História Through The Dark - Capítulo 95


Escrita por: ~ e ~DarkLipa

Postado
Categorias One Direction
Personagens Harry Styles, Josh Devine, Liam Payne, Louis Tomlinson, Niall Horan, Personagens Originais, Zayn Malik
Exibições 62
Palavras 4.303
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Festa, Hentai, Luta, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


➧ OI AMORAS!
➧ VAI TER CAP GRANDE SIM! E SE RECLAMAR, VAI TER DE NOVO DKDLKDKDKL EU SEI QUE VCS ADORAM UM CAPITULO ENORME
➧ Esperamos que gostem :)
➧ Tenham uma boa leitura

Capítulo 95 - Pregnant?


(...)

– Jessie, Jess, Jesy, Jeh, Jessin, Jey, Jesse, Jessen, Jeca, Jamanta, Jabuti, Jaca, Jaja, Jah... Acorda mulher!

– Que foi porra? – Não fiz questão de abrir os olhos.

– Grossa, não fala assim comigo.

– Desculpa amor, o que você quer Nate?

– Acorda, tá de dia já.

– E dai? – Abri os olhos e dei de cara com Nate sorrindo.

– Eu tô com fome e Carter não para de me ligar.

– Atenda e manda ele ir se fuder. Por que você não desceu e fui tomar café com a Ana? E por que você me acordou 8 horas da manhã?

– Eu não sou grosso, não sabia que ela sai cedo, e eu não quero ficar lá embaixo sozinho com os seus amigos.

– Tá bom Nate, deixa eu criar coragem pra levant... – Ele me empurrou da cama. – Desgraçado.

– Não me xinga, eu tô brincando com você. – Ele se jogou em cima de mim e começou a rir.

– Sabe quando eu disse que você tem cheiro bom? – Ele assentiu. – Agora esse cheiro me deu ânsia.

– Minha mãe diz isso toda vez que ficamos no mesmo ambiente.

– Se você não levantar de cima de mim, eu vou vomitar na sua cara. – Ele levantou em um pulo e eu sai correndo para o banheiro.

– Jess, você tá bem? – Ele correu até mim.

– Não. – Vomitei mais um pouco e fechei a tampa do vaso.

– Jesy, quer que eu chame alguém?

– Não, se não eles querem me levar no médico. – Dei descarga, levantei, lavei meu rosto e respirei fundo. – Preciso escovar os dentes, vem comigo no quarto do Louis?

Ele assentiu e nós fomos para o quarto de Louis. Ele não estava lá e a cama estava arrumado. Fui pro banheiro e escovei os dentes. Nate ficou me observando e brincando com os próprios dedos. Prendi meu cabelo de qualquer jeito e descemos pra tomar café. Entramos na cozinha e Louis estava lá. Tentei dar um selinho nele, mas ele recusou, sorri de lado e fui me sentar ao lado do Nate, que já estava se acabando de tanto comer. Louis não terminou de comer e saiu da cozinha. Tomei meu remédio e fiz o mesmo, o cheiro de pão estava me dando ânsia. Tommo estava sentado em nossa poltrona, fui até ele e sentei em seu colo. Ele nem sequer me abraçou e olhei pra ele, fazendo o mesmo dar um sorriso fraco.

– Com licença. – Ele pediu e tentou se levantar.

– O que eu te fiz Louis? – Sai de cima dele e sentei na poltrona do lado.

– Nada.

– Por que está estranho comigo?

– Não estou estranho.

– Tudo bem, então me beija.

– Não quero.

– Por que não? Eu sou sua namorada ou não?

– Porque eu não quero, simples.

– A gente ainda namora? – Percebi que ele não usava mais a aliança e nem o pingente escrito meu apelido.

– Não sei. A gente ainda namora?

– Namora, eu amo você e você ainda me ama?

– Também.

– Então por que não está usando nossa aliança?

– Porque meu dedo estava coçando.

– Ah tá, me dá um beijo.

– Eu não quero te beijar.

– Tudo bem. – Sorri de lado e todos da cozinha vieram pra sala.

– Tô saindo. – Louis levantou.

– Vai aonde?

– Andar por aí.

– Posso ir junto? – Ele foi até a porta.

– Pra que?

– Sei lá, quero ficar um tempo com você. Não dormimos juntos ontem.

– Não dormimos porque não quis.

– Você não estava em casa.

– Estava sim, eu cheguei era 3:22 da manhã.

– Eu já estava no décimo primeiro sono.

– Com Nate. – Ele sorriu.

– Ele estava aqui, você não. – Me levantei e fui até ele.

– Nate está aqui, eu não. – Ele saiu e bateu a porta.

– Ele vai me bater. – Abaixei a cabeça.

– Não vai. – Nate me abraçou de lado. – Não vai, Jesy.

– Vai sim, você não conhece direito Louis. Quando ele fica assim, só está esperando um "erro" pra ser o motivo de ele me espancar, mas tudo bem. – Olhei pro Nate. – Você não tem que tomar os remédios?

– Tenho. – Ele sorriu. – Mas você não vai apanhar.

– Claro que não. – Fui irônica. – Vai tomar seus remédios.

– Pessimista.

– Muito. – Ele subiu as escadas e eu voltei a sentar na poltrona.

– Toma cuidado, Jess. – Liam disse.

– Não vai adiantar. É o Louis, é simplesmente o Louis.

– Eu sei, mas eu tô falando de Nate, não quero que ele seja uma pedra que tenhamos que chutar pra longe.

– É, eu sei, estava pensando nisso ontem.

– Pensando? Como assim?

– Eu nunca mais vou ver os meninos e uma hora vai ser a vez de Nate. Eu me apaguei demais a ele, em menos de 6 meses, daqui a pouco as aulas dele voltam e nós nos veremos de vez em quando.

– Ah, vai ser mais fácil... Se livrar dele.

– Não diria me livrar, não quero ficar longe dele.

– Mas vai ficar.

– Nem sempre, as aulas dele começam semana que vem, então eu ainda tenho 3 dias com ele.

– Jess, vou pra casa. – Nate desceu. 

– Por que?

– Carter.

– Ah, fala que eu mandei ele ir se fuder. – Ele riu, me deu um beijo na testa e foi embora.

A casa ficou silenciosa, o único som que era ouvindo era dos carros lá fora. Esse som era chato e entediante.

(...) 

Faz umas 2 horas que eu estou deitada na cama do quarto do Louis. Já rodei de um lado pro outro, sentei e deitei, pulei, resmunguei, chorei, gritei e parece que as horas não passaram. Já tomei dois banhos, brinquei de desfile sozinha, vomitei 3 vezes nesse meio tempo e nada de Louis. Fiquei fazendo rolamento na cama até a porta ser aberta, dei de ombros e continuei fazendo. Senti alguém segurar meu cabelo e me arrastar pra trás.

– Louis, que susto.

– Está assustada por que? – Ele sussurrou em meu ouvido.

– Eu estava aqui brincando e você puxa meu cabelo, me assustou amor.

– Estava aprontando? – Ele apertou minha coxa.

– Sozinha não tem graça. – Fiz bico.

– Aquele idiota já foi embora?

– Foi, o insuportável do irmão dele ficou ligando. – Revirei os olhos.

– Hm... Que bom, volte a sua brincadeira. – Ele me soltou.

– Não cansei, brinquei demais.

– Volta a brincar agora!

– Estou cansada, eu até brinquei de desfile sozinha. Estava esperando você chega pra gente poder fazer alguma coisa.

– Eu quero que você fique brincando.

– Mas eu cansei, acho que vou tomar outro banho. Trocou de perfume?

– Eu não, eu continuo com o mesmo cheiro.

Andei sorrindo até o banheiro, fechei a porta e vomitei. O que está acontecendo? Melhor não pensar nisso. Tenho que esfriar a cabeça agora, única forma de aguentar Louis hoje, ele está atacado. Dei descarga e abri o chuveiro. 

– Abre esse porta, Jess!

– Pera aí. – Abri a porta. – Veio me ver tomando banho?

– Sim, por que? Não posso?

– Pode. – Me despi e entrei embaixo do chuveiro, a água está quentinha.

– Tô aqui, tá? – Ele sentou na privada.

– Tá bom amor. – Comecei a me lavar.

– Gostosa.

– Obrigada.

– Sabe, eu tenho vontade de te fuder mais do que o normal.

– Que estranho... – Fechei o box. – Por que?

– Não sei o porquê, só tenho vontade.

– Pode pegar a toalha pra mim, por favor? – Desliguei o chuveiro.

– Você não precisa de toalha.

– Vou me secar como?

– Quem disse que você vai precisar se secar agora?

– Depois que a pessoa toma banho, normalmente ela se seca.

– Mas você não vai se secar. – Ele riu maldoso.

– Tá bom, mas eu vou molhar todo o quarto indo até o closet. – Sai do box e do banheiro.

– Apressada.

– Vou acabar pegando um resfriado. – Peguei uma das toalhas do closet e me sequei.

– Tô lá embaixo.

– Tudo bem. – Me troquei e um embrulho no estômago voltou.

Droga! Corri pro banheiro e vomitei de novo, dei descarga e fui escovar os dentes. Odeio vomitar! Coloquei a touca vermelha de Louis e desci. Ninguém estava na sala, nem na cozinha. Fui até o jardim de trás e encontrei todos sentados no chão com um monte de almofadas em volta e tomando chocolate quente. Me sentei ao lado de Louis e o abracei. Ele me abraçou de volta e me deu um beijo na testa. Peguei sua mão e vi que o anel estava lá. Até que fim acabou a crise de meia idade de Louis. Ele me puxou e me fez sentar em seu colo.

– Tem certeza que você não trocou de perfume? – Olhei pra ele.

– Tenho, por que?

– Nada não. Essa casa tem banheiro na parte de baixo?

– Tem, por que?

– Nada não. – Esse perfume do Louis está me matando.

– Você está bem?

– Estou, por que?

– Perguntando sobre banheiros. – Ele riu.

– Curiosidade, é que eu nunca tinha percebido.

– Cega. – Ele bateu na ponta do meu nariz e me deu um selinho.

– O que você tinha hoje de manhã?

– Nada.

– Então tá. Tô com vontade tomar sorvete com queijo.

– Sorvete com queijo? Jess, você tá maluca?

– Não, estou com fome.

– De queijo e sorvete?

– Dos dois juntos, queijo ralado em cima do sorvete.

– Pare Jess, está me dando nojo.

– Mas eu estou com vontade de comer isso. Tem sorvete?

– Deve ter.

Levantei do colo dele e fui até a cozinha. Procurei pelo sorvete e pelo queijo ralado, mas só achei o sorvete. 

– Louis, vai lá no mercado pra mim!

– Pra que? – Ele entrou em casa.

– Não tem queijo ralado. – Fiz bico.

– Você não vai comer isso.

– Por que não? Mas eu quero, vai pra mim lá no mercado.

– Não, isso vai fazer você passar mal.

– Mel. – Tirei o mel da geladeira, peguei uma vasilha, coloquei um pouco de sorvete lá e despejei o mel por cima.

– Depois vai ficar morrendo de tanto vomitar no banheiro.

– Vou nada. – Dei uma colherada no sorvete com mel. – É muito bom, quer?

– Não.

– Uma pena. – Peguei a vasilha e voltei lá pra fora.

– Vai tomar sorvete no frio? – Payne perguntou.

– O que tem? – Olhei pra ele e dei outra colherada no sorvete.

– Jess, você morreu congelada.

– O que tem? – Continuei tomando o sorvete.

– Quer morrer de novo?

– Sorvete com mel não mata ninguém.

– Não fala nada, Liam. – Louis se sentou ao meu lado. – Depois, levaremos para o hospital.

– Pão com pasta de amendoim. – Levantei e fui pra cozinha.

Procurei as coisas, mas não encontrei nada, nadinha de nada. Deixei a vasilha dentro da pia e sai correndo pra casa do Nate. Bati na porta duas vezes e Carter a abriu. Passei correndo por ele e fui em direção a cozinha.

– Louca, o que quer aqui? – Ele perguntou.

– Pão. – Peguei um pão em cima da mesa. – E pasta de amendoim.

– Nate é alérgico a isso aí.

– Que? – Olhei pra ele. – Não tem escondido?

– Não.

– Está fim de ir no mercado pra mim não?

– Não, tá achando que eu sou o que?

– Carter, por favor.

– Não.

– Vou morrer de fome então. – Sentei emburrada em cima do balcão. – Sorvete com mel não sustenta ninguém.

– Vai chamar seu namorado pra ir com você no mercado.

– Ele não quer ir, disse que depois eu vou ficar passando mal.

– Então, eu não posso fazer nada.

– Mas eu tô com vontade. Porra, quem tem alergia a amendoim? – Dei em cima do balcão.

– Eu tenho. – Nate apareceu na cozinha.

– Eu sei, seu irmão contou. Agora eu vou ficar passando vontade só porque você tem alergia.

– Não tem na sua casa? – Neguei. – Vamos no mercado.

– Tô te pijama.

– Ninguém liga, Jess.

– Tá bom. – Levantei. – Da aqui pra mim. – Tirei o sobretudo que Carter vestia e coloquei em mim. – Preciso de dinheiro.

– Eu pago, mulher. – Nate me pegou pela mão.

– Vou acabar com seu dinheiro. – Entramos no carro e ele deu partida.

– Eu não ligo.

Liguei o rádio do carro e fiquei cantando as músicas que passava. Nate também me acompanhou em uma ou duas músicas. Nós chegamos no mercado e sai correndo pra pegar um carrinho. Ele veio logo atrás de mim e me seguiu enquanto eu entrava em todos os corredores.

Peguei pasta de amendoim, pão, sorvete, queijo ralado, balas, pipocas, maças, bananas, melancia, sim melancia, cenouras e batatas. Nate andava atrás de mim só olhando o que eu colocava no carrinho.

– Já tá bom? – Ele se aproximou e ficou ao meu lado.

– Não sei, está bom? – Olhamos pro carrinho lotado de comida. – Doritos, isso que falta.

– Toma. – Ele pegou na prateleira e colocou no carrinho.

– Agora podemos ir embora. Você tem dinheiro pra pagar tudo isso?

– Tenho. – Ele riu.

– Não vai levar nada pra você? – Fomos andando até o caixa.

– Não, eu acho que não.

– Tem certeza? – Ficamos atrás de um grupo de garotos na fila do caixa.

– Tenho, tudo isso que você vai comer é veneno pra mim.

– Pra mim não, é tudo desejo, como você aguenta ficar sem comer tudo isso, Nate? – Apontei para as coisas do carrinho.

– Ficando, desde pequeno eu não os como.

– Entendi, uma pena. Isso tudo é muito bom.

– Não precisa fazer inveja.

– Você é bobo, Nate. – Dei beijo da bochecha dele.

– Eu sei que sou.

– Você é. – Um dos garotos da frente olhou pra trás.

– Que bom que sabe.

– A fila está andando. – Olhei pro menino que me olhava. – Anda.

– Jess, não vai arranjar barraco.

– Não vou. – A fila andou. – O idiota que ficou me encarando.

– Eu te conheço.

– Eu sei disso, mas foi ele que começou.

– Shh, Jessie, fica quietinha.

Passamos pelo caixa, Nate pagou tudo e saímos de lá cheios de sacolas. Entramos no carro, guardamos as coisas no banco de trás e fomos pra casa. Nate me ajudou a descer as compras e as levá-las até a minha casa. Fomos pra cozinha e achamos todo mundo lá.

– Você foi onde? – Louis perguntou.

– No mercado, você não quis ir comigo.

– Hm... Tchau Nate.

– Ele vai me ajudar a guardar essas coisas e esse sobretudo é do Carter. – Apontei pro sobretudo.

– Queima isso. – Zayn e Niall levantaram os braços e ficaram abanando o ar.

– Não, é quentinho. – Tirei as coisas da sacolas.

– Vai ficar com o cheiro do Reynolds. – Niall falou. – Louis, taca ela no sal-grosso.

– Deixa de ser idiota. – Nate começou a arrumar as coisas.

– Benze com aquele treco verde.

– Eles não gostam mesmo do meu irmão né? – Nate perguntou.

– Nem de você. – Tommo sorriu.

– Eu também não gosto de você, mas sou obrigado a te aturar. – Arregalei os olhos.

– Que tal resolvermos esse problema?

– Não obrigado, tenho mais o que fazer.

– Então vaza daqui, antes que eu resolva mesmo sem você querer.

– Deixe Nate em paz. – O defendi. –  Ele foi no mercado comigo, pagou tudo isso daqui só porque eu fiquei com vontade e você deveria ter ido, agora não enche.

– Não posso fazer nada se eu não quero satisfazer as suas vontades.

– Exatamente, agora fica quietinho. – Abri um saco de Doritos e coloquei mel dentro.

– Nojenta.

– Desejo. – Peguei um Doritos e comi.

– Desejo nojento. – Harry fez uma careta.

– Vai se fuder. – Peguei uma latinha de Coca-Cola e sentei em cima do balcão.

– Menina grossa.

– Está grávida? – Nate sussurrou no meu ouvido.

– Não. – Comecei a rir. – Não.

– Tem certeza?

– Não sei.

– Jessie... – Levantei da bancada e sai correndo pro banheiro.

– Pequena Gafanhota? – Fechei a porta do banheiro e vomitei na privada. – Jessie, abre a porta.

– Me deixe Louis. – Continuei vomitando.

– Como eu vou te deixar sabendo que você tá morrendo ai dentro?

– Eu estou bem. – Fechei a tampa da privada.

– Abre a porta, por favor.

– Não. – Dei descarga e percebi minha mão trêmula.

– Jessie, por favor, abre.

– Eu já estou bem, misturar Doritos com mel não faz bem. – Fui até a pia lavar o rosto.

– Eu disse.

– Pois é. – Abri a porta do banheiro. – Preciso escovar os dentes.

– Me abraça?

– Abraço. – Louis me abraçou forte.

– Jess, o que tá acontecendo? – Ele perguntou baixo.

– Nada, não é bom misturar doce com salgado.

– Tem certeza que é apenas isso?

– Tenho. – Ele me soltou. – Já volto, não mate Nate.

– Tudo bem. – Ele me deu um selinho.

– Que nojo.

Ele riu, subi correndo pro quarto e fui até o banheiro tirar aquele gosto horrível de vômito da boca. Escovei os dentes rápido e liguei pra Ana.

– Desculpa Jessie, estou ocupada.

– Eu sei Ana, mas você poderia me fazer um favor?

– Claro, o que seria?

– Será que você poderia trazer um teste de gravidez?

– Você não está pensando que está grávida, né? Eu levo Jessie, mas depois vamos conversar, agora eu preciso desligar, tchau amor.

– Tchau mãe.

Desliguei, desci as escadas e fui para a cozinha. Nate se despediu de mim e foi pra casa. Fiquei com o sobretudo de Carter, mas depois eu vou lá devolver. Todos ficaram conversando enquanto eu estava com a cabeça na lua. Meus desejos por misturar “comida” já tinham passado. Ainda bem, não quero ficar misturando e ir parar no banheiro de 5 em 5 segundos. A saudade dos meninos e principalmente do meu irmão bateu repentinamente e eu comecei a chorar. Louis me abraçou e eu chorei mais ainda. O mais estranho foi a vontade de dar risada, que também veio do nada. Quando eu comecei a rir, todos me olharam assustados. Eu fiquei rindo e chorando ao mesmo tempo.

– Jess, você está bem? – Edy perguntou.

– Estou. – Sorri de orelha a orelha. – Tudo numa boa.

– Ela deve estar entrando na menopausa. – Harry riu.

– Ela tem 17 anos, seu idiota. – Liam jogou alguma coisa no Harry.

– Então, ela é louca mesmo.

– Não sou. – Desmanchei o sorriso e voltei a chorar.

– Manda internar.

– Vai se fuder Harry. – Levantei batendo a mão na mesa e sai da cozinha.

– Harry! – Ouvi Louis dizer. – Jess, amor, espera.

– Ele fica me irritando. – Deitei no sofá.

– Ele é idiota.

– É. – Falei manhosa. – Deita aqui comigo.

– Sempre. – Ele se deitou ao meu lado e eu coloquei a cabeça no peito dele. – Está melhor?

– Estou. – Senti meus olhos pesarem.

– Está mesmo?

– Estou sim, e você, está bem?

– Estou.

– Então tudo bem. – Fui fechando os olhos aos poucos.

– Eu te amo.

– Também te amo.

– Eu amo mais. – Ele me abraçou forte.

– Eu te amo muito mais.

– Não mais que eu.

– Se você diz.

Ele ficou acariciando meu cabelo e dando beijos em minha testa. Me senti tão confortável nos braços de Louis, que acabei caindo no mundo dos sonhos.

(...)

Acordei com alguém me dando tapinhas na testa. Abri os olhos lentamente e vi Louis sorrindo que nem um idiota.

– Hora do jantar, meu bebê.

– Tenho que ir lá no Nate. – Levantei dos braços de Louis e senti a preguiça me dominando.

– Por que?

– Porque meu caro futuro distante marido, esse sobretudo é do Carter. – Eu dormi com o casaco, mas foda-se.

– Vai lá, rápido.

– Correndo. – Andei devagar até a porta e sai de casa.

Fui andando rápido até a casa de Nate. Toquei a campainha três vezes e esperei abrirem a porta. A porta abriu, revelando Reynolds, joguei o casaco em cima dele e chamei por Nate.

– Impressão minha ou seus seios estão mais fartos? – Ele olhou para os meus peitos na maior cara de pau.

– Não sei, não reparei.

– Estão enormes, vem ver. – Ele me puxou até o banheiro me colocando na frente do espelho de corpo todo.

– Tá, tá.

– Colocou silicone? – Neguei.

– Idiota.

– Jessie? – Olhei pra porta do banheiro e vi Nate encostado no batente da porta. – O que vocês estão fazendo?

– Ele disse que meus seios estão maiores.

– Estão, quando a gente foi no mercado não estavam assim.

– Tá, tanto faz, quer ir jantar lá em casa?

– Não valeu, vou acabar arrumando confusão com Louis.

– Problema dele, vamos Nate.

– E eu? – Carter fingiu de ofendido.

– Você não é bem-vindo lá. 

– Vou levar Nate pra jantar fora, por isso ele não vai. – Carter colocou uma das mãos no meu seio direito.

– Me solta! – Bati na mão dele e fui até Nate. – Vai me abandonar?

– Desculpa Jessie, vou ter que ir. – Ele me deu um beijo na testa. – É só uma noite.

– Tá, tudo bem. – Revirei os olhos.

– Ótimo. – Carter saiu do banheiro. – Vamos Nate, não quero perder a reserva.

– Tchau ruivo. – Beijei a bochecha dele. – Toma cuidado com Carter.

– Ei! – Ri e saímos de casa todos juntos. Carter trancou a porta e eu segui pra minha casa.

Entrei e todos já estavam comendo. Me juntei a eles e vi Ana entrar na cozinha só de pijama. Ela se sentou em minha frente e se serviu. Ana parecia séria, ela iria me dar uma bronca a qualquer momento, eu sentia isso, mas eu tinha que ficar quieta e fingir que não falei nada pra ela. Louis iria cair matando em cima de mim e Liam nele. Eu espero não estar grávida. Mesmo Louis não sabendo, eu sei que ele concorda comigo. Eu não quero morrer e não quero que meu filho morra. Estou ficando paranóica.

Balancei a cabeça negativamente e voltei a prestar atenção no meu prato ainda cheio de comida. Dei algumas garfadas e já fiquei satisfeita. O prato ainda estava cheio, mas eu estava sem apetite. Levantei e subi pra o meu quarto. Fui até o banheiro, tomei meu 4° banho do dia, coloquei outro pijama e me joguei na cama. Fiquei olhando o teto e pensando na vida. A porta do quarto se abriu e Ana estava entrando no mesmo com uma sacolinha de farmácia nas mãos.

– Obrigada. – Ela jogou a sacola na cama.

– Já falei o que vai acontecer se esse "exame" der positivo? – Ana cruzou os braços.

– Já.

– Ótimo, eu estou muito estressada e decepcionada com você, agora vai pro banheiro fazer o maldito teste.

– Se acalma, tá?

– Vai Jessie. – Levantei e fui até o banheiro.

– Chame Louis. – Fechei a porta do banheiro.

– Não.

– Por que?

– Caso você esteja grávida, eu chamo ele, se não estiver não vou chamar, ele não precisa saber. – Terminei de fazer o teste e coloquei em cima do balcão da pia.

– Tá. – Sai do banheiro e fiquei sentada na cama.

– Reza bastante. – Ela se sentou ao meu lado.

– Estou fazendo isso a muito tempo.

– Jessie, você tem que tomar mais cuidado.

– Eu sinto muito.

– Eu sei que sente, mas não posso te perder. Você é minha filha, minha menininha, mesmo tendo 17 anos e é madura demais pra levar bronca.

– Eu sou uma criança.

– Não é, você se faz de criança, mas não é uma.

– Sou sim.

– Tudo bem Jessie. Acho que já deu tempo, vai lá ver o resultado.

– Tudo bem. – Levantei e fui ver o exame.

– O que deu? 

– Negativo. – Sentei na tampa da privada.

– Sortuda. – Rimos. – Faz outro. – Ela me entregou outro teste.

– Outro? Não, não, não.

– Sim, sim, sim, anda Jessie. – Ana segurou a maçaneta da porta e a fechou.

– E se der positivo?

– Vamos no hospital ter certeza.

– Não quero.

– Então torce pra esse teste sair igual ao outro.

Bufei e fiz o teste. Fiquei lá no banheiro mesmo esperando o segundo resultado sair. Deu negativo. Respirei fundo e sai do banheiro.

– Negativo? – Assenti. – Ótimo.

– Obrigada, mãe. – A abracei.

– De nada pequena. Seus seios estão maiores.

– Tudo mundo, está falando isso.

– Porque eles estão, dá pra perceber bem.

– Por que eles estão assim?

– Não sei, deve ser os hormônios ainda fluindo dentro de você.

– Ótimo, vou ficar com duas melancias.

– Não exagera, tá mais pra melão.

– Tá bom. – Ri.

– Vamos ficar lá embaixo com todo mundo. – Assenti, passei no banheiro rapidamente, joguei os testes no lixo, lavei minha mão outra vez e descemos.

Todos estavam na sala, assistindo a um filme de ação. Tinhas dois colchões no chão, o casal balada estava deitado em um e no outro estava Edy e Niall. O resto estava deitado nos sofás e sentado nas poltronas. Louis como sempre estava todo largado na nossa poltrona. Me sentei em seu colo e me aconcheguei em seu peito.

– Que isso? – Ele disse baixo colocando a mão no meu seio esquerdo. – Está grande.

– Você não é o primeiro que me diz isso. – Ri.

– Quem foi o primeiro?

– Carter...

– Tinha que ser. – Ele apertou meu peito. – Gostei dessa mudança.

– Eles estão grandes demais.

– Eu gostei. – Tommo me deu um selinho.

– Já imaginava.

– A gente está tentando assistir ao filme, calem a boca. – Liam nos advertiu.

– Desculpa, pai.

– Ótimo. – Ele continuou me olhando. – Seus seios estão maiores que de Edy 

– Tá bom, eu já sei disso! – Cruzei os braços.

– Que injustiça. – Milla falou. – Eu também tenho 17 anos, quero peitos iguais da Jess.

– Eu não sei como eles ficaram assim, se soubesse te passava a receita.

– Fica grávida. – Edy falou olhando pra Milla. – Os peitos ficam inchados quando se está grávida, os pés também.

– Eu não estou gravida.

– Eu sei, só estou dizendo que esse é um método pra Milla conseguir peitos fartos.

– Tá, mas eu não estou grávida.

– Tá bom Jessie. – Todos falaram em uníssono.

Depois que o filme acabou, todos dormiram onde estavam, menos eu porque não estava conseguindo fazer o mesmo. Até Louis estava dormindo. Sem nada pra fazer, sem sono, sem celular, aquela merda acabou a bateria na metade do filme, fiquei brincando com as mãos de Louis pra ver se me animava um pouco. O que não adiantou nada. Mordi os dedos dele pra ver se ele acordava e ficava conversando comigo, mas não adiantou.

Fui pra cozinha, peguei o pote de Nutella, me sentei em cima do balcão, isso já está virando mania, e comei a comer. Terminei de come-lo e fiquei olhando pra janela. A neve voltou a cair e me deu uma vontade de ver Nate. Provavelmente, ele estaria dormir, obviamente estaria já que são 3 horas da manhã e os remédios o deixam com sono. Ninguém estarei acordado a essa hora pra me fazer companhia. Bufei e fiquei brincando com a colher, fiquei a batucando no prato, no balcão, em mim, na parede... Até que a deixei cair no chão. Estava com muita preguiça de descer do balcão só pra pegar a colher. O sono finalmente me atingiu, me arrumei em cima da bancada mesmo e dormi por lá, isso tudo por preguiça de descer. Se eu cair, o máximo que pode acontecer é eu estourar o crânio. Me ajeitei pra não cair em quando dormia, fechei os olhos e consegui dormir.


Notas Finais


Não deixem de deixar sua opinião, é muito importante para nós :)
Amamos voces <33
Tha&Nany


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