História Titanium - Capítulo 19


Escrita por: ~

Postado
Categorias One Direction
Personagens Harry Styles, Liam Payne, Louis Tomlinson, Niall Horan, Personagens Originais, Zayn Malik
Tags Harry Styles, Hot, Liam Payne, Louis Tomlinson, Niall Horan, One Direction, Perrie Edwards, Zayn Malik
Visualizações 213
Palavras 5.724
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção Científica, Romance e Novela, Sobrenatural, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Drogas, Linguagem Imprópria, Pansexualidade, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Fala galerooooo... faz 84 anos q n venho aqui mas em nome de jesus posto o proximo mais rapido, é só deixar seu amém nos comentarios. Espero q gostem. Bejo nos labios(n disse quais)

Capítulo 19 - I think you think too much of me


Fanfic / Fanfiction Titanium - Capítulo 19 - I think you think too much of me

Zayn PDV

 

“Calma, Malik. Você é lindo, rico, engraçado e manipulador. Não deixe aqueles velhotes te obrigarem a ficar com Perrie só por causa desse bebê estúpido.”.
Repeti diversas frases motivacionais em minha cabeça na frente do espelho do banheiro do Alain Ducasse, que eu odiava, mas fui obrigado a ir até lá para uma “reunião de família” com Perrie, e seus pais idiotas.
Eu estava bonito como sempre, e fixei em minha mente que só aceitaria o filho como meu, depois de um teste de DNA. Eu não sou burro o bastante pra acreditar assim de lavada em tudo que dizem pra mim, então quando vi Perrie passar pela porta de entrada com um vestido cheio de paetês azuis, jurei a mim mesmo não ser abatido por suas lágrimas e chantagens. 
-Boa noite, querido! -a senhora baixa e corpulenta com roupas cafonas disse a mim. Ela beijou meu rosto e seu cheiro de Chanel nº 5 preencheu minhas narinas.
-Boa noite, Giselle. Você está deslumbrante hoje. -fiz minha melhor voz de galã, e beijei a mão gelada e cheia de anéis de diamante da mãe de Perrie.
-Como vai, filho? -Cesar apertou minha mão com uma força demasiada, me deixando atordoado por um segundo, mas fingi não ligar para não demonstrar fraqueza. Eu tinha que me mostrar o mais firme possível caso quisesse sair dali com minha vida social intacta.
-Oi, meu amor! -fui abordado pela loira contagiada que se pendurou em meu pescoço e me beijou como se estivéssemos apaixonados. Retribui aquele beijo horrível para não deixá-la constrangida na frente dos pais, e me sentei ao seu lado à mesa. Logo tomei meu vinho que estava quase no fim, porque eu não conseguiria ouvir aqueles 3 falando sem estar bêbado.
-Então, Zayn, soube que seus pais compraram uma casa nova em Paris. Com campo de golfe e tudo mais. Acho que será um ótimo lugar para você e Perrie criarem meu neto. -Cesar disse com sua voz grave e rouca, e eu quase cuspi todo o vinho bem na cara dele. Meu coração nunca bateu tão rápido quanto naquela hora, e quando Giselle percebeu meu nervosismo, tentou me acalmar dizendo “Ou vocês podem morar onde quiserem, desde que seja numa boa casa com bons vizinhos.”, mas aquilo só me deixou mais apavorado. 
-Mas mais importante que a casa, é o dia do casamento. -Cesar completou a mulher, e naquela hora minha alma deixou meu corpo e se escondeu num poço escuro e molhado. Meus olhos encaravam a boca que se mexia incessantemente do homem alto a minha frente, mas eu não conseguia ouvir nada do que saía de lá. -Acho melhor que se casem em março, antes da barriga começar a aparecer. -ele disse sorrindo e tocando o ventre da garota a meu lado. 
-Não queremos que falem por aí que nossa Perrie engravidou antes de casar, isso seria péssimo para os negócios da família. Então sugiro que planejem suas vidas como casal brevemente. -vi Giselle praticamente sussurrar em meu ouvido, me fazendo tremer de repulsa.
-O que você acha, amorzinho? -Perrie perguntou e piscou os olhos diversas vezes em minha direção, quase causando um vendaval com seus cílios gigantes. E eu tentava conter o suor em minhas mãos antes que elas pudessem encher um balde inteiro de água.
-Eu acho que… Que… -e foi antes de terminar a frase que eu mal tinha bolado, que vi uma tela preta cobrir meus olhos, e só consegui ouvir um “ZAYN!” antes de simplesmente apagar.

                                       ~

Eu abri meus olhos lentamente ao que uma luz forte era posta sobre eles. Senti algo molhado em minha testa e alguém soprando um vento gelado em meu rosto, mas não sabia o que estava acontecendo.
-Você está bem, filho? -Cesar perguntou e eu notei que ele estava quase deitado em cima de mim, mas nem pude rir da situação já que eu não conseguia mover um músculo sequer em meu corpo.
-Será que devemos chamar uma ambulância? -Ouvi uma voz distante parecida com a de Perrie soar em meio a uma multidão falante.
-Ele não responde. -outra pessoa falou, mas naquele ponto só meus ouvidos pareciam funcionar, e eu não fazia ideia de onde eu estava.
-Por favor, alguém liga pra emergência! O nariz dele está sangrando muito. 
-Zayn… -escutei pela última vez uma voz distorcida antes de tudo girar e eu apagar novamente. 


Kristen PDV

-Para com essa porra, Hayley! Eu tô ridiculo. -Harry disse fingindo chorar enquanto Hay insistia em fazer tranças nele. Não que ele tivesse uma escolha, já que ela o ameaçou com uma faca.
-Você tá maravilhosa. Sossega. -ela disse e eu ri das xuxinhas coloridas que prendiam os cabelos de Harry de um jeito estranho. -A sua testa tem dez metros.
-Hayley! Você vem na minha casa, come minha comida, me ataca, mexe no meu cabelo, e ainda me insulta? Vou te esfaquear!
-Eu insulto mesmo porque você me irrita. 
-MAS EU NÃO FAÇO NADA! Eu só fico parado vendo você foder minha vida. 
-Kris, pega minha arma lá na bolsa. -minha amiga falou e fez uma cara de tédio. Ela puxou forte os cabelos cacheados do garoto triste sentado no sofá de couro, e eu ri daquilo, ignorando os olhares raivosos dos dois. 
-Uma meia com uma pedra dentro não é bem uma arma, Hay. -falei com medo de apanhar daquela loira facilmente irritada.
-Quer que eu te mostre?
Sacudi a cabeça em negação e me aproximei dos dois na sala de estar. Tentei prestar atenção no filme que passava na TV mas os gritos dos garotos na piscina me distraiam por completo. Eu não sabia como eles conseguiam ficar tanto tempo debaixo d'água naquele frio.
Lá pras dez da noite quando Hayley finalmente tinha desistido de pegar no pé de todos da casa, Niall nos chamou para jogar futebol no gramado totalmente molhado pela chuva fraca que caía, e eu, obviamente, recusei, privando meu aquecimento mais que qualquer coisa.
Hayley foi jogar com eles e eu admirei sua coragem de enfrentar aquele frio do capeta, mas preferi ficar sentada num tapete macio ouvindo Liam falar sobre, bem, qualquer coisa.
-Você não parece estar se divertindo muito. Quer jogar videogame comigo? Prometo te deixar ganhar todas as partidas. -ele me lançou um sorriso meigo que me deixou sem graça. E por mais que eu quisesse me divertir, uma parte em mim estava cansada demais pra qualquer tipo de atividade. Não cansada no sentido de fadiga. Era mais no sentido de “sem paciência”, porque eu não sabia reagir a tantas coisas ao mesmo tempo, mesmo que eu não soubesse ao certo que coisas eram.
-Pode jogar. Eu vou ficar deitada aqui até a Hayley pedir pra ir embora. Que pelo visto vai ser só amanhã. -falei observando a morena descalça e molhada que corria atrás de Louis como se fosse matá-lo.
-Então eu vou ficar deitado aqui com você. -Liam se colocou ao meu lado entre os fios felpudos e brancos do tapete da sala, e encarou o teto antes de rir sozinho.
-Por que será que só gostamos de pessoas que não podemos ter? 
-Não sei. Acho que é nosso instinto de caça. É tipo ficar intrigado por alguma coisa, e querer tê-la até entender sua essência. 
-Como se a vida só tivesse sentido se nós sempre tivéssemos paixões não correspondidas pelas quais não vale a pena lutar… -ele completou, dando sentido total, ou nulo, a nossa reflexão. Rimos de nós mesmos por um tempo, talvez pensando que aquele assunto era bobo e sério demais ao mesmo tempo.
-Que tipo de amor você procura? Digo, como sabe que seus amores não são correspondidos? Você ao menos tenta tê-los?
Liam parou. Suspirou. Se virou de costas para mim parecendo ter vergonha do que estava prestes a falar, mas não o julguei, porque as vezes eu também agia assim.
-Aos sete, me apaixonei por uma vizinha que se mudou pra Argentina no dia que me declarei a ela. Aos treze, minha quase namorada me trocou pelo meu melhor amigo. Na minha festa de dezesseis, vi a garota que eu gostava beijar outra garota. -ele fez uma pausa para rir de leve, mas eu permaneci séria, imaginando como teria sido presenciar todos aqueles fatos.
-Com dezessete eu me apaixonei de verdade. Foi o sentimento mais profundo que já tive, e por isso achei que minha hora de ser amado havia chegado. Mas ai eu passei dois anos com uma garota que simplesmente desapareceu. Do nada. Assim, sumiu. Um belo dia eu acordei e fui até a casa dela. Quando vi os carros da polícia verificando a vizinhança eu sabia que tinha algo errado. 
-Liam, não… -sibilei quando senti o tom triste em sua voz, não querendo deixar que ele continuasse com aquilo, porque vi que o magoava.
-Tudo bem, eu já superei, acho. Enfim...Até hoje não sabemos o paradeiro de Scarlett. -Liam se sentou. -É uma pena, sabe? Ela era incrível. Nós tinhamos planos de viajar pro Caribe e fingir que Niall era nosso filho. Mas acho que foram só planos mesmo.
-Isso é realmente intrigante! Eu até entendo o que você pode ter sentido. Deve ter sido parecido com o que senti quando… 
-E AÍ CAMBADAAAA! VAMO CHAPAR! -eu e Liam trememos de susto ao escutar os gritos de Harry soando pela enorme casa.
Os garotos me enviavam mensagens mentais perguntando se era seguro mostrar nossos poderes a Hayley, e eu respondia um “NEM FODENDO” a todos, então naquela noite pelo menos, teríamos que viver como meros humanos.
-Você não vai beber mais nada, mocinha! -vi Harry tirar o copo de vinho das mãos de uma Hayley sorridente, e também vi o sorriso em seu rosto se desmanchar em uma expressão de raiva. Oh, não!
-Harry! Sem movimentos bruscos… -falei calma, direcionando meu olhar a uma Hayley pronta para um ataque. -Devolve. 
-Mas ela…
-Harry, você quer viver?
-Sim, mas…
-Devolve logo porra! -Liam disse entre dentes e percebi que todos na sala olhavam com medo pra garota bufante em frente à Styles, branco como um papel.
-Hayleyzinha, amiga. Desculpa. Toma seu vinhozinho, meu amor. -Harry falou calmo, rindo de nervoso e levando o copo até Hayley.
Ela na verdade parecia bastante contida, mais que o normal, e eu não sabia se aquilo era bom ou ruim. Na dúvida, andei até ela e a abracei por trás, fingindo estar apenas demonstrando afeto, o que na verdade era uma tentativa de me certificar que ela não arrancaria os olhos do Harry.
-Você tem que parar de controlar minhas bebidas, Styles! -foi o que Hayley falou antes de tomar seu vinho das mãos do homem assustado ali na nossa frente.
-AH! POR QUE VOCÊ FEZ ISSO? -Harry segurou suas mãos com força como se tivesse sido mordido ou algo assim, e eu não entendi nem um pouco o que tava acontecendo.
-Fiz o que, cara? -Hayley perguntou confusa, não mais que eu, aposto.
-Você sei lá, me queimou. -ele mostrou a palma vermelha de sua mão esquerda, que exalava um cheiro de churrasco, por mais estranho que fosse.
-E me diz como eu queimei você sendo que nem um isqueiro eu tô segurando… -foi o que a loira disse em sua defesa, e nós nos certificamos de que ela realmente não portava nenhuma arma. O mais estranho foi que ela realmente não portava.
-Você se queimou sozinho e tá colocando a culpa em mim só porque eu te bati hoje mais cedo. Que vergonha, Styles. 
Nós 5 parados na frente de um piano brilhante nos perguntávamos “O que foi isso?” diversas vezes uns nas mentes dos outros, mas na real, não existia resposta.
Harry me encarou apreensivo tentando pedir ajuda, mas eu não sabia o que dizer, só sentir.
-Você tem certeza que não se machucou quando tava cozinhando? -ouvi Liam perguntar baixinho. Hayley agora arrastava Niall até o andar de cima, e eu acharia isso estranho se ela não fosse… Ela.
-Você acha que se eu tivesse me queimado antes, só agora que doeria? Tô falando, alguém nessa sala me queimou. Só não sei quem, nem porquê. -foi o que Styles disse ao amigo antes de ir até a cozinha para pegar gelo, o que eu achava que só pioraria a queimadura, mas nem contestei.
-A sua amiga mal chegou e já começou a causar grandes danos. Acho que a odeio. 
-Harry! Ela não fez nada. Ou você acha que ela realmente queimou sua mão?
-Não sei, Kris. Mas que foi estranho, foi. -ele respondeu com um tom de mistério sendo deixado no ar. 
Vi Harry jogar vários cubos de gelo sobre o balcão da pia como se aquilo fosse a melhor opção, e já que ele não tinha me tratado mal até aquele momento, resolvi o ajudar.
-Aqui… Fica o tempo que quiser. -levei a mão avermelhada de Styles até debaixo da água corrente. E ele me lançou um meio sorriso, pensando “Obrigada.”.
Styles ficou encostado no balcão e cruzou as pernas fazendo um “4”, parecendo que ficaria ali por bastante tempo. Eu não sabia o que dizer depois daquilo, então apenas soltei um:
-Você jura que não vai irritar a Hayley de novo? Eu não posso te proteger sempre.
-Ah! Pode deixar, vou ignorá-la completamente até vocês irem embora.
-Não, não precisa, ela vai se comportar, prometo. -jurei com meus dedos cruzados em meu peito, sabendo que jurar a paz de Hayley era impossível. Harry riu e desligou a torneira da pia, procurando algo para se secar.
-Ela me lembra o Louis. -ele falou ao que secava as mãos num pano de prato com estampa de galinhas. -Sempre cheio de raiva e procurando motivos pra brigar. Não entendo o porquê.
-Ela nem sempre foi assim, sabe? Há umas semanas atrás ela nem gritou com os atendentes do Mcdonald's. -Harry riu e prendeu seus cabelos num coque mal feito, quase parecendo uma garota que estudou comigo no segundo ano.
-E ela não fala o motivo de estar tão brava?
-Não… -pensei em tudo que ela havia me dito que parecesse suspeito, mas nada denunciava seu mau humor diário. -Acho que ela não tem dormido direito por causa do shows e tal. Hayley só é feliz quando tem doze horas de sono.
-Ela é uma filha do Niall com o Louis, tenho certeza! 
-Que prazer ouvir meu nome saindo de sua boca, Styles. -uma terceira voz apareceu em nosso meio, e pude ver Louis na frente da geladeira a procura de algo pra beber.
-O prazer é todo meu, Tomlinson. 
Observei os dois se entreolharem com cara de tédio e aquela sensação constrangedora novamente me atacou. Não fazia muito sentido os dois viverem brigando sem terem nenhum motivo aparente.
O silêncio se fez na cozinha até o momento em que Louis saiu de lá levando duas garrafas de cerveja com ele, e eu e Harry pudemos retomar nossa conversa normalmente, ou nem tanto.
-O que foi isso? -perguntei com receio de que a resposta dele não fosse agradável.
-Isso o quê?
-Você e Louis… Por que estão sempre assim?
-Assim como? -ele perguntou se fazendo de desentendido, e eu dei um tapa leve em seu braço.
-Você sabe. Vocês parecem um casal de divorciados que só vivem juntos pelos filhos. Isso é de dar nos nervos.
Harry riu. Mas não deu uma resposta. Ele andou em volta de uma mesa de vidro com um telefone em cima, bebeu sua cerveja artesanal, apertou algumas teclas do piano branco em um palco isolado no canto da sala, e fez um sinal pra que eu o seguisse. Subimos as escadas cobertas por um carpete branco, e me deixei vislumbrar o andar de cima cheio de detalhes elegantes, bonitos demais para uma casa com 5 garotos bagunceiros.
Fui desconfiada até uma porta fechada que ele me mandou abrir, e quando acendi a luz, um enorme quarto se revelou aos meus olhos.
Havia uma cama redonda na frente de uma janela panorâmica, como todas as janelas da casa, e os tons de terra que preenchiam os móveis e as roupas de cama davam um aspecto harmonioso ao lugar.
Vi alguns violões emoldurados sobre uma mesa cheia de máquinas fotográficas antigas, e quis tocar o enorme lustre pendente a cima de nós. Tudo ali tinha uma aparência calorosa e divertida. Até mesmo as milhares de fotos pregadas em um mural ao lado daquela cama gigante e perfeitamente arrumada.
-Não pense que sou tão organizado assim. Margareth limpa tudo pra nós. 
Harry andou pelo quarto com as mãos no bolso de sua bermuda, dizendo “Bem vinda a meu habitat.”.
-Aqui temos uma incrível coleção de álbuns de bandas que ninguém além de mim ouve. -olhei a enorme pilha de vinis em volta de uma caixa de som vintage, achando bonita aquela vibe musical que o lugar exalava. 
-Nesta parte do quarto você pode observar minha incrível coleção de meias… -ele apontou pra uma cômoda no canto da parede, grande demais pra guardar somente meias. -Essa aqui é minha melhor amiga. -achei estranho o fato de que ao dizer isso, Harry apontou pra sua cama, mas não contestei sua vida social, apenas ri. -Pode chamá-la de Bethany, se quiser. Ou pode não chamá-la de nada, e apenas sentí-la.
-E como eu poderia… AHHHH! - de repente me vi sendo jogada em meio a lençóis de seda branca, podendo realmente concordar com a afirmação de Styles. Eu estava rindo enquanto Harry se sentava ao meu lado e tentava fazer de tudo pra que eu ficasse calma.
-Tudo bem, qual o seu plano, garanhão? Vai me fazer sentir seus lençóis macios e depois vai pedir pra eu sentar em seu bastão? -perguntei em tom de brincadeira, mas minha ideia pareceu animar aquele cara idiota que sorria pra mim.
-Na verdade esse é um bom plano, mas devo revelar que meu bastão te manterá presa aqui por pelo menos quatro horas.
-Que horror, Harry. Você é nojento. -eu revirei os olhos e demonstrei minha raiva com um soco em seu peito. -Dá pra você por favor me contar sobre seu ódio mútuo com Louis? -eu já me sentava e fazia um rabo de cavalo em meus cabelos, pensando que aquela história seria realmente reveladora, ou não.
-Mas vou deixar bem claro que NINGUÉM, nem Hayley, pode saber disso. Certo?
-Certo.
-Se você contar, terei que te matar. -eu ria das juras que ele me pedia, mas Harry mantinha uma expressão séria no rosto, o que me fazia pensar que o que ele estava prestes a revelar era segredo de verdade.

 

HARRY PDV(Flashback)

5 meses atrás

-Você compra o maior sorvete de todos sendo que não come nem metade. -reclamei pra Louis. Não fazia sentido a gente ir numa loja, ter várias opções de tamanhos de sorvete pra escolher, e Louis, mesmo sabendo que não comeria tudo, sempre pegar o maior tamanho.
-Eu que paguei, não foi. Relaxa ai, cara. -ele disse sorridente e me abraçou de lado.
-É intrigante esse seu lado exagerado.
-Olha quem fala, o cara que gastou cem libras em comida pra gato, sendo que nem tem um gato.
-Hey! Eu vou ter um, em breve. Só estou montando um estoque.
-Você acha que algum dia nós vamos nos separar? -percebi que Louis engoliu em seco após dizer isso, mas tentei parecer frio pra que ele não tornasse aquela situação mais dramática.
-Por que essa pergunta agora?
-Eu não sei. Parece meio bobo nós cinco morarmos na mesma casa até morrermos.
-Meio mórbido tambem. -acrescentei.
-E eu estava pensando que talvez, se algum dia resolver me mudar… -ri quando Louis gaguejou antes de completar a frase. E ri mais ainda depois que ele finalmente o fez. -... você meio que poderia vir comigo.
Fiquei em silêncio por uns instantes pensando na proposta de Louis. Não era uma má ideia, mas talvez ele estivesse se precipitando um pouco. A gente andava de volta pro carro e ele ficava me encarando a espera de uma resposta, mas eu comia meu sorvete e mantinha o mistério no ar.
-Foi mal, cara. Eu sei que meu convite foi meio bobo… -ele finalmente disse depois de longos minutos calado, assim que colocou o cinto de segurança.
-Não! Lou, eu achei uma boa ideia. Sério. Mas você sabe como eu sou quando se trata desses planos a longo prazo.
-Sei…
-O que quero dizer é que a gente devia esperar pra ver. Daqui a pouco a gente resolve o que quer fazer da vida, e vemos que caminho seguir. Mas por enquanto vamos apenas… viver.
-”Você está vivendo ou apenas existindo?”. -ele usou minha frase contra mim, e ambos rimos por um tempo. Me deixei analisar Lou antes de dar a partida no carro. Ele parecia incomodado com algo, com a cabeça recostada de lado no banco do carro. Ele sorria pra mim mas eu via que ele estava desconfortável com meus olhos encarando os seus.
-O que foi? -ele perguntou, tirando o cinto de segurança e procurando alguma coisa em meu porta cd’s. Eu só fiquei paralisado ali, não sabendo o que dizer, nem fazer, só queria aproveitar aquele tempo ali com Louis antes de voltar pra nossa casa cheia de caras estressados.
-Acho que seria legal… -hesitei antes de terminar a frase, com medo do que ele iria pensar. Mas engoli o nó em minha garganta e prossegui. -...Você e eu. 
Naquele mesmo segundo Louis parou o que estava fazendo para me encarar com seus olhos azuis, que sempre pareciam guardar algum segredo. Um pequeno sorriso se formou em seus lábios, mas rapidamente se desfez, e me deixou bastante transtornado. 
-Tá falando sério? -Tomlinson perguntou incrédulo, quase arregalando os olhos e pulando de emoção.
-Estou. Eu não me imagino morando com ninguém além de você. 
Me arrependi do que disse assim que ouvi aquelas palavras saírem da minha boca. Não era seguro dizer aquilo pra Louis sem eu ao menos pensar mais no assunto, mas a impulsividade mais uma vez me dominou. Só mordi meu lábio e suspirei, me endireitando no banco o mais rápido que pude e segui em direção ao nosso bairro.
Lou e eu ficamos em silêncio por bastante tempo, e eu sem querer escutava seus pensamentos que ele nem sequer se preocupou em bloquear.
“Eu sou tão burro. BURRO PRA CARALHO. Porra Louis! Ele deve tá achando que eu sou um viadinho de merda depois dessa. Nossa, que casa bonita. Meu deus, vou falar que não quero mais morar junto. Mas eu quero. Ah! Que droga. Vou me jogar do London Eye e aí não vou precisar nunca mais falar com ele.”
Tentei ao máximo me segurar, mas quando me dei conta de que eu estava rindo sozinho dos pensamentos de Louis, percebi a desconfiança estampada em seu rosto.
-Vocé é doido?
-Pelo menos eu não fico pensando em me suicidar no London Eye… -soltei sem pretender, e imediatamente entrei em desespero. -Não que você pense nisso… digo, muita gente pensa. O London Eye é bem atrativo pra gente que quer se matar… -tentei dar uma desculpa qualquer, mas era tarde demais, e Louis já soltava fumaça pelos ouvidos, quase voando em cima de mim naquele carro em movimento.
-PUTA MERDA, HARRY! Você consegue me deixar mais envergonhado do que minha avó nas ceias de natal!
-AHHH! Me desculpe, foi sem querer. Você tava pensando muito alto. -eu franzia o cenho e tentava me justificar ao que Louis enterrava o rosto em seus braços cruzados sobre o painel do carro.
-Louis, por favor, não fica assim. Eu entendo que você ficou meio… -olhei pro lado e surtei quando não vi meu amigo mais ali. E eu tinha certeza que ele estava invisível, ou tinha se teletransportado dali, longe de mim e minha mente controladora. Soltei um grito e soquei o volante. Me xingando diversas vezes até chegar em casa.
Estacionei a caminhonete e corri até a sala de jogos onde eu tinha certeza que encontraria Zayn. E quando o vi com Perrie sentada em seu colo com seus peitos rosados de fora, entrei em pânico. Imaginei novamente que ela fosse boa de cama, mas toda vez que ela abria a boca, eu voltava a odiar.
Zayn por sua vez não me viu entrar no recinto, e eu quase gargalhei da cara de tesão que ele fazia entre os “Oh…” que Perrie sibilava. A pouca luz da sala deixava tudo com um clima meio bizarro, ainda mais comigo entrando sorrateiro como se estivéssemos em um filme pornô. 
Meus pés mal tocavam o chão e eu peguei uma das bolas na mesa de sinuca para pensar no que fazer. Analisei a cena de Malik enforcando uma Perrie nua e “cavalgante” uma última vez antes de lançar com força a bola de bilhar contra todas as outras enfileiradas sobre a mesa verde. E junto com o barulho alto das bolas sendo chocadas, houve um grito ensurdecedor de uma loira, e um palavrão pesado de Malik.
No momento em que ouvi meu nome ser pronunciado ao lado de um “PORRA!”, soube que era minha deixa para sumir dali, então me transportei até o quarto de Louis, rindo até minha barriga doer. Eu relembrava a cara de vergonha que aqueles dois fizeram quando eu os assustei e me divertia sabendo que Zayn com certeza teria brochado naquela hora, e só consegui parar de rir quando ouvi um barulho vindo da porta do banheiro, de onde Louis saiu segurando uma toalha em volta da cintura.
-Harry! -Louis me lançou uma cara de medo e ficou invisível antes mesmo de eu poder dizer “oi”. E eu não podia esperar outra reação dele depois do que eu fiz, então tentei convencê-lo a falar comigo usando meus dons manipuladores.
-Ah! Qual é, Lou? Não fica com vergonha de mim, eu nem lembro o que você estava pensando. Juro! 
Falei enquanto me sentava sobre as almofadas espalhadas em cima do parapeito da janela, onde Louis tinha o costume de ler seus livros dramáticos e se isolar de todo o mundo.
Quando ele se aproximou de mim depois de vestir algumas roupas e balançar seus cabelos molhados e castanhos que já batiam nos ombros, esperei alguma palavra que pudesse me deixar menos culpado, ou um soco, talvez. Porém, nada disso aconteceu. Louis se sentou de pernas cruzadas ao meu lado e prendeu seu cabelo de qualquer jeito. Fiquei parado desenhando círculos na janela embaçada pelo frio, pensando que seria melhor se eu saísse dali e desse um tempo pra Lou parar de me odiar.
-Não! Fica… -ele colocou a mão em minha perna antes mesmo de eu pensar em me mover para longe dele e daquele cheiro do sabonete caseiro que minha mãe o deu de aniversário.
-Acho que eu deveria ficar irritado por você ler meus pensamentos.
-Parece que o jogo virou, não é mesmo, Styles? -rimos um pouco e nos encaramos até que alguém resolvesse se pronunciar. Mas depois de 2 minutos sem que nada fosse dito, resolvi que era minha vez de dar um jeito naquela situação estranha.
-Não se preocupe com o que vou achar de você, Lou. Eu falei sério quando disse que não me vejo morando com mais ninguém. 
Louis me olhou de um jeito sereno e eu senti o clima tenso que antes nos atormentava desaparecer instantaneamente. Ele agora sorria para mim e balançava os pés em inquietação. Não que eu costumasse notar essas pequenas coisas que ele fazia, como piscar diversas vezes antes de bocejar, ou sempre misturar açúcar na cerveja…Eu só admirei um pouco seu jeito de desviar o olhar do meu sempre que possível, pra não parecer bobo, ou estranho, era adorável perceber a cara de vergonha que ele fazia quando eu o pegava me encarando com aqueles pequenos olhos azuis.
-E quanto a sua namorada? -questionou Louis depois de um longo período quieto.
-O que tem Chelsea?
-Ela não vai gostar de saber que você vai trocá-la por mim… 
-Quem liga? -respondi com um meio sorriso que pareceu agradar Louis. Num ato súbito levei meu corpo pro lado do dele, deixando minha cabeça deitada em seu ombro. Era confortável e quente ali, o que me fazia sentir seguro e de certa forma feliz. Como se eu pudesse ser um Harry mais calmo e carinhoso ao lado dele. Na verdade eu não agiria dessa forma com ninguém além de Louis, muito menos deixaria que me vissem agir assim. Seria muita… fraqueza.
-Você já pensou na proposta do seu pai? -perguntei.
-Qual? A que envolve me casar com aquela modelo burra, ou morar com ele na Nova Zelândia? -notei a ironia em sua voz cansada, quase parecendo temer seu destino final.
-Os dois. Você sabe que não deve deixar ninguém decidir sua vida por você, não é?
-Como me esquecer disso quando você grita essa frase na minha cabeça todos os dias!? 
Ri quando Louis segurou meu queixo e me lançou uma cara de tédio, bufando logo em seguida, mas com a mão ainda presa em meu maxilar.
Nossos olhares se prenderam pela primeira vez, sem que Lou sentisse a necessidade de se desviar para parecer forte, e sem que eu risse de sua forma de lidar com aquele ponto fraco. Estava quieto ali, a não ser pelo som da chuva caindo do lado de fora, e pela nossa respiração pesada.
Eu me permiti revelar o que sentia naquela hora, sem me preocupar com o que viria depois. Era uma das poucas vezes em que eu deixava alguém ver esse meu lado, e eu não havia decidido se isso era bom ou ruim, até levar minha boca de encontro aos lábios gelados de Louis.
Foi um beijo rápido, em questão de tempo, mas longo, ao que se tratava da sensação. 
Beijar Louis naquela noite fria depois de decidir nosso futuro juntos, definitivamente não estava nos meus planos, e beijá-lo novamente depois de nos entreolharmos com surpresa, também não.
 
                                                                                                                              ~                                       
   1 mês depois

-Para! Você não tá com ciúmes de uma garota de quinze anos, né? -Eu e Lou estávamos sozinhos naquela tarde de uma quinta-feira chuvosa, e não sabíamos o que fazer depois de ver um filme horrível com a Miley Cyrus.
-Claro que estou. Ela tinha um cavalo e roupas legais. Não posso competir com isso, Harry.
-Você é ridículo, sabia? -puxei seu braço até que o peito de Louis estivesse colado ao meu, e sua respiração entrecortada fizesse cócegas em meu nariz. O beijei ali mesmo no meio da sala de estar, sem nenhum dos garotos por perto para saber que estávamos juntos. 
Eu não tinha dito que deveríamos esconder seja lá o que estivéssemos fazendo de todos daquela casa, mas ficava subentendido que não era uma prioridade admitir o que fazíamos para qualquer um. 
Nossas conversas nunca tinham como enredo o que estávamos pretendo com aqueles beijos inesperados pelos cantos, com os chupões que deixávamos um no outro depois de ficarmos horas trancados num quarto, ou com os puxões de cabelo que nos excitavam durante um clima pesado, mas não o bastante pra nos levar ao sexo. Talvez tivéssemos medo do comprometimento que teríamos depois de termos um contato mais “íntimo”, ou talvez só estivessemos esperando um momento em especial, quando fosse seguro sairmos de nossas zonas de conforto.
As pernas de Louis estavam envoltas em minha cintura assim que me dei conta de que ele estava sentado no piano. Minhas mãos acariciavam suas costas quentes pela abertura profunda de sua regata dos Beatles, enquanto as mãos pequenas e macias de Lou puxavam meus cabelos. Era uma sensação maravilhosa tê-lo ali em meus braços, e eu não conseguia pensar em mais nada além de beijá-lo, mas isso acabou assim que vi Louis se afastar brutalmente de mim. Eu o encarei apreensivo sem entender sua reação, até olhar pra trás e ver Liam parado em frente a porta de entrada com a boca aberta e os olhos maiores que o normal.
Ele sibilou um “O que?”, e eu só pude sentir meu corpo todo se anestesiar em meio a uma vergonha irreparável. Eu me afastei de Louis e tentei pensar em algo pra dizer ao garoto constrangido que nos flagara, mas nenhuma desculpa poderia cancelar os fatos da memória de Liam.
-Eu só… -Louis começou, andando até Payne com receio, mas não completou a frase porque o corpo de nosso amigo sumiu dali em questão de segundos.
Louis e eu nos encaramos com nossas caras de preocupação, nos preparando para o massacre que provavelmente aconteceria após Liam nos dedurar pra, bem, qualquer pessoa…


Kristen PDV

-Puta merda, Harry! Você e Louis… Quê? -eu estava morta. Embasbacada. Passada. Atormentada. Chocada. Morta de novo. E eu só conseguia imaginar uma cena daqueles dois caras transando numa banheira cheia de chocolate. Na verdade uma parte de mim estava até alegre pelo fato de ter escutado aquele IMENSO segredo revelador. A outra parte estava triste por eles terem passado por aquilo.
-E eu ainda fui falar com Liam naquele mesmo dia. Disse que “A gente tava bêbado e não sabíamos o que estávamos fazendo. Louis não significa nada pra mim, você sabe. Ninguém é mais hetero que eu! Guarda o que você viu só entre nós, por favor.”. -Eu ainda mantinha minha boca semi aberta em negação interna de que aquilo era real, e me aproximei de Harry, que agora se encontrava deitado com a cabeça pra baixo encostada na cama.
-Mas se vocês resolveram o assunto “Liam nos viu quase se comendo”, por que não voltaram a ficar escondido depois?
-Essa é a questão. Não sei. Foi como se sei lá, Louis tivesse ficado com uma vergonha alheia gigante, e me evitado pra sempre. Depois de um tempo me ignorando, ele simplesmente começou com o bullying. 
-Ok. Isso parece um daqueles casos de “Quem desdém quer comprar.”, e acho que você deveria prensar Louis numa parede qualquer dia desses, e beijá-lo loucamente. -falei animada e recebi um empurrão de um garoto de cabelos desgrenhados e longos. 
-Beijá-lo? -ele riu com ironia. -Eu prefiro beijar minha avó. E ela nem tem dentes.
-Novamente… Quem desdém quer comprar. -provoquei. -Mas acho que isso nos leva a outra questão, bem mais polêmica que “Larry”, talvez.
Harry se levantou instantaneamente assim que minha frase o despertou interesse. E então o encarei firme, tocando seu ombro e fitando seus incríveis olhos verdes.
-Harry Styles… -respirei fundo. -Você é gay?

 



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