História Titanium - Capítulo 22


Escrita por: ~

Postado
Categorias One Direction
Personagens Harry Styles, Liam Payne, Louis Tomlinson, Niall Horan, Personagens Originais, Zayn Malik
Tags Harry Styles, Hot, Liam Payne, Louis Tomlinson, Niall Horan, One Direction, Perrie Edwards, Zayn Malik
Exibições 36
Palavras 4.450
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Magia, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Alo alo voltei p cumprir minhas promessa, irmãs! Em nome de jesus o próximo cap sai tao "rapido" qnt esse... deixem um "amém" ou um "vai toma no cool" q eu ja vo ficar animada p escrever os desenrolo
bejo na boca

Capítulo 22 - Gunshot


Fanfic / Fanfiction Titanium - Capítulo 22 - Gunshot

“while you're not here I can feel you aching”

 

Harry PDV

Era estranho como Zayn sempre estava bronzeado e energético, mas ali naquela cama quase parecia outra pessoa. Aquela luz branca não favorecia sua beleza e se ele estivesse acordado com certeza ficaria com raiva ao se olhar no espelho mais próximo. Não que ele estivesse feio, mas... Faltava alguma coisa naquele corpo em inércia. Faltava vida.

Eu não sabia se era certo me aproximar dele, ou se alguém entraria no quarto a qualquer momento e me pegaria no flagra ali, parado, observando um amigo que há muito tempo eu não valorizava. Eu quase sentia certo remorso por sempre andar brigando com ele, mas eu sabia que daqui a pouco ele sairia dali, e na primeira vez que ele pegasse minhas roupas escondido, eu o xingaria de todos os nomes ruins possíveis.

-Dá pra você apagar essa luz? Meus poros vão cair da minha cara, daqui a pouco. – Era Zayn. Ele estava falando comigo mesmo que eu ainda estive invisível e pensando no que fazer ali. Fui pego de surpresa, mas não hesitei em achar o interruptor e tratar de deixar o ambiente mais escuro, iluminado apenas pela luz amarela do banheiro.

-Oi! – eu disse quando me sentei na cadeira macia ao lado da maca. Não pude deixar de prestar atenção em todas as máquinas e fios ligados ao corpo de Zayn. Elas eram bem grandes e assustadoras, e eu não entendia como um ser “mágico” como nós podia se machucar tão facilmente como qualquer outro humano.

-Oi. – Zayn respondeu. Sua voz estava abafada e aquela era a primeira vez que eu o via tão calmo nos últimos tempos. Devo admitir que era melhor assim.

-Você deu um baita susto na gente, cara. O que houve?  - O vi pensar por alguns instantes, como se não soubesse ao certo o que acontecera para que ele estivesse ali, o que era minimamente estranho. –Não me vai dizer que anda roubando minhas “paradas” ou comprando com outra pessoa a não ser comigo... Eu me sentiria traído! –Coloquei minha mão em meu peito de uma forma dramática, tentando levantar o humor do meu amigo, mas ele continuou parado ali, sem expressão alguma além de tédio.

-Eu estava num jantar com os pais da Perrie. –ele parou para tomar fôlego, ou talvez estivesse se preparando pra entrar num assunto chato. -Eles começaram a falar sobre casamento e morar junto com a filha deles, ai eu apaguei, e quando vi, tinha um monte de gente em cima de mim. Ai eu apaguei de novo. E agora tô aqui.

-Que merda, mano. Casamento? –Questionei surpreso, esperando que ele falasse que estava brincando, mas não falou, só continuou encarando o teto e ignorando meus contatos visuais. –E sobre a cocaína? A médica disse que encontrou uma grande dose no seu sangue...

-O quê? –Aquela foi a primeira vez que ele me olhou, e eu pude ver em seus olhos que ele estava assustado. Não mais que eu, provavelmente.

-É! Não precisa fingir que não usou, Zayn... Você sabe que eu sou o único na sua vida que não pode julgar ninguém...

-Não! –ele disse alto. –Eu não usei droga nenhuma. Só bebi um vinho e fiquei parado lá, ouvindo aqueles velhos insuportáveis tentarem decidir meu futuro por mim. Isso sim me fez vir pra cá. Não uma droga ilícita ou qualquer coisa do tipo.

-Mas a médica falou que...

-Essa médica está louca! Quando sair daqui a mande fazer outros exames. Meu deus! –Zayn fechou os olhos e os cobriu com as mãos, parecendo estar extremamente irritado. –Que inferno! Não aguento mais essa porra de agulha! –ele falou entre dentes e antes mesmo de eu me levantar pra tentar acalmá-lo, vi o cateter que levava alguma medicação pro braço esquerdo de Zayn ser arrancado com força de lá, e jogado contra a parede com uma rapidez incrível.

-ZAYN! –gritei, logo indo até ele e o observando tentar se locomover entre o cobertor felpudo que o cobria. Ele parecia bastante convicto de que sair dali assim seria uma boa ideia. –Você tá dopado, cara. Para com isso! Amanhã você vai ser liberado, tenho certeza... Deita ai!

Qualquer coisa que eu dizia parecia não ter feito algum sobre a cabeça de Zayn, e ele já tinha conseguido se levantar da cama quando eu comecei a pensar no que fazer para mantê-lo ali. Era estranho como ele se movia com rapidez e agia como se não tivesse desmaiado várias vezes e sido internado. Pegou uma jaqueta em cima na cadeira onde eu estava sentado, e calçou seus sapatos que estavam debaixo da cama, sem dizer nem uma palavra. Nem mesmo eu dizia nada. Afinal, o que dizer pra um cara maluco que achava certo sair de um hospital sem permissão? “Não, cara. Fica ai!”. Eu tentei, mas chegou a um ponto que eu nem mesmo me importava com o que ele faria depois daquilo. Como eu mesmo disse, não sou ninguém pra julgá-lo.

-Eu vou pra casa da minha mãe e você pode dizer para aquela “médica” que eu desapareci. Dá um jeito nela pra mim. –Eu entendi o que ele queria dizer com aquilo, e por mais tentador que fosse fazer “Kate” esquecer-se do sumiço do Zayn usando meus dotes sexuais, não me parecia certo o deixar sair dali assim.

-E se você passar mal de novo? Como vou saber se vai mesmo estar com a sua mãe? E quanto aos outros? Tá todo mundo lá fora te esperando! –eu fazia perguntas bastante eloquentes a fim de fazê-lo repensar naquela decisão, mas ele já estava no banheiro arrumando seu cabelo e me ignorando.

-Não pedi pra ninguém me esperar. –Essas foram as ultimas palavras de Zayn antes de ele desaparecer da minha frente. E agora eu estava sozinho naquele quarto, prestes a encontrar Kate e convencê-la a deixar o caso de Zayn pra lá enquanto transasse comigo.

 

 

Kristen PDV

 

-E ai? Como ele estava? –perguntei assim que vi Harry atravessar a porta em que eu estava escorada a sua espera. Pensei que seria seguro me visibilizar já que ninguém passara naquele corredor nos últimos minutos, e acompanhei Harry pra fora dali.

-Ele foi embora.

-O que? Como “Embora.”? Isso aqui é um hospital e pelo que sei um paciente não pode sair desse jeito! –eu definitivamente estava confusa. Aquilo não fazia sentido algum e eu temia que as câmeras de segurança nos fizessem suspeitos em questão do desaparecimento de Zayn, caso descobrissem tudo.

-Ele “se deu alta”. Disse que ia pra casa da mãe dele e “puff”... Sumiu. –ele falou fazendo gestos com as mãos de um jeito tão calmo e engraçado que eu não entendi como ele conseguia lidar com aquilo daquela maneira.

-E então é isso? –eu estava mesmo surpresa. –E ele pelo menos pensou no que aconteceria depois que desse uma de maluco?

-Não sei. Mas por via das dúvidas... –Vi Kate se aproximar de nós com certa dúvida e ser parada por Harry antes mesmo de falar algo.

-Oi, Kate! –ele a abordou de repente. –eu estava pensando se você poderia me ajudar com uma coisa...

-Que coisa exatamente, senhor...?

-Harry. –ele estendeu sua mão a ela, lançando um sorriso largo e medonho, que acho ter sido uma tentativa de flerte. –E, é uma coisa que eu preciso te mostrar... Mas poderia ser em particular? Eu sou meio tímido. -Eu estava rindo pra caralho por dentro e quando vi Harry passar o braço pelos ombros da médica confusa ao meu lado, e guiá-la até uma sala que eu não fazia ideia do que continha, quase explodi de vergonha alheia.

Então esse era o plano dele? Pegar a médica pra livrar a cara do amigo que fugiu do hospital? “Insira aqui um risada escandalosa de dois longos minutos”.

Voltei pra sala de espera tão rápido quanto sai dela, pensando comigo mesma que Harry Styles proporcionava péssimas aventuras, e que ele devia portar várias DST’s.

Por algum motivo Hayley e Louis pareciam surpresos em me ver. Liam e Niall cochilavam um no ombro do outro e eu podia ouvir o ronco deles dali de onde eu estava perto da recepção.

-Oi, galera. –falei sem me importar em me sentar, sabendo que não teria motivo pra nós ficarmos ali esperando um Zayn que não apareceria.

-Onde você estava? –Hay veio até mim com seu cheiro de álcool e perfume masculino, quase devorando minha alma de tanta curiosidade.

-Harry me chamou pra uma aventura que incluía arrombar o quarto do Zayn. Mas ai o Zayn fugiu e agora o Harry tá comendo a médica Kate no almoxarifado. E eu tô indo embora. –peguei meu casaco em cima da cadeira em que antes eu estava, e esperei a resposta dos únicos seres acordados ali perto. Louis pareceu ter se irritado com o que eu disse, e logo relacionei isso à história que Styles havia me contado mais cedo, por isso achei melhor mudar de assunto pra que Lou não começasse a me odiar também.

-Querem vir comigo? Eu deixo vocês dormirem lá em casa, se quiserem. Imagino que Zayn queira ficar sozinho caso resolva ir pra casa de vocês ao invés de ficar com a mãe dele.

-Mas por que ele iria querer ficar sozinho se a gente não fez nada? –Louis questionou e passou a mão em sua barba por fazer, bocejando logo em seguida.

-Na verdade eu nem sei. Foi só uma desculpa pra vocês virem comigo.

-Pra gente ir onde? –Niall perguntou ao se espreguiçar e cutucou Liam, que logo se despertou e tentou acompanhar o que estava acontecendo.

-Olha, vou falar uma vez só e depois disso quero ver vocês me seguindo até a porta de saída. –esperei que todos consentissem para mandar o papo. –Eu e Harry fomos atrás do Zayn e ele fugiu pra casa da mãe dele. Harry tá comendo a médica pra ela acobertar o idiota do Malik, e vocês vão lá pra casa até o amigo de vocês fazer contato com alguém. Beleza? Beleza.

Por incrível que pareça, ninguém ali parecia muito surpreso com o que eu dissera, o que só me deixava mais transtornada, e imaginando que tipo de coisas já pudessem ter acontecido para deixá-los daquele jeito.

 

~

-Somos quatro estranhos prestes a entrar lá em plenas 6 da manhã... Seus pais não vão ligar? - ouvi Niall perguntar do banco da frente do carro e logo Louis o completou.

-Será que nós vamos caber na sua casa, Kris? –eu pude escutar suas perguntas, mas as ignorei. Focando minha atenção somente no segurança que se aproximava do carro.

-É aqui... –apontei pra cancela que nos separava do meu condomínio, e abri a janela ao meu lado para que John me visse, e nos deixasse entrar. Ele parecia confuso a me ver naquele carro com pessoas desconhecidas àquela hora da manhã, mas deixei ele contente ao dizer:

-Não falte o trabalho amanhã, John! Vou trazer um presentão pra Alicia. Ou você acha que eu me esqueceria do aniversário dela? –e então ele me lançou um sorriso largo e chegou perto de mim com sua roupa formal e cabelos ruivos demais pra um homem de 50 anos.

-Obrigada Senhorita Kris. Na verdade não precisa se preocupar com...

-“Shhh”! Libera a gente aí porque tá todo mundo morto de sono. –cortei sua fala em um tom amigável, para que ele nem tentasse me convencer de que eu estava sendo bondosa demais ou algo do tipo. Ele sorriu pra nós e voltou a sua cabine. E então continuei guiando Liam até que nós estivéssemos prontos para estacionar na garagem da minha casa.

-Acho que isso responde a sua pergunta Louis… - Hayley tinha uma expressão desafiadora ao que tirava seu cinto de segurança e colocava seus fones de ouvido. Niall abriu a boca em espanto ao perceber que aparentemente eles caberiam sim na minha casa. Não que eu gostasse de me vangloriar por morar nela nem nada do tipo, mas realmente 4 pessoas poderiam dormir até mesmo em seus próprios quartos ali se quisessem.

-Puta merda, Kris! Seus pais são donos de quantas partes do país? -o loiro questionou ainda boquiaberto enquanto encarava o quintal repleto de flores e ornamentos convidativos a pássaros.

-Eu preciso muito me jogar nessa fonte! -Louis quase gritou de animação ao sair correndo do carro ainda em andamento, pulando em direção a uma das fontes que, em minha opinião, era a mais ridícula, onde a água saia de dentro do “pipi” de uma escultura de uma criança angelical.

-O piru dele é do tamanho do seu Niall! -Louis ria descontroladamente ao que Niall o olhava com cara de deboche.

-Pelo menos eu transo mais que você.

-Ah! NÃO TRANSA NÃO!

-Então me diga qual foi a última vez que esse seu pingulim tocou a genitália de uma mulher…

-NIALL HORAN VOCÊ É UM GRANDE BOSTA! -Hayley gritou lá do outro lado do jardim. Soltando seus cabelos loiros e os balançando freneticamente no ar. Louis por sua vez, fingia não se importar com as afrontas do amigo. E eu e Liam rimos sem parar de tudo aquilo, pensando que Niall era a pessoa mais esquisita que já havíamos conhecido.

-Eu não acho uma boa ideia deixar esses dois soltos pela sua casa… eles podem quebrar tudo em cerca de dez minutos. Juro. -Liam disse. A gente agora caminhava até a porta de entrada e fingia não ligar pro frio do caralho que fazia lá fora. Chamei todos para que me seguissem até a sala de recepção, onde vi claramente que todos menos Hayley estavam chocados por não terem sabido que eu morava numa mansão daquelas.

-Kris! Eu preciso urgentemente me mudar pra cá. Eu até tomo banho 5 vezes por semana se você quiser, mas por favor… Esse vaso de flores TEM que ser meu! -Louis estava agachado e abraçando um dos vasos que minha mãe trouxera de Bali. Ele era cheio de detalhes de ouro desenhados à mão, e tinha várias flores do campo dentro, o que de alguma forma atraiu Louis. Ri comigo mesma e deixei minha cabeça tombar para trás de cansaço.

 

-A sua cozinha é maior que a casa dos meus pais inteira, Kris! -Niall estava afobado e carregava diversos sacos de biscoito que ele provavelmente tinha roubado da minha despensa, mas nem liguei, apenas achei graça daquilo.

-Fique a vontade, Nini… - falei enquanto andava até Hayley e a abraçava de lado, de modo que eu podia fechar meus olhos por um instante enquanto deixava todo meu peso em suas mãos.

-Eu poderia levá-los num tour pela casa, mas creio que estejamos muito cansados pra isso. Certo? -questionei. E na mesma fui encarada por um Louis louco com um dos charutos de meu pai na boca, um Liam quieto sentado numa das super confortável da sala de jantar, e um Niall alegre enfiando alguns sacos de biscoito nas calças.

-Você está ficando maluca, garota? O seu papel higiênico daqui tem desenhos e cheira melhor que eu! Como você acha que conseguirei dormir sem saber quais outros segredos essa casa esconde? -Niall estava fora de si, e quase pulava em cima de mim com suas mãos sujas de… nem sei o que. Só sei que era laranja. Meu deus!

-Ai! Vocês não podem andar por aí sem mim? Eu só quero tirar minhas roupas e deitar na minha cama peladona… - reclamei, e logo percebi o olhar apreensivo de Hayley sobre mim.

-Acho que vou dormir no quarto de visitas. Não quero seu corpo nu ao lado do meu. -Hayley disse seca, porém sarcástica, e não entendi aquela frase até ela ser completada. -Por questões de segurança, somente. -ela me olhou de um jeito que me fizera saber exatamente o que ela estava pensando, e eu abaixei a cabeça fazendo um triângulo no chão com meus pés.

-Quase me esqueci de que você sempre tenta resistir a mim. -falei baixo para que somente Hayley ouvisse, mas acho que os outros também ouviram, pois quando Hay soltou um “Dá pra você não falar sobre isso aqui?” entre dentes, olhei em volta e vi três garotos confusos nos encarando. Liam com sua esperteza demasiada me lançava uma mensagem mental tipo “Já vi esse filme antes.”, e eu nem me importei em respondê-la, até porque não entendi direito, apenas me foquei em subir as escadas em direção ao meu quarto e falar com uma das empregadas. “Leve meus amigos pra conhecer a casa e depois os mostre seus quartos. Hayley vai ficar no quarto três hoje. Não precisa se incomodar em nos acordar antes das cinco.”, era tudo o que minha boca era capaz de falar naquele momento, pois eu estava cansada e farta demais para andar por aí falando “Esse é o banheiro um. Esse é o quarto dos meus pais… Esse é o cocô do cachorro da minha irmã…”, e tendo que suportar a ignorância de Hayley.

Era certo que todos ali se perguntavam o porquê da minha mudança de humor repentina, mas eu nem ligava de ter sido seca demais pra seus gostos. Só me importava em tirar aqueles sapatos e aquelas calças apertadas. Era maravilhosa a sensação de ter minhas pernas em contato com aquele edredom de seda, e em questão de segundos eu já não pensava em mais nada.

 

 

Hayley PDV

 

“And the shot goes through my head and back
 Gun shot, I can't take it back”

 

-Ele é um chefão das vadias REAL!

-Ou ele provavelmente faz tráfico de pessoas ou algo assim.

-GENTE! Para. Aqui tem escuta pra todo canto. Se Henry ouvir vocês falando assim, vão estar mortos amanhã mesmo. Independente do trabalho dele. -Eu já estava cansada de ouvir as teorias daqueles 3 por onde quer que fossemos na casa. Tipo quando Niall cismou que na garagem havia uma bicicleta capaz de mudar as estações do ano, só porque começou a chover assim que ele a pedalou pelo jardim. Ou quando Liam jurou ter visto uma mulher nua atrás da porta do banheiro das empregadas, e disse que tinham fantasmas putas lá.

-Agora a gente, por favor, pode ir dormir até o ano três mil? -perguntei ao meu deitar no carpete da sala de TV do terceiro andar. Que era o meu andar favorito, diga-se de passagem.

Tinha uma máquina de pipoca e um bar na sala onde estávamos, e a TV era tão grande quanto a de um cinema normal, o que era amedrontador, mas bem foda. Tinha o quarto misterioso de Liz, também. Lá tinha uma caixa cheia de chicletes na porta, e eu sempre os roubava quando a cachorrinha chata de Elizabeth não estivesse lá pra latir sem parar pra mim.

-É, tudo bem. Estou convencido de que aqui é a casa mais DO CARALHO que já vi. Agora posso dormir até ter setenta anos e…

-Espera! -Louis interrompeu Liam de seu monólogo ao que olhava pra uma porta no final do corredor, ao lado do quarto de Liz.

-Oh! Mas esse lugar aí a gente não pode entrar, né Quesia? -disse em dúvida para a empregada que nos acompanhava pela casa pra se certificar de que não roubaríamos nada. Eu nunca tinha visto ninguém atravessar aquela porta escura em todos os anos que fui lá, e talvez não fosse seguro ou na verdade não tivesse nada lá dentro.

-Não, Senhores. Receio que a entrada de vocês não seja permitida neste cômodo. Mas posso convidá-los pra um pequeno lanche antes de descansarem? -eu sabia o que ela estava fazendo. Era aquele sorriso forçado que ela sempre me lançava junto de um oferecimento que envolvia comida sempre que eu pedia algo fora de seu alcance.

-AHHH! Aceito. Te amo, Quesia. -Niall beijou o rosto da mulher alta e classuda vestida com o típico uniforme das empregadas de Kris, e ela até levou um susto rápido antes de rir da forma extrovertida daqueles caras.

Ela nos levou até a cozinha para comer um de seus famosos bolos de limão, e ficou sentada conosco enquanto ouvia as histórias absurdas de Niall, e até parecia gostar das mesmas.

Eu já me rendia a uma xícara de café expresso, e umas torradas, imaginando que café algum me faria ter energia naquela hora.

 

~

Acordei umas 6 da tarde com Niall batendo na porta do meu quarto. Ele gritava algo sobre ir num parque de diversões e eu só fui entender o que ele queria dizer quando me levantei da cama com mais bom humor do que esperava. Ele estava só de cueca e com o cabelo todo desarrumado, envolto numa coberta felpuda e com as pantufas de Kris.

-Onde você arrumou isso? -perguntei em meio a bocejos, praguejando meus cabelos que insistiam em ficar caindo pelas minhas roupas pretas, e odiando o dia em que nasci, pelo fato de estar cansada demais mesmo dormindo pra caralho.

-Entrei no quarto da Kris e peguei. Ela me tacou um sabonete na cara quando eu achei que fosse seguro entrar no banheiro dela. -ele mostrou sua testa vermelha debaixo de sua franja loira e eu ri. -Mas valeu a pena porque vi os peitos bonitos dela e peguei essas pantufas maravilhosas. Só não a deixe saber que te falei isso. Acho que ela acordou de mau humor -e então ele saiu andando depois de piscar um olho pra mim. Achei tanta graça daquilo que resolvi ir até aquele habitat mediterrâneo onde Kris ficava, e checar se ela estava tão raivosa quanto Niall dissera. Seria impagável a irritar.

Desci as escadas e fui até as portas brancas com uma placa luminosa dizendo “Get out” bem em cima das maçanetas chiques demais pro meu gosto. Eu podia ouvir a voz de Kristen pronunciando alto demais a letra de Big Girls Don't Cry, e o cheiro de verbena e cereja que sempre me acolhia quando eu pisava naquele carpete vermelho já entrava em meus pulmões.

Eu fiquei parada um pouco na porta do banheiro pensando se seria uma boa ideia chamar minha amiga, imaginando seus gritos de ódio ao me ver ali. Imaginei como ela estaria ali por mais tempo que eu planejava, e pensei que seus seios eram realmente bonitos, como Niall dissera. Lembrei-me das vezes em que os toquei e me praguejei por ter feito Kris passar por tantas coisas ruins. Ela era a garota mais foda que eu já havia conhecido, mas mesmo assim eu insistia em afastá-la de mim. Talvez eu devesse parar com isso… Deixar com que meu coração me guiasse como eu fazia antigamente. Ou talvez eu devesse continuar com esse pensamento de “não me envolver com Kris novamente para não machucá-la”. Eram dois caminhos que eu poderia seguir, só que quando vi a porta do banheiro se abrir de repente parei de pensar naquilo, pra gritar um grande “PORRA” na minha cabeça.

-Oi! -disse sem graça, desviando meus olhos dos de Kris. Ela estava com certeza nua e escondia seu corpo atrás da porta, deixando rastros de água por onde seus cabelos molhados passavam.

-Você vai ficar ai que nem uma boba me espionando ou vai tomar um delicioso banho comigo? -ela perguntou amigavelmente, mas alguma parte retardada do meu cérebro fez com que aquela frase soasse mais sexual do que realmente era. Vi seus lábios se mexerem, mas eu não escutava nada saindo deles. Só conseguia pensar no quão macios eles eram, que eu me lembrasse. -Eu deixo você lavar meu cabelo que nem na oitava série. Anda! -e então ela me puxou pelo braço. E foi quando eu olhei pro teto tentando não analisar seu corpo nu, é que soube o quanto eu desejava aquilo. Tirei minhas roupas o mais rápido que pude, tentando pensar em qualquer coisa que não fosse Kris e sua pele clara e suave. Até tentei lembrar cenas do filme Titanic pra não ter que encarar a realidade em que eu me encontrava.

-Niall disse que você estava de mau humor… Devo me preocupar? -perguntei receosa, entrando debaixo do chuveiro grande o bastante para molhar umas dez pessoas, molhando meu cabelo e fechando os olhos antes que Kris se juntasse a mim, e eu provavelmente desmaiasse. Tudo bem. Eu não estava nervosa. Pfff, afinal eu já tinha visto várias garotas peladas, inclusive Kris.

Eu nem liguei quando ela apareceu na minha frente com seu lindo par de olhos azuis, e seus belos e fartos seios.

-Dá pra parar de me secar? Até parece que nunca me viu assim antes… -a voz de Kristen me despertou de um pequeno devaneio, e eu instantaneamente ri, não por achar graça de nada, mas de nervoso mesmo.

-Não to te secando… Para de se achar tanto.

-Isso! Esse é o cumprimento que eu estava esperando de você… -Kris riu e me puxou pra fora da água. Ela já passava condicionador nos cabelos enquanto eu ficava ali a observando de um jeito esquisito. Eu estava totalmente fora da minha zona de conforto e não sabia o que fazer pra voltar ao normal.

Eu iria morrer se Kris se aproximasse mais de 3 centímetros de mim.

-A gente vai naquele parque que você odeia… Tá preparada? -ela me perguntou, e logo me lembrei da cena de uma “eu” totalmente bêbada e vomitando por todo o carrossel, assustando as crianças e caindo no chão logo em seguida.

-Aquele foi o dia mais vergonhoso da minha vida.

-Não tão vergonhoso quanto o dia em que você derrubou seu salsichão na barriga daquele gordo na praia. E ainda o pediu de volta. -Nós rimos juntas por um longo tempo até eu poder ficar séria e lavar meu cabelo o mais rápido que pude, louca para sair dali (mas na verdade com nenhum pouco de vontade de fazer o mesmo).

-E seu amigo Harry? Já voltou de sua longa noite de sexo com a médica gostosa?

-Sim. -vi Kris revirar os olhos de tédio e ri. -Ele tá lá em baixo atacando as empregadas. Acho que ele vai pedir a Anna em casamento porque ela o ensinou a fazer torta de pêssego.

-Só espero que ele se desculpe por ter me acusado de queimar aquela mão ridícula dele. -falei já com vontade de meter a minha meia com pedra na cara de Harry. Eu odiava que me julgassem por coisas que eu não fiz, e o único jeito que eu sabia lidar com isso era com violência.

-Ah! -vi Kris mudar sua expressão rapidamente de feliz pra confusa. -Mas ele sabe que você não queimou… foi só uma coisa doida que aconteceu. Deve ser efeito de alguma droga que ele toma. -e ela riu. Mas eu sabia que ela estava me escondendo alguma coisa.

Na verdade ela não seria a única a fazer isso.


Notas Finais


digite seu amém


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...