História Timeless - Capítulo 10


Escrita por: ~

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Categorias MasterChef Brasil
Personagens Ana Paula Padrão, Erick Jacquin, Henrique Fogaça, Paola Carosella, Personagens Originais
Tags Ana Paula Padrão, Farosella, Fogasella, Henrique Fogaça, Paola Carosella
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Palavras 2.736
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Hentai, Musical (Songfic), Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


"Se você
Se você pudesse voltar
Não deixar isso queimar
Não deixar isso desaparecer
Tenho certeza de que não estou sendo rude
Mas é apenas sua atitude
Está acabando comigo
Está arruinando tudo" ____ The Cranberries - Linger


** Dedicado pra ju, minha amiga, tudão de todas as horas, dias e noites.**

Capítulo 10 - Prolongar


Fanfic / Fanfiction Timeless - Capítulo 10 - Prolongar

 

por volta de quatro semanas depois.

 

Depois que o medo se instalara em seu corpo, ela finalmente ouvia a razão. Retornando para si, assumindo a realidade que ele não iria voltar mais.

Havia deixado tudo para trás sem clemencia. Escutando somente a sua própria voz um tanto distante, lhe dizendo para fugir, fugir porque seu limite havia chego. A verdade era que ela estava esgotada e ele não era capaz de ver que sua esposa, havia se perdido de seus toques como poeira no vento.

Seu físico não poderia ser encostado sobre a cama porque tudo estava dolorido, mas não tinha escolha, precisava deitar-se naquela cama que ele há noites evitava de dormir sobre, evitando-a e principalmente, o contato visual. Aquele Henrique que ela conhecera a algum tempo atrás, havia se transformado em um covarde, frouxo demais para Paola Carosella. No clima gélido daquela noite, despertou de um inconveniente pesadelo e fitou o lado vago e perguntou-se em voz alta: “o que aconteceu Henrique? ” Ela não obteve resposta.

Fechou os olhos brevemente e levantou-se com dificuldade, sentindo a rigidez do seu corpo exausto e incontáveis dias. Caminhou para o reservado social, e evitou o de sua suíte que inúmeras vezes desfrutou de Henrique Fogaça. 

Cansada, retirou as roupas pesadas que trajava e adentrou sobre o box ajustando a temperatura o suficiente para que seu corpo sentisse a quentura da agua que acalmaria e assumiria o papel dele de faze-la protegida.

Fechou os olhos lentamente e seu esgotamento pareceu duplicar-se dentre seus ossos e músculos. Respirou profundamente e apagara a luz crendo que assim pudesse refletir. Com sucesso, pois já retornava nos dias que vivera sola em Buenos aires. Não lhe doíam nem um pouco naquela época. Até mesmo gostava. Esta era Paola Carosella antes de Henrique Fogaça.

Em comparações com os tempos atuais, sua mente preocupada lhe queimava de dentro para fora e rasgava suas estruturas. Tudo estava silencioso, e o que escutava agora era o barulho das gotas grossas chocando-se com o chão e sua cabeça que doía mais do que poderia dizer. Cantarolou baixinho e pegou a toalha escura, secou o rosto e fitou-se no espelho, repreendeu-se por fracassar permitindo que o ar saísse de seus pulmões, pausou sobre o tapete claro sobre o corredor fitando o reservado social era a frente do quarto de Francesca, e lá estava diante de seus olhos tudo que a fazia esquecer dos problemas, mas um porem lhe fazia temer: ele não estava mais la. Não retornaria se dependesse de si.

Uma lagrima solitária fez-se escorrer pelo rosto expressivo e então ela quis gritar. Testar os limites de suas cordas vocais. Mas não poderia, o bebê dormia tranquilamente e necessitava de paz. Como a música dizia, amanhã meus problemas irão embora. Carosella jamais desejou tanto no momento que assim fosse.

Retornou para a suíte e deitou-se sobre a cama cerrando os olhos e despertando somente no dia seguinte pelos raios intensos do sol transpassando a cortina bege. Sorriu leve ao escutar Linda cantarolar algo em castelhano, lhe esperando com um riso acolhedor e o café preto reforçado para o longo dia rotineiro que lhe esperava.

Buenos dias Linda – Disse cumprimentando-a com um beijo no rosto.

Buenos dias Paolita, como estás? – Respondeu Linda experimentando o idioma original da morena com graça.

Muy bien, y tu? Hablas muy bien mi hermoso espanhol.

– Ta bom aí Hermana... – Riu enquanto completava a caneca de Paola com a bebida quente. – Como passou a noite?

– Bem Linda. – Confirmava com um riso forçado nos lábios enquanto bebericava a cafeína. – Eu estou passando minhas noites normalmente, se isso lhe supre a curiosidade.

– Eu não sou capaz de acreditar, mas estou animada para levar a Fran conhecer de novo ar fresco.

– O que quer dizer, Linda?

– Nada Paola, eu só disse que agora que voltei de férias, quero mostrar o belo sol lá fora pra pequena.

– Eu sei que não tenho saído muito com ela, mas ela acabou se recuperar de um resfriado. Isso é apenas cuidado, Lindalva.

– Já faz três semanas Dona Paola. Você só vive pra cozinha e a Fran, enclausurada dentro deste apartamento.

– O que eu posso fazer se o Pai dela se interessa mais pela jogatina do que fazer papel de homem?

Disse firme, ocultando a fraqueza dentro de si que quase se apossava de sua mente. Procurou dentro da bolsa preta as chaves do carro tentando evitar a resposta de Linda, convicta de razão a sua frente, mas não adiantou. Ela bufou e caminhou até o quarto da pequena aos ‘berros sobre o berço.

Carosella finalizou a bebida e a seguiu, se rendendo ao riso dócil e mimoso da menina de um ano ao vê-la. Parecia um alivio para Francesca avistar sua mãe, era muito pequena, mas sua inteligência em discernir era surpreendente. No colo de Linda, estendeu os braços a Paola e fez a gostosa manhã de bebe que derretia a rainha de gelo que sua mamãezinha se tornara.

– Eu não sirvo mais para nada aqui mesmo, acho que vou tirar mais um mês de férias.

– É que a Fran e a mamãe têm passado muito tempo juntas né, amor? – Riu fracamente beijando a testa da criança loura feliz em seus braços. – Já já ela se acostuma com você de novo, Drama Queen.

– Drama o que?

– Rainha do drama, Rosalinda... – Riu zombeteira para Lindalva, sabia que a morena detestava ser chamada como tal.

– Bom, você vai lá para os seus restaurantes e eu vou passear muito com esse raio de sol que eu tanto tive saudades, não é princesa? A tia Linda morreu de saudades de você. – Murmurou para a menina tranquila no colo da mãe.

– Não antes dela ser amamentada, Linda.

– Aqui, pega – Ofereceu a toalha decorada de ursos

– Obrigado Linda, pode colocar um travesseiro na poltrona? Minhas costas não estão colaborando...

– Pensei que a senhora estava dormindo tranquilamente....

Carosella não dissera nada. Revirou os olhos e calmamente amamentou a filha querida, retornando aos dias em que ele presenciava com alegria a cena, deixando claro através dos seus olhos brilhantes a satisfação de ser pai e logo a lembrança doce daquilo, tornou-se acinzentada, representando o ódio e revolta pela suposta traição e dependência irredutível de Henrique Fogaça.

Apertou os olhos ao sentir a raiva fazer correr com mais precisão sua medula dentre suas veias e logo as palavras dele em seus ouvidos:

Paola, eu não consigo parar. Eu sinto muito.

É desdenhável ouvi-lo. Inacreditável vê-lo o que se tornou.

Eu prometo que recuperaremos a quantia. Eu preciso de ajuda e sozinho, não estou conseguindo. Afirmou a sua esposa incrédula a sua frente. Arrependido e disposto a revelar tudo o que escondera dela, tentou envolve-la em seus braços, mas ela o impediu com desprezo nos olhos castanhos.

Naquele momento, suas suspeitas de que a ganancia era a razão de todo o desprezo de Paola por si instalou-se em sua mente e lhe fizera recuar, sentir a razão em sua mente lhe dizendo que ela era egoísta. Ela não o amava o suficiente para não o deixar naquele momento de fraqueza. Momento que se repetia mais vezes do que ele era ciente de contar.

Apostava sóbrio, apostava embriagado e a responsabilidade para si, não era tão relevante quanto sua necessidade de apostar altas quantias em madrugadas no cassino que ela, passava atordoada por pensamentos confusos sobre o seu paradeiro. Paola o fitou por mais alguns segundos e dera de costas a ele naquele lugar desprezível, repleto de dançarinas burlescas e de fato, mais dependentes como ele.

Henrique não se pronunciou, deixou-a partir sem ter a mínima noção de que ela, não retornaria no dia seguinte, ou no outro.

– Paola?! – Linda pronunciou-se um pouco mais alto, arrancando Carosella de seus desagradáveis devaneios profundos.

– Estou indo.

– Pra onde? – Questionou a argentina confusa.

– Desculpa Linda, eu estava distraída. Pega ela, hoje estarei no La Guapa, se precisar de mim.

Linda entendia perfeitamente. Não estava sendo fácil para sua antes de tudo, amiga tornar-se mãe e pai ao mesmo tempo. A ausência de Fogaça lhe partia o coração mas sabia que o orgulho de Paola era grandioso demais para ceder e talvez, aceitar a condição precária que ele se encontrava no momento. Sozinho como sua amiga, mas com um vício incontrolável envolta aos demônios da depressão pujante que enfrentava sozinho no amplo sobrado que habitou com seus pais e irmãos anos atrás. Por lã ele exilou-se por quatro longas semanas desde que ela descobrira por si mesma o que se passava sobre seu teto que chamava de lar. Acenou com a cabeça e fez com que a menina desse “tchau” com a mãozinha para Paola e pela tarde, ocupou-se de divertir a pequena loirinha risonha no parquinho enquanto sua mãe, retirava com o pulso o excesso de suor da testa, fotografada secretamente Thomas que recentemente havia retornado de sua “odisseia mundial” para a metrópole. Carregava na bolsa preta as imagens originais daquele evento de inauguração. Era uma satisfação para si vê-la exercer tudo aquilo com perfeição e extrema paixão, sorriu ao vê-la suspirar de cansaço e batera na porta de madeira rustica, surpreendendo a argentina assustada com sua presença.

– Você parece um fantasma imprevisível, quase que desagradável senhor Thomas. – Respirou fundo recompondo-se do susto. – Caramba, porque você não avisa?

– Como irei avisar se não tenho mais seu número, Paola? – Riu cumprimentando-a. – Vim trazer o álbum que fiz pra você das fotos da inauguração. Somente as que mostram a mágica acontecendo.

– E você disse que era meu ex-noivo, e entrou na cozinha simples assim? – Cruzou os braços arqueando uma das sobrancelhas.

– Foi exatamente isso que eu disse para sua funcionaria que eu namorei por dois dias durante o evento de inauguração.

– Você consegue me surpreender. – Foleou atenciosa o álbum presentado – As fotos estão incríveis, obrigada Thomas.

– Não demorou tanto assim para ficar pronto, mas eu tive uma boa razão para demorar.

– Eu não consigo imaginar o que é, mas é bom vê-lo feliz. Eu ainda me lembro dos nossos dias de “juventude” em Buenos Aires – Destacou seu sotaque arrancando um riso do homem a sua frente. – Veio para São Paulo só para me trazer o álbum?

– Paola Carosella, como sempre exalando plenitude.

– Você é imprevisível, como eu disse antes.

– Vim para isso e outras coisas. Você está incrível a proposito. E o seu bebe?

– Quase andando e me dando incontáveis alegrias... – Disse sorrindo ao se lembrar de Fran.

– Eu gostaria muito de vê-la, deve ser estonteante como a mãe...

Ela riu.

– E o tatuado?

– Está bem, Tom.

– Bem, já cumpri minha missão. O álbum é cortesia de um amigo especial como eu. Nos vemos por aí? Talvez em um jantar para um portfólio profissional?

Por um momento considerou recusar. Mas algo em Tom lhe dera uma confiança para dizer sim e lhe empolgou a imaginação para o futuro de seus empreendimentos, mas quando Henrique lhe remeteu à mente por meio do excelente conceito gastronômico do talvez, ex marido, escondeu o sorriso e concordou com a cabeça, lhe dando o cartão pessoal com seu telefone.

Horas depois, sua exaustão da cozinha e fornos quentes eram evidentes em seu rosto. Lavou no toilette do escritório pessoal seu rosto e fitou-se por alguns segundos, cumprindo por mais três horas a sua rotina na casa de empanadas.

Colocou sobre a cabeça os óculos de grau e mordiscou a caneta como tinha mania, irritando-se com os cálculos errôneos sobre a venda do estimado do Sal gastronomia. Logo, Henrique viera mais uma vez a sua mente e a responsabilidade de tentar mais uma vez, assombrou seus pensamentos sendo apartado rapidamente pelo papel principal de mãe que escolhera em suma importância.

Henrique era homem de alto porte, com tal idade e longo tempo de estrada em sua vida, pensava Paola quando a culpa de o negligenciar lhe soprava os ouvidos. Bufou exausta e deitou-se sobre o sofá preto de couro que possuía em sua sala, deixando-se vencer pelo sono acumulado.

 

***

 

No mesmo momento em que Paola adormecia pesadamente sozinha e exausta, Henrique brigava consigo mesmo em frente ao reflexo insuportável que via, sem ao menos dizer uma palavra. Era menos homem, era ser vazio e sabia que não havia ninguém além de si culpado por tal lacuna que a falta de sua família lhe fazia.

Odiou-se amargamente por ceder todas as vezes ao vicio desprezível que agora possuía, odiou-se por perder as manhas de sol ou até mesmo as chuvosas de são Paulo ao lado da sua filha distante de si, por perder – talvez – o amor daquela que lhe ensinara tudo o que sabia. A incerteza era assustadora e ele não estava pronto para encara-la face a face, então quebrou sem piedade o espelho de moldura dourada de sua querida e falecida mãe, gritando de dor ao sentir os cacos adentrarem sobre seu punho.

Aquela dor física não se comparava a psicológica. Era impossível mensurar seu martírio e nem tentava. A casa que habitou durante a adolescência em ribeirão preto era vazia demais, os moveis empoeirados pareciam contribuir com o falto delas junto a si.

O anoitecer pareceu um tanto agradável para encontrar seus amigos que deixou para atrás há alguns anos. Vestiu-se como de costume para pilotar a Davidson e com pressa, acelerou sem clemencia pelas ruas do interior de Ribeirão Preto em direção a casa de seu querido amigo de infância que lhe aconselhava a dias para retornar ao seu devido lar.

Henrique recusava-se em ouvi-lo, pois, enfrentar Paola lhe assustava e as palavras impiedosas darem o veredicto que tanto temia: não havia mais volta. Estacionou sobre a casa verde de Gabriel e lhe avisou por mensagem que já estava o esperando.

O mesmo não demorou a sair, como Henrique Fogaça, era tatuado, mas ainda mantinha os fios loiros sobre a cabeça que valoravam os seus olhos azuis. Cumprimentou o amigo cabisbaixo e subiu sobre a sua Harley azul, acompanhando a velocidade exagerada de Henrique. A “odisseia” combinada pelas estradas do interior de são Paulo parecia uma boa ideia para ambos que relembravam com jubilo velhos tempos.

Já anoitecia quando Gabriel avistou a churrascaria familiar no horizonte da estrada sinuosa dos arredores de Ribeirao, acenou para Henrique atrás de si e ele fez com que a poeira se levantasse enquanto estacionava. Gabriel notou a frustração inquietante do amigo, mas apenas riu da infantilidade, pois o remédio para aquilo ficava na capital e tinha sotaque espanhol.

lembra do carretão Fogaça? – Murmurou Gabriel sorrindo enquanto fitava o lugar abandonado.

Cê loko – retirou os óculos de sol e os colocou sobre a cabeça, aproximando-se do imenso local. – Todos os domingos, costelinha malpassada.

– E a torre de Chopp

Carai vei, nem acredito que já se passou quase trinta anos...

ta meio novo ainda.

Se foder, irmão – Riu sincero com o amigo.

Se surpreendia demais enquanto admirava as doces lembranças pois o caminho já era esquecido de suas memorias. Fogaça achava quase que absurdo aquilo, era como andar de bicicleta. Aprender e jamais esquecer de como é. Era assim com a estrada para a boa e velha churrascaria. Logo vira diante dos seus olhos a si mesmo atirando pedras sobre a terra seca do local, impressionando-se com a poeira enquanto brincava de pique-esconde com Gabriel, Diogo e as crianças que estavam la naquele dia.

– Esse lugar não pode virar pó, Fogaça.

– A minha menina precisa conhecer, eu mal posso esperar para mostrar a ela minha infância. Ela é muito igual a mim, não para. Você tinha que ver Gabriel... – Um riso genuíno fizera-se nos lábios de Henrique naquele momento e logo o temor de que ele jamais iria vê-la crescer.

Não tão perto quanto gostaria. Entre Francesca e seu querido pai, havia uma querida e insegura mãe que não raciocinava, quanto menos seu pai. Amedrontado e escondido das sombras acinzentadas que a realidade provocada por si mesmo lhe parecia. Gabriel sabia que seu amigo já não era o mesmo, não agora, mas no seu mais profundo via o verdadeiro Henrique Fogaça que Francesca fez ser melhor no momento que chegou ao mundo e sorriu ao ver seu pai pela primeira vez.

Ele não sabia, mas não era preciso. Gabriel era próximo o suficiente para saber que sua “sobrinha” fez do seu amigo um homem mais completo. Agora, somente precisava de um empurrão para seguir e derrotar seus fantasmas que o dominavam fortemente.

– Bora – Disse rapidamente e um soquinho nas costas de Fogaça, retornando para a antiga casa por volta das duas da manhã.

 

 

 

 

 

 

 

 


Notas Finais


CONTINUA NO PRÓXIMO


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