História Times of Sorrow - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Ib
Personagens Garry, Ib, Mary, Personagens Originais
Tags Garry, Mary, Rpg
Visualizações 7
Palavras 1.195
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo
Avisos: Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá pessoal, mais um capítulo aqui para vocês! Boa leitura 😘❤

Capítulo 2 - Meeting my madness


Fanfic / Fanfiction Times of Sorrow - Capítulo 2 - Meeting my madness

Na calada da noite, os pesadelos eram cruéis e perturbadores. A pequena garota tentava, mas era muito difícil permanecer em seu sono.

- Ei, Ib, acorde!

Mary a chamava, tentando tirá-la daqueles cenários terríveis. Ela se debatia, na tentativa de acordar a si mesma.

- IB!

- AH - Deu um pulo na cama ao ouvir a voz de Mary, mesmo com o susto estava feliz por ter acordado.

- Teve um pesadelo Ib?

Ainda atormentada apenas balançou a cabeça, em sentido positivo. As imagens de seu pesadelo ainda estavam presos a sua mente, o que a fez chorar e gritar enquanto colocava suas mãos sobre seu rosto. Chamando a atenção de todos os pacientes, ocorreu uma grande reação em cadeia onde todos começaram a gritar e sair de seus quartos. Logo enfermeiras e médicos voltaram a correr pelos corredores para amenizar a situação.

- Ib, fique calma, por favor!

Ela apenas continuava chorando com seu rosto sobre seus joelhos. Mary a fitou tentando achar alguma solução para fazê-la parar de chorar.

- Ib, olhe, uma bela galeria de artes!

Ib rapidamente levantou a cabeça e olhou perplexa para Mary, que mantinha um sorriso no rosto e apontava para porta. Ela desceu de sua cama e lentamente caminhou até a porta de seu quarto a abrindo com receio. 

- Veja, as enfermeiras são como manequins... Sem cabeça, já que correm por aí atrás de todos. Olhe Ib! Cada paciente é um belo quadro, não é incrível?

A pequena menina em sua esquizofrenia extrema, via todo o manicômio como uma estranha galeria que lhe passava muito medo, porém era muito divertida.

- É sim, incrível! 

Ib fechou a porta seu quarto olhando para Mary gentilmente, por tê-la acalmado. Ela realmente acreditava que a menina estava naquele quarto junto a ela, e que era sua única amiga. 

Logo viu as enfermeiras colocando os pacientes de volta em seus quartos, então já foi se prepararando para dormir. Mas antes de entrar ficou observando o quarto do rapaz que havia visto algumas horas antes, ele realmente a intrigava.

- Ib rápido feche a porta e volte a dormir!

- Certo Mary. - Disse a pequena antes de rapidamente cair no sono.

Ib acordara muito cedo, como sempre com gritos e correrias. Mas já não se importava tanto com isso, a noite inteira foi assim. A única coisa que pensava era no rapaz de cabelos roxos. Levantou rapidamente da sua cama e foi caminhando lentamente em direção a porta.

- Ib!

- Mary! Que susto você me deu, bom dia!

- Onde você vai?

- E-eu, bem...- Sabia que se contasse para Mary onde iria, ela iria ficar muito irritada. Mary sempre a dizia que era sua única a amiga e também a única que a amava de verdade.

- Eu volto já! Fique aqui, está bem?

- Ei, esper...- Ib correu até a porta, a fechando para deixar Mary dentro do quarto. Atravessou o aquele corredor terrível com muita cautela até o misterioso quarto, onde havia um misterioso rapaz. Felizmente a porta estava aberta, Ib se escondendo um pouco atrás do marco da porta tentava olhar o que tinha dentro do quarto. 

O viu sentado na cama de costas para a porta, ele sussurrava algumas coisas, mas eram quase inaldíveis. Ela não sabia com entrar, como falar com ele, além de Mary, sua mãe e seu pai ela nunca havia falado com ninguém.

Sem querer tocou na porta, o que a fez ranger, chamando a atenção do rapaz que virou rapidamente para a mesma. Recuou um pouco ao ver que tinha alguém na porta, mas quando viu Ib sua guarda foi desarmada. 

- Q-quem é você?

- Me chamo Ib... Quem é você?

- Me chamo Garry.

Ele levantou da cama e foi em direção a Ib, se ajoelhou no chão para ficar da sua altura. Gentilmente pegou sua mão direita e perguntou:

- Diga-me pequena dama, o que faz aqui?

- E-eu não sei ao certo... Meus pais me deixaram aqui...

Sem querer ou ter tempo algum de segurar, uma lágrima correu pelo olho de Ib, o que surpreendeu Garry.

- Não fique assim, os meus pais também me deixaram aqui. Quantos anos você tem?

- Nove...

Aquilo o perturbou um pouco, era tão jovem, apenas uma garotinha e já fazia parte daquele inferno.

- Eu tenho vinte e três.

Garry possuia um caso grave de mania de perseguição, mas surpreendentemente​, não tinha insegurança alguma perto de Ib. Isso o fazia muito bem, assim como ele a fazia bem.

- Garry? - Uma voz que causava arrepios se aproximava no corredor. 

- Essa não, não, não, não....- Garry largou a mão de Ib, indo para o canto do quarto com o medo explícito em seu olhar. Ele rapidamente pegou Ib pelo braço e a escondeu atrás da porta.

- Garry o que ouv...

- Shh, fique aqui e não saia por nada. É o Dr. Guertena, está atrás de mim.

Passos pesados se aproximavam do quarto, por uma fresta da porta Ib viu Garry tremer diante ao medo.

- Finalmente achei você, está na hora de tomar os remédios.

- E-eu já tomei...

- Pare de mentir, sabe que eu sempre lhe descubro. Venha agora.

Ele pegou Garry pelo braço e saiu o arrastando pelo corredor, o mesmo gritava e tentava se segurar nos marcos das portas.

- GARRY! - Ib saiu de seu esconderijo para ir atrás dele.

- Ib pare aí mesmo! 

- M-mary, por que saiu do quarto?

- Isso não importa, você está se arriscando por quem você não conhece! Acredite em mim, ele é como todos, ele vai pisar em você Ib. Venha volte para o quarto.

Ib olhava para a menina loira a sua frente de braços abertos mas com um olhar fúnebre ao mesmo tempo, mas pensava em Garry e tudo que poderia acontecer com ele...

- Desculpe Mary. - Disse ela, antes de sair correndo pelos corredores a procura de seu novo amigo.

Ib estava indo a fundo no manicômio tentando achá-lo, o que estava sendo uma tarefa quase impossível. Os corredores ficavam cada vez mais escuros e isolados.

Viu uma porta velha e enferrujada com um cheiro estranho no ar, seus olhos e nariz ardiam. Estava com os nervos a flor da pele sua cabeça girava, tomada pelo medo. Entrando com cautela viu Garry em uma cadeira desacordado, seus pulsos estavam amarrados na cadeira mas a sala estava vazia.

- G-garry? V-vamos acorde! - Ib o balançava e tentava soltá-lo ao mesmo tempo. Em uma fração de segundo de distração, ela viu seringas e medicamentos na bancada ao lado.

- E-essa não. Garry, por favor acorde! Acorde! - Ele lentamente abria os olhos que lacrimejavam um pouco. 

- I-Ib, é você. É você mesmo?

- Sou eu Garry, por favor, me ajuda a te tirar daqui!

- A-a chave! Ib, está lá! - Garry apontava para uma cômoda encostada na parede. 

A pequena com dificuldade de alcançar a chave, finalmente a pegou, soltando os pulsos do maior.

- Rápido Garry, antes que o Dr. Guertena volte! - Ib o puchava pelo braço enquanto ele dava passos lentos por causa das anestesias e deixava a mão sobre os ferimentos profundos. - Estou tentando Ib... Estou tentando...

Demorou até chegarem ao quarto de Garry, mas pelo menos, Guertena não os encontrou. 

- Ufa, c-conseguimos... Está tudo bem Garry?

- Ib...

Garry moveu a franja de Ib deixando um pequeno beijo em sua testa.

- Obrigada meu pequeno anjo.












Notas Finais


Foi isso gente *-*
Espero que tenham gostado!
Até o próximo capítulo ❤😘


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