História To Sir With Love - Capítulo 9


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Categorias Em Família
Personagens Clara Fernandes, Francisca Proença Fernandes, Marina Meirelles, Shirley Soares Esteves, Verônica Saldanha, Virgílio Machado
Tags Drama, Drogas, Romance, Sexo
Exibições 286
Palavras 1.468
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Hentai, Orange, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Bissexualidade, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá Clarinas fiéis!
Obrigada pelos favoritos e comentários vocês são maravilhosas!
Vocês são meu combustível para continuar postando essa fic!
O capítulo de hoje não será muito grande é a continuação do capítulo anterior!
Chega de papo e vamos ao que interessa.
Enjoy!

Capítulo 9 - Procurando se descobrir.


Fanfic / Fanfiction To Sir With Love - Capítulo 9 - Procurando se descobrir.

Então a estúpida da Van estava pensando que ela premeditava chamar atenção de Marina? Ela não queria chamar a atenção de ninguém. Queria ser notada sim, mais com a mesma naturalidade, sem forçar nada. Queria que ela se interessasse espontaneamente, do mesmo modo como acontecera consigo própria. Queria? Ou melhor, onde se perdia seu olhar fixo na idéia fixa da mente fascinada pelo encanto e pela presença de Marina? O que ouvia? Som, voz, música, como carícias que afagavam seus ouvidos e mexia com sua mente e aquecia seu coração!

Mas era preciso prestar atenção, captar, entender, aprender e não se abstrair como coisa lógica de estar ali. Era preciso estudar pra ser alguém que seus pais sentissem orgulho dela. Clara tinha sonhos e objetivos. Imaginara-se tantas vezes uma doutora de avental branco, tantos sonhos e a cair assim na inutilidade no vazio de uma paixão unilateral.

Não podia continuar assim influenciada por um sentimento tão forte e arrebatador. Não podia, mas que adiantava saber que não podia , que não devia amar sua professora? Poderia acabar com aquilo assim, só porque estava louca de desejos?

Se odiou. Odiou todos. O mundo! Não conseguia acabar com o forte sentimento que a consumia. Marina chamava-a para as coisas que gostava de sonhar. Seu corpo ardia em desejo, paixão e muito tesão!

E o toque da campainha zuniu forte para avisar que a aula de Marina terminara.

Última aula da semana. A Aula da professora Marina, como uma despedida. Aquela manhã arrastara-se  até chegar a última aula, na expectativa de vê-la, e agora as horas haviam voado, expediente encerrado brutalmente por um toque de uma campainha. Tudo acabara, só veria Marina na próxima semana. Clara ficou desolada, só de pensar que não veria Marina mais e só a veria na outra semana.

Marina saiu da sala. Sequer olhou para os lados. Estava apressada e muito irritada. Nem atendeu direito aos alunos que a cercaram, fazendo perguntas a respeito da competição do time do colégio que se aproximavam.

Clara viu o olhar de Vanessa desafiador, acusando-a, num deboche escarneando. Intrigou-se ao vê-la desaforadamente aproximar-se e dizer:

- O seu vocabulário me fechou a boca mesmo. Masturbação cerebral! Isso foi legal sabia? Eu peço desculpa, acha que ainda podemos ser amigas? Em verdade, continuo achando que não me enganei a seu respeito. Tira a dúvida, que tal? Ou confessa ou nega. Você é como eu, mais ou menos como Silvia, é lésbica?

Clara não respondeu e começara a andar apressada, mas Vanessa acompanhara. Assim alcançaram a rua, Vanessa continuava falando, insistindo para que Clara se abrisse com ela e respondesse alguma coisa e quebrasse aquela hostilidade.

- Afinal Clara, acho que estamos no mesmo barco, porque continuarmos inimigas?

- Nunca fui sua inimiga. Por que razão o seria?

- Ah! Finalmente disse algo! Tem razão, nunca foi minha inimiga, mas também não quer ser minha amiga. Por que?

- Você diz coisas que não me agradam Van.

- Você está certa, te desafiei, estava enciumada, achando que você estava comendo a Marina com os olhos, atraindo-a, tirando-a de mim.

Clara desdenhou, a voz fugindo sem conseguir retê-la, calar, como gostaria de fazer a tudo que Vanessa dissesse, mas reconheceu que havia muitos Eus dentro dela que não conhecia ainda, e um deles manifestava-se na curiosidade disfarçada em ironia:

- Por que, ela é sua? Você está saindo com ela?

- Saía. Às vezes, ela dava bola. Nem sempre posso ir à casa dela.  Sempre Shirley está ao redor dela parece até chiclete, e a minha família é uma bosta, fica na marcação cerrada quando saio. Querem saber aonde vou e com quem, mandam até o chofer me levar, é um Cú isso!

- Você censurou meu vocabulário, mas o seu está ferindo meus ouvidos com esse palavrão!

- Desculpe, mas é isso mesmo. Não vejo a hora de me livrar dos velhos pra poder viver minha vida. Não me deixam respirar, eu fico sufocada. Sabe Clara, você tem que levar em conta,  sou uma revoltada, reconheço que às vezes sou inconveniente, mas é que não posso admitir que você não se abra comigo.

- Não entendo você ,o que quer que eu diga?

- Já disse. Eu não escondo, não nego, me abri com você, por que não confia em mim? É bom a gente ter uma amiga que é igual a gente, não acha? Mesmo que a gente tenha medo dela, que se torne nossa rival.

- Você  me teme?

- Se eu responder, você avalia o que vale!

- Eu sei o meu valor, só não quero que se perturbe com bobagens.

- Então me responda, quando você percebeu que era assim?

Atravessaram a avenida. Clara mordiscou os lábios.Olhou para o rosto atento de Vanessa. Ela estava displicente, espontânea, natural. Respondeu:

- Eu não percebi: eu senti. Você percebeu ou sentiu?

- Acho que as duas coisas, foi instintivo. Percebi que estava olhando para uma mulher, em vez de olhar para um homem; E como você analisou o que sentiu?

- Eu não analisei; entendi, e depois que entendi foi que analisei.

- Você me confunde, troca as bolas, mas o que foi que você analisou?

- Que não haveria mudança em mim, e o negócio era seguir vivendo, sem medo, com muita coragem e naturalidade. Eu não poderia negar o que você viu em mim, e como me viu, como me identificou, porque eu também identifico as pessoas, por mais escondidas e encasuladas que estejam, como se uma força inevitável rasgasse o disfarce para mostrar a alma daquilo que se é. Gente como nós não consegue passar despercebidas há algo que nos atrai, que está na pessoa. Temos um Gaydar que nos identifica.

- Você falou bonito agora, rasgou o verbo, foi bacana.

Vanessa despediu-se. O irmão chegara num carrão conversível para pegá-la. Sorriu para Clara e estendeu a mão para cumprimentá-la quando Vanessa os apresentou um ao outro.

Quando o carro se afastou,  Clara viu um Audi vermelho e teve um aperto no coração. Ao lado da professora Marina estava a professora de matemática Shirley!

As duas olharam para ela e Clara sentiu que o chão afundava como se tivessem a despido ali no meio da rua. Antes de descobrir se iriam cumprimentá-la ou não, Clara virou o rosto, disfarçando como se tomasse conta da chegada de alguém. Felizmente a Mercedes do seu pai apontou logo atrás. Desceu da calçada, deu pai abriu a porta e ela entrou. Sequer o beijou. Ramiro sentiu que Clara estava transtornada.

- O que você tem minha filha? Está passando mal? Você está pálida!

- Não papai. Não tenho nada. - respondeu nervosa e depressa, virando o rosto para o outro lado e olhando para a janela.

- O que aconteceu? Você está muito esquisita. Por que não quer conversar comigo? Pode me contar o que houve, não sou só seu pai, sou seu amigo também.

- Já disse, não há nada. Que insistência!

- Você me parece nervosa, nunca me respondeu assim nem nunca se fechou desse modo, não acha que tenho o direito de me preocupar? Talvez possa ajudar resolver o seu problema.

- Não aconteceu nada papai. Já falei! Não é todo dique a gente está disposta. Acho que é fome!

Sr. Ramiro aceitou a explicação percebendo que ela não queria se abrir. Clara já não era mais uma criança. Começava a ter segredos, a fazer seu próprio mundo, a fugir para outras dimensões, cujas as portas estavam fechadas pra ele. Ficou em silêncio não iria mais insistir, ela tinha o direito de reservar coisas só para si.

Clara estava mesmo se distanciando. Suas vontades, seus sonhos estavam sendo escondidos, e parecia que ela estava com medo de alguma coisa ou lhe escondendo algo. O certo era aguardar. Talvez chegasse o momento certo para dialogar. Sempre haviam sido muitos francos um com o outro. Ela viria a ele, se precisasse de socorro. Ele estava ali para apoiar ela. Deu-lhe a deixa para isso:

- Não há o que não possa resolver filha, qualquer coisa conte comigo! Somos amigos, não somos? Para qualquer coisa, seja o que for.

Clara apenas sorriu, debruçou-se para ele, beijou-o no rosto e disse com ternura:

- Não há nada não, papai, nada que eu não possa resolver sozinha. - Não posso dizer pra ele o motivo do meu nervosismo. Pensou.

Ao que ele complementou:

- Com o direito que tem para dispor de sua vida. Acho que a educação que lhe demos você saberá conduzir corretamente o que há dentro de você!

Um pensamento tenebroso empanou os olhos dela, que voltou ao mutismo, enviando o olhar e o pensamento para uma certa pessoa que acabara de passar por ela. Se ele imaginasse o que está acontecendo comigo acho que ele me matava.- Pensou preocupada.

 

 

 

 

 


Notas Finais


Então por hoje é isso!
Espero que tenham gostado.
Até o próximo.
Bjo. Bjo. Bjo.


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