História Toda Sua - Camren (Adaptada) - Capítulo 6


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton
Tags Camren, Fifthharmony, Loveislove, Norminah
Exibições 69
Palavras 3.366
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Orange, Romance e Novela, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Pansexualidade, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Dois capítulos em um dia♥
Divirtam-se♥

Capítulo 6 - Capítulo 6


Horrorizada com a súbita intromissão na nossa privacidade, eu me sentei apressadamente no braço do sofá, ajeitando minha saia enquanto isso.

— ... da reunião das duas horas está aqui.

Precisei de alguns segundos intermináveis de pânico para perceber que Lauren e eu ainda estávamos sozinhas na sala, que a voz que eu tinha ouvido vinha de um alto-falante. Lauren se sentou na outra ponta do sofá, parecendo irritada, com a respiração ofegante. Sua saia lisa ostentava o volume de uma ereção impressionante. Os rumores eram verdade.

Apavorada, imaginei com que aparência eu deveria estar. E já tinha passado da hora de voltar ao trabalho.

— Meu Deus. — Lauren passou as mãos pelo cabelo. — Estamos no meio do expediente. E na porra do meu escritório!

Eu me levantei e tentei me recompor.

— Espere.

Ela veio até mim e levantou minha saia de novo.

Furiosa com o que quase havia acontecido quando eu deveria estar trabalhando, dei um tapa nas mãos dela.

— Pare com isso. Me deixe.

— Fique quieta, Camila — Ela disse com um sorriso, pegando nas mãos a barra da minha blusa de seda preta e a recolocando no lugar, de modo que ficasse ajustada e que os botões formassem de novo um arco perfeito em torno dos seios. Depois ela abaixou minha saia de volta, alisando-a com suas mãos seguras e competentes. — Prenda direito o cabelo.

Lauren vestiu o blazer, acomodando-se dentro dele antes de fechar os botões da camisa. Chegamos à porta no mesmo instante e, quando me abaixei para apanhar minha bolsa, ela me acompanhou no mesmo movimento.

Então pegou meu queixo e fez com que eu olhasse para ela.

— Ei — Ela disse com uma voz suave. — Está tudo bem?

Minha garganta queimava. Eu estava excitada, irritada e morrendo de vergonha. Nunca tinha perdido a cabeça dessa forma antes. E detestava o fato de isso ter acontecido com ela, uma mulher cuja noção de intimidade sexual era tão asséptica que me deixava deprimida só de pensar.

Livrei meu queixo do seu toque.

— Eu pareço estar bem?

— Você está linda e louca para trepar. Me deixou com tanto tesão que até dói. Estou a ponto de voltar para aquele sofá e fazer você gozar até não aguentar mais.

— Não dá pra acusar você de não ser direta, resmunguei, deixando claro que não estava ofendida. Na verdade, a brutalidade do desejo dela era um potente afrodisíaco. Apanhando a alça da bolsa, eu me pus de pé sobre as pernas bambas. Precisava me afastar dela. E, quando o dia de trabalho terminasse, precisava de um tempo sozinha com uma boa taça de vinho.

Lauren também se levantou.

— Vou apressar tudo aqui pra terminar até as cinco. Aí desço pra pegar você.

— Não, senhora. Isso que aconteceu agora não muda nada.

— É claro que muda.

— Não seja arrogante, Jauregui. Posso ter perdido a cabeça por um momento, mas isso não significa que eu queira o mesmo que você.

Seus dedos agarraram a maçaneta da porta.

— Você quer, sim. Só não quer que seja da maneira como estou oferecendo. Só precisamos alinhar alguns pontos.

Outra vez a linguagem de negócios. Fria e impessoal. Comecei a me irritar de novo.

Pus minha mão sobre a dela e abri a porta, passando por baixo de seu braço para empurrá-la. Seu secretário se levantou rapidamente, assim como a mulher e os dois homens que esperavam por Lauren. Ouvi quando ela disse:

— Scott vai conduzi-los até minha sala. Volto em um instante.

Ela me alcançou na recepção, passando o braço pelas minhas costas e me agarrando pelo quadril. Eu não queria causar nenhum constrangimento, então esperei até chegar ao elevador para afastá-la.

Ela não se abalou e apertou calmamente o botão.

— Até as cinco, Camila.

Não tirei os olhos do botão do elevador.

— Estou ocupada.

— Até amanhã então.

— Tenho compromisso no fim de semana.

Ela entrou na minha frente e perguntou com a voz firme:

— Com quem?

— Isso não é da sua...

Lauren cobriu minha boca com a mão.

— Chega. Só me diga quando, então. E, antes que se sinta tentada a dizer nunca, dê uma boa olhada e me diga se pareço ser uma mulher que desiste facilmente.

Sua expressão estava séria, e seu olhar era concentrado e determinado. Estremeci. Não tinha certeza se podia confiar na minha capacidade de resistir a Lauren Jauregui.

Engolindo em seco, esperei que ela tirasse a mão de mim e falei:

— Acho que nós duas precisamos esfriar um pouco a cabeça. Pensar um pouco.

Ela insistiu.

— Segunda depois do expediente.

O elevador chegou e eu entrei. Virando para ela, dei minha resposta:

— Segunda na hora do almoço.

Assim teríamos só uma hora, e eu teria um bom motivo para fugir.

Antes de as portas se fecharem, ela ainda disse:

— Eu não vou desistir, Camila.

Soou mais como uma ameaça do que como uma promessa.

— Não se preocupe Camila— Tranquilizou Troy quando cheguei à mesa, às duas e quinze. — Você não perdeu nada. Tive um almoço demorado com o senhor Leaman. Também acabei de chegar.

— Obrigada.

Por mais que ele me tranquilizasse, eu ainda estava me sentindo muito mal. Minha produtiva manhã de sexta-feira no trabalho parecia ter ficado em um passado longínquo.

Trabalhamos sem parar até as cinco, conversando sobre um cliente do ramo de fast-food e tendo algumas ideias para um anúncio de uma rede de mercearias especializadas em produtos orgânicos.

— Pepinos nós temos de sobra— Troy havia dito em tom de brincadeira, sem saber que isso se aplicava perfeitamente à minha vida pessoal.

Eu tinha acabado de desligar o computador e estava pegando a bolsa quando o telefone tocou. Olhei para o relógio, que mostrava exatamente cinco horas, e pensei em ignorar a ligação, uma vez que tecnicamente o expediente já havia terminado. Mas, como eu ainda estava me sentindo culpada por causa do almoço de duas horas, atendi como uma forma de penitência.

— Escritório de Ttroy...

— Camila, querida. Richard me disse que você esqueceu o celular no escritório dele.

Soltei uma bufada e me joguei de volta na cadeira. Conseguia até ver o lencinho na mão que acompanhava aquele tom de voz especialmente ansioso da minha mãe. Era muito irritante, mas também era de cortar o coração.

— Oi, mãe. Tudo bem?

— Ah, estou ótima. Obrigada por perguntar. — Minha mãe tinha uma voz ao mesmo tempo infantil e sussurrante, uma mistura de Marilyn Monroe e Scarlett Johansson. — Clancy já deixou o celular na portaria do seu prédio. Você não deveria sair sem ele. Nunca se sabe quando se vai precisar ligar para alguém...

Eu já vinha planejando uma forma de manter aquele telefone e encaminhar as chamadas para outro que minha mãe não tivesse registrado, mas naquele momento essa não era minha prioridade.

 — O que o doutor Petersen falou sobre você rastrear meu telefone?

O silêncio do outro lado da linha era revelador.

 — O doutor Petersen sabe que eu me preocupo com você.

Coçando o nariz, eu falei:

— Acho que está na hora de fazermos outra consulta conjunta, mãe.

— Ah... claro. Ele inclusive falou que gostaria de ver você de novo.

Provavelmente por achar que você não está dizendo toda a verdade. Mudei de assunto.

— Estou adorando o novo emprego.

— Que maravilha, querida! Seu chefe está tratando você bem?

— Sim, ele é ótimo. Não poderia ser melhor.

— Ele é bonito?

Eu sorri.

— Sim, muito. Mas é comprometido.

— Que coisa. Os melhores sempre são. — Ela riu, e meu sorriso se abriu ainda mais. Eu adorava vê-la feliz. Gostaria que passasse mais tempo assim. — Mal posso esperar para ver você no jantar beneficente.

Sinuhe Cabello Stanton se sentia em casa em eventos sociais, uma beldade radiante acostumada a receber grandes doses de atenção masculina a vida toda.

— Vamos aproveitar o dia juntas também— disse minha mãe mais baixo. — Eu, você e Normani. Podemos ir a um spa e nos embelezar. Tenho certeza de que você está precisando de uma massagem depois de trabalhar tanto.

— Seria bom, com certeza. E sei que Mani ia amar.

— Ah, estou tão animada! Posso mandar um carro até sua casa às onze?

— Vou estar esperando.

Desliguei, recostei-me na cadeira e soltei um suspiro. Estava precisando muito de uma banheira quente e de um orgasmo. Pouco importava se Lauren Jauregui descobrisse que eu me masturbava pensando nela. Minha frustração sexual estava enfraquecendo minha posição naquele jogo, uma fraqueza que eu sabia que ela não tinha. Com certeza haveria um orifício Pré-aprovado à sua disposição antes do fim do dia.

Enquanto trocava os saltos pelos tênis, o telefone tocou de novo. Minha mãe raramente permanecia relaxada por muito tempo. Os cinco minutos que se passaram desde nossa conversa devem ter sido suficientes para ela perceber que a questão do celular ainda não estava resolvida. Mais uma vez, pensei em ignorar o telefone, mas não queria levar nada de ruim comigo para casa depois de um dia como aquele.

Atendi com minha saudação habitual, mas sem o mesmo entusiasmo.

— Ainda estou pensando em você.

A voz rouca e aveludada de Lauren tomou conta de mim sem nenhuma resistência, o que me fez perceber que eu ansiava por ouvi-la de novo.

Meu Deus. O desejo era tão intenso que era como se ela tivesse se tornado uma droga para meu corpo, a única fonte de uma sensação inigualável.

— Ainda estou sentindo você, Camila. Seu gosto. Estou de pau duro desde que saiu, apesar de duas reuniões e uma teleconferência. Estou em desvantagem. Faça suas exigências.

— Ah, murmurei. — Deixe-me ver.

Eu a deixei esperando, e abri um sorriso ao me lembrar do comentário de Mani sobre fazê-la subir pelas paredes.

 — Humm... Não consegui pensar em nada. Mas tenho alguns conselhos de amiga. Procure uma mulher que esteja babando por você e faça com que se sinta uma deusa. Trepe com ela até nenhuma das duas aguentar mais. Quando me encontrar na segunda-feira, você já vai ter esquecido tudo isso, e sua vida vai voltar à sua ordem obsessiva-compulsiva.

Um som de atrito se tornou audível ao telefone, o que me fez pensar que ela estava se remexendo na cadeira.

— Desta vez vou deixar passar, Camila. Mas, da próxima vez que insultar minha inteligência, vai levar um tapa na bunda.

— Não gosto desse tipo de coisa.  — E ainda assim, naquele tom de voz, aquela ameaça tinha me deixado excitada. Ela era perigosa, com certeza.

— Veremos. Enquanto isso, me fale do que você gosta.

Eu me levantei.

— Sua voz é perfeita para fazer sexo por telefone, mas preciso ir. Tenho um encontro com meu vibrador.

Eu deveria ter desligado naquele momento, para que minha recusa tivesse um efeito dramático, mas queria ouvir quando ela engolisse em seco, como eu imaginava que faria.

Além disso, eu estava me divertindo.

— Ah, Camila. — Lauren disse meu nome em uma espécie de suspiro esvaído. — Você quer que eu implore, não é mesmo? O que eu preciso fazer pra entrar nessa brincadeira com seu amiguinho movido a pilha?

Ignorei ambas as perguntas e ajeitei a bolsa sobre o ombro, feliz por saber que ela não estava vendo como minha mão tremia. Eu não estava nem um pouco disposta a falar sobre meu vibrador com Lauren Jauregui. Nunca conversei abertamente sobre masturbação com alguém, muito menos com alguém cujas verdadeiras intenções eu desconhecia.

— Meu amiguinho e eu temos uma relação bem clara; quando a brincadeira acaba, sabemos exatamente quem foi usado, e esse alguém nunca sou eu. Boa noite, Lauren.

Desliguei e tomei o rumo das escadas, tendo em mente que descer aqueles vinte andares serviria tanto para evitar encontros indesejáveis como para compensar o fato de que naquela noite eu não iria à academia.

Fiquei tão feliz ao chegar em casa no fim daquele dia que entrei praticamente dançando no apartamento. Meu suspiro de alívio — — Nossa, como é bom estar em casa! — e os rodopios que o acompanharam foram suficientes para atrair a atenção do casal que estava sentado no sofá.

— Opa— eu disse, encolhendo-me de vergonha. Mani não estava fazendo nada muito comprometedor quando entrei, mas a proximidade com que estavam sentadas sugeria alguma intimidade.

Pensei em Lauren Jauregui, que era capaz de eliminar a intimidade dos atos mais íntimos que alguém é capaz de imaginar, com certo mau humor. Eu já tinha feito sexo casual e mantido relações sem nenhum compromisso, e ninguém sabia melhor que eu que fazer sexo e fazer amor eram coisas bem diferentes, mas nunca seria capaz de enxergar o sexo como algo mecânico, como um aperto de mãos. O fato de Lauren encarar a coisa dessa forma me entristecia, apesar de ela não ser o tipo de mulher que despertasse compaixão ou pena.

— Oi, gata — Mani me cumprimentou, ficando de pé. — Queria mesmo que você chegasse antes de Dinah ir embora.

— Tenho aula daqui a uma hora—  explicou Dinah, contornando a mesa de centro enquanto eu punha minha bolsa em um banquinho junto ao balcão. — Mas fico feliz de ter conseguido ver você antes de ir embora.

— Eu também. — Apertei sua mão quando ela a estendeu para mim, aproveitando a chance para examiná-la de relance. Tinha mais ou menos a minha idade. Ela era bem mais alta do que eu e tinha curvas de tirar o fôlego.. Cabelos loiros e lisos e olhos escuros redondinhos.

— Se importa se eu beber uma taça de vinho? — perguntei. — Tive um dia difícil.

— Vai fundo— respondeu Dinah.

— Eu também quero uma. — Mani se juntou a nós no balcão. Usava uma calça jeans skinning preta e um lindo top cropped vermelho. Um visual sensual e elegante, que realçava de maneira fenomenal seus cabelos castanhos maravilhosos.

Fui até a adega e puxei uma garrafa qualquer.

Dinah entrelaçou os dedos uns nos outros e ficou se balançando sobre os calcanhares, falando baixinho com Mani enquanto eu abria e servia o vinho.

O telefone tocou, e eu atendi.

— Alô?

— Alô, Camila? Aqui é Austin Mahone.

— Oi, Austin. Apoiei o quadril no balcão. — Tudo bem?

— Espero que não se importe de eu telefonar. Foi seu padrasto que me passou o número.

Argh. Stanton já tinha me incomodado demais em um só dia.

— Não, tudo bem. Algum problema?

— Sendo bem sincero? Nenhum. Seu padrasto foi a melhor coisa que nos aconteceu. Ele vai financiar algumas reformas para a segurança do espaço e outras melhorias que precisavam ser feitas. É por isso que estou ligando. Não vamos abrir na semana que vem. As aulas só vão voltar na outra segunda.

Fechei os olhos, tentando reprimir um grito de desespero. Não era culpa de Austin se Stanton e minha mãe eram maníacos controladores. Obviamente, eles não eram capazes de entender a ironia em tentar me defender enquanto estivesse cercada de pessoas treinadas para fazer exatamente isso.

— Parece ótimo. Mal posso esperar. Estou muito animada para começar a treinar com você.

— Eu também. Vamos trabalhar duro, Camila. Seus pais vão ver como o investimento deles vai valer a pena.

Servi uma taça cheia para Mani e dei um gole enorme na minha. Nunca deixei de me surpreender diante do efeito que o dinheiro era capaz de causar. Só que, mais uma vez, a culpa não era de Austin.

— Por mim tudo bem.

— Vamos começar assim que estiver tudo pronto. Seu motorista já está com os horários.

— Legal. A gente se fala, então. —  Quando desliguei, vi o olhar que Dinah lançou na direção de Mani quando pensou que nenhum de nós dois estávamos olhando. Era um olhar meigo e cheio de ternura, o que me lembrava de que meus problemas podiam esperar. — Que pena que eu peguei você de saída, Dinah. Você pode sair pra comer uma pizza na quarta? Seria bom ter tempo pra falar alguma coisa além de oi e tchau.

— Tenho aula. — Ela me ofereceu um sorriso de lamento e lançou outro olhar de soslaio para Mani. — Mas na terça eu posso.

— Seria ótimo. — Eu sorri. — A gente pode comer aqui mesmo e ver um filme.

— Eu adoraria.

Fui recompensada com um beijo, que Mani me mandou enquanto acompanhava Dinah até a porta. Quando ela voltou para a cozinha, pegou sua taça de vinho e falou:

— Vamos lá. Desembucha, Mila. Você parece estar bem estressada.

— Estou mesmo—  confirmei, apanhando a garrafa e me dirigindo à sala.

— É a Lauren Jauregui, né?

— Ah, sim. Mas não quero falar dela agora. — Apesar de os fins de Lauren serem louváveis, seus meios eram deploráveis. — Vamos falar de você e Dinah. Como se conheceram?

— Foi em um trabalho. Dinah trabalha meio período como assistente de fotógrafo. Sexy ela, né? Seus olhos brilhavam de felicidade. — E super gentil. À moda antiga.

— Quem diria que isso ainda existe? — resmunguei antes de matar minha primeira taça.

— O que você quer dizer com isso?

— Nada. Desculpe, Mani. Dinah me pareceu ótima e claramente gosta de você. Ela estuda fotografia?

— Veterinária.

— Uau. Que incrível.

— Também acho. Mas vamos esquecer um pouquinho Dinah. Me fale sobre o que está incomodando você. Ponha tudo pra fora.

Eu suspirei.

— Minha mãe. Ela descobriu que eu vou fazer aula com Austin e está surtando.

— Quê? Como ela descobriu? Juro que não contei pra ninguém.

— Eu sei que não. Nem desconfiei de você. Apanhando a garrafa de cima da mesa, reabasteci minha taça. — Escuta só. Ela rastreou meu celular.

Mani ergueu as sobrancelhas.

— Sério? Isso é meio... assustador.

— Pois é! Foi isso que eu falei, mas Stanton não quer me ouvir.

— Que coisa. — Ela passou a mão pela franja comprida. — E o que você vai fazer?

— Comprar um telefone novo. E conversar com o doutor Petersen para ver se ele consegue fazer minha mãe agir com um pouco de bom senso.

— Boa ideia. Dedurar para o analista. Então... como andam as coisas no trabalho? Ainda na fase do encantamento?

— Com certeza. — Deitei a cabeça nas almofadas do sofá e fechei os olhos. — O trabalho e você estão salvando minha vida neste momento.

— E aquela zilionária gostosa que quer transar com você? Vai, Mila. Você está me matando de curiosidade. O que rolou?

Contei tudo para Mani, claro. Queria sua opinião sobre o assunto. Quando terminei, ela ficou em silêncio. Levantei a cabeça para olhá-la e a surpreendi mordendo os lábios, com os olhos brilhando.

— Mani? O que foi?

— Essa história me deixou excitada. — Ela riu, e o som de sua gargalhada profunda varreu boa parte da minha irritação para longe. — Ela deve estar muito confusa agora. Eu pagaria um bom dinheiro pra ver a cara dela quando ameaçou dar um tapa na sua bunda.

— Não acredito que ela disse aquilo. — Só a lembrança da voz de Lauren ao fazer a ameaça já fez as palmas das minhas mãos ficarem suadas o bastante para deixar uma mancha na taça de vinho. — Vai saber o que mais ela curte...

— Não tem nada de estranho em gostar de uns tapinhas na bunda. Além disso, ela estava mandando ver no papai-e-mamãe no sofá, então não deve ter nada contra fazer só o básico... ainda não acredito que aqueles rumores eram verdadeiros—  Mani desabou no sofá, com um sorriso radiante iluminando seu lindo rosto. — Você está sendo um grande desafio para uma mulher que obviamente adora ser desafiada. E ela está disposta a fazer concessões por você, o que com certeza não está acostumada a fazer. Diga logo pra ela o que quer.

Dividi entre nós o que sobrou do vinho, sentindo-me um pouquinho melhor agora que tinha certa quantidade de álcool nas veias. O que eu queria, afinal? Além do óbvio?

— Somos totalmente incompatíveis.

— É assim que você chama o que aconteceu naquele sofá?

— Ah, Mani. Vamos cair na real. Ela me conheceu no saguão do prédio e já foi logo dizendo que queria me comer. Do nada. Até uma pessoa que você conhece num bar e leva pra casa faz mais por merecer do que ela. Ei, como é que você chama? Você vem sempre aqui? Está acompanhada? O que está bebendo? Quer dançar? Você trabalha aqui perto?

— Tudo bem, tudo bem. Entendi. — Mani deixou a taça sobre a mesa. — Vamos sair. Ir a um bar. Dançar até não aguentar mais. Quem sabe encontrar umas minas ou uns carinhas pra conversar com você.

— Ou pelo menos me pagar uma bebida.

— Ei, Lauren ofereceu uma bebida pra você no escritório dela.

Balancei a cabeça e fiquei de pé.

— Dane-se. Vou tomar um banho e já vamos.


Notas Finais


Gostaram? ♥ Até♥


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