História Toda Sua - AyA - Capítulo 20


Escrita por: ~

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Categorias Rebelde (RBD), Série Crossfire (Livros)
Personagens Alfonso Herrera, Anahí, Christian Chavez, Christopher Uckermann, Dulce Maria, Maite Perroni
Tags Alfonso Herrera, Anahi, Hot, Romance
Exibições 40
Palavras 1.555
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção, Romance e Novela
Avisos: Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Meus queridos leitores(as) essa história não é da minha autoria, e sim da autora Sylvia Day, eu apenas adaptei ... Espero que gostem, muitos beijos e uma boa leitura.

Capítulo 20 - O Irmão





Não me lembro bem do que aconteceu depois que chegamos. Os flashes dos fotógrafos 
espocaram ao nosso redor enquanto andávamos pela área de imprensa, mas eu mal me dei 
conta disso, estava sorrindo apenas por inércia. Na verdade, estava retraída e ansiosa para me 
livrar da tensão que Alfonso exalava na minha direção.
No momento em que entramos, alguém chamou seu nome e ele se virou. Saí de fininho, 
olhando ao redor, para os outros convidados, que lotavam a entrada acarpetada do evento.
Quando cheguei à recepção, apanhei duas taças de champanhe da bandeja de um garçom que 
passava e virei uma delas enquanto procurava por Christian. Quando o vi do outro lado do salão 
junto com minha mãe e Colucci, fui direto até lá, descartando a taça vazia sobre uma mesa no 
caminho.
Marichelo: Anahí! -  A expressão da minha mãe se iluminou ao me ver. - Esse vestido ficou 
maravilhoso em você!
Ela me cumprimentou beijando minhas bochechas sem tocá-las. Estava linda em um vestido 
longo e justo, azul e brilhante. Suas orelhas, seus pulsos e sua garganta estavam adornados de 
diamantes, ressaltando a cor de seus olhos e o tom de sua pele.
Anahí: Obrigada.  - Dei um gole na segunda taça de champanhe, lembrando que havia planejado 
expressar minha gratidão pelo vestido. Enquanto agradecia pelo presente, não estava mais tão 
contente com sua conveniente abertura na perna.
Christian  tomou a frente, pegando-me pelo cotovelo. Só de olhar para meu rosto ele percebeu 
que eu estava chateada. Balancei a cabeça, mostrando que não queria falar sobre o assunto 
naquele momento.
Christian:  Mais champanhe, então? -  ele perguntou, gentil.
Anahí: Por favor!
Senti que Alfonso se aproximava antes mesmo de ver o rosto de minha mãe se iluminar como a 
Times Square em noite de Ano Novo. Colucci também pareceu se ajeitar e se empertigar todo.
Alfonso: Anahí!.  - Ele apoiou a mão na parte inferior de minhas costas nuas, e uma onda de 
choque percorreu meu corpo. Com seus dedos grudados em mim, perguntei-me se ele sentia a 
mesma coisa. - Você fugiu!
Fiquei gelada com o tom de reprovação que ouvi em sua voz. Eu o fuzilei com um olhar que 
dizia tudo aquilo que eu não podia falar em público. 
Anahí: Franco, você conhece Alfonso Herrera?
Franco: Sim, é claro! -  Os dois se cumprimentaram.
Alfonso me puxou mais para perto. 
Alfonso: Temos a sorte de acompanhar as duas mulheres mais bonitas de Nova York.
Colucci concordou, abrindo um sorriso para minha mãe.
Virei o restante do meu champanhe e troquei com gratidão a taça vazia pela que Christian havia 
me trazido. O álcool produzia uma leve queimação no meu estômago, e ajudava a desatar um 
pouco o nó que havia se formado lá dentro.
Alfonso se inclinou na minha direção e cochichou em um tom áspero: 
Alfonso: Não se esqueça de que você está comigo.
O cara era maluco? Que conversa era aquela? Meus olhos se estreitaram de raiva. 
Anahí: Olha só quem fala!
Alfonso: Aqui não, Anahí. -  Ele acenou com a cabeça para todos e me levou dali. - Agora não.
Anahí: Nem nunca! -  murmurei, concordando em ir com ele só para poupar minha mãe daquela 
cena.
Virando taças de champanhe, eu me coloquei no piloto automático e passei a agir num modo 
de autopreservação ao qual não recorria havia muitos anos. Alfonso me apresentou a algumas 
pessoas, e acho que minha atuação foi boa , falando nos momentos certos e sorrindo quando 
necessário ,mas não estava prestando a mínima atenção. Eu estava mais preocupada com a 
parede de gelo que se ergueu entre nós, com minha raiva e minha mágoa. Caso eu ainda 
precisasse de alguma prova da determinação de Alfonso em evitar interações sociais com as 
mulheres com quem dormia, tinha acabado de obtê-la.
Quando o jantar foi anunciado, fui com ele para a mesa e mal toquei na comida. Bebi algumas 
taças de vinho tinto que serviram junto com a refeição e ouvi Alfonso conversar com as demais 
pessoas à mesa. Não prestei a menor atenção às palavras, apenas à cadência e o tom sedutor e 
equilibrado da sua voz. Felizmente, ele não tentou me integrar à conversa. Acho que eu não 
diria nada que prestasse.
Só voltei a demonstrar interesse quando, em meio a uma salva de palmas, ele subiu até o palco. 
Eu me virei na cadeira e o observei enquanto caminhava em direção ao púlpito, incapaz de 
deixar de admirar sua elegância natural e sua beleza impressionante. A cada passo que dava ele 
impunha atenção e respeito, o que era uma proeza, considerando suas passadas tranquilas e 
sem pressa.
Alfonso não lembrava nem um pouco aquele sujeito vulnerável depois da nossa foda 
desmedida na limusine. Na verdade, parecia outra pessoa. Ele havia voltado a ser o homem que 
conheci no saguão do Crossfire, absolutamente controlado e naturalmente poderoso.
Alfonso: Em nosso país, - ele começou, - o abuso sexual na infância é uma realidade para uma a 
cada quatro mulheres e um a cada quatro homens. Dê uma boa olhada ao seu redor. Alguém da 
sua mesa pode ter sido uma vítima, ou então conhece uma. Essa é a inaceitável verdade.
Fiquei vidrada nele. Alfonso era um grande orador, e seu tom de barítono era hipnotizante. Mas 
era o tema de seu discurso, tão pessoal para mim, e sua maneira apaixonada e às vezes 
surpreendente de abordá-lo que me emocionou. Comecei a amolecer, sentindo minha fúria 
injuriada e minha autoconfiança ferida dando lugar ao deslumbramento. Minha visão sobre ele 
mudou quando me vi apenas como mais um membro de uma plateia atenta. Ele não era mais o 
homem que tinha acabado de magoar meus sentimentos; era apenas um palestrante habilidoso 
falando sobre uma questão importantíssima para mim.
Quando terminou, eu me levantei e aplaudi, surpreendendo tanto Alfonso como a mim mesma. 
No entanto, os demais logo se juntaram a mim naquela ovação, e comecei a ouvir as conversas 
que zuniam ao redor, desmanchando-se discretamente em merecidos elogios.
XXX: Você é uma menina de sorte.
Virei-me para ver de quem era a voz que havia dito aquilo, e me deparei com uma bela ruiva, 
Dulce María. 
Anahí: Somos só... amigos.
Seu sorriso sereno fazia de tudo para me desmentir.
As pessoas começaram a abandonar as mesas. Eu estava prestes a pegar minha bolsa e ir para 
casa quando um jovenzinho se aproximou para falar comigo. Seus cabelos castanhos rebeldes 
despertavam uma inveja imediata, e seus olhos de um tom de verde acinzentado eram gentis e 
amistosos. Bonito e ostentando um sorriso jovial, ele arrancou de mim o primeiro sorriso 
sincero desde que saí da limusine.
XXX:  Olá. - Ele parecia me conhecer, o que me deixou na desconfortável posição de fingir que 
fazia alguma ideia de quem ele era. 
Anahí: Olá.
Ele deu uma risada, despreocupada e charmosa. 
XXX: Meu nome é Alexandre Herrera, sou irmão de Alfonso.
Anahi: Ah, é claro.  - Senti meu rosto esquentar. Eu não conseguia acreditar que estava tão 
mergulhada na autopiedade que não fui capaz de fazer essa associação de imediato.
Alexandre: Você ficou vermelha.
Anahí: Desculpe.  - Ofereci a ele um sorriso envergonhado. - Não sei muito bem como dizer que 
li uma reportagem sobre você sem que isso soe meio esquisito.
Ele riu. 
Alexandre: Fico feliz que tenha lembrado. Só não me diga que foi na coluna social.
Anahí: Não. -  eu me apressei em esclarecer. - Na Rolling Stone, talvez?
Alexandre: Isso eu consigo aceitar.  - Ele estendeu o braço para mim. - Quer dançar?
Dei uma olhada para Alfonso, parado diante da escada que levava ao palco. Estava cercado de 
pessoas ansiosas para falar com ele, em sua maioria mulheres.
Alexandre: Como você pode ver, meu irmão vai demorar um pouco. -  disse ele, parecendo se 
divertir com a situação.
Anahí: Pois é.  - Eu estava prestes a me virar quando reconheci a mulher ao lado de Alfonso, 
Amanda Seyfried.
Apanhei minha bolsa e me esforcei para sorrir para Alexandre. 
Anahí: Eu adoraria dançar.
De braços dados, fomos até a pista. A banda começou a tocar uma valsa, e seguimos 
naturalmente o ritmo da música, com movimentos suaves. Ele era um dançarino habilidoso, ágil 
e seguro quanto à sua capacidade de conduzir.
Alexandre: Então você é amiga de Alfonso?
Anahí:  Não exatamente. - Acenei com a cabeça para Christian quando ele surgiu ao meu lado 
com uma loira escultural. - Trabalho no Crossfire, e nós nos encontramos nos corredores uma 
vez ou outra.
Alexandre: Você trabalha para ele?
Anahí: Não. Trabalho como assistente na Waters Field & Leaman.
Alexandre: Ah! -  Ele sorriu. - Publicidade.
Anahí: É.
Alexandre: Alfonso deve estar muito a fim de você para passar dos encontros casuais nos 
corredores para um evento como este.
Praguejei em silêncio. Sabia que as pessoas iam tirar conclusões, mas não estava nem um pouco 
disposta a ser humilhada. 
Anahí: Alfonso conhece minha mãe, que foi quem me convidou para vir, então era só uma 
questão de duas pessoas irem ao mesmo lugar no mesmo carro ou em carros separados.
Alexandre: Então você está desacompanhada?
Respirei fundo, sentindo-me desconfortável, apesar da fluidez com que nos movíamos na 
dança. 
Anahí: Bom, comprometida eu não estou.
Alexandre abriu seu carismático sorriso de menino. -  Minha noite acabou de mudar pra 
melhor. - ele murmurou.
 



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