História Time to make changes - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Harry Potter
Personagens Alvo Dumbledore, Draco Malfoy, Fred Weasley, Gina Weasley, Harry Potter, Hermione Granger, Jorge Weasley, Neville Longbottom
Tags Draco Malfoy, Harry Potter, Hermione Granger, Magia, Romance, Ron Weasley
Exibições 21
Palavras 1.290
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Escolar, Famí­lia, Fantasia, Ficção Científica, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Aqui está o primeiro capítulo, espero que gostem.

Capítulo 2 - Capítulo I


   

    Gritos e mortes. Era tudo o que Claire conseguia observar até ser atingida por um clarão. A jovem então abriu os olhos e suspirou, já estava acostumada, tinha esse mesmo pesadelo desde que seguiu seus pais em uma de suas missões. O fato era que já haviam se passado quatro anos e as memórias ainda estavam claras em sua mente. Era deprimente. Em meio a pensamentos tortuosos, Claire teve uma sensação estranha, algo que não sentia há muito tempo, ansiedade. E então ela lembrou, hoje iria ao Beco Diagonal para comprar seus materiais.

    A menina estava divagando em pensamentos quando escutou a voz suave de sua mãe a chamando para o desjejum. Claire então levantou-se preguiçosamente da cama e desceu. Chegando na cozinha, encontrou sua mãe passando geleia de morango em uma torrada e seu pai tomando uma xícara amarga de café enquanto lia um jornal trouxa.
— Quer que eu prepare uma torrada para você, filha? — perguntou a voz doce de Christine.— Quero sim mãe, obrigada.

    Claire sentou-se ao lado de seu pai observando os olhos cansados que liam o jornal apressadamente. Eram do mesmo azul claro que o dela. Charles percebendo que a filha estava o analisando, parou de ler o jornal para poder conversar com ela. Sabia que Claire só se tornava observadora quando estava ansiosa com algo.
— Está ansiosa — afirmou Charles.

    Claire confirmou com a cabeça sabendo que não tinha sido uma pergunta.
— Iremos assim que você terminar de se alimentar e dona Alice resolver acordar, não quero que ela acorde sem a nossa presença — o pai continuou.
— Tudo bem — murmurou Claire assim que Christine colocou a torrada em sua frente.

    Quando estava na última mordida, dona Alice apareceu no batente da porta, já arrumada. Todos pararam o que estavam fazendo e olharam surpresos para aquela senhora. Charles estupefato só conseguiu gaguejar algumas palavras.
— Mãe, p-porque a senhora está vestida a-assim?
— Vou levar minha neta para comprar seus materiais, ora — Alice respondeu ofendida.
— Está muito perigoso sair por aí na atual situação, achei que tínhamos combinado que a senhora iria ficar em casa — Charles pareceu recuperar a voz e murmurou em tom de repreensão — não iríamos conseguir defender Claire e você de mais um ataque.
— Tudo bem então — disse Alice enquanto acariciava os cabelos loiros escuros de sua neta — mas que fique claro que só não vou porque vocês precisam proteger ao máximo Claire, não posso ser uma distração.
— Você nunca seria apenas uma distração vó — a menina se manifestou, recebendo um sorriso carinhoso de sua avó.

    Percebendo o clima pesado, Christine logo interveio avisando que já estava na hora de partirem. Se despediram de dona Alice e aparataram rumo ao Caldeirão Furado. Aquele desconforto costumeiro de uma aparatação já não atingia mais Claire. A menina já havia passado por isso tantas vezes que não sentia mais nada.   

    A família olhou em volta do pub e logo percebeu que algo estava errado. O estabelecimento que antigamente estava sempre lotado, não acomodava mais de meia dúzia de clientes. Charles varreu os olhos pelo local e percebeu a figura de um homem conhecido. Era Tom, o dono do Caldeirão Furado. O cumprimentou rapidamente e se dirigiu com a esposa e a filha para os fundos do bar. Fizeram o procedimento necessário para a passagem se abrir e rumaram em direção ao Beco Diagonal.

    Claire já havia estado lá, era muito nova e as lembranças não estavam muito claras em sua mente porém, ela podia afirmar que não estava nada parecido com o que ela lembrava. As ruas tinham ganhado um tom sombrio e diversas lojas estavam fechadas. Cartazes do ministério da magia e fotos de comensais da morte foragidos emolduravam as vitrines. Não havia absolutamente ninguém nas ruas. Seus pais também estavam assustados com a visão diante de seus olhos. Aquele lugar não tinha nem sinal de ter sido um local alegre poucos anos atrás.    
 — Vou a Floreios e Borrões comprar os livros de Claire, leve ela à loja de Madame Malkin para comprar as vestes, encontro com vocês lá para irmos embora — murmurou Charles para a esposa, olhando ao redor — quero sair daqui o mais rápido possível.

    Christine afirmou e chamou a filha colocando uma mão nas costas dela para guia-la. Enquanto caminhavam, a mulher mais velha observava as lojas tão conhecidas por ela. Com um suspiro alto e olhos marejados parou bruscamente em frente à uma das muitas vitrines abandonadas. Claire, percebendo o desconforto de sua mãe logo indagou:
— Mãe, a senhora está bem? Qual o problema dessa loja?
— Ah Claire, aqui costumava ser a Olivaras, todas as crianças que vão para Hogwarts costumavam comprar suas varinhas aqui. Não sei se você se recorda mas compramos a sua aqui também.

    Claire tinha uma vaga lembrança do dia em que comprara sua varinha. Uma loja apertada com diversas caixas de varinhas empilhadas sob uma fina camada de poeira. Se lembrava também de um simpático vendedor.
— Fico imaginando o que aconteceu para que tenha fechado — completou Christine soltando outro longo suspiro — Mas vamos deixar essa história para depois, temos que comprar suas vestes logo.

    Depois disso caminharam silenciosamente até a loja de roupas. Chegando lá, se depararam com uma loja de coloração arroxeada e uma vitrine com roupas bruxas para todas ocasiões possíveis de se imaginar. As duas entraram na loja e foram recebidas por uma bruxa mais velha baixinha e sorridente.
— Bem vindas, em que posso ajudá-las? — perguntou Madame Malkin animada com a presença de um cliente, já fazia alguns dias que ninguém aparecia.
— Bom Madame, estamos à procura de algumas vestes escolares para minha filha.
— Ah sim sim, tenho certeza que tenho o tamanho certo. Seria para Hogwarts querida? — continuou Madame Malkin enquanto empurrava Claire para cima de um banquinho.
— Sim, Hogwarts — confirmou a menina enquanto analisava o local.

    Conseguia enxergar diversos andares de cabides e manequins compostos por uma variedade enorme de roupas, em um canto havia um local mais alto usado para se tirar as medidas dos bruxos. Ao lado da escada provadores, um masculino e um feminino, constituídos de uma cortina vermelha pendurado num aro circular. E é claro, o banquinho onde estava.

    Madame Malkin voltou com uma capa e pediu para Claire experimentá-la. Quando ela o fez a senhora logo tratou de se pronunciar.
— Perfeita, meus olhos nunca me enganam — soltou uma risadinha — deixe-me só arrumar a bainha e vai estar pronta para ser usada.

    Cerca de vinte minutos depois Charles apareceu, esperaram mais um tempo e a capa estava pronta. A família estava se preparando para aparatar de volta à casa quando Claire avistou um brilho conhecido. Eram fogos de artifício. E isso definitivamente não combinava com a atual paisagem do Beco Diagonal. A menina seguida pelos pais foi caminhando em direção ao brilho até chegarem perto o suficiente para perceberem que os fogos estavam saindo de uma loja.  

    A loja definitivamente destoava do resto dos estabelecimentos. Era toda colorida, na vitrine tinham diversos artigos girando, pulando e reproduzindo sons. E no alto, centralizado, tinha um letreiro enorme onde era possível ler o nome da loja, Gemialidades Weasley.

    Claire entusiasmada com a aparência da loja, recebeu a autorização dos pais para entrar na mesma. Assim que entraram, diversos produtos chamaram atenção da família. Ora pelo visual, ora pela função. Estavam caminhando entre as prateleiras quando um garoto de cabelos extremamente ruivos e que devia ter um ou dois anos a mais que Claire surgiu na frente dos três. O rapaz, que Claire julgou ser um atendente, rapidamente deu um beijo nas costas das mãos das duas moças e um aperto de mão no homem, deixando a família chocada com a intimidade. O garoto logo percebeu a confusão nos olhos da família e prontamente se apresentou:
— Sou Fred Weasley, em que posso ajudá-los?


Notas Finais


Sei que ele não está muito grande mas prometo que com o tempo, vou escrever capítulos maiores hahaha


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