História Toda Sua - Capítulo 21


Escrita por: ~

Postado
Categorias Série Crossfire (Livros), The 100
Personagens Anya, Clarke Griffin, Costia, Dra. Abigail "Abby" Griffin, Lexa, Marcus Kane, Octavia Blake, Raven Reyes, Roan
Tags Alycia Debnam-carey, Clexa, Eliza Taylor, Elycia, Griffin, Woods
Visualizações 339
Palavras 2.572
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), FemmeSlash, Ficção, Orange, Romance e Novela, Yuri
Avisos: Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá pessoas,
Tá aí a continuação.
Boa Leitura!
:)

Capítulo 21 - O confronto


Quando levantei a cabeça e me endireitei, dei de cara com Lexa. 

***

Assustada, dei um passo trôpego para trás. Ela estava com uma roupa bem informal – jeans preto e uma camisa branca de manga três quartos, com o colarinho aberto – mas estava tão linda que humilhava qualquer outra mulher presente ali. 

O desejo que se acendeu dentro de mim quando a vi foi arrebatador. Notei que Raven estava se afastando de mim, mas não conseguia deixar de me fixar em Lexa, cujos olhos verdes brilhantes fuzilavam os meus.

- O que você está fazendo aqui? - ela soltou, irritada.

Eu me encolhi diante de tamanha grosseria. - Como é?

- Você não deveria estar aqui. Ela me agarrou pelo cotovelo e começou a me arrastar para dentro da casa. - Eu não quero você aqui.

Se ela cuspisse na minha cara, não teria me magoado tanto. Livrei meu braço de sua mão com um puxão e caminhei a passos largos na direção da casa com a cabeça erguida, torcendo para conseguir chegar até o carro e o olhar vigilante do James antes que as lágrimas começassem a rolar.

Atrás de mim, ouvi uma voz feminina melosa chamar o nome dela, e torci para que essa mulher atraísse sua atenção, para que aquela cena não precisasse se prolongar.  Pensei que ia conseguir atingir meu objetivo ao atravessar o interior climatizado da casa.

- Clarke, espere.

Meus ombros se curvaram ao som da voz de Lexa, e eu me recusei a olhar para ela. - Suma daqui. Já conheço o caminho da porta.

- Ainda não terminei...

- Eu já! E me virei para encará-la. - Nunca mais fale comigo desse jeito. Quem você pensa que é? Acha que estou aqui por sua causa? Que pretendia encontrar você e me jogar aos seus pés como uma cachorrinha... em busca de qualquer migalha de atenção que você quisesse me dar? Que eu estivesse atrás de uma rapidinha num canto escuro pra tentar ganhar você de volta?

- Fique quieta, Clarke. Seus olhos faiscavam e seus dentes estavam cerrados. - Escute o que tenho a dizer...

- Só estou aqui porque me disseram que você não viria. Vim por causa de Raven, pra ajudar a carreira dela. Então você pode voltar pra festa e esquecer de novo que eu existo. Fique tranquila, quando eu sair por aquela porta, vou estar fora da sua vida de uma vez por todas.

- Cale essa maldita boca! Ela me agarrou pelos cotovelos e me sacudiu com tanta força que meus dentes bateram uns nos outros. - Cale essa boca e me deixe falar.

Dei um tapa no rosto dela com força suficiente para balançar sua cabeça. - Não encoste em mim!

Lexa rosnou, chegou mais perto e me deu um beijo de fazer doer os lábios. Suas mãos agarraram meus cabelos, impedindo que eu virasse a cabeça. Mordi a língua que ela agressivamente enfiou na minha boca, depois seu lábio inferior, já com gosto de sangue, mas ela não parou. Empurrei seus ombros com o máximo de força de que era capaz, mas não consegui afastá-la. 

Maldito Kane! Se não fosse por ele e pela louca da minha mãe, eu já saberia dar uns golpes a essa altura... 

Lexa me beijava como se estivesse desesperada para sentir meu gosto, e minha resistência começou a ceder. O cheiro dela era tão bom, tão familiar. Seu corpo se encaixava tão bem no meu. Meus mamilos me traíram, ficaram duros e pontudos, e uma onda lenta e morna de excitação começou a se espalhar pelo meu ventre. Meu coração reverberava dentro do peito. 

Meu Deus, o desejo que eu sentia por ela. Nada havia mudado, eu ainda a queria junto a mim o tempo todo.  Ela me pegou no colo. Aprisionada por sua pegada firme, não conseguia respirar direito, e minha cabeça começou a rodar. Quando ela me levou para trás de uma porta e a fechou com o pé, tudo o que consegui fazer foi soltar um ruído quase inaudível de protesto. 

De repente me vi prensada contra uma pesada porta de vidro do outro lado da biblioteca, subjugada pelo corpo forte de Lexa. Sua mão começou a descer pela minha cintura, apalpando por baixo da saia até encontrar a parte da minha bunda que ficava exposta pela calcinha de renda. Ela se encaixou entre os meus quadris e pressionou meu centro com a coxa, fazendo-me suspirar. Meu sexo estremeceu de desejo, sentindo uma espécie de desamparo, uma necessidade de ter aquele vazio preenchido. 

Desisti de lutar. Meus braços caíram para o lado, com as palmas viradas para o vidro. Senti a tensão se esvair do corpo dela quando me rendi. A pressão de sua boca diminuiu, e o beijo se transformou em uma carícia apaixonada.

- Clarke - ela estava ofegante. - Não tente resistir. Eu não aguento.

Fechei os olhos. - Me deixe ir embora, Lexa.

Ela esfregou seu rosto contra o meu, com a respiração cada vez mais rápida e profunda perto da minha orelha. - Não consigo. Sei que você deve estar horrorizada com o que viu naquela noite... com o que eu estava fazendo com meu corpo...

- Lexa, não! Minha nossa. Ela achava que eu tinha ido embora por causa daquilo? - Não foi por isso que...

- Estou enlouquecendo sem você. Sua boca passeava por meu pescoço, sua língua acariciava minhas veias pulsantes. Ela chupou minha pele, e uma onda de prazer me invadiu. - Não consigo pensar. Não consigo trabalhar nem dormir. Meu corpo quer você. Posso fazer você me querer de novo. Só me deixe tentar.

As lágrimas corriam por meu rosto. À medida que caíam no meu colo, ela ia lambendo e fazendo-as sumir. 

Como eu ia me recuperar se fizéssemos amor mais uma vez? Como eu sobreviveria se não fizéssemos?

- Nunca deixei de te querer - sussurrei. - Não consigo. Mas você me magoou, Lexa. Você tem esse poder, mais do que qualquer outra pessoa.

Seus olhos estavam vidrados em mim, e ela parecia confusa. - Eu magoei você? Por quê?

- Você mentiu. Se fechou pra mim. Peguei seu rosto nas mãos, tentando fazê-la me entender de uma vez por todas. - Seu passado não tem o poder de me afastar. Mas você tem, e foi isso que fez.

- Eu não sabia o que fazer - ela rebateu. - Não queria que você me visse daquele jeito...

- É exatamente esse o problema, Lexa. Quero conhecer você por inteiro, o lado bom e o lado ruim, e você se esconde de mim. Se não aprender a se abrir, vamos acabar nos afastando e nunca mais vamos nos aproximar. Você não sabe como estou me sentindo. Passei os últimos quatro dias me arrastando. Mais uma semana, mais um mês... abrir mão de você acabaria comigo.

- Não consigo me abrir pra você, Clarke. Estou tentando. Mas sua primeira reação quando piso na bola é fugir. Você faz isso o tempo todo, e eu não aguento mais sentir que estou pisando em ovos, com medo de fazer ou dizer alguma coisa que afaste você de mim.

Quando ela me beijou com seus lábios feridos de novo, sua boca não estava mais tensa. Decidi não discutir. Como poderia? Ela estava certa.

- Queria que você voltasse por iniciativa própria - ela murmurou - mas não aguento mais essa distância entre nós. Vou tirar você daqui carregada se for preciso. Vou fazer o que for necessário para ficar sozinha com você e tirar tudo a limpo.

Meu coração disparou. - Você estava esperando que eu voltasse? Pensei... Você devolveu as minhas chaves. Pensei que tivesse desistido de mim.

Ela se afastou, com uma expressão dura no rosto. - Nunca vou desistir de você, Clarke.

Olhei para ela, sentindo meu coração sangrar diante de sua beleza e de seu sofrimento – que em grande medida havia sido causado por mim. Beijei a marca vermelha que o tapa deixou no rosto dela, agarrando seus cabelos sedosos com ambas as mãos. 

Lexa encostou sua testa na minha. Sua respiração estava acelerada e fora de controle. - Faço o que você quiser, o que for preciso. Qualquer coisa. Só me aceite de volta.

Talvez esse desespero todo devesse me causar medo, mas eu me sentia igualmente louca por ela. Acariciando seu peito com as mãos para tentar acalmá-la, decidi jogar limpo:

- Ao que parece, não conseguimos deixar de fazer mal uma à outra. Não consigo evitar que você sofra, e não posso mais continuar vivendo entre tantos altos e baixos. Precisamos de ajuda, Lexa. Somos extremamente disfuncionais.

- Fui ver o doutor Petersen. Ele vai ser meu terapeuta e, se você concordar, pode nos atender como um casal. Imaginei que, se você confia nele, talvez possa dar certo.

- O doutor Petersen? Eu me lembrei do sobressalto que tive ao ver um Bentley quando estava de saída do consultório, já no carro de Kane. Na ocasião, eu disse a mim mesma que era coisa da minha cabeça, uma esperança de que ela viesse atrás de mim. Afinal, havia centenas de carros pretos assim em Nova York. - Você me seguiu.

Ela respirou profundamente. E não negou. 

Engoli minha raiva. Não tinha ideia de como deveria ser difícil para ela ser tão dependente de algo – de alguém – que não era capaz de controlar. O que interessava naquele momento era sua disposição de tentar, e o fato de eu saber que não era só papo furado. Ela já havia começado a agir.

- Vai dar um bocado de trabalho, Lexa - avisei.

- Trabalho é algo que não me assusta. Suas mãos me tocavam sem parar, movendo-se entre minhas coxas e minha bunda, como se acariciar minha pele fosse tão essencial para ela como respirar. - Meu único medo é perder você.

Dei um beijo no rosto de Lexa. Nós nos completávamos. Mesmo naquele momento, com suas mãos percorrendo meu corpo de maneira obsessiva e possessiva, senti minha alma se derreter em alívio por estar finalmente nos braços da mulher que entendia e satisfazia meus desejos mais íntimos e intensos.

- Preciso de você. A boca dela deslizava por meu rosto e meu pescoço. - Preciso sentir você, ter a sensação de estar dentro de você...

- Não. Pelo amor de Deus. Aqui, não.

Meu protesto, no entanto, não pareceu muito convincente nem para mim mesma. Eu a queria a qualquer momento, em qualquer lugar, de qualquer forma... 

- Precisa ser aqui - ela murmurou, ficando de joelhos. - Precisa ser agora.

Lexa arranhou minha pele ao abaixar a calcinha de renda; depois levantou minha saia até a cintura e me lambeu no meio das pernas, afastando meus lábios vaginais para chegar a meu clitóris trêmulo. 

Prendi a respiração e tentei me afastar, mas não havia para onde ir. Não com aquela porta às minhas costas e uma Lexa irredutível à minha frente, prendendo-me com uma das mãos enquanto com a outra segurava minha perna esquerda sobre seu ombro, invadindo-me com sua língua ardente. 

Bati com a cabeça no vidro, sentindo meu sangue ferver a partir do ponto onde ela me tocava com a língua. Minha perna se contraiu contra suas costas, trazendo-a mais para perto. Agarrei sua cabeça com as mãos para que ela permanecesse imóvel enquanto eu mesma me esfregava nela. Senti o toque de seus cabelos contra a pele sensível da parte interna das minhas coxas, tentando não me esquecer de todo o resto ao redor... 

Estávamos na casa dos pais de Lexa, no meio de uma festa com dezenas de convidados famosos, e ela tinha se ajoelhado e urrava de desejo enquanto me lambia e me chupava. Ela sabia como mexer comigo, sabia do que eu gostava e precisava. Tinha uma compreensão da minha natureza que ia além de suas inacreditáveis habilidades no sexo oral. A combinação disso tudo era devastadora e viciante. 

Meu corpo tremia, e meus olhos se fechavam de prazer, um prazer ilícito. - Lexa... Você me faz gozar tão gostoso.

Sua língua se esfregava sem parar na abertura úmida e sedenta do meu corpo, provocando-me, obrigando-me a me esfregar desavergonhadamente em sua boca inquieta. Suas mãos agarravam minha bunda, apertando-me, puxando-me para sua língua enquanto ela abria caminho dentro de mim. Havia certa reverência nessa avidez que ela sentia por mim, uma impressão inequívoca de que ela idolatrava meu corpo, de que me dar prazer e extrair prazer de mim era um elemento tão vital de sua vida como o sangue que corria em suas veias.

- Assim - sussurrei, sentindo o orgasmo se aproximando. Meus seios queriam expandir os limites do cada vez mais apertado sutiã sem alças, e meu corpo tremia diante da necessidade desesperadora de gozar. - Estou quase lá.

Um movimento do outro lado da sala atraiu minha atenção, e eu gelei ao ver os olhos de Anya grudados nos meus. Ela tinha acabado de entrar e parou, observando embasbacada o que Lexa estava fazendo comigo.

Mas ela estava distraída ou empenhada demais para se importar com isso. Abocanhou meu clitóris e sugou até suas bochechas ficarem côncavas. Repetindo o gesto de maneira ritmada, ela massageava aquele pontinho hipersensível com a ponta da língua. 

Senti meu corpo se contrair violentamente, e depois se liberar em uma torrente furiosa de prazer. 

O orgasmo me atingiu como uma onda ardente de prazer. Gemi bem alto, empurrando cegamente os quadris contra sua boca, totalmente entregue à conexão primitiva que havia entre nós. Lexa me segurou quando meus joelhos ficaram bambos, enfiando a língua em mim até que o último tremor cessasse. 

Quando abri de novo os olhos, nossa plateia solitária não estava mais lá. 

Levantando-se depressa, Lexa me pegou no colo e me deitou no sofá com o quadril sobre o descanso de braço, deixando-me deitada no estofamento com as costas arqueadas.  Eu a olhei de baixo para cima, ansiosa pelo que ela faria a seguir. Ela podia me ter do jeito que quisesse. Ela se aproximou e beijou o meio das minhas pernas antes de me penetrar com dois longos dedos. Ela os enfiou por inteiro, o mais fundo que conseguiu, ao mesmo tempo em que emitia um gemido rouco de puro tesão.

Lexa atacava meu sexo frágil com movimentos vigorosos e incansáveis, retirando os dedos quase completamente antes de enfiá-los novamente, soltando gemidos a cada vez que me penetrava. Deixei escapar um ganido trêmulo quando senti sua língua no meu clitóris, juntando-se às suas investidas, me estimulando a me entregar ao desejo nunca saciado de ser fodida até perder os sentidos. Por ela. Só por ela.

Algumas estocadas mais e ela torceu os dedos, mudando o ângulo e estimulando um ponto sensível dentro de mim. - Me aperte, Clarke. Aperte meus dedos.

Quando eu obedeci, o ruído que ela soltou foi tão sensual que meu ventre inteiro tremeu. - Isso, meu anjo... assim.

Aumentei ainda mais o aperto e ela soltou um palavrão. Seu olhar encontrou o meu, e o verde deslumbrante de seus olhos brilhou de euforia. Um tremor convulsionado sacudiu meu corpo inteiro, e ela enterrou seus dedos ainda mais fundo. Quando eu gozei, ela soltou um ruído agoniado de êxtase, como se ela própria tivesse alcançado o clímax.

Eu a olhei com um misto de admiração e orgulho feminino. Eu era capaz de fazer isso com ela. No momento do orgasmo, eu a dominava da mesma maneira como ela virava minha dona. 

 


Notas Finais


Ok, não ficou muito grande mas deu pra matar a curiosidade do encontro, não?
E essa Lexa agora?
Bjuus


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...