História Thunderstorm - Capítulo 7


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Colegial, Drama, Mistério, Romance, Suspense
Exibições 5
Palavras 3.260
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Esporte, Festa, Ficção, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 7 - Não me importo de me machucar


Estacionei a moto em frente à casa marrom de tintura gasta, olhei para os lados, as mesmas crianças, agora um pouco mais crescidas do que eu me lembrava, brincavam de pular corda ou jogar futebol. Lembro-me de quando eu ainda era uma delas.

- Faz tempo que não vem me visitar não é? – minha mãe estava na janela da cozinha expelindo a fumaça para fora, como se quisesse que o odor intragável do cigarro fosse embora junto do vento.

- Talvez porque a senhora sequer me ligou quando eu quebrei a perna. – revirei os olhos passando pela porta da sala – Não acredito que andou bebendo de novo mãe! – vi o litro de vodka barata jogado e vazio perto da poltrona cor de musgo.

- Alguns não conseguem lidar com os problemas sóbrios... – ela argumentou se virando para mim e esquecendo-se de liberar a fumaça pela janela.

- Lidar com os problemas? – joguei o capacete sobre o sofá de espuma escassa - Talvez se você mudasse de emprego e parasse de aturar os trastes que arruma por lá, poderia viver muito bem! Principalmente porque, sem nenhuma necessidade, meu pai lhe dá dinheiro o suficiente para uma vida estável!

- Não grite com sua mãe! – ela cambaleou largando o cigarro cair ao chão e queimar o carpete. – Eu só tenho dedo podre...

- Isso não é desculpa – comecei a subir as escadas – Porque depois que saí daqui as coisas ficaram ainda piores?

- Porque você era minha âncora. – ela respondeu em voz baixa, mas o suficiente para que eu escutasse.

Senti um aperto no peito, certa culpa, fui eu quem sai daqui afinal. E eu gostava de morar aqui, me sentia mais eu, me sentia em casa de verdade. Mas certas coisas são necessárias para bem maiores.

Abri a porta do meu antigo quarto e me deparei com ele do mesmo jeito mórbido no qual eu havia deixado: cama de lençóis cinza, cômoda preta de tintura descascada, guarda roupas sem portas e uma janela que emperrou desde que me lembrava e não abria de jeito algum. Fechei a porta e fui até o guarda roupa, no fundo dei três batidas até a tábua solta cair, era meu fundo falso, onde guardava coisas pessoas e bem, ilegais.

Tirei uma caixinha de madeira decorada com colagens de revistas em preto e branco, minha fase gótica havia decorado todo o meu quarto e confesso que não me arrependo muito dela. Dentro da caixa havia algumas cartas, dois baseados e algumas fotos com recados na parte de trás, digamos que na época dela isso ainda era legal. Hoje é meio deprimente, principalmente porque eu sei que as coisas não são as mesmas como eram na época dos recados.

- Melhor dia da minha vida. – murmurei ao ler o que estava escrito na primeira foto que vi, eu havia ido para Orlando, um presente do meu pai, minha mãe ainda era jovem, mais responsável e eu, uma criancinha.

Próxima foto. Eu e Alex. Uma Harley-Davidson preta e velha. Nova Jersey. Jaquetas e coturnos. Sorrisos felizes. Olhos brilhantes. Minhas mãos entrelaçadas com a dele. Uma vida distante e feliz.

“Eu Te Amo” era o que estava gravado atrás da foto.

Uma lágrima escorreu por meu rosto, enquanto meu cabelo o tapava por inteiro.

- Eu sinto sua falta. – resmunguei beijando-o na foto. – Muita.

Deitei na cama com a foto colada em meu rosto, fiquei a beijando por longos minutos até que meu celular interrompesse aquele momento deprimente.

- Oi linda.

- O que você quer Lucas? – perguntei irritada, será que não posso ficar triste?

- Onde você está? – ele ignorou meu tom de voz.

- Em casa.

- Garotas boas não deviam mentir. – ele disse indulgente.

- Primeiro: eu não sou uma garota boa, segundo: como você pode saber que é mentira? – sequei as lágrimas recuperando a minha marra monótona.

- Porque eu estou do lado de fora de uma casa marrom, ao lado de uma ninja verde. – ele riu do outro lado enquanto eu descia as escadas correndo... Se fosse mentira eu matava esse garoto!

Abri uma fresta modesta na cortina e olhei pro lado de fora, Lucas estava mesmo lá, sentado sobre a moto ao lado da minha com o celular no ouvido, ele levantou a mão e acenou enquanto desligou o celular na minha cara.

Fechei a cortina.

- Ai que merda! – coloquei o celular na boca pensando em uma solução para que ele fosse embora.

- O que houve? – minha mãe se jogou no sofá, colocando os pés sobre meu capacete – Edgar voltou?

- Aquele mendigo que você chamou de “melhor homem da minha vida”? – falei irônica – Realmente não, principalmente depois de eu ter o ameaçado com um espeto de churrasco.

- Que pena, ele fazia loucuras. – ela se virou para o lado e olhou para tv no qual passava um programa ruim.

- Tipo o que? Tomar banho usando sabonete? – ironizei abrindo a porta e indo até onde o moreno estava – Espero realmente que não esteja me seguindo, se não serei obrigada a chamar a policia.

- Um estranho te seguindo é crime, seu namorado, é precaução. – ele sorriu e me puxou para um selinho. – Quando vou entrar e conhecer minha sogra?

- Como sabe que aqui é casa da minha mãe? – arqueei a sobrancelha – Estou começando a ficar com medo de você.

- Tenho meus contatos. – ele piscou.

- Vou ignorar essas informações totalmente sem sentido que você está me dando e te aconselhar a ir pra casa antes que seja assaltado.

- Aqui é tão perigoso assim? – ele fingiu uma voz amedrontada olhando de forma patética para os lados.

- Você é ridículo – revirei os olhos – E até tem gente te encarando... E vindo pra cá... Ele vai matar você... Jerome ficou no reformatório St. Louis, aquele pra casos sérios, por dois meses!

- É sério? Acho que tenho que me preocupar agora... – ele estava achando graça daquilo mesmo?

- Ele está vindo pra cá mesmo. – respirei fundo, já vi isso acontecer antes, gente de fora vem, nossa gente briga e vai presa.

- E aí irmão. – Jerome e Lucas trocaram um cumprimento.

“E aí irmão?” Que parte da história eu dormi?

- Oi? – minha voz saiu mais aguda do que pretendia.

- E aí Mari, como vai? – ainda confusa eu abracei Jerome, era meu amigo de infância, sempre dividimos a rua.

- De onde você conhece o Lucas? – ignorei seu cumprimento, eu estava realmente perdida.

Os dois trocaram risadas. PORQUE ELES TROCARAM RISADAS?

- Esse branquelo – Jerome apontou pra Lucas – Ficou um mês no reformatório enquanto eu estava lá.

- Não, não, não! – fiz sinal de pare para os dois e balancei a cabeça – Você, o atleta estrela da escola, você – apontei pro Lucas que estava segurando a risada – Ficou um mês no reformatório?

- Não é porque sou um branquelo rico que a lei não se aplique a mim também Mariana. – ele soltou uma gargalhada junto de Jerome enquanto eu esperava uma explicação – Para entrar no time precisamos fazer alguns trotes, e eu tive que furtar o carro do diretor... Não deu muito certo.

- O diretor teve um ataque no meio de todo mundo – Jerome contou – E esse aqui se sentiu culpado e contou que foi ele, acabou no reformatório.

- Eu realmente não acredito que sobreviveu ao St. Louis, Lucas você é meu herói. – fingi um aplauso ainda claramente surpresa.

- Obrigado, obrigado. – ele fez uma reverência um tanto exagerada.

- Jerome, como vai dona Tânia? – perguntei sobre sua avó, a que fazia os melhore bolinhos de chuva que eu já comi na vida.

- O Alzheimer está a fazendo esquecer muitas coisas. – ele parecia um pouco triste com isso.

- Sinto muito, sinto muito mesmo. – segurei sua mão e ele me sorri reconfortante.

- Obrigado. – e então houve um silêncio constrangedor – Bem vou indo, até mais gente.

- Até. – eu e Lucas respondemos em uníssono vendo o garoto se afastar de volta pra casa.

- Ela é uma pessoa tão boa... – suspirei me virando para ele – Agora, porque você me seguiu?

- Eu não te segui... – ele não conteve o riso – Precisava falar contigo.

- Falar comigo? O que aconteceu?

- Como já sabe, minha irmã não está nada satisfeita em nós namorarmos e colocou meus pais contra mim, que me colocaram na parede e que gerou uma grande discussão onde acabou que eles querem te conhecer e saber quem de nós está certo.

- Deixe-me adivinhar, sua irmã disse que eu era um perigo pra sociedade?

- Awwn, você a conhece tão bem... – ele apertou minhas bochechas até que eu desse um tapa em sua mão.

- Não, eu só sei exatamente o que sua irmã pensa de mim. – dei risada enquanto encostei minha cabeça na curva de seu pescoço – E eu não vou jantar na sua casa.

- Por quê?

- Bem por que... – e a porta de casa se abriu. – Droga. – gemi enterrando-me ainda mais no pescoço de Lucas.

- O que foi? – ele apertou um pouco o abraço.

- Você que é o namoradinho da Mari? – minha mãe soltou uma risada extremamente espalhafatosa ao se juntar a nós – Garota esperta, bonitão, rico... Pode levantar a camisa pra mim ver se...

- Mãe! – me levantei de supetão.

- Desculpe querida, só estou tentando ser uma boa mãe. – ela estava com o uniforme de trabalho, de garçonete, trabalhava a cinco quadras daqui.

- Só um aviso gatão – ela se aproximou dele e sussurrou – Quando se cansar dela, pode me ligar se quiser...

- Mãe pelo amor de Deus! – olhei estupefata, Lucas ficou vermelho e me olhou visivelmente confuso.

- Estou brincando querida – ela me “tranquilizou” – Tenho que ir, pode fechar a casa?

- Claro. – respirei fundo quando ela saiu remexendo a bolsa e pegando um cigarro. – Me perdoe por isso. – pedi.

-Tudo bem.

Não.

Não estava tudo bem. Talvez ela tenha estragado todo o plano, quem quer namorar alguém com a mãe bêbada, fumante e que se oferece daquela maneira altamente descarada?

- Vamos entrar. – falei subindo as escadas e o puxando pela mão, tentando disfarçar o quão irritada havia ficado.

Lucas olhou a casa atentamente e deixou seu capacete ao lado do meu, fui à geladeira e o ofereci um refrigerante.

- Não é das melhores marcas. – disse o entregando – Mas é meu favorito.

- Sempre achei gostasse de coca cola – ele brincou colocando os pés sobre o sofá, totalmente à vontade – Gostei dessa casa, parece um mausoléu.

- Isso era pra ser um elogio? – rolei os olhos ligando a tv – Espero que esteja passando um programa bom.

- E eu espero que você vá jantar com a minha família hoje à noite. – engasguei com o refrigerante e ele riu.

- Hoje à noite? – perguntei ofegante, era uma boa oportunidade de ele esquecer minha mãe, mas uma grande oportunidade de Clearwater fêmea acabar com o meu plano.

- Por favor – ele se levantou e puxou meus pés até que eu ficasse completamente deitada – Eu faço o que você quiser...

Ele começou a beijar-me por cima das roupas e as sensações esquisitas tiveram inicio mais uma vez, como estava acontecendo regularmente quando Lucas me tocava. E graças à Deus havia um refrigerante entre nós, pois se não fosse o líquido gelado cair sobre a minha blusa, eu não teria despertado daquele transe.

- Ai merda! – berrei me levantando e sentindo o líquido frio descendo por baixo das roupas – A culpa é sua, seu idiota!

- Não tenho culpa se sou sedutor a ponto de você derrubar refrigerante em si mesma...  – ele sorriu consigo mesmo vendo como a camiseta branca se tornou transparente.

- Tarado! – revirei os olhos e comecei subir as escadas – Fique parado ai antes que eu te jogue pra fora.

- Pode deixar general! – ele bateu continência e se jogou no sofá novamente.

Fui até o banheiro do corredor e tirei a camiseta, estava ensopada e eu resolvi deixar ali para que minha mãe lavasse, iria pegar qualquer uma que eu deixei para trás, deveria servir não fazia tanto tempo que eu fui embora.

Sai do banheiro olhando para os dois lados do corredor, a Tv ainda estava ligada, Lucas provavelmente ainda estava lá embaixo e por isso eu fui para o quarto com tranqüilidade.

- Wow. – ele me vislumbrou por completo assim que passei pelo arco da porta, meu cérebro começando a raciocinar e me dizer que tinha um garoto me vendo só de sutiã.

- Qual parte do FICA LÁ EMBAIXO você não entendeu? – ele estava sentado na minha cama tragando um dos baseados. Me perguntei por um momento se ele poderiam ter prazo de validade, fazia tempo que eu os tinha ali guardado.

- Ainda bem que eu subi. – ele se levantou – Tem coisas interessantes aqui encima. – ele levantou o baseado – Quer dizer que você dá um tapa, como eu nunca imaginei? – e soltou a fumaça enquanto eu me esgueirava pela parede até pegar uma toalha e cobrir a parte de cima exposta.

- Como eu nunca imaginei que VOCÊ desse um tapa? – dei uma risada nervosa, ao perceber que havia fotos e cartas sobre a cama, fotos e cartas que ele não poderia ver.

Mas ele viu, graças ao meu olhar evasivo.

- O que temos aqui? – ele falou com a voz esquisita, pois o baseado estava preso entre seus lábios – Cartinhas de amor de quando você tinha o que? Treze anos? – ele agarrou duas cartas e uma foto.

A FOTO.

- É de um tal de Alex – eu fui pra cima dele, esquecendo totalmente da toalha pendurada embaixo de minhas axilas – Hum... ele disse eu te amo opaaa... – ele desviou da minha investida, era um vislumbre ridículo, mas era uma cena linda, ele estava ali, com um baseado entre os lábios, com um sorriso enviesado e desviando de mim como um ninja ridiculamente lindo.

Às vezes eu achava que realmente ia dar merda esse meu plano.

- Me dá aqui, me dá agora! – e então ele passou da segunda carta pra foto, mas ela estava de costas. “eu te amo”

Se ele virasse eu estava perdida.

- Hum, deixe-me ver quem é o dono do seu coração – ele gargalhou, mas eu o derrubei na cama, ficando por cima dele e o fazendo derrubar a carta, a foto e o baseado no chão, provavelmente queimando o carpete do quarto. – Ai mariana, precisa perder uns quilos...

- Ah vai se ferrar! – falei ofegante, a queda doeu, minha cama não era das melhores.

- Que cena deliciosa – ele olhou para baixo e vi que estava olhando meus peitos, droga eu ainda estava sem camisa – Vem aqui – ele me abraçou para que eu não me levantasse.

- Lucas me larga antes que eu enfie a mão na sua cara! – avisei tentando me desvencilhar, mas no segundo seguinte a gente estava se beijando, apesar de eu tentar virar o rosto.

- Você é tão linda. – ele falou no meu ouvido, quando seus braços me soltaram do aperto e se agarraram a minha cintura.

Eu não sai de cima dele. PORQUE EU NÃO SAI DE CIMA DELE?

- Você também não fica atrás. – falei e tapei seu rosto com o cabelo, beijando, mordiscando e sentindo que as coisas iam esquentar. – É assustadoramente atraente, até para mim.

- Isso é um elogio? – ele se sentou e minhas pernas ficaram entrelaçadas com sua cintura.

- Talvez. – tirei sua jaqueta e depois o ajudei a tirar a camisa – Competição empatada.

- Se eu tivesse um baralho aqui – ele segurou meu cabelo nas mãos atrás de minha cabeça – Podíamos jogar Streep Poker, é divertido.

- Já deve ter jogado muito não é? – a minha mão foi pro botão de sua calça e a dele foi para a minha.

- Ah, pode apostar. – ele gargalhou enquanto eu lhe dei um tapa na cara – Porque fez isso? – ele questionou aturdido.

- Porque você não presta! – ele inverteu as posições e ficou por cima de mim desta vez.

- Mas eu posso ser um verdadeiro gentleman, se quer saber. – ele desceu para meu pés e tirou o coturno, um por um. – Vou lhe provar isto agora.

Tirou as meias, uma por uma.

Depois tirou minha calça.

E eu nunca me senti tão exposta na vida.

- O que pensa que está fazendo? – perguntei ao vê-lo voltar aos meus pés, me apoiava pelos cotovelos para o olhar.

- Estou sendo gentil. – ele beijou meu corpo todo, por lugares em que eu jamais fui beijada. Beijou-me do pé até minha testa, minha cabeça, minhas orelhas, ele realmente foi gentil. – Eu quero fazer amor com você... – sussurrou perto do meu ouvido.

- Não é cedo demais? – ele parou e me fitou.

- O que? Fazermos?

- Não chamar isso de amor. – ele ficou quieto e se sentou.

- Você é tão realista. – se jogou na cama meio desanimado.

- É o meu trabalho – me deitei ao seu lado – Trago pessoas de mundinho cor de rosa pra vida real, ela é cruel e é melhor estarmos preparados para ela. – ele passou as mãos por meus ombros e me puxou para seu peito, até que sua boca se colasse no topo da minha nuca.

- Eu não estou nem ai. Quero viver, quero pensar que eu já amei alguém, eu quero chegar aos vinte anos e dizer que meu coração foi partido por alguém que eu amei, mesmo que isso seja ilusão. – porque minha palpitação aumentou? – E será uma honra para mim que essa pessoa seja você.

- Você está preparado para ter o coração partido por mim? – novamente meus cabelos formaram um véu entre seu rosto, apenas eu e ele, escondidos pelo véu de cabelo. Meu cabelo.

- Nunca estarei, mas quem se importa? Só vou sentir dor mesmo quando acontecer, e está ai, eu vou sentir a dor e eu não estou me importando. – ele suspirou, eu suspirei, ele sentiria dor e eu prazer, muito prazer.

O ver pagando por seus pecados, será delicioso. Ainda era o começo, um coração partido seria pouco perto da perda que tive, mas eu o faria se acostumar comigo, querer me ter perto dele sempre, eu o conheceria do avesso, cada um dos seus segredos e me aproveitaria de suas fraquezas, sem duvidas enfraqueceria o que o torna forte.

- Ótimo. – puxei sua calça para baixo – Porque não me responsabilizo depois que acabar...

- Eu também não – ele me puxou para que eu sentasse-me em seu colo – Eu quero transar com você, te conhecer, te adorar, gostar tanto de você, o que vir é consequência, nem que pra isso eu tenha que sofrer – ele desabotoou meu sutiã – Entenda que eu quero amar até doer, porque ai eu saberei quando estou amando de verdade.

- Talvez seja pior do que imagine. – disse por experiência própria.

- Sempre é. – ele desceu seus beijos para meus seios, porém antes de tocá-los ele voltou para cima e disse – Mas eu quero correr o risco, pela primeira vez, encontrei alguém que valesse a pena correr.

Senti certa emoção ao ouvir aquilo, era bonito.

Era precipitado e era perfeito.

Talvez eu me arrependesse e esse sentimento de que estou traindo Alex crescesse, mas eu estava agindo de acordo com o plano.

Eu não amaria novamente, isso era óbvio, mas que tal um pouco de prazer?

E que tal acelerar as coisas, quando ele sofresse, o meu prazer seria em dobro.

E foi por isso que o silêncio foi preenchido por gemidos momentos depois.

Agora Lucas estava marcado por mim, como uma cicatriz, e eu iria fazer questão de que ela doesse pra caramba.



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