História Todo Homem Naufraga - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Justin Bieber
Tags Justin Bieber, Romance
Visualizações 15
Palavras 1.304
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Luta, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Boa leitura!

Capítulo 4 - Homens de honra


Suspirei sentindo cheiro do mar, eu não trocaria as manhãs na Ilha Calahans por nada nesse mundo, era possível escutar os pássaros cantando suavemente, o barulho das ondas quebrando na praia e se você parasse para escutar com atenção alguns golfinhos gritavam ao fundo. 

— A mamãe não voltou para casa ainda? — James segurou minha saia, enquanto comia sua fruta. 

— Voltou, hoje ela teve que sair mais cedo, quando você ainda estava dormindo. 

Muitas vezes eu mentia para poupar James da preocupação. Nossa mãe nunca estava em casa, eu sequer sabia o que ela fazia da vida, voltava uma noite ou outra procurando por comida e espalhando discórdia por onde ia. Deixei de me importar a muito tempo. James era minha única família, a única pessoa com a qual eu tinha que me preocupar.

Ele sorriu, feliz.

— Vou aprender a caçar baleia hoje! 

— Não conte muito com isso Jay, você sabe como são esses baleeiros. 

— O Capitão parece um homem de palavra. — Ele deu de ombros.

— É, parece sim. — sorri me lembrando da conversa com o Senhor Bieber na noite passada.

— Vamos nos atrasar Lexi.

James abriu a porta e gritou assustado. 

Em alerta corri até ele o colocando para trás de mim. 

Um homem estava parado no batente, escondendo o rosto com flores. Meu coração bateu mais forte, e eu acabei sorrindo.

— Falei para não exagerar, Senhor Bie...

O homem tirou as flores da frente do rosto e meu corpo murchou de repente.

— Bom dia Senhorita! 

Não era o Capitão Bieber. 

— Quem é você? — franzi o cenho.

— Baleeiro! — James gritou.

O homem fez uma cara de nojo para Jay que me irritou profundamente.

— O Capitão mandou que você viesse me ensinar a caçar baleia? — Os olhos de James brilhavam.

— Caçar baleia? Tente crescer primeiro, garoto. — o homem piscou, ofensivo. 

— Qual é o seu problema? Ele é só uma criança! — O afastei da porta com um empurrão. — Vá na frente James, logo te alcanço. 

O menino caminhou pela areia cabisbaixo, tomando rumo para dentro da Ilha.

— Lhe trouxe flores — O homem empurrou o buquê em minha direção. Empurrei de volta.

— Quem é você? 

— Sou Connor, um apaixonado invicto, nós conversamos ontem, no bar. — Falou como se fosse óbvio.

Me lembrei rapidamente que o mesmo homem me abordara na noite anterior. 

— Aquilo não foi uma conversa, pedi que o senhor se afastasse, só isso. Como descobriu onde moro?

— É uma Ilha, não é muito difícil. — O homem deu de ombros.

— Senhor, peço que não apareça mais aqui em casa. 

— Mas...

— Vá embora por favor. 

— Eu só quero que saiba que...

Seu discurso foi interrompido pelo barulho estridente de um tiro. Dei um salto, meu coração bateu mais forte. James. Quando percebi já estava correndo atrás do som. Não foi necessário entrar muito na floresta para ver um homem, sujo e largado, com uma pistola na mão, mirando para o alto e rodeado por outros baleeiros. O segundo tiro pegou direto em um pássaro que ao cair se emaranhou na copa de uma árvore. 

— PARE! — segurei o braço do homem antes que ele atirasse novamente.

— Me solte! — ele empurrou o braço para trás batendo o cotovelo no meu rosto com força. 

Caí de cara na grama, um pouco tonta. 

Ele me olhou por um segundo e deu outro tiro no meio das árvores. E 

Chutei seu joelho e ele grunhiu.

— O que está acontecendo aqui? — outro homem apareceu ofegante. 

Era alto e mais forte do que os outros, tinha uma tatuagem arrepiante que subia pelo pescoço. Senti um frio na espinha. 

Todos bateram continência.

— Essa rameira se intrometeu na nossa caça! — O homem com a pistola na mão falou, pronto para me bater novamente. 

— Vocês não tem permissão para caçar na nossa Ilha! — Gritei, o chutando com mais força.

— Cale a boca rameira! — ele berrou na minha cara, senti seu bafo passar pelo meu cabelo.

— Toque nela novamente e o Senhor voltará para Nantucket remando. — O homem da tatuagem estava claramente bravo.

— Entendido, Capitão. 

De relance vi quando Bieber apareceu. Ele tinha um olhar atento, em um segundo já tinha entendido toda a situação sem que ninguém precisasse lhe dizer nada. 

Os homens bateram continência ainda mais firmes que para o primeiro homem.

Os dois Capitães trocaram sussurros e depois de mais uma olhada cortante para mim o da tatuagem se virou e foi embora escondendo o que quer que fosse que estava desenhado em seu pescoço. 

— Me responda, Smith. — Bieber assumiu a bronca, se virando para o homem com a pistola. — Qual é a função de um baleeiro? 

O homem sorriu.

— Caçar baleias, Capitão. — respondeu como se fosse óbvio. 

— Aquilo se parece com uma baleia para você? — apontou para a ave morta pendurada no galho da árvore.

Todos os baleeiros que se aglomeraram em volta riram. 

— Negativo, Capitão. 

— Preste atenção, é uma lição muito clara Senhor Smith, pare de mirar para o céu e se preocupe mais com o que está no Oceano! 

— Minhas sinceras desculpas. 

— Desculpas não bastam, já que você esqueceu o que é uma baleia nada melhor do que extrair o óleo de uma na caça de hoje. 

Os homens gargalharam mais ainda.

— Capitão, isso é nojento, e o Senhor sabe que sou melhor caçando! É injusto! 

— Não levante a voz para mim! Injusto é todos os homens terem que voltar para casa sem nenhum sucesso porque o Senhor resolveu caçar em uma propriedade que não é sua! — Bieber falou tão forte que até eu tremi. 

Smith abaixou a cabeça e não falou mais nada. 

— Todos vocês estão aqui por quê? Já deviam estar na praia! — ele completou. 

Todos os homens saíram correndo. 

— Alexia, perdeu a cabeça? — ele veio até mim assim que todos se dispersaram. 

— Ela está no lugar, obrigada. — Sorri cínica.

Ele me ajudou a levantar, cambaleei um pouco para o lado, ainda tonta. Senti sua mão apertar minha cintura sutilmente me ajudando a ficar de pé. 

Ele examinou meu rosto minuciosamente.

— Aquele desgraçado.

— O que foi? — perguntei preocupada.

— Você está sangrando. 

Ele tirou um pano do bolso de trás da calça e pediu licença antes de passá-lo no canto esquerdo do meu lábio, pressionando o pano com cuidado, o músculo de seus braços rígidos, acabei suspirando inconscientemente.

— Tudo bem, já estou melhor. — afastei sua mão. 

— Não faça isso. — ele se aproximou novamente.

Franzi o cenho confusa.

— Não me afaste só porque não sabe lidar com sua raiva.

— Você não me conhece! — respondi ofendida.

— Está fazendo de novo. 

Suspirei e fiquei quieta por um minuto. Ele continuou me encarando. 

— Aquele era seu Capitão? — resolvi mudar de assunto. — O homem com a tatuagem? 

— Era sim. 

— Os baleeiros, parecem ter mais respeito por você do que por ele, mas ele está acima de todos pelo que entendi. 

— Mason não é um homem muito simpático, mas isso é história para outro dia. 

— E o homem que me bateu? 

— Farinha do mesmo saco. Lhe devo desculpas, sei que a convenci de que baleeiros são homens honrosos mas nem todos são assim.

— Percebi, eu estava certa então. — falei orgulhosa.

— Não erga tanto esse queixo, pega mal. 

Sorri. 

— Seu amigo, Connor, foi até minha casa hoje.

Ele me encarou seriamente. Surpreso.

— Me levou flores. — continuei. 

Seu cenho franziu. 

— O mandei embora. 

Eu só queria continuar conversando com ele porque eu sabia que no momento em que parasse ele se retiraria. 

— Não o trate mal, ele só está apaixonado. 

— Ele não me conhece, não pode estar apaixonado.

— Ele veio para a Ilha ano passado, assim que a viu se apaixonou, não o culpe, a Senhorita é realmente muito doce e gentil. — Falou sarcástico. De doce e gentil eu não tinha nada.

— Então avise-o de sua loucura.

— Você terá que lidar com ele por conta própria, não vou me meter.

Sorriu cínico.

— Ótimo. — esbarrei em seu braço quando passei por ele.

— Ótimo. — O ouvi dizer antes de se retirar.  

 


Notas Finais


Esses homens são tudo doido kkk Espero que estejam gostando!


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