História Time Line: The Start at a New Age - Interativa - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Os Vingadores (The Avengers)
Personagens Personagens Originais
Tags Amigos Com Família, Amizade, Equipe, Esperança, Heróis, Interativa, Mutantes, Shield, União, Viagem No Tempo
Visualizações 201
Palavras 2.455
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela, Saga, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Pansexualidade, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Aqui está a nova versão da minha antiga história Time Line: The Beginning at New Avengers.
Deu realmente muito trabalho e eu até considerei desistir de postar, mas ainda assim não podia simplesmente deixar uma ideia que eu realmente gostei de lado.
Espero muito que gostem.
Enjoy.

Capítulo 1 - Prológo


Em um mundo onde super vilões são comuns e novas ameaças surgem a cada instante existem dois tipos de pessoas: aquelas que confiam e dão todo o apoio aos heróis e aqueles que os veem como uma ameaça.  Foi por isso que houve uma Guerra Civil afinal, mas infelizmente nem mesmo ela mudou essa ordem.

Dentre essas pessoas Nick Fury sempre se considerou uma das poucas exceções, uma mistura dos dois, ele confiava nos heróis e lhes daria apoio se necessário.  Mas não era tolo para mover-se com uma confiança cega e desconsiderar as mudanças que viriam com o tempo, não Fury sempre tinha planos de contenção e substituição.  Tudo pelo bem da Terra.

E era exatamente sobre um desses planos que estava sendo discutido naquele momento.

- Tem certeza sobre isso? – Hill questionou ainda receosa sobre as ideias que acabou de ouvir, criada desde jovem para desconfiar de tudo e de todos, Maria sem dúvida participava do segundo grupo e provavelmente era por isso que a ideia lhe desagradava um pouco.

-Absoluta – Fury respondeu calmo e confiante, também tinha suas dúvidas, mas nunca deixaria transparecer ou mesmo daria qualquer brecha para mais discussão. – Todas as possibilidades já foram checadas e não há muitas possibilidades de erros sobre essa.

-Permita-me discordar, mas acredito que haja um engano nessa analise, apenas com uma informação prévia eu já tenho uma lista grande sobre o que poderia dar errado. – Hill continuou ainda irritada com o plano.

-Os erros, ao menos nesse caso, podem ser bastante produtivos. Talvez até mais uteis que os acertos, Maria. – Coulson disse, tomando palavra pela primeira vez e Fury sorriu, Phill estava no primeiro grupo com certeza.

-E é por isso que os dois estão responsáveis pelo projeto. – Fury concluiu, sem muitas explicações, estava certo de sua escolha. Mesmo quando segundos depois Coulson sorriu e parecia prestes a saltitar e Maria franziu o cenho com uma frustação e irritação que fazia parecer que fora encarregada de limpar os banheiros.

-Por que brigamos e discordamos sobre todas as etapas desse plano incluindo sua necessidade de ocorrer? – ela por fim disse com um pouco de ironia.

Antes que Fury pudesse dizer algo e finalmente por fim naquela discussão estúpida Coulson pronunciou-se.

-Se anime Maria, estamos fazendo o futuro.

-Claro, Stark. – ela respondeu rolando os olhos, mas Fury sabia que Hill estava começando a aceitar a situação. – Ao menos tem alguma sugestão de quem irá nos ajudar a fazer o futuro?

...

Michael remexeu-se na cama pela milésima vez sentindo a ansiedade crescer cada vez mais dentro de si, não era a primeira vez que o menino sairia em uma escapada noturna, ao contrário desde que conhecerá Ria elas eram frequentes, mas ainda assim a ansiedade e o medo de ser pego continuavam fortes dentro de si.  Tentando afastar um pouco os sentimentos ele sentou na cama e se concentrou no barulho lá fora.  Nada.

Ainda um pouco apreensivo o jovem se levantou com cuidado e esforçando-se para não fazer nenhum barulho se dirigiu ao pequeno banheiro do quarto.  Molhou o rosto, escovou os dentes e calçou um par de tênis, agradecendo mentalmente por dividir o quarto com alguém que dormia tão profundamente quando Elijay.  Por fim saiu do cômodo e pegando o casaco conscientemente pendurado na maçaneta se dirigiu a janela.

-Pelo menos uma coisa tinha que mudar com a prática.- sussurrou baixinho para si mesmo.

No passado a parte da janela era sempre a pior, seu coração batia com tanta força que parecia querer sair e a imagem mental de seu corpo ensanguentado sendo encontrado pelos moradores do Instituto no dia seguinte era frequente.   “Pobre criança, morreu tão jovem e nunca saberemos o que ele fazia na janela, devia ter percebido antes a inquietação em sua mente” diria a voz suave do Professor Xavier em sua imaginação. Agora no entanto, se tornara sua parte favorita a sensação do vento nos seus cabelos e a superação de um antigo medo fazendo-o se sentir quase invencível.

Sorrindo com esses pensamentos ele subiu no parapeito e com um salto segurou-se na viga – era um pedaço resistente de metal com um buraco no meio que servia para escorrer a algo da chuva e assim não só permitir que ela fosse filtrada depois como impedir danos ao telhado – que havia apenas no último andar.  Frequentemente Michael pensava na sorte que teve em estar nesse andar, além de ser uma boa desculpa para seus atrasos como ele fugiria pelo telhado de outra forma?

Fazendo uma força com as mãos que deixaria um atleta impressionado, Michael moveu-se da viga para o telhado e começou a deslizar pelas telhas.  Sem dúvida uma das partes mais complicadas, o telhado do Instituto ainda era revestido por telhas,  elas não eram sua única cobertura obviamente e forneciam mais valor estético-sentimental que outra coisa, mas quebravam facilmente e um passo em falso poderia fazer ruídos que chamariam a atenção dos adultos. Sem falar no fato de serem um pouco escorregadias.

Ainda assim, seja por conta do treinamento extra que ganhara por seu estágio na S.H.I.E.L.D ou apenas a pratica de alguém que fazia isso por mais de dois anos, Michael movia-se com facilidade e logo chegou a coluna. Descendo com cuidado e se apoiando nas falhas de mesma o menino movia-se como um ninja até chegar ao chão e sorrindo vitorioso correr pelo gramado quase invisível por conta da escuridão da noite. Por fim passou pelos portões encarando feliz a rua.

-Acho que chegarei primeiro dessa vez. – comentou com um sorriso, estava cansado de ser sempre o atrasado dentre os dois e ao passo que segundo as estatísticas sua amiga devia estar com problemas em sair ele tinha feito tudo em tempo recorde.

Infelizmente ao chegar no pequeno teatro, dois blocos depois do Instituto, a porta já estava levemente aberta e considerando o tamanho e localização do lugar, dificilmente outra pessoa teria o invadido ou mesmo o achado facilmente.

- Está atrasado.  – uma voz vinda de uma das cadeiras do meio da plateia chamou sua atenção.

- Estou começando a acreditar que na verdade, você tem poderes escondidos. – ele disse indo em direção à voz. – Algo como teletransporte ou super velocidade, é impossível que você sempre chegue primeiro. Principalmente se comparamos a distancia do Instituto para cá com a da Torre.

-Não. – ela disse calma – Fora a inteligência e o sobrenome, sou totalmente comum.  Você que tem o dom do atraso, Martineli.

Finalmente encontrando a menina naquele mar de cadeiras, o loiro sorriu, Maria era realmente bonita com seus cabelos castanhos curtos e traços delicados.  Mas nada disso se comparava a sua personalidade.

-Também. – ele admitiu, não importa o que fizesse Michael estava constantemente atrasado. A professora Ororo – era estranho chama-la assim, sabendo de seu papel pra os X-Man – já havia até mesmo tido uma conversa com ele e dito que ele colocava atividades demais em sua agenda e assim sempre se atrasaria em todas.  Ele tentou dar ouvidos a mulher, mas velhos hábitos sempre são difíceis de morrer. – Mas, ainda assim você tem uma pontualidade sobre humana. Tipo todos os Vingadores não estão na Torre hoje?

-Sim, eles ficarão lá por um tempo e possivelmente a partir de amanhã seus filhos também. –ela respondeu distraída enquanto punha os pés na cadeira em frente a dela.

- Vê e mesmo com o sono fraco do Banner, dois super espiões e o Capitão eu-nunca-durmo América, você fugiu com facilidade.

-Ah, não é tão difícil, basta conhecer um pouco sobre eles. – ela disse ainda indiferente – E como você sabe que o Cap nunca dorme? Descobriu isso no estágio?

-Nah.  Você realmente me superestima, Ria, quero dizer é só um estágio eu nunca nem fui para uma missão real. – ele disse meio sem graça. – Nem sei por que me escolheram.

-Porque você é incrível. – ela disse sincera. – Mesmo que muito emocional e levemente deprimente.

-Obrigado, eu acho. Respondendo a sua pergunta na verdade foi por conta da festa do pijama na Torre, foi minha primeira noite fora do Instituto e eu tive pesadelos e acordei de madrugada.  Os Vingadores estavam todos lá na época por conta de alguma coisa envolvendo o Doom,  e quando eu me levantei para beber água e ligar para o Professor Xavier chorando o Capitão me achou. – e então completou com uma expressão de fanboy  que fez Ria rir baixinho prevendo as próximas palavras– Ele foi o máximo e nem tinha dormido! Só um herói como ele poderia ser assim, digno do Professor!  Tipo como alguém pode defender qualquer outro herói como favorito e...

-Meu pai normalmente é o outro herói – Ria disse tentando soar séria, mesmo que os risos impedissem totalmente. 

-Ah é, foi mal o Homem de Ferro também é legal, é só que o Capitão América é...  – suspirou como se pensando nas próximas palavras.

-Tão Capitão América – disse ao mesmo tempo que Ria, fazendo a garota rir ainda mais.

 Por mais que tenha se irritado um pouco com os risos da primeira vez, agora tudo que Michael conseguiu fazer foi rir junto e logo os dois já estavam conversando sobre aleatoriedades e brincando.  Alguns destaques para a ideia do garoto de brincar de pega-pega,  a competição de dança e o momento totalmente “do nada” em que Maria subiu no palco e começou a cantar “Eleanor Rigbi” dos Beatles.

-Muy bién. Estou vendo que alguém tem um dom incrível para música. - Michael disse em tom de brincadeira, embora sem nenhuma surpresa Maria cantasse bem. Honestamente ela podia fazer quase tudo (a ideia de tudo tinha ido embora depois de vê-la tentar cozinhar).

-Sua vez.  – o menino arregalou os olhos surpreso. – Ah, vai lá. Aposto que você tem uma voz maravilhosa.

-Prove isso.

-Seu sobrenome é o mesmo que o nome do teatro.

-Nossa grande prova, existem muitos Martinelis por aí.  E duvido muito que eu seja parente de Angie Maritneli.

-Por que escolheu-a? O sobrenome podia ser por conta de outra pessoa.

-É um teatro! E Angeline foi uma das melhores atrizes de sua época, além de ter revolucionado a participação de mulheres no cinema.  Claro que é ela.

-Bom ponto. – Ria respondeu pensativa, Martineli era mesmo uma grande mulher.  – Agora cante.

...

Depois de uma belíssima apresentação de “Heaven” da banda The Walkeman, pela  voz realmente incrível de seu melhor amigo e de pelo menos três duetos diferentes incluindo um com a música “Iron Man”, Maria teve que admitir que aquele havia sido o melhor “encontro secreto” deles.   Talvez ela também tenha admitido que entendia um pouco o porquê das pessoas os acusarem de ser um casal ou pelo menos ter potencial para ser um.

Não, mesmo com tanto burburinho sobre isso, Ria não sentia nenhuma atração pelo amigo.  Ele era legal e a menina conseguia vê-lo indo longe, mas era só isso, admiração e uma sensação de ter encontrado um irmão, uma pessoa cuja alma tocava na sua frequência.  Pois é, para a provável infelicidade da mídia: sem romance incluso.  Especialmente se considerarmos o fato de que a menina estava começando a se achar incapaz de se sentir atraída por alguém.

Tirando-a de seus pensamentos e da felicidade única sentida pelos dois amigos, a Stark pode ouvir um pequeno ruído vindo da rua – talvez ela tivesse esquecido a audição de seu aparelho alguns níveis a mais, ás vezes acontecia – mas aquele não era um barulho comum da noite.

-S.H.I.E.L.D. –ela murmurou um tanto surpresa, recebendo um olhar estranho do amigo.

Antes que qualquer um dos dois pudesse dizer qualquer outra coisa um empolgado Phill Coulson e uma desanimada Maria Hill adentraram o lugar. Primeiro Maria sentiu um frio na espinha,  um mau-pressentimento  súbito e assustador, depois ela apenas balançou a cabeça afastando esses pensamentos.  Provavelmente ela havia cometido algum erro dessa vez e Tony tinha descoberto sobre suas fugas, ou seja, fora uma bronca daquelas e ser zoada eternamente pelo seu próprio pai, estava tudo bem.

-É realmente curioso que o rastreador de vocês tenha os levado até aqui, e eu realmente não sei se seus responsáveis sabem sobre isso – Ria congelou quando Coulson disse isso se ele não sabia, então por que estava ali. – Mas precisamos conversar, vocês estão prestes a fazer o futuro.

-O que ele quer dizer ao casalzinho, é que vocês estão indo conosco. – Hill disse em tom impaciente e tudo que Maria pode fazer foi negar com a cabeça enquanto um constrangido e realmente vermelho Michael dizia que eles não eram um casal.

...

-Então? – Ria perguntou calmamente enquanto sentava-se em uma dos bancos da sala de reuniões de um dos mais bem equipados jatos da história (ela havia ajudado o pai a projetá-lo então ao contrário de Michael a menina não estava impressionada) – Qual o motivo do sequestro?

-Eu não chamaria isso de sequestro, minha querida. – Coulson disse ainda sorrindo.

-Você nos rastreou e nos obrigou a entrar em um veiculo sem nossa permissão, um que não sabemos para onde estar indo.  Acho que isso se encaixa na definição de sequestro. – a meina respondeu ainda calma e levemente indiferente.

-Ela meio que está certa. – Michael falou ao mesmo tempo de Hill e não pode deixar e sorrir um pouco para a mulher. – Agora dá para responder a pergunta. Sério pode ser qualquer um dos dois.

-Vocês dois são partes do grupo de selecionados para o projeto New Age, que busca criar uma nova equipe de heróis para caso... algo aconteça com as antigas. – disse Hill.

-E se eu não quiser fazer parte disso? – a Stark disse impaciente, ela não estava gostando do caminho das coisas, trabalhando em equipe sempre a fazia se sentir nervosa e com medo de falhar, no momento ela preferia negar e seguir com as máquinas.

- Bem então consideraremos outra pessoa. – falou Coulson animosamente.

-Mas só depois que você tente pela primeira vez. – Hill falou séria. – De que adianta desistir de algo sem conhecer.

Os dois se encararam, ambos estavam nervosos.

Michael simplesmente não entendia por que ele, ao seu ver ele não tinha nada de especial e provavelmente só feraria tudo. E nesse caso era melhor negar o quanto antes.

Já Ria estava com medo de agir errado com as pessoas e perder amizades ou ainda de trazer problemas, ela não gostava de equipes e nem era muito fã de missões de campo – mesmo sabendo realiza-las – era melhor ficar em sua zona de conforto. Afinal lá não existia o “e se eu falhar e matar todo mundo”

Mas havia algo mais, dentro das inseguranças  que fez com que eles decidissem tentar.

Não foi genética e nem uma coragem misteriosa, foi apenas amizade. Ambos conheciam as inseguranças um do outro e também que apenas estando lá com ele poderiam resolvê-las.

-Tudo bem. Estou dentro. – Michael e Maria disseram em sincronia perfeita.


Notas Finais


Espero que tenham gostado e queiram se juntar a fic.

Aqui está o jornal explicando tudo:
https://spiritfanfics.com/jornais/time-line--regras-fichas-e-personagrnd-9976753

P.S: Se alguém souber fazer uma capa para a fic seria realmente uma grande ajuda!


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