História To Save and To Hold - AU Drarry - Capítulo 18


Escrita por: ~

Postado
Categorias Harry Potter
Personagens Draco Malfoy, Gina Weasley, Hermione Granger, Luna Lovegood, Molly Weasley, Narcissa Black Malfoy, Neville Longbottom, Remo Lupin, Ronald Weasley, Sirius Black
Tags Angst, Draco Malfoy, Drarry, Happy Ending, Harry Potter, Love, Wolfstar
Exibições 636
Palavras 2.695
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Eu estava com saudades de vocês, sabia?

Boa leitura :)

Capítulo 18 - . we're not falling into the deep end


- Eu te amo, mas você é muito burro.  

Pansy havia chegado dois dias após o Natal, como fazia todo ano, mas dessa vez se arrependeu de não ter chego mais cedo antes de me impedir de fazer a maior cagada do século. Palavras dela.  

Ela estava do meu lado, no banco do passageiro, repetindo a frase a cada meia hora. Basicamente, enquanto procurava coisa dentro do carro e encontrava algo que remetia a Harry. A bagunça dele que eu ainda não tive coragem de tirar do meu carro.  

Tomei o caminho mais longo até estação de trem, cumprindo a minha promessa de que daria carona a Hermione até lá. Era oficial, ela iria visitar Yale e decidir se ficaria ou não, seria o seu primeiro Ano Novo longe de todos, e por incrível que pareça, Ron havia aceitado bem essa primeira pequena viagem.  

- Ele acredita que eu ainda vou desistir. - Bufou. 

- Mas você não vai, não é? - Disse, a olhando pelo retrovisor. Minha sobrancelha levantada. 

Hermione deu de ombros e mordeu o lábio, olhando para janela. Não insisti mais no assunto, mantendo minha atenção na estrada molhada. O meu outro motivo era evitar que um assunto levasse o outro. Ninguém estava a fim de me ver desabando dentro do carro por causa de Harry. 

O resto da caminho havia apenas o estouro das bolas de chiclete de Pansy e Hermione cantarolando baixo as musicas do rádio. Respirei fundo quando chegamos na entrada da estação de Trêm, carregando as malas de Granger até a porta.  

- Boa sorte, Hermione. Eu tenho certeza que vai ser uma experiência. - Disse, arrumando um fio solto do seu rabo de cavalo.  

Com lágrimas nos olhos, a garota me abraçou forte. Dessa vez eu não me assustei nem pulei para trás, porque esperava que ela me abraçasse e eu queria isso. Mesmo sendo uma viagem de poucas semanas, eu sentiria falta dela.  

- Ele sente sua falta. - Sussurrou no meu ombro. Eu a apertei mais forte porque não queria chorar. Já havia chorado tanto naqueles dias.  

- Você sabe que eu não posso. - Suspirei.  

Hermione me largou, literalmente chorando agora.  

- Vá na festa de ano-novo da Luna. Vai ser no parque, ter fogo e Harry estará lá.  

- E Theo também.  

- Ás vezes eu me sinto mal, mas desejo que Theo explodisse no ar, pra deixar você em paz. - Disse silenciosamente.  

Esbugalhei os olhos em resposta, meu peito instantaneamente apertando. Eu nunca havia pensado na possibilidade de Theo morto, nem que a sua morte fosse a resposta para todos os meu problemas. Eu esperava que ele sumisse um dia, dos meus pensamentos e das ruas por onde eu ando, mas ele sumir do mundo... Parecia uma pouco demais, mas ao mesmo tempo, parecia a única solução que traria paz.  

A buzina de uma Pansy irritada soou, nos apressando na despedida. Mais um abraço, seguido de uma promessa de que iria ficar bem fizeram Hermione virar as costas para mim e adentrar na porta da estação. Esperei até que seu casaco azul sumisse de vista e voltei para o carro, que já estava cheirando ao cravo do cigarro da minha amiga.  

- Se Potter quebrou a regra da bagunça, eu também posso quebrar a regra da fumaça. - Disse para a minha cara fechada.  

Uma vez em casa, a garota revirava meu guarda-roupa, retirando algumas peças de roupas e fazendo estranhas combinações com elas.  

- O que você está fazendo? - Perguntei, me jogando na cama. Eu só queria dormir, mas ter Pansy em casa não me permitiria a esses momentos de reclusão.  

- Escolhendo a roupa para você se ajoelhar na frente de Potter pra pedir perdão. Você já deve saber da festa da Luna, e será lá que vocês vão voltar a ficar juntos. - Cantarolou. 

- A festa é só daqui a dois dias e eu não vou.  

- Vai sim! - Uma camisa voou da mão de Pansy direto para minha cara. - Draco, você está um caco. Parece que eu estou em uma história que eu li em que tinha uma sereia e um rapaz, mas eles não podiam ficar juntos e ao se separarem eles foram ficando doentes e quase morrendo.  

- Pansy, eu não sou uma sereia e até onde eu sei, Harry também não. - Ri, com a mão no rosto com o tamanho dos absurdos que minha amiga soltava de sua boca.  

- Eu já vi ele nadando, e aqueles olhos verdes enormes que parecem te puxar pra dentro. Sem falar que você é enfeitiçado por ele desde a infância. Potter pode sim muito bem ser uma sereia. - Agora ela havia esquecido das roupas, e ia cada vez mais fundo na sua teoria sobre sereia enquanto desmontava os apliques de seu cabelo.  

- Acho que toda aquela história do acidente dos pais dele, e tudo mais é mentira, ele é uma sereia e os pais deles os criam até então. - Continuou.  

- Eu já escutei ele cantando, definitivamente Harry não é uma sereia. - Respondi ainda rindo, balançando a cabeça.  

Soltei uma risada funda porque lembrei da voz de Harry cantando do meu lado do carro todos os dias depois da aula, e a lembrança seguiu passando por várias imagens diferentes dele sorrindo, falando alto, correndo pela pista, irritado por não conseguir resolver algum problema, se sujando inteiro comendo um bolo de sabor esquisito, até a última lembrança dele chorando na porta do meu quarto me acertar novamente.  

Nem percebi que estava chorando, ou que Pansy havia esquecido os apliques, as teorias e as roupas para me pegar em seus braços compridos enquanto repetia que eu não precisava passar por isso. 

- Você não ama Theo, sabe disso... Você ama Potter, sempre foi assim. - Dizia baixinho. 

Me lembrei também de algo que li em um livro e nunca achei que faria sentido, agora, naquela situação em quem meu peito doía tanto ele não saia da minha cabeça.  

"É possível amar muito alguém, ele pensou. Mas o tamanho do seu amor por uma pessoa nunca vai ser páreo para o tamanho da saudade que você vai sentir dela." 

-x- 

Eu tinha certeza de que o amor era uma doença.  

Eu sinto náuseas, dores musculares, me faz acordar no meio da noite  vasculhando o celular desesperado esperando que tenha ao menos uma ligação perdida do Draco. Me faz chorar a toa.  

Nunca fui de chorar. Por todas as coisas que eu já passei na vida, não foram o suficiente para me deixarem derrubado ou deprimido. Já fiquei triste, muitas vezes, mas nada como agora. Sou uma daquelas pessoas "Brilhantes e Alegres", como diz Hermione. Tenho pra mim que eu guardei a minha tristeza porque nunca estive na situação de passar por uma dor de tamanho maior que 50.  

Até agora. 

Essa dor era praticamente um 100. Mas eu vou classificar com 80.5, porque devem existir dores piores do que dor de amor.  

- Você não pode ficar deitado ai de novo o dia inteiro. É o último dia do ano. - Ron disse dos pés da minha cama.  

Abaixei um pouco a coberta da minha cabeça, porque não havia percebido que havia chegado. E acredite quando eu digo, é impossível não perceber que Ronald Weasley chegou em algum lugar.  

- Seus pais ligaram para vir te convencer sair da cama. Tem noção? Seus pais me querem aqui.  

Escondi minha risada no travesseiro. De forma alguma meus pais tem algo contra Ron. Só algo contra a bagunça e seu estômago sem fundo nos jantares que ele fica sem ser convidado.  

- Eu estou bem, Ron. Sério. - Tentei convencer. Minha voz saiu rouca porque eu dificilmente falei nesses últimos dias.  

- Bem? Você parece doente. - Disse, se sentando na cama do meu lado. - Vamos, o que Hermione faria se estivesse aqui.  

Eu quase quis chorar de novo porque Mione ficaria 10 dias em Yale conhecendo o campus, e provavelmente quando voltasse seria um adeus definitivo.  

- Provavelmente se juntaria a mim aqui nas cobertas, me abraçaria e iria dizer algo inteligente sobre emoções e sentimentos. - Sorri me lembrando.  

Ron fez uma careta.  

E tirou os sapatos.  

- O que você está fazendo?! - Exclamei quando o ruivo me puxou, seu braço embaixo da minha nuca agora.  

- Estou tentando ser Hermione, já estou deitado, agora as palavras inteligentes... Espero que entenda se não saírem tão inteligentes. 

- Antes da palavras inteligentes vem o abraço. - Lembrei 

- Ah claro, você não iria deixar isso passar. Você muito carente para isso. - Seus olhos rolaram.  

Eu gargalhei com o rosto em seu peito porque aquilo era muito Não-Ron e vê-lo se esforçar para ser carinhoso era cômico, eu gargalhei mais ainda porque tudo o que fiz até agora foi ficar mudo e não deixar que ninguém encostasse em mim porque eu estava bem para os outros, mas todos sabiam que eu não estava bem.  

Quando as minhas gargalhadas se tornaram um choro doído e histéricos, os braços do meu amigo me prenderam mais forte. Meu peito ardia, querendo dizer tantas coisas ao mesmo tempo, mas só saia mais choramingos.  

- Você precisa respirar Harry, sair dessa cama e... Acredite, eu não sou o maior fã do Malfoy, ainda mais nesse instante. Mas também acho que ele não está no juízo perfeito.  

Me afastei para respirar e tenta entender melhor do que o outro falava.  

- Draco é uma das pessoas mais inteligentes que eu conheço, Ron. Ele pode ter os problemas dele, mas não é como se ele fosse um louco.  

- Aparentemente ele não é inteligente o suficiente para ver que o imbecil do Nott quer acabar com a vida dele. E nem você, mas isso não me surpreende porque você demora mesmo para pegar as coisas.  

Fechei a cara em um beicinho exagerado. Ron suspirou, se sentando na cama.  

- A questão aqui é que, vocês dois estão sofrendo e se eu mal consigo respirar com Hermione viajando, imagine se estivéssemos realmente separados. Eu não sou burro para não perceber que é isso que Nott quer, para trazer Draco perto dele. Para ter o brinquedo dele de volta, pra massagear o ego. Ele é abusivo, Harry.  

Não estava nos meus planos desistir de Draco, não mesmo. Mas eu apenas não conseguia pensar em um modo de fazê-lo enxergar o que estava errado em toda aquela história. Forçá-lo a permanecer comigo era me tornar um novo Theo em sua vida, então eu apenas o deixei ir. Existem coisas que a gente só percebe sozinho. 

- Não posso forçá-lo a entender, Ron. - Disse, rolando meu corpo para encara o teto. 

- Então seja sutil. Mostre que está lá e que vocês são feitos um pro outro, essas coisas assim. - Ele se ajeitou, apoiando a cabeça no cotovelo. - Por algum motivo o Universo fez vocês gostarem um do outro, talvez esse sentimento seja a salvação pra toda essa bagunça.  

- Isso foi algo inteligente sobre emoções e sentimentos. - Ri 

- Eu sei, né? Estou surpreso comigo mesmo. Preciso contar para Hermione. - Disse, se levantando do conforto das minhas cobertas. - Nós vamos na festa de Ano Novo da Luna, e é melhor você aceitar. Escutei Sirius dizer que vai te arrastar pro hospital se continuar deitado.  

- Ele não faria isso. Remus sabe que não estou doente. Ele sabe que eu não estou doente.  

- Olha meu amigo, acho que nem Saint Remus pode te salvar dessa vez. Melhor se aprontar, venho te pegar as 22:00. - Respondeu com a mão na maçaneta da porta.  

Eu gemi triste, não tinha motivo nenhum para comemorar Ano Novo. Existia milhares de filmes de terror na sala e era assim que eu pretendia passar as últimas horas daquele ano, além do mais sentir medo era a minha terapia para combater a tristeza.  

Cheguei a colocar o filme para rodar no DVD mais tarde naquele dia, Remus prometeu assistir comigo pelo menos um antes de sair com Sirius para ver os fogos na colina. Meu pai perguntou mil vezes se eu estava doente, que por algum milagre foi convencido com a volta do meu apetite e uma piadinha e outra ali. Mas tudo foi por água abaixo quando o filme começou, as lembranças de Draco no nosso inicio de namoro voltaram, quando tudo era novo e fácil. Quando ele se escondia em mim temendo pela vida de personagens irreais.  

Ron buzinou, eu nem estava pronto. Berrei da janela que precisava de 20 minutos. Ele estava certo, precisava reagir de alguma forma.  

Então eu iria a aquela festa.  

-x- 

Que outro lugar Luna faria uma festa de Ano Novo a não ser ao ar livre? Não se sabia como ela conseguiu autorização para usar o parque da cidade, mas parecia que metade da cidade estava lá. Com copos na mão, coroas de flores na cabeça e sorrisos por todo canto.  

Talvez pela vibe do lugar, mas até eu estava sorrindo. Pansy me puxava de um canto para o outro, cumprimentando todos que apareciam, contando como havia sido aquele último ano em Nova York, então eu estava distraído escutando ela dizer sobre as festas da universidade, as aulas e os desfiles que ela presenciou para os trabalhos.  

Estava tudo correndo bem, me permiti tomar uma dose ou outra de bebida só para relaxar um pouco meus músculos. Quando estava perto da meia-noite quando ela quis me puxar para pista e dançar. Aceitei, porque é impossível dizer não a Pansy, eu teria ido nem que fosse arrastado.  

- Segurem isso! - Luna apareceu, distribuindo palitinhos. - Acendam ele quando for meia-noite e depois repassem para alguém que vocês amam. Essa pessoa vai ser a luz da sua vida, durante a vida toda.  

- Acho bom você me dar o seu palitinho. - Gritou Pansy, seu olhar se perdeu atrás de mim, e ela pegou rapidamente a minha mão, num movimento de dança, me girou no ar, quando fui solto não era mais Pansy que me segurava.  

- Ou talvez eu posso deixar que você dê para outra pessoa. - Disse baixinho em meu ouvido, seguido de um risinho atrevido. Eu ainda consegui ver seus cabelos curtos balançando, enquanto empurrava outros cabelos vermelhos para longe de mim.  

De nós. A única coisa que eu enxergava naquele momento, era a imensidão verde que eu senti tanta falta. Pensei em me soltar e sair correndo, para não ter de lidar, mas o clichê da minha vida atacou novamente quando a troca de musica foi de uma para outra mais lenta, fazendo minha cabeça pousar no seu ombro e meu corpo derreter em seus braços.  

Meu nariz raspou no tecido da camiseta que ele usava, cheirinho de Harry. Sorri contra o tecido.  

- Senti tanto sua falta. - Escutei ele dizer sobre a música.  

- Eu senti mais... - Me peguei dizendo, mesmo sabendo que não era algo para ser comparado.  

Senti seu corpo sacudindo com a risada. Não queria dizer mais nada por medo de estragar aquele momento, pelo visto ele também não, porque não disse nada, só me embalou de um lado para o outro. A única coisa que eu escutava era o som da música, e das pessoas fazendo contagem regressiva.  

Nossas cabeças se levantaram para os fogos coloridos no céu. Eu os amava, são barulhentos e perigosos, eu entendo, mas todas aquelas luzes no céu brilhando e clareando a noite escura sempre traz aquele sentimento de que as coisas vão mudar para melhor. Mesmo que não mude, mas é a impressão que importa.  

Olhei para baixo apenas para os fogos perderem a graça, o sorriso bobo de Harry olhando para o céu era a minha nova certeza de que as coisas melhorariam. 

Luna apareceu correndo com um isqueiro, acendendo os palitinhos, que iluminaram ainda mais o lugar com as faíscas. Harry ainda olhava para o céu, encarei o palitinho brilhante nas minhas mãos, mas o segurei comigo. Sua cabeça se abaixou e seu sorriso se encontrou com o meu, nós dois rimos. 

Não precisava dizer com palitinhos. Harry sabia que ele era luz. 


Notas Finais


Harry é luz, mores. ❤


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...