História Tides of Doubt - Capítulo 5


Escrita por: ~

Postado
Categorias Piratas do Caribe
Personagens Capitão Jack Sparrow, Joshamee Gibbs
Tags Aventura, Jack Sparrow, Piratas Do Caribe, Romance
Visualizações 65
Palavras 1.735
Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia, Mistério, Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 5 - A invasão


Acordei subressaltada. Ainda era de noite. Na rua, ouvia-se o barulho de explosões e de pessoas a gritar, aterrorizadas. Levantei-me o mais depressa que pude e olhei lá para fora da janela. Nem queria acreditar no que estava a ver! Port-Royal estava a ser atacada. Não consegui perceber por quem, mas sei que piratas não eram. Estavam demasiado bem vestidos. 

Mas isso não importa. Esses homens estavam a queimar e lançar bombas em tudo o que era sítio, e a disparar para tudo o que se mexia. Fiquei aterrorizada. Pobres pessoas. Estavam a ver as suas casas e família serem destruídos diante dos seus olhos!! E que poderia eu fazer para ajudar? Onde estavam os meus pais, e os oficiais do palácio? E Luke? Será que ele já se tinha apercebido do que se estava a passar? Afinal ele vive muito perto de nós. Mas... como íamos conseguir casar-nos hoje? Mas tive de parar com todas estas dúvidas. Estava a ser egoísta. Havia pessoas a morrer e eu estava preocupada com o meu casamento! Antes que pudesse sequer assimilar o que acabava de ver, ouço a porta do quarto a abrir-se bruscamente. Três homens altos e robustos entraram, cada um com uma espada na mão. Olharam-me da mesma maneira que um leão olha para a sua presa quando está prestes a devora-la.

- Olá princesa. Desculpe o incomodo, não sabíamos que estava aqui.

Fiquei cheia de medo. Como é que iria fugir deles? Mas logo me veio uma ideia à cabeça. Não pensei duas vezes. Abri a janela e saltei. Saltei! Eu nem queria acreditar que tinha feito aquilo! Pela primeira vez na minha vida inteira eu tinha tomado uma decisão por mim mesma! Naqueles poucos segundos que estive no ar, pensei se realmente era verdade o que se dizia, aquilo de os humanos não conseguirem voar ( naquele momento só desejava que fosse verdade ). 

Mas logo obtive a minha resposta. Embati com tanta força no chão, que acho que até ouvi os meus ossos a quebrar. E quebraram mesmo. Caí mesmo em cima de uma rocha, para grande azar. 
Fiz uma enorme ferida na perna, desde o joelho até ao tornozelo. A dor era insuportável, mas não podia ficar ali caída, à espera que alguém me encontrasse. Levantei-me, com muita dificuldade, mas quando me virei para trás pensei que iria voltar a cair. O meu palácio estava em chamas. Ia ficar completamente desfeito, assim como quem quer que fosse que tenha ficado lá dentro. E se os meus pais tivessem morrido lá ? Eu não estava assustada com a ideia de os perder, porque na realidade sempre me senti como órfã. Eu tinha medo de ficar sozinha. Sem lugar para onde ir. Era o que estava a acontecer agora. Eu sei que parece que me estou a contradizer, pois disse que o meu sonho é ser livre, mas eu não quero ser livre sozinha. Eu nunca tinha saído daquele palácio. Eu não conhecia ninguém. Para onde havia de ir? Eu nem sabia onde era o palácio de Luke! O que havia de fazer? 

Comecei a desesperar. Mas, como já disse, ficar ali parada à espera que me encontrassem não era uma opção. Por isso, comecei a correr que nem louca. Não deve ter sido muito depressa, porque a perna me estava a dar dores de morte, mas corri o mais rápido que pude. Mas por onde haveria de ir? Apenas segui o meu instinto. Peguei num tecido preto que encontrei no chão e tapei-me com ele, para ser dificilmente reconhecida. Passei por trás do meu palácio e segui em direção a uma rua estreita. Apesar do mau aspeto, parecia segura. E calma até, tendo em conta o terror que rodeava toda a cidade. Continuei a andar, até que ouvi o barulho de passos a vir na minha direção. Atirei-me para o chão, cobri a cabeça com o tecido e fiquei muito quieta, fingindo de morta. O barulho estava a tornar-se cada vez mais forte. Tentei ficar calma, mas era impossível. E se  descobrissem que eu não tinha realmente morrido? Só Deus sabe o que poderiam fazer-me. Senti, então, uma presença.,Alguém estava mesmo ao meu lado, parado. Abri um pouco os olhos e até lhe consegui ver as botas. Tentei acalmar-me, pois não podia dar indícios de estar a respirar. Senti essa pessoa a baixar-se um pouco e a examinar-me. Consegui sentir a respiração dele no meu pescoço. Levantou-me um pouco o vestido e deu-me um murro na perna ferida, decerto para me testar. Tive de fazer um esforço enorme para não gemer. A dor era horrível, e já tinha perdido muito sangue, por isso sentia-me fraca. Felizmente não produzi nenhum som. O homem, por fim, levantou-se, e disse a um indivíduo que não consegui identificar:

- Está morta. Vamos avançar.

Depois ouvi os seus passos a afastar-se cada vez mais. Ainda fiquei naquela posição durante algum tempo, com medo de que alguém me observasse, mas depois ganhei coragem e levantei-me, com alguma dificuldade. Aquele murro ainda me tinha deixado pior. Voltei a cobrir-me corretamente com o tecido e continuei a andar por aquela rua. Parecia estar completamente deserta, por sorte. Ou então azar. Não sabia muito bem como avaliar aquela situação. Talvez significasse que já tinham morto todas as pessoas ali. Ou talvez não. Cheguei ao final da rua e vi o porto de Port-Royal. Vi o mar. O símbolo da liberdade. Apesar de viver tão perto dele, nunca o tinha visto tão de perto. Era realmente maravilhoso. Qual seria a sensação dos piratas e marinheiros, que passam quase a sua vida inteira no mar? Não sei concretamente a resposta, mas deve ser uma sensação maravilhosa. O vento a balançar- te o cabelo, os salpicos de água na cara... mas isso era algo que eu me poderia contentar apenas por sonhar.

Olhei para os dois lados, numa tentativa de avaliar qual deles me levaria para onde queria ir. Mas eu não fazia ideia ideia para onde ir! Esquerda? Ou direita? Sempre quis poder fazer as minhas escolhas, mas não sobre tamanha pressão! O que irei encontrar se for pela direita? E pela esquerda? 

Acabei por escolher a direita. Apenas porque o meu instinto me dizia para o fazer. Avancei, mas desta vez um pouco mais devagar. Estava muito assustada e tinha medo que alguém aparecesse. O Porto, tal como aquela rua, estava estranhamente silencioso e isolado. Nem estava um único navio atracado. Mas porquê? 

De repente, ouço passos novamente, assim como um barulho de disparos. E desta vez, não eram apenas dois homens. Pareciam ser muitos mais! Tinha de me esconder. Mas onde? Não havia ali nada onde me pudesse esconder! Eles estavam a aproximar-se... comecei a transpirar como nunca tinha transpirado na minha vida. O que fazer? O que fazer? Só havia água... só água... Só água !! 

Como que num ápice, comecei a correr e atirei-me para dentro de água. O que é que fizeste Noah?! Tu não sabes nadar!!!! Como que por milagre, encontrei uma estaca de madeira a boiar na água e agarrei-me a ela. A perna doía-me tanto!!!! Comecei a ver o meu sangue a espalhar-se pela água. Precisava de ser tratada, ou não iria sobreviver por muito mais tempo. Mas não era essa a minha maior preocupação. 

De repente, oiço os homens a aproximar-se da margem. Devo ter feito barulho quando saltei, como é óbvio. Encostei-me à borda de cimento. Eles estavam mesmo por cima de mim. Comecei a desesperar. 

- O barulho vinha daqui - disse um deles.
- Tens a certeza? - disse outro.
- Claro que sim idiota. Alguém saltou para dentro de água.

Conseguia ver as suas sombras refletidas na água. Eram mais de 10. Estavam olhar para o horizonte, à minha procura. Era só olhar para abaixo e era o fim. Ficaram ali durante uns 15 minutos. Por fim, um deles disse: 

- Fizeste-nos perder o nosso tempo, imbecil! Não está aqui ninguém ! 

Depois foram-se embora. Senti-me aliviada. Mas não por muito tempo. Começou a soprar um vento muito forte, que fez com que o mar oscilasse, puxando-me para longe do Porto. Estava a afastar-me cada vez mais. Tentei nadar até lá, mas a corrente estava muito forte, e eu também tinha menos uma perna. Desisti. Deixei a minha cabeça cair na estaca. Estava exausta. E muito fraca. Nem valia a pena tentar. Também já não me devia restar muito tempo. Então deixei-me apenas ficar, agarrada aquele pedaço de madeira. O mar iria levar-me para algum lado. Mau ou bom, seria até terra, e isso já era positivo. Fechei os olhos, mas não adormeci. Fiquei apenas a ver o tempo passar. 

------------

Oiço um barulho e abro os olhos. Ainda era de noite. E eu ainda estava viva. Devia de ser mais dura do que pensava. Olhei para cima, e a poucos metros de mim estava um enorme navio ancorado. Mesmo no meio do mar. Estranho. Era negro, sombrio e com um aspeto muito velho e desgastado. Deveriam de o ter abandonado ali de certeza. Um navio naquelas condições era inutilizável. Mesmo com as velas recolhidas, dava para perceber que estavam cheias de buracos. Mas independentemente do estado do navio, ele era a minha salvação. Bem, talvez não salvação, mas pelo menos não iria estar mais tempo dentro de água. Estava a ficar cheia de frio. 

Com as últimas forças que me restavam, alcancei a âncora e comecei a subi-la, apoiando os pés nas fendas do navio. Custou-me muito fazer aquilo. Mas senti que algo de muito bom me esperava naquele navio... talvez...Continuei a subir. Devo ter demorado mais de 1 hora a acabar a subida. Quando cheguei ao topo, deixei-me cair no chão áspero. Estava completamente exausta. Sabia que não ia aguentar mais. Tinha sido muito desgastante. Desta vez era a sério. Estava encharcada, o meu cabelo emaranhado, o meu vestido quase em farrapos e a perna desfeita. Não havia salvação possível. Nunca me iria casar, nunca mais voltaria a ver Luke e nunca iria realizar o meu sonho. Nunca iria ser feliz. Levantei os olhos para o céu para poder olhar as estrelas uma última vez. Mas não eram as estrelas que lá estavam. Em vez disso vi a silhueta de um homem estranho. A minha visão estava turva, e não lhe consegui ver as feições. E esse homem foi a última coisa que vi. Depois tudo ficou escuro.


Notas Finais


Espero que tenham gostado! Quem será o homem no navio? 😂😂🤔 por favor comentem, os comentários ajudar-me a ter inspiração para continuar. Obrigada💞


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...