História Titanic (Imagine Kim Taehyung) - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens V
Tags Drama, Kim Taehyung, Romance, Tae, Titanic
Visualizações 161
Palavras 3.829
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Hentai, Poesias, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Esse capítulo é o primeiro da nossa história, e como disse ele é maior.

Desculpem os erros.
Boa leitura📚❤

Capítulo 2 - Homem de sorte.


Fanfic / Fanfiction Titanic (Imagine Kim Taehyung) - Capítulo 2 - Homem de sorte.

"Me enfiaram em um navio, desprezaram meus sonhos da pior forma possível: não deixando que eu viva por mim, mas sim pelas pessoas ao meu redor. Uma lástima!"

'Respirar o ar que vem do horizonte, sentar em uma bela praia de areia fofinha, contemplar a bela visão e sentir a calma que a natureza proporciona; Seria algo bom, quer dizer, me sentiria relaxada.'

~Lembranças on~

 O ano era 1912, estávamos em Southampton (Inglaterra). 

Para uma jovem moça, uma viagem seria algo bom e aconchegante, poderia conhecer lugares e descrever sobre eles, fazer um bom retrato, conhecer e conversar com pessoas novas. Mas para mim, era só algo que servia para me tirar do tédio, não gosto muito de viajar e principalmente quando se trata de um navio, aquele monte de ferro monstruoso e que ia de uma ponta a outra, pra que fazer algo tão grande assim? Só polui mais ainda o planeta com essa fumaça. 


Vamos fazer o seguinte, eu não gostei desse navio, mas eu tenho que admitir que ele é muito bonito, acho que em nenhum século ou daqui a alguns anos vá existir navio maior que esse, mas também não tenho como confirmar, já que a cada dia que passa a tecnologia avança e se não acompanharmos, nos perdemos e ficamos para trás. Talvez exista um maior, mas como esse eu duvido muito. Não queria está viajando dessa maneira, sabe eu estou noiva, quer dizer não é porque eu quero e sim porque estou sendo obrigada, meu noivo é alguém altamente patético e esnobico, seu jeito não me agrada em nada.


Faz alguns meses que perdi meu pai, ele era alguém bom e bem carinhoso, só que ele bebia e jogava bastante, gastou todo nosso dinheiro em jogos e fez muitas dívidas, nas quais duas mulheres não serão capaz de pagar, então minha mãe me fez noivar, para que com um nome importante na sociedade, eu poderia quitar todas as dívidas e ser forçada a passar o resto da mina vida com alguém que não amo. Aish! Isso é tão chato - bem que minha mãe poderia me entender - Mas o universo nunca está ao meu favor.


- S/N meu amor, o que acha desse grandioso navio? - disse meu noivo Lee Jo, estava imprecionado e seu sorriso era exuberante.


- Ele me parece apresentável. - digo com poucas caras e sem muito ânimo.


- Pelo visto sua filha não é fácil de se agradar. - ele se referiu a minha mãe que estava com o braço cruzado ao dele.


- Ela gostou não é querida? - sorriu e me lançou um olhar que eu já entendia.


- Sim eu gostei, só não soube expressar de uma forma boa. - respondi e olhei para minha mãe revirando os olhos.


- Vamos! Quero ver como é por dentro. -  segurei um pouco meu vestido e logo adentramos.


 Tudo era luxuoso, as mulheres não pouparam suas roupas cheias de brilho, suas jóias uma maior que a outra, seus sorrisos mostravam o quanto eram falsas e loucas por arrumar um dote, suas vidas mesquinhas só as deixavam cada vez mais frescas e sempre exigiam mais; Cada uma tinha um jeito diferente, mas a personalidade sempre igual.


- Esse será seus aposentos meu bem, espero que fique a vontade. - olhei o quarto com desdém, era bem grande e sua decoração era bonita, as paredes tinham uma tonalidade de verde claro  musgo, eram duas suites: tinha onde eu ficaria e ao lado o dele. Mas, como disse antes não era necessário tanta coisa cara.


- Ele está bom, ficarei bem. - esbocei um sorriso falso e vi sua expressão contente.


- Fico feliz! Mas espero que não deixe de me visitar. - vi a saliência em seu olhar e entendi o que quis dizer. Eu sempre tinha que o visitar e lhe fazer companhia, claro lhe dar alguns beijos e lhe fazer carinho.


- Não deixarei, sua presença é sempre agradável. - respondi falsamente e ajeitei o laço de sua gravata borboleta.


- Você está sempre belíssima! - sorriu e logo senti seus braços rodearem minha cintura.


- E você fica a cada dia mais charmoso. - Tá eu confesso já estava exagerando nos meus elogios falsos, mas a verdade é que eu me divertia com aquilo.

- Jagyia...Jagyia... - roçou seu nariz ao meu e logo aproximou seus lábios ao meu, seus lábios eram macios e seu gosto bom, retribui sem muita vontade e segurei seus cabelos da nuca. Ele quis aprofundar mas não deixei.


- Vamos com calma, alguém pode entrar. - me afastei de seu abraço e sorri gentil.


- Tudo bem, agora preciso organizar umas coisas. - acenou e saiu do meu quarto.


- Paz! - me senti feliz e me dirigi até a cama me jogando e fechando os olhos. Uma coisa ali era bom, o brisa era bem aconchegante.


Pensei em fazer algo, resolvi que organizaria meus quadros que comprei, Pablo Picasso para mim sempre foi um ótimo artista, suas pinturas me fazem enchergar o novo. Sabe quando você olha pro céu, e ainda é pela manhã, quando o sol não brilha muito e a brisa está leve dessa mesma forma me sinto ao ver seus quadros, a leveza na qual são pintados, me transmitem algo bom.


- Aonde quer que eu coloque esse? - perguntou uma das criadas na qual estava me ajudando.


- Hum...- coloquei a mão no queixo pensando onde poderia ser posto. - Coloque ali, na parede onde tem a escrivaninha. - a parede era verde musgo e combinaria bem com os detalhes do quadro.


-Sim! - ela se dirigiu e colocou - Esta bom? - fez uma cara de dúvida e eu assenti.


- Arrume aqueles tecidos na cômoda e pronto. - digo gentil e organizando outras coisas.


Em questão de uma hora arrumamos tudo, precisei levar muita coisa já que até Nova York, são alguns dias de viajem e também passaríamos um tempo lá. Tive que escolher os vestidos mais caros, e trazer minhas melhores jóias, para mim um vestido simples e brincos pequenos eram suficientes, mas fazer o que se era noiva de um bancário e tinha que me apresentar bem. 


Resolvi que iria me arrumar para o jantar, logo seríamos avisados e tinha que está pronta, optei por um vestido azul, ele era escuro e tinha muitos brilhantes, acho que podia compara-lo com a cor do mar, coloquei jóias prateadas, um sapato da mesma cor do vestido e fiz um coque deixando alguns cachos soltos.

 

Quem olhasse para mim diria que era uma verdadeira dama, mas por dentro me sentia mal, era como se fosse uma boneca de porcelana na qual me arrastavam de um lado para o outro, queria sair disso, poder ser diferente e mostrar para o mundo quem realmente sou. Queria casar com alguém que ame, ser uma poeta e morar em uma casa simples, criar meus filhos sem frescura e essas etiquetas chatas. Queria que alguém aparecesse para me salvar ou então que eu acordasse e visse que era apenas um pesadelo. Isso era um sonho distante meu, como sempre me perdia na  imensidão de minhas idéias e acabava viajando.


Para o rosto, como tinha a pele branca e macia, passei apenas um rouge deixando minhas bochechas rosadas, coloquei também na testa e passei um batom escuro, não podia esquecer do perfume francês que ganhei de meu noivo. Me olhei no espelho e pensei: "Vamos lá, seja uma boa atriz e não decepcione a si mesma."


Fui interrompida pela porta, onde ouvia batidas de leve, caminhei até lá e abri a mesma dando de cara com meu noivo. Sempre bem arrumado e com seus cabelos comportados, seu sorriso maldoso não deixava de esconder suas intenções pretensiosas.


- Querida está muito bonita nesta noite, aliás sempre estas bela. - ele sorriu mais ainda e eu o encarei.


- Muito obrigada! Mas assim me deixa sem jeito. - me fiz de tímida pois sabia que ele iria querer prolongar o tempo em meu quarto.


- Venha, todos nos esperam! - estendeu seu braço para que eu entrelaça-se, mas quando me aproximei desfez o jeito e me segurou pela cintura, cheirou meu pescoço e depositou um beijo ali.


- Fico feliz que esteja usando ele. - se referiu ao perfume.


- Sabia que meu amor iria gostar. - sorri falsa e vi sua expressão contente. 

Fomos de braços entrelaçados até o grande salão, consistia em um lugar muito bem arrumado, as mesas eram redondas, tinha uma tolha de mesa branca, com o tecido fino, havia vários detalhes de ouro, o piso era todo ilustrado com desenhos, pareciam ter sido feitos a mão, os pratos eram de porcelana e os talheres certamente de ouro. 


- Boa noite senhores e senhoras!- cumprimentou meu noivo, a todos que estavam na mesa onde iríamos sentar.


- Como vai? - perguntei baixo a Ruth, minha mãe.


- Vou bem, não pensei que fossem se atrasar tanto. - a mesma disse em tom de reprovação, o que me fez bufar. Ela nunca se agradava de nada.


- Acontece! - foi a única coisa que disse, antes de me ajeitar na cadeira e passar a ouvir todas aquelas conversas chatas.


- E então Thomas, nos conte como planejou esse navio. - meu noivo o questionava curioso, o que fez todos voltarem sua atenção a ele.


- Queria fazer algo grande, que fosse capaz de aguentar navegar mesmo que proa estivesse cheia, e o resultado disso é o Titanic. É um lugar para se sonhar e se sentir bem. - ele parecia feliz e satisfeito consigo mesmo.


- Nem Deus afunda esse navio. - comentou o senhor J. Bruce, arrancando uma risada de todos.


Para mim, aquele foi o comentário mais patético que já ouvi na minha vida, é claro que Deus poderia afundar aquele navio, não sei como o ser humano pode ser tão idiota de pensar assim.


Todos conversavam sobre assuntos chatos, homens falando sobre negócios e dinheiro, sobre suas conquistas e tudo o que pretendem fazer, minha mãe falava com as amigas sobre meu casamento, nessa parte tive que ficar atenta pois sempre me lançavam perguntas, a noite estava correndo bem, até que tudo não estava tão chato e entediante como eu pensei que estaria.


Estávamos todos jantando, quando notei alguém se aproximar de nossa mesa, levantei o rosto para fitar e me deparei com um homem, ele vestia roupas finas assim como todos ali, seus cabelos estavam devidamente arrumados, ele tinha um sorriso de lado nos lábios, seu perfume cítrico podia ser sentido de longe, ele parecia conhecer todos os que estavam sentados ali, o que não me pareceu surpreendente, seus dentes eram brancos e ornamentados, sua pele era branca quase pálida, ele tinha uma boa aparência.


- Kim Taehyung, sente-se conosco. - senhor Bruce dirigiu a palavra ao mesmo, ele cumprimentou a todos e se sentou.


- Nos conte, como é ser um homem de sorte? - perguntou meu noivo.


- A sorte, é algo que a pessoa já tem que nascer com ela. E bom posso dizer que já nasci com esse dom. - fez graça e todos caíram na gargalhada.


- Oh, mas que homem pretensioso não?! - meu noivo sorria e ao mesmo tempo tentava se esnobar.


- Só estou admitindo a verdade, também sou um homem de sorte. - respondeu e automaticamente olhou para mim.


- Bela mulher! - foi a única coisa que disse, levantou sua taça e bebeu um gole do seu vinho, por mais que seu olhar tenha se dirigido rapidamente a mim, me senti estranha naquele momento importuno.


- Esta vendo, nada paga esse prêmio. - mais um vez meu noivo se mostrou.


- Realmente, precisa agradecer todos os dias. - outra vez seu olhar pairou sobre mim, o que me fez arrepiar. Suas órbitas negras eram penetrantes, me deixando desta forma.


Kim Taehyung, não era nada mais, nada menos de que um homem, que ganhou na loteria algumas vezes e em vez de gastar tudo, com mulheres, bebidas, jogos e propriedades, usou bem seu dinheiro e fez fortuna. Podemos dizer, que ele é um dos homens mais ricos da Inglaterra, soube muito bem cuidar de seu dinheiro e agora só se diverte com ele, era um homem solteiro o que fazia todas as jovens querer te-lo, se entregavam fácil e nem ligavam para sua honra.


 - Taehyung...Me concede uma dança? - disse uma mulher vulgar e cheia de extravagância, era esposa de um homem importante, mas sempre se dava ao luxo de experimentar algumas aventuras,  como se os outros não fossem perceber. Tolice! Era o que realmente a definia.- Sua voz saiu manhosa.


 - Estou apreciando esses drinks, talvez em uma outra hora. - levantou o copo com o seu uisk, fazendo a mulher bufar e se retirar da mesa.


 - Perdeu uma ótima chance...- Bruce bateu em seu braço, o que o fez se engasgar por conta do riso que segurava.


 Bêbados! É isso que os deixavam mais idiotas. Os homens estavam bebendo além da conta, aquele assunto de casamento ao meu lado estava me enchendo, novamente voltei a me sentir uma boneca, aquilo já estava passando do meu limite. 

- Irei ao toalete! Voltarei logo mais. - disse ao me levantar da mesa, recebi um olhar desconfiado de minha mãe, já meu noivo simplesmente pareceu não se importar.


 Sai correndo até uma certa parte do navio, onde ficavam as grades, o lugar era chamado de proa. Olhei para água e não tardei em ir para o outro lado, ficando cara a cara com a morte, podia soltar minhas mãos e me ver livre de tudo, ou apenas sair dali e voltar. Fingir que nada estava acontecendo no momento!


 Aquele vendo frio me causava calafrios, aquela sensação de que estava fazendo errado, mas que ao mesmo tempo dizia que fazia o certo, o medo tomando de conta...Engoli em seco e continuei firme. 


 - Não acho que seja uma boa solução se jogar. - ouvi uma voz um pouco embriagada, mas que se notava lucidez no momento.


 - Não se aproxime, me jogarei a qualquer momento. - disse decidida, e pude ouvir a risada sarcástica atrás de mim.

 

 - Não creio que seja capaz, aliás você morreria logo na queda, imagine quando entrasse na água e o gelo penetrasse no seu corpo, como se fossem facas. - olhei para trás dando de cara com Taehyung, ele fazia uma expressão de pavor enquanto demonstrava o quanto a água era gelada.


- É tão frio assim? - estava deixando o medo me tomar.


 - Sim, muito. - ele abraçou o corpo e se tremeu todo.


 - Pode me ajudar? - estendi minha mão para que ele me ajudasse a sair dali, ao sentir seu toque minha pele se arrepiou toda, fiquei em choque até que notei que tinha escorregado e sim, estava prestes a cair.


 - Calma S/N, não vou deixar você cair! - Taehyung disse alto, me passando confiança.


 Manti a calma, até ter meus braços puxados de volta ao navio, respirei aliviada e dei graças por nada ter acontecido comigo. Sim, precisava agradecer a ele também.


 - O que posso fazer para agradece-lo? - disse após ajeitar meu vestido e me sentir bem de está de volta.


 - Tem várias formas, maneiras... - ele me olhou de forma audaciosa.


 - Wow! O que pensa que eu sou? - dei um empurrão em seu ombro.


 - Eu não disse, o que queria. - ele me pareceu raivoso. 


 - Oh, acho que eu pensei mal de você. - me redimi e vi o mesmo olhar para mim.


 - Por que está noiva dele? - foi direto me fazendo fita-lo.


 - Sinceramente...Eu não sei! São muitas questões.- disse cabisbaixa e me sentei em um dos bancos que tinha ali.

 

 - E uma delas é o amor? - ele se sentou ao meu lado, perguntava curioso.


 - O amor não existe... - decidi não omitir o meu sentimento a ele, eu não sei, mas sua presença me fez sentir confortável para conversar.


 - Como eu pensei, casamento por interesse. - vi o mesmo se sentar e disparar aquilo sem nem mesmo pensar.


 - Que idiota! - cuspi as palavras e sai  rápido dali.


 - S/N!! - encontrei com meu noivo e o mesmo tinha uma expressão preocupada no rosto.


 - Me desculpe e-eu...


 - Por que estava aqui? E o que ele faz junto com você? - Lee me olhou de forma desconfiada, o que me fez sentir um pouco de medo. Por mais que não o amasse, o conhecia muito bem e sabia aonde seu ciumes o levaria.


 - Vim tomar um pouco de ar, por esta me sentindo mal, mas acabei escorregando e o Sr. Kim me ajudou. - falei o mais calma possível e vi ele abrir um sorriso.


 - Vejamos o Sr. Kim salvou minha noiva, sou muito grato a ti. - ele passou a sorri largamente, me dando a sensação de alívio. 


 - Não foi nada, eu só não queria que sua "sorte" fosse perdida. - disse Taehyung fazendo pouco da cara de meu noivo, mas percebi que ele não ligou muito.


 - Da próxima eu mesmo cuidarei dela. - piscou para ele, logo sorrindo de forma irônica.


 - Mas se você vacilar...Pode ter gente que roube. - Taehyung sorriu de uma forma maligna, fazendo meu noivo agarrar minha mão com força, me tirando dali.


 - Ah e como eu posso agradecer a você por esse ato de bravura? - meu noivo virou me surpreendendo, o mesmo ainda falava com sarcasmo.


 - Aceito charutos! - respondeu Taehyung, que levantou uma taça de vinho.


 - Ótimo, jante conosco amanhã novamente. - meu noivo sorriu e saímos até seus aposentos.


 - Ele não fez nada a mim, só me ajudou. - falei assim que entramos em seu quarto.


 - Shhhh! Minha boneca, eu não ligo pra ele. - sorriu e me puxou para um sofá me fazendo sentar em seu colo- Acho que precisamos ter nosso momento, e esquecer tudo.- se aproximou de mim, logo iniciando beijos em meu pescoço.

- Meu bem...Não acha que por hoje não estamos com clima. - achava seus beijos nojentos, ele queria sempre tentar algo a mais comigo, mas usava a desculpa do casamento.


 - Sabe eu achei que quisesse esquecer tudo que houve... - ele me olhou de forma triste e fez um bico.


 "Ahhhh, que homem patético!"


 - Eu me sinto cansada, mas prometo recompensar amanhã. - sorri de forma saliente e o mesmo entendeu.


 - Então tá... - sorriu e me puxou para um beijo, foi algo rápido e como sempre minha vontade era de vomitar, seu gosto de álcool com charuto deixava um gosto terrível.


 - Boa noite meu bem! - selei seus lábios rapidamente e me soltei. 

- Espere um pouco... - ele se levantou, me tirando do seu colo e foi até seu cofre ridículo, cor verde - Vem cá meu amor. - me pegou na mão e me colocou sentada de frente para o espelho.


 - Estou curiosa. - falei entre risadinhas fracas, por mais que não gostasse dele, as vezes seu senso de humor era bom. Fiquei me olhando no espelho, peguei minha escova e passei em meus cabelos.


 - S/N a flor mais linda do jardim, e a minha querida jóia. - ele me abriu um sorriso bobo, enquanto segurava uma caixa aveludada na mão.


 - Assim eu fico sem jeito. - sorri de forma envergonhada.


 - Eu iria entregar na nossa festa de noivado, mas estou muito feliz nesse navio. Espero que seja do seu agrado... - ele abriu e me revelou uma linda jóia, tinha um coração azul e ao redor pedras brancas, uma jóia de encher os olhos, era exuberante e perfeitamente polida, seu formato só a deixava mais bela.


 - Ele é lindo! - coloquei as mãos na boca admirada.


 "Mas que isso?! Não tinha outra coisa não?"


 - Esse é o coração do mar, e ele está com você agora. - colocou o colar em meu pescoço e notei o quanto aquilo era pesado.


 - Obrigada meu amor. - lhe dei meu melhor sorriso e o mais falso também, beijei seus lábios e me separei. Ele se mantia sentado na beirada da penteadeira, e sorriu ao ver minha reação, mal sabia ele que eu não tinha gostado daquilo.


 - Não vou esquecer desse beijo nunca. - ele tocou os lábios fechando os olhos. Já podia imaginar, todos os pensamentos maldosos e pretensiosos que se passavam em sua mente suja.


 - Vou descansar, o dia foi cheio hoje. - devolvi a jóia para que ele guardasse e me retirei dos seus aposentos. Me despedi e fui para o meu. Precisava pensar e principalmente sair de perto dele, o mais rápido possível.


De volta ao meu quarto, tirei meu vestido juntamente com o espartilho e os saiotes, que usava para dar volume. Fiquei apenas com uma camisola fina e longa, na qual usaria para dormir, soltei o penteado de meu cabelo e fui até minha penteadeira e me sentei, fiquei olhando meu belo rosto coberto pelo pó de arroz usado, limpei e tirei toda aquela maquiagem. Não sei o que os homens viam em mim, para que ficassem tão loucos, eu só queria amar alguém e ser retribuída.


Comecei a passar a escova decorada e banhada a ouro, com fios de linho, escovei meus cabelos um pouco ondulados e me admirei no espelho. Uma coisa passava em minha cabeça: "Algum dia serei feliz?"


Levantei-me de meu caderno de poemas, sempre andava com ele para cima e para baixo, mas sempre alegando ser um livro ou algo do tipo. Seria minha morte se algum dia, alguém lesse. Permiti minha mente se esvaziar e apenas coloquei meus sentimentos no papel, uma coisa pensava: Será que Kim Taehyung é meu anjo? Que vai me tirar disso tudo? Aish! Tenho que deixar de pensar nisso, esse cara é um idiota.


Vou apenas escrever...


 'Quando a noite cai, eu sinto a solidão me invadir de forma absurda, é como se estivesse em um deserto, almejando o nada e sem ninguém. Muitas pessoas devem me olhar e dizer que sou mal agradecida, pois tenho todo o luxo que uma garota deseja ter, possuo tudo de melhor.


 Mas a verdade é que não quero nada disso, só queria meu lugar, onde pudesse ser livre e mostrar para a sociedade quem sou. Etiquetas, roupas finas, sapatos e jóias caras, nada disso faz parte de mim.


 Queria está descalça e correndo pela terra molhada, sem me preocupar se vai ter gente olhando e reparando nos meus maus modos, queria pegar uma bela coxa de frango com a mão e comer, queria cuspir como os homens das histórias, eu quero uma vida simples, mas que seja cheia de amor. Isso é pedir muito?'


 "Se existir quem me tire disso, só venha e me arranque desse navio, antes que eu tente pular dele novamente."


  

 




 

 





 












  


Notas Finais


Que Taehyung é esse? Preciso de opiniões, falem comigo, eu sou legal.

Beijos🍇❤


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