História Titãs - Capítulo 8


Escrita por: ~, ~Shippooo, ~Milenatkj e ~Jao_ganza

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Romance, Yaoi
Visualizações 12
Palavras 2.113
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Ficção Científica, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Gente, desculpem pela demora para postar!!!!!
Vou tentar postar como o prometido, toda segunda e sexta.
Nós estamos tentando cumprir isso, só está um pouco difícil. Hehe.
Boa leitura!

Capítulo 8 - Tpc


O quarto era incrivelmente branco. Incrivelmente branco e simétrico. Nele havia uma janela. Na janela havia um vaso. E no vaso, uma bela orquídea branca. Um vento fraco batia nas cortinas também brancas. Aquela perfeição toda chegava a dar raiva, mas não era assim que o garoto deitado na cama branca, enrolado em lençóis brancos e com a cabeça num travesseiro branco, se sentia. Ele se sentia, não exatamente com dor, mas como se tivesse dormido por cem anos e não soubesse mais como usar o corpo.

    E confuso. Extremamente confuso. Uma mulher, nem sempre a mesma, vinha lhe visitar pelo menos, três vezes ao dia. Vestida de branco. Ele perguntou a uma delas quanto tempo ficou em coma. Três dias, mais os quatro dias que contou deitado e acordado, já estava ali há uma semana.

Não tinha nenhum relógio nem calendário no quarto. Não sabia que dia, nem em que ano estava. Não sabia que lugar era aquele, nem de onde venho e nem ao menos o seu próprio nome. No quarto não havia espelho. Não sabia nem sua própria aparência física.

Sabia que estava ali há uma semana. E sabia que o quarto era branco.

Neste exato momento ele encarava a porta… adivinha de que cor? Isso mesmo, marrom. Ela se abriu e um homem entrou.

Ele usava calça jeans, uma camisa vermelha e uma jaqueta preta além de tênis pretos. Finalmente um pouco de cor.

-Estão cuidando bem de você? - perguntou o recém-chegado.

O garoto assentiu com a cabeça.

-Você fala?

-Sim - o garoto disse fraco.

-Ótimo, ótimo. Hoje você vai sair dessa cama. Você consegue?

Ele assentiu novamente se levantando. Todos os seus ossos estalaram e com dificuldade ficou em pé.

-Estou pronto.

-Você será transferido de quarto. Me siga.

Logo eles chegaram no novo quarto do garoto. Havia uma placa com um número: 42. As paredes eram de um azul claro, a cama era a mesma do outro cômodo, tinha um armário, uma cabeceira e uma estante de livros. Também havia uma porta que dava para um banheiro.

O homem abriu o armário.

-Os novatos usam roupas brancas. - disse mostrando várias vestimentas iguais ao que o garoto estava usando. - Você tem tudo de que precisa neste quarto. Agora vamos ao refeitório.

No salão haviam várias mesas, as pessoas naquele local estavam todas de branco ou eram enfermeiras, como aquelas que vinham visitá-lo.

-Ali fica a cozinha e lavanderia deste prédio. Vamos para fora.

Os dois saíram e se depararam com um grande jardim. O garoto cerrou os olhos com a luminosidade. Havia um espécie de quiosque onde haviam mapas do lugar. Bem no centro havia uma estátua, com mensagens em várias línguas diferentes, percebeu uma escrita em espanhol.

 

“Titanes por la causa”

(Titãs pela causa)

 

    - Por ser novato você fica no prédio número 1. O prédio ao lado do que saímos é o número 2. As pessoas de amarelo ficam lá. Em frente ao seu edifício tem o de número 3, as pessoas de azul são de lá. E ao lado do número 3 é o… Bem, você já deve ter adivinhado que é o 4. Eles usam vermelho.

    -E aquele prédio ali? - perguntou o garoto apontando para o quinto edifício. O único que era diferente dos outros e não era totalmente branco.

    -Lá é onde os fundadores e algumas pessoas bastantes importantes ficam.

    -Como você… - disse o garoto apontando para as roupas do homem que eram diferentes dos uniformes que todos usavam.

    -Sim. Ah! Esqueci de me apresentar! As pessoas daqui me chamam de PJ. - disse estendendo a mão, mas o garoto não a pegou.

    -Que diabos de lugar é esse?

    -Este lugar se chama TPC, sigla para Titanes por la causa - os dois andaram pelo jardim. - Vou lhe mostrar agora onde eu vivo. - foram para o prédio número cinco.

    Lá dentro havia uma sala ricamente decorada, onde sentaram em poltronas.

    -Quero explicações. - disse o garoto direto.

    -Eu entendo. Creio que não fomos muito receptivos com você. Não posso lhe contar toda a verdade. Não agora. A única coisa que precisa saber é que acolhemos pessoas de várias partes do mundo. Pessoas… diferentes.

    -E eu sou uma delas.

    -Aparentemente sim. Encontramos você quase morto e o trouxemos para cá.

    -Mas quem sou eu? Onde vocês me encontraram? Onde fica esse lugar?

    -Uou! Quantas perguntas! - disse sorrindo. - Não sei quem é você, te encontramos nos Estados Unidos e pense na TPC como se fosse um local - deu uma pausa rápida - fora do mapa. Pode confiar em mim.

    O garoto se levantou com raiva e batendo os pés no chão, se aproximou de PJ e gritou, apontando um dedo em sua cara:

    -Você desvia de minhas perguntas e espera que eu confie em você!?

    -Está tudo bem aí, chefe? - perguntou um cara de vermelho, olhando para o garoto como se fosse atacá-lo.

    -Está tudo bem, James. - depois olhou para o garoto. - Por que não vai se enturmar e ter uma noção do local? Isso vai te fazer bem, acredite. Acompanhe-o James.

    James era, acima de tudo, musculoso. Sua pele era negra, seu cabelo raspado e seus olhos verdes. Era alto, quase 1,90 metro e parecia ter uns 25 anos. Ele foi até o quiosque e entregou um mapa do lugar ao garoto.

    -Aqui está. Sugiro tentar fazer amizade com alguém de amarelo, vão lhe ajudar a trocar de cor. - falou e foi embora.

    A TPC era maior do que ele imaginava. Haviam vários campos de treinamento de diversos tipos. Quadras de esportes, florestas, parques, jardins, estúdios de arte e de música, dojos e bibliotecas. Um pacote completo. Decidiu ir em uma biblioteca e ver o que achava. Pegou um livro que lhe chamou a atenção: Titãs. Escrito por Duncan Schnitzer.

    Não conseguiu tirar os olhos da foto do autor. Aqueles olhos… Algo o incomodava neles. Ele sentiu sua cabeça começar a latejar.

    De repente, alguma coisa vermelha pulou nele e o garoto foi ao chão. Apenas deu para ver uma raposa fugindo rapidamente. Ele levantou-se e correu atrás do animal.

Seguiu-o até a floresta e a raposa se transformou num esquilo. O garoto quase caiu no chão ao ver aquilo. Como isso é possível? Pensou. O animal parou num dos galhos e se transformou num garoto de uns 14 anos, com traços asiáticos, cabelos rosa e orelhas e rabo de raposa.

Ele soltou uma gargalhada.

-O que você quer? - disse o garoto de roupa branca, reparando na roupa amarela do outro.

-Então você é o cara que deu a louca e perdeu a memória, hum? - disse inocentemente.

-Eu dei a louca? Vocês que parecem todos loucos. E quem é você?

-Eu me chamo Neko Sato. E eu não sou louco não! Não fui eu que ataquei o meu amigo quando cheguei aqui. - disse fazendo biquinho.

-Ataquei meu amigo?

-Ai, você é muito chato. Só fica fazendo perguntas. - disse se transformando num pássaro e descendo da árvore.

-Não é culpa minha se ninguém me diz nada do que está acontecendo!

-Olha, - disse agora na forma humana. - meu irmão também costuma fazer isso comigo. É um saco!

-Seu irmão também veste amarelo?

-Sim, posso te levar até ele se quiser.

Neko se transformou numa raposa e saiu correndo com o garoto atrás dele. Os dois foram até um pátio, onde algumas pessoas meditavam.

-Cadê teu irmão? - disse o garoto.

-Ele geralmente fica aqui… - disse Neko em sua forma híbrida de humano com raposa.

Sua fala foi interrompida quando um garoto de uns 19 anos, cabelos pretos e olhos bem azuis se materializou na frente dos dois.

-Ah, aí está ele! Grande Kaneki... - falou Neko indo abraçar o irmão, que apenas se esquivou do menor.

-E quem é esse aí? - falou analisando o garoto dos pés a cabeça, com reprovação.

-Ele... é o garoto que perdeu a memória e atacou aquele novato… - disse sussurrando alto.

-Ele? - disse Kaneki rindo desdenhosamente. - Você só pode estar brincando comigo. Ele parece mais um garotinho perdido!

-Ahnnnn. Então, eu ainda estou aqui, viu. - disse o garoto.

-Vou embora. - disse Kaneki sumindo de vista. Sumindo literalmente.

Neko suspirou.

-Se preocupa não, ele é assim mesmo.

 

[...]

 

    Depois do almoço, o garoto não quis ver mais do local e foi para o quarto. Ficou pensando em todas as perguntas sem resposta que tinha quando estava no antigo quarto e adicionou mais algumas à lista.

    Todos ali tinham alguma habilidade. Qual seria a sua? James falou algo sobre mudar de cor. Como conseguiria ir do prédio 1 para o 2? Havia algum tipo de teste? Kaneki e Neko falaram sobre ele ter atacado um garoto. Seria isso verdade? E a mais importante, poderia confiar nas pessoas dali e principalmente no PJ?

    Percebeu que aquilo não daria em nada, quando já era a hora do jantar.

    Descobriria mais sobre a TPC outro dia.

 

[...]

 

    O garoto já havia tomado café da manhã e estava na biblioteca, lendo o mesmo livro do outro dia, tentando se lembrar do tal Dr. Duncan Schnitzer.

    -Duncan é o nosso maior inimigo.

    O garoto se assustou com a voz. Na frente dele, havia uma garota de cabelos lilás e olhos cinzentos o encarando com um sorriso.

    -Caso você tenha se esquecido.

    O garoto continuou olhando-a assustado.

    -Bem, eu me chamo Violeta, e você?

    Silêncio.

    -Ah como eu sou burra! - disse dando um tapa na própria testa. - Você perdeu a memória, não mesmo? Por isso que atacou aquele cara! Aposto que foi obra dele! - disse apontando para o loiro da foto. - Enfim, acho que vou chamar você de Marshall. - disse sorridente e o garoto apenas a olhava calado.

    -Você mora no prédio três, não é? - perguntou “Marshall” apontando para a roupa azul de Violeta.

    -Então você fala! Sim, e eu posso mostrar tudo para você! Vem comigo! - ela disse puxando o braço dele para fora do local.

 

[...]

 

-E por fim, o lugar que eu mais gosto da TPC.

Violeta já havia mostrado tudo para Marshall e o sol estava prestes a se pôr. Ela o levou até um pequeno monte e de lá ficou observando a paisagem. Bem lá embaixo, viu um muro, com alguns postos de vigias, que parecia circundar todo o local. Haviam alguns garoto de vermelho que pareciam estar meio que patrulhando.

-Ali é o limite da TPC, é proibido ultrapassar, por isso há esses patrulheiros que não permitem isso e nos protegem.

O garoto percebeu que estavam desarmados. Como poderiam protegê-los?

-Eles não precisam de armas, já tem seus poderes.

Ele olhou para ela, incerto se deveria perguntar ou não.

Violeta suspirou.

-Sim, eu posso ler sua mente. E pode perguntar qualquer coisa para mim.

-Como conseguiu mudar de cor?

-Bem, depende do quanto PJ confia em você e em quanto você colabora conosco. Há meio que uma competição, para quem quer avançar e mudar de cor.

-Se todos aqui tem poderes, o que eu faço aqui?

-É normal novatos demorarem para descobrir seus talentos, e ao menos que você seja um dos experimentos de Duncan, você vai ter essa marca. - Ela disse apontando para a marca do próprio braço. - Mostre a sua.

Quando ele estendeu o braço, ela arregalou os olhos. Violeta nunca tinha visto algo assim antes. Duas marcas. Uma igual a sua e a outra parecia meio que um sol.

-O que foi? - disse o garoto preocupado.

-Marshall, eu nunca vi isso antes. - ela disse abismada. - Você já falou com PJ sobre isso?

-Não, ele não disse nada.

-Acho melhor voltarmos. Não podemos desobedecer o toque de recolher, nunca.

 

[...]

 

    Tudo ficava cada vez mais confuso na cabeça do garoto. Decidiu ter uma conversa com PJ para conseguir respostas. Mas ouviu uma gritaria antes mesmo de entrar no quinto edifício.

    -... Em breve. - disse a voz de PJ.

    -Eu quero vê-lo agora! - um garoto esbravejou.

    O garoto se aproximou da porta e viu os jarros de água vazios e o chão todo molhado. Uma garota loira de olhos azuis disse calmamente:

    -Irmão, olha o que você fez. Isso é para seu próprio bem.

    -Meu próprio bem!? O que sabe disso, Helena!? Antes você foi toda cuidadosa com Pedro Juan e agora faz tudo que ele manda! - disse apontando para PJ. - Eu quero ver Marcelo agora! - esbravejou e sua fisionomia brava se desfez ao ver quem estava na porta.

    O garoto estacou na entrada ao ver o outro de cabelos verdes e olhos azuis, que disse:

    -Marcelo…

 


Notas Finais


Uhuuuu. Finalmente o Marcelo e o Leo se encontraram novamente!
E gente, nós gostariamos muuito de saber o que vocês estão achando da fic e estamos abertos a sugestões para o spróximos capítulos. Então, por favor, deixem seu comentário.


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