História To Save and To Hold - AU Drarry - Capítulo 21


Escrita por: ~

Postado
Categorias Harry Potter
Personagens Draco Malfoy, Gina Weasley, Hermione Granger, Luna Lovegood, Molly Weasley, Narcissa Black Malfoy, Neville Longbottom, Remo Lupin, Ronald Weasley, Sirius Black
Tags Angst, Draco Malfoy, Drarry, Happy Ending, Harry Potter, Love, Wolfstar
Exibições 433
Palavras 2.013
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 21 - . love is louder than all your pain - final


Harry jogou de qualquer jeito sua bolsa em cima do sofá. 

- Cheguei! – Disse alto sem ganhar nenhuma voz em resposta. 

Ele sabia que Draco estava em casa, seu casaco estava no cabideiro, a casa tinha cheiro de café recém-feito. Harry subiu as escadas devagar tentando adivinhar o que encontraria lá em cima. 

Fazia dois anos e meio que eles haviam se mudado para Londres, logo após aquela visita de Draco em seu quarto, em que ele estava decidido a ir embora sozinho. Pouco tempo depois da morte de Theo.

 Foi difícil no começo. Draco tinha pesadelos, ia embora sempre que achava não ser suficiente para Harry. Entrava em pânico toda vez que precisava entrar na sua nova sala de aula, com seus novos alunos. O moreno perdeu as contas de quantas vezes precisou esperar do lado de fora, até que ele se sentisse melhor. 

Houve terapias, novos medicamentos, muitas corridas pelo bairro no meio da madrugada, chás quentes e cafunés demorados até tudo se encaixar. Ainda haviam dias ruins, mas eles eram muito mais fácil do que os do inicio. Hoje talvez fosse um dia ruim, pois Draco sempre chegava do colégio onde dava aula muito depois que Harry terminava seu expediente na clínica veterinária que Sirius o ajudou a abrir. 

- Dray? – Disse, empurrando a porta do quarto. 

Draco estava sentado no chão. As costas apoiadas na cama, haviam alguns papéis, livros e fotos pelo chão. Sua cabeça se virou para Harry, um sorriso triste se abriu para o moreno, seu rosto sempre mais pálido estava avermelhado, assim como seus olhos e haviam marcas de lágrimas por suas bochechas. Harry se sentou ao seu lado, sua cabeça loira automaticamente se deitou no ombro do seu marido. 

Todo mundo disse que eles eram jovens demais, que era uma loucura, estavam começando novas fases em suas carreiras e já moravam juntos, para que se casar? Mas Harry estava encantado com a ideia de usar um anel dourado com o nome de Draco dentro. E o próprio Malfoy cedeu aos encantos de organizar seu próprio casamento, usar o traje desenhado por sua mãe. Então tiveram a cerimônia atras da casa dos Weasley porque eles tinham o maior jardim da cidade de qualquer forma. Foi emocionante e belo como deveria ser, Sirius foi quem mais chorou. Mas isso era o óbvio. Draco que nunca acreditou naquela história de casamentos, mordeu a própria língua, porque aquele foi o melhor dia de toda a sua vida. 

E era uma dessas fotos que estavam espalhadas pelo chão, uma de Harry sujo de bolo enquanto Draco ria abertamente, as mãos igualmente sujas. 

- Como você está se sentindo? – Harry perguntou. Ele poderia imaginar, poderia ser mais uma de suas inseguranças, saudades de casa, ou apenas uma dor inexplicável. Mas ele sempre perguntava, sempre estava disposto a escutar. 

- Bem. Estou me sentindo muito bem. – Respondeu, levantando a cabeça do ombro do rapaz. Harry levantou as sobrancelhas enlaçando seus dedos nos dele. 

Draco respirou fundo. 

- Hoje eu pedi aos meus alunos que fizessem um desenho que dissesse o que eles mais gostavam de fazer durante a semana, seja na escola ou não. E a maioria deles desenhou a mim! Eu e a aula de francês. Acredita nisso? Eles gostam de mim! – Ele disse rindo, algumas lágrimas gordas se formando no canto de seus olhos. 

- Eles não me acham deprimido ou maluco, Harry. – E então a lágrima caiu, ele puxou um dos papéis desenhados ao seu lado. Eram definitivamente desenhos coloridos e infantis, Harry segurou um nas mãos, sorrindo abertamente. – Veja, um deles até desenhou você. 

O rapaz gargalhou alto com a caligrafia torta em que se lia “Beau petit-ami du professeur Draco.”

- Eu sou o seu namorado bonito, acho que esse é o meu favorito. Posso guardar comigo? – Draco empurrou seu ombro. 

- Convencido. – Sua cabeça se encostou no colchão atrás dele, respirando mais uma vez profundamente antes de continuar. – Então eu... Eu cheguei em casa, e percebi que havia chegado muito antes de você e ao invés de me sentir desesperado eu... Eu fiz café, retornei uma ligação de Sirius que pediu para que não esquecermos de que ele ainda existe e me sentei aqui. E de repente eu estava pensando que as pessoas gostam de mim, e que eu sou feliz... Independente de tudo o que eu passei, desde o início agora eu sou mais forte e estou feliz, e a gente mora nessa casa e eu tenho você. Deus, eu tenho você e não tem mais nada que me faça mais feliz que você. 

- Você está feliz? Eu consigo te ajudar?  – Harry perguntou em confirmação. 

Ele já havia visto Draco ir embora muitas vezes, em todas ele achava que o rapaz não voltaria. Por mais que compreendesse nunca foi ficando fácil. Escuta-lo dizer que era feliz sendo um dos motivos ele próprio era como retirar das costas um peso de mil toneladas. 

Ao invés de responder, Draco segurou o rosto do marido nas mãos e esfregou levemente o seu nariz no dele. Beijos de esquimó sempre fazia Harry rir. Seus lábios foram capturados em um beijo calmo, devagar, com dedos acarinhando sua nuca deliciosamente. O rapaz sorriu entre o beijo que seguiu pelo pescoço moreno, até se acabar em um abraço apertado. 

- Banho? – Sugeriu. – Demorado, quietinho e com muita espuma. 

- Oh sim, eu realmente preciso de um banho. – Concordou Harry, gemendo um pouco, seu corpo doía de cansaço. 

Draco o ajudou a se levantar e preparou o banho, encheu a banheira, colocou seus favoritos sais de banho com cheiro de pêssego fazendo muitas bolhas como Harry pediu. 

- Mais bolhas! – Pediu, fazendo o outro rir. As vezes ele duvidava se a idade de seu marido batia com a sua certidão de nascimento. 

Então Harry se sentou dentro da água quente e cheirosa, com Draco em meio às suas pernas, a cabeça em seu peito. Conversaram sobre Ron e Hermione que haviam voltado a ficar juntos mais uma vez. Draco suspirou triste, sabia que isso acontecia uma vez a cada semana como era de costume, e não demoraria para Ron telefonar para Harry dizendo que eles estavam em crise novamente. O problema era que eles nunca entravam em um acordo. Hermione queria continuar seu trabalho como advogada, Ron estava recebendo propostas realmente boas em times de futebol profissionais e queria que a garota o acompanhasse, mas ela não queria deixar sua vida e sonhos para trás e se tornar apenas a namorada de Ronald Weasley, ela queria mais. Por isso, por mais que se amassem ainda encontravam desafios para ficarem juntos. 

Harry massageou os ombros de Draco enquanto ele contava do almoço que teve com seu pai no dia anterior. Isso acontecia com frequência agora. Lucius havia encontrado Draco por acaso no supermercado. O loiro havia entrado em pânico e fugido. Dias depois, Lucius encontrou a clínica de Harry e pediu o paradeiro do filho. O moreno o ajudou, e ficou em meio a uma conversa de pai e filho que precisavam desabafar e contar como tudo chegou até ali. 

Sr. Malfoy explicou que ele não era um bom marido, nem bom pai, que ele tinha seus próprio problemas interiores e isso refletia na sua vida. Ele tinha consciência do que havia feito sua família sofrer e como havia traumatizado Draco que sempre havia se sentido rejeitado por ele. Pediu perdão, foi parcialmente perdoado. Embora, depois do último Natal em que Narcisa e Lucius haviam se encontrado e também colocado tudo o que precisava ser dito para fora, as coisas pareciam muito menos estranhas e mais calmas para os Malfoy. 

- E então o cachorrinho vomitou em mim, logo depois de eu ter ajeitado o curativo. Foi um dia agitado. – Disse Harry. Agora ele já estavam confortáveis embaixo das cobertas, a TV ligada em volume baixo. 

Draco se escolheu mais perto do marido, e suspirou sentindo o cheiro de sabonete em sua pele. Seus dedos caminharam de baixo para cima sobre a pele macia do rapaz. 

- Amor, eu também andei pensando em uma outra coisa. – Disse, após algum tempo tendo com som as risadas de Harry e as falas na televisão. 

- Sim? – Sua atenção agora estava no loiro, as bochechas desse ficaram vermelhas. 

- Você pode julgar que eu não vá conseguir, eu entendo e também pode ser cedo demais. Juro, você pode dizer não, eu vou entender. – Disse nervosamente. 

- Amor, apenas diga. – Riu, ele não entendia porque o rapaz estava agindo daquela forma. 

Draco se sentou na cama, respirou fundo, antes de falar. 

- Eu quero ter um bebê. – Disse de uma vez, com os olhos fechados porque não sabia se aguentaria ver qual seria a expressão de Harry. 

- Uau... Isso é... Uau. – Disse em um sorriso, balançando a cabeça. 

Draco abriu os olhos. 

- Eu sei, é loucura. Me desculpe. Pode rir de mim, vamos dormir. – Disse rapidamente, se ajeitando para voltar a deitar. Harry segurou seu braço. 

- Não. Eu também quero um bebê. – Disse rindo. – Eu só não sabia como começar esse assunto com você. 

O rosto do rapaz se iluminou, ele respirou aliviado. 

- Eu achei que você dia que é loucura e como todos vão nos julgar, essas coisas. 

- Já passamos por isso antes. Nós vamos dar um jeito. – Disse, apertando a mão de Draco levemente. – Nós vamos ter um bebê. 

O rapaz se aproximou, novamente se encaixando na curva do pescoço de Harry. 

- Eu não quero adotar. – Disse, fazendo Harry soltar um som confuso. As sobrancelhas juntas. Draco se explicou rapidamente. – Pensei em tentarmos uma barriga de aluguel? Eu quero um bebê com seus olhos. 

- Como você desejar, meu bem. – Harry respondeu docemente, selando seus lábios demoradamente. 

- Você acha que eu consigo? Cuidar de um bebê? Sem surtar... – Harry o calou com um selinho mais uma vez. 

- Eu estou aqui Draco, sempre, eu vou te ajudar. Não vou deixar que você se afogue de novo e se caso você se afogar, eu te salvo. Toda as vezes que precisar. 

Draco sorriu. A certeza e fé nas palavras de Harry aquecendo seu coração. 

- Eu sei. Eu te amo, tanto. – Suspirou.

- Eu sei. – Respondeu com um sorriso. 

Draco e Harry encontraram uma mãe de aluguel. Ginny se ofereceu na primeira vez que contaram sobre seus planos alguns meses depois. O loiro achou um pouco estranho, mas se acostumou com a ideia e  ficou feliz em ter alguém como Ginny carregando seu filho, além do que a garota teria toda a assistência dos pais dela, e como ainda morava em LW, Sirius e Remus dariam uma força extra. 

Sete meses e meio mais tarde os gêmeos prematuros Benjamin e Amora nasceram. Foi um parto difícil é preocupante, os bebês e Ginny precisaram ficar alguns dias no hospital até que pudessem ser liberados. Felizmente, não demorou muito. Harry e Draco levaram seus filhos para casa, e não conseguiam desgrudar os olhos daquelas duas criaturas tão pequeninas. E para a sorte do rapaz, seu pedido foi aceito e os dois bebês tinha incríveis olhos verdes. Amora tinha os cabelos escuros do pai, e carregava esse nome pela quantidade das frutinhas que Ginny ingeriu durante a gravidez. Benjamim ou Ben, tinha os fios mais claros e adorava escutar Harry rir, como seu outro pai, nunca se cansava da voz dele. 

Tudo estava caminhando para melhor. Ainda haviam lembranças pesadas do passado, pesadelos, dias ruins, chás quentes, caminhadas vagarosas com carrinho de bebês duplos agora. Os cafunés eram mais curtos, mas ainda faziam parte. Mas ele não pensava mais em ir embora, ele já não pensava nisso há muito tempo. 

Respirou fundo, enquanto observava o marido brincar com as mãos pequenas de Ben que tentava puxar seus fios. Amora dormia em seus braços, sendo balançada devagar. Harry levantou a cabeça e sorriu para ele que retribuiu, mal podendo acreditar na sorte que tinha. Não interessava o que pudesse acontecer ou como sua cabeça fosse desregular da próxima vez. 

Harry estava lá por ele.

Draco não tinha mais medo de cair. 

Fim


Notas Finais


Olá!

Se você está lendo isso é porque chegou ao final de To Save and To Hold. Espero que o final tenha te agradado, eu particularmente estou bem feliz com ele.

Quero primeiramente agradecer, por cada comentário, por cada favorito e visualização. Por ter tirado um pouco do seu tempo para me dizer coisas fofas que deixam meu coração quentinho e só me deixa com mais e mais vontade de escrever.

Não me deixem ok? Quero ver vocês comigo, Draco e Harry em Undisclosed Desires e The Kids Are Alright (Cocoricó para os íntimos). Eu adoro todos vocês, obrigada de novo.

E a gente se vê por aí!

All the love,

Nymeria.


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