História Through the Dark - Capítulo 10


Escrita por: ~

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Categorias Magcon, Shawn Mendes
Tags Magcon, Shawn Mendes
Exibições 59
Palavras 3.292
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


PRIMEIRAMENTE ME DESCULPEM
eu sei que demorei duas semanas para postar, mas o meu ânimo para escrever ta tão pequeno que é quase impossível de achar inspiração
espero que vocês gostem

Capítulo 10 - You'll never be alone


Abri os olhos assim que senti a claridade da janela entrar em contato com o meu rosto, tirando todos os resquícios de sono que ainda dominavam o meu corpo. Olhei para o celular ao meu lado e arregalei os olhos ao perceber o quão atrasada estava. Cambaleei da cama com toda a força que me restava e apanhei a primeira roupa que encontrei no caminho, fazendo um coque rápido e saindo do quarto.
Andei em passos firmes até a escada, mas recuei ao ver a porta do banheiro abrindo e Shawn saindo de lá somente de toalha. Sim, somente de toalha.

Meus olhos passavam por cada extensão de seu corpo, enquanto eu só queria desviá-los dali. Uma ação praticamente impossível. O seu cabelo estava molhado, junto ao seu abdômen totalmente definido. Só Deus sabia o quanto eu queria que a toalha amarrada em sua cintura caísse naquela hora. 

— Ei. – Shawn se aproximou de mim lentamente, levando o seu polegar até o canto da minha boca. – Cuidado para não babar.

Eu fazia de tudo para me concentrar na resposta fria que daria,  mas era impossível prestar atenção em qualquer coisa além de seu corpo contra o meu.

— Já vi melhores. – Encarei seus olhos com dificuldade, o que rendeu apenas um sorriso sarcástico em seu rosto.

— Não é isso que a sua reação demonstra. – Ele chegava cada vez mais perto, provocando cada parte de minha mente. Eu não iria deixá-lo conseguir o que queria, ainda mais em uma hora daquelas.

— Sabe, você é convencido demais. – Coloquei as mãos em seu peito e o empurrei contra a outra parede, logo depois indo em sua direção. Apoiei meus braços na volta de seus ombros e aproximei o meu rosto da sua pele, tentando ao máximo não absorver o perfume natural que exalava o seu corpo úmido. Beijei a extensão de seu pescoço com a melhor cara de inocente que encontrei e encarei os seus olhos, que estavam fechados. Aproximei a minha boca de seu rosto e notei o seu corpo pulsando para frente, junto a sua cabeça que procurava desesperadamente os meus lábios. Quando notei a mínima distância entre nós, desviei os meus movimentos para a sua orelha.

— Hoje não, Mendes. – Me afastei de seu corpo e desci as escadas, rindo ao notar a sua feição totalmente confusa.

Me dirigi até a cozinha e peguei um copo de leite, notando que Priscila e Bruna provavelmente já teriam ido para a escola. Olhei o relógio novamente e subi ao banheiro, escovando os dentes e esperando Shawn acabar de se arrumar. 

— Sabe, você não pode fazer isso com as pessoas. – Ouvi a sua voz atrás de mim e me virei, encontrando-o vestido novamente. Graças a Deus.

— Quem começou foi você. – Peguei o resto de minhas coisas e abri a porta, desejando que aquele tempo frio esquentasse pelo menos um pouco.

O caminho foi rápido, já que os dois estavam preocupados com o horário. A primeira aula começou em menos de minutos, então peguei o material das primeiras matérias no armário e os joguei na mesa larga em minha frente, sentindo alguém sentar ao meu lado. Jake.

— Você não cansa, não? – Falei, olhando para frente. Meu interior exclamava de medo dele, mas meu corpo fazia de tudo para não demonstrar isso.

— Mas tão cedo? – Seus olhos faziam de tudo para encontrar os meus, desistindo ao perceber que eu não faria aquilo. - Você sabe que quando eu quero uma coisa, sou o último a desistir dela.

Ignorei a sua resposta, tentando ignorar o efeito que aquilo havia me causado. Por que tudo tinha que voltar quando eu só queria ter uma vida normal novamente?

Os minutos se passavam como horas, já que todos os acontecimentos não colaboravam para qualquer coisa. Levantei da cadeira rapidamente ao escutar o sinal tocar, mas novamente fui impedida ao sentir os braços de Jake pelo meu pescoço. O fuzilei com o olhar e o empurrei para o lado, fazendo sua raiva apenas ficar mais óbvia.

— Você não pode negar o que aconteceu entre a gente, porra. – Seu rosto já estava vermelho, enquanto ele forçava ainda mais a nossa aproximação.

— Eu não to negando nada, muito pelo contrário. – Senti o meu ódio de todos aqueles tempos subirem, fazendo consequentemente o tom da minha voz aumentar. - Eu superei, Jake. Coisa que você também deveria fazer.

— Eu não preciso superar, já que não terminamos nada. – A sua raiva se transformou em um sorriso completamente inocente, o que me assustava frequentemente.

— Ei, Brenda. – A voz de Shawn exalou na pequena sala, tirando o meu foco de toda a raiva que transbordava por dentro. - O que está acontecendo aqui?

— Nada, Shawn. – Olhei de relance para Jake novamente, enquanto saía da sala o mais rápido possível.

O meu coração implorava para sair correndo dali e abraçar Shawn com toda a força que podia, mas uma parte de mim me impedia. Me impedia pelo medo que insistia em me lembrar que eu não era suficiente para uma pessoa com ele, me impedia somente de pensar em como ele merecia alguém com uma estabilidade mental decente.

Decidi voltar para casa, já que todas as aulas restantes não eram tão importantes. Avisei a coordenadora que estava passando mal e expliquei que ia embora, fazendo ela logo concordar e anotar alguma coisa em seu caderno. Saí da escola em passos largos, sentindo todo o peso que estava em minha cabeça sumir. 

As ruas estavam movimentadas, já que as pessoas provavelmente estariam indo para seus trabalhos naquela hora. Suspirei ao lembrar de minha mãe. Como será que ela estaria vivendo com tantas coisas carregadas sob si mesma? Eu não aguentaria nem metade dos problemas que atordoavam a sua vida. A relação do meu pai com ela era totalmente abusiva, assim como a minha e do Jake no passado. Ele fazia de tudo para ter controle sob as suas ações, e se irritava se ela negasse qualquer coisa diante às suas ordens. 

Ter que acostumar o meu psicológico a ver o que acontecia com a minha mãe me fazia um mal absurdo, sem contar todas as marcas em seu corpo, que pareciam doer em mim. Eu fazia de tudo para mantê-la feliz, com uma mínima esperança de ajudá-la a ver um lado positivo em sua vida, mostrá-la que tudo aquilo tinha uma solução. Mas meu pai fazia questão de arrancar toda a parte boa de sua vida em menos de horas.

Assim que senti o clima que aquilo estava me causando, avistei a casa. Entrei pela porta da frente e deixei a mochila em cima da mesa, subindo as escadas logo em seguida. A porta do quarto de Priscila estava aberta, então não exitei em entrar.

— Ué, por que você não foi para a escola? – Meu olhar passou por todo o seu corpo, procurando uma explicação. 

— Só estava com sono. – Ela deu um sorriso aberto, olhando para um ponto fixo e pensando em alguma coisa. – E você? Por que ainda está aqui?

— Na verdade eu vim embora. Tem milhões de coisas mal resolvidas na minha cabeça, não consigo pensar em escola agora.

— O que aconteceu? – Ela se sentou na cama, fazendo um gesto para que eu fosse ao seu lado. 

— O Jake voltou. – Quase imediatamente seus olhos arregalaram, reprovando a afirmação com a cabeça. – Ele praticamente está me ameaçando a ficar com ele, sem contar a sua agressividade, que parece ter dobrado. E por outro lado, tenho medo do Shawn ser igual a ele. Eu não quero decepcionar o meu coração de novo, Priscila. – A minha cabeça explodia com cada palavra que eu forçava a sair, fazendo os meus olhos se fecharem com força. – E se ele me decepcionar assim como o Jake decepcionou? E se ele quiser controlar cada atitude minha assim como aguentei por anos? Eu não conseguiria lidar com outra pessoa querendo brincar com os meus sentimentos de novo.

— Eu sinceramente queria poder te ajudar em relação a isso, mas a única pessoa que pode fazer isso é você mesma. Você precisa de um tempo para colocar todos os seus sentimentos em ordem, sem sobrecarregar tanto a sua mente. Tenta tirar isso da cabeça um pouco, faz coisas que você gosta, até se sentir preparada para escolher o que sentir e por quem sentir. – Apenas concordei com a cabeça, sentindo todos aqueles pensamentos saírem da minha cabeça por um mísero segundo. – Hoje nós vamos à uma festa, você deveria também. 

— É provável que eu vá, só preciso descansar um pouco. Que horas?

— Nós vamos sair daqui 19 horas, então duas horas antes eu te chamo para a gente se arrumar. – Assenti com a cabeça e a agradeci pela conversa, cambaleando para o meu quarto. 

(...)

 

Priscila tinha acabado de fazer a minha maquiagem, enquanto eu ficava rindo das caras que ela fazia para marcar o contorno de meu rosto. Quando finalmente terminamos o mais complicado, levantei da cadeira desconfortável que estava, satisfeita ao ver o resultado. Eu não me maquiava muito para festas, mas era impossível com a Priscila me obrigando a fazer aquilo. 

— Pronto, agora vou procurar uma roupa para você. – Ela foi até o seu armário e jogou a maioria das peças no chão, só parando ao encontrar uma saia preta totalmente colada e uma blusa da mesma cor, rendada nos braços. 

— Você vai mesmo me obrigar a vestir isso? – Priscila apenas assentiu, me jogando contra o banheiro com a roupa que ela havia escolhido segundos atrás. 

Tirei todo o meu moletom e apanhei a saia, colocando-a rapidamente em meu corpo. 

— Priscila, eu acho que essa saia vai explodir de tão apertada que está. – Desviei o olhar para o espelho, vendo que o pano batia na metade das minhas coxas e exibia bem até demais cada curva ali presente. 

— É assim mesmo, Brenda, continua. – Revirei os olhos e peguei a blusa, que na verdade aparentava ser uma cropped. Coloquei com um pouco de dificuldade e olhei para o espelho, percebendo o rendado que ela tinha nas longas mangas e nas costas. 

Saí do banheiro ainda um pouco incomodada e olhei para Priscila, que me encarava com um sorriso malicioso no rosto.

— Desse jeito quem vai te pegar sou eu, menina. – Ela abanou o seu rosto fazendo uma careta, o que me fez rir mais ainda.

Peguei os saltos vermelhos que estavam ao lado de minha cama e olhei para o espelho, extremamente feliz pelo resultado. Descemos as escadas assim que Priscila acabou de vestir o seu vestido vermelho, pegando a sua bolsa e chamando um táxi, que chegaria em menos de 5 minutos.

(...)

 

A festa já apresentava centenas de pessoas que eu não fazia o mínimo esforço de reconhecer, já que não faria diferença alguma. Em geral, nunca fui muito afim de festas por isso. Como nunca tive tantas amigas, me sentia a pessoa mais deslocada do mundo em qualquer lugar muito movimentado. Algumas pessoas esbarravam em mim com copos de bebida nas mãos, algumas paravam para acenar e algumas fingiam nem ao menos ter visto. Meus olhos procuravam qualquer sinal que pudesse me livrar dos sentimentos ruins que pesavam em minha cabeça, mas o tumulto era tão grande que só conseguia ver borrões.

Andei com tamanha dificuldade até a primeira parte vazia do local e peguei o meu celular, mandando uma mensagem para Priscila. Desviei o olhar da pequena tela e observei as pessoas pulando e se divertindo. Por que eu não conseguia ser assim? Por que eu me privava tanto de ter uma vida de adolescente normal?

O celular ao meu lado vibrou, apresentando uma nova mensagem.

"Desculpa não ter avisado para onde fui, tive uma distração no meio do caminho."

Era impossível não sorrir ao pensar na Priscila feliz, superando todos os momentos trágicos de sua vida e principalmente aproveitando-a ao máximo. Pelo menos uma das duas teria que fazer isso. 

Desviei o olhar de um mesmo ponto assim que alguma pessoa aleatória apareceu gritando algo em meu ouvido, fazendo o meu corpo pular pelo susto. Encarei os lugares próximos ao meu com o objetivo de encontrar quem havia feito aquilo, mas ao invés disso encontrei Jake em um pequeno corredor da casa. Ele estava encostado na parede, depositando todo o seu peso ali enquanto me encarava. Era impossível disfarçar o receio que tinha dele fazer alguma coisa comigo. Novamente.

Saí do lugar que estava e tentei pela segunda vez, desesperadamente, encontrar algum rosto familiar diante de tantas pessoas, totalmente em vão. Alguns meninos passavam por mim fazendo cantadas totalmente constrangedoras pelo meu ponto de vista, mas como eu não tinha a mínima vontade de ficar com qualquer pessoa que não conhecesse, apenas ignorava as falhas tentativas e continuava o meu caminho pelos grandes cômodos do lugar.

As pessoas não se importavam em trombar perigosamente contra o corpo dos outros, sendo a coisa mais frequente que conseguia reparar naquele lugar. Não era possível ver uma pessoa desanimada ali, o que me fazia abraçar os braços com toda a força que tinha. Olhei para o espaço das bebidas e encontrei a silhueta tão conhecida de Priscila em um dos bancos, fazendo um alívio exalar em meu corpo.

— Se eu não te amasse tanto, sua cara estaria toda desconfigurada nesse exato momento. – Ela virou assim que escutou a minha voz, rindo da cara de tédio que eu estava. Era inevitável. 

— O que eu fiz, amor? – Suas mãos foram para as minhas bochechas, apertando o lugar sem uma sombra de delicadeza. 

— Primeiro, a senhora não me falou que tinha uma peguete. – Seu sorriso, que já estampava toda a extensão de seus lábios, aumentou. - Segundo, você me deixou sozinha em uma festa sem conhecer ninguém.

— Na verdade, você conhece uma pessoa aqui bem até demais. – Priscila apontou para algum ponto distante, o que fez o meu corpo inteiro virar na direção de seu dedo. Meu olhar se encontrou com o de Shawn, que apresentava um sorriso torto e tímido para nós. Ele estava fodidamente lindo, mesmo que com as mesmas roupas de sempre. O tom pálido de sua pele era dessa vez mais perceptível, talvez pela claridade que se instalava no único lugar da festa.

— Por que ele está aqui? – Ela me olhou com um sorriso totalmente malicioso, como se já soubesse que aquilo aconteceria. – Eu te odeio tanto, Priscila Menezes. 

— Como se isso fosse verdade. – Ela me puxou com força para a pista de dança, que agora estava mais livre do que antes. Sem pensar duas vezes, Priscila começou a dançar com movimentos lentos, o que me deixava com vergonha de fazer a mesma coisa em meio a tanta gente, mesmo tentando ao máximo ignorar aquilo. Meu corpo finalmente começou a acompanhar o seu, que descia e subia pelo chão. Mesmo sem álcool, era perceptível a adrenalina tomando conta de cada parte de meu interior. Soltei cada vez mais o quadril, rebolando no ritmo que a música não tão lenta tocava. A minha saia, que antes batia nas coxas, agora subia um pouco mais do que o esperado, prendendo diversos olhares naquela região. Desci o corpo até o chão novamente, olhando diretamente para Priscila, que ainda dançava como se não houvesse amanhã. A música finalmente terminou, o que me fez notar nos olhares fixos em nós duas. Inclusive o de Shawn.

— Parece que você acabou de provocar alguém sem nem ao menos perceber. – Priscila intercalou seu olhar entre Shawn e eu, fazendo os meus pensamentos se rodearem de ideias em como matar aquela menina. Pude perceber a sombra do corpo do menino se levantando e indo em nossa direção, o que me fez pensar em milhares de possibilidades do que fazer antes que ele chegasse.

— Você sabe que eu não quero me decepcionar, Priscila. – O tom da minha voz era normal, até porque eu não estava brava com ela, e sim comigo mesma. Brava por me prender tanto. 

Mesmo sabendo que a minha decisão era super irresponsável, fechei o sorriso que até agora estava em meus lábios e me afastei novamente, notando o olhar indeciso de Shawn sobre nós. Afinal, quem se afastaria de uma pessoa como aquela?

Obriguei o meu corpo a ir em direção a um local menos barulhento, já que aquele som parecia ensurdecer cada parte de minha mente. Por que eu tinha que ser tão insegura sobre mim mesma? Por que eu tinha que afastar todo o mundo por medo de ser insuficiente ou até mesmo inútil? Porra, eu só não quero passar por tudo o que aconteceu de novo.

Um pouco mais distantes dessa vez, percebi Priscila e Shawn conversando, com um olhar exageradamente preocupado. Os dois procuravam por algo em todos os cantos da festa, já que provavelmente teriam me perdido assim que entrei na multidão de pessoas. Abaixei o olhar e senti as lágrimas caírem, pensando em como eu não aguentaria mais um segundo ao lado de Jake. Saber de sua existência já era um peso imenso, e para piorar teríamos que viver juntos. Viver em uma mesma cidade, mas em mundos tão opostos. 

Saí pela primeira porta que encontrei próxima a mim, notando que aquela obviamente não era a saída. Ao invés disso, encontrei uma piscina e um pequeno jardim, que apresentava poucas pessoas ainda conscientes do que estavam fazendo. Sentei no piso gelado da borda e fiquei ali, observando em como as ondas se mexiam de uma maneira tão calma e intensa. Por um grande momento desejei que a minha vida fosse como aquelas águas, como qualquer pessoa com controle sob si mesma. 

— Você sabe que eu não sou igual a ele, né? – Aquela voz que tanto me despertava chegou próxima a mim, e só depois pude perceber Shawn sentando ao meu lado. Olhei em seus olhos por um mísero segundo e desviei de novo, voltando a prestar atenção nas ondas que dançavam em nossa frente. 

— Sabe, não é porque algo não deu certo antes que todo o resto também não dará. – Meus olhos se arregalaram ao perceber que Priscila provavelmente teria contado sobre o assunto para ele, mas tentei cobrir o rosto com o cabelo para que não notasse. – Brenda, você não pode se privar desse jeito. Eu sei que foi difícil passar por tudo aquilo em tão pouco tempo, e só de pensar nisso tenho vontade de ir até aquele cara e matá-lo de todos os jeitos possíveis, mas isso está fazendo mal a você mesma.

— Eu acho que só preciso de um tempo para pensar em mim, e não tanto nas pessoas ao meu redor. – Pela primeira vez, consegui manter o olhar em seu rosto, que me encarava com delicadeza. – Eu não sei se estou pronta para ficar com outras pessoas novamente, para confiar nelas assim como confiei nele, pelo menos não agora.

— Você não estará sozinha, independente de qualquer coisa que aconteça. – Seus dedos foram parar em meu cabelo, onde levaram uma mecha até o canto da minha orelha. – Apesar de estar com uma vontade do caralho de te beijar agora, respeito a sua decisão.

— Obrigada por entender. – Apoiei minha cabeça em seu peito e, quase imediatamente, pude perceber a sua respiração acelerada, fazendo um mínimo sorriso brotar em meus lábios. 

— Brenda, eu preciso falar com você. – Ao perceber de quem vinha aquele tom de voz, segurei os braços de Shawn contra os meus com uma força repentina, fazendo-o olhar para mim com uma expressão preocupada. 

— Eu não quero falar com você. – As mãos de Jake faziam de tudo para manter um contato com a minha pele, mas antes de qualquer coisa observei os punhos de Shawn irem contra o rosto dele, deixando ali uma marca que provavelmente não sairia por um bom tempo. 

Quando consegui raciocinar o que estava acontecendo, já era tarde demais. O corpo dos dois já estavam contra o chão úmido do lugar, causando uma multidão em volta de nós. 

 


Notas Finais


espero que vocês tenham gostadoooo!!!
por favor, comentem o que estão achando, isso é importante demais para saber o "rumo" da fanfic
e se preparem pq o próximo capítulo vai ser um amorzinho hihihi
obrigada por tudo


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