História This one is different - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Supernatural
Personagens Bobby Singer, Dean Winchester, John Winchester, Sam Winchester
Tags Dean, Família, Love, Sam, Sobrenatural, Supernatural, Teen, Tragedia, Winchester
Exibições 9
Palavras 1.479
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Luta, Mistério, Sobrenatural, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Então, n tive tanta resposta no outro mas tudo bem, eu n tava esperando por mto msm. As pessoas q favoritaram e comentaram: mto bgda serio vcs n tem noção do significa pram mim. Enfim, tô postando esse pq n tenho mais nada pra fazer e tive umas ideias. Espero q gostem :)

Capítulo 2 - Adeus


-Você tem com quem ficar?- o homem perguntou.
Tinha até esquecido que ele estava ali. Eu balancei a cabeça dizendo que não, as únicas pessoas que poderiam ficar comigo eram meus pais, mas como eles estão mortos, estou sozinha.
-Bom, então vou ter que te colocar em um orfanato. Qual é o seu nome?
-Piper. E eu não vou para o orfanato. – Falei tentando permanecer firme, não sei se consegui passar essa impressão, provavelmente não, mas quem se importa, não é mesmo?
-Onde mais você iria? Olha, eu sei que é horrível o que acabou de acontecer. Sei que você está sofrendo e está confusa, mas você precisa seguir em frente criança. Coisas assim, elas acontecem, e não tem nada que possamos fazer para muda-las.
-Eu sei, é por isso que eu vou com você.
-Desculpa?
-Você escutou bem. Aquelas coisas não eram humanas, nem vem com aquele papinho de “você não sabe o que viu, estava em pânico”, eu sei bem o que eu vi e não era humano. E você, você sabe o que essas coisas são. Se não soubesse, como entraria aqui na hora certa e com a arma certa?
-Eu sou um policial.
-Ah tá, como se eu fosse idiota. Você não é um policial, não com essas roupas e muito menos com esse boné. Eles acabaram com a minha família, destruíram o meu mundo, não vou deixar fazerem isso com mais ninguém.- eu disse o olhando nos olhos. Ele pareceu me entender e concordar, até deu um risinho.
-Então tá, srta. ”salvadora do mundo”, é isso mesmo que você quer? É um caminho sem volta, acredite nisso.
-Sim, é isso que eu quero, tenho certeza. Só por favor, vamos sair daqui logo, não quero ficar aqui nem mais um pouco.- disse olhando para o corpo da criatura ao meu lado, eu ainda estava chorando então comecei a enxugar as lágrimas.
Ele me olhou mais um pouco, como se estivesse decidindo se eu iria com ele mesmo ou se ele saia correndo agora e me deixava ali sozinha.
-Ah, tá bom vai, eu sei que vou me arrepender depois, mas por enquanto vá pegar suas coisas e me encontre lá embaixo em uns 10 minutos. Eu vou analisar o corpo disso aqui- ele deu um chutezinho na criatura- pra ver se descubro o que é.
-E o outro? O que você estava lutando, onde ele está?
-Fugiu. Não consegui detê-lo a tempo.- ele disse cabisbaixo.
-Qualquer lugar é melhor do que ele estar aqui, você não pode fazer nada, não se culpe por isso.
Dei meia volta e fui em direção ao meu quarto pegar minhas coisas, mas não sem antes ver o velho dar um pequeno sorriso. Peguei minhas coisas de higiene, algumas roupas, meu iPod, o fone e um tênis, peguei minha mala de escola, tirei alguns cadernos e livros da escola e enfiei minhas coisas lá dentro, achei alguns trocados pelo meu quarto e coloquei no bolso da frente, também peguei meu caderninho onde eu anotava algumas frases que via na internet ou desenhava, aquilo era uma parte de mim e eu não ia deixar aqui. Dei uma última olhada no meu quarto, minha TV, meu espelho, meu mural cheio de lembranças, óbvio que peguei algumas coisas como fotos e bilhetes, mas a maioria ainda estava lá. Só pude pegar três livros, não cabia mais nada na mochila, o resto vai ficar na prateleira, abandonados. Livros tão incríveis, que me ajudaram tanto, tiveram que ficar para trás. Por fim, olhei o meu quarto no geral, respirei fundo e sai dele, pela última vez.
Passei pela sala onde a criatura matou meu irmão, ela ainda estava no chão, todo ensanguentado, mal a conseguia olhar. Em meio ao caos que estava a sala vi o taco de baseball do meu pai e o peguei, iria levá-lo comigo. Procurei pelo corpo do meu irmão e não o achei então desci as escadas só para me deparar com mais caos. A cozinha. Tinha sangue em todo o lugar, na parede, no chão, na janela. A comida ainda estava na mesa, assim como os celulares dos meus pais. Meus pais. Onde estão? Os corpos também não estão aqui.
Saio de casa e vejo o velhote juntando a nossa lenha e fazendo uma grande pilha.
-O que está fazendo?
Ele se virou surpreso e veio em minha direção.
-Se você quer mesmo seguir esse caminho, terá que aprender algumas coisas. Uma delas é: pessoas dignas, devem ser cremadas para descansarem em paz. E eu tenho certeza de que sua família é mais do que digna e merece um lugar no céu, certo?- eu fiz que sim com a cabeça- Então venha cá, me ajuda aqui.
Eu fui até as lenhas e comecei a empilhá-las em cima das outras que ele já havia colocado lá. Fizemos isso por meia hora mais ou menos, até que ele parou de empilhar e foi para trás de seu carro.
-Está na hora.- ele disse.
Ele pegou dois corpos que já estavam enfaixados e colocou em cima da pilha, depois pegou um menor e o colocou em cima dos dois.
-Últimas palavras?
Eu cheguei perto da “fogueira” e olhei para aqueles corpos enfaixados. Minha família.
-E-eu..eu queria d-dizer que...Não eu não c-consigo.- Eu cai, de joelhos, no chão e comecei a chorar. Chorei mais que todas as outras vezes, chorei e enquanto chorava falei tudo que queria. Que os amava, mais do que qualquer outra coisa, que eles tinham feito de tudo para eu ser feliz e ter tudo o que eu sempre quis, me deram amor, carinho, alegria, conforto, tudo que possa ser possível e até o impossível eles me deram e fizeram, falei que não sabia como ia viver agora, sem eles ao meu lado, sem meu apoio, sem nada para me segurar. Sozinha, totalmente sozinha, é como estou me sentindo, eles me deixaram e agora não sei o que fazer. Falei que não conseguiria viver sem eles, mas que eu fiz uma promessa e vou cumpri-la e que nunca, nunca iria esquecê-los.
Dei um último beijo na testa de cada um e falei meu último adeus e eu te amo. O homem pegou gasolina de seu tanque e jogou em cima deles. Ele me deu três fósforos e falou para eu fazer as honras. Os acendi e joguei em cima do amontoado de madeira e corpos e fiquei olhando, sem saber o que sentir, sem saber o que fazer. Afinal, aquele montinho um dia foi minha família.
Dei as costas a “fogueira” e peguei minha mochila que tinha deixado aki perto, olhei para o homem e acenei com a cabeça em direção ao carro, ele entendeu a mensagem e o abriu, entrando nele logo depois.
Um silêncio se estabeleceu no carro até que o homem o quebrou.
-Então, você quer falar alguma coisa ou não sei, só gritar? Pode fazer o que quiser to aqui pra ajudar.
-Não, agora não. Eu só quero sair logo daqui. Vamos?
-Então tá, só quero que você saiba que pode desabafar comigo se quiser. Ah, e só pra registrar, meu nome é Robert Singer mas pode me chamar de Bobby.
-Sim, valeu por tentar ajudar Bobby. Na verdade, obrigada por me salvar, acho que ainda não agradeci não é? Então obrigada, se não fosse por você eu provavelmente estaria morta. Ah e pode me chamar de pipes.
-Tá, pode dormir, a viagem é meio longa. Se quiser algo me chama.
Eu fiz que sim com a cabeça. Abri minha mochila e peguei o iPod e o fone, coloquei os fones nos ouvidos e coloquei pra tocar uma das minhas bandas favoritas: All Time Low, pena que dessa vez nem eles conseguiram me animar. Deitei no banco e olhei para Bobby, só agora reparei que ele estava cheio de cortes e arranhões, alguns ainda sangrando um pouco. Acho que ele não ligou pois não reclamou deles nenhuma vez.
A viagem foi tranquila. Não trocamos uma palavra a mais e eu não sei porque eu estava tão calma. Era pra eu estar gritando, berrando, chorando até meus olhos caírem, mas não, eu estava calma, fui até educada com Bobby. Acho que é assim quando você não sabe o que sentir, você não sente nada. Eu não tenho a mínima ideia do que vou fazer agora, espero pelo menos continuar meus estudos. Além de tudo, eu ainda perdi minhas amigas, meus amigos, minha escola, até o menino que eu gostava, nunca mais vou ver eles. Espero que guardem nossas fotos e lembrem de mim com carinho, quem sabe algum dia eu esbarro neles, mas por enquanto a minha vida acabou, não tenho mais nada, estou sozinha.
Meu mundo tinha simplesmente quebrado em mil pedacinhos que eu pensava que nunca mais poderiam ser juntos.
Meu nome é Piper di Lux e essa é a história da minha vida.


Notas Finais


Eh isso. Mais um capítulo. Se vcs gostarem ou quiserem me dar dicas ou sla comentem ai embaixo ou favoritem façam oq vcs quiserem. Beeeeejos ate a proxima (espero)


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