História Time Well Spent - Capítulo 12


Escrita por: ~

Postado
Categorias Harry Potter
Personagens Draco Malfoy, Luna Lovegood
Tags Draco Malfoy, Draco X Luna, Druna, Harry Potter, Luna Lovegood
Visualizações 119
Palavras 2.300
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Eu disse que amor verdadeiro
É como não sentir medo
Quando você está de frente ao perigo
Pois você apenas o quer demais
-Cherry, Lana del Rey

Capítulo 12 - The pretty lies, the ugly truth



Pansy parecia incrivelmente desconfortável enquanto balançava o corpo para frente e para trás repetidas vezes. Eu franzi o cenho, sem conseguir esconder minha surpresa com aquela situação: 
-Desculpa, mas tô conversando com o Neville agora. Será que... 
-Pode ir, Luna. -O rapaz me interrompeu. 
Eu o encarei por meio segundo, sem saber ao certo como deveria reagir. Ele havia soado indiferente, mas seus olhos verdes denunciavam o quanto estava curioso e perturbado com tudo aquilo. Eu não podia culpá-lo por reagir assim, até porque não é todo dia que Pansy Parkinson aparece para conversar com a "Lunática'" da escola sobre Draco Malfoy.  
-Tem certeza? -Ergui uma sobrancelha. 
Neville concordou com a cabeça enquanto dava de ombros. 
-Você pode me compensar por isso amanhã. No baile. -Ele abriu um sorriso malicioso antes de se levantar do chão, limpando suas roupas em seguida.
Dei um sorriso largo em resposta e revirei os olhos, brincalhona. 
-Talvez. Se você tiver sorte... -Tentei parecer casual, mas não consegui segurar uma risada. 
-Cof, cof. -Pansy pigarreou, fazendo com que eu finalmente me lembrasse da sua presença ali. Neville ficou vermelho no mesmo instante, mas eu estava apenas irritada. 
Afinal, por que Pansy tinha de aparecer logo agora? Não é como se eu a odiasse, mas conseguia pensar em um milhão de pessoas com quem preferia estar naquele momento. No entanto, não é como se eu tivesse qualquer escolha.
Neville mal havia se distanciado uns dez metros quando Pansy começou a falar, sua voz normalmente aguda e alta transformando-se em um murmúrio inseguro: 
-Ok, antes de tudo... Eu não quero que você tenha motivos pra duvidar do que vou dizer. -Ela soltou um suspiro, esfregando o próprio braço. -Bem, eu sempre tive uma queda pelo Malfoy. 
"Não brinca". Tive que me segurar para não revirar os olhos, mas permaneci firme  e impassível. 
-Eu demorei muito tempo pra perceber o quanto ele é um babaca. E o quanto eu havia mudado a minha personalidade e gostos para o agradar. -Ela deu de ombros e seus olhos marejaram. 
Puta merda. Pansy Parkinson estava beirando a lágrimas na minha frente? Ok... Isso é muito estranho. 
-Ei, você tá bem? -Me levanto automaticamente, segurando os ombros dela de forma amigável. 
Pansy se encolhe sob o meu toque, como se o movimento súbito a houvesse paralisado. Finalmente, ela abre um sorriso constrangido e concorda com a cabeça, soltando um suspiro. 
-Aham. Bem, eu tô tentando virar uma pessoa melhor. -Ela olhou pra cima e passou as mãos sobre os olhos, espantando algumas lágrimas que se acumulavam ali. 
-Isso é bom. -Abri um sorriso sincero. 
Pansy me encarou por alguns segundos e eu tive a certeza de que um milhão de pensamentos deviam estar passando por sua cabeça. Ela respirava profundamente, como se estivesse reunindo coragem para falar alguma coisa muito constrangedora. 
Aquilo fez o meu estômago afundar. Afinal, desde quando Pansy se importava comigo ao ponto de ficar nervosa daquele jeito? 
-Eu sei que não tenho sido legal com você. Mas... eu desisti do Malfoy. E cansei vê-lo brincar com os sentimentos das outras pessoas. -Ela revirou os olhos. -Eu preciso te contar algo antes que seja tarde demais. 
Suspirei profundamente, sentindo o meu coração bater alucinado contra o peito. "Vamos lá, Luna, não pode ser tão ruim assim."
-O quê? -Tentei parecer indiferente. 
Pansy me encarou por um longo segundo, claramente hesitando. Finalmente, a garota soltou um grunhido irritado, como se algo estivesse a obrigando a continuar: 
-O Draco deu em cima de você por causa de uma aposta. Isso quer dizer que o convite para o baile, o encontro e o beijo... Bem, eles não foram reais. Crabbe, Goyle e eu estávamos assistindo tudo pra conferir o avanço do desafio. -Ela encarava o chão, nervosa. -Eu sinto muito.
Por algum milagre, eu não senti o impacto instantâneo daquelas frases. Muito pelo contrário, apenas fiquei paralisada na frente de Parkinson, incapaz de formar uma linha de raciocínio na minha cabeça.  
Mas, como tudo que é bom dura pouco, o meu cérebro logo se recuperou do choque. Comecei a digerir aquelas palavras e não demorou muito para que eu chegasse à conclusão final, que era ridiculamente óbvia: Eu havia sido apenas um passatempo para o Malfoy.
Minha garganta fechou, como se uma mão invisível a segurasse. Eu não deveria ficar tão surpresa, mas não conseguia evitar; Olhando pra trás, um desafio era muito mais provável do que qualquer chance de Draco ter acordado um dia qualquer com um súbito interesse em mim. 
A humilhação veio em ondas, fazendo com que meus olhos ardessem com lágrimas. Eu tentei disfarçar, olhando pra baixo, mas Pansy já havia percebido. 
Antes que eu pudesse falar qualquer coisa, a garota me deu um abraço de urso que fez minhas costas estralarem. Em poucos segundos, percebi que o seu corpo tremia com soluços incontroláveis, balançando-se contra o meu. 
-P-Pansy? -Murmurei na minha voz grogue de choro. 
-Só... Não conta pra ninguém. -Ela retrucou, tentando recuperar um tom firme. 
Assenti com a cabeça, ainda em choque. Pelas plicas de Merlin, eu estava abraçando Pansy Parkinson enquanto ela chorava no meu vestido! Aquele era, sem dúvidas, o momento mais estranho de toda a minha vida. 
Sabe quando dizem que o futuro é uma caixinha de surpresas? Pois é. 
-Shh, vai ficar tudo bem. -Afaguei as suas costas, me esquecendo por um instante dos meus próprios problemas. 
-Luna, você é uma pessoa tão boa. -Pansy choramingou, abraçando ainda mais o meu pescoço. 
Soltei um suspiro profundo, encarando o céu por cima do ombro dela. Eu não me sentia como uma pessoa boa... Me sentia idiota. 
Meu coração estava em pedaços, mas eu precisava ser forte naquele momento. Pansy precisava de um apoio e, por mais que ela houvesse me torturado no passado, eu não planejava a deixar na mão agora. 
-Você também é. Só precisa praticar mais. -Soltei um riso forçado.
Pansy também riu entre soluços, me afastando delicadamente em seguida. Ela começou a limpar o rosto com as costas das mãos, fungando alto durante o processo. 
-Eu não queria ter sido má com você. Sério, eu fui tão cega pelo Malfoy! -Ela revirou os olhos enquanto abria um sorriso sem-humor. 
-Tudo bem. A vida é assim mesmo. -Dei de ombros, desviando os olhos para longe. 
O nome "Malfoy" havia provocado uma pontada de dor no meu estômago, mas eu tentei reprimir aquilo com uma espécie de mantra na minha cabeça: 
"Foda-se ele. Foda-se. F.O.D.A-S.E."
-Você é tão calma. Sério, eu iria surtar no seu lugar. -Pansy me despertou dos meus pensamentos. -Ouvi dizer que você e ele têm que limpar umas salas hoje, como castigo da McGonagall. Eu iria vomitar só de encontrá-lo por aí, imagina ter que aguentar um tempo sozinhos. -Ela revirou os olhos e fez uma cara de repulsa. 
Aquilo me atingiu como um tapa: eu tinha esquecido por completo aquela punição. No entanto, quando percebi os olhos de Pansy sobre mim, tentei parecer indiferente com todas as minhas forças: 
-Esses boatos correm bem rápido por Hogwarts, não é? 
A garota riu, dando de ombros. 
-Bem, eu tenho as minhas fontes. E, francamente, pelo menos uma dúzia de alunos viu vocês juntos naquela sala. Não é nenhum segredo. 
Eu também tinha esquecido a plateia. Revirei os olhos enquanto soltava um suspiro frustrado, cruzando os braços em seguida. 
-Bem, acho que sobrevivo a uma hora com o Draco. Mas, por via das dúvidas, vou deixar a varinha no dormitório pra não correr o risco de acabar jogando um Avada nele. -Sorri, tentando arrancar uma risada de Pansy. 
Felizmente, a minha tentativa deu certo. A garota sorriu e eu senti algo se aquecer dentro de mim, me confortando. Mesmo com minha dignidade no fundo do poço, animar alguém sempre me dava um sentimento de satisfação enorme. 
 -Vamos tomar um chocolate-quente no refeitório, você precisa de algo doce. -Eu enrosquei o meu braço no dela, a puxando pelo gramado. 
Pansy resistiu no início, mas foi se deixando levar aos poucos. Eu conseguia até imaginar o seu conflito interno: "Sair com a di-Lua por aí e manchar minha reputação ou ficar chorando sozinha pelos cantos do castelo?".  Não era uma escolha muito difícil, mas eu sabia que ela ainda devia estar com um pé atrás.
Entramos no Salão Principal, que estava quase vazio. Decidi acompanhá-la até a mesa da Sonserina, já que Pansy não parecia estar com a mínima vontade de receber os olhares curiosos dos meus colegas de sala. 
Eu não me importava, na verdade. Só queria que ela ficasse um pouco mais feliz. Pelas plicas de Merlin, quem imaginaria que eu fosse sentir tanta falta daquela risada debochada e irritante da Parkinson? 
Para o meu alívio, não havia nenhum sinal de Draco naquela mesa. Sentamos uma de frente para a outra, bebendo xícaras de chocolate em silêncio. De repente, me lembrei de quando meu pai havia dito que presença contava mais do que palavras. Eu não me importaria se Pansy quisesse conversar, mas havia algo muito terapêutico naquele silêncio. 
-Ér... Desculpa de novo. Por tudo. -Ela falou após algum tempo, parecendo desconfortável. 
Dei de ombros, sorrindo. 
-Já esqueci. 
-O quê você esqueceu? 
A voz arrastada havia me pegado tão de surpresa que, por alguns segundos, pensei  ter sido uma projeção da minha mente. Mas, obviamente, não era. 
Mesmo sem me virar, eu podia sentir a presença de Draco atrás de mim. Meu estômago despencou e eu senti meus joelhos tremendo por baixo da mesa, como se minhas cartilagens estivessem derretendo. Por que diabos Pansy não havia me avisado sobre o Malfoy ali atrás?
"Ok, esse não é o momento pra culpar outras pessoas".
Respirei profundamente, fechando os olhos e tentando executar um velho ensinamento budista que minha mãe havia me ensinado: 
"Vá para o seu lugar feliz, Luna. Se feche completamente, não se deixe atingir". 
-Não é da sua conta, Malfoy. -Pansy retrucou, parecendo profundamente irritada com a presença do loiro.
Pude senti o calor que se desprendia do seu corpo quando Draco se sentou ao meu lado um instante depois, soltando uma risada baixa. 
-A pergunta não foi pra você, Parkinson, mas tudo bem. Vocês duas são amiguinhas agora? -Eu quase podia visualizar a sua expressão debochada mesmo estando com os olhos fechados. 
"Lugar feliz, Luna, lugar feliz. Você não vai perder o controle na frente do Draco. Você não vai fazer um discurso passivo-agressivo, não vai dar um tapa na cara dele e definitivamente não vai chorar. "
-Você está me ignorando? -Ele me pegou de supresa, se inclinando na minha direção. 
Senti o seu hálito quente na minha nuca e pude identificar um sorriso malicioso por trás de sua voz, me provocando. Um leve tremor percorreu o meu corpo, fazendo com que eu ofegasse baixo e Draco soltasse uma risada rouca em resposta. 
"Ok, esse lance de lugar feliz não tá dando muito certo".  
Em um movimento rápido, abri os olhos e deslizei pelo banco para me afastar do rapaz, sempre tomando o cuidado de não o encarar diretamente. Eu não confiava em mim mesma quando ele estava tão perto assim. 
-Eu preciso ir. Pansy, me chame se precisar de qualquer coisa. -Eu me atropelava nas palavras, começando a me levantar desajeitadamente. 
-Por que você está fugindo, Lovegood? 
E então, mesmo contra todos os meus esforços, eu me encontrei encarando Draco pela primeira vez naquele dia. Seus olhos cinzentos me estudavam com atenção, destacados por olheiras escuras de cansaço. Os cabelos prateados estavam bagunçados de um jeito charmoso e a sua boca esboçava um sorriso sem-humor enquanto ele fazia menção de se levantar. 
"Que inferno". A minha pele começou a formigar assim que senti os olhos de Draco descerem pelo meu corpo, analisando o meu vestido com um sorriso travesso. Suspirei profundamente, desviando o olhar.
-Não é nada. Eu só tô com pressa. -Dei de ombros. -O mundo não gira ao seu redor, Draco. 
Malfoy revirou os olhos, ficando de pé em um instante. Ele usava jeans azuis e uma blusa branca que acentuava o tom cinzento de suas íris, tornando-as quase hipnóticas. 
"Foco. Você precisa parar de encarar esse olhos e fugir daí." 
Respirei profundamente enquanto me afastava, mas um aperto suave no meu braço impediu que eu continuasse. O toque de Draco enviou arrepios por toda a minha pele e eu me amaldiçoei mentalmente por deixar que ele me afetasse tanto. 
-Me solta, Malfoy. 
"Nossa, como essa frase saiu firme. Eu tô de parabéns". Tive que me segurar pra não abrir um sorriso orgulhoso.
-Você tá assim por causa da detenção? -Ele me ignorou, sustentando o aperto no meu antebraço. -Eu não queria te meter em problemas, Luna. 
Soltei um suspiro enquanto revirava os olhos, sentindo que meus joelhos fraquejariam a qualquer momento. Aquela mistura emocional de raiva e desejo era demais para o meu corpo aguentar. 
-Foda-se a detenção. Eu não tenho nada contra você, exceto pelo fato de estar me segurando agora. -Tentei soar indiferente.
-Isso é coisa da Parkinson? -Draco inclinou o rosto, parecendo totalmente imune à minha grosseria. 
Ok, eu tinha que apressar aquela despedida. Não havia a mínima chance de conseguir me conter por mais um minuto sequer se eu continuasse ali.
-Solta. O. Meu. Braço. Agora. -Sibilei.
Malfoy me encarou por alguns segundos sem esboçar reação alguma. Finalmente, depois do que havia parecido uma eternidade, ele foi me libertando do aperto aos poucos. A sua expressão continuava indecifrável quando ele murmurou: 
-Você já sabe, não é?
Aquilo me atingiu como um soco na boca do estômago, fazendo com que eu tivesse de redistribuir o meu peso sobre as pernas para não perder o equilíbrio. Então, era só isso? Eu não merecia nenhum "Desculpas" ou "Eu posso explicar"? 
Senti os olhos arderem com lágrimas, mas os desviei para o chão. De jeito nenhum que Draco me veria chorando.
-Sei.  
 


Notas Finais


Por favoooor, deixem comentários com suas opiniões <3 Nem precisa ser longo, pode ser só pra marcar presença mesmo, haha
Eu preciso muito do retorno de vocês sobre o que estão achando da fic até agora <3 Então, se puderem reservar um tempinho pra comentar, significaria o mundo pra mim
beijão e até mais


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