História Todo Mundo Tem Um Anjo - L3ddy - Capítulo 48


Escrita por: ~ e ~justl3ddy

Postado
Categorias Lucas "Luba" Feuerschütte, Lucas "T3ddy" Olioti
Personagens Lucas "LubaTV", Lucas Olioti
Tags L3ddy
Visualizações 84
Palavras 2.159
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ficção, Romance e Novela
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


ooiii xerosss <3
estavam com saudades?
fiquem com um dos últimos cap triste, hehe
boa leitura sz

Capítulo 48 - Suicide


Fanfic / Fanfiction Todo Mundo Tem Um Anjo - L3ddy - Capítulo 48 - Suicide

 

POV Gabbie

 

  Olho para o relógio, o mesmo marcava 14:30.

 - Falta uma hora para o Luba sair da cirurgia. – saio de seu abraço, enxugando o resto de lágrimas que havia em meu rosto.

 - Cirurgia? Eu nem sabia que ele ia fazer cirurgia hoje!

 - Eu também não sabia... fiquei sabendo quando cheguei na recepção.

 - Por que ele não iria querer contar?

 - Talvez ele esqueceu...

 - Faz sentido. Prefiro pensar assim do que pensar que ele esteja tramando algo...

  Nisso entra uma enfermeira anunciando alta ao Lucas, ele se levanta e eu me levanto junto. Saímos do quarto e fomos até a sala de espera. Sentamos no sofá, um do lado do outro.

 - T3ddy... Você... Tem tanta coisa que você não sabe do passado do Luba, e imagino que se depender dele você nunca saberá... Mas... Você precisa...

 - Gabbie, não se sinta pressionada, ok? Eu quero saber e...

 - Não, você precisa saber! – da ênfase.

 - Então, se quiser contar...

 - Você não esta preparado psicologicamente. Me promete que enquanto eu for contando tudo, você ao invés de imagina-lo em como eu descreverei, vai lembrar apenas dos momentos bons, dos risos e sorrisos, dos abraços, beijos, de tudo o que era bom em relação a ele. Não o imagine sofrendo, por favor...

 - Eu prometo, agora por favor conta!

  Respiro fundo, tomando coragem para começar.

 - Guilherme nunca foi dos namorados mais amorosos. Ele controlava a entrada e principalmente saída do Lucas naquela casa. Mas, em um certo dia, a turma do nosso colégio nos chamou para acampar. Chamaram apenas eu e o Lucas. Era uma cambada de gente, quase todo mundo ia. Cerca de três dias de acampamento, porém a gente escolheria o nosso grupo e escolheríamos o local do bosque. Então, no nosso grupo ficou eu, Lucas obvio, Max, Jean, Pam e Rafa, mas por conta de uma das noites no acampamento acabamos o apelidando de Guaxinim.

 - Ah, então todos vocês já se conheciam desde aquela época? E foi daí que surgiu o apelido do Guaxinim... – ele ri um pouco.

 - Nos conhecíamos bem de antes, mas voltando a história... Quando estávamos prestes a sair pela porta com as malas, o Guilherme aparece por trás nos perguntando onde íamos, e nós, com medo, dizemos que íamos acampar com uns amigos do colégio. Ele aceitou numa boa e estranhamos, óbvio. Mas fomos mesmo assim. Naquela primeira noite ficamos em volta de uma fogueira contando histórias de infância. Como não tinha por que mentir, ele acabou contando sua vida no orfanato e falou de você.

  Um sorriso pequeno e involuntário surge no rosto de T3ddy.

 - Você deveria ver como ele falava de você. A cada lembrança que ele compartilhava seu olho brilhava mais. Ele sentia muita falta sua ainda, por mais que já tenha se passado seis anos que vocês não se viam. Ele estava tão feliz naquela noite, a muitos anos não o via sorrir tanto. Principalmente quando ele arranjava um jeitinho de ficar toda hora falando de você.

  O sorriso em seu rosto aumentou, e ele cora um pouco.

 - Bem, enfim, a gente havia bebido muito naquela noite. Nada alcoólico, pois queríamos nos lembrar de tudo daquela noite. O Lucas, por sua vez, bebeu muita água, e acabou saindo de vista indo para o meio do mato para... você sabe. Mas ele demorava muito. Passou cinco, dez, quinze, vinte, meia hora e ele não voltava. Todos sentiram falta dele. Pegamos nossas lanternas e nos espalhamos bosque adentro em busca dele. Gritávamos seu nome e quando achávamos que o via, não era ele. Eu era a mais preocupada

  O sorriso some de seu rosto, logo ficando tenso.

 - Eu já estava perdendo a esperança de que o encontraria, quando recebo uma mensagem. Era sua. Nela dizia...

 

  Lubinha <3: Gabbie, não se preocupa, eu estou bem. Desculpa a demora para te avisar, só tive a oportunidade agora. Eu estou bem, mas não vou poder ficar com vocês aí. Acabei passando mal e o Guilherme veio me buscar. Ele está me levando para casa. Nos vemos em alguns dias, se divirta! Bjs.

 

  - ... No momento em que vi aquela mensagem, comecei a chorar. Eu sabia que ele não tinha passado mal, ele estava mais do que bem com a gente. Eu sabia o que aquilo significaria. O Guilherme nos seguiu e escutou tudo o que ele contou sobre você. Ficou com raiva e na primeira oportunidade o pegou e o levou para casa.

 - Ele não...

 - Não tenha certeza, o Luba nunca me contou. Eu sequer consegui dormir naquela noite, mas quando o dia clareou tratei de arrumar minhas coisas e me despedi do pessoal, dando uma desculpa qualquer e vim pra casa. Assim que entrei, encontrei Guilherme sentado no sofá mexendo em seu celular.

 

 - Maninha, chegou mais cedo, era pra voltar só amanhã, não era?

 - Você queria que eu voltasse amanhã? – pergunto desconfiada.

 - Claro!

 - Por que?

 - Para que possa se divertir mais com seus amigos.

 - Cadê o Lucas?

 - Saiu.

 - Saiu? Pra onde?

 - Foi no shopping, eu acho.

  O deixo sem resposta e vou para meu quarto, jogando minhas malas em qualquer canto.

 

 - Quatro dias se passaram, e eu não tinha o visto em casa ainda. Estava extremamente preocupada. Toda a vez que perguntava ao Guilherme onde ele estava, ele sempre me dava qualquer desculpa e tratava de mudar de assunto logo. Quando foi no quinto dia, eu acordei já com a decisão tomada. Eu enfrentaria meu irmão naquela manhã mesmo e exigiria o Luba vivo perto de mim, caso contrário o denunciaria. Levantei e fui até a cozinha, onde esperava falar com ele. Assim que entro, vejo Luba fazendo café ao lado da pia, como se nada houvesse acontecido. Ele estava de costas então nem havia notado minha presença ali.

 

 - Lucas...? – sussurrei desacreditada.

  Ele se vira em um ato rápido, revelando seu rosto. Era uma visão completamente perturbadora. Um olho completamente inchado e o outro roxo, havia cortes espalhados por sua boca, sangue seco abaixo de seu nariz e seu rosto parecia uma folha repicada, com vários cortes ainda abertos e... recentes...

  Ele termina de virar o corpo, mostrando sua camisa velha cheia de sangue seco e fresco. Anda até mim e me abraça apertado. Era um abraço tão apertado que ele chegava a tremer.

 - Achei que tivesse morrido... – sussurrei entre o abraço.

 - Foi o que eu mais pedi a Deus nesses últimos dias. – ele sussurra de volta e se desvencilha, ao ver Guilherme entrando na cozinha.

  Naquela manhã eu não conseguia colocar uma gota de água sequer na boca, enquanto Luba comia como se não houvesse o amanhã. Ele estava faminto. Imagino que Guilherme havia o deixado todos esses dias sem comida ou água.

 

 - A frase que ele sussurrou em meu ouvido ficou marcada até hoje. E, na época, era um de seus primeiros sinais de... bem...

 - Do que?

 - T3ddy, naquela época, o Lucas... ele... havia se tornado um suicida...

 - C-como assim?

 - Ele fazia de tudo pra acabar com todo aquele sofrimento. Tudo mesmo...

 - T-tipo o q-que?

 - Naquele mesmo dia, eu conversei com meu irmão. Mas não para afronta-lo, para pedir sua permissão para ir até a farmácia e comprar remédios para o Luba, já que ele estava péssimo. Ele, depois de muita insistência, deixou. Mas antes de sair, o Luba avisou que seu celular estava sem bateria e o deixaria em casa carregando. Fomos até a farmácia juntos...

 

  Depois de ter pago todos os remédios necessários, voltamos ao carro.

  Luba começa a apalpar os bolsos de seu shorts a procura de algo.

 - Droga, acho que esqueci meu celular lá dentro. Me espera aqui, já volto.

  Demorou um pouco até a minha ficha cair. Lembrei que ele não tinha trazido o celular. E ai já me toquei. Ele não estava indo buscar seu celular...

  Depois de uns dez minutos ele volta, e reparo bem em seus bolsos. Havia pequenas arcas de cartelas de comprimidos. Minhas mãos tremiam.

 - Vamos? – ele pergunta já dentro do carro, esperando eu dar a partida.

  O olho desacreditada. Eu juro que queria o questionar do por que ele comprou remédios a mais, mesmo sabendo a razão, mas ainda assim, saiu outra totalmente ao contrário do que queria.

 - Não to afim de voltar pra casa agora... quer ir tomar sorvete?

 

 - Naquele dia, dentro daquele carro eu me senti a pior pessoa do mundo. Ele precisava de ajuda, de alguém que o fizesse parar, mas não. Eu, em nenhum momento do dia o questionei. Em nenhum momento o impedi. Quando voltamos para casa era umas 15:00 horas. Depois de mais uma hora vejo, da sala, Luba indo até a cozinha. Silenciosamente subo as escadas e vou até o banheiro que ele frequentava em seu quarto. Procurei loucamente pelos remédios, até os achar em um fundo falso na prateleira. Porém apenas achei a cartela, já sem comprimidos. Corri até a escada, parando no começo dela. Dali onde estava tinha uma visão perfeita do Lucas indo até a porta.

 

 - Guilherme, vou sair, já volto ta? – ele grita em direção a cozinha.

 - Onde vai?

 - Vou ao mercado.

 - Comprar?

 - Leite. Vi que ta faltando. Eu já volto, juro.

 - Ta.

  Ai já me liguei de tudo. Lucas tem tolerância a lactose. E meu irmão, burro, nem se ligou nisso. Mas eu sim.

  Ele não havia notado minha presença ali ainda. Ele passa a mão pelo bolso, tirando um pouco uma pequena caixinha transparente com vários comprimidos. Ele respira fundo e pega as chaves, saindo.

  E, novamente, não o impedi. Porém não deixei de ir atrás dele.

  O sigo de carro até uma certa altura. Até que ele vira em uma rua que eu conhecia muito bem. Ele sai em disparada, me deixando pra trás parada em um sinaleiro. Ele corre tão rápida que pega todos os sinaleiros abertos, e os que fechados, ele ultrapassava.

  Eu já estava ficando nervosa, e acabei furando sinal também. Por conta disso tudo, e por quase o perder de vista, acabo chegando meio atrasada.

  Quando estaciono o carro – logo atrás do dele – ando um floresta adentro. Assim que a atravesso por inteiro, vejo que logo afrente há um pequeno penhasco e ele ali, de pé, na ponta.

  O potinho transparente, antes cheio de remédio, agora vazio se encontrava  no chão jogado ao lado dele.

  Corro até ele, e assim que chego atrás, ele desmorona em meus braços.

 

 - aquela imagem me perturba até hoje também. Vê-lo ali, com o rosto todo machucado, tremendo, com as dezenas de remédios que havia ingerido fazendo efeito. Eu gritava desesperadamente, mas eu sabia que ninguém ia me ouvir. Eu chorava como um bebê. Eu apenas o abraçava e soluçava enquanto o sentia tendo uma overdose em meus braços. O assistia morrer lentamente me meus braços.

  Lágrimas discretas rolavam de meu rosto e no de T3ddy. ele prestava atenção em cada palavra que eu falava.

 - E o que você fez depois?

 - Consegui ligar para a emergência, alguns minutos depois uma ambulância chegou. Resumindo: ele ficou internado por durante um mês. E todo esse mês, em nenhum dia o Guilherme veio visita-lo. Sequer quis saber o por que de ele estar internado.

  T3ddy ameaça abrir a boca, mas é interrompido por uma enfermeira chegando na recepção logo a frente.

 - Por favor Cassandra, liga para o doutor Eduardo vir o mais rápido o possível.

 - Claro – uma moça começa a discar o número no telefone – o que aconteceu?

 - Houve uma complicação na cirurgia do paciente Lucas, aquele que tem o nome estranho.

 - Por Deus atende logo esse telefone Eduardo. – a moça dizia já desesperada.

  Um médico entra pela porta, já de jaleco branco.

 - Não precisa se desesperar, Cassandra. Qual o caso? – pega a ficha da enfermeira.

 - O paciente Lucas Rossi teve sérias complicações na cirurgia.

  Ela ia explicando enquanto abria uma porta, desaparecendo no corredor.

  Olho para T3ddy, que esta tão desacreditado quanto eu.

  Levantamos na mesma hora indo até a moça chamada Cassandra.

 - O que houve com o Lucas? – ele pergunta ansioso.

 - Não posso dar informações senhor, me desculpa.

 - Era pra ele já estar saindo da cirurgia, o que aconteceu?

 - E-eu não posso falar...

 - Moça, por favor, eu tenho certeza absoluta que você ouviu a história que eu estava contando ali, e essa história é do paciente que esta naquela sala de cirurgia. E esse cara – aponto para T3ddy – é o cara que mais ajudou a tirar ele daquela vida miserável. Por favor, diz o que esta acontecendo!

 - E-eu não podia... mas... vou falar...

  - Nos aproximamos do balcão.

 - Ao que parece, ele perdeu pulso e estão tentando reanima-lo, porém isso esta acontecendo a uns dez minutos e ninguém consegue acorda-lo. Parece que já estão sem esperanças.

 

Continua...


Notas Finais


como eu ja disse, um dos últimos cap triste neuijvei
antes de tudo, ontem (13-08) comecei uma nova fic
entrem no meu perfil e vão la ver rsrs sz
ate xeros hdbvhjdb sz


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