História "This Town" - Capítulo 10


Escrita por: ~

Postado
Categorias Simplesmente Acontece (Love, Rosie)
Personagens Personagens Originais
Tags Lilly Collins, Romance
Visualizações 2
Palavras 1.041
Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Boa leitura, amorecos. *-*

Capítulo 10 - Promessa.


Fanfic / Fanfiction "This Town" - Capítulo 10 - Promessa.

As lágrimas desciam incontrolavelmente pelo meu rosto, não conseguia enxergar muito bem. Mas assim que vi a casa, sabia que era pra lá que eu ia. Corri até a porta e apertei a campainha várias e várias vezes, assim que ouvi um xingamento, me dei conta das horas: 02h14. Ele ia me matar, mas eu precisava conversar. Ouvi a porta ser destranca e uma fresta se abriu, chorei ainda mais. Mas quando o vi, praticamente me joguei nele e só assim eu pude desabar. Cary me abraçou o mais forte que pode, fechou a porta com o pé, logo em seguida a trancando e por fim andou comigo até o sofá. Onde me colocou sentada gentilmente, mas eu simplesmente não queria largar ele. Cary entendeu e permaneceu ali, apenas acariciando meu cabelo sem dizer uma única palavra.

03h25, foi a hora em que parei de chorar. Cary foi paciente o tempo todo, e ficou ali comigo mesmo sabendo que daqui algumas horas tínhamos que ir a faculdade. Larguei-o e enxuguei o rosto.

- Meu pai traiu minha mãe. – foi o que eu disse, de uma vez só. A reação que Cary fez foi a mesma que a minha quando soube.

- Sério, Nana? – assenti. Cary colocou a mão na boca, ele desviou o olhar para o chão e assim ficou por alguns minutos com os olhos quase saltando de seu rosto. – Mas porque? Achei que...

- Eu também não sei Cary, mamãe fez a mesma pergunta pra ele e nem mesmo ele soube responder.

- Sua mãe está bem?

- Claro que não, na verdade... Minha mãe não parecia “minha mãe”, depois da briga por minha causa foi como se ela tivesse envelhecido uns 30 anos apenas ali, naqueles minutos de conversa. – falei.

- Espera, brigaram por sua causa? Não entendi... – disse Cary.

- Bem, você lembra que eu havia atropelado James não é? – Cary assentiu. – Enfim, estava eu lá na sala com James quando a namorada dele entra e... – expliquei toda história para Cary, que também sentiu as mesma emoções que eu, ou seja, nada. Depois de contar tudo, eu não sentia mais vontade de chorar porém sentia bastante raiva.

- Nossa Nana, que dia difícil. – concordei com a cabeça. – Mas agora você, como está em relação a tudo isso?

- Bem no começo quando minha mãe me contou, eu não sabia qual reação ter, mas depois que eu a abracei... – não consegui completar a frase.

- Tudo veio a tona. – completou Cary. – E agora, como está?

- Agora, estou com raiva não sinto mais vontade de chorar... Sinto vontade de gritar bem alto. – ele assentiu.

- Você sabe o que deve fazer não é? – neguei com a cabeça. – Esse é o momento que sua mãe mais precisa de você Nana, agora é a “Relação de Mãe e Filha”. Se eles decidirem se divorciar, e eu acho que vão, sua mãe irá necessitar muito de seu apoio... Praticamente em tudo o que ela fizer ou estiver pensando em fazer. Sei que não tive pais, mas pelo menos entendo um pouco sobre isso e pelo o que te conheço, vai querer fazer de tudo para sua mãe.

Cary estava certo sobre tudo. Eu ia mesmo querer fazer de tudo para minha mãe.

- Posso ficar aqui essa noite? Não quero voltar pra casa. – perguntei.

- Claro que pode Nana, desde quando precisa de permissão pra dormir aqui? Mi casa es tu casa. – aquilo me fez rir.

- Obrigada Cary, você é a melhor pessoa do mundo. – disse o abraçando.

- Não tem de quê Nana. – respondeu ele, retribuindo meu abraço. – Vamos deitar?

Assenti, já me levantando. Cary me levou pelas escadas até o quarto, e eu ri daquele gesto.

- Do que está rindo? – perguntou.

- Você me levando para o quarto, como se eu precisasse saber o caminho.

- Ah, fiquei preocupado de você roubar algo meu, já que é tão invejosa com minhas coisas. – empurrei-o com meu ombro. – Esqueci de te falar, Trey está aqui. – ele sussurrou.

- O quê? Sério? – sussurrei também. Cary assentiu dando um sorriso “de orelha a orelha”. – Que bom Cary, como estão as coisas?

Cary balançou a cabeça como sinal para que entrássemos no quarto, e assim fiz. Me sentei na cama e o observei fechar a porta com cuidado.

- Sabe está tudo uma maravilha Nana, as coisas não poderiam estar melhores. Estou tão apaixonado em Trey, sinto que dessa vez é com ele.

- Que ótimo, tá vendo só?! Não tinha por que ter medo, Trey é um ótima pessoa pra você, valeu a pena arriscar.

- Valeu mesmo. – Então Cary começou a me contar o que ele e Trey haviam feito hoje, já que não tinham a mim. Achei fantástico aquilo, porque sinceramente, Cary merece alguém bom como Trey. Ele já sofreu demais. Antes de pegar no sono, disse a Cary:

- Muito obrigada por hoje Cary, eu te amo demais. – ele me olhou e deu um daqueles sorrisos que eu mais amava.

- Nana, a gente fez uma promessa se lembra? Vou ficar com você até depois do fim, eu amo você. – e me abraçou. Então me lembrei da nossa promessa:

“Estávamos Cary e eu no quintal da minha casa, brincando na gangorra, tinha apenas 7 anos e Cary 10. Então ele me disse:

- Quer saber de um segredo? – concordei com a cabeça. – Você é a primeira melhor amiga que eu já tive, nunca ninguém ficou tanto tempo comigo. Todos tem medo de mim...  mas você não. – sorri para Cary.

- Você também é meu melhor amigo, e não vejo motivos para não gostar de você Cary, você é uma pessoa boa. Foi o único que me consolou quando aconteceu aquilo com minha irmã. – abaixei a cabeça me lembrando do que houve.

- Ei... – Cary me chamou. – Vamos ficar juntos até depois do fim, tá bom? Eu prometo pra você.

Cary me estendeu seu dedo mindinho para que cruzássemos, e assim fizemos:

“Não importa que desafios venha á nos separar, sempre encontraremos um caminho de volta para o outro.””

Não vi a hora que dormi, a última coisa da qual me lembro era de Cary rindo, depois disso eu apaguei e peguei num sono profundo deixando Cary falando sozinho. 


Notas Finais


P.S: A frase que Cary e Dana dizem na hora que fazem a promessa, peguei do filme "PARA SEMPRE" porque achei que tem tudo a ver com os dois.
Obrigada por ler, até o próximo capítulo. :) <3


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