História Through The Dark - Capítulo 95


Escrita por: ~ e ~cpf

Postado
Categorias One Direction
Personagens Harry Styles, Josh Devine, Liam Payne, Louis Tomlinson, Niall Horan, Personagens Originais, Zayn Malik
Visualizações 225
Palavras 6.664
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Festa, Hentai, Luta, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


➧ OI MEUS ANJOS!!!!!!!!!!!!!1 VOLTAMOS MAIS CEDO PQ SIM! EU SEI QUE VCS ADORAM CAP DE DOMINGO
➧ BOM, ESSE É O ANTEPENÚLTIMO CAP DA FIC, ELA ERA TERMINAR DIA 14 DE DEZEMBRO <33 PREPARA OS CORES <\3
➧ CAP ENORME, PQ SIM!!! ESSE TA GRANDE MESMO
➧ NOS AMAMOS MUITO TODOS VCS, OBRIGADA POR ESSES ANOS DE FIC, 2 SE NUM ME ENGANO SKSKKSL
➧ TENHAM UMA EXCELENTE LEITURA

Capítulo 95 - Holding on and letting go


Fanfic / Fanfiction Through The Dark - Capítulo 95 - Holding on and letting go

Leiam as notas

(...)

– Louca, o que faz aí? – Cutucaram a minha bunda.

– Tentando dormir. – Não consigo identificar a voz, mas tenho certeza que é Louis.

– Vem pra cama.

– Não, estou bem aqui.

– Vem. – Me puxaram pelos pés.

– Eu vou cair, idiota. – Ele me puxou e eu acabei batendo a cabeça. – Está vendo?

– Desculpa. – Ele beijou meu pescoço. – Vamos pra cama.

– Daqui a pouco, nós vamos ter que tomar café, então não vamos subir. – Louis me pegou no colo e fomos até a sala.

– Queria subir. – Disse manhoso.

– Que manha, meu Deus. – Apertei as bochechas dele. – Tá bom big bunda, vamos lá pra cima.

– Big bunda. – Ele riu e subimos.

– É, você tem de bunda o que eu tenho agora de peitos. Exagerei.

– Não exagerou não, eu acho que você tem mais peitos do que eu tenho de bunda.

– Então, você nunca apertou sua big bunda. – Fiz isso por ele.

– Para de aperta a minha bunda e aperta outra coisa.

– Safado. – Ele me jogou na cama e ficou por cima de mim. – Vamos fazer sexo a essa hora da manhã? Gostei da idéia.

– E tem hora pra sexo? – Ele mordeu meu queixo.

– Tem, aquelas mais apropriadas. – Louis foi descendo as mordidas até meu pescoço.

– De madrugada?

– Seria uma boa hora. Deveríamos fazer isso frequentemente em outros lugares, tipo a gente já fez no carro, no banheiro, quase uma vez na sala e na cozinha.

– Quer fazer aonde agora? Fala o lugar que eu vou.

– No banco da praça. – Ele me olhou. – Brincadeira, não sei onde poderíamos fazer.

– Quer mesmo fazer no banco da praça?

– Não, era brincadeira. – Gargalhei.

– Eu adoraria.

– Seria vergonhoso.

– Ia ser divertido.

– Iria, mas já que está frio e nevando, faremos aqui mesmo.

– Quero um lugar diferente.

– Então escolhe, nem sei porque fui abrir a boca pra falar isso.

– Não tem um lugar diferente por aqui.

– Então, vai ser aqui mesmo. – Tirei minha blusa.

– Essa cama vai quebrar. – Ele riu e apertou meus seios.

– Assim espero, aí aproveitamos e compramos uma redonda.

– Pra ficar com cara de motel?

– Não tinha pensado nisso, é que cama redonda me parece mais confortável.

– Pra mim, é a mesma coisa.

– Porque você nunca transou na cama da Edy. – Pisquei pra ele.

– Quer que eu vá chamá-la?

– Poderíamos trocar de quarto por hoje, ela não ligaria.

– Não, prefiro a nossa cama.

– Então tudo bem. – Consegui tirar a blusa dele. – Por favor, não enrola, sem brigar no meio do sexo como a gente sempre faz.

– Tá... – Ele revirou os olhos. – Vai depender de você.

– De mim? Foi você que falou ontem que está louco pra me fuder, isso é horrível de se ouvir.

– Por que é horrível?

– Porque não é bonito de se falar, já parou pra pensar que você quase nunca me elogia? – Não tive como não pensar no Nate.

– Aí começou. – Ele se afastou de mim e sentou na ponta da cama.

– A gente não está fazendo amor, então tudo bem, depois nos se reconciliamos com sexo.

– Não, agora não quero mais.

– Por que? Sempre sou eu que fico assim, vamos Louis.

– Não, eu não quero mais. – Ele colocou a blusa e deitou.

– Sempre que você me "rejeita", eu acho que você cansou de mim.

– Por que acha isso?

– Porque depois você fica estranho.

– Eu sou estranho.

– Eu sei amor, mas você só fica assim quando está nervoso e depois me bate. Não ligo se você quase nunca me elogia, não ligo para os nossos "eu te amo" banais, eu só quero ficar perto de você...

– Você está perto e me afasta.

– Eu não, apenas faço perguntas nas horas erradas, sou curiosa.

– E com essas perguntas, me afasta de você.

– Não é minha intenção, me desculpe.

– Mas as vezes, parece que você quer.

– Às vezes parece que eu só sirvo pra você sentir prazer.

– Por que acha isso?

– Não quero entrar nesse assunto, mas fazer o que? Você já se perguntou porque eu sempre te perdoou? Você me faz tão mal, me bate sem motivo, me trata como lixo, como se fosse meu dono, e depois vem com "eu te amo". Isso virou apenas palavras, essa frase não tem mais significado.

– Você acha que eu não te amo?

– Eu sei que ama, mas continua cometendo erros e vindo depois com essa desculpa que me ama. Louis, eu só queria que tudo acabasse, eu amo você, mas essa vai ser a nossa última conversa assim.

– Tudo bem... – Ele levantou e foi pro banheiro.

– Está vendo? – Levantei e fui até lá. – Por favor, conversa comigo, vamos nos acertar da forma correta.

– Jess, eu não sei conversar. Agora me esquece.

– Definitivamente?

– Se você quiser.

– Não tem essa de "se você quiser", você também está nessa comigo.

– Você pode me esquecer, se quiser.

– Eu não quero e você sabe disso, e você, está desistindo de mim?

– Eu nunca desisti de você.

– Então, pare de fugir das nossas conversas.

– Eu já disse, eu não sei conversar.

– Certo, vamos dar um tempo então. – Voltei pro quarto.

– Você quer dar um tempo?

– Quero, acho que temos que colocar as coisas no lugar. Se você não quer fazer isso comigo, acho melhor fazermos separamos.

– Tá. – Ele saiu do banheiro e foi pro closet.

– Certo. – Tirei minha aliança. – Onde você guardou a caixa da aliança?

– Eu joguei fora. – Ele saiu do closet colocando o tênis.

– Você não vai sair. – Tranquei a porta do quarto. – Se você fizer isso acabou tudo.

– Por que eu não posso sair? Você tirou a aliança.

– Não quer dizer que terminamos, só dei um tempo pra gente esfriar a cabeça.

– Então, eu vou pensar.

– Vou te dar um voto de confiança. Por favor, não se drogue, faz tempo que você não faz isso, não cai na tentação. – Destranquei a porta.

– Tá, tá, não me liga. – Louis andou pra frente, mas eu o interrompi. – Sai Jessie.

– Eu só queria que desse certo. – Sorri de lado.

– Vai dar, quando você sair da porra da minha frente.

– Não fala assim comigo, eu não te fiz nada.

– Eu só pedi pra você sair da minha frente, custa?

– Custa. – Ele me empurrou pra trás.

– Sai Jess, eu não quero te machucar.

– Não quero que você se drogue.

– Eu falei que eu só vou pensar!

– Se eu tivesse grávida e não tivesse te contado, o que você iria fazer?

– Por que está me perguntando isso?

– Só quero saber. Um dia, a gente vai ter um filho, você vai conseguir mudar?

– Como você tem tanta certeza de que teremos um filho?

– Não tenho, mas você pode fazer uma escolha entre ter, ou me ter, porque eu me sacrificaria pra te dar um filho.

– Por que faria isso? Eu mal cuido de mim, imagina de uma criança.

– Pra te ver feliz, mesmo não estando mas aqui, meu desejo é ver você feliz.

– Enquanto eu estiver vivo, eu nunca serei feliz e nunca poderei fazer alguém feliz... Agora, me deixe sair!

– Você me faz feliz. – Deixei que algumas lágrimas rolassem. – Eu nunca vou poder te dar um filho, como você se sente em relação a isso?

– Um lixo! Porque é isso que eu sou, Jessie, um lixo, um bosta, um fracassado. O que você viu em mim? Me diz. Por que você me escolheu? Por que me ama? Por que se importa comigo? Por que Jessie? Por que? – Ele me empurrou e eu bati as costas na porta.

– Eu sou igual a você e você me escolheu pelos mesmos motivos, Louis. – Bateu minha cabeça na porta. – Tudo porque eu te amo, Boo Bear.

– Não me conformo com isso.

– Bom, eu acho que sinto muito por tudo e principalmente, por nunca poder te dar um filho.

– Quem sente sou eu.

– Por que?

– Porque eu sou um fracasso.

– Pare de ficar se xingando. Você é perfeito do seu jeito Louis, você tenta, se esforça, faz o seu máximo, mas tem hora que não é pra ser.

– Sempre.

– Nem sempre. Você ainda quer sair pra pensar? – Assentiu. – Quer esquecer esse assunto?

– Não tem como esquecê-lo.

– Poderíamos tentar. – Sorri. – Você me perdoou?

– Te perdoar pelo o que?

– Por ter começado essa discussão sem sentido.

– Essa discussão tem sentido... Muito sentido. Agora, me deixa sair.

– Claro. – Sai de frente da porta. – Me liga quando você voltar pra casa.

– Por que? Você vai pra onde?

– Não sei, vai que quando você chegar eu esteja lá no Nate?

– Ah, cuidado com o Carter. Tchau.

– Terei, tchau amor. – Dei um selinho rápido nele.

Ele saiu do quarto e eu fui pra cama, deitei na mesma e comecei a chorar. Coloquei a blusa de volta quando vi o Harry parado na porta me vendo chorar.

– Oi. – Ele sorriu de lado.

– Oi. – Deitei de costas pra ele.

– Eu ouvi tudo.

– É? O que você faria se tivesse no lugar dele?

– Eu não sairia, iria ficar aqui com você.

– Eu já me acostumei com Louis, sabe? Ele não vai mudar e eu não quero que ele mude.

– Você quer continuar vivendo assim? – O senti se deitar ao meu lado.

– Não chamaria isso de vida, eu só não quero perdê-lo.

– Mas você sabe que se ele não parar, ou você morre, ou ele morre. – Ele passou um braço por minha cintura e me abraçou.

– Eu sempre soube que Louis iria me matar, desde o dia em que Niall me levou pra conhecê-lo.

– Por que?

– Porque Louis é aquele tipo de cara que ou você está com ele, ou não está.

– Você não conseguiria viver sem ele?

– A questão é se ele conseguiria viver sem mim. Eu nunca vou poder ter filhos, nunca vou me casar, nunca vou poder me formar na escola, nunca vou poder ter uma vida normal perto dele.

– Por que não o abandona?

– Eu sou "presa" a ele, mesmo que eu quisesse não conseguiria.

– Um dia, todos nós vamos abandonar Louis, a não ser que nos trombemos no inferno. – Ele riu.

– Queria dormir um pouquinho, você fica aqui comigo?

– Você quer que eu fique?

– Quero, você é meu amigo, Harry. Você não quer ficar?

– Quero, muito, mas é que ultimamente estamos tão afastados.

– Também acho, me desculpe, é que tanta coisa aconteceu.

– Tudo bem, você não tem que pedir desculpas.

– Queria que Louis fosse um pouco como você e um pouco como Nate.

– Ele nunca vai mudar.

– Eu sei. – Fechei os olhos.

– Eu te amo, Jessie.

– Também te amo, Harry. – Segurei forte a mão dele.

– Dorme bem.

Ele me deu um beijo na testa e eu consegui dormir depois de um tempo.

(...)

– Nate, deixa de ser chato! – Bati na cabeça dele. Eu já havia acordado e agora, estava em sua casa acompanhando o mesmo e Carter em uma conversa idiota.

– Não sou, você e ele são idiotas. – Ele apontou pra mim e Carter.

– Não somos não. – O abracei. – Anda Nate, vai pegar um copo de água pra nós.

– Folgados. – Ele levantou batendo o pé e fui até a cozinha.

– Nate, eu te amo. – Balancei os braços.

– Você é a primeira. – Carter falou rindo.

– Eu sei disso, por que não o ama?

– Meu amor por Nate é diferente e complicado.

– Tipo o de Louis por mim?

– Não, menos complicado. É amor de irmão, só que a diferente do que você tem pelo seu.

– O que você sabia sobre Olly?

– Pouca coisa. Ele iria entrar pro exército, ia fazer faculdade de direito, tinha uma namorada.

– Olly tinha uma namorada?

– Tinha, Millena é o nome dela, lembra um pouco de você.

– Nossa, ele nunca me contou.

– Eles terminaram quando Oliver teve que se mudar.

– Pra Los Angeles?

– É, eles acabam brigando por conta disso.

– Hm... Ele nunca me contou nada dela.

– Que pena, ela é legalzinha.

– Como você sabe?

– A conheci quando fui ver sua mãe.

– Ela estava cuidando da minha mãe?

– Estava, boa moça.

– Você transou com ela?

– Infelizmente não, ela estava grávida.

– De Oliver?

– Ela não me disse. – Nate voltou pra sala com o copo de água.

– Obrigada, ruivo. – Tomei a água rapidamente. – Você tem o telefone dela?

– Tenho, mas não acho uma boa idéia você ligar pra ela.

– Por que?

– Quem está pagando os tratamentos da sua é o Dave.

– Por que Dave a mantém viva?

– Eu não sei, ele deve achar ser um jeito de te atrair pra lá.

– Eu queria falar com ela.

– O que? Eu ligo por você. – Ele pegou o celular.

– Eu não sei, eu só queria falar "oi, tudo bem? Eu sinto a sua falta...". Carter, não liga, ela vai falar pro Dave que eu estou perto de você.

– É um risco, Jessie, mas você parece tão triste.

– Não quero correr esse risco.

– Tudo bem. – Ele guardou o celular. – Quando meu pai voltar de viagem, eu vou embora, quer ir Junto?

– Não, não posso.

– Por causa de Louis? Ele não manda em você, Jess.

– Não posso abandoná-lo.

– Prefere ficar aqui sendo maltratada por ele? Não é a primeira vez que eu tento te ajudar, você deveria aproveitar.

– Eu amo Louis.

– Não é o suficiente! Um relacionamento não funciona a base disso.

– Cala a boca, Carter!

– Não sabe ouvir a verdade problema é seu, você tem até os pais de Nate chegar pra decidir se vai ou fica, mas pode ter certeza que a primeira coisa que a gente vai fazer depois que sair daqui é ir ver sua mãe.

– Carter, para, você vai confundi-la. – Nate disse.

– Nate, você tem que entender que é pro bem dela.

– Eu sei, mas se ela não quer ir, não faça a cabeça dela.

– Você deveria estar me ajudando, mas tem medo de ela querer ir e te abandonar.

– Não é isso.

– Mentiroso, claro que é. Que horas são?

– 21:50, por que?

– Nada, amanhã não é sua reunião de pais lá na chatice da sua escola?

– Nem me fale.

– Eu que tenho que dizer isso, sou eu que vou. – Ele revirou os olhos.

– Preciso ir junto?

– Lógico, não vou aguentar seus professores sozinho, vou acabar matando um.

– Jess, que ir junto?

– Pode ser, só não conta pra Ana. – Falei.

– Por que?

– Ela quer que eu volte a estudar, tô fora dessa.

– Mas você não queria voltar a estudar?

– Queria, mas deixa pra próxima oportunidade.

– Tá bom. – Ele riu.

– Ótimo, ela ia acabar mandando um dos meninos irem lá e acabaria discutindo com Louis.

– Por falar nele, ele ainda não te ligou? – Nate parecia preocupado.

– Não sei. – Peguei o celular e vi uma chamada perdida, mas não era ele.

– Já está tarde, ele já deveria ter ligado.

– Deve estar se drogando.

– Você não cansa?

– Do que?

– Dessa vida?

– Só tenho essa, se bem que eu já tentei me matar, mas nunca dá certo.

– E nunca vai conseguir.

– Vai saber, mas eu desisti dessa idéia. Louis vai acabar fazendo isso por mim, então tudo bem. – Dei de ombros.

– Se você d... – Meu celular começou a tocar interrompendo Nate.

– Falando no diabo.

Revirei os olhos, respirei fundo e logo, atendi a chamada sem ânimo algum. Louis está me cansando.

– Oi amor?

– Não quero saber na onde você está, mas eu tô voltando pra casa e quando chegar, eu te quero lá, tchau! – Ele desligou.

Guardei o celular e os olhei com certo espanto.

– Tenho que ir pra casa, Louis está chegando, vejo vocês amanhã.

– Tchau Jess. – Nate me abraçou. – Toma cuidado.

– Vou fazer o possível.  – Carter acenou pra mim e fui pra casa.

Andei rápido por causa do frio. Entrei correndo em casa e me joguei em cima do Liam. Ele me abraçou e ficou acariciando meu cabelo. O casal balada desceu as escadas e disse que ia pra balada junto com Harry, Liam nem ligou apenas disse "não voltem tarde e nem bêbados". Eles assentiram, saíram de casa e fiquei abraçada com Liam em silêncio.

Niall desceu, foi pra cozinha, depois sentou nos meus e nos pés de Liam enquanto comia miojo. Edy também resolver descer, foi se sentar no outro sofá e ligou a TV. Pelo o que eu estava ouvindo, passava uma reportagem sobre tráfico. Quando apareceu a matéria falando de Adrienne, Liam se assustou e o Niall engasgou.

– Aumenta Edy! – Liam mandou e assim ela fez.

– Essa mulher que vocês estão vendo na foto se chama Adrienne. Tinha 34 anos e morreu tentando encobrir seus parceiros, que até agora a polícia não revelou os nomes. – O repórter falou.

– Ela morreu mesmo.– Niall disse todo bobo.

– Achou que Carter estava mentindo? – Assentiu. 

– Niall é uma besta. – Edy falou.

– Cala a boca, mulher. – Ele rebateu.

– CALEM A BOCA E PRESTEM A ATENÇÃO NA REPORTAGEM! – Payne falou os assustando.

– Tudo que sabemos, é que os parceiros de Adrienne sequestraram uma garota de 16 anos. – A repórter continuou.

– Opa. – Falei.

– Entramos em contato com a mãe da garota que nos cedeu uma entrevista exclusiva.

– Jessie Martins é o nome dela. – Minha mãe parecia tão triste.

– Senhora Martins, como sua filha foi parar nas mãos desses traficantes? – A repórter nomeada Belle Potter perguntou e eu me ajeitei para poder ver direito a tv.

– Eu não direito o que ocorreu, um dia ela estava em casa e no outro... Ela simplesmente desapareceu.

– Mentirosa! – A ruiva exclamou.

– Você ainda tem esperanças de vê-la? – Belle.

– Eu sinto que vou conseguir vê-la antes que eu morra, eu tenho fé que vou conseguir ver a Jessie novamente. – Comecei a chorar.

– O que você falaria pra ela, caso a encontrasse hoje?

– Todo mundo comete erros e eu a amo, não importa o que aconteça.

– Como você acha que ela reagiria ao ouvir isso?

– Acho que ela choraria, ela faz muito isso, mas não sei se me perdoaria.

– A senhora fala muito de perdão, por que?

– Coisas da vida, minha querida. – Ela tossiu um pouco.

– Você acha que se um dos sequestradores vissem isso, eles a libertariam?

– Espero que sim, sinto tanto falta dela, tenho que ter fé.

– Bom, muito obrigada Senhora Martins e eu espero que ela esteja pensando muito na Senhora e que esteja com muitas esperanças para se livrar deles.

– Edy, desliga a TV, por favor. – Pedi olhando pra ela.

– Sim. – Ela desligou a TV e ficou me encarando.

– Liam? – O olhei. – Carter tem o número dela.

– Você não pode ligar pra ela.

– Eu sei disso, mas sinto tanta falta dela. – Comecei a soluçar.

– Ela tem algum envolvimento com Dave, certo? – Ele perguntou.

– Tem, ele paga os tratamentos dela.

– Toma. – Ele me entregou o celular. – Liga pra ela, depois quebra o chip dele.

– Tem certeza? Se acontecer alguma coisa? Todo mundo pensa que eu fui sequestrada.

– Não fale mais de 3 minutos.

Mandei uma mensagem para Carter pedindo o número e ele me passou logo em seguida, disquei o número e aproximei o aparelho ao ouvido. Chamou uma, duas, três, quatro, cinco vezes e ela atendeu.

– Alô? – A voz dela estava fraca.

– A-Alô? Co-Com quem eu fa-falo? – Jessie, pare de gaguejar.

– Luce Martins, quem é?

– Aqui é da companhia de gás. – Liam me olhou.

– Aconteceu alguma coisa?

– Aconteceu... – Ele fez um movimento pra eu falar a verdade. – É que... É que...

– É algo grave? Você está me assustando.

– É que... Sou eu, mãe, Jessie. – As lágrimas já molhavam a almofada que estava no meu colo.

– F-Filha? Olha se for trote, não tem graça alguma.

– Não é um trote, mãe...

– Filha, aonde você está? Meu amor, sinto tanto sua falta, volte pra casa. – Ela falou rápido.

– Mãe, eu não posso falar na onde estou. Eu também sinto a sua falta e eu queria tanto voltar pra casa, voltar pra você, mãe, eu queria estar cuidando de você.

– Eu queria estar cuidando de você. Jessie, eles te machucam?

– Não, mãe. Eles são legais comigo.

– Vem pra casa, meu amor. Eu chorei tanto no dia do seu aniversário, seu quarto está cheio de presentes.

– Está? Eu queria tanto estar ai.

– Volta pra mim, meu amor, por favor. – Liam fez um sinal pra mim desligar e Louis entrou em casa. – Jessie, por favor.

– Eu não posso, eu sinto muito, mas eu tenho que desligar.

– Não, por favor, Jess, conversa comigo. Me diz onde você está, um amigo do seu irmão vai aí te buscar! Eu te amo Jess, volta para casa.

– Eu te amo, mãe. Me desculpe.

– Jessie, eu te amo filha.

Chorei junto com ela e desliguei, fazendo tudo ficar em silêncio, não só na casa, mas em meu coração.

– Estava falando com quem? – Tomlinson perguntou enquanto se aproximava de mim.

– Com a minha mãe. – Abri o celular de Liam e quebrei o chip.

– Com a sua mãe Ana?

– Não, com a minha mãe de verdade. – Voltei a deitar com Liam.

– A que te deu pra mim?

– É a única que eu tenho, por pouco tempo. – Niall se jogou em cima de mim e me abraçou.

– Esqueci que a velha está morrendo. – Ele andou até a cozinha.

– Ele está bêbado. – Falei baixo.

– Tem nada pra comer nessa casa? – Berrou.

– Tem as coisas que a Jessie comprou, mas são tudo besteira. – Liam respondeu.

– Quero comida de verdade. – Louis voltou pra sala.

– Vai fazer então, já jantamos.

– Nem me esperaram, vagabundos.

– Posso fazer nada se você demorou. Vai tomar um banho, você fede a álcool.

– Você não manda em mim e eu não ligo.

– Então, passa fome e fica ai fedendo.

– Foda-se. – Ele veio até mim e se agachou em minha frente.

– Que foi, amor? – Passei a mão no cabelo dele.

– Você... – Ele segurou minha mão e a puxou pra frente. – Por que está sem a aliança?

– Esqueci de por. – A tirei de dentro do bolso da blusa e a coloquei de volta no dedo.

– Se eu não falasse, você ficaria sem aliança e sem dedo. – Ele riu.

– Uma hora, eu iria perceber, eu vivo olhando pra ela.

– É? – Assenti. – Mentirosa.

– Não é mentira, por que eu mentiria?

– Porque você é mentirosa, você engana qualquer um, faz todos de trouxa.

– Então, não sou diferente de você, achamos uma coisa em comum.

– Primeiro, vamos falar de você. Os meus defeitos todos já conhecem.

– Então, comece, fiquei curiosa.

– Curiosidade mata as pessoas.

– Já morri mesmo. – Dei de ombros.

– Se estivesse morta, não estaria falando com você.

– Louis, eu estou com dor de cabeça, depois conversaremos e vou ter o maior prazer em ouvir.

– Mas eu quero conversar agora, se eu quisesse depois não tinha voltado pra casa.

– Tá, então fala. – Virei meu rosto e fechei os olhos.

– Olha pra mim. – Ele me puxou pelo cabelo.

– Olho. – Virei o rosto de volta para olhá-lo.

– Você tem essa mania chata de me encher as paciências.

– Que mais?

– Não é "que mais?", fala direito comigo.

– Desculpa. – Respirei fundo. – Que mais eu faço pra te irritar?

– Tudo.

– Que legal, amor. – Passei a mão no rosto dele.

– Isso não é legal. – Ele cerrou os olhos.

– Então desculpa.

– Não peça desculpas, essa palavra me irrita.

– Des... Foi mal?

– Nem "foi mal", não sou seus manos.

– Como eu vou me desculpar então?

– Ficando de boca fechada.

– Tudo bem. – Mordi o lábio inferior.

– Não está nada bem, Pequena Gafanhota.

– Então não está, Boo Bear

– Você gosta de provocar, não é? – Ele passou a mão por meu braço. – Neguei com a cabeça. – Gosta sim. – Neguei de novo. – Sabe, eu quero te levar pra sair. – Sorri. – Levanta. – Ele levantou. Neguei e Liam me abraçou mais forte. – Agora, Jessie!

Niall saiu de cima de mim e eu levantei. Estiquei a mão pra ele, Louis pegou a mesma e me puxou até lá fora.

– Você vai adorar o passeio. – Ele falou animado.

Entrei dentro do carro e vi Liam na porta de casa. Louis deu a volta rapidamente e entrou no carro.

– Se você sair, eu atiro. – Ele apontou a arma pra mim.

Continuei olhando pro Liam, Louis trancou a porta e deu partida.

– Coloca o cinto. – Fiz o que ele pediu. – Gosto quando me obedece. – Ele acariciou minha bochecha com o cano da arma. – Sorri pra ele. – Hoje vai ser uma ótima noite, vamos nos divertir bastante, você vai ver. – Liguei o rádio. – Canta pra mim.

– I'm friends with the monster that's under my bed. Get along with the voices inside of my head.

Ele ficou batendo o cano da arma no para-choque e balançando a cabeça. Continuei a cantar até a música acabar.

– Já disse que sua voz é bonita? – Assisti. – Hm... – Ele riu. – Você acha que estamos muito devagar? – Neguei. – Eu acho. Que tal acelerarmos um pouco? – Neguei de novo. – Mas eu vou acelerar mesmo assim. – Vi o velocímetro subir para 90, 100, 110. – Sinta isso, Jessie!

– Muito rápido.

– É assim que eu gosto, rápido! Quer ir mais?

– Quero. – Ele vai acelerar de qualquer jeito mesmo.

– Você aguenta? – 120, 130.

– Cuidado Louis. – Ele desviou de umacarro.

– Me responde, você aguenta? – 140, 150, 160.

– Aguento.

– Ótimo! – 170, 180. – Você acha que estamos devagar?

– Acho!

– Acha mesmo? – 190, 200, 210. – Você sabe que podemos morrer, não é?

– Não vejo problema nisso.

– Não? Por que?

– Não sei, eu já morri uma vez, quem sabe se na segunda eu dou sorte?

– Você sabe que dessa você não sairá viva? – Olhei pro velocímetro e marcava 250.

– Você também não.

– O que eu tenho pra perder, além de você? – Mudei meu olhar pra ele que estava chorando.

– Seus amigos.

– Que amigos? Que porra de amigos, Jessie? Eu não tenho nada, eu não tenho ninguém! – 270. – Quer mesmo embarcar pro inferno junto comigo?

– Pode ter certeza que não vai me encontrar lá, seu desgraçado.

– Pode ter certeza de que vou encontrá-la.

– Então termina logo com isso. – Olhei pra frente.

– Você quer mesmo que eu termine com isso?

– É o meu desejo de aniversário.

– Eu odeio você!

– Problema é seu.

– Eu quero matar você, acabar com a sua vida... – Ele começou a desacelerar. – Mas eu não consigo.

– O que quer fazer agora?

– Eu quero que me esqueça, que me apague da sua mente, que me deixe morrer sozinho.

– Não vou fazer isso, eu amo você.

– Você tem que fazer isso, Jessie! – Ele brecou o carro. – Eu não tô pedindo, eu tô mandando, Jessie me esquece!

– Já falei que não. Sempre e para sempre.

Ele desceu do carro, então pulei pro banco do motorista e dei partida no carro. Fiz a volta e retornei pra casa. Estacionei o carro na garagem e fiquei lá dentro, encostei a testa no volante e comecei a chorar. Senti a porta abrindo do meu lado e alguém me pegando no colo.

– Cadê ele?

– O deixei lá no meio da rua. Vai lá buscá-lo, Liam. – Entramos em casa.

– O que aconteceu?

– Ele começou a acelerar o carro, quase fez ele capotar, depois disse que não conseguia me matar... – Contei o resto da história.

– Eu te quero longe dele.

– Já falou isso uma vez.

– Mas agora é definitivamente, ou você ou ele vai sair dessa casa.

– Eu vou pra onde? – Ele me levou pro quarto dele.

– Eu falei, ou você, ou ele.

– Eu fiz a minha escolha, eu vou pra onde?

– Você não pode sair daqui.

– Você disse eu ou ele, não quero que ele saia daqui.

– Mas ele vai sair.

– Não vai, você me prometeu que ia deixar ele em paz, Louis não fez nada comigo.

– Ele quase te matou. – Ele pegou o celular. – Tem um recado dele.

– O que está escrito?

– "Liam, valeu por tudo que já fez por mim e blábláblá, mas eu tô indo viver o resto de vida que ainda me sobra, cuida da Jess, e é isso. Ps: Não me procurem no IML, nem nas delegacias e nem em porra de lugar algum. Vão tudo se fuderem! Com ódio, rancor, tristeza, infelicidade, maldade e bipolaridade, Louis."

– Vai atrás dele Liam. Louis é doente, por isso ele faz isso.

– Responde algo ai pra ele. – Ele jogou o celular em cima de mim.

 

"Louis, se ainda sobrou um pouco do amor, carinho, desejo que você sente por mim, por favor, volta pra casa, eu te amo. Xx Jess.

"Eu mandei você me esquecer, sai da minha vida, eu odeio você!"

"Louis, eu estou grávida."

"Não está, não mente pra mim, não me chantageia... Me esquece."

"Eu queria estar mentindo, como eu queria. Eu fiz dois testes de gravidez ontem, os dois deram positivo."

"Não deu, para Jessie, eu não vou voltar."

"Se não quisesse voltar, não estaria respondendo minhas mensagens, eu quero ver você no hospital quando chegar a hora, por favor."

"Não me espere porque eu não vou."

"Não vai ter ninguém pra cuidar do nosso menininho, mas tudo bem, faça como achar melhor, eu te amo."

"Doa ele pro Liam, pro Nate, pra Ana, pra quem quiser, mas eu não aguentaria essa criança, sabendo que ele matou a única pessoa que eu consegui amar na minha vida... Agora, finge que a gente nunca trocou uma palavra nessa e nem em outra vida."

"Não diz isso, não pensa assim, por que você não me ama? Sempre fiz tudo por você, tudo, eu só te peço uma coisa e você vira a cara pra mim, não custa nada Louis."

"Você quer que eu cuide de uma criatura que vai me matar."

"SEU FILHO! Você que fez, sabia dos riscos, nós fizemos juntos, agora você está abandonando nós dois porque não consegue ser homem o suficiente pra cuidar dele."

"Obrigado por falar a verdade que eu não conseguia, agora, adeus Jess."

"INGRATO! Quer saber? Eu vou aceitar a proposta de Carter, tchau Louis."

 

– O que foi? – Liam se sentou em minha frente e me abraçou. – Calma Jess, calma.

– Ele vai voltar amanhã, tenho certeza. – Apaguei todas as mensagens. – Carter me fez uma proposta de ir embora com ele.

– Você vai aceitá-la?

– Acho que sim, eu amo você e os meninos, mas está na hora de, finalmente, dizermos adeus.

– Você vai mesmo aceitá-la?

– Tô cansada do Louis, eu quero minha mãe de volta, quero ficar com ela até os últimos momentos.

– Mas e depois? Como você vai viver depois?

– Não sei, eu me viro, vou trabalhar com Carter se ele quiser, mas acabou pra mim aqui.

– Eu te desejo sorte. – Ele me abraçou mais forte.

– Obrigada Liam, eu te amo e não quero me despedir de ninguém. Eu preciso ir lá falar com Carter.

– Você não pode ir sem falar com eles.

– Não consigo dizer adeus, não consigo ver a reação de Harry, Ana, de nenhum deles. – Levantei. – Vem comigo falar com Carter?

– Eu vou sim, mas você precisa, pelo menos, falar com Ana.

– Depois. – Descemos.

Saímos da nossa casa e fomos até a de Nate, o mais devagar que podíamos. Toquei a campainha e Carter atendeu.

– Carter, eu aceito.

– Está brincando né? Vai mesmo embora comigo? – Vi Nate parado atrás dele.

– Vou. – Nate abaixou a cabeça.

– O que aconteceu? – Ele deu espaço pra entrarmos.

– Liam, explica porque eu não quero repetir.

Nós fomos nos sentar no sofá e Liam começou a contar o que aconteceu, desde a reportagem da minha mãe até virmos para cá. Carter ouviu atentamente e falou dos riscos que eu correria voltando junto com ele e blábláblá. Eu apenas fiquei olhando para Nate que ainda estava parado no mesmo lugar, olhando pro chão. Levantei e fui até ele, segurei seu rosto e o levantei, vi que ele estava chorando e o abracei.

– Por que vai me deixar? – Nate perguntou baixo.

– Não torne as coisas mais difícil do que já estão, por favor Nate, eu volto pra te ver sempre que der, nunca vou te abandonar.

– Você não vai mais estar comigo todos os dias, eu não vou poder te elogiar todos os dias, você não vai poder me zoar com os meus livros de "poemas", eu não vou mais ir na neve e encontrar você, e quando os meninos vierem pra cá? Jess, não vai com o Carter, por favor!

– Nate, eu estou cansada de apanhar, de ser estuprada, de ser tratada como lixo pelo homem que eu amo. Tente entender, por favor, é tudo que eu te peço, me desculpe por tudo e obrigada por tudo também, você é especial Nate, tem tudo pela frente, chegou a minha vez de encontrar a felicidade.

– Você é a minha felicidade.

– E você faz parte do começo da minha.

– Promete que não vai me esquecer, promete que vai me ligar todos os dias, promete que vai viver pendurada no telefone comigo, promete que vai me dar "bom dia", "boa tarde" e "boa noite", promete que sempre vai ser minha amiga, promete que vamos nos ver, promete que mesmo longe vai me proteger, promete que você não vai deixar de me amar, promete Jessie.

– Conhece essa música? – Comecei a cantar baixinho no ouvido dele.

 

Se algum dia você se encontrar preso no meio do mar

Eu velejarei pelo mundo para te encontrar

Se algum dia você se encontrar perdido no escuro e não puder enxergar

Eu serei a luz a te guiar

Descobrimos do que somos feitos

Quando somos chamados para ajudar nossos amigos em necessidade

Você pode contar comigo como um, dois, três

Eu estarei lá

E sei que quando eu precisar

Posso contar com você como quatro, três, dois

E você estará lá

Porque é isso que os amigos devem fazer

Oh, yeah

(Ooh ooh ooh ooh ooh)

(Ooh ooh ooh ooh ooh)

(Yeah, yeah)

Se você se debater e se virar e simplesmente não conseguir adormecer

Eu cantarei uma canção ao seu lado

E se você esquecer o quanto você significa para mim

Todos os dias eu vou te lembrar

Oh

Descobrimos do que somos feitos

Quando somos chamados para ajudar nossos amigos em necessidade

Você pode contar comigo como um, dois, três

Eu estarei lá

E sei que quando eu precisar

Posso contar com você como quatro, três, dois

E você estará lá

Porque é isso que os amigos devem fazer

(Oh, yeah)

(Ooh ooh ooh ooh ooh)

(Ooh ooh ooh ooh ooh)

(Yeah, yeah)

Você sempre terá meu ombro quando chorar

Eu nunca te deixarei, nunca direi adeus

Você sabe que você pode contar comigo como um, dois, três

Eu estarei lá

E sei que quando eu precisar

Posso contar com você como quatro, três, dois

E você estará lá

Porque é isso que os amigos devem fazer

Oh, yeah

(Ooh ooh ooh ooh ooh)

(Ooh ooh ooh ooh ooh)

Você pode contar comigo, porque eu posso contar com você...

 

– Promete que quando eu estiver triste, vai cantar essa música pra mim?

– Sempre Nate, até quando você não conseguir dormir. Sabe, quando eu te conheci sempre soube que seria mais difícil me despedir de você, não me pergunte porque, nem eu sei.

– Quando eu te conheci, eu não queria dizer adeus.

– Nunca vamos nos despedir, eu vou estar com seu irmão, quando ele vier pra cá, virei junto, eu pelo menos acho.

– Então, eu te espero.

– Promete? – Ele assentiu. – Eu te amo Nate, se você falar com os meninos diga que eu também os amo.

– Eu digo e eu te amo muito.

– Certo. – Me separei dele. – Que dia a gente vai, Carter?

– Daqui uma semana. – Reynolds sorriu.

– Não posso ficar em casa até lá.

– Você pode ficar aqui. – Nate falou empolgado. – Por favor.

– Tudo bem, mas Louis não pode saber.

– Ele não vai. – Liam disse. – Bom, se você quiser, já pode ficar por aqui.

– E minhas coisas?

– Nate, me ajuda a trazê-las, certo?

– Claro. – Ele sorriu. – Seria um prazer.

– Obrigada. Eu amo vocês. – Sorri.

 

Liam P.O.V

 

Acho certo o que Jessie está fazendo, apesar de partir meu coração vê-la indo embora. Não queria que acabasse, não agora, não desse jeito. Tudo culpa de Louis, mas é melhor ela ir do que acontecer coisa pior e eu confio em Carter, ele vai ser feliz com ele. Não que eu queira que eles se casem e formem uma família, mas sei lá, se der certo com ele, o que duvido muito, ela nunca vai esquecer de Louis, ele é o primeiro amor dela e Louis nunca vai esquecer dela.

Nate veio comigo até em casa e me ajudou a arrumar as coisas da Jessie, essa menina é cheia de coisas, principalmente de foto. Tinha várias fotos dela e de Louis, que eu não sabia se colocava nas malas ou não. Então, resolvi mandar uma mensagem para a mesma.

 

"Jess, suas fotos com Tomlinson, devo fazer o que com elas?"

"Tive uma idéia, vou ir aí."

 

Passou uns minutos e ela chegou. Jess pegou todas as fotos dela com Louis, foi até a cama e começou a colar na parede.

– Você sabe que ele vai botar fogo em todas elas, não é? – Perguntei.

– Problema dele. – Ela continuou colocando. – Não quero elas, então ele pode fazer o que quiser.

– Tem certeza de que não quer nem essa? – Apontei pra uma de dois anjos na neve.

– Espero que ele bote fogo nessa primeiro. – Ela já estava acabando de colar as fotos na parede.

– E essa? – Apontei pra uma que eles estavam sentados na cama enquanto se beijavam.

– Não quero nenhuma dessas fotos, ele mandou eu esquecê-lo, esse é o primeiro passo.

– Nem essa? – Eles estavam deitados no chão e pareciam estar rindo.

– Nenhuma. – Ela pegou a foto que a apontei e colocou na parede.

– Nem ess...

– Cala a boca, Liam.

– Tudo bem.

Voltei a ajudar o Nate com as roupas dela. Terminamos de arrumar as três malas e as levamos para a casa dele, deixamos todas no quarto de Nate. Me despedi da Jess e disse que amanhã voltaria para vê-la. Assim que retornei para casa e coloquei os pés na sala, Zayn já veio com um monte de perguntas. O ignorei e subi pro quarto, onde encontrei minha amada mulher super brava sentada na cama.

– Oi. – Falei e sentei ao lado dela.

– O que aconteceu? Eu saio pra trabalhar e as coisas aqui em casa viram de cabeça pra baixo.

– Nada virou de cabeça pra baixo.

– Cadê a Jessie? Niall falou que Louis surtou.

– Niall não sabe de nada.

– Liam, cadê a minha filha? – Berrou.

– Está na casa de Nate, se acalma.

– O que aconteceu?

– Louis tentou se matar junto com ela.

– Que mais? Conta a história toda.

– Quer que eu conte desde a hora em que a mãe da Jessie estava na TV?

– Tudo, amor.

– A gente estava assistindo tv... – Contei toda a história. – E foi isso.

– Nossa, ela falou com a mãe dela? – Ana deitou a cabeça nas minhas pernas.

– Falou, chorou e blábláblá.

– Não quero que ela vá embora.

– Ninguém quer.

– Queria ir falar com ela.

– Pode ir lá.

– Vou ir lá com os meninos, eles querem falar com ela, só estávamos esperando você chegar. – Ela se levantou.

– Não, eles não podem ir.

– Por que?

– Porque ela não quer.

– Eles são amigos dela, Jess não pode ir embora sem se despedir, desculpa amor, mas eles vão juntos.

– Ela não quer se despedir.

– Mas é o melhor. – Ana saiu do quarto.

Deitei na cama e os vi passando pela porta. Fiquei acordado até Ana chegar, ela estava com os olhos fechados e continuava chorando. Ela se deitou ao meu lado e eu a abracei. Depois de um tempo, Ana parou de chorar e acabou dormindo nos meus braços. Fiquei pensando na Jessie e Louis. Como vai ser difícil pra ambos a ida dela, eles poderiam se acertar de uma vez e serem felizes, mas Louis sempre acaba estragando as coisas. Ele nunca vai mudar e Jessie sempre vai sofrer por isso. Agora é tarde pra ele se arrepender. Ela vai embora, depois de praticamente um ano. Jess, finalmente, vai conseguir ficar longe dele. Espero que ela seja muito feliz. Ela ficará em boas mãos, ninguém nunca encontra Carter, só se ele quiser ser encontrado. Sei que a Jess vai ser mais feliz longe de Louis e a garota merece isso. Ela merece mais do que todos. Louis é meu amigo, ele também merece ser feliz, mas ele tem que parar de dar mancada. Se ele parasse um pouco, quem sabe a Jessie não ficava? Estava indo tão bem esses dias, mas do nada, surtou. Acho que a Jessie tem razão, Louis é doente e ele precisa se tratar, se cuidar, pra poder ser feliz e fazer alguém feliz. Se ele tiver disposto, eu faço questão de ajudar.

Se ele estiver disposto...

Forcei a vista para poder olhar o rádio relógio, ele marcava meia noite certinho. Fechei os olhos, puxei Ana mais pra mim e finalmente consegui pregar no sono.


Notas Finais


Por favor, nos digam o que estão achando, a fic ja esta acabando e queriamos ver o "adeus" de vcs <3
Amamos voces <33
Tha&Nany


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