senhor Min! — Go Eun arfava e apertava as mãos calejadas uma contra a outra — Nossa Ji Hee está de volta à mansão, o senhor Jung a trancou no quarto agora e... Deuses! Foi um daqueles selvagens que trouxe Ji Hee, ela estava desacordada e machucada. O senhor precisa ajudá-la, senhor Min! — juntou ambas as mãos frente ao peito em forma de súplica.

Os dois alfas presentes na sala se entreolharam perplexos com a novidade, até que Yoongi se levantou da cadeira e vestiu o blazer claro com rapidez, se despedindo do amigo e logo saindo de casa acompanhado pelo beta Go Eun rumo à casa de Hoseok.

 

 


Notas Finais


Jimin está com quase 4 meses de gestação.

Fic KookMin ABO: https://spiritfanfics.com/historia/wild-soul-6715704


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