História Through a secret- (Através de um segredo) - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Tokyo Ghoul
Personagens Ayato Kirishima, Hideyoshi Nagachika, Hinami Fueguchi, Juuzou Suzuya, Ken Kaneki, Koutarou Amon, Kureo Mado, Nishiki Nishio, Personagens Originais, Renji Yomo, Rize Kamishiro, Touka Kirishima, Uta, Yoshimura
Tags Kanekixrize, Kanekixtouka, Romance, Tokyo Ghou
Exibições 27
Palavras 1.769
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Bishounen, Drama (Tragédia), Famí­lia, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Survival, Violência, Visual Novel
Avisos: Adultério, Canibalismo, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


E aí pessoal!!
Autora-chan demorou pra postar?
Demorou.
O motivo? Escola, trabalho, trabalho escola... Mas por fim, resolvi postar um dos cap que estavam no word.
Por favor, não esqueçam que essa história é focada no romance. Não no suspense e nem no mistério. Mas que, haverá sim, certo suspense, mistério e intrigas com o decorrer da história, mas espero que gostem mesmo assim.

Boa leitura e espero que gostem.

Ps: Há vários personagens que serão obras minhas, cada um com sua história, e que não fizeram parte do anime ou do mangá, mas que eu quis enfiá-los na vida do Kaneki.

Ps2°: Hide entrará em cena logo, logo hehe pequeno spoiller de presente por aguardarem pelo cap.

Aproveitem

Capítulo 3 - Tormento


Fanfic / Fanfiction Through a secret- (Através de um segredo) - Capítulo 3 - Tormento

 

Kirishima Ayato.

Foi esse o nome que ela disse.

-“Nada aqui...”- faz horas que procuro por alguma coisa sobre esse rapaz. Nada. Em nenhum arquivo. Há fichas de inúmeros pacientes, e mesmo procurando nas fichas de entrada e internação desde o início do ano passado, não consigo encontrar nada.

-Kaneki-sensei. –ouço Shizuka-sensei bater na porta levemente, antes de entrar. Desvio o olhar dos arquivos e fito a mulher.

Uma bela morena, com pernas longas, maçãs do rosto salientes, boca carnuda, seios fartos e cabelos longos e cacheados. É o tipo que qualquer homem a analisaria com calma e puro desejo, principalmente usando aquela saia justa e aquela camisa social com o jaleco por cima. Mas não posso. Desvio o olhar, escondendo um riso.

-Shizuka-sensei... –sorri gentilmente, enquanto que esta fechava a porta atrás de si e se aproximava, sentando-se na cadeira á frente de minha mesa- O que é dessa vez?

-O paciente do quarto 627 está agitado outra vez.

-Então eu... –soltei os documentos e me levantei, mas ela rapidamente se pôs de pé novamente.

-Aya-san já está cuidando disso!-ela fez sinal para que me sentasse- Eu... Queria saber por que de você estar em seu escritório o á dois dias, olhando os relatórios e fichas do ano passado.

-Nada demais. Apenas cisma minha. –sorri, saindo de trás de minha mesa, recolhendo aqueles papéis e os enfiando nas caixa.

-Kaneki-“kun” e suas cismas. –ela riu, enquanto eu empilhava as caixas. Meu escritório agora parecia a sala de arquivos, porém, completamente bagunçado. Havia caixas na mesa, nos sofás, espalhadas pelo chão e livros e pastas por todos os cantos. Passei por todos e saí de meu escritório, recolocando o jaleco. Shizuka-sensei veio logo atrás de mim.

-Não acho que veio apenas para saber o que eu fazia. –comentei, enquanto andávamos pelo corredor.

-Boa noite, Kaneki-sensei. –Mari-san, uma enfermeira, passou com uma prancheta na mão e se curvou. Apenas sorri e continuei- Como está o paciente do acidente de carro?

-O estado dele é estável, embora o coma seja... Eu não sou sua secretária.

-Mas me seguindo assim e respondendo minhas perguntas, se iguala á uma. –ri, enquanto ela me dava um soco no braço.

-Ah... Não posso te tocar. –ela falou- Rize-san me mataria. –ela riu. Minha relação com Shizuka-sensei se igualava com a de dois irmãos bobos que brigam e fazem as pazes segundos depois. Era assim desde o colegial.

Fiquei surpreso quando ela disse que seguiria a carreira que eu seguisse.  Não entendi o por que daquilo, mas quando eu fiquei noivo com Rize, ela disse que estava apaixonada por mim. Não com o intuito de tentar me fazer ficar em dúvidas, mas sim, de se livrar daquele sentimento. Eu realmente estranhei, o fato de uma mulher bonita, inteligente, simpática e com um ótimo futuro á sua frente, simplesmente resolver largar tudo apenas por gostar de um nerd amante de livros, que tinha apenas um amigo mantinha-se quase que o tempo todo lendo livros de massacre. Nessa época, não passávamos de simples colegas de classe, e fiquei surpreso ao vê-la na mesma sala de faculdade que eu.

Foi aí que começamos á nos aproximar, e a conversar. E foi aí que conheci Rize.

Ela era um gênio. Ninguém conseguia passa-la na tabela escolar. Era a primeira da escola. E ali estava eu. Sendo o supervisor dela. Eu, Ken Kaneki, o “nerd tarado por livros que estuda o dia inteiro mas que está sempre fora da tabela”, como ela costumava me chamar.

O porquê de eu nunca estar na tabela?

 Isso é mais uma de minhas cismas.

Ao chegar no quarto 627, vi a enfermeira e outros dois médicos tentando segurar o paciente, que berrava e se debatia á todo custo. Eles não conseguiam aplicar a injeção para tranquilizá-lo.

Ele era um investigado da polícia, que havia tentado se matar no dia anterior, e foi trazido para cá. Não podíamos deixa-lo sair.

-Onde estão os policiais que falaram que iriam investiga-lo?- me aproximei de Aya-san, a enfermeira, que tentava aplicar a vacina e peguei a seringa de sua mão.

-Eles precisaram atender um chamado urgente, mas ele acordou há pouco e não pude controla-lo.

-ME SOLTEM! ME LARGUEM, SEUS VAGABUNDOS!! EU NÃO FICAREI AQUI NEM MAIS UM SEGUN... – dei um soco na face esquerda de seu rosto, o que o fez ficar tonto, e apliquei a injeção em seu pescoço em um movimento bruto. Os outros dois médicos o soltaram, de acordo com que ele diminuía de intensidade. Removi a agulha do pescoço dele e olhei para os outros, que me encaravam.

-Ligarei para a delegacia. É uma imprudência deixarem esse criminoso sem uma vigília adequada. Somos médicos, não carcereiros. –falei, saindo do quarto, fingindo não ver os olhares espantados que todos ali me lançavam. Shizuka novamente me seguiu, ficando alguns passos atrás de mim.

-Kaneki-sensei, nunca o vi usar violência com um paciente... Mesmo um que estivesse fora de si ou que fosse um investi... –ela falava, em tom de repreensão.

-Da próxima vez trarei flores e um cartão de “me desculpe por soca-lo enquanto tentava fugir do hospital mesmo sendo um foragido da polícia”. –bufei. Por alguma estranha razão, me sentia incomodado com aquilo que aquela garota havia dito. Estava ansioso. Esperando alguma coisa. Talvez um ataque da CCG. Ou um advogado de Rize, dizendo que... Não gosto nem de pensar em algo assim. 

Já fazem duas semanas desde que ela disse saber sobre minha identidade, e cogitei várias vezes em ir naquela cafeteria para tentar descobrir algo, mas me falta coragem. Sequer sei  que perguntar, e acho que no estado em que estou, a ameaçaria em frente á todas aquelas pessoas.

Fico esperando os pombos invadirem meu local de trabalho, ou minha casa, e até mesmo me encurralarem em um beco e finalmente minha convivência com os humanos sendo arruinada. Ansioso... Seria a palavra certa pra descrever o que tenho sentido nesses últimos dias?

Qualquer coisa me faz perder a paciência. Há dois dias, Rize quis sair em viagem, alegando que eu trabalho muito. Gritei com ela, sem motivo algum, e a fiz chorar. Estou fora do meu normal.

-Está tudo bem? Parece de mal humor. –ela cruzou os braços- Você está um pouco instável hoje. Por que não encerra seu turno agora e... – nós íamos entrar no elevador, quando o interfone soou.

-“Kaneki-san, por favor, se dirija á ala oeste do hospital, com urgência. Kaneki-san, por fav...”- dei meia volta e segui pelo corredor, indo até o centro cirúrgico. Ao chegar lá, dois médicos sob minha supervisão me seguiram.

-Kaneki-sensei, o paciente tem dois órgãos rompidos. Um sangramento interno, doze costelas quebradas, uma parada cardio respiratória. Há também um e

-O paciente é um jovem de dezenove anos. – um outro completou.

-Levem-no para a sala de cirurgia imediatamente e preparem tudo. –ordenei, sério.

Pouco depois, ali estava eu, operando um garoto. Algo daquilo me pareceu familiar. Precisei fazer um transplante de órgãos, e como ele corria risco de vida, optei por não esperar autorização de algum familiar, me responsabilizando por toda e qualquer consequência vinda disso.

Foram quase sete horas de cirurgia. Aquele garoto... Nem sei como ele sobreviveu, mas no fim da cirurgia, me senti horrível. Minha cabeça doía e queria vomitar á todo momento. Voltei para meu escritório e tomei um remédio. Não quis conversar com ninguém e depois eu iria ao quarto dele para verificar sua situação.

Na cirurgia, tive de usar os órgãos de um outro garoto, também envolvido no mesmo acidente, mas que não havia resistido aos ferimentos.

Olhei para as caixas entulhadas em meu escritório.

-“O que eu procurava com elas mesmo?”. Não me lembro o que tanto queria, revisando todos aqueles relatórios. Peguei as caixas e tornei á organizá-las, antes de carrega-las de volta á sala de arquivos. Foram várias vezes indo e vindo.

Quando terminei, passavam das onze. Me joguei em minha cadeira em meu escritório e comecei á ler alguns dos documentos que uma das enfermeiras devem ter deixado ali. Era sobre a cirurgia do paciente do acidente de carro. Assinei vários formulários, alegando-me responsável por quaisquer eventos que aquilo poderia me causar e quando terminei, encostei a cabeça em minha mesa e novamente senti minha cabeça doer mais.

Senti uma forte tontura e minha visão começou á embaçar. Minha consciência começou á falhar e desmaiei.

-Não sou eu que estou errado, quem está errado é esse mundo...

-É melhor machucar á si mesmo do que machucar aos outros...

-Não são só os ghouls que estão ferrando com o mundo...

-Não me faça um assassi... –ouvia essas vozes ecoando na minha cabeça, uma atrás da outra, quando acordei de repente.. Não eram vozes desconhecidas. Era minha voz. 

Ainda estava de noite, e minha cabeça ainda latejava. As vozes ainda ecoavam em minha cabeça, e junto delas, vinha uma náusea terrível, e um bolo subiu á minha garganta. Queria vomitar, mas sequer conseguia mover as pernas. Tapei a boca e olhei para o relógio no meu pulso.

02:47.

Rize deveria estar preocupada. Meu turno já acabou á uma hora, e Rize sempre me espera chegar. Me forcei á me levantar e cambaleei até a porta, pegando minhas coisas. Caminhei pelo corredor, onde os poucos médicos ou enfermeiros que circulavam me cumprimentavam. Desci ao estacionamento e peguei meu carro.

Enquanto voltava pra casa, paro no sinal vermelho, e no mesmo instante, meu celular toca. Assim que o pego, vejo que é ligação de um número desconhecido.

-Kaneki?- não é uma voz que conheço. Certamente eu reconheceria de imediato.

-Quem é? –pergunto, mas tudo o que escuto, é a respiração do outro lado da linha. É como se estivesse chorando. Quando escuto os soluços, tenho certeza de que está chorando- “O que está acontecendo?”- Quem é você?

-Kaneki... Me desculpa... –e ele desliga.

Olho pro meu celular por um longo momento, antes de coloca-lo no porta-luvas. Quem seria a outra pessoa? Obviamente era um homem, mas não sei de quem era aquela voz. Não a reconheço.

Tento buscar no fundo de minha memória, algo que me indique qualquer pista de quem seria aquela voz. As buzinas dos carros atrás de mim me despertam de meus devaneios, e quando olho pra cima, o sinal está aberto. Sigo em frente, dando passagem aos que me seguiam logo atrás.

-Kirishima Touka... A conheço de algum lugar... Mas essa voz... De quem era?- me pergunto, quando as gotas de chuva começam á embaçar o para-brisas. Quando havia começado á chover? Ligo o limpador de para-brisas e tento esquecer essa ligação.

Seria algo perturbador, mas acho que minha “verdadeira natureza” é mais ainda.


Notas Finais


Obrigada por lerem, e não se preocupem. Me manterei mais alerta sobre os prazos. Não irei mais ficar tanto tempo assim sem dar mais um pouquinho de segredo do Kaneki-"kun" para vocês kkkk
Deixem nos comentários o que achou, ou sei lá.
Eu alterei muita coisa que estava no word, pois como eu disse, essa história vai ser mais espontânea, mas eu do jeito que sou, simplesmente comecei á ter ideias sem parar e acabei me empolgando e quando vi, já tinha escrito vários capítulos. Todos super compridos e cheios de coisas estranhas que vão perturbar o Kaneki-"kun" kkk


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