História Threadbare - Capítulo 5


Escrita por: ~ e ~whoisthed

Visualizações 39
Palavras 1.152
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fluffy, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 5 - Capítulo 5



POV - Y/N


Achei que só os primeiros dias seriam horríveis, mas todos os outros que vinham depois só piorava. Absolutamente tudo em meu apartamento lembrava Loki, desde o tapete na sala com a mancha do vinho que ele derrubou até o canto do sofá que ele mais gostava. Eu tentei tirar o máximo de coisas dali, todas as fotos pela casa e no celular, as roupas dele e até o estoque daquele chocolate amargo horrível que ele tanto amava, mas nada adiantou, tudo ainda me lembrava dele.
O trabalho, que sempre foi minha maior paixão, agora parecia sem graça. Eu não conseguia ver nada na TV, a comida parecia horrível o tempo todo e eu tentava ficar o menor tempo possível em casa, mas uma hora eu tinha que voltar. E as noites eram piores.


“Y/N?” Hill precisou me chamar mais de uma vez até que eu saísse do transe. “Seu turno acabou há duas horas, vai pra casa.”


“Vou tentar adiantar os relatórios de amanhã.” 


“E qual desculpa você vai arrumar amanhã pra não ir embora?” Ela pegou os papéis espalhados na minha mesa e se dirigiu a porta. “Você tá um horror, vai descansar.”


Levantei e comecei a arrumar as coisas, quando senti uma mão em meu ombro.


“Eu estou bem, Maria.”


“Você não está, mas vai ficar. Tempo, Y/N, tempo.”


Decidi deixar o carro na garagem e volta para casa a pé. Nem um dia inteiro de trabalho conseguiu me distrair, pelo contrário, precisei fingir que estava prestando atenção em tudo que Coulson dizia, quando na verdade minha cabeça estava bem longe dali. Tentei colocar as ideias no lugar durante o caminho, pensar em uma outra solução, mas meu lado racional gritava o que precisava ser feito e só me restou aceitar.
Abri a porta do meu apartamento com cuidado e quando o vi, podia jurar que meu coração havia parado. Loki estava encostado na parede próxima ao sofá, sorrindo e estava ainda mais lindo que de costume.


“Surpresa!” Tentei forçar um sorriso e deixei que ele me abraçasse. “Senti sua falta e quis te ver antes do combinado.”


Eu não conseguia responder. Lutei contra a vontade de abraçá-lo ainda mais forte e dizer que os últimos dias haviam sido um inferno e que ele era tudo o que eu precisava, mas eu não podia. Eu precisava mentir. Loki percebeu que havia algo estranho quando eu mal o abracei de volta e se afastou um pouco.


“Y/N? Você está bem?” Ele segurou uma mecha do meu cabelo e a afastou do meu rosto. “Você parece triste.”


“Eu estou bem.” Menti, e ele não pareceu satisfeito. “A gente precisa conversar, foi bom você ter vindo.”


Fui até a cozinha, peguei duas xícaras de café e o chamei para ir até a sacada. Era nosso lugar favorito e eu queria estar ali com ele uma última vez.


“Aconteceu algo no trabalho?” Ele parecia preocupado.


Eu sabia o que precisava fazer e eu treinei o discurso na minha cabeça diversas vezes, mas com ele ali, me olhando apreensivo, tudo estava mais difícil. Eu o amava com tanta intensidade que ter que dizer pra ele o que eu estava prestes a falar, seria a maior mentira da minha vida.


“Loki, eu... eu não estou feliz.” Besteira, ele me fazia a mulher mais feliz do mundo.


“No trabalho?”


“Não, eu não estou feliz... com a gente. Não mais.” Virei o rosto e comecei a encarar a rua, era impossível fazer isso olhando para ele. 
Loki ficou em silêncio e eu podia ouvir sua respiração ficando cada vez mais alta. Eu precisava terminar com aquilo logo ou desabaria de chorar na frente dele.


“Escuta, não é você -”


“Y/N, esse tipo de brincadeira é imbecil até pra mim.”


“Não é brincadeira, Loki. Eu só... não acho que a gente precise continuar isso.” Cada palavra que saía da minha boca fazia meu coração ficar apertado e os olhos dele estavam ficando vermelhos.


“O que eu fiz? Por favor, me diz e eu me viro pra consertar.” Ele segurou minhas mãos e sua voz estava começando a falhar.


“Loki eu só... não te amo mais.”


“Amor não acaba de uma hora pra outra, Y/N. A gente pode arrumar isso, vamos -”


“Então não era amor.” O interrompi. “Eu achei que era, mas... passou.”


“Era amor, é amor!” A voz dele subiu e eu soltei nossas mãos. “Não é possível que os últimos dois anos tenham sido uma mentira.”


“Não foram. Eu realmente achei que te amava, mas eu estava enganada.”


“Não, Y/N. Por favor, não faz isso.”


“Loki...” Tudo que eu queria fazer era limpar as lágrimas que caíam dos olhos dele e dizer que era tudo mentira, mas eu não podia. Pelo bem dele. “Você precisa ir agora.”


“Eu não vou. Você não pode acabar com tudo em cinco minutos e me mandar embora como se eu não significasse nada pra você!” Ele limpou as lágrimas com a manga da camisa e se virou de frente para a rua. Ele segurava a grade com força e repetia as mesmas palavras baixinho.


“Loki, por favor.”


“Por favor o que, Y/N? Você quer que eu vá embora?” Ele se virou, mas manteve os olhos no chão.


“Sim.” 


“Então olha nos meus olhos.” Ele se aproximou e segurou meu rosto, me obrigando a encará-lo. “Olha nos meus olhos e me diz, com toda a sinceridade, que você não me ama mais. Me convença e eu vou.”


“Eu não te amo mais, Loki.” Eu falei de uma só vez, porque se eu parasse pra pensar, seria impossível dizer aquilo.


Segurei meu olhar firme nos olhos dele, mesmo com meu coração quebrando em mil pedaços. Ele soltou meu rosto com cuidado e aproximou a testa da minha.


“O que quer que eu tenha feito, me perdoa. Eu te amo.” Ele beijou minha testa e se afastou em direção a porta, rápido demais para que eu tentasse impedi-lo. 


Segundos após a porta bater, eu já estava sentada no chão, com o rosto apoiado nos joelhos e as mãos em volta das pernas. Tudo doía. Minha cabeça latejava e meu corpo formigava, como se a dor psicológica fosse grande demais e precisasse se dividir em dor física. Eu sabia que seria difícil e tentei me concentrar ao máximo no fato de que isso era pelo bem e pela felicidade dele. Olhei para o alto, e pensei que ele ia governar aquele mundo incrível que ele havia me mostrado e eles teriam muita sorte de ter um rei como ele. Tentei imaginar em como ele ficará feliz ao receber o trono que sempre sonhou e ver que ele tem coisas muito mais importantes para viver por lá do que por aqui. Mas cada vez que o rosto dele aparecia na minha mente, a dor ficava mais forte.


“Eu também te amo.” Falei, jogando as palavras ao vento e levantei devagar. “Rei de Asgard.”
 



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