História This Never Happened Before - Capítulo 9


Escrita por: ~

Postado
Categorias Capitão América, Homem de Ferro (Iron Man), Os Vingadores (The Avengers), X-Men
Personagens Anthony "Tony" Stark, Dr. Bruce Banner (Hulk), Howard Stark, James Buchanan "Bucky" Barnes, James Rupert "Rhodey" Rhodes, Maria Stark, Natasha Romanoff, Peggy Carter, Pepper Potts, Sam Wilson (Falcão), Scott Summers (Ciclope), Sharon Carter (Agente 13), Steve Rogers
Tags Avengers, Avengers Love, Cykerine, Downevans, Pepperony, Picolé, Scogan, Steggy, Steve, Steve Rogers, Stony, Superhusband, Superhusbands, Tony, Tony Stark, Universo Alternativo, Winterfalcon
Exibições 394
Palavras 3.667
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Festa, Ficção, Lemon, Romance e Novela, Slash, Universo Alternativo, Visual Novel, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Então, doces de leite... A tia enrolou o meio de campo todinho ;-;
Atrasou a atualização, deveras. Mas, cá estou, desculpando-me pela demora. Não foi intencional, a criatividade que fugiu correndo e gritando.
Não vou demorar para postar os próximos, Okay?
Como sempre, playlist nas notas finais.
PERDOEM QUALQUER ERRO ORTOGRÁFICO!
Muitas pessoas merecem um capítulo dedicado à elas, todos vocês merecem... Mas, vou dedicar para três pessoas!
@Caahs miga, você ajuda demais, mulher! Bff, né? Sua espiã russa!
@Mwestergaard miga, você sempre me atura! Nada mais justo! Rs
@ToxicBoy estava na expectativa, espero que consiga satisfazer! Rs

Capítulo 9 - The Shield


Fanfic / Fanfiction This Never Happened Before - Capítulo 9 - The Shield

   Steve sentia-se sozinho na Torre, como se contemplasse uma labirinto de concreto, no qual, apenas ele havia permanecido. Pelo menos o andar no qual trabalhava. Tony não estava, deixando um silêncio quase desconfortável. Rogers não deveria sentir a falta do bilionário, mas, isso era inevitável. Steve, vez ou outra, ouvia as lamúrias de Tony, coisas arremessadas contra paredes, falatórios quase intermináveis com JARVIS… mas não hoje. O silêncio reinava, e isso… Ah, isso o incomodava, principalmente após a última conversa que ouvira sem querer. Incomodava-o por sua imensa curiosa, afinal, ouvira que seu chefe, homem com quem havia tido uma das melhores noites, não era noivo. Pelo menos não de verdade. Então, porquê mentir? E porquê Steve estava tão esperançoso? Provavelmente não daria nada certo, não deveria misturar trabalho e relacionamento. Não deveria sequer cogitar a ideia. Mas, infelizmente, alguns pensamentos, sentimentos, não são facilmente controlados. E disso, disso Steve sabia bem, afinal, não era de seu desejo, apegar-se tanto à Tony Stark.

  O restante do dia, dentro da enorme torre, transcorreu sem grandes acontecimentos, na verdade, sem nada que chamasse a atenção de certo loiro de postura quase militar. Risinhos e conversas baixas, podiam ser ouvidos por corredores, nas poucas vezes que Steve se via obrigado a sair de sua sala.

  A noite chegou, junto a ela, uma leve garoa. Suficiente para fazer os termômetros baixarem seus níveis. Dando um ar, quase puro à NY.

  Voltar para casa, nunca pareceu tão estranho. Steve Rogers sentia uma insana vontade de voltar para sua sala, que, coincidentemente ficava próxima à sala da pessoa que agora, era o tormento de seus pensamentos. Se fosse de seu feitio, permitiria-se xingar, mas, isso não se encaixava em sua personalidade, sua forma de conduta.

  Lances de escadas, degrau por degrau, e ele nem ao menos notou. Dando conta, apenas quando fechava a porta da sala. Tão perdido em pensamentos que mal havia notado o amigo, absurdamente serelepe, conversando animadamente pelo celular.

  — STEVE! — gritou, afinal, Steve nem estava ouvindo.

  — Oi?! — suas feições demonstravam sua total falta de atenção.

  — Não marque nada pra amanhã! Okay? Nada! Temos um compromisso! — Bucky sorria, parecia animado com o programa, seja qual for.

  — Tenho opções, como recusar? — quase uma pergunta retórica, afinal, conhecia Bucky como a palma da mão, e quando o amigo marcava algo assim, as chances de recusa por parte do loiro, eram nulas.

  — Não! — o sorriso mantinha-se nos lábios finos do moreno. — Vamos ao bar, noite de karaokê. Além do mais, amanhã é sexta. Não vamos precisar nos preocupar com acordar cedo pra trabalhar. Vamos aproveitar bem a noite.

  Não adiantaria discutir, então, tratou de seguir caminho para seu quarto, um bom banho e uma noite bem dormida, era isso o que precisava. A semana parecia se arrastar, como um castigo.



 

  As luzes das velas, tremeluziam a cada nesga de ar que conseguia romper as barreiras das densas cortinas. O cheiro de macarrão com queijo, invadia as narinas dos presentes. Assim como o pinot noir que era servido em grandes taças de vinho. Tudo naquele recinto, fora planejado, quase que minuciosamente, quase. Afinal, Logan não era um ser tão romântico e organizado.

  — Macarrão com queijo? — Scott, sem seu tradicional óculos escuro, mantinha a sobrancelha erguida, indagando, não apenas verbal, mas fisicamente.

  — Era isso ou pizza. — deu de ombros, bebendo um longo gole de seu vinho.

  Logan sorriu, ao lembrar da cena deplorável que viveu no mercado. Perdido entre prateleiras de vinhos, tentando achar o que melhor combinaria com macarrão com queijo.

  — O esforço é até admirável. — um gole, deliciando-se com o sabor do vinho. Scott observava tudo, cada gesto e esforço da parte de Logan. O vinho, bailou como valsa, ao entrar em contato com sua língua. O paladar do engomadinho era requintado, deveras.

  — Isso foi um elogio? Você é péssimo nisso! — Logan tinha uma expressão facial muito fácil de identificar. Curiosidade e graça. Segurava-se para não rir.

  — Se o macarrão estiver, comestível, te parabenizo melhor.

  — Não precisa agradecer com palavras. — o olhar denunciava seus pensamentos, nada castos.

  A primeira garfada, fez com que ambos desfrutassem do sabor e do silêncio. Apenas o som de mastigação, respiração e vinho descendo pela garganta. O jantar, silencioso, mas evidentemente bom. Alguns olhares, discretos por parte de Scott. Logan não seria discreto, nem se tentasse. Scott Summers começava a se sentir confortável na presença do empreiteiro. Não era forçado, era leve. Algo que há muito… nenhum dos dois se permitiam.

  Ao término do jantar, seria inevitável não se deixar levar pelo clima, levemente romântico. Afinal, Logan não cozinhava para qualquer um, e por sua vez, Scott não dormia na casa de qualquer pessoa. Mas aquela noite, mudaria para ambos.

  Beijos à luz de velas, peças de roupas perdidas na escuridão, rastro de saliva quente, em corpos tão quentes quanto, ao mais. Gemidos, sussurros, respirações anelantes, batimentos cardíacos erráticos. Vozes que chamavam os nomes alheios, mãos que acariciavam, com esmero. Dentes que marcavam, com desejo. Não admitiriam, mas, possivelmente não seria a última noite que Scott passaria na casa de Logan… não mesmo.



 

  — Acha mesmo que não estou atrapalhando a vida dela? Não minta, Rhodey! — Stark observava as luzes da cidade, seu fiel escudeiro ao lado, e Rhodes do outro. Mais um gole de seu whisky.

  — Ela mesma disse que não. Mas, você se sente atrapalhado por esse relacionamento de faz de conta? — bebericando de sua cerveja, Rhodes lançou a pergunta que o próprio Tony começou a se fazer.

  Conversar com Rhodes, era quase como conversar com Natasha, e vice-versa. Rhodes conhecia Tony há anos, Natasha igualmente, e a ruiva ainda tinha uma percepção única de tudo e todos.

  — Não seja louco, Rhodey. Por que acha que isso me atrapalharia?

  — Assim, você não poderia manter um relacionamento sério com alguém.

  — Claro, porque sou exatamente assim. O tipo de pessoa que quer um relacionamento.

  — As pessoas mudam, Tony.

  Claro que Rhodes estava certo. Pessoas mudam, e mudam o tempo todo. E agora Tony Stark perdia-se nos pensamentos, tentando achar o motivo de seu estresse, de suas dúvidas sobre seu relacionamento fajuto com Virgínia Pepper Potts. Pensou até em Steve Rogers, nos lábios carnudos e rosáceos, nas safiras azuis que compunham suas orbes. Merda!

  

 

  

  Na manhã de sexta feira, todos pareciam divididos entre a empolgação do final de semana que se aproximava, e, lembrar que ainda precisariam trabalhar um dia inteiro. Arquivos que precisavam de revisão, reuniões cansativas com advogados e sócios. Para uns, o dia era mais cansativo que para outros. Steve Rogers ficou o dia fora da indústria, acompanhado por Virgínia Pepper Potts, que se encarregou de mostrar o local que havia comprado, para novos projetos, estes que seriam desenhados por Steve.

  Tony, ficou quase o dia todo na presença, nada doce, de Scott Summers. Apesar do bilionário notar um ar mais leve, talvez descontraído, por parte do engomadinho.

  — Parece que o cowboy do velho oeste te faz bem. — Soltou, quase involuntariamente durante uma pausa nas pautas da reunião.

  — Vou fingir que esse assunto não foi mencionado. — ditou, sem tirar os olhos dos documentos em suas mãos.

  Tony não insistiria no assunto, pelo tempo que convivia com Summers, sabia que o advogado não era de muitas palavras quando sua vida pessoal era tema. Mas, era curioso perceber que o único que fez o engomadinho ficar mais leve, fosse seu extremo oposto. Talvez, fosse isso mesmo. Opostos se atraem e se completam.

  Logan passou o dia na obra, gritando com os subordinados, optando por ele mesmo à fazer alguns serviços. “Se quer algo bem feito, faça você mesmo.” pensamentos típicos de um homem quase primitivo.

  Sam Wilson, escapava ocasionalmente, seguindo para outro andar. Local onde sabia que encontraria certa pessoa de madeixas escuras, olhos azuis e pele alva. Mesmo que não fizessem nada além de conversar, sentiam-se bem, na presença um do outro.

  O dia passou, consideravelmente rápido. Sem problemas que prendesse qualquer dos funcionários em seus respectivos âmbitos de trabalho. Enfim, o final de semana poderia se iniciar, com a promessa de agitação e também descanso. Para alguns, excitação. Para outros, apreensão. Bucky e Sam sorriam ao sair do elevador, seguindo para seus carros. Marcando de não demorar para finalmente correm para o bar, afinal, amavam a noite de karaokê.

  Steve saia do espaço vazio, onde seria construído um novo prédio para Tony Stark, apreciava cada minuto que podia pilotar sua moto.

  Tony, olhava-se no espelho, buscando algo confortável. Talvez, tentasse enrolar ao máximo, para evitar o questionário que seguiria em sua conversa com Natasha.

  — Se ainda não ficou bonito, desista! — Natasha olhava-o, do outro lado do quarto, deixando-se aparecer no espelho.

  — Pensei que tivéssemos marcado no bar.

  — Como se eu não te conhecesse bem o suficiente, pra saber que faria de tudo pra enrolar. Pra fugir da nossa conversa. Vindo até aqui, teremos mais tempo para conversar. — um sorriso, triunfante, estampado nos lábios rubros.

  Tony cogitou choramingar, ou qualquer outra atitude idiota. Mas, sabia que não funcionaria com Natasha, afinal, ela estava decidida à uma noite de amigos. Ou, como Tony costumava falar, a noite de interrogatório.

  — JARVIS? — a ruiva chamou. — Sem interrupções hoje!

  — Sim, senhorita Romanoff. — a IA respondeu.

  — Colocando minha criança contra mim? Ele não pode contestar uma ordem direta, vinda de mim!

  — Claro que ele pode. JARVIS sabe o que é melhor pra você! — a ruiva já enlaçava seu braço ao do bilionário, guiando-os para o elevador. — Que a noite dos amigos comece!

  — Qual foi a tag que você falou da última vez que saímos? — as portas metálicas, fecharam-se, trancafiando-os temporariamente.

  — T.G.I.F.N.¹ — comentou tranquilamente, rindo da própria tag.

  Era mais que óbvio, que seguiriam no carro de Tony. Não confiava no estilo único de sua amiga ao volante. Não que ela dirigisse mal, mas, quando não se tem pressa pra morrer, não precisaria cortar todos os carros. Mas, Natasha não pensava assim. Rapidez, era esse seu lema ao volante!



 

  O bar, lotado, pessoas numa fila quase quilométrica, esperando para poder entrar. Steve quis desistir, afinal, não entrariam nem no raiar do dia, pelo menos se levasse em conta o tamanho da fila.

  — Não vamos entrar nunca!

  — Não seja pessimista, Steve! Não combina com você. — Bucky sorriu, avistando um belo homem, vestido casualmente; Sam.

  — Deixe-me adivinhar. Gastou mais tempo que o necessário, para finalmente optar por jeans, camiseta branca e jaqueta? — Sam zombou do amigo, sabendo o quão enrolado aquele homem conseguia ser.

  — Ficou ruim?

  — Não!

  — Então para de reclamar! — aproximou-se, para cumprimentá-lo de forma mais apropriada, um abraço. — Caso contrário, não aproveitará nada! — concluiu apenas quando próximo o suficiente, para que apenas Sam pudesse ouvi-lo.

  — Steve. Vamos entrar? — Sam disfarçou, puxando papo com o loiro, que parecia alheio ao ocorrido.

  Um simples aceno e os rapazes começaram a caminhar na direção do segurança na porta. Steve não se deu ao trabalho de sinalizar que a fila era bem mais distante. Apenas observou o segurança cumprimentá-los, ouviu Bucky dizer algo como “ele está com a gente, Bob!” E logo, fora tragado por luzes piscantes, música alta e barulho de múltiplas conversas.

  The Shield estava absurdamente cheio. Sexta feira parecia reunir tanta gente, que Steve começou a se sentir desconfortável.

  — Mesa de sempre, rapazes? — Lauren, a garçonete de madeixas arroxeadas aproximou-se, sorridente.

  — Sim, por favor. — Sam tomou a frente da situação, mantendo uma distância razoável entre a garçonete e Bucky.

  — Vão participar da competição, certo? Coloco seu amigo também, Bucky?

  — Vamos. E sim, coloque-o! Pode trazer as bebidas de sempre, e uma cerveja pro Steve.

  — Competição? — Steve perguntou, fixando suas orbes azuis no amigo.

  — Karaokê, Steve. Noite do karaokê!



 

  — Parece que a noite do karaokê ainda faz sucesso! — Natasha comentou, assim que fora do carro.

  — Só não posso me empolgar… De novo. — Tony sentiu seu braço, amparado ao da ruiva.

  — Foi o melhor espetáculo da noite! Vamos repetir isso, com certeza!

  — Senhor Stark, senhorita Romanoff… Sejam bem vindos!

  — Oi Bob! — disseram juntos, sumindo pela porta do The Shield.

  Como de praxe, sua mesa estava vazia, esperando por ele. O estabelecimento fazia questão de deixá-la intacta, afinal, Tony Stark era seu melhor cliente. Não tardou e uma garçonete trouxe as bebidas, whisky para ele, dry Martini para ela.

  Algumas pessoas, já abusavam do karaokê, sim abusavam, estragavam as músicas e distorciam as melodias. Era exatamente o clima cômico que fazia Natasha e Tony se entregarem ao álcool. Ele bem mais que ela.

  — Me fala do cara novo. — bebericando, ela o encarava, buscando qualquer sinal de que ele mentiria.

  — Não há muito o que falar, Nat. Ele é o novo arquiteto, só isso. — Tony sabia que era uma cilada, sair com Natasha… Seria um verdadeiro interrogatório.

  — E o cara novo, tem nome?

  — Rogers. O nome dele é Steve Rogers. Boas qualificações, foi bem indicado.

  — Acho curioso você achar que consegue me enganar. Querido, você pode enganar quem quiser, menos a mim. — ela tinha razão, e Tony sabia. Natasha era observadora demais, amiga demais. Ela sabia demais!

  — Nós… dormimos juntos uma vez. Antes, claro, de saber que ele era meu funcionário. — comentou, entre goles de seu whisky.

  — Isso é quase aquele seriado médico. — sinalizou, pedindo por mais bebidas. — E você gostou dele, não foi? Não adianta negar pra mim, Tony.

  — Você é irritante, sabia?

  — Por perguntar aquilo que você prefere negar? Tony, você levou ele numa festa. Fica divagando quando pergunto sobre ele. Fica nervoso e bebendo mais que o normal. Nem acertou o próprio copo, está bebendo do meu! — seu indicador apontava para o copo na mão do bilionário. Distraiu-se tanto, que nem notou a diferença da bebida.

  — Vou me lembrar de não mentir para ruivas, que mais parecem espiãs russas disfarçadas! — devolveu a bebida Natasha, bebendo, dessa vez, de seu próprio copo.



 

  As pessoas, estragavam sem dó, suas músicas preferidas. Palmas, assovios, às vezes vaias. O clima no The Shield era sempre assim, nas noites de karaokê. Pessoas dançando, bebendo, cantando, paquerando.

  — Sam e Bucky! Isso mesmo pessoal, os reis do karaokê estão aqui hoje! — o animador, chamou-os, tão empolgado quanto as palmas que o seguiu.

  A música, pré selecionada, começou a tocar. Steve não conteve o riso, afinal, Lady Gaga parecia mesmo fazer a cabeça dos amigos.

 

  —“Ra ra-ah-ah-ah. Roma roma-ma. GaGa oh la-la… Want your bad romance. I want your ugly. I want your disease. I want your everything as long as it's free. I want your love. Love, love, love, I want your love” — Ritmadamente, as vozes se misturavam, um encaixe quase perfeito, afinal, era a primeira vez que cantavam com o auxílio do microfone. Passaram apenas uma vez, por telefone. E ali estavam, cantando juntos, como tantas outras vezes. Sam, com sua pose de, “sou bom em qualquer coisa” e Bucky, com seu típico jeito de garoto perdido, porém, aos olhos alheios, era ridiculamente sexy.

  — “I want your drama. The touch of your hand. I want your leather studded kiss in the sand, I want your love. Love, love, love, I want your love.” — Sam, encarregou-se de cantar sozinho, deixando os back vocals para Bucky, que forçava um pouco mais, deixando sua voz mais rouca.

  — “You know that I want you and you know that I need you. I want it bad, your bad romance” — Bucky divertia-se cantando, seus olhos, encontrando os de Sam, sempre que possível.

  Os assovios, altos, aplausos ritmados à música. Pessoas se esgoelando para cantar adjunto à eles.

  — “Oh-oh-oh-oh-oooh-oh-oh-oh-oooh-oh-oh-oh! Want your bad romance. (Caught in a bad romance) Ra ra-ah-ah-ah. Roma roma-ma. GaGa oh la-la. Want your bad romance!” — finalizaram juntos, deixando, como sempre, os back vocals para Bucky.

  Ovacionados com veemência, gritinhos pedindo bis, e vários “uhuls” perdidos entre as pessoas.

  — Nossos próximos competidores, não voltam na noite do karaokê há um bom tempo. Vamos receber, Tony Stark e a bela Natasha Romanoff!

  — Quê?! — Tony exasperou-se, olhando para a ruiva.

  — Falei que iríamos repetir a dose! Agora reclame menos e cante mais! — respondeu levantando-se, puxando Tony com ela.

  — Posso saber a música, pelo menos? — alinhou suas vestes, deixando-se apresentável.

  — Por acaso, você canta algo que não seja antigo e/ou rock? Já dei dicas demais!

  Pegaram os microfones, Tony sorriu ao ler o nome do display da TV de LED. Driven to Tears, do The Police. Natasha sabia escolher, isso era notável.

  — “How can you say that your not responsible? What does it have to do with me? What is my reaction, what should it be? Confronted by this latest atrocity…” — Natasha começou, sozinha. Colocando todo o sentimentalismo que pôde, em cada trecho.

  — "Driven to tears… Driven to tears… Driven to tears" — cantaram juntos.

  Steve Rogers estava atônito, sentado boquiaberto, observando cada passo dado por Tony, desde quando o mesmo se levantou, seguindo para o palco.

  — “My comfortable existance is reduced to a shallow meaningless party. Seems that when some innocent die. All we can offer them is a page in a some magazine. Too many cameras and not enough food. 'Cause this is what we've seen…” — Tony sentiu-se quase esbofeteado pela letra. Era cômico perceber que sua própria vida estava reduzida à festas sem sentidos. Sua voz, melodiosa, grave e com excesso de sentimentos. Aos ouvidos de qualquer pessoa, Tony cantava com alma. Olhos fechados, afinal, sabia a letra de cór e salteado.

  — “Driven to tears. Driven to tears. Driven to tears… Protest is futile, nothing seems to get through. What's to become of our world, who knows what to do? Driven to tears. Driven to tears…” — dueto, assim finalizaram a música, intercalando os ‘Driven to tears’ cantando o último, juntos.

  Obviamente, aplaudiram, fosse pela música escolhida, pelas vozes bonitas, pela ruiva estonteante, ou até mesmo pelo belo bilionário muito conhecido.

  Desceram do palco, onde suas vistas eram ofuscadas pelo reflexo das luzes coloridas. Tony, seguiu para a bancada, onde podiam assistir enquanto as bebidas eram preparadas. Natasha, rumou ao toalete. Precisava retocar seu batom, era desnecessário, mas optou por fazê-lo quando notou certo loiro perto do balcão do bar.

  Um esbarrão, involuntário e não planejado. E lá estava Tony apoiado ao corpo de Steve. Ergueu a cabeça, pronto para se desculpar, até que os castanhos cruzassem com os límpidos azuis.

  — Ah, é você. Vai participar da disputa? — Tony perguntou enquanto estendia o indicador, chamando o bartender mais próximo. — Whisky e dry Martini. Dose tripla.

  — Não estou confortável em participar. — Steve levou sua cerveja aos lábios, umedecendo-os postumamente após um gole.

  — Nada divertido para o Rogers! Parece mais um daqueles, sei lá, cabos do exército. Capitão, isso! Um Capitão chato e cheio de regras. — calou-se apenas quando as bebidas foram dispostas à sua frente.

  — Regras são necessárias para uma boa convivência, Stark.

  — Não, Rogers. Regras foram criadas… apenas para serem quebradas. — uma piscadela, sugestiva e quase pornográfica. Principalmente se levasse em conta a música que era terrivelmente esgoelada por alguém.

 

“Just say you feel the way that I feel
I'm feeling sexual, so we should be sexual
Just say you feel the way that I feel
I'm feeling sexual, so we should be sexual”

 

  Steve deveria se afastar, deveria… mas, o quê o impedia agora? O que o impedia, sabendo que o noivado de Tony, nada mais era que uma farsa. Um faz de conta para ajudar na imagem do playboy bilionário. Claro, uma coisa o impedia. A bela ruiva que se aproximava.

  — Atrapalho? — sorriu, direcionando a destra para cumprimentar Steve. — Natasha Romanoff.

  — Steve Rogers. — educadamente, apertou a mão da moça, sorriu, forçado.

  — Vai cantar, Steve?

  — Rogers não gosta de desafios, Nat. Não é pra ele. — Tony respondeu, provocativo.

  — Na verdade, acho que estão me chamando. Com licença.

  Afastou-se, direcionando seus passos, para o palco fortemente iluminado. Tony manteve o olhar fixo em cada parte da anatomia de Steve, ombros largos, braços fortes, nádega satisfatoriamente grande.

  — Fecha a boca, querido. Vai babar no whisky. — Natasha, encarregou-se de guiar Tony para a mesa, onde poderiam apreciar melhor a apresentação do loiro.

  Steve olhou para a tela de LED, tentando encontrar alguma música que conhecesse bem o ritmo, e a letra. Claro, teria a letra para acompanhar, mas, nada melhor que uma música que já tenha algum grau de intimidade. Perdida nas várias listas, achou uma. Antiga, mas, cairia como luva para suas exigências; conhecida e fácil.

  — “I'm very sure, this never happened to me before. I met you and now I'm sure… This never happened before” — sua voz, mais baixa que o normal, coisa comumente associada a vergonha. Evitava ao máximo tirar os olhos da tela, e mesmo que o fizesse, os refletores não permitiram enxergar as faces dos ali presentes. — “Now I see, this is the way it's supposed to be. I met you and now I see this is the way it should be. This is the way it should be, for lovers, they shouldn't go it alone. It's not so good when your on your own…” — adquirindo um pouco mais de confiança, deixou que sua voz fluísse livremente. Tony observava-o com esmero, até admiração. Steve era sutil, meigo, e com uma bela voz, mas disso, disso Tony sabia.

  — Isso é uma declaração, sabia? Ele está cantando pra você! — Natasha cutucou o amigo, chamando sua atenção.

  — Vamos cortar seus drinks. O álcool já subiu à sua cabeça!

  — “I'm very sure, this never happened to me before. I met you and now I'm sure… This never happened before.” — finalizou, deixando que as notas morressem no ar, diminuindo gradativamente até sumir.

  Ovacionado, e com direito a mulheres sorridentes, quase caindo sobre o loiro, enquanto o mesmo descia do palco.

  — Parabéns, senhor Rogers. — aquela voz lhe parecia familiar. Virou-se e avistou a bela morena de olhos castanhos, tais como suas madeixas.

  — Me chame de Steve. E, obrigado. Eu nunca tinha cantado para tantas pessoas. Na verdade, para nenhuma. — seu sorriso, ressaltava as maçãs de seu rosto, vermelhas como se estivessem em fogo. — Chegou há muito tempo, senhorita Carter?

  — Se vou te chamar de Steve, precisará me chamar de Peggy. — a morena indicou o balcão. — Que tal uma bebida. Por minha conta, para agradecer a bela música. E não aceito não como resposta, Steve.

  Tony segurou-se para não interromper, mas, que direito ele teria? Afinal, ele tinha um noivado para manter, certo?


Notas Finais


PLAYLIST: https://open.spotify.com/user/marcal.carol/playlist/4ghvJnVFQylXs0eJ3ykAGO

Então doces de leite, as músicas citadas, em ordem de aparição: Bad romance - Lady GaGa.
Driven to tears - The Police.
Sexual - neiked.
THIS NEVER HAPPENED BEFORE - Paul McCartney.

¹- algo como, "Graças à Deus, é a noite dos amigos."


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...