História This Love Is a Curse - Capítulo 21


Escrita por: ~

Postado
Categorias Frank Iero, Gerard Way, My Chemical Romance
Personagens Frank Iero, Gerard Way
Tags Frank Iero, Frerard, Gerard Way, MCR, My Chemical Romance
Visualizações 166
Palavras 8.465
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá meus Crosfiltinianos ^^
Olha quem voltou, lembre-se que eu vou mas eu volto!! *--------*
Alguém ainda continua gostando dessa roda gigante aqui? Alguém sentiu saudades? hmmm, acho que não né! rs
Bem, mesmo assim aqui estou *---------* (não liguem tenho andando meio sentimental demais ultimamente)
Primeiramente eu vou explicar o sumiço lá nas notas finais é super importante que vcs fiquem por dentro do ocorrido.

O cap está daquele jeito, então corre lá pega uma garrafinha de água e saboreiem ^^
Obrigada pelos comentários, favoritos e visualizações.
Eu sei que as vezes cometo umas maldades, mas eu amo vocês <333
Obrigada por tudo *--*

Cap dedicado a: bia (@wtfpaz [twitter]), clorofila (@fuhkierox [twitter]) e Stefani_way <3

Capítulo 21 - Te Quero Na Minha Cama


Fanfic / Fanfiction This Love Is a Curse - Capítulo 21 - Te Quero Na Minha Cama

A química do olhar é a maior fonte de testosterona

– Clauton Hanz.

 

A postagem no blog do badalado e cobiçado rapaz marcava 20 mil acessos naquele instante.

 

Uma coisa os Crosfiltinianos não podiam negar, Clauton estava certo, afinal estudos comprovavam que o desejo através do olhar causava um desiquilíbrio na central de emoções do cérebro liberando uma grande quantidade de dopamina – um neurotransmissor monoaminérgico responsável por diversos sentidos, incluindo o prazer em todas as proporções – aumentando assim, o nível de testosterona – hormônio responsável pela atração sexual.

Vários exemplos sobre esta química podiam ser encontrados naquele momento na Rua Meristrip, também conhecida como a rua que nunca dorme. Comprida e extensa, nela encontra-se vários bares e principalmente boates, desde as mais ralés as mais luxuosas. Lotada por prostitutas e inúmeras drogas, é uma rua famosa e ao mesmo tempo perigosa. Em palcos onde a maioria dos dançarinos usam peças de roupas pequenas e provocativas, é mais fácil de encontrar muitos olhares hipnotizados, dopamina em excesso e testosterona para dar e vender.

Na boate Blue Moon um modelo perfeito disso era Ray Toro que encostado em um pequeno espaço da larga bancada do bar – entre outras pessoas – a companhia de Dewees, não tirava os olhos enfeitiçados de Brendon Urie dançando ao meio dos amigos de baderna a uma considerável distância sob a mistura de luzes vermelhas e verdes do ambiente obscurecido. Diferente das moças do pole dance, Brendon trajava seu estilo despojado: camisa de manga branca, calça jeans e Roltz preto de cano médio que escondiam a barra justa da calça. Seu traço facial era simpático e naturalmente sedutor, sua pele era clara, seu corpo magro não deixava a desejar. Tinha uma presença marcante que atraia muitos olhos ao redor. Com seu cabelo perfeitamente arrumado deixava claro toda sua vaidade acima da simplicidade. Querendo ou não, ele ainda era um mauricinho vindo dos berços mais podre de rico de Imperious, filho de um dos homens mais poderosos da cidade. Aos olhos de Ray Toro, Brendon era a coisa mais atraente que existia naquele lugar.

Dewees estreitou os olhos em direção ao amigo observando o quanto ele perdia toda a diversão da noite assistindo com fascínio o popular Urie. Um pequeno suspiro em um sorriso de canto, e Dewees pegava seu copo desfrutando da bebida sem se importar com o mundo a parte de Ray, pois no fim das contas já estava acostumado com aquela rotina.

Clauton Hanz e os cientistas podiam entender sobre aquela química, e Meristrip tinha um conteúdo claro sobre ela. Mas, como eles explicariam aquela química que libera diversos neurotransmissores e descontrola radicalmente as emoções como uma bússola descontrolada na qual o ponteiro nunca sabe onde parar?

Sabem-se lá os gênios! Todavia Parkson tinha uma amostra daquilo naquele exato segundo.

No prédio desvalorizado da Road 32, sobre o térreo no final do estreito corredor de paredes bege entre a porta aberta do apartamento 102, Frank e Gerard ainda se encaravam sem dizer uma palavra enquanto uma porção de efeitos era liberada em seus corpos. Eles não sabiam o que dizer, ou melhor, como começar a dizer algo.

Gerard foi o primeiro a descongelar deixando os olhos pender timidamente para o tapete assim que algo remoeu em sua barriga. Maldita retração novamente. Tão imprevisto.

Ele pigarreou:

— Hm... Por acaso a minha chave...

— Ah... — Frank pareceu despertar. — Um momento. — Ele desaparecia cômodo adentro, e Gerard aguardava se balançando minimamente sobre os calcanhares apertando os lábios em uma breve linha reta de ansiedade. — Aqui está. — Anunciava Iero ao retornar, ultrapassando alguns centímetros da porta.

Gerard recuou um pequeno passo o vendo estender a mão, e logo fez o mesmo a fim de receber seu molho de chave. Frank depositou a mesma a palma dele arrastando até a beirada, prensando a chave e os dedos entre sua palma, sentindo a textura fresca das pontas e a leve umidade delas.

Automaticamente os olhos de Gerard se voltaram aos dele. Frank estava sério, entretanto Way pôde sentir o polegar dele deslizar carinhosamente pela lateral de sua mão em uma linha horizontal para a palma. Aquele contato visual e o calor que a mão de Frank transmitia fez o coração do pobre acanhando acelerar. Portanto, rapidamente ele cortava o contando puxando a mão em um deslizar um tanto astuto que deixou faíscas de tentação no ar.

Way encarou a chave enquanto suas bochechas coravam minimamente. O silêncio calhou por mais alguns instantes até ele se ver obrigado a dizer algo que quebrasse aquele clima estranho e principalmente o tirasse daquele prédio. Tudo bem que no fundo, antes de chegar ali, talvez ele tivesse alguma expectativa fantasiosa. E tudo bem que ele tinha planejado dizer um monte de atrocidades. Contudo agora, na frente de Frank, ele não passava de um travado que se sentia puramente um covarde de merda o qual a única reação era tentar fugir.

O sentimento de Frank era o mesmo, a única diferença é que em vez de fugir ele se volta contra os próprios sentimentos libertando a agressividade e principalmente o orgulho; suas armas de maior defesa.

— Hm... Então... — Gerard crispava brevemente os lábios. — Hm... Obrigado. — Agradeceu sentindo-se completamente idiota por tê-lo feito. Como assim? Desde quando agradecia a Frank? Ele arfou. — Eu tenho que ir. — Falou enfiando a chave no bolso traseiro e dando as costas como se Iero não fosse nada, como se fizesse parte daquelas paredes.

Frank prostrou-se indignado, decidido, seduzido e irritado:

— Não. Você não vai. — Disse o agarrado pelo braço direito com brutalidade e o virando de volta. — Eu tenho umas coisas para te dizer. — Falou com firmeza.

— Ai! — Gerard rangeu mais pela surpresa do que pela indelicadeza. — Você está me machucando. — Ele emitiu uma careta, e seus olhos encontraram os de Frank totalmente autoritários similares aos de um macho alfa. O sangue de Gerard ferveu instantaneamente sem significado algum para uma explosão de raiva. — Me solta! — Ordenou elevando a voz, puxando o próprio braço igual a uma fera indomável. Na verdade, as atitudes prepotentes de Frank era algo intolerável para o ego de um Way.

— Você vai me ouvir. Vai ouvir tudo que tenho para dizer. — Frank o apertava com mais força dada a birra que ele fazia.

— Me solta!

— Vai ouvir o quanto eu te odeio! — Frank também elevava a voz o puxando para mais próximo de seu corpo para olhá-lo acirradamente na cara.

Um misto de atração profunda e fúria se misturavam dentro de ambos.

— Se você não me soltar... — Gerard largava em tom de ameaça.

— O quê? O que você vai fazer? Diga! O quê? — Frank se mostrava audacioso achegando mais a face, sua visão alternava dos olhos para a boca de Way um tanto zangado e ao mesmo tempo encantado.

— Eu vou dar na sua cara. — Gerard afirmou claramente, sua coragem saia do tapete e voltava por suas pernas subindo até a cabeça e acordando. Parecia um vulcão em erupção.

— Dá! Dá na minha cara! Tenta a sorte! — Frank rebateu com um solavanco mais arrochado. Impaciente Gerard lançou a mão livre para esbofeteá-lo, entretanto ele conseguiu impedi-lo o segurando no braço antes que aquela mão espevitada acertasse seu rosto. — Essa é toda a força que você tem? — Provocou com certo deboche o mantendo aprisionado e o levando a um novo nível de revolta.

— Desgraçado! — Gerard esbravejou ao que explodiu em ira, e se não conseguia usar seus braços então usaria as pernas.

O mais inacreditável era que Frank parecia saber qual seria os próximos atos dele, como se pudesse ler pensamentos. Antes mesmo de Gerard ousar a mover um dos joelhos, Frank largava os seus braços e o puxava com velocidade e robustez pela cintura o colidindo em seu corpo com um baque, juntando seus lábios instantaneamente em um mesclar eufórico e cheio de ânsia. Os troncos grudaram feito cola e as mãos de Gerard prenderam-se fortemente no tecido da camisa de Frank na altura das costas enquanto ele o impulsionava contra a parede com ferocidade causando uma batida sonora.

A cólera pulsante na veia deles funcionava como uma gasolina para a volúpia em suas mentes que queimava de forma descontrolada. Eles podiam sentir a brasa se acender de modo incontrolável e sabiam o quanto seria praticamente impossível apagar aquele fogo. Ainda assim, Gerard queria socá-lo mais do que beijá-lo. Ele o prendeu fortemente pela gola da camisa o guiando para a entrada do apartamento e o empurrou para uma considerável distância dentro do cômodo descolando seus lábios.

— Eu vou te esganar! — Way vociferou invadindo a residência, atacando Frank com os punhos cerrados, e este lutou conseguindo o segurar novamente após tomar alguns socos pelo peito. Sendo guiado com agilidade em direção à porta, Gerard tentou o interrompe usando um dos joelhos para golpeá-lo, mas novamente Frank era rápido e largava seu braço para segurá-lo pela perna fazendo o mesmo com a outra para desestabilizá-lo. Para não cair Gerard se enroscou ao pescoço dele enquanto ele o sustentava nos quadris. Way Queria insultá-lo, porém não tinha tempo. Cada ato estava acontecendo tão depressa que sequer sabia mais o que realmente estava fazendo. Só queria bater nele, bater o suficiente até sua raiva passar.

De repente Gerard sentiu a colisão de suas costas contra a beira da porta que deslizou – o trinco arranhando a pele em horizontal através da camisa – e fechou. A dor efêmera o fez enroscar as pernas com força ao redor de Frank, seus olhos se apertaram ao sentir a pele queimar um pouco acima da lombar e aquilo serviu como um calmante momentâneo para o seu estresse.

Prensado entre o corpo quente de Frank e a estrutura fresca da porta, Gerard sentiu a face de Iero afundar em sua curvatura, os lábios dele iniciando carícias instigantes em sua pele, a textura dos bordos mornos e veementes o levando instantaneamente a loucura, causando arrepios que o obrigavam a abrir os lábios, assim como manipulavam suas mãos a agarrá-lo fortemente pela nunca.

Não é preciso ressaltar o quanto dedos na nuca deixavam Frank enlouquecido. Certo?

Ele apertava as laterais da cintura de Gerard e o fazia se envergar pelo puro capricho desesperado de encaixar mais seus quadris. Seus lábios trilhavam linhas tortas para caçar a boca dele.

Os beiços se misturavam avidamente, as línguas brincavam um tanto desajeitadas e os dentes coçavam em breves vontades de morder. As mãos trabalhavam em afagos, o sangue deles bombeava em carga elétrica, os volumes na região da virilha se tornavam cada vez mais evidentes, e o corpo de Gerard amolecia a mercê de mais: daquela boca, daquelas mãos, do corpo, do contato; a mercê de Frank.

Os músculos inferiores das pernas de Way tremulavam minimamente e perdiam a resistência soltando o enlaço em um deslizar lento e pegajoso causando uma pressão maravilhosa entre ambos os quadris até tocar no chão.

Frank arfou deixando a cabeça pender a curvatura de Gerard novamente.

Ah! Um sussurro mais do que abafado escapava de Way.

— Me diz. Qual é o seu poder? — Frank cochichou naquele ouvido. Sua voz saia melancólica, seu nariz roçava pelo lóbulo delicado e gélido.

— Descubra na cama. — Gerard respondeu libido.

— Então é isso que você quer? Quer ir pra minha cama? Seu imoral filho da puta. — Frank disse com um tom atiçador se afastando um pouco para fitá-lo. — E eu pensando que você tinha vindo pegar a sua chave. Você não passa de um depravado. — Ele alfinetava.

Gerard trincava os dentes no mesmo segundo, a chama do enraivecimento voltava aos seus olhos:

— Eu vou arrancar a sua cabeça! — Way bradou, seus dedos se enroscaram no pescoço dele com grande potência, e Frank passou a recuar para trás tentando se livrar daquelas mãos que impediam arduamente o seu ar. — Morre!

— Não... Me... Ai... Filho.... Seu... — Todas as palavras de Frank saiam picotadas. Ele estava ficando vermelho, uma de suas mãos tentava tirar aqueles dedos, a outra conseguia se prender ao cabelo de Gerard com agressividade como se aquilo fosse obrigá-lo a soltar sua goela.

— Aii! — Gerard lamuriou, contudo era persistente.

— Desgra... Ah! — Frank se viu sem saída, e decidiu ser bruto à vera.

Antes de chegar ao pequeno degrau que separa a sala da copa, ele conseguiu bandar Gerard que no ato repentino o agarrou pela manga da camisa e ambos desabaram no chão. Por cima de dele, Frank tentou se afastar para tomar o controle da situação, porém as mãos de Way cediam para suas costas e trancavam o tecido com tanta determinação como se pudesse contê-lo com aquilo. Entretanto, em um ato óbvio, Frank deslizou pela camisa se libertando da suposta prisão dele.

— Droga! — Gerard declarou irado, se xingando mentalmente por ser tão burro ao que lançava a camisa para longe. E antes que pudesse atacá-lo novamente lá estava Frank prendendo seus pulsos no chão, sentado sobre seu quadril usando apenas um samba-canção. O tronco exposto, a respiração descompassada, a leve marca avermelhada em torno do pescoço e um olhar fuzilador. Gerard estava ferrado.

— Você gosta de enforcar os outros é? Imbecil! — Frank se mostrava exasperado. — Você quer experimentar a sensação? Hm? — Ele interrogava bravo se estendendo até a face de Gerard para encará-lo novamente de perto. — Você quer? — Berrou, seu som elevado fez Gerard fechar os olhos e aquilo deveria parecer agonia, mas estava mais para luxúria. Frank estava se vendo louco pelo motivo de ficar duro novamente apenas com aquela expressão. — Droga! — A dimensão de sua voz decaiu catastroficamente. — Eu queria te matar. — Apertou ainda mais aqueles pulsos sentindo o sangue borbulhar. — Mas ao mesmo tempo... — Omitia vendo Gerard abrir os olhos um tanto confuso. — Por quê? — Questionou entre os dentes.

O silêncio se instalou outra vez enquanto ambos se analisavam, as mentes mergulhadas em pensamentos desconexos e transitórios. Então Frank via Gerard erguer um pouco a cabeça levando os lábios para perto dos seus, e se deu conta de que havia afrouxado um pouco as mãos em torno daqueles pulsos.

— O que você quer Frank? — Gerard perguntou, seu ar tão próximo rebatia contra os beiços dele que desta vez encarava sua boca um tanto quanto gamado. — Você quer brigar ou quer transar? — Completava aparentemente com um tom despudorado.

Frank desviava a visão daqueles bordos para os olhos:

— Eu quero os dois. — Ele confessou em parte desapontado por aquilo ser maior e mais forte atrapalhando tudo que havia planejado após horas e horas gastando sua imaginação sobre como o ofenderia e o colocaria para correr. Mas aquela era a verdade, queria esmurrá-lo e estrangulá-lo ao mesmo tempo em que queria acariciá-lo e beijá-lo.

De forma estranha Frank apenas se levantou e seguiu para seu quarto deixando Gerard completamente desentendido ao que se sentava o observando. Ele viu Frank adentrar o cômodo sumindo de sua visão. A porta havia ficado aberta, e Gerard podia ver apenas uma fraca iluminação amarelada enquanto se perguntava o que aquilo significava. O que era para ele fazer? Levantar e ir embora ou levantar e ir para o quarto?

Gerard permaneceu ali ao meio da calada por um pequeno tempo até se decidir. À vista disso, ele se reergueu e um tanto inseguro caminhou até a porta do quarto com os olhos atinados a qualquer movimento. Sua sombra se estendeu pelo chão do quarto e pela parede à frente através da iluminação da sala que invadia o recinto pela abertura.

Encostado na parede atrás da porta como um louco desenfreado, Frank encarava aquela sombra com fascinação, seu coração batia forte com a adrenalina, seus dedos coçavam pela ambição e como um bicho sorrateiro ele se mantinha em sigilo.

Ao ver sua presa ultrapassar alguns passos da porta perdido e assustado, os olhos de Iero brilharam ainda mais e a carga de selvageria e paixão aumentaram na mesma proporção. Ele prendeu por segundos o lábio inferior, e cerrou os punhos com decisão.

Gerard olhou para um lado e para o outro, observou os abajures que iluminavam o ambiente fracamente, a cama de casal com o edredom desorganizado, o lençol demarcado e os travesseiros desalinhados. No fundo ao lado esquerdo avistou um guarda-roupa comum e uma pequena cômoda. Toda a mobília era branca com pequenos detalhes em preto. Ao lado direito havia apenas uma pequena porta o qual Gerard já deduzia ser o banheiro. O cômodo era espaçoso e com tão poucos móveis e objetos de decoração aparentava ser maior que o da residência de Gerard. Apesar de ser em Parkson, em um prédio um pouco largado que precisa de reformas, Way não podia negar que gostava do apartamento, independentemente de ser simples.

Distraído com as minúcias, ele deu um salto ao ouvir o bater violento da porta.

— Eu quero os dois! — Ecoava a voz de Frank em meio ao baque.

Gerard se virava no mesmo segundo com os olhos esbugalhados e uma das mãos presa na camisa sobre o peito acelerado. Ele não teve tempo para entender o que estava acontecendo, a única coisa que viu foi Frank vir feito uma fera em sua direção e empurrá-lo com impiedade, um perfeito impulso forte em seus ombros.

Gerard foi contra o criado mudo. As costas colidiram na parede, e a lombar chocou com o móvel fazendo o abajur cair no chão, assim como o celular, uma miniatura de 10 cm do ninja de Get The Thief e um porta-retratos no qual tinha uma foto de Frank e Ryan juntos. O abajur ficou deitado sobre o piso e com a orla maior e redonda exposta o quarto parecia ficar um pouco mais iluminado. O estalar do porta-retratos ecoou no mesmo momento em que tocara o chão, o vidro trincou em uma linha diagonal sinuosa entre a face colada dos irmãos.

Aqueles fatos foram ignorados, pois Frank tinha a mente dominada por outros interesses naquele minuto. Ele intrometeu-se entre as pernas de Gerard, suas mãos tratavam de arrancar a blusa dele fora e arremessá-la no chão. Seus lábios o tomavam com mais gana e Gerard entrava em seu ritmo rapidamente. Não havia nada de pacífico; era um contato desesperado, quente e agressivo no qual as mãos trilhavam com rigidez, os dedos pressionavam com vontade e os lábios bailavam ardentemente.

Gerard ainda tinha aquela vontade gritante de quebrá-lo na porrada, e Frank de despi-lo. Os dedos dele desabotoavam a calça de Way com hostilidade como se quisesse rasgar o jeans, e se prendiam no cós com pujança tentando ceder. Os braços de Gerard enroscavam-se no pescoço do apressado, sua respiração exasperada ia de encontro ao ouvido dele que, desta vez, passava a beijá-lo pela clavícula. As jeans escorregavam pelas coxas derrapando no samba-canção de Frank fazendo com que escorregasse um pouco expondo as ilhargas comuns, porém sedutoras do baixo ventre dele. O típico Roltz de cano baixo se desprendia do pé direito de Gerard, e sendo assim, ele tirava o outro com a ajuda de uma das gavetas do criado-mudo. Logo a calça agarrada em seus tornozelos era retirada com a ajuda dos pés de Frank.

— Eu te odeio. — Frank declarou entre os amassos.

— Não mais que eu. — Gerard rebatia.

Ambos arfantes.

— Odeio sim.

— Eu odeio mais.

— Eu quem odeio.

— Não! Eu! — Decretou Gerard lançando-se nele como uma avalanche, levando o desprevenido no chão.

Desta vez era Frank quem estava por baixo e era Gerard quem o aprisionava.

— Saí! — Exigiu Iero fazendo força contra o peso que Gerard empregava em seus punhos.

— E agora Frank? Quem é que manda? — Way disse com abuso, e Frank – espertinho como sempre – tentava fazer seus dentes alcançar uma daquelas mãos.

— Para! Para com isso. — Gerard ordenou tentando desviar das presas, dando brecha para Frank usar de sua força. — Seu vira-lata sarnento! — Ele esbravejou quando Frank conseguiu se soltar e tentou derrubá-lo e dominá-lo no chão.

— Eu vou morder é a tua língua! — Frank falou enquanto rolavam pelo chão em uma briga idiota de quem conseguiria ficar por cima de quem. Não rolava golpes, apenas um agarra daqui e um agarra de lá. Isso até Gerard acertar uma cotovelada na testa dele sem querer conseguindo assim se afastar e levantar enquanto Frank se mantinha estirado no chão com a mão entre a testa e o olho. — Filho da mãe!

— Bem feito! — Gerard disse indo até a sua calça e retirando o tubinho de lubrificante do bolso.

— Bem feito é? — Frank questionou, um suave tom de ameaça vinha acompanhado de sua voz.

Gerard sorriu maquiavélico estacionando na frente dele, as batatas de suas pernas roçavam na lateral da cama, seu olhar se tornava completamente maldoso, e Frank estava ali no ângulo certeiro, o olhar o escalando de baixo para cima tendo uma visão clara e perfeita de toda a estrutura: as coxas grossas, o volume sobre a sunga boxer vermelha, os quadris largos, a barriga sem músculos; porém esbelta, o peitoral, o rosto devasso e aquele tubo em uma das mãos.

Frank mordeu novamente o lábio inferior:

— Para que isso? — Ele perguntou automaticamente.

— É pra sua azeitona! — Gerard disse debochado tentando se conter para não rir.

— Pra minha o quê? — Na mesma hora Frank se prostrou indignado.

— Nada! — Way respondeu, no entanto Frank já estava se levantando e se jogando contra ele, o derrubando na cama, mantendo-se por cima, o encarando a poucos centímetros da face:

— Por que você não diz isso bem na minha cara? Hm! — Ele interrogou, seus olhos acesos feito duas lanternas, seu maxilar se apertando em irritação.

Estava cansado daquela coisa de azeitona. Droga! Ele não tinha uma azeitona, tinha um pênis de tamanho normal o qual acreditava que podia chegar aos satisfatórios 13,12 centímetros – tamanho considerado como padrão pela sociedade através de pesquisas – com capacidade para realizar qualquer pessoa. Qual é? Ele era completamente normal, totalmente dentro dos parâmetros. Aquilo não podia ser sério. Tudo bem que o de Gerard aparentava ser um tiquinho maior que o dele, mas aquilo não vinha ao caso.

Frank estava enlouquecendo.

— Tá com raivinha, tá? — Gerard se mostrava o mais ousado possível, seus braços o circularam novamente e os lábios passearam pela lateral daquele maxilar. — A gente já brigou, agora podemos transar. — Ele completou beijando-o no pé da orelha deixando os dedos de uma das mãos voltar ao ponto franco de Iero, brincando nos pequenos fios do pé do cabelo o desestabilizando imediatamente, sugando a raiva e os pensamentos sobre o odioso rótulo que ganhara para longe.

As bocas oscularam-se com intensidade. Gerard o abrigou entre as pernas, a mão acariciava aquela nuca com vontade. Frank a todo momento se portava como dominador, suas carícias eram firmes e os beijos tão picantes que Way se sentia tomado pelo desiquilíbrio com facilidade. Movido pelo crescente desejo e pela pressa de seu apetite incontrolável, ele encolhia os pés como um contorcionista tolo os levando próximo da coxa de Frank como se aquilo pudesse agarrar a samba-canção dele. Entendo o motivo do roçar dos pés, Iero apenas o ajudou cedendo o cós frouxo com uma das mãos até a coxa deixando os pés de Gerard fazer o resto do trabalho que queria.

Não havia nada melhor que estar liberto, não havia ideia melhor que liberta Way naquele exato momento. Foi por isso que Frank escorregou daquela boca para o peito e então para o abdômen. Seus dedos seguraram o cós um pouco mais apertado da sunga de Gerard e a cedeu com a mesma ânsia.

Ao retirar o tecido dos pés dele, Frank voltou a beijá-lo no abdômen voltando a resvalar gradualmente para baixo em direção ao baixo ventre. Gerard sabia o que aquilo significava e uma onda fria abateu-se sobre seu corpo com o trajeto que Frank estava tomando. Como forma de defesa, ele levou as mãos aos cabelos de Iero se inclinando para trazê-lo de volta, e como resultado Frank se deitava sobre ele novamente, seus lábios voltavam a se conectar e seus quadris roçavam totalmente desnudos.

Gerard estava mais tranquilo e prazenteiro agora.

Frank havia entendido sua atitude. Era um novo block, o sinal vermelho similar a área proibida. No entanto ele não compreendia o porquê daquilo. Quer dizer, que cara não gostaria de ganhar uns afagos ali? Não fazia sentido. Frank acreditava que devia ter um motivo provavelmente sério para aquilo, mas ele não ousaria a interromper nada para perguntar, pois seu membro ‘padrão’ estava enrijecido o suficiente para convencê-lo que aquele não era o momento para criar um assunto.

Eles pausaram os beijos e se encararam por um átimo. Frank podia ver a lasciva, o desejo de Gerard transbordar através das expressões, exalar pelos poros do corpo, e ele queria ver muito mais do que aquilo, queria vê-lo incendiar, arder na brasa do prazer que no fundo reconhecia que podia proporcionar. Queria tomá-lo sobremaneira e explorar todas as fantasias. Estranhamente, desejava ser uma marca inesquecível na memória dele; todos os beijos, toques, cochichos e investidas gravadas e armazenadas na mente.

Gerard pôde ver os olhos de Frank o engolir progressivamente como um profundo lago verde cheio de mistério, obsessão e sedução; tão hipnotizante e excitante. Podia ver a maré de concupiscência, o convite erótico mais irresistível para sua essência carnal. Gerard estava envolvido aguardando o próximo ato, ambicionando algo novo que a natureza de Frank podia lhe apresentar. Ele sentiu a mão esquerda dele deslizar até a sua direita para pegar o pequeno frasco – preso ali a todo estante –, e viu os olhos dele se prostrar cada vez mais enfeitiçado; portanto, mordeu o lábio com expectativa.

Exoticamente, Frank cobiçou algo mais selvagem. Continuava almejando os dois: brigar e transar. Queria a parte agressiva de Gerard, imperscrutavelmente ela estava o excitando. Aspirava enfurecê-lo e tê-lo ao mesmo tempo. Iria provocá-lo, fazê-lo explodir e então dominá-lo.

Aquele era o seu fetiche.

Iero alisou o peito dele, e aproximou-se mais daqueles lábios avermelhados para murmurar:

— Você ainda sente como da última vez? — Ele o encarava nos olhos excessivamente, e Gerard acenava minimante. — Ah! Então quem está dadinho agora é você? — Seu tom vinha acompanhado de uma boa dose de sarcasmo, e Gerard já sentia a alteração do humor em seu corpo:

— Não estrague tudo. — Ele advertia.

De supetão Frank o atingiu na face – uma tapa firme, porém insuficiente para machucá-lo –, e com o impacto Gerard fechou os olhos, contudo trincou os dentes de imediato. Aquilo fora uma surpresa; tão rápido e inesperado. Ele arregalou os olhos em direção a Frank. Como o miserável havia ousado a esbofeteá-lo?

— É preciso ser mais rápido. Sem avisos. É assim que se faz. — Iero motivou a fúria dele. Pôde ver os punhos do furibundo cerrar com força, sabia que ele iria atacar. E foi por isso que esperou apenas o primeiro movimento para domesticá-lo:

— Desgraçado! — Gerard esbravejou levando o punho esquerdo contra aquele rosto abusado.

Frank agarrou o punho dele antes que atingisse sua bochecha e puxando o virou de súbito. Gerard foi contra o colchão, ainda estava muito furioso. Ele sentiu a mão de Frank o manter preso pela nuca enquanto seu corpo se debatia na expectativa de acertar qualquer forma de golpe que pudesse aliviar seu estouro de raiva. Não demorou muito para sentir o peito de Frank em suas costas, a baixa risada dele ecoando ao redor de seus ouvidos.

— Do que você está rindo seu babaca? Eu vou te arrebentar!

— Shhhh! — Frank empregava mais força para contê-lo ao mesmo tempo que ria mais um pouco.

— Para de rir!

— Calma! — Desta vez Frank dizia perto do ouvido dele. — Por que está tão nervoso? Calma! Fica mansinho! — Falava debochado com um ar de sorriso.

— Mansinho? Eu vou acabar com a tua raça.

— Vai acabar com a minha raça? — De repente lá estava o tom maldoso de Frank novamente. — Vai? — Soava tão quente quanto a mão que agora segurava os fios de Gerard.

— Afinal de contas, o que você quer? — Gerard questionava perdido, seus olhos se fechando ao sentir aqueles dedos quentes em seu casco.

— O que eu quero? — Frank cochichou seu ar batia contra a nuca de Way, a ponta do nariz a deslizava, os olhos eram preenchidos pela indecência, e os lábios passavam a tocar a pele entre os ombros. Eram mornos e levemente úmidos.

Gerard entre abriu os lábios. Os pelos de seus braços começaram a se arrepiar do pulso para cima, e cócegas percorreram sua espinha. Frank não estava sobre ele, estava ao lado dele apenas envergado sobre as costas, ele tinha espaço e visão de tudo que queria, e principalmente não tinha medo de Gerard reagir de repente, pois tinha certeza que toda a raiva dele havia se esvaído com seu toque. Isso porque a coluna de Gerard se curvava conforme sua mão o acariciava e escorregava para a lombar, sem falar na sensualidade que retornava para o rosto dele, e no ar que se descompassava gradualmente.

Frank estava certo. Gerard se encontrava propenso a sentir todo o prazer que podia vir dele. Way sentiu a ausência dos lábios e da mão em sua pele. De soslaio ele pôde ver Frank desentarraxar o tubo lubrificante com os dentes, cuspindo para longe a pequena tampa branca. Com uma leve mordida no lábio, era assim que Gerard esperava por aquilo: sua maravilhosa noite de prazer.

Quando Frank voltou a tocá-lo, ele estremeceu. Uma mão se prendeu ao edredom macio e desorganizado, a outra repuxou o lençol. A testa recostou levemente ao colchão conforme os músculos relaxavam. E a mão de Frank estava lá, os dedos o aliciando, e Gerard se perdendo em uma vontade gritante de tê-lo.

— Eu quero você.

Gerard estremeceu ainda mais prendendo um suposto gemido ao ouvir aquele cochicho gracioso em seu ouvido e sentir os lábios dele mordiscá-lo, assim como sentir o corpo dele desta vez sobre o seu. Era um pouco pesado, mas quente o suficiente para liberar sensações maravilhosas em seu organismo. Então ele pôde experimentá-lo novamente em si, constatar o atrito faminto por deleitamento, o roçar ardente de seus corpos, os ofegos espontâneos contra seu torso, os pequenos gemidos ressoar preenchendo toda a euforia de seu cérebro. Logo os seus veio à tona em um tom mais claro e elevado que os de Frank, e suas mãos repuxaram os tecidos e seus lábios se entreabriam mais ao que se isolava do mundo. O quarto de Frank sequer existia. Era somente uma bolha de satisfação, e que os líderes de Townes dessem mais um bom dinheiro a quem havia inventado aquele gel. Era uma maravilha! E aquela posição era como um poço de cocaína, êxtase, morfina ou qualquer outro tipo de droga que leva ao enlevo de forma rápida e inevitável. Ou talvez não fosse a posição e sim Frank, a droga potente, altamente tóxica e extremamente delirante. Forte o suficiente para fazer um ser fracamente carnal como Gerard se tornar um possível viciado. Para o impudico, Iero era muito melhor que os pozinhos mágicos que Billie vendia:

— Frank! — Ele sussurrou, uma mistura de dengo e desiquilíbrio.

Era incrível ver como Frank regredia de bruto para meloso, uma mudança da água para o vinho na velocidade da luz. Ele era intenso com os quadris quando sua cabeça de baixo drenava seus objetivos a exultação, mas suas mãos e seus lábios faziam questão de deixar evidente para Gerard que o propósito ali era dá-lo o máximo de prazer que podia.

Way sentia. A corrente de excitação o levava tão rápido para perto do pódio.

“Droga! ” Dizia parte de seu consciente.

A outra parte, já estava acostumada.

Entre os Ieros e Ways sempre foi olho por olho, e dente por dente. Portanto Gerard tentou lutar contra seu ápice. Ele estava na base da reciprocidade, e tinha mais de uma coisa para devolver a Frank. Sendo assim, ergueu o tronco de imediato em um solavanco inesperado que fez Iero cair ao seu lado, e na velocidade do ninja de Get The Thief, lá estava Gerard sobre a pelve dele o deixando rendido como um ladrãozinho de esquina. Suas sobrancelhas estavam arqueadas.

Frank estava sem saída e forças de defesa:

— Eu não quero mais brigar. — Ele disse, sua voz carregada de melindre. Estava todo manhoso, parecia uma seda.

Gerard sorriu diabolicamente, suas mãos forçaram o peito dele contra o colchão quando o tronco tentou se elevar para colar ao seu. Iria acabar com ele da forma que mais gostava, do jeito que mais queria.

— O que está fazendo? — Frank questionou recebendo uma resposta muda ao que sentiu o encaixar dele de forma lenta e gratificante. Seu peito estufou um pouco, e a cabeça envergou expondo seu pescoço no qual Gerard pôde ver a alteração de seu pomo de adão ao que a boca se abria e um uivo escapava dela.

Aquilo era fantástico e Frank decidiu que Gerard podia continuar ali pela eternidade se quisesse. E ele ficou, em seus movimentos mais quentes e voluptuosos; o único castigo que Frank podia aceitar de bom grado da vida.

Iero deixou as mãos escorregarem pelas coxas dele, e uma das assanhadas tentou se achegar ao membro proibido, porém a tapa rígida de Gerard a levou para longe. Para Frank aquele era o segundo block, ou seja, nem em sonho. Pobre coitado, não tinha nem um pingo de domínio para protestar e lutar por aquilo naquele momento.

— Eu mando agora. — Gerard proferiu maliciosamente se curvando um pouco mais sobre ele somente para encará-lo mais de perto. — Diz Frank. Quem é que manda? — Ele intensificava a ação progressivamente para a loucura de Frank. — Quem manda? — Seu tom saia com mais autoridade, o baixe ventre em pressão como se esperasse a palavra-chave.

— Vo... Você.

A confissão vinha liberando literalmente a carga de prazer em Gerard. O coração palpitava em alegria, ego e vitória espalhando uma energia gostosa e extravagante em seu corpo:

— Isso! Eu! — Ele o esbofeteou com orgulho e mais força, o pagamento na mesma moeda só que com valores superiores. — Eu aprendo rápido. — Disse curvando-se mais deixando a boca roçar na lateral do maxilar dele. — Não é mesmo querido? — Murmurou mimoso o beijando no queixo, deixando em seguida os dentes roçar brevemente ali em uma pequena brincadeira.

Frank não revidou, apenas se manteve submisso. Domesticado. Ele podia aceitar aquilo, afinal de contas Gerard estava o pondo nas nuvens e ainda havia dito: “Querido. ” Uma palavra que saiu com um som tão sexy e que bizarramente o deixou derretido. A lateral de seu rosto queimava, e tinha quase certeza de que os dedos de Gerard estavam bem desenhados ali. Todavia não tinha problema, não enquanto pulsasse sentindo seu clímax chegar, não enquanto aquela palavra continuasse se repetindo em sua cabeça.

Gerard sentia seus músculos da perna tremerem e o corpo inteiro ser pego pela exaustão pós orgasmo, no entanto se manteve obstinado e se esforçou, sentindo Frank apertar suas coxas pelo impulso natural do corpo em resposta a proximidade do auge.  Intensificando, intensificando, intensificando e então Frank se elevava rapidamente o abraçando, os braços o circulando com vigor, o rosto afundando na curvatura do pescoço, os suspiros e gemidos exasperados escapando contra a pele suada.

Todo o corpo de Iero foi relaxando e pesando conforme a descarga de adrenalina evaporava por seus poros. Os braços perderam a força e escorregaram para a lombar de Gerard tornando-se toques delicados. E eles se mantiveram ali, escorados um no outro por um tempo, recuperando o ar e deixando o sangue assentar em suas veias, curtindo o silêncio, suas respirações e o cheiro suave de suas fragrâncias misturadas.

Depois de um tempo quando seus corpos exigiram repouso ambos cederam na cama sentindo cada músculo, nervo e osso agradecer constantemente. A poeira abaixava, a mente se organizava, as mãos de ambos se cruzavam sobre a barriga e os olhos encaravam o teto em meio a calada. O estomago de Gerard rodopiava e as bochechas ficavam minimamente coradas. Na boca de Frank um ar sorriso demostrava seu bom humor. Mesmo assim eles não se atreviam a entreolhar, era apenas o vasto teto levemente clareado, e uma quietação sem fim que fazia o momento começar a se tornar estranho. Depois de alguns momentos ambos estavam mordendo o beiço inferior em ansiedade, aparentando estar desconcertados.

— Hm... Gostei do seu quarto. — És que o comentário de Gerard soava acabando com o silêncio fazendo um alivio percorrer o peito de Frank.

— Obrigado! — Iero agradeceu, e então acrescentou. — Eu acho que é a melhor parte da casa. É simples, mas aconchegante.

— Sim. — Gerard concordou, e logo a quietude retornou.

Frank o olhou de soslaio e então deixou o foco deslizar em direção as partes íntimas dele. Não estava seguro de entrar naquele assunto, mas não podia negar a tamanha curiosidade que o consumia. Repensou um pouco sobre falar ou não. Não devia se sentir envergonhado. Certo? Quer dizer, eles já haviam transado duas vezes, ou melhor, três. De qualquer forma aquilo já os tornavam um tanto cúmplices. Não é?

— Hm... — Frank emitiu, em seguida pigarreou, e as vistas de Gerard automaticamente foram ao seu encontro. — Posso te fazer uma pergunta? — Ele viu Gerard o encarar por um tempo e logo depois assentir. — O que tem de errado com... — Usou os olhos e o queixo em sinais – como se fossem setas –  para o baixo ventre de Way.

Gerard havia entendido o gesto, ele se remexeu um tanto desconfortável e puxou descaradamente o edredom para cobrir a área de risco, como se o tecido fosse um escudo de ferro em sua defesa:

— Como assim o que tem de errado? — Ele questionou com o tom um pouco frustrado que fazia parecer que Frank havia o chamado de precoce. Está certo que Frank não havia dito isso, mas a mente de Gerard já se enchia de besteiras por conta de alguns traumas.

— Não é errado... é que... — Frank se enrolou um pouco, estava sem jeito. — É... Você não me deixou te tocar.

— Deixei sim. — Gerard rebateu no mesmo instante, o assistido a se complicar ainda mais.

— Eu sei... É... Não é isso...

— Para de enrolar e seja mais claro. — Way prostrou-se sério.

— É que você não me deixou tocar no seu... — As expressões de Frank eram insinuantes e a sua mão gesticulava praticamente apontando para o pênis escondido de Gerard, este que apenas arqueava uma sobrancelha. — Porra! É que você não me deixou tocar no seu pau. Eu já tentei te chupar por duas vezes, e já tentei bater uma para você. Mas você sempre arruma um jeito de me impedir, você sempre me afasta de lá. De qualquer forma eu só queria entender o porquê. — Frank bufou ao terminar suas reclamações, e se Gerard queria que ele fosse mais direto, bom, Frank havia sido transparentissimo.

Way tinha as bochechas coradas pela segunda vez:

— Isso é uma DR? — Gerard então questionou confuso.

— DR? — Frank o encarou novamente franzindo o cenho. — Não! Claro que não.

— Parece uma DR. — Gerard comentou.

— Não é uma DR. — Frank negou.

— Não podemos ter uma DR. Não somos um casal.

— Não é a droga de uma DR. É apenas curiosidade. Qual é? Quem nega ser chupado? Não é algo que se ver com frequência hoje em dia. Qualquer homem fica intrigado. — Disse Frank, fazendo Gerard se retrair um pouco, e o silêncio reinou outra vez por um minuto. — É algum trauma? — Frank o quebrou.

— O quê?

— Te machucaram? — Frank reformulou.

— Não. — Gerard afirmou, seus olhos se arregalaram um pouco. — É só que... Meio que ele não é como os outros.

— Eu não consegui ver nenhuma deformação nele. — Frank falou sincero.

— Não é uma deformação. É... — Gerard suspirou e então encarou o teto com um lamento. — Digamos que ele é mais sensível que o seu.

— Mas é normal ser sensível.

— Porém mais sensível do que devia.

— Você se refere a hipersensibilidade? Você tem hipersensibilidade? — Frank o encarava mais curioso e um tanto surpreso.

Gerard ficou tímido:

— Sim. — Ele disse baixo se sentindo constrangido e inseguro de estar contando aquilo a Frank.

— Dói?

— Antigamente acostumava a doer. Hoje raramente, nada que me incomode.

— Ah sim! Você fez tratamento?

— Não. Eu apenas achei um jeito de resolver. — Gerard mentiu.

Na realidade, ele não havia achado uma solução sozinho, fora seu querido amigo baderneiro que o deu umas dicas quando se abriu para falar sobre seu problema enquanto estavam trancados no quarto jogando conversa fora com uma long-neck de cerveja numa mão e um bom baseado na outra. Brendon era experiente, tinha uma vida sexual totalmente ativa e tinha muita história para contar. Já havia se deparado com diversas situações e por conta disso tinha uma solução para quase tudo que se podia imaginar. Foi ele quem orientou Gerard a deixar a tartaruga fora do casco em sua cueca, assim como também deu a dica da toalha. No início era horrível, mas depois de quase dois meses ele viu que Urie estava certo, sua dor havia melhorado, o incomodo havia desaparecido. No entanto Gerard ainda continuava frágil, não havia dor, mas sua ejaculação era espontânea e incontrolável. Em alguns casos ele levava cerca de 1 minuto para atingir o ápice, o que para ele era constrangedor ao ver a disfarçada decepção na face dos parceiros. O seu primeiro trauma foi Alice, uma menina com quem se envolveu antes de descobrir que preferia troncos fortes a peitos fartos. Ela era uma das meninas mais lindas e cobiçadas do colégio, o sonho de qualquer nerd inocente. Quando Alice o jogou contra umas das mesas de uma sala vazia e cedeu suas calças, Gerard pensou que iria se apaixonar. Aquele era o seu primeiro contato íntimo, a primeira oral. Ele não tinha experiência, mas sentia que a lasciva já morava em si, via-se fluir com mais velocidade do que as vezes que se masturbava no banheiro e para ele aquilo era normal. Durou apenas 50 segundos e então Alice riu de sua cara, disse coisas ofensivas e o apelidou de expressinho da luz, o chamando assim toda vez que o encontrava em algum lugar. Uma vez aquele bendito rótulo estava estampado na lousa do quadro, ninguém entendia nada, mas todos riam mesmo assim. Aquilo o machucava. Alice era uma vadia, mas nada se comparava ao pior de todos os desastres sexuais e sociais de Gerard: Alex Zuguenberg; a primeira paixão e grande decepção. Alex era um dos jogadores de futebol, um cara de olhos claros, pele levemente morena e cabelos arrepiados. Era um pedaço de mal caminho, um dos garotos considerados como popular no colégio. Ele tinha traços sensuais e um jeito safado que fazia qualquer garota cair na rede dele, assim como Gerard. O pobrezinho se apaixonou perdidamente ainda mais depois que estranhamente Alex passou a dá-lo confiança. Zuguenberg era um bissexual assumido, e suas piscadelas eram um dos pontos francos da fome sexual de Gerard. Mal acreditou quando o beijou pela primeira vez, ainda era um nerd rejeitado e o fato de Alex ter o enxergado parecia um sonho. Tão ingênuo! Não tinha ideia de que sua vida se tornaria um pesadelo depois de sua primeira vez com ele. Gerard havia gemido de forma um tanto exagerada, e não conseguiu se segurar por mais de 1 minuto. Alex se pegou revoltado, o xingou, o agrediu e espalhou para a escola toda. Todos passaram a zombar dele, o apelidavam com nomes constrangedores, o tacavam coisas e o agrediam de forma verbal e física. Vivendo naquele inferno entre constantes bullyings e a doença de Elizabeth, Gerard teve uma incessante briga interna entre a morte e a vingança. Ele encontrou meios de lidar e conviver com aquilo, todavia nunca mais deixou alguém tocar em sua intimidade de novo.

— Gerard! — Frank passou a mão em frente aos olhos dele o despertando dos devaneios.

Gerard o fitou:

— O quê?

— Se não é nada que te incomode. O que te impede? — Frank se mostrou um pouco mais curioso. Ele pigarreou antes de continuar. — Por acaso, você é precoce?

— Quer saber? Eu não quero mais falar disso. — Gerard reagiu rapidamente se sentando. Não queria continuar aquele assunto, não queria reviver o passado, e não queria ficar relembrando Alex, ou quanto seu coração ficou partido, ou o quanto sua vida ficou totalmente bagunçada depois daquilo.

— Calma. — Disse Frank se sentando também e o analisando. — Me desculpe. Eu não queria ser invasivo.

— Está tudo bem. Eu só... — Gerard suspirou. — Acho que é melhor eu ir embora. — Apoiou as mãos no colchão para se levantar.

— Não! — Reagiu Frank por impulso tocando na mão dele. — Fica? — Eles se encararam, e Frank se tocou de seu desespero. Sem graça ele retirou a mão sobre a de Gerard. — Quero dizer... já está tarde, pode ser perigoso.

— Que horas são? — Gerard questionou o vendo checar o relógio portátil sobre a cabeceira ao lado.

— Vinte pras uma. — Frank respondeu incluindo. — Parkson não é um lugar muito seguro para se andar durante a madrugada. Você pode dormir aqui e quando amanhecer você vai. — Eles se encararam mais um pouco.

— Ok! — Disse Gerard se deitando rapidamente de lado o dando as costas, se cobrindo e se encolhendo, sendo totalmente indiferente.

Frank perdeu alguns segundos o observando perplexo e então se deitou o dando as costas também. Gerard era um bicho de sete cabeças. E que porra ele estava fazendo? O pedindo para ficar como se não quisesse se afastar dele. Que droga! E por quê? Por que tudo tinha quer ser tão louco? Eles brigam, depois transam e aí tudo fica esquisito. Por quê?

Acima da paixão, ainda existia o orgulho, havia a rivalidade e o passado.

Devia ser assim? Que caminho eles estavam tomando afinal?

Os dedos de Frank tamborilaram sobre o colchão enquanto ele apertava o lábio novamente frustrado e perdido em seus pensamentos. Sua consciência levantava alguns protestos contra a necessidade súbita de envolver Gerard em seus braços. Em agonia se remexeu voltando a ficar de barriga para cima, e então o olhou observando os cabelos bagunçados dele em contraste com a fronha branca, a pequena parte pálida das costas se ressaltando. Frank perdeu todo o raciocínio ao admirá-lo, seu corpo involuntariamente se achegava a ele, sua face automaticamente se encaixava na curvatura dele, e seu braço o enlaçava pela cintura. É! Iero realmente não queria que ele se afastasse, queria era dormir enroscado nele a noite toda.

Gerard fechou os olhos brevemente ao senti-lo colar em si, sentir a respiração dele contra seu ombro. Ele ficou encarando a parede a frente por um longo tempo percebendo que Frank se encontrava cada vez mais afogado em sonhos conforme o braço dele parecia pesar sem sua cintura. Gerard devia ser o primeiro a está dormindo, pois normalmente sua fadiga pós sexo era desmedida. Contudo seu sono estava sendo sugado por uma certa coisa em sua calça, e seus olhos passaram a encarar o jeans sobre o chão.

 

****

 

— Cigarros Senhor Way? — Oferecia uma moça com uma bandeja retangular feita de mdf, presa por suspensórios pretos a altura da cintura. Sua blusa vermelha de decote cavado ressaltava os grandes seios, sua saia de couro preta e curta deixava expostas as grossas coxas em meias sete oitavos. Os cabelos negros ondulados balançavam levemente pela brisa, os olhos castanhos claros brilhavam em malícia. Com o tom convidativo, assim ela sorria mais do que simpática.

Encostado em seu Aston Martin Vanquish, em frente ao Kitty Machine – nomeado club noturno em Imperious, lotado por homens poderosos e cortesãs de luxo – estava Carlos analisando agora todos os tipos de cigarros arrumados em fileiras por unidade naquela bandeja. Ele retirou uma unidade de Buzzy, seu favorito, e tateou o bolso lateral da calça social a procura de seu isqueiro.

— Deixe que eu acenda para o senhor! — Disse ela, pegando entre o decote um isqueiro de metal levantando a tampa e apresentando o fogo. Seu olhar era completamente insinuante.

Carlos pôs o cigarro entre os lábios e permitiu que ela o acendesse ao que aproximou a face da pequena chama. — Obrigado! — Ele agradeceu após soltar a fumaça.

— Não há de quê! — Ela falou de forma sedutora deixando a mão resvalar carinhosamente pelo ombro dele antes de seguir para dentro do club.

Ela era uma das contratadas da casa, servia cigarros e tentava conquistar clientes. Homens ricos pagavam muito bem pelo serviço. Mas Carlos não era o tipo de cara que dormia com mulheres da vida, ele sempre estava ali a negócios. As mulheres daquele lugar se jogavam para os homens o tempo todo, porém algumas delas tinha uma vontade maior quando se tratava de Carlos, afinal, além de rico, ele era um homem bonito, de aparecia jovem, muito vaidoso, sofisticado, durão e principalmente difícil. Way mal as entendia, para ele era um tanto assustador o fato delas flertarem daquele jeito, e também não se importava, ao invés de pensar no que elas poderiam o oferecer, preferia pensar em absolutamente nada. Estava bem ali sozinho, tendo seu um raro momento de paz, curtindo seu cigarro e o efeito relaxante que a toxina o proporcionava.

Naquela mesma rua, adentrava um Mercedes Benz S-Guard preto. Acomodado no banco traseiro do veículo, Simon observava tudo que a janela apresentava. Como um imã seus olhos capturavam a imagem de Carlos a alguns metros à frente. Way se destacava sobre tudo ao redor: as pessoas que caminhavam pela calçada, os carros ostentosos estacionados, as placas de iluminação e todos os enfeites chamativos que aquela rua poderia ter. Ele era tão iluminado, tinha algo tão atraente que inevitavelmente fisgava Simon.

— Devagar. — O líder da família Iero dizia ao seu motorista que reduzia a velocidade enquanto ele abaixava mais o vidro da janela para contemplá-lo.

Carlos tinha o cigarro no canto da boca, seus dedos trabalhavam em fechar o botão do blazer preto. Aquilo parecia muito sensual aos olhos de Simon. Ele mal conseguia piscar, e sua moeda dourada da sorte – o qual sempre carregava – travou entre o dedão e o indicador.

Era um Mercedes passando lentamente na frente de Carlos, tão suspeito, ele não pôde deixar de notar. E então ao que retirava o cigarro dentre os beiços, seus olhos encontraram Simon, se depararam com aquele olhar vivido e perigoso que parecia querer engoli-lo. Carlos nem se deu conta de que estava seguindo aqueles olhos até perder o contato ao que o carro passou por si seguindo caminho. Ele franziu o cenho ao estranhar e como se desse de ombros apenas continuou a fumar.

Simon levantou o vidro da janela, um pequeno ar de sorriso surgiu no canto de sua boca, e seus olhos brilharam com astúcia. Ele voltou a mover a moeda entre os dedos, seu pensamento se preenchia de pensamentos o deixando distante.

 

****

 

Depois de se esquivar do corpo de Frank com toda cautela, ali estava Gerard de pé com suas jeans nas mãos. Ele deu uma última olhada em Frank somente para ter certeza de que este estava dormindo. De bruços com o rosto virado para o outro lado – em direção ao guarda-roupa –, Iero parecia dormir sereno. Sendo assim Gerard fuxicou em um dos bolsos e retirou o pen drive deixando a calça recair no chão. Way encarou o objeto entre seus dedos com decisão.

Não havia melhor lugar para esconder aquilo.


Notas Finais


Glossário Crosfiltiniano:
Rua Meristrip – Ou a rua que nunca dorme. Uma rua lotada por bares e boates, com fácil acesso a drogas e sexo fácil. É muito famosa e ao mesmo tempo perigosa. Mal falada por alguns, amada por outros.

Blue Moon – Uma das boates prestigiadas da rua Meristrip.

Road 32 – Rua onde Frank mora.

Kitty Machine – Club noturno famoso em Imperious, no qual a maioria dos homes poderosos de Crosfilt vão se divertir.

Buzzy – Marca de Cigarros. Um pouco mais cumprindo que o padrão, tem o envoltório do filtro em cor preta. Buzzy é levemente mentolado e tem um cheiro adocicado.

Músicas:
Massive Attack - Paradise Circus: (Ray & Brendon + Gerard & Frank) https://www.youtube.com/watch?v=vSTdH8x8OeA&index=21&list=LL_UPtD1NLJgAdBXgWkk9pVA

Radiohead - Creep: (Carlos & Simon) - https://www.youtube.com/watch?v=XFkzRNyygfk

Curiosidades:
Mercedes Benz S-Guard - https://abrilquatrorodas.files.wordpress.com/2016/11/5658c4242daad077cb8b1bfcmercedes-benz-s600-guard-2.jpeg?quality=70&strip=all&strip=info

Então meus amores o que acharam do cap? Espero que tenham gostado <33
Bom deixa eu explicar o motivo do sumiço... Então!! rs.. O meu PC de pau, isso a tela se foi, hasta lá vista... Eu sei que todo mundo dá a dica do celular e tals, mas gente eu não consigo escrever pelo cel, primeiro que aquela paletinha do word é muito sensível e fica cagando todo o cap, eu fico irritada e nada sai... Por fim, eu tive que colocar tliac em hiatus, mas a notícia boa é que eu consegui um monitor improvisado \o/... É complicado, mas dá para quebrar um galho até eu conseguir comprar outro note.
Eu também estou lidando com uns problemas pessoais e tals... Mas faz parte.
É as atualizações irão voltar, não tenho datas previstas ainda, vou escrevendo e postando estou nessa rotina agora.
TLIAC não está mais em hiatus e o próximo cap virá em breve.

Mais uma vez obrigada por tudo e pela paciência que vocês tem comigo <333

Sobre o desenho de Buzzy gente eu tô aprendendo a desenhar no touch, ainda estou péssima, mas vou tentar melhorar. Não levo muito o jeito... Pelo menos dá pra dar uma enfeitadinha. ^^

Ahhhh, eu notei que agora o spirit tem lista e bá, eu não sei mexer nisso direito ainda, mas que quiser pode colocar tliac lá ;)

É isso meus biscoitinhos amanteigados, eu estava com muitas saudades. *----------------------------------*
Grandes beijos até! <3333


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...