História Tigres e coelhos - Capítulo 2


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
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Palavras 1.393
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fantasia, Romance e Novela, Slash, Sobrenatural, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Cross-dresser, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Olá pessoinhas :3 Obrigada por acompanharem essa historia.
Temos mais dois personagens novos na trama. Espero que gostem deles :*

Capítulo 2 - Capítulo 1


Um homem esperava do outro lado da sala. Via a afobação dos servos entrando e saindo do closet com certa indiferença. A quantidade de roupas e sapatos que entravam ali vestiria sem nenhum problema mais de cinqüenta pessoas. Seu amigo demoraria séculos para sair dali.

Aires vaidoso como sempre não vestia mais de uma vez a mesma roupa. Não usava o mesmo acessório e sempre queria ser o mais bem vestido por onde passava. Era nesses momentos de demora que Rui agradecia por seu amigo esquecer-se das coisas facilmente. Pois com toda a certeza ele demoraria o dobro do tempo se lembrasse de tudo que já havia usado. 

Ele tentava se distrair com qualquer coisa que estivesse ao seu redor. Mas já não estava com mais paciência. Já havia chegado ali a mais de duas horas e a única coisa que podia fazer era esperar. Balançou sua calda com impaciência e se levantou no momento certo em que Aires saia do closet. Roupas justas com tons de dourados. Cores claras em sua maioria. Eram sempre os mesmos tons.

"Esperou muito Rui?" Ele perguntou.

Rui respirou fundo. Aires não lhe perguntava aquilo com ironia. Ele perdia facilmente a noção do tempo quando escolhia suas roupas. Rui era sempre obrigado a lembrá-lo quando dispunham de pouco tempo.

"Estava indo chamá-lo." Respondeu Rui se virando para a porta. "Podemos ir majestade?"

"Quando parar de me chamar desse modo." Aires lhe deu um forte tapa nas costas fazendo com que Rui desequilibrasse. "Somos amigos. Não precisa de toda essa formalidade."

Os servos que trabalhavam na casa se curvavam em respeito a Aires. Foi assim durante todo o caminho ate a entrada da frente onde um carro havia sido preparado para eles.

Os dois se acomodaram nos bancos de trás da luxuosa limusine passando as coordenadas para o motorista e começaram a conversar logo o carro se pôs em movimento.

"Rui, estou te estranhando. Normalmente me apressa para ir aos eventos. Mas me deixou ficar duas horas escolhendo roupas."

"Aires porque pergunta?" Suspirou pesadamente massageando as têmporas. Já imaginava o que Aires insinuava, mas não queria conversar novamente sobre isso. Seus pais insistiam para que arranjasse uma esposa e tivesse filhos. Pois eles diziam que um homem de seus vinte e um anos já deveria ter formado uma família. "Sabe muito bem que não tenho vontade de me casar com uma garota.

Especialmente as coelhas que são obrigadas a se casar. Ouvi historias bem assustadoras sobre elas."

"Assassinatos aos seus "maridos"  não é?" Aires o encarou coçando a barba.

"Sim. Se fosse para me casar com uma mulher preferiria que pudéssemos ter pelo menos um bom convívio. Que não envolvessem facadas pelas costas."

"Pode ter certeza, dessa vez vamos achar alguém para nós." Respondeu Aires otimista dando-lhe um aperto em seu ombro tentando lhe passar seu otimismo.

Rui silenciou enquanto rezava para que assim fosse.

 

As duas foram literalmente jogadas para o salão aonde ocorria o baile. A senhora, mãe delas, que não deixará de insultá-las e praguejar aos quatro ventos havia revirado as salas de roupas. Ela queria a todo custo deixá-las apresentáveis, mas depois de tirar e colocar vestidos e vê-los largos demais ou que nem passavam por seus quadris, desistiu desse intento.

Depois de quase uma hora de atraso devido à procura de roupas elas estavam finalmente no campo de abate. Os rostos se voltavam para elas, mesmo com nenhuma das duas fazendo o menor movimento. Os tigres não deixavam de esconder sua repulsa por vestirem calças. Mesmo quando Alicia e Hellem foram em direção a mesa do Buffet, se servirem, ninguém lhes dirigiu a palavra.

Pegaram o que queriam com calma e após servidas se dirigiram para o canto mais isolado do baile onde muitos não se aproximaram por ser escondi dos nobres tigres ali presentes. Como não tinham intenção de serem vistas e muito menos se importavam com as regras tolas dos coelhos sentaram-se a mesa tendo uma frondosa samambaia e jacintos como cortina.

Ficaram ali durante o que pareceram horas trocando cochichos sobre o que achavam daqueles tipos de festas e das pessoas que participavam delas para terem "esposas".

A opinião das duas não era uma das melhores.

Seus pensamentos rodavam em torno de não serem escolhidas para que não fossem separadas uma da outra. 

"Ei garotas!" Gritou um dos jovens tigres. Atravessando a cortina de plantas. "Tão se escondendo de que? Umas coisinhas lindas dessas devem ser mostradas." Disse agarrando Hellem pelos cabelos curtos e a jogando para longe fora da pequena proteção que as plantas as haviam fornecido.

Alicia tomada pelo choque em um primeiro momento ficou totalmente sem reação. Seus sentidos somente voltaram quando o homem voltou a puxar rudemente sua irmã pelos cabelos a levantando.

"Solte-a!" Gritou Alicia se jogando em cima do rapaz o arranhando aonde pudesse encontrar pele desnuda.

"Sua coelha louca!" O rapaz largou Hellem que bateu sua cabeça no chão. Seu único foco agora era se livrar da pessoa que o arranhava.

Com mãos e dedos numa confusão enorme Alicia foi finalmente segurada pelos cabelos. Ela pode somente gritar enquanto sentia seu couro pulsar de dor.

A confusão obviamente atraira olhares e quando finalmente os seguranças estavam ali para tirarem as duas coelhas de lá, e Alicia sabia, para uma longa e demorada surra com varetas, duas figuras distintas apareceram.

As pessoas abrindo caminho para eles era uma das indicações do status elevado das duas figuras. Um deles ajudou Hellem a se levantar e o outro que se vestia inteiramente com tons claros a ergueu envolvendo-a com seus braços pela cintura. Seu rosto estava muito próximo ao seu e ela instintivamente se afastava do seu toque.

"Acho que uma dama que protege uma amiga desse jeito seria uma ótima mãe. Não concorda comigo Rui?" Perguntou o rapaz das roupas claras. Alicia só queria poder rodar os olhos a ridícula frase que escutava, mas somente ficou quieta, esperando não arrumar confusão para sua irmã. 

"Majestade, ela não seria uma companheira ideal pra alguém como o senhor. Ela não sabe como se portar e se vestir. Pode-se ver pela forma que agiu com um dos convidados e pelo modo que se veste." Disse um dos poucos homens coelhos que as "ajudavam" com seus casamentos arranjados, enfatizando o fato com um gesto de mãos.

"Não. Nenhuma das outras garotas me interessa. As estamos observando desde que chegamos. Não quero bonecas que fariam somente o que mandar." Disse o estranho estreitando ainda mais seus braços em sua cintura a trazendo para mais perto. "Tenho certeza que se fosse para proteger quem ela ama não existiram de quebrar ordens."

O homem o encarava estarrecido e assim quase que do mesmo modo encarava Alicia. Se estava feliz com isso não sabia. Mas conseguir alguém que lhe daria ouvidos era o melhor dos milagres.

Presa nos próprios acontecimentos inesperados acabou se esquecendo de sua irmã. Ela havia sido amparada pelo outro tigre que acompanhava o possível príncipe do país que Alicia não havia feito muita questão de memorizar. Aparentava mal conseguir se equilibrar em seus pés. Sua cabeça estava reclinada sobre o ombro do homem e ela agarrava seus ombros como se fosse sua tábua de salvação. Debatendo-se livrou dos braços do provável monarca e afastou a irmã dos olhos de águia daquele que a amparada. Não gostava daquilo.

"Não se preocupe." Sussurrou o homem que a alguma instantes segurava Alicia visto que ainda eram o centro das atenções de todo o salão. "Meu amigo não irá machuca-lá." Terminou de falar recebendo um olhar aborrecido de Alicia.

"Príncipe Aires. Nobre Rui. Estão interessadas nessas duas irmãs?" A mulher que um dia as duas viram como sua mãe se aproximou. Sorriso largo. Como se estivesse em um comércio e não falando sobre pessoas. Ela de certo estaria extremamente feliz por se livrar de suas vergonhas.

O nobre que agora descobrirá se chamar Rui olhou-a espantado.

"Eu interessado nessas mulheres?"

"Sem negar Rui. estava encarando a irmã que ajudou a por de pé o tempo inteiro."

"Mas você sabe. Isso é impossível." Tentou contestar Rui. 

Aires o puxou de canto e sussurrou tão baixo que nem sua audição de Coelho foi capaz de escutar.

"Pare de hesitar. Tenho um bom pressentimento quanto a essas duas irmãs. Vá por mim. São uma boa escolha de casamento."

"Para mim ou para você?" Retrucou 

"Para nós."

 



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