História Through The Dark - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Chandler Riggs, Emily Rudd
Tags Chandler Riggs, Emily Rudd, Katelyn Nacon, Lauren Cohan
Visualizações 49
Palavras 2.487
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


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Capítulo 1 - New Life


Fanfic / Fanfiction Through The Dark - Capítulo 1 - New Life

27/02/2014, Sexta-Feira, 17:40 p.m.

Saio da biblioteca ao lado de Abby Ford, minha melhor amiga desde os três anos, quando recebo uma ligação do meu pai.

— Oi, pai. Já estou voltando para casa, eu sei que é a minha vez de lavar a louça mas eu passei na biblioteca para pegar uns livros para o trabalho de história.

— Filha, pode vir rápido? Não se assuste, só venha até a cozinha.

— O que aconteceu?

— É a sua mãe...

— O que aconteceu?

— Só... Só venha pra casa, por favor.

— Tá bem. — Desligo o celular. — Ab, preciso ir. Aconteceu alguma coisa.

— Tudo bem. Até amanhã, beijos. — A abraço e saio correndo. O jeans bordo dificulta um pouco a corrida, mas consigo chegar em casa em 10 minutos. Não que fosse difícil, a biblioteca fica a uma quadra e meia da minha casa. Chegando lá, começo a tremer vendo duas viaturas estacionadas na frente da minha casa. Entro e vejo dois oficiais parados na frente da bancada, estão falando com o meu pai.

— Oi, o que aconteceu?

— A senhorita é a filha? — A oficial loira vira-se para mim.

— Filha de quem? — Pergunto, repreendendo-me mentalmente logo depois que faço a pergunta. Óbvio, sou filha da minha mãe. E isso tudo tem alguma coisa a ver com ela, acho.

— Da senhorita Ellen Sætre Finnlen.

— Sou. Pai, o que aconteceu? — Olho ao redor procurando pelo Eddie. Ele está sentado no sofá, as pernas de encontro ao peito. Está nervoso. Nunca tinha visto ele assim, e isso me deixa mais impressionada ainda por conta do fato disso tudo ter a ver com a minha mãe. Madrasta dele. Ele odeia ela. Meu pai não responde. — Pai! — Olho ao redor, e vejo paramédicos correndo pela casa. — Pai, o que aconteceu??

— A sua mãe está.... – Ele fala, e para respirar. — Morta.

Meu mundo cai completamente.

— O que... O que aconteceu?! COMO ISSO ACONTECEU?! — Sim, estou alterada. Cara, a minha mãe está morta.

19:00 p.m. Departamento de Polícia

Fica tranquila, Arabella. Só me conte como foi a sua tarde.

— Não estou nervosa. — Falo. É verdade, não tenho nada a ver com o assassinato da minha mãe. A delegada me olha com um olhar severo. — Tá.... Eu acordei 07:10, e desci para tomar café lá pelas 8h. Minha mãe já estava lá, preparando o café da manhã. Ela me deixou na escola 08:40. Almocei no colégio. Depois da aula eu fui até a biblioteca com uma amiga, foi então que o meu pai ligou... Acho que foi isso.

— Obrigada.

27/02/2016, Domingo, 15:00 p.m.

 É. Hoje fazem dois anos que a minha mãe foi assassinada, e daqui três dias vão fazer dois anos que o meu irmão foi preso. Eu e o meu pai vamos nos mudar para Woodstock. Na verdade, estamos chegando em Woodstock já. Olho para a estrada, o jeans surrado já está me irritando. Encosto a cabeça no vidro, aumento o volume da música. "Lifeline", da banda "Thousand Foot Krutch" toca, no volume máximo.

— Você vai adorar a casa. É bem grande, e a corretora disse que vários adolescentes moram por lá. Seria legal você fazer amigos novos, não acha? — Meu pai pergunta, com os olhos fixos na estrada.

— É, pode crer... — Respondo, desanimada.

— Filha, uma hora você vai ter que parar de agir desse jeito. Você sabe que nós mudamos porque eu queria que você tivesse uma vida melhor, em um lugar onde não te olhariam estranho. Você deveria estar animada com isso. Da pra pelo menos fingir que se importa com alguma coisa? — Sua voz soa calma, mas sei que ele está realmente aborrecido comigo.

— Mas eu me importo. Mesmo. Mas, se as pessoas me desenharam desse jeito... Essa massa cinzenta impenetrável, esse pedaço de asfalto humano, essa psicopata em desenvolvimento... Então beleza, só estou interpretando o meu papel.

— Por favor, Bella. Você não era assim antes.

— Não mesmo, graças a Deus eu mudei. Só era uma daquelas adolescentes superficiais que não se importam com nada da vida. Se for pra eu deixar de ligar pra tudo, por favor, que eu faça direito. E, pai... Eu estou bem assim. Sério.

— Tudo bem... Mas, quero que me prometa uma coisa. — Ele começa. Ih, lá vem. — Quero que pelo menos tente ser um pouco mais aberta para o mundo. Você escolhe como a decoração do seu quarto vai ser, mas se escolher aquelas coisas meio sociopatas de novo, vou mandar pintar tudo de rosa.

— Tá, agora eu to com medo. — Ele me encara. — Tá, eu prometo.

— Ótimo.

[...]

Saio do carro. A casa é realmente linda, sou obrigada a dizer que o meu pai estava certo, eu amei. A rua em que moramos é meio clichê, mas isso não vai mudar nada mesmo. É bem comprida, a calçada tem um gramado ao redor, há várias casas, uma ao lado da outra, e lá no fim, há um morro que desce até o fim da rua. Pego as minhas coisas e tiro do carro, saio da garagem e vou até a porta da frente. Deixo as coisas na sala de estar e volto para a garagem para pegar o resto das malas. As outras coisas estão vindo naqueles caminhões de mudança. Quando encosto a porta, ouço alguém gritar, lá de cima do morro:

— CUIDADO AÍ EM BAIXO! — Em menos de 30 segundos, um garoto de cabelos médios e pele clara, usando um capacete, desce, sentado em um skate, morro abaixo. Acho que é de boa fazer isso, por causa do asfalto. Uma menina morena grita para ele:

— COMO VOCÊ VAI PARAR ESSA COISA?!

— BATENDO NUMA ÁRVORE... — Nisso, ele se aproxima de um paralelepípedo. — OU NESSE PARALELEPÍPEDO, NÃO SEI AO CERTO!! — E então ele se segura no skate e se prepara para o impacto. Em menos de 10 segundos, está com o rosto enterrado na grama.

Paro de prestar atenção nele quando o meu pai me chama. Levamos tudo lá pra dentro e ele fala pra eu dar uma olhada no segundo andar, e que eu poderia escolher o quarto. Por algum motivo, tem quarto demais aqui. Vejo todos, porta por porta, e resolvo ficar com um que tem banheiro, uma varanda, e fica de frente para a rua, e para uma árvore também. O quarto é bem grande. Todos são. As paredes são brancas, e ele está quase vazio, se não fosse por um baú de madeira e uma cama de casal no canto do quarto. Acho que não vou mudar muito a decoração, só vou comprar uns móveis e é isso aí. Na varanda, tem uma mesinha e duas cadeiras. Deixo as malas no quarto e desço as escadas.

— É, detesto admitir, mas.... Você tá certo. A casa é linda. — Meu pai sorri.

— Eu também estava certo com relação aos adolescentes. Aquele garoto descendo o morro parecia ter a sua idade.

— Não. Não, não, não, não, não. Não! — Faço que não com a cabeça. — O meu QI já diminui em 30% só de pensar em falar com esse tipo de gente.

— Ah, filha. Por favor!

— Hoje nãooooo! — Resmungo. — Vou subir naquela árvore para desenhar um pouco. Me chama quando o jantar estiver pronto? — Ele murmura um "Uhum" e eu subo. Pego um lápis, uma borracha e uma caneta permanente e vou até a varanda. Pulo para um galho, grande o bastante, da árvore e fico lá. Ligo a música "Carnivore" do Starset e me desligo do mundo. Nesse espaço de tempo, começo a pensar na escola. No fato de que, semana que vem, tudo vai começar de novo. Ah, que saco. Pessoas novas. Odeio pessoas.

Paro de pensar nisso quando uma bola passa de raspão pela minha cabeça. Levo um susto muito forte, só não caio porque o tronco é grosso. Pulo da árvore para pegar a bola. Pego a mesma e vou até a calçada. O mesmo garoto que deu de cara no chão vem até mim com uma expressão assustada.

— Meu deus, desculpa! Eu te machuquei?! — Ele pergunta, estendendo os braços na minha direção. Empurro a bola para os seus braços, irritada.

— Olha pra onde joga a bola, drittsekk. — Sim, eu xinguei ele em norueguês.

Tem uma coisa que quase ninguém sabe sobre mim: Eu nasci na Noruega. Minha mãe é de lá. Morei em Oslo até os seis anos, e então meus pais decidiram voltar pra cá. Ele me encara sem entender, e eu viro as costas e subo na árvore de novo.

Segunda-Feira, 07/02, 07:10 a.m.

Levanto preguiçosamente e caminho até o banheiro. Tomo um banho rápido, visto uma roupa qualquer, pego as minhas coisas e desço as escadas. Pego um biscoito e saio de casa. Meu pai não acordou ainda. Tranco a porta e pego o carro. O caminho até a escola é meio confuso, mesmo que eu tenha o feito três vezes semana passada; mesmo assim, fiquei meio perdida. A cidade em que eu morava era tão pequena que sei lá. Chego na escola sã e salva. Graças a Deus, meu pai não ia gostar de descobrir que me perdi a caminho da escola. Tranco o carro e entro no prédio. É grande, e o corredor está cheio. Segundo o meu horário, tenho aula de química agora, na sala 301. Caminho por aí, procurando a sala. 296, 297, 298, 299... Alguém passa correndo e esbarra em mim. Bufo.

— Desculpa.... — É O MESMO GAROTO que deu de cara na grama, e que quase tacou uma bola na minha cabeça.

— Cara, sério?!

— Desculpa, é que se eu chegar atrasado de novo a professora de química me mata. — Ele fala. Ah, essa mula tem aula comigo?!

— Só não esbarra em mim. Pungen. — Praguejo e caminho até a sala 301. Ele entra logo atrás de mim. Sento no fundo da sala, o garoto senta ao meu lado, observo a sala encher. A garota morena que vi ontem entra na sala e senta na minha frente, logo depois de dar oi para o cara que está ao meu lado. Dou de ombros. Uma menina loira entra na sala e olha para o garoto, depois pra mim. Ela caminha até a mesa que estou sentada, e me encara com desprezo.

— Garota, essa cadeira é minha. Vaza.

A garota morena vira pra trás e olha pra mim, e depois para a loira.

— Brianna, deixa a menina em paz. Ela chegou antes.

— Cala a boca, Katelyn. Ninguém te chamou. — A menina bufa.

— Jeg visste at stolene hadde eierne. — (Não sabia que as cadeiras tinham donos) Falo, e dou de ombros, levantando. A menina que pelo jeito se chama Katelyn levanta e fala:

— Pode sentar aqui, eu sento ali. — Ela aponta para uma cadeira no outro canto da sala.

— Não, não, pode ficar aqui... É que eu não sabia que as cadeiras tinham dono...

— Não têm.

— Ah, então essa skapning só me mandou sair porque se julga melhor que eu? Saquei. É bom saber. — Desdenho, virando-me para a loira. — Vet du hva? Dette stedet suger. — Isso significa "Quer saber? Esse lugar é um saco".

Pego as minhas coisas e vou até a cadeira que a menina falou. Tem uma cadeira vaga na minha frente. Enquanto me afasto, escuto a menina que me defendeu falar "Amei ela!". Sorrio comigo mesma. Causei uma boa primeira impressão em uma pessoa e uma péssima primeira impressão em outra. Que bom que fui com a cara da pessoa que foi com a minha cara. Sento-me e fico girando o lápis entre os dedos, até que alguém senta na minha frente. A menina que falou que me amou.

— Oi! — Ela cumprimenta.

— Oi...?

— Como vai? Meu nome é Katelyn, mas meus amigos me chamam de Kat. Pode me chamar como preferir. — Ela estende a mão para mim.

— Arabella. Mas meu pai me chama de Bella. Pode me chamar como preferir.

— É um prazer conhecê-la, Bella.

— O prazer é todo meu, Kat.

[...]

— Então, em que língua você falou aquilo pra Brianna?

— Norueguês. Eu sou de lá. Vim pra cá aos seis anos... Minha mãe é norueguesa.... Era....

— Ela...?

— Sim, ela morreu... Dois anos atrás. Foi assassinada pelo meu meio irmão, Eddie.

— Eu sinto muito, Bella. Muito mesmo...

— Não, tudo bem... Sério. Ele tá preso agora, então... Ela assente.

— Não liga para a Brianna. Ela tá sendo ridícula ultimamente. Antes, ela era super legal. Daí começou a namorar o Chandler, e começou a ser definitivamente ridícula.

— Quem é Chandler? — Ela aponta para o garoto que quase acertou a bola em mim ontem. — Ah, o drittsekk que quase acertou uma bola na minha cabeça.

— É, ele ficou bem confuso. O que isso significa? Dritt...?

— Drittsekk. Significa “cuzão”.

— Ata... — Ela dá risada.

12:30

— Vem almoçar com a gente, vai ser legal! — Katelyn fala, pela terceira vez.

— Não, valeu.... Eu sempre achei as platinadas simpáticas, mas parece que aquela ali é falsificada de verdade... — Falo, apontando para Brianna.

— Ah, por favor! Se duvidar ela nem vai sentar na mesma mesa que a gente.

— Deixa pro outro dia, falou? Ainda sou nova nessa história de fazer amigos...

— Tudo bem... Amanhã então??

— Pode ser.

Caminho para fora da sala, e procuro o refeitório. Ao encontra-lo, adentro o local. Compro um muffin e caminho para fora do prédio. Sento no canto do pátio, afastada das mesas e do parquinho. Como o meu bolinho tranquilamente, observando o movimento, até o meu telefone apitar.

“Um pessoal vai lá em casa sexta à noite. Aparece por lá, vai ser divertido! Beijos,

– Kat.”

Desbloqueio o celular e me volto para os garotos do time de futebol americano. Eles estão sentados em uma mesa e alguns estão apoiados nas arvores que os cercam. Olho ao redor e vejo uma menina ruiva falando com uma menina com os cabelos tingidos de roxo. Vários garotos tentam falar com elas, mas são dispensados. E então, vejo Brianna e mais duas garotas. Que nojo, só de olhar para aquela loira perturbada, já me dá ânsia de vomito.

21:30 p.m.

Subo as escadas e entro no meu quarto. Tomo um banho e visto o meu pijama. Penteio o meu cabelo, escovo os dentes e volto para o quarto. Deito na cama, ajusto o meu alarme para 07:10 e deixo ele sobre o criado-mudo. Apago a luz do abajur e fecho os olhos.

01:30 a.m.

Acordo com um ruído estranho do lado de fora do meu quarto. Na varanda. Levanto, visto um roupão, pego o meu celular e vou até lá com a lanterna ligada. Quando aponto a luz para fora, levo um susto. É aquele MESMO garoto. Abro a porta de vidro, enfurecida.

— O que você quer, garoto?! — Sussurro.

— O que ta fazendo na minha casa?? — Ele sussurra de volta.

Sua casa?!

— Sim, ué.... — Ele olha ao redor. — Uh, não é a minha casa... Desculpa.

— Some daqui! — Falo.

— Você não lembra de mim?

— Ah, sim! Eu... — Ele sorri. — Eu sonhei com você. — Ou não. Ele sorri, meio confuso. — No meu sonho, eu te estrangulava. — Seu sorriso começa a se esvair. — Agora some, antes que o meu sonho se torne realidade.

Dito isso, entro de novo.


Notas Finais




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