História Toda Sua - Camren (Adaptada) - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton
Tags Camren, Fifthharmony, Loveislove, Norminah
Exibições 69
Palavras 2.496
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Orange, Romance e Novela, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Pansexualidade, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oieeeee ♥ Espero que gostei xuxus

Capítulo 4 - Capítulo 4


Troy e eu trabalhamos duro a quinta-feira inteira, a fim de nos preparar para a reunião das quatro da tarde com o pessoal da Kingsman. Tivemos um almoço muito produtivo com dois funcionários da área de criação, que iam participar da campanha caso conseguíssemos a conta; mais tarde analisamos os dados sobre o posicionamento da empresa na internet e sua penetração nas mídias sociais.

Fiquei meio tensa quando vi que eram três horas, porque sabia que o trânsito poderia estar complicado, mas Troy continuou trabalhando normalmente mesmo depois de eu dizer que horas eram. Faltavam vinte para as quatro quando ele saiu da sua sala com um sorriso no rosto, ainda terminando de vestir o paletó.

— Vamos lá, Camila.

Lancei um olhar de surpresa para ele da minha mesa.

— Sério?

— Ei, você deu um duro danado me ajudando a preparar tudo. Não quer ver como as coisas funcionam?

— Claro que sim. Fiquei de pé em um pulo. Sabendo que minha aparência contaria pontos para meu chefe, alisei a saia preta com a mão e ajeitei as mangas longas da minha blusa de seda. Por um acaso do destino, a blusa era vermelha, combinando perfeitamente com a gravata de Troy. — Obrigada.

Entramos no elevador e levei um pequeno susto quando senti que ele subia ao invés de descer. Ao chegarmos ao último andar, vi que o hall de entrada era consideravelmente maior e mais luxuoso que o do vigésimo. Vasos suspensos de samambaias e lírios preenchiam o ar com uma fragrância suave, e em uma porta de vidro opaco lia-se INDÚSTRIAS CROSS em letras grossas.

A porta foi aberta para nós, e pediram que aguardássemos um momento. Ambos recusamos a água e o cafezinho e, menos de cinco minutos depois, fomos conduzidos até uma sala de reunião com a porta fechada.

Troy olhou para mim com um brilho nos olhos quando a recepcionista pôs a mão na maçaneta da porta.

— Está pronta?

Eu sorri.

— Estou.

A porta se abriu, e eu fui a primeira a ser conduzida para dentro. Fiz questão de abrir um enorme sorriso ao entrar... um sorriso que se congelou no meu rosto ao ver a mulher que estava diante de mim logo na entrada da sala.

Minha parada repentina bloqueou a passagem, e Troy acabou trombando nas minhas costas, arremessando-me para a frente aos tropeções. A Morena Perigosa me apanhou pela cintura e me amparou em seu peito. O ar foi arrancado de dentro de mim com o impacto, assim como o restante de bom senso que eu ainda possuía. Mesmo com as diversas camadas de tecido que havia entre nós, pude sentir seus seios volumosos encostados nos meus e a firmeza e segurança com que me segurava. Quando ela respirou perto de mim, meus mamilos endureceram, estimulados pela expansão do peito dela.

Ah, não. Eu só poderia estar sob uma maldição. Uma rápida sequência de imagens passou pela minha mente, mostrando as mil e uma maneiras como eu poderia tropeçar, cair, escorregar ou me esborrachar na frente daquela deusa do sexo ao longo dos próximos dias, semanas ou até meses.

— Olá de novo, ela murmurou, e a vibração de sua voz fez meu corpo todo se enrijecer. — É sempre um prazer topar com você, Camila.

Fiquei vermelha de vergonha e de desejo, incapaz de tomar a atitude de me afastar, apesar da presença de outras duas pessoas na sala. O fato de a atenção dela estar toda voltada para mim também não ajudava — seu corpo firme irradiava uma impressão irresistível de um desejo poderoso.

— Senhorita Jauregui, disse Troy atrás de mim. — Desculpe a entrada meio abrupta.

— Não precisa se desculpar. Foi uma entrada memorável.

Cambaleei sobre os saltos quando Jauregui  me pôs de volta no chão, com os joelhos trêmulos em virtude do intenso contato corporal. Ela estava de blazer preto, com uma camisa social branca por baixo e uma saia grudada ao corpo. Como sempre, estava linda de morrer.

Como deve ser ter essa aparência? Com certeza, em todo lugar por onde passava ela causava uma comoção.

Chegando até mim, Troy me amparou e me ajudou a retomar o equilíbrio com toda a gentileza.

O olhar de Jauregui se concentrou na mão de Troy no meu cotovelo até que ele me soltasse.

— Muito bem. Vamos lá, então. Troy retomou sua postura. — Esta é minha assistente, Camila Cabello.

— Nós já nos conhecemos. Jauregui puxou uma cadeira ali perto.

— Camila.

Olhei para Troy em busca de orientação, ainda tentando me recuperar dos momentos em que havia ficado a milímetros daquela supercondutora sexual escondida sob um blazer Lita Mortari.

Jauregui se aproximou em silêncio e ordenou:

— Sente-se, Camila.

Troy acenou com a cabeça, mas eu já estava me soltando sobre a cadeira ao comando de Jauregui. Meu corpo obedeceu instintivamente antes que minha mente compreendesse a situação e fizesse alguma objeção.

Fiz de tudo para passar despercebida a hora seguinte, durante a qual Troy foi duramente questionado por Jauregui e as diretoras da Kingsman, duas morenas bonitas, vestidas com terninhos elegantes. A de lilás fazia questão de chamar a atenção de Jauregui o tempo todo, enquanto a de terninho creme se concentrava no meu chefe. Todos pareciam bastante impressionados com a capacidade de Troy de explicar como o trabalho da agência — e seu modo de trabalhar com o cliente — agregaria valor à marca.

O fato de Troy permanecer tão tranquilo sob pressão me deixou admirada — ainda mais sob uma pressão exercida por Jauregui, que comandava o andamento da reunião sem fazer o menor esforço.

— Muito bom, senhor Ogletree, Jauregui elogiou casualmente quando as conversas se encerraram. — Estou ansiosa para ver sua resposta à solicitação de proposta quando for a hora. O que levaria você a se sentir tentada a experimentar a Kingsman, Camila?

Com o susto, comecei a piscar sem parar.

— Como?

A intensidade de seus olhos era avassaladora. Senti que toda a sua atenção estava voltada para mim, o que só me fez admirar ainda mais a tranquilidade de Troy, que foi obrigado a argumentar sob o peso daquele olhar por uma hora.

A cadeira de Jauregui estava voltada para mim, fazendo com que ela me olhasse bem de frente. Seu braço direito repousava sobre a superfície lisa da mesa, com seus longos e elegantes dedos tamborilando sobre o tampo do móvel.

Ela refez a pergunta:

— Qual dos conceitos sugeridos por Troy você prefere?

— Acho que são todos brilhantes.

Seu lindo rosto permaneceu impassível enquanto ela dizia:

 — Posso mandar todo mundo sair da sala para ter uma opinião sincera, se é isso que você quer.

Meus dedos se enrodilhavam pelas extremidades dos apoios de braço da minha cadeira.

— Acabei de dar uma opinião sincera, senhorita Jauregui, mas, se faz questão de saber, acho que luxúria lasciva a um preço acessível terá mais apelo entre o público em geral. Mas não sei se...

— Eu concordo. Jauregui se levantou ajeitando a papelada. — Aí está seu ponto de partida, senhor Ogletree. Retomamos o assunto na semana que vem.

Fiquei ali sentada por um momento, aturdida com o rumo que as coisas haviam tomado. Então olhei para Troy, que parecia oscilar entre o espanto e o encantamento.

Eu me levantei e fui a primeira a tomar o caminho da porta. Minha atenção estava toda voltada para Jauregui, posicionada atrás de mim. A maneira como ela se movia, com uma elegância natural e uma economia de gestos absurda, era um atrativo excepcional. Eu não conseguia imaginá-la na cama como outra coisa além de dominante, deixando qualquer pessoa louca de desejo de fazer tudo o que ela mandasse.

Jauregui não saiu de perto de mim até chegarmos aos elevadores. Ela e Troy conversaram brevemente sobre os últimos eventos esportivos, mas, ao que parece, eu estava concentrada demais no efeito que ela causava sobre mim para me preocupar com conversas sem importância. Quando o elevador chegou, soltei um suspiro de alívio ao embarcar sozinha com Troy.

— Só um momento, Camila, Jauregui disse suavemente, puxando-me de volta pelo cotovelo. — Daqui a pouco ela desce, ela informou para Troy quando a porta do elevador se fechou diante de seu rosto atônito.

Jauregui não disse nada enquanto o elevador ainda estava por perto; depois acionou novamente o botão e em seguida perguntou:

— Você está dormindo com alguém?

A pergunta foi feita de maneira tão casual que eu demorei um pouco para registrar o que ela havia dito.

Inspirei profundamente.

— Por que está me perguntando isso?

Vi no seu olhar a mesma coisa que havia notado da primeira vez em que nos encontramos — uma energia absurda e um controle absoluto sobre mim. O que me fez dar um passo para trás involuntariamente. De novo. Pelo menos dessa vez eu não caí; já era alguma coisa.

— Porque eu quero comer você, Camila. Então preciso saber se existe alguém atrapalhando meus planos.

A compressão súbita que senti entre minhas coxas me obrigou a procurar apoio na parede para manter o equilíbrio. Ela chegou mais perto e me escorou, mas eu a mantive à distância com uma das mãos.

— Talvez eu não esteja interessada, senhorita Jauregui.

Um esboço de sorriso transpareceu em seus lábios e fez o que parecia impossível: deixou-a ainda mais bonita. Minha nossa...

A campainha assinalando a aproximação do elevador me causou um sobressalto, de tão tensa que eu estava. Eu nunca tinha me sentido tão excitada na minha vida. Nunca tinha me sentido tão implacavelmente atraída por outro ser humano. Nunca tinha me sentido tão ofendida por alguém que me atraía.

Entrei no elevador e me virei para ela.

— Até a próxima, Camila. – Jauregui sorriu.

As portas se fecharam e eu desmoronei sobre o corrimão de bronze, tentando me recompor.

Mal havia me endireitado novamente quando a porta se abriu e eu vi Troy andando de um lado para o outro no hall de entrada do nosso andar.

— Meu Deus, Camila, Troy murmurou, interrompendo-se de repente. — O que foi aquilo?

— Não faço a menor ideia, fui logo dizendo, louca para compartilhar a conversa confusa e ultrajante que havia tido com Jauregui, mas sabendo que meu chefe não era a pessoa mais indicada para isso. — Mas que diferença faz? Você já sabe que a conta é nossa.

— Acho que é mesmo. – Ele abriu um sorriso.

— Como diz minha amiga, você devia comemorar. Quer que eu faça uma reserva em um restaurante para você e Ally?

— Por que não? No Pure Food and Wine às sete, se conseguir. Se não der certo, nos surpreenda.

Mal havíamos voltado ao escritório de Troy quando ele foi interceptado pelos executivos — Michael Waters, CEO e presidente, além de Christine Field e Walter Leaman, a diretora— executiva e o vice—presidente do conselho, respectivamente.

Passei pelos quatro com a maior discrição possível e me recolhi à minha mesa.

Liguei para o Pure Food and Wine e implorei por uma mesa para dois. Depois de infinitas súplicas, a hostess enfim cedeu.

Deixei uma mensagem no correio de voz de Troy:

— Hoje é mesmo seu dia de sorte. Seu jantar está confirmado para as sete. Divirta-se!

Depois disso fui embora, ansiosa para chegar logo em casa.

~~

— Ela disse o quê?

Mani estava sentada no canto oposto do sofá modulado branco, balançando a cabeça negativamente.

— Pois é! Dei mais um gole no meu vinho. Era um sauvigon blanc gelado no ponto certo, que eu havia comprado a caminho de casa. — Minha reação também foi essa. Até agora não sei se essa conversa não foi uma alucinação causada por excesso de feromônios.

— E então?

Apoiei as pernas sobre o sofá e me recostei no canto.

— E então o quê?

— Você sabe o quê, Mila. Apanhando seu netbook de cima da mesa de centro, Mani o posicionou sobre suas pernas cruzadas. — Vai deixar essa passar?

— Eu nem conheço a mulher. Não sei nem o nome dela, e ela já me vem com uma proposta dessas.

— Ela sabe o seu. Mani começou a digitar no teclado. — E essa história da vodca? De pedir uma reunião com seu chefe?

A mão que eu estava passando pelos cabelos ficou paralisada.

— Troy é muito talentoso. Se Jauregui tiver algum bom senso para os negócios, vai saber aproveitar e explorar isso muito bem.

— Da capacidade dela para os negócios eu não duvido. Mani virou seu netbook e mostrou o site das Indústrias Cross, que ostentava uma belíssima foto do Crossfire. — Esse prédio é dela, Mila. Lauren Michelle Jauregui Cross é a dona do Crossfire, embora ela não goste de ser chamada pelo sobrenome Cross que carrega da família.

Droga. Meus olhos se fecharam. Lauren Michelle Jauregui Cross. O nome combinava com ela. Era sexy, elegante e sensual.

— Ela tem um departamento só para cuidar do marketing das subsidiárias. Um departamento com dezenas de pessoas, talvez.

— Pare com isso, Mani.

— Ela é bonita, rica e quer ir pra cama com você. Qual é o problema?

Olhei bem para ela.

— Vai ser muito esquisito esbarrar com ela o tempo todo. Quero ficar um bom tempo nesse emprego. Gosto muito do trabalho. Gosto muito de Troy. Ele me deixou fazer parte do processo, estou aprendendo muito com ele.

— Lembra o que o doutor Travis falou sobre riscos calculados? Quando seu analista diz pra você correr riscos, você ganha esse direito. Quer dizer que você pode lidar com isso. Você e Lauren são duas pessoas adultas. Ela voltou a atenção novamente para a busca que fazia na internet. — Uau. Aqui diz que há rumores de que ela seja intersexual, presentinho surpresa... E sabia que ainda faltam dois anos para ela fazer trinta? Imagine só a disposição...

— Imagine só a grosseria. Fiquei ofendida com o jeito como ela falou comigo. Detesto me sentir como uma vagina ambulante.

Mani parou e se virou para mim, seus olhos exalando compaixão.

— Desculpe, gata. Você é tão forte, tão mais forte do que eu. Duvido que cairia nas ciladas em que caio.

— Não acho que eu seja tão forte assim, pelo menos não o tempo todo. Desviei o olhar, porque não queria falar sobre tudo o que enfrentamos no passado. — Não que eu queira namorar ou coisa do tipo. Mas existem outras maneiras de dizer que você quer ir pra cama com uma pessoa.

— Você tem razão. Ela é bem arrogante e pretensiosa. Que fique morrendo de tesão por você até subir pelas paredes. Vai ser um castigo merecido.

Isso me fez rir. Mani sempre conseguia me fazer rir.

— Duvido que alguma vez ela tenha subido pelas paredes por causa de alguém, mas é uma fantasia divertida.

Ela fechou o netbook em uma atitude resoluta.

— O que vamos fazer hoje à noite?

— Pensei em ir ver a aula de krav maga daquele sujeito do Brooklyn. Eu tinha feito uma pesquisa durante a semana, depois de conhecer Austin Mahone no treino na academia, e a ideia de dispor de uma válvula de escape tão enérgica e brutal para o estresse me parecia cada vez mais interessante.

Eu sabia que não seria o mesmo que trepar loucamente com Lauren Jauregui, mas achava que seria bem menos perigoso para minha saúde.


Notas Finais


Espero que tenham gostado! Até a próxima♥


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