História Tirania - Capítulo 16


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Palavras 2.008
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Saga, Slash, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Voltei!

Capítulo 16 - Dancam


Dancam

 

Os grandes portões de Glacialis estavam a abrir, Dancam e seus homens, todos montados a cavalo estavam esperando sua abertura para poderem entrar na capital e serem bem recebidos.

E assim foi:

Havia uma grande bateria que se aproximou da cavalaria.

Na frente General Rousseau puxava com os outros dois homens a frente.

Dancam vinha logo após, em destaque, acenava para a população, sorria.

A população ao veu ser grande líder ia a loucura.

Alguns choravam, outros estavam visivelmente em estado de ecstasy. Outros apenas aplaudiam.

Então a bateria fez uma pausa.

Dancam olhou para o maestro e fez o sinal.

Iniciou-se então ele… o Grande HINO DE GLACIEM!

Dancam cantava junto:

 

“Louvai Louvai

O Patria amada

A Grande republica veio para ficar

Dos herois que morreram

Para nos salvar.

 

Nunca mais mais iremos

nossas cabeças abaixar

A republica está proclamada

e o Sol sempre irá raiar

 

Oh Patria amada

O Socialismo aqui emergiu

A republica perfeita

Isso nunca se viu.

 

Com força dos nossos generais

Honremos pai e mãe

Somos todos iguais

E Lutaremos com os de mais

 

Com a espada na mão

Protegidos estaremos

Mas com bons governantes

ao infinito chegaremos

 

Que nosso líder seja abençoado

Nossa nação deve conduzir

de Um futuro próspero

quem vem por ai

 

Louvai Louvai

O Patria amada

A Grande republica veio para ficar

Dos herois que morreram

Para nos salvar”.

 

O próprio Dancam se emocionava ao ouvir aqui hino.

Desceu de seu Cavalo e foi até seu povo.

Começou a apertar a mão dos homens, beijar as mulheres e brincar com as crianças.

Dancam era muito amado entre as pessoas da capital, Glacialis.

- Nunca abandonarei meu povo! - Exclamava Dancam com a mão esquerda erguida aos céus.

Os populares gritavam coisas como “Viva o Socialismo”, “Vila a nação” enquanto Dancam se distânciava para sua fortaleza na torre principal.

 

Dancam ao chegar em sua sala sentou-se e começou a mexer em seus papéis.

- Lançarei meu livro ainda hoje, quero toda a mídia presente. - Disse Dancam colocando um óculos enquanto lia um folha de papel sulfite.

- A Mídia externa tambêm, senhor? - Perguntou um oficial que estava com ele.

Dancam olhou para o General Rousseau e ambos riram do oficial que estava ali parado.

- Qual o seu nome rapaz? - Perguntou Dancam.

- Me chamo Leona DiCarlo, Supremo Chanceler! - Exclamou a Oficial batendo continencia.

Dancam então a olhou de cima baixo e percebeu que era uma mulher mesmo.

Leona era alta, usava uma saia até os joelhos preta e um terno verde-escuro com uma blusa branca.

Seus cabelos eram castanhos claros e estavam presos.

Dancam notou sua patente: Major.

- Nada mal… susurrou Dancam impressionado.

O Chanceler não era acostumado ao ver mulheres em altas patentes, talvez essa fosse a mulher que estivesse noa cargo mais alto.

- Diga-me sua idade? - Indagou Dancam fazendo um sinal para os empregados entrarem e servirem chá.

- Trinta e sete anos, senhor! - Exclamou a mulher.

Duas empregadas entraram na sala com cestas de comida e bules de chá.

Dancam sentava-se numa cadeira de couro negra e a sua frente havia uma mesa de madeira cheia de papéis, um estojo vermelho, lapís, reguas… e logo atrás da mesa haviam duas cadeiras comuns.

No chão, um tapete vermelho e negro.

Atrás de Dancam a bandeira da nação, já que agora não haviam mais partidos políticos.

Um enorme casaco de pele de animal negro estava descançando na cadeira de Dancam enquanto o Chanceler tomava seu chá quente.

- Sentem-se. - Deu o sinal.

O General e a Major sentaram-se.

- Ruthe, Maria… fiquem na sala! - Ordenou Dancam enquanto as empregadas iam saindo.

- Diga-me Leona… o que você acha disso: Três mulheres em posições diferentes? - Perguntou Dancam enquanto mordia um pãozinho.

Um silêncio horrivel ficou na sala.

As empregadas se olhavam sem entender.

- Penso que se seu irmão tivesse feito uma melhor gestão não haveria essa diferença. - Respondeu seriamente a mulher.

General Rousseau achou a resposta uma afronta à Dancam.

Por um instante Dancam e Leona se encararam.

- HAHAHA! - Dancam soltou uma gargalhada.

Rousseau acompanhou na gargalhada.

- Meu falêcido irmão Yameron… haha… aquele velho gordo até hoje assombra minha nação. - Dancam ria enquanto falava do irmão.

- Me refiro tambêm sobre a gestão de Damien. - Disse a mulher.

Dancam se engasgou na hora.

- Não pronuncie esse nome aqui, mulher! - Exclamou Rousseau.

Dancam enquanto tossia fez sinal para as empregadas sairem da sala e fecharem a porta.

- É uma mulher com gênio forte, hein… - Analisou Dancam.

- Não me lembro de haver lutado ao lado de uma mulher tão espetacular… - Comentou Dancam para Rousseau.

Dancam no fundo detestava Rousseau, mas era um de seus melhores Generais.

Rousseau era gordinhom rosado e usava um bigode grisalho.

- Yameron não permitia Mulheres na linha de frente. - Respondeu a mulher cruzando as pernas e tomando chá.

- E quando foi que você chegou ao posto de Major? Não me lembro de ter promovido nenhuma mulher para este cargo.

- Sou Major desde os trinta, senhor. - Respondeu a mulher.

Houve mais um silêncio na sala. Dancam e Leona se encaravam.

- Precisou fazer o teste do sofá com Yameron não é mesmo? Hehehe – Comentou Rousseau, mas dessa vez ele dava risadas sozinho.

Dancam olhou para Rousseau e disse:

- Rousseau se retire da sala.

O gordo rosado se levantou, bateu continencia e saiu da sala.

- Não tem medo de responder dessa forma para mim? - Questionou Dancam se levantando da cadeira e caminhando em direção à janela.

- Não. - Respondeu a mulher bebendo seu chá.

- Você é uma gracinha, tem gênio forte, mas se tentar me desmoralizar na frente de algum de meus generais mais uma vez…

Disse Dancam se aproximando da mulher…

O Chanceler colocou suas mãos palídas sobre o ombro esquerdo da mulher.

- Eu mando você para bem longe da capital.

A Mulher não parecia se sentir abalada com o que seu superior havia dito.

- Você não está com medo? - Perguntou Dancam.

A Mulher então se levantou, era da altura de Dancam.

- Minha família inteira morreu, perdi meu marido e meus filhos, nada mais me abala, senhor…

Dancam ficou sem reação.

- Peço permissão para me retirar e voltar ao trabalho. - Pediu a mulher.

Dancam deu um passo para atrás e balançou sua cabeça.

- A proposito: Nenhuma midia externa poderá entrar aqui. - Respondeu Dancam.

Leona deu continencia e caminhou para a porta.

- Espera, Leona… - Disse Dancam pegando um exemplar de seu livro.

- Fique com isso, lançarei hoje. - Entregou Dancam para a mulher.

A Moça pegou seu livro e partiu.

Dancam sentou-se em sua mesa e começou a se preparar para o lançamento de seu livro.

O nome do livro era: A Revolução do povo.

A Capa era Dancam segurando uma espada com a mão direita e na esquerda a bandeira da nação.

Basicamente era uma auto-biografia de Dancam, escrita por ele mesmo, claro.

Algumas semanas após o lançamento Dancam obrigaria a presença e o estudo do livro no material escolar.

 

O Lançamento de seu livro foi feito na tarde daquela quarta-feira, Dancam fez o lançamento e deu alguns autografos para o povão e seus oficiais.

Foi uma noite de festas, bebedeira e politicagem.

A festa foi na mansão de um de seus generais.

Após Dancam expropriar forçadamente as grandes propriedades dos antigos burgueses de seu tio Yameron, Dancam deu alguma dessas propriedades para seus generais mais próximos e o resto ele entregou a conselho de trabalhadores, claro supervisionados por ele.

A Mansão havia vários quartos mas o que Dancam gostava mesmo era da jogatina, estava jogando Poker e apostando com seus generais.

- Full House! Venci! - Exclamou um dos Generais.

- Dmitri sempre vence! - Exclamou Rousseau.

- Esse ai tem o jogo nas mãos. - Respondeu Dancam acariciando um dos gatos da casa.

- Diga-me, Chanceler, quando iremos entregar em guerra com Arsiem? - Perguntou Dmitri.

- A Nação ainda precisa se reconstruir para isso… - Explicou Dancam tomando uma taça de seu vinho tinto.

- E o vinho como está? - Perguntou Rousseau.

- Maravilhoso, nunca experimentei algo assim. - Parabenizou Dancam

- Ano? - Questionou Mendev.

- 2005! - Exclamou Rousseau sorrindo de bebado.

- Uau, pelo menos 400 anos! - Exclamou Dmitri levemente bebado.

- Eu gostaria de ter nascido nessa epoca! - Exclamou Rousseau colocando mais vinho em sua taça.

- E por que? - Perguntou Dancam curioso e mexendo em seu cavanhaque negro.

- Nessa epoca haviam mais pessoas no planeta, devia ser legal. - Disse Rousseau.

- Haviam umas seis bilhões, pelo que li. - Disse Dmitri.

- Quase Mil vezes mais do numero de pessoas que existem hoje em dia, hahaha! - Soltou uma gargalhada Mendev.

- Mas foi justamente esses putos que cagaram o planeta no final do século XXI. - Explicou Dancam colocando seu gato, Alvorada no chão.

- O que realmente aconteceu? - Perguntou Mendev para Dancam.

- É Um mistério, mas tudo que sabemos é que graças a mocinha ali atrás estamos vivos. - Apontou Dancam para a estatua da Deusa-Rainha Kali.

- Salve Kali! - Ergueu a taça Rousseau.

Todos brindaram à Kali.

- Eu comia ela facinho. - Susurrou Rousseau.

- Se ela fosse gostosa como nas estatuas, eu tambêm, hahah! - Exclamou Mendev.

- Vocês não prestam mesmo, não é? - Indagou Dancam se levantando.

- Não vai ficar para mais uma partidinha, chefe? - Perguntou Mendev.

- Vou mijar, volto depois. - Explicou Dancam caminhando na direção na porta do grande salão.

- O Chefinho bebado é uma comédia! - Disse Dmitri, alto o suficiente para Dancam ouvir.

Mas Dancam ignorou.

Dancam estava levemente bebado, mas o suficiente para achar o banheiro.

Se apoiou na parede do vaso para fazer suas necessidades.

Jogou uma água em sua cara e percebeu que estava meio acabadinho.

- Quarenta e Dois anos… Um sobrinho Gay, um sobrinho inutel...sou o que restou de minha família… - Reparava Dancam olhando-se no espelho.

Dancam saiu do banheiro e caminhou através de um corredor, que levava até o salão principal.

No caminhou notou uma retrato que chamou sua atenção.

Era uma foto em preto e branco, pois era a melhor técnologia que possuiam.

Reparou que o retrato era antigo pois nem cavanhaque possuia.

- Eu devia ter uns vinte anos… - reparou.

Colocou o retrato no lugar e olhou para o que estava ao lado.

Era seu irmão mais velho ao lado de Rousseau e outros generais.

- Irmãozão, seu verme maldito. - Disse Dancam colocando o retrato no lugar.

Olhou em seguida para o retrato ao lado.

Era Ele, Damien, Yameron e a esposa de Damien. Ao lado de Dancam estava Radesh, ainda criança.

Dancam arregalou os olhos ao perceber a barriga de grávida da esposa de Damien.

- Nunca lembro seu nome… tinha um bom coração… não merecia aquilo, muito menos as crianças…- Disse Dancam ao notar que Rousseau se aproximava dele.

- Não está bravo por que tenho fotos com seu irmão está? - Questionou Rousseau.

- Não, claro que não, a casa é sua. Você trabalhou com ele.

- Você se lembra o que houve com ela? - Perguntou Dancam apontando para a mulher.

- O senhor não lembra? - Questionou Rousseau.

- Não me lembro de nada naquela noite. - Respondeu Dancam.

- E nem poderia lembrar, afinal não foi ideia sua o assassinato de Damien. - Disse Rousseau estufando o peito.

- Mas ela e as crianças? - Perguntou Dancam.

- Eu soube que ela conseguiu fugir com as crianças, as crianças não foram punidas, Radesh está ai né. - Respondeu Rousseau.

- Radesh é a cara do pai dele. - Percebeu Dancam.

- E tão esperto quanto… - Percebeu Rousseau.

- Ok, vamos parar por aqui. - Disse Dancam colocando o retrato no lugar.

- Venha Dancam, vamos para mais uma partidinha! - Convidou Rousseau.



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