História To Track Edge - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jimin, Jin, Suga, V
Tags Bts, Hoseok, Jimin, Jin, Kim, Korea, Namjoon, Rap Mon, Rap Monster, Seokjin, Suga, Suwon, Taehyung, Yoongi
Exibições 35
Palavras 1.607
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Ficção, Hentai, Luta, Mistério, Poesias, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Será que valeu a espera?
Boa leitura!

Capítulo 4 - Abstinência.


        Como é o fato de perder uma garota que você amou desde quando era bem pequenino? Como é perdê-la para um cara que você mal conhece?

 

        Simples: horrível, humilhante e vergonhoso.

 

        Sentir a própria Hye sair dos meus braços, da minha casa e ir para os braços daquele canalha que não tem – eu aposto – um mínimo respeito com ela... Sem dúvidas é ridículo! Tenho medo de que se machuque ou algo pior. Se isso acontecer nunca serei mais o mesmo. Ela é tão frágil, não quero que sofra as consequências. Se for para alguém sofrer, esse alguém será Taehyung.

 

        Agora aqui estou eu, neste asfalto sujo, podre. Socando-o como se fosse a própria cara de Taehyung. Ahhh... Como eu queria que ele estivesse debaixo do meu queixo e assim poder socá-lo praticamente até sua morte. Ela já fora embora, com certeza para a casa dele. Só está procurando o pior para si mesma. Ela não percebe? Mal o conhece e já passeia, janta e vai para a casa dele. Porque logo isso?

 

       Não sou muito de chorar, mas por ela eu vou até o inferno. Assim sem mais e nem menos começo a chorar ali mesmo, e quando percebo, há vários carros logo atrás de mim buzinando feito loucos.

       — Sai daí cara! — um dos motoristas grita.

       — É! — o outro logo atrás continua — Vaza logo daí! Só está atrapalhando a maioria!

 

       Desloquei-me imediatamente dali, ajudando os outros. Com um empurrão só, consigo lançar meu portão para longe e adentrar minha casa. Ninguém havia chegado ainda, pelo menos estou em paz para chorar litros à vontade.

 

       Abro minha geladeira e... Uma notícia boa me acontece: há cervejas no refrigerador. Logo penso que essas parceiras vão alegrar minha noite. Aproximo-me e pego duas garrafas cheias.

       Ah... Como eu estava precisando disso já um tempão!

 

       Com a garrafa já aberta, nem preciso de copo, preciso de um estômago resistente. Espero não ficar bêbado rápido demais. E estou vendo que só essas duas aqui não vão dar conta, precisarei ir ao bar ou mercado antes.

       — Eu tenho que fazer algo antes...

 

      Meus olhos fixam no quarto de Hye. Se eu não posso tê-la fisicamente, posso ter pelo menos uma ilusão da mesma.

      Empurro sua porta devagar e já consigo sentir o cheiro do pescoço dela, o perfume que todo dia de manhã ela esbanja pelo quarto, pela casa. Ando devagar pelo quarto, sentindo cada movimento, cada lágrima e cada sorriso de nós.

 

Flashback on.

(19 de Janeiro de 2014, 11:50 PM)

 

      Faltava dez para o aniversário de Hye. Ela estava cansada do trabalho e eu acho que nem sabia que era seu aniversário. Dia 20 de janeiro, a data mais importante da minha vida.

      Mal sabia ela que eu daria um presente para ela, não era muita coisa, mas eu acho que vá gostar... Assim eu espero né.

 

(20 de Janeiro de 2014, 00:01 AM)

 

      — Hye-ah! — balanço-a para que acorde — Vamos, levante, é seu aniversário!

      — Yoongi, que aniversário é esse? — reclama — Me deixe dormir, não faço aniversários.

 

      Sem paciência nenhuma eu levanto-a da cama, e levo-a até um calendário mais perto. Parece que estou carregando uma folha de papel, Hye é tão leve. Ergo-a para que veja a data de hoje, mas nem abre os olhos, ela está dormindo em pé.

      “HYEEEE!!!” Grito e dá certo.

 

      Ela acaba pulando de susto e fica atenta. Analisa o calendário, me dá um enorme abraço e finaliza dizendo: “YOONGI! É MEU ANIVERSÁRIO!!”

      Dou um sua testa e a mesma beijo em diz: “Yoongi, você é tão importante para mim.”

 

Flashback off.

 

 

     Paro e penso: “Ficar aqui não vai adiantar nada.”, “O que eu estou fazendo?”, “Isso só irá piorar minha situação.”.

 

Enquanto meu pensamento vaga pela lua, ouço uma voz feminina falar: “Yoongi, pare de frescura. Coloque suas lágrimas para fora e torne vingança a Taehyung. Ele te provocou e roubou a garota amada.”

Tento sair deste quarto o máximo possível, mas essa voz só me puxa cada vez mais para dentro. Mas o que afinal é isso? Que voz estranha... Jamais ouvi isso em toda minha vida. Esperei dois minutos e a voz não voltou a se pronunciar. Estranho.

 

Abro a janela e vejo nosso bairro extenso, o bairro nobre onde ela morou todos esses anos. Onde ela morou comigo.

A porta da cozinha bate e já imagino quem deve ser... Minha mãe.

Yoongi? Hye?” “Filho, você está em casa?

 

Então, infelizmente ela me encontra e vem me dizer algo, mas acaba reparando nos riachos que escorriam dos meus olhos. Que vacilo, Yoongi.

— Yoongi? — se desespera — O que houve? Conte-me logo.

 

Fico calado, não estou com a mínima vontade de falar, aliás, não quero soluçar.

— Vamos Yoongi, eu quero te ajudar — insiste.

 

Algo atinge minha paciência.

— Não mãe! — berro — Vá se ferrar, me deixe em paz, me deixe sozinho, porra!

 

A mesma tenta me abraçar, mas empurro-a para longe. E finalizo:

VÁ SE FERRAR!

 

Antes que pudesse dizer algo, dei o pé dali mesmo. Dou um pulinho na bolsa dela e recolho alguns trocados. Que ótimo, vai ter mais cervejas para Yoongi.

 

Assim desembarco da minha casa, deixando para trás um mundo de mi-mi-mi e sentimentos. O bar onde eu sempre comprava pirulitos quando eu era pequeno ainda estava lá. A cinco ruas da minha casa. Aquele lugar era bom demais, um lugar calmo.

Caminho atento, apressando meus passos e olhando ao redor. Já não havia mais vida no bairro. Todos estavam em suas respectivas casas, com seus filhos ao lado, namorados, namoradas... Logo meu pensamento volta diretamente para Hye. Por que eu amo tanto essa garota? Que desgraça!

 

Na quinta rua, já consigo avistar o bar do outro lado. Numa corrida só, chego em menos de um minuto. Adentro o lugar com todos fitando-me e eu é claro, olhando ao redor.

Sento na primeira bancada que eu vejo encostada no balcão à minha frente. Já estava sendo reservado para mim este lugar.

— Hoje eu vou querer algo diferente — digo para o recepcionista — Quero algo de fora.

 

Ele me observa estranhamente, pois sabe que eu nunca estive neste lugar.

— Eu tenho um especialmente para você — sorri, maliciosamente.

 

Ele me entrega um copo pequeno — como se fosse uma dose — com um líquido verde, bem verde mesmo. Verde como grama. Pego e bebo tudo num gole só, sinto meu corpo tremer e meus sentidos ficarem totalmente desproporcional. Isso aqui está ficando cada vez melhor e essa bebida então, me faz ficar na ponta do pé.

— Mais um, por favor.

 

Eu estava lá, bêbado, inconsciente e completamente maluco. Havia bebido umas seis vezes, queria mais, pois o recepcionista me negava a cada pedido meu. Ele dizia: “Já bebeu demais, senhor.”.

 

Então eu apenas o ignorei e segui o meu cominho de volta para casa. A rua ainda se encontrava vazia. Tento olhar o horário no meu relógio, não consigo, minha visão está embaçada quase sem ver praticamente nada. Atravesso a rua e há três homens caminhando atrás de mim. São três homens altos e bastante escuros. Pelo o meu ponto de vista, eles não parecem ser de Suwon, mas sim de fora do país. Estados Unidos? Nova Iorque? Não sei. Caminho mais rápido e admito, tenho um pouco de medo dessa gente de fora, até porque eu nunca saí da Coréia do Sul. À medida que os minutos se passam, minha visão embaça cada vez mais. No momento vejo só um pouco e ainda tropeço em lixo que há no chão.

 

Na terceira rua, eles ainda me seguiam, até que eu — com essa merda de visão, causada com certeza pela bebida — tropeço em uma pedra gigantesca e bato minha intimidade nela.

— Que raiva! — gemo.

 

Nunca soube quando eu iria morrer, mas agora seria a hora perfeita, e eu morreria pensando nela... Ji Hye. Quando desperto minha atenção... Aqui estão eles, olhando para mim, rindo e zombando da minha cara.

— Olha só para ele! — o que parece ser o mais velho, diz — Fracassado!

 

O que mais me chama atenção nesse grupinho é o menino de cabelo meio platinado, que no caso, está com uma reação nada boa... Uma reação de espanto, assustado.

Um deles interrompem meus pensamentos.

— Estava com saudade disso.

 

Ele se vira, e ao que parece, está com um tipo de cassetete nas mãos.

— Trouxe o chicote? — pergunta ao outro.

— Óbvio.

 

Eu já não conseguia mais me movimentar, meus braços tremiam, minhas pernas latejavam e minha visão nada mudara. Tento levantar do chão para correr, mas não dá.

Let’s go! — disseram todos em uníssono.

 

Chutes, tapas e socos. Era o que eu recebia naquele momento. Já não sinto nada e nem consigo descrever essa dor que percorre meu corpo inteiro... Ahh, que dor.

 

Só a chuva para mandar aqueles seres inúteis caírem fora. E eu, nada mais, nada menos, adormeci ali, no frio, chão molhado, como um cachorro abandonado.

 

Sinto tanta falta dela.

 

 

(Yoongi — Thought)

 

Por que não estás aqui? Por que fizeste isso comigo? Eu não te largarei, nunca! Vou permanecer do seu lado e nem nossa morte vá nos separar. Venha cá, Hye. Fique do meu lado, não me lance contra a parede deste jeito.

Você só está me machucando, garota.

 

 (Yoongi — Thought off.)

 

 

Há cheiro de perfume, um tipo de perfume que se espirra nos hospitais. Onde eu devo estar? Não consigo ver, há um pano ou algo deste tipo no meu rosto.

— Hye? — sussurro.

 

Uma mão feminina vai de encontro ao meu rosto e retira algo que parecia ser um lenço, mas na verdade era um curativo. Minha visão ganhava foco, sentada numa poltrona ao meu lado e choramingando, a pequena Hye aqui está.

A pequena Hye que realçava o meu mundo.


Notas Finais


Não me matem, ainda tem muito mais!!
^^


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