História Toda Sua - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Justin Bieber
Personagens Justin Bieber
Tags Danielle Campbell, Justin Bieber, Toda Sua
Exibições 973
Palavras 3.746
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


NOTAS FINAIS! NOTAS FINAIS! NOTAS FINAIS!
— Boa Leitura!!!!!

Capítulo 2 - Sounds like an Angel


Fanfic / Fanfiction Toda Sua - Capítulo 2 - Sounds like an Angel

Nunca fui de analisar as pessoas fisicamente, na verdade essa não era uma das minhas prioridades.  Nunca parei para observar os poucos indivíduos do sexo masculino que conheci, não sabia exatamente qual era o padrão de beleza, visto que a aparência não era uma das mais importantes para mim, como já havia dito.  Eu prezo muito uma pessoa que possua um bom coração, não importa suas características físicas. Mas aqui, parada em frente a este homem loiro e bronzeado me faz pensar que ele é completamente fora do padrão de beleza que eu tinha em mente.  Ele possuía uma beleza única e máscula.  Nunca estive na presença de um homem que exalasse tanta testosterona e confiança como este loiro de cabelos dourados em minha frente.

Os olhos castanhos captaram os meus enquanto eu o analisava. Droga, fui pega em flagrante. Um sorriso de canto surge em seus lábios, como se comprovassem meus pensamentos. É, ele sabe.

— Creio que ainda não conheceu o apartamento, correto? — ele pergunta passando suas mãos pelo pescoço indo até a parte de trás da sua cabeça, fazendo um movimento de vai e volta em sua nuca.

— Não vi nada ainda para ser sincera.  — agradeço por minha voz sair normal.

— Bem, me acompanhe. Irei te mostrar tudo. — ele passa por mim e caminha até a porta, abre a mesma e fica parado esperando.

Respiro fundo e faço meu caminho até a porta passando por ele e sentindo seu perfume forte e marcante preso no ar ao seu redor.

Começamos a caminhar pelo corredor, eu andava um pouco mais a frente um tanto intimidada por está sozinha com ele, até que sinto mãos grandes encostando em minhas costas,  deixando sua mão quente pousada lá enquanto me guiava para fora do corredor. Meu corpo ficou tenso com o contato, não sou muito acostumada com esses toques, ainda mais feitos por homens.  

Seu corpo estava ao meu lado, andando lado a lado comigo.  Eu podia sentir o calor da sua mão, mesmo que a minha blusa separasse nosso contato puro. Meu coração batia rápido de nervosismo e um sentimento desconhecido por mim.  Sinto uma necessidade de tocá-lo também, mas me contenho. Preciso sair de perto desse senhor.

— Como você pode ver, essa é a sala de estar. — ele fala enquanto passamos pelo cômodo que eu havia estado pouco tempo atrás. Eu observei tudo com mais calma.  O sofá branco e grande era tão sofisticado. A grande televisão de frente para nós, o tapete de aparência fofinha e o centro entre o sofá e a televisão, fora os enfeites nas paredes e ao redor da enorme sala. Tudo na medida certa, sem exageros.

Justin fez uma leve pressão em minhas costas e quando eu o olhei ele fez um sinal para prosseguirmos.  Andamos por uma pequena divisória a direita da sala e lá estava uma cozinha nas cores branca, preta e prata.  Tudo estava tão limpo e em perfeito estado, como se ninguém tivesse usado ela antes. Havia quatro bancos altos perto de uma bancada, não tinha mesa de jantar, mas assim que olho para o outro lado da cozinha, em um outro cômodo eu podia ver uma parte da mesa e da cadeira, então percebo que a sala de jantar fica separada da cozinha.  

Continuamos o percurso, atravessando em seguida pela sala de jantar, nesse cômodo não havia muito para se ver, mas vem no meio dela,  havia um piano de calda preto. A peça era tão linda e delicada quanto o som que saía dela, tinha uma aparência brilhosa e de repente eu sinto uma necessidade de passar a mão nesse belíssimo instrumento. Gostaria de saber tocar, pois adoro o som suave que o piano revela ao tocar-lhe as teclas.

— Você toca?  — eu pergunto o encarando pela primeira vez desde que saímos do seu escritório. Sua mão permanece em minhas costas.

— Sim, me relaxa quando estou com a cabeça cheia de problemas. — ele diz calmamente e sem pressa. — Bem, vamos para o andar de cima.

— Claro.

Retornamos por onde viemos,  entramos na sala e já posso avistar a escada em espiral.  Quando nos aproximamos da mesma, eu suspiro surpresa ao sentir sua mão se movendo pelas minhas costas, enlaçando minha cintura. Sua mão quente rodeando minha cintura faz meu coração bater tão rápido quanto uma batedeira ligada na velocidade mais rápida. Subimos as escadas juntos, meu corpo tenso e o dele tranquilo e relaxado ao meu lado.  Não sei por que estou pensando nisso, talvez seja algo normal que se faz ao receber alguém. Preciso me acostumar com os modos das pessoas agora que minha vida não está mais no convento que fui criada.

Assim que estamos no segundo andar, eu percebo três portas no corredor,  obviamente devem ser os quartos. Passamos pela primeira porta fechada a esquerda,  logo estamos em frente a porta que ficava a direita.

— Aquele é o meu quarto, — ele aponta para a porta branca que fica de frente para o corredor. — Este é o seu quarto.  — dessa vez aponta para a porta a minha frente.

Eu coloco minha mão sobre à maçaneta e giro-a.  Assim que a porta se abre eu fico surpresa com o grande quarto branco, eu entro dentro do cômodo encarando tudo ao meu redor. Não sei por que eu estou tão surpresa com isso, já que eu havia visto como o apartamento era enorme.  Mas creio que o fato de ter um quarto tão grande e só pra mim me deixa surpresa. Nunca pensei em viver com algum luxo.

Havia uma grande cama no meio do quarto, com os seus forros sem um amasso se quer, tudo era na cor branca. Havia uma penteadeira na parede em frente a capa, e ao lado encontrava a porta do meu futuro closet aberto, e a outra porta deveria ser o banheiro. Um banheiro só pra mim, que ótimo! Caminho até o centro do quarto dando um giro 360° para observar todo o espaço, esquecendo que Justin estava presenciando tudo. Olhei para uma poltrona preta ao lado da cama e noto minha pequena mala, simples e surrada, em cima dela. Coitadinha dela, parecia deslocada em cima dessa poltrona que aparentava ser cara.

— É tão grande! — falo para Justin, que permanecia na entrada me observando. Um sorriso grande aparece em meus lábios, minhas bochechas inflam com isso. — Nunca tive um quarto como esse, muito obrigada, Justin! — eu sorrio para ele.

— Não precisa me agradecer. — ele sorri para mim, sinto minhas bochechas ficando vermelhas. Ele só podia ter algum sorriso mágico, pois só em sorrir pra mim me fez querer sorrir de volta. Mas me contive. — Morando comigo, Ariel, você terá tudo que merece. Somente o melhor.

Seus olhos ficaram cada vez mais intensos com cada palavra que ele dizia. Tão profundo em suas palavras.

— Percebi isso desde que entrei aqui. Tudo é tão caro, limpo... Totalmente diferente do que eu estava acostumada.

— Eu compreendo. — é só o que sai pela sua boca.

Ficamos em silêncio por alguns instantes, eu olhava para o quarto e  olhava em seguida para Justin, repetindo isso por mais algumas vezes. Ele olhava em minha direção, mas parecia está tão longe, perdido em seus pensamentos, que mal notaria se eu começasse a andar em sua direção. Mas mesmo assim, permaneci quita. Não tinha mais nada para se falar nesse momento. A vergonha de não saber como conversar com alguém por ser tímida e não ter um assunto é sufocante.

— Bem, acho melhor eu arrumar as minhas coisas e descansar um pouco. — eu digo por fim, um modo sutil de dispensá-lo para que eu possa enfim ficar um pouco comigo mesma.

— Claro. — ele sorri sem mostrar os dentes e faz um movimento para sair do quarto. — Eu vou precisar sair para resolver umas coisas fora, mas não demorarei. Qualquer coisa pode procurar por Nora.

— Tudo bem.

Com uma ultima olhada, eu o vejo fechar a porta.  Respiro fundo e olho para a janela fechada do quarto, o céu frio e cinza de Manchester estava evidente como de costume, olho para a cama e caminho até a mesma, logo deitando meu corpo em cima do colchão e edredom fofo. Tão macia.

Fechando os olhos e respirando o cheiro de novo que a cama exalava, meus pensamentos me levam para um certo loiro, alto e bronzeado, que com certeza não era devido ao clima da Inglaterra. Não entendo bem o porquê dele está em minha mente, mas é tão natural o modo que sua imagem aparece em minha mente, como se o conhecesse a anos. Na minha cabeça, eu posso ver com mais calma cada detalhe do seu rosto, o cabelo impecável, o nariz — quase — perfeito e afilado e o que eu mais achei interessante e bonito nele: seus olhos. Não eram castanhos escuros comuns e que todo mundo espera ver, era algo mais suave, cor de mel, talvez? Não sei, avelã seria mais apropriado? Não tenho certeza, porém sei que são magníficos e envolventes. Rio baixo com esses pensamentos, achando um pouco de graça por está analisando um homem que mal conhecia, mas que no momento era meu lar. Com pensamentos diversos, acabo sendo levada para a escuridão e eu nem mesmo tinha feito minha mala.

* * *

Meus olhos se abrem vagarosamente, com uma imensa vontade de ficar deitada entre os lençóis — agora bagunçados — da cama, forço-me a me levantar. Sentada na cama observo mais uma vez, com mais atenção. Com os olhos e o corpo cheios de preguiça, eu observo a grande televisão em frente a cama, no meio da parede branca, na cabeceira ao lado o relógio digital marcava meio hora depois das seis da tarde. Dormi demais! Como se não bastasse ter dormido praticamente o dia todo, minha barriga começa a reclamar de fome. Já fazia muito tempo desde a última refeição que fiz. Jogando os meus pés para fora da cama, eu espreguiço meu corpo soltando um gemido em seguida. Preciso urgentemente de um banho.

Olho a poltrona que tinha perto da cama e vejo que minha mala já não estava mais aonde eu havia deixado, viro-me e olho na direção do closet e começo a caminhar até ele. Assim que ligo as luzes, me surpreendo com o tamanho do lugar. Tão grande para as minhas poucas coisas. No canto direito, minhas roupas já estavam nos lugares. Os vestidos estavam ocupando alguns cabides, as saídas estavam dobradas, passadas e organizadas em uma prateleira. No outro espaço, minhas blusas ocupavam algumas cabides e na parte de baixo, meus sapatos estavam colocados um ao lado do outro: no total eram apenas quatro pares de calçados, mas para mim estava suficiente. Havia ainda tanto espaço vazio que minhas roupas se tornavam insignificantes perto desse lugar.

Suspiro e caminho até os meus vestidos, escolho um branco simples e leve. Acho que o usaria para dormir essa noite, já que eu não tinha uma roupa para dormir e esse era algo realmente para usar em casa. Olho algumas gavetas até encontrar minhas peças intimas.

Assim que fecho a porta do banheiro, meu reflexo no grande espelho do banheiro se faz presente. Meu cabelo estava um pouco bagunçado, mas nada que me desse uma má aparência, então hoje eu não iria precisar lavá-los.

Quando a água gelada bate contra minha pele morna, um choque percorre por todo meu corpo, meus pelos se ouriçam e deixo um gritinho escapar entre meus lábios e logo em seguida uma risada. Adoro um banho de água gelada, por mais que o clima não seja tropical, não trocaria a sensação de limpeza que a água gelada trás em meu corpo, além do mais, me relaxa e é ótima para ajudar os pensamentos. Escorrego o sabonete por todo o meu corpo, lavo meus ombros, meus seios — dou-lhes uma pequena massagem fazendo espuma sobre os mesmos —, minhas partes íntimas e todo o resto. Gosto de sentir o perfume doce do sabonete em minha pele.

Fecho registro e abro a porta do Box, saindo e logo pegando a grande e macia toalha. Depois de ter meu corpo seco, caminho até as minhas roupas e começo a me vestir. Não quero ficar tanto tempo trancada dentro deste quarto, quero interagir com todos da casa, com Justin, principalmente. Será que já havia retornado para casa?

* * *

— Ai está você, menina! — exclama a governanta Nora. — Pensei que não iria sair daquele quarto hoje.

Eu sorrio para ela enquanto me aproximo.

— Eu acabei dormindo. Aquela cama é tão confortável que eu poderia ficar deitada o dia todo. — eu rio com minha confissão.

— Você é um amor de menina, já lhe disseram isso? — ela diz enquanto cortava algumas coisas para o jantar, creio eu.

— Para dizer a verdade não, nunca disseram-me algo assim. — ela olha para mim e sorrir. Volta a mexer com a faca, agilmente cortando e cortando.

— Você trará muita coisa boa para essa casa.

— Você acha mesmo isso? — me aproximo dela.

— Claro que sim, menina. Essa casa estava precisando mesmo de uma áurea feminina. E Justin precisava mesmo de uma companhia.

Eu sorrio para ela, em seguida, uma coisa martela em minha mente e eu não consigo me conter.

— Nora,... Por que ele me adotou? — eu franzo o cenho — Não quero ser mal agradecida, mas ele é tão jovem e...

— Como eu havia dito, menina, ele precisava de uma companhia. De alguém que o ajude a esquecer o passado e os problemas. — ela corta a minha fala, deixa a faca de lado e olha para mim. — Eu o conheço desde que era um menino, garanto-lhe que ele é uma boa pessoa, mas é muito difícil de lidar ás vezes.

— Não acho que ele seja uma pessoa difícil de lidar. Me parece ser bem pacífico, na verdade. — confesso.

— Este é apenas o seu primeiro dia aqui, menina. Vai ver o quão rabugento esse homem pode ser, tão ranzinza que ás vezes tenho vontade de dar-lhe umas boas palmadas. — ela cai na risada com sua ultima frase e eu a acompanho. Nora tem um ótimo senso de humo.

— Está preparando o nosso jantar? — pergunto, mudando um pouco o assunto. Já que o cheiro da carne estava começando a tomar conta de toda a cozinha. Minha fome pareceu aumentar com o cheiro da comida sendo preparada.

— Sim. Hoje teremos carne assada, purê, arroz e salada.

— Não vou mentir, estou morrendo de fome. Não vejo a hora do jantar chegar.

Ela sorri com minha fala.

— O jantar estará pronto em um momento. Por que não vai chamar o menino lá em cima para que possa fazer a refeição.

— Ele já está em casa? — pergunto. Meu corpo se anima surpreendentemente, as batidas do meu coração aumentam o ritmo somente com a informação que ele está em casa.

— Sim, menina. Chegou pouco antes de você descer, deve ter ido tomar banho.

— Bem, então eu irei chamá-lo. — eu digo. Vejo-a concordar com a cabeça antes de me virar e refazer meu caminho até as escadas.

Degrau por degrau, eu subo até o segundo andar do apartamento. Tenho vontade de dar a volta e desistir da idéia de chamá-lo e de está em um lugar — mesmo que seja por alguns segundos —  sozinha com ele. Não me sinto totalmente segura em sua presença, não que ele me assuste, não é isso. Porém ele me desconcerta, me deixa sem saber o que falar ou fazer, mal consigo raciocinar.  Sem contar o jeito que eu fico olhando-o, não me reconheço, nunca fui assim, nunca precisei encarar ou observar alguém por muito tempo, mas eu o faço quando é ele. Gosto de olhá-lo e analisá-lo. Tentar entender um pouco quem ele é. Gosto do jeito que as roupas ficam bem em seu corpo e do cheiro forte do seu perfume. Aposto que o cheiro do seu perfume ficaria grudado em qualquer coisa que ele toque por alguns minutos. Eu poderia cheirar e cheira até... Não, o que eu estou pensando. Isso é ridículo. Absurdamente ridículo e sem escrúpulos algum!

Parada em frente a porta eu entro em guerra comigo mesmo, sem saber direito o motivo para tal ato. Não sei por que estou agindo assim, é estranho e totalmente sem motivo. Acho que talvez eu esteja reagindo assim por está em uma casa nova, com pessoas novas e minha mente está tentando me deixar desconfortável criando coisas em meus pensamentos. Provavelmente deve ser isso. Acho que eu mesmo estou criando isso como um modo de fugir da minha nova realidade. Fico até envergonhada em ter pensamentos tão desrespeitosos para com alguém tão bom quanto Justin. Um homem centrado e respeitador.

Assim que elevo minha mão para bater na porta, ela se abre e com a minha mão ainda no ar eu observo Justin vestido apenas com uma calça de moletom com a barra de sua cueca branca aparecendo. Seu peito era duro e com músculos nos lugares certos, nada exagerado, mas não era imperceptível. Seu cabelo ainda estava úmido provando que saiu do banho a pouco tempo.

— Olá Ariel. — sua voz rouca penetra meus ouvidos e me faz acordar do pequeno transe. Abaixo minha mão corando como uma louca, meu rosto deveria está tão rosa nesse momento, será que ele percebeu algo? Tomara que não, será constrangedor. Mas se ele percebeu também não demonstrou.

Tão calmo e seguro, como ele consegue?

— Olá — digo olhando eu seus olhos castanhos — Desculpe, não queria atrapalhar. Só vim te chamar para o jantar.

— Não, você não está me atrapalhando. — ele passa a mão pelos seus cabelos e se escora no borda a porta. — De qualquer maneira, eu já estava descendo para a cozinha. Teremos carne assada hoje. Não perderia por nada.

Eu rio com suas palavras.

— Realmente, pelo cheiro a comida dela deve ser maravilhosa.

— Você realmente precisa provar, é de dar água da boca. — ele passa a língua pelos lábios. Meu minha respiração fica mais forte com esse ato e trato logo de desviar minha visão para a parede branca.

— Bom, então eu já vou descendo — digo tentando me sair dessa situação sufocante.

— Espere um momento que eu irei descer com você. — ele voltou para dentro do quarto, quando retornou estava com o celular em mãos, sorriu de lado para mim e fechou a porta atrás dele.

Caminhamos pelo corredor, mas o silêncio não demorou muito, pois a voz rouca e preencheu o corredor mais uma vez.

—  O que está achando daqui?

— Sobre morar aqui? — ele assentiu. — Bem, não posso reclamar. Esse ainda é meu primeiro dia, mas até agora estou indo bem.

— Você parece tão quieta.

— Para falar a verdade, ainda estou muito envergonhada. Tudo é muito novo e como não sou tão extrovertida á primeira vista, acabo ficando um tanto acanhada.

— Não precisa ter vergonha.  — ele olha para mim, depois volta a falar olhando para frente. — Essa é a sua casa agora, pertence a você tanto quanto a mim. E se algo te incomodar, pode falar comigo. Eu pretendo fazer sua estadia aqui ser a melhor possível.

— Obrigada, você é muito gentil. — eu sorrio para ele.

A mesa está composta com duas cadeiras, a comida já enfeitava todo o lugar na mesa onde iríamos comer. O gostoso cheiro de comida caseira enche meu nariz, minha barriga se anima com a futura refeição. Justin puxa a cadeira para que eu possa sentar e em seguida ele toma seu lugar na mesa. Começamos a nos servir, e assim que o suco foi posto nos copos eu encaro a refeição e noto que Justin está prestes a colocar a sua primeira garfada na boca. Quando eu o interrompo.

— O que está fazendo? — franzo o cenho. — Não pode comer sem antes agradecer a Deus pela refeição na mesa.

Ele me olha e em seguida devolver o garfo para o prato de porcelana.

— Desculpe, é que eu não tenho esse costume. — ele me olha, seus olhos castanhos estavam mais claros agora. Poderia dizer que estava um pouco constrangido, mas não tenho tanta certeza disso.

— Me dê sua mão, — estiro minha mão sobre a mesa e em seguida sinto sua mão grande e pesada sobre a minha, abraçando meus dedos, trocando calor. Parecíamos conectados, eu sorriu de lado para ele. — Feche os olhos. — ele faz o que eu digo e o observo por um instante antes de fechar meus olhos e me concentrar nas palavras.  — Senhor, abençoe o precioso alimento que coloca na nossa mesa, que ele nunca nos falte. Mas, principalmente, não nos falte o vosso corpo, que é santíssimo e o vosso sangue, que é preciosíssimo - o alimento e bebida que nos conduzem à vida eterna. E reserva, Senhor, um lugar no teu reino para aqueles que morrem de fome e de sede em todo o mundo. E, antes da morte, os alimente com teu espírito para que tenham chance de salvação. Amém.

Assim que abro meus olhos, dou de cara com as grandes bolotas cor de mel me encarando. Seu olhar me perfurava, como se estivesse descobrindo tudo dentro de mim, me explorando, entrando o mais fundo que podia. Ainda com nossas mãos agarradas sobre a mesa, posso sentir o calor tomando conta de ambos os corpos. Tão profundo quanto o mar, tão fonte quanto algemas.

— Que oração bela. — diz.

— Obrigada. — Eu sorriu olhando para nossas mãos, em seguida volto o olhar para ele. — Essa é minha oração de agradecimento preferida, é importante orar pelo próximo tanto quanto a você mesmo. Afinal, o que nos torna humanos é a nossa capacidade de pensar no coletivo. O que seria do peixe sem o seu cardume, não é verdade?

— Adoro ouvir sua voz. — sinto sua mão acariciando a minha. — Você soa como um anjo.

Eu coro, mais uma vez naquele dia. Mas dessa vez um pouco surpresa por suas palavras.

— Obrigada. — eu sorrio para ele ainda sentindo minhas bochechas quentes. — Não acho que eu sôo como um anjo. Estou longe disso.

— Pois para mim você parece um anjo. Um anjo delicado e muito bonito. Tem certeza de que não é um? — ele brinca no final.

— Anjos são os mensageiros de Deus, são puros e fieis. Nós, seres humanos somos propícios a pecar. Estamos longe de ser comparados a estes seres sublimes. Mas agradeço suas palavras, nunca recebi um elogio tão doce e gentil quanto esse. Ainda mais vindo de um rapaz. — eu o olho. Seus olhos estão tão brilhantes e cativantes. Tão pensativos.

— Sua áurea é tão pura quanto um anjo. Acredito que se você não é um anjo, é semelhante a um. Talvez você seja um anjo destinado apenas para mim.

 

 


Notas Finais


Olá meu amores!!! Gostaram do capitulo? Eu espero que sim.
— Esse mês de semtembro foi muito complicado para mim. Depois que postei o cap 1 de TS surgiu vários problemas pessoais: saúde, financeiros, fora outros que veio para acoplar e piorar. Eu não esperava que isso acontecesse e fui pega de jeito. Não consegui escrever nada, ou editar, ou fazer outra coisa.Fiquei sem criatividade para ambas as fanfics que escreve por conta disso, estou começando a me recuperara e tentar voltar ao ritmo agora no mês de outubro. Mas ainda ando bastante ocupada, principalmente com a escola, ja que toda terça e quinta tenho testes, e ta fodinha pra acompanhar tudo.
— Bem, não quero mais dar desculpas ou algo do tipo. Eu quero falar de TS! Muito OBRIGADA por todos os comentários do capitulo anetrior. Vocês são muito importantes para mim e eu amo quando comentam. Se sintam livres para comentarem isso me deixa bastante feliz, amores!!!
— Para quem acompanha Rubi, um pouco de paciência, pois ja ja estarei postando ela também. Mas Rubi é um enredo dificil de fazer e não pode e nem deve ser feito de todo jeito.
— É isso, espero que tenham gostado do capitulo de hoje, eu achei ele bem fofinho. SE PREPAREM POR QUE NO PRXIMO CAP DE TS... vão ter muitascoisas legais ahahaha

Aqui está a minha ask: http://ask.fm/KarolineSouzzaJB podem falar comigo quando quiserem por lá!

Leiam Rubi: https://spiritfanfics.com/historia/rubi-5929551

Encomende: https://spiritfanfics.com/perfil/karolinesouzza/jornal/encomende-sua-capa-5075019

Bem é isso, obrigada pelo carinho e até o proximo capitulo.
Beijos da karoles !!!!!!


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