História Tiffany, seu namorado é Gay. - Capítulo 13


Escrita por: ~

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Categorias Girls' Generation
Tags Girls' Generation, Snsd, Taeny
Visualizações 171
Palavras 4.032
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Escolar, Famí­lia, Orange, Romance e Novela, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi *-*


Que demora, finalmente eu estou de férias e posso fluir tranquilamente pelas fics *-*

Capítulo 13 - Uma surpresa, pode entrar Krys


 

[ TaeYeon ]

 

 

Fico esperando Tiffany por mais de vinte minutos, como ela disse para esperar esse tempo, confiei. Mas, eu deveria nem ter acreditado porque a maioria das mulheres passam uma eternidade para se vestirem. Sinceramente, eu não entendo qual a dificuldade em pegar qualquer peça legal e pôr. E outra, era apenas um biquíni, por que tanta demora?

Não sou muito de esperar, daí lembro que minha sorte do dia é que os pais de Fany foram jogar golfe com alguns amigos, então eu não preciso me sentir tão desconfortável como a alguns minutos atrás. Desci já usando um calção de banho, porque nem fodendo me prestarei ao papel de ficar apenas de sunga na frente dela, pelo menos não tão rápido, embora eu também esteja usando uma sob o calção. E pode parecer besteira, mas não quero Fany me zoando por motivos de a sunga: ter sido comprada por minha mãe, por ser vermelha quase brilhante e apertada, porque minha mãe não tem noção do meu tamanho realmente.

Mal chego ao fim da escadaria e uma senhora, que bate exatamente no meu tórax, atraca em meu braço e me arrasta para a cozinha. Claramente essa senhora não é asiática, pois tem a pele bronzeada e é corpulenta, seu nome é Maria. Eu não sei pronunciar seu nome tão bem, mas o que importa aqui é o fato dela falar em inglês e ter me obrigado a tomar café da manhã seguindo um pedido de Tiffany. Quem sou eu para me fazer de rogado se tratando de comida? Como o mais rápido possível e pergunto se Maria quer uma ajudinha com a louça, mas ela nega e então me despeço. Saio da mansão dos Hwang e me aventuro a procurar a piscina por aquele jardim imenso.

 

Finalmente avisto a piscina em formato de pé, isso mesmo, tem uma grande piscina e onde são os dedos são piscinas redondas menores. Quem quer que tenha pensado nisso, é a porra de um gênio!

 

- Espero que tenha gostado das piscinas. – Quase dou um pulo de susto quando Tiffany belisca minha cintura. Me viro para encará-la e a encontro sorrindo, e usando um biquíni preto que mataria qualquer ser humano que não fosse cego. Eu devo ser julgado por estar a secando? Bem, acho que qualquer um em meu lugar faria o mesmo, afinal, o biquíni dela é pequeno, mas não chega a ser vulgar e acho também que a boa forma física de Tiffany se deve aos treinos desgastantes das cheers. – Tudo bem, TaeYeon, eu sei que sou gostosa.

 

- I-Isso é ótimo, pelo menos assim não vou me sentir culpado. – Retruco meio que forçando um sorriso, porque meu rosto está quente e corro na direção da piscina. Me atiro na água sem me importar com Tiffany querendo me intimidar.

 

- Eu espero que você tire esse calção broxante, ouviu Kim?! – Ouço Fany gritar, mas não me importo, porque ela quer apenas tirar uma com a minha cara.

 

 

Enquanto tento me distrair um pouco, a vejo numa das espreguiçadeiras que tem por perto e logo resolvo ir para lá também. Não tem graça ficar na água sozinho, além disso quero conversar um pouco para as coisas não ficarem estranhas. Mas, assim que saio da piscina, ao longe, enxergo um grupo de pessoas vindo em nossa direção e fico nada contente ao notar que Tiffany havia chamado o pessoal da torcida e o time de futebol.

 

- Por que você os chamou? – Pergunto incrédulo para Fany. Mas, seu rosto parece bem mais confuso que o meu. - O que está acontecendo?

 

- Eu não sei. – Ela levanta e se põe ao meu lado. E segundos depois tem uma multidão de caras e garotas na piscina, eles trouxeram até bebidas e ligaram umas caixas de som bem exageradas conectadas a um celular. E para o meu azar, aquele idiota do tal NichkHun está também, como sempre se exibindo. Alguém dá um tiro nesse panaca?! – Mas, vou descobrir agora mesmo.

 

 

Não é preciso mais que cinco minutos para sabermos o motivo da invasão. Ao que parece, a prima de Tiffany, uma tal de Krys, quem armou tudo. Acho que Tiffany continua bem mais espantada que eu, porque assim que a parente dela chega diante de nós com um “Surpresa!”, Fany a arrasta para dentro de casa e, como não me sinto bem com esse pessoal, as sigo. Porém, não vou na intenção de ouvir a conversa das duas, vou direto para o “meu” quarto e meio que me sinto mal por ter esquecido de levar uma toalha, porque agora sigo molhando a casa inteira.

Passo pelo quarto de Tiffany e a ouço conversando com sua prima, continuo meu caminho e entro no quarto sem me preocupar em trancar a porta. Juro que preferia que o tempo estivesse o mesmo que o de ontem, mas Seoul é a porcaria de uma cidade maluca que só quer foder a minha vida. Dou as costas para a porta e tiro o calção, o que é uma péssima ideia.

 

 

- Droga, bebê, essa coisa é perfeita em você! – Me assusto com a voz feminina, que não é de Tiffany, e viro rápido para olhar quem é. – Minha prima tem um ótimo gosto. – A prima de Tiffany, a Krys, assobia descendo o olhar por meu corpo. – Não tenho certeza se alguma mulher ou homem conseguiriam manter a linha ao seu redor com você usando essa sunga.

 

- Deixe TaeYeon em paz, Krys. – A voz de Fany se faz presente e não sei se me sinto mais envergonhado ou aliviado. – Eu te falei que ele é tímido.

 

E quando ela fala isso, pego um travesseiro e cubro minha sunga, porque morto de vergonha já estou. Não é legal ter duas garotas rindo enquanto te observam.

 

- Eu não sei o que Tiffany está pensando, mas eu sei muito bem o que estou... – A tal Krys quer a minha cabeça explodindo de tanta vergonha só pode. Onde fui me meter? – Sem dúvidas, Tiffany, TaeYeon é quente!

 

- Krys, cala a boca! – Fany ri e puxa a prima para fora do quarto. Dou graças a Deus e desta vez, fecho a porta e passo a tranca. – Eu vou te matar! – Ainda a ouço resmungando.

 

Nesta situação toda, eu apenas me pergunto se irei sobreviver até o final do dia e, caso eu sobreviva, quem me garante que sobreviverei até o retorno das aulas?

 

 

[ TaeYeon / off ]

 

***

 

[ Yuri ]

 

Assim que estacionamos diante da casa de Jessica, ela faz um sinal para que eu não saia do carro e pelo jeito ruim que me encara, decido não tocar nem na porta. Jessica sai sozinha sob o guarda-chuva, arrastando sua mala pelo aguaceiro sem dar a mínima.

Ainda é um pouco cedo, por isso, acabo nem me preocupando com sua enorme demora. Ela, talvez, esteja ajeitando outra mala com tudo aquilo que é necessário para se passar uma semana inteira na praia. E nessa se passam quase meia hora até eu vê-la carregando uma nova mala, também no aguaceiro, e uma mochila nas costas. Saio do carro sem proteção mesmo para ajudá-la pelo menos a segurar o guarda-chuva.

Por mais incrível que pareça, Jessica ficara muito falante depois que partimos para a minha casa. É tão bom vê-la sorrindo, mesmo que seja zoando minha cara. Entramos carregando tudo e meu pai dispensa o motorista rapidinho para que ele também tire sua aguardada semana de folga. 

 

Meus pais, claro, me fazendo passar aquela vergonha enquanto estamos à mesa nos preparando para ter um jantar em família. Jessica está confortável e isso é a melhor coisa que posso conseguir dela por enquanto. O meu constrangimento piora quando a campainha toca e minha mãe atende a porta, voltando toda alegre com o meu irmão ao seu lado, pronto, mais um para detonar minha imagem. Meu irmão, Hyuk Jun, quase nunca está por perto, por isso, finjo bastante que ele não existe para me poupar da saudade. Funciona muito bem.

Ele senta à mesa conosco e o apresento à Jessica, que fica bem surpresa ao descobrir que há mais um Kwon para propagar os genes às futuras gerações da humanidade.

 

 

- Estou muito feliz por estamos reunidos, – Começa minha mãe. – principalmente, porque finalmente conhecemos a famosa Jessica, que Yuri sempre fala. – Olho para o teto, não querendo encarar a Jung, sei que ela está olhando diretamente para mim. – Fico mais feliz ainda por ter aceitado o convite de viajar conosco, querida.

 

- Eu quem agradeço. – Diz Jessica. E só então volto a olhá-la. – O cheiro da comida está ótimo e tudo parece estar delicioso. – Ela sorri mais uma vez. – E obrigada pelo convite, senhora Kwon.

 

- Minha esposa é uma ótima cozinheira, pode confiar. – Meu pai fala e dá a primeira garfada. Então, logo em seguida nós todos nos pomos a comer. – Quando Yuri era pequena, ela era um tanto cheinha.

 

- Pai... – O chamo a atenção.

 

- Sério? – Jessica solta uma risadinha com cara de maldosa. – Não consigo imaginar Yuri acima do peso.

 

- Sério! – Meu irmão se pronuncia. – Inclusive, Jessica, minha mãe pode te mostrar umas fotos da Yuri quase rolando pela casa.

 

- Hyuk! – Dou um chute em sua canela, porque não estou com vontade de continuar sendo humilhada por minha própria família.

 

 

E nesse clima de todos querendo me fazer passar vergonha, terminamos o jantar e acompanho Jessica até um dos quartos de hóspedes. Ficou decidido que só partiríamos de viagem depois das oito da manhã do dia seguinte, isso se o temporal nos desse um descanso. Dou boa noite para ela e vou direto para o meu quarto.

Assim que tranco a porta e me deito na cama, pego o celular e dou de cara com uma mensagem da prima de Tiffany, a Krys. Segundo a tal mensagem, ela está voltando para a Coréia para estudar e vai morar sozinha; além disso, ela quer fazer uma surpresa para Tiffany e por isso me pediu o número da Hyo, que é a capitã das líderes, para que ela convidasse todas as meninas e os rapazes do time da universidade para uma social na mansão de Fany. Respondo que, infelizmente, não poderei ir por conta da viagem à casa dos meus avós e ainda a alerto de que talvez minha amiga não curta muito essa ideia. 

Porém, Krys não responde minha mensagem, então ela que enfrentasse a fera, vulgo Tiffany. Após isso, vou tomar um banho que logo termino e aproveito que já estou no banheiro e escovo os dentes. Visto um short folgado e uma blusa também frouxa e quando estou prestes a me deitar, escuto um “toc toc” na porta. Rapidamente atendo e é Jessica.

 

- Não vou conseguir dormir. – Ela entra e nem me deixa dizer algo. Suspiro e tranco a porta. - Então acho bom me deixar ficar no seu quarto.

 

 

[ Yuri / off ]

 

 

***

 

[ Tiffany ]

 

Preciso concordar que é um perfeito dia para uma festa na piscina. A temperatura é de uns trinta e poucos graus, o sol está brilhando, nem parece que ontem o céu estava quase desabando em chuva; e o melhor é que uma leve brisa parece soprar lá fora e eu queria aproveitar o tempo, mas agora não sei se quero tanto porque minha prima fez o grande favor de chamar o time de futebol e a equipe de torcida. Eles são meus amigos, mas no momento, da bagunça, deles quero distância.

 

 

- Nem parece que está feliz em me ver. – Krys, minha prima, faz beicinho enquanto a fito com cara de poucos amigos. – Era para ser surpresa, Fany, me desculpe.

 

- O que está feito, está feito! – Levanto o tom, mas logo abro os braços para que ela me dê um novo abraço. – Só não faça isso de novo, Krys. Eles são bagunceiros, acabe com aquela bagunça por mim.

 

- O problema não são seus amigos, Fany, e nem a bagunça. – Ela sorri maldosa. – Você quer é ficar sozinha com aquele cara, não é? Nem tente me enganar, claramente você o quer sem aquela sunga apertadinha na sua cama, eu sei.

 

- Calada! – Jogo um de meus travesseiros nela, péssimo momento para me afundar em vergonha. – Se vire com aquela multidão, eu imploro, meus pais vão surtar se chegarem a tempo de ver aquele tumulto na piscina.

 

- Você não era tudo isso de chata, quantos anos mesmo tem? Sessenta? – Jogo outro travesseiro nela, mas a peste desvia. – Mas, não te culpo. Maldição! Você viu como aquela sunga vermelha brilhante, cegante, abraça a bunda de TaeYeon? Parece que foi pintada, que corpo!

 

- Pare de dizer essas barbaridades, pelo o amor de Cristo. – Eu ri, minha prima é um exagero em pessoa e, infelizmente, sem papas na língua. – Você deve ter deixado TaeYeon morrendo de vergonha naquele quarto. Que ideia foi essa de abrir a porta sem bater? E se ele estivesse nu?

 

- Olha, meu anjo, se TaeYeon estivesse nu eu teria tirado a sorte grande, isso sim! Mesmo ele tendo aquela bunda branquela, nada que um belo dia tomando sol pelado na piscina não resolva. – Ela se atira em minha cama. – O que mesmo ele está fazendo aqui?

 

- O teto do corredor dos dormitórios desabou, e nos deram uma semana livre até consertarem tudo. – Sento na cama, não estou mais brava com a situação que minha prima criou há minutos. Krys continua atenta em mim. – TaeYeon não tem para aonde ir, os pais dele não moram no país e então o chamei para ficar esse tempo aqui.

 

- Tá apaixonada, meu Deus, nem consegue disfarçar mais. – Krys ri, mas não vou cair em seu jogo. – Levanto, a puxo pelo braço, a levo até a porta, praticamente a expulsando para que vá naquela piscina e mande todos irem embora. Finalmente ela se rende e sai.

 

 

Vou acompanhando seus passos através da janela de meu quarto e vejo ao longe que há uma mesa com comidas, baldes preenchidos de gelo e bebidas. Sei que ela foi para se juntar a eles, então nada mais posso fazer a não ser esperar o sermão de meus pais quando chegarem e darem de cara com aquilo. Muito exagerado de minha parte estar achando ruim? Não, porque como havia dito antes, eu nunca tinha trazido tantas pessoas para minha casa.

Um rápido pensamento de ir conversar com TaeYeon me cruza a mente, mas decido o deixar em paz. Krys já o deu uma boa dose de constrangimento por hoje e sabendo como TaeYeon é podre de timidez, melhor deixá-lo descansar. Finalmente me deito na cama e fecho os olhos, ainda estou de biquíni, mas pouco me importo, porque fico tão sonolenta que decido apenas relaxar. Mas, meu plano vai por água a baixo, acabo me assustando com um barulho gigantesco de vaso quebrando. E lá vai embora meu sono...

 

Antes de ir ver o estrago lá embaixo, visto um short e uma blusa folgada. Desço quase correndo pelas escadas e Krys me acalma mesmo com aquela confusão fodida que veio aqui para dentro. O vaso preferido de minha mãe está em pedaços e o jogo de bebidas do meu pai está quase esgotado, vou ficar em problemas pelo resto da vida!

Estou mesmo irritada com o que está acontecendo, então saio um instante para sugar ar puro, senão vou ter um treco abafado. Sei que Krys vai assumir a culpa inteira, mas mesmo assim isso não poderia estar descontrolado. Minha prima evacua todos para fora e a agradeço por fazê-lo, meio atrasada, mas pelo menos se livrou de meus amigos sem que eles ficassem bravos com a situação.

 

 

- Não se preocupe com as bebidas do seu pai, enquanto você estava lá em cima dei um jeito de comprar outras. Ele nem vai perceber, Fany.

 

- Sim, ele vai. – Falo derrotada. – Meu pai sempre sabe quando tocam em suas bebidas, Krys, estou ferrada! Olha o vaso da vovó todo espatifado no chão, e isso hein? Com cola não vai se resolver.

 

- Ninguém nunca tocou nas bebidas dele, bebê, nós sabemos, então fique calma. Eu sei bem o tio que tenho, vou substituir todas as garrafas agora mesmo e tudo vai estar okay. Me desculpe por causar problemas, não vou mais fazer pequenas surpresas como esta. – Me dou por conformada, então ajudo minha prima com a bagunça. Nenhum dos empregados estão em alerta, apenas Maria, mas ela é minha cúmplice não vai me entregar. – E sobre o vaso, que escândalo gigante! Todas as mulheres da família têm um, não é tão valioso assim. A vovó tem outros tantos na casa dela, é só Miyeon pedir uma cópia nova.

 

- Minha mãe odeia quando você a chama pelo nome e não de tia. – Começo a rir, isso sempre gera alguns resmungos de minha mãe. – Continue a chamá-la assim, por favor!

 

- Claro que vou continuar! – Terminamos o serviço de limpeza em meia hora, incluindo a piscina. Estou exausta, não sou de fazer faxina. – Fany, tudo bem mesmo com essa coisa de não estar tendo aulas?

 

- Está sim, por quê? – Pergunto já esperando pela bomba.

 

- Chame TaeYeon, nós três vamos sair e nada de protestos! É o meu primeiro dia na cidade depois de anos, voltei para ficar e como também estou livre esta semana, vamos aproveitar bastante as noites em Seoul.

 

- Odeio noitadas, Krys, só de pensar em sair me bate uma preguiça mortal. – Reclamo, mesmo sabendo que nada do que eu diga irá funcionar. – Tem que ser hoje?

 

- Sim, tem! Vá avisar o gostosinho ou eu mesma vou. – Praticamente vou correndo até o andar de cima, Krys sozinha perto de um ser humano tímido não presta. – Descansem um pouco, vou sair e, às oito, passo aqui para buscá-los, não me façam esperar, hein.

 

- Não temos alternativa, tchau Krys.

 

 

[ Tiffany / off  ]

***

 

[ TaeYeon ]

 

Depois do constrangimento monstruoso, eu, finalmente, pude dormir em paz. Nossa, não tinha noção do quanto precisava de algumas horas de sono. O colchão desta cama é tão confortável que estou seriamente pensando em levá-lo para o meu quarto na universidade, pois aquele maldito colchão de dormitório vai acabar me complicando as costas.

Olho as horas no celular e já é finzinho de tarde, levanto ainda atordoado e espero que aqueles idiotas do time de futebol tenham ido embora. Eu sei bem que a casa não é minha, mas só de pensar que Fany passou o tempo todo perto daquele demônio do Horvejkul meu sangue ferve. Quem ele pensa que é?

 

 

- TaeYeon, nós vamos sair em algumas horas, okay? – Ouço Tiffany gritar na porta, vou lá e abro para que ela entre. – Desça para comer alguma coisa, depois tome um banho e se arrume.

 

- O quê? Por quê? – Ela ri, provavelmente porque eu ainda estou muito grogue para acompanhar o que diz. – Para onde vamos?

 

- Eu também não sei, a Krys disse que vai passar aqui às oito para irmos sabe-se lá para aonde. – Ótimo, mas uma série de vergonha que irei passar por causa da prima dela. – Ora, não faça essa cara, certo? Também não estou contente com a história de sair, mas vá por mim, quando minha prima coloca algo na cabeça é quase impossível fazê-la mudar de ideia.

 

- Tudo bem, então. – Me dou por derrotado.

 

- E, Tae, sobre hoje cedo... – Não, pelo amor dos deuses, não lembre daquilo. Minha mente queima só de pensar que Tiffany me viu usando aquela sunga ridícula. – Não morra de vergonha pelas coisas que a Krys disse, tudo bem? – Fany ri. – Ela tem esse jeito louco mesmo, nada forçado. Krys não falou aquilo para te constranger realmente. Por favor, só não caia na pilha dela com as ‘gracinhas’ que diz sobre você ou sobre mim.

 

- Obrigado, mas você sabe que vou continuar morto de vergonha se ela mencionar o que aconteceu hoje. Esqueça que viu aquele troço brilhante, eu imploro. – Falo rápido, mas só estou fazendo com que Tiffany comece a rir batendo palmas. – Hei, não tem graça!

 

- Na verdade, tem sim. Mas, enfim, desça e coma algo é só pedir à Maria.

 

- Okay. Okay. Agora pode rir da minha cara em outro lugar antes que eu me jogue pela janela.

 

...

 

A cozinheira dos Hwang me entupiu de comida, ela parece uma avó. Como Tiffany disse para fazer, aqui estou todo ‘arrumado’ esperando sua prima para que possamos ir a um lugar ainda desconhecido por nós. E exatamente são vinte horas, a tal Krys é muito pontual, preciso admitir.

Fany me chama e vamos juntos até o cadillac ciel marrom. Não querendo parecer idiota, mas vendo esse carro meu queixo praticamente despenca e Tiffany fala que é melhor eu fechar a boca antes que minha mandíbula caia no chão. Rolo os olhos. A prima dela sai do carro usando um vestido vermelho um tanto curto, muito chamativo, diferente do de Tiffany que é um discreto preto, embora também mostre pele a mais, talvez eu esteja lutando para não olhar demais suas pernas.

 

 

- Querido, você vai colocar aquele lugar em chamas! – Tiffany ri disso, dessa vez eu rio também, porque o jeito que Krys fala é muito esquisito. Ela parece estar num filme dos anos oitenta. – Muito clássico seu jeans desbotado e essa camisa branca amarrotada. Só mais uma coisa, bebê. – Ela bagunça meus cabelos e ah, eu deixo, mal não vai fazer. – Pronto! Agora parece que você acabou de sair da cama. Na maioria dos caras isso pareceria estúpido, mas em você fica quente!

 

Após isso entramos no cadillac. Fany senta ao meu lado e aproveito para perguntar por que diabos sua prima fala de um jeito tão esquisito. Krys é muito jovem, mas fala igual uma tiazona hippie que não aceita que o movimento acabou há anos.

 

...

 

E o lugar que estamos é uma ‘casa de show’, foi isso o que Krys disse. Francamente, precisamos atualizá-la de algumas coisas, porém sei que se ela não fosse assim Fany não a adoraria tanto.

Tiffany e sua prima me arrastam para a ‘pista’ de dança e logo começam a se divertir, mas não eu, porque não sei dançar. Fico parado igual um poste no meio de todos apenas as encarando e, infelizmente, elas tentam mudar esta situação.

 

- Vamos, bebê, mexa-se. Como quer que Fany o note quando tem caras que chamam mais atenção por estarem quase querendo se fundir a ela? – E, para o meu azar, Krys tem razão. Tiffany está dançando com algumas pessoas em torno de si, não necessariamente caras, mas há alguns querendo cercar. Depois ela diz que não gosta de sair. Ah, tá ótimo que é verdade.

 

- Eu não sei dançar, sou horrível nisso. – Praticamente dou um grito para que Krys me ouça, a música está muito alta.

 

- Não se preocupe, querido, eu tenho certeza que a dança está em seu DNA. – Eu ri disso, ri muito até. – Além disso, até mesmo você paradão aí continua sexy.

 

- É, tão sexy que Tiffany não está nem olhando para mim. – Suspiro. Sou uma anta, sério. Deveria sair da pista, estou só ocupando espaço alheio mesmo.

 

- Oh, então apenas feche os olhos e sinta a música. – Fico meio desconfiado, mas tenho nada a perder, apenas a obedeço. – Eu sei que você tem um dançarino escondido aí em algum lugar desses músculos, basta deixá-lo sair.

 

 

Odeio admitir isso, mas Krys está certa novamente. Tão certa, que minutos depois estou me divertido muito com seja lá isso que eu esteja fazendo, mas com certeza estou movimentando o corpo.

Algumas horas passam e decido descansar enquanto as duas voltam a dançar. Apesar de tudo, está sendo uma noite legal, é bem tarde agora. Pego uma bebida sem álcool porque pela quantidade que Krys e Fany tomaram, eu quem vou dirigir até a mansão dos Hwang. Estou até pronto para receber uma sentença de morte do pai de Tiffany, mas ele vai saber que levei sua filha e sobrinha em segurança. Pensando nisso acabo me distraindo quando vejo uma movimentação estranha para os lados em que as garotas estão.

 

Que merda está acontecendo ali?

 

 

[ TaeYeon / off ]

 



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