História Todo seu - Shumdario - Capítulo 6


Escrita por: ~

Postado
Categorias Matthew Daddario, Os Instrumentos Mortais, Shadowhunters
Personagens Matthew Daddario
Tags Harry Shum Jr, Lemon, Matthew Daddario, Muito Quente
Visualizações 78
Palavras 4.901
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 6 - Capitulo 6


— Oi pai... Encontrei você...  — Ajustei melhor a posição do telefone e puxei um banquinho ao lado do bar — Eu estava com saudade...

 

 Durante os quatro anos anteriores moramos perto o bastante para que eu o visse toda semana. Agora que eu tinha me mudado, a casa dele em Oceanside ficava do outro lado do país.

 

— Tudo bem?

 

Ele abaixou o volume da televisão.

 

— Melhor agora que você ligou. Como foi a primeira semana de trabalho?

 

Fiz um relatório completo de segunda até sexta deixando de fora apenas as partes referentes a Harry.

 

— Adorei meu chefe, David —  concluí — E o ambiente da agência é bem animado até meio maluco. Adoro levantar para ir trabalhar fico até triste quando chega a hora de ir embora.

 

— Tomara que continue assim, mas você precisa saber a hora de relaxar também. Sair, fazer coisas de jovem, se divertir. Só não precisa se divertir demais.

 

— Pois é, eu exagerei um pouco ontem à noite. Fui para a balada com Dom e acordei com uma tremenda ressaca.

 

— Porra nem me fale uma coisa dessa — ele resmungou. — Umas noites atrás acordei suando frio imaginando você em Nova York. Consegui me acalmar dizendo para mim mesmo que você é inteligente demais para fazer bobagem que tem dois pais com as regras básicas de segurança inscritas no DNA.

 

— Isso é verdade —  concordei, dando risada. — Por falar nisso... vou começar a treinar krav maga.

 

— Sério mesmo? —  Ele parou um pouco para pensar — Lá na corporação tem um cara que é craque nisso. Acho que vou experimentar também assim podemos comparar nosso progresso quando eu for visitar você.

 

— Você vai vir a Nova York? — Não consegui esconder a empolgação. — Ah, pai eu adoraria se você viesse. Por mais que sinta falta do sul da Califórnia, Manhattan é o máximo. Acho que você vai adorar.

 

— Eu ia gostar de qualquer lugar do mundo em que você estivesse —   Meu pai esperou um pouco antes de perguntar: — Como vai sua mãe?

 

— Bem... como sempre. Bonita, charmosa e obsessiva-compulsiva.

 

Meu peito começou a doer obrigando-me a massageá-lo. Parecia que meu pai ainda era apaixonado por ela. Ele nunca se casou. Essa foi uma das razões por que nunca contei a ele o que aconteceu comigo. Como policial, faria questão de abrir inquérito e o escândalo teria destruído minha mãe. Também imaginei que ele fosse perder o respeito por ela ou até mesmo culpa-la pelo que aconteceu apesar de não ter sido culpa dela. Assim que descobriu o que o enteado dela vinha fazendo comigo ela deixou o marido com quem vivia muito bem e pediu o divórcio.

Continuei falando e acenei para Dom quando ele entrou com uma sacola pequena da Tiffany.

 

— Passamos o dia no spa hoje foi uma boa forma de encerrar a semana.

 

Notei que sua voz se tornou um pouco mais leve quando ele disse:

 

— Fico feliz que vocês estejam passando algum tempo juntos. Quais são seus planos para o restante do fim de semana?

 

Evitei tocar no assunto do evento de caridade, pois sabia que essa história de tapete vermelho e jantares a preços exorbitantes só ia enfatizar a diferença entre os estilos de vida dos meus pais.

 

— Dom e eu vamos sair para jantar e amanhã quero ficar em casa dormir até tarde passar o dia de pijama talvez ver um filme e pedir alguma coisa para comer. Vegetar um pouco antes de mais uma semana de trabalho.

 

— Para mim parece o paraíso. Eu aviso quando for tirar folga de novo.

Dei uma olhada no relógio e vi que já passava das seis.

 

 — Preciso ir me arrumar agora. Tome cuidado no trabalho, hein? Eu também me preocupo com você.

 

— Vou tomar. Tchau, filho.

 

Aquela despedida tão familiar fez com que eu sentisse uma pontada de saudade que fez minha garganta doer.

 

 — Ah, espera! Vou comprar outro celular mando o número novo para você assim que tiver.

 

— De novo? Pensei que você tinha comprado um novo quando se mudou.

 

— É uma longa e cansativa história.

 

— Humm... Mas não fique sem celular. É uma coisa importante para sua segurança, não serve só para jogar Angry Birds.

 

— Eu já parei com esse jogo! — Caí na risada e senti um calor se espalhar pelo meu corpo quando ouvi que ele também estava rindo. — Ligo de novo daqui a alguns dias. Comporte-se.

 

— Essa fala é minha.

 

Desligamos. Fiquei alguns minutos curtindo o silêncio, sentindo que meu mundo estava entrando nos eixos, uma sensação que nunca durava muito. Apeguei-me a esse sentimento enquanto ele durou; depois Dom ligou o som no quarto, tocando Hinder e isso me pôs de novo em movimento.

Corri até o quarto para me preparar para uma noite com Harry.

 

— Com gel ou sem gel?  — perguntei para Dom quando ele apareceu no meu quarto, lindo de morrer.

 

Com seu smoking novinho ele parecia ao mesmo tempo um cavalheiro e um aventureiro, e estava seguro de que atrairia muita atenção.

 

— Humm... — Dom inclinou a cabeça e analisou meu visual. — Me deixe ver de novo.

 

O terno que minha mãe havia mandado era de um vermelho bem vivo e parecia ter sido desenhado para ser usado por um deus grego. Era justo até o quadril. Em outras palavras, eu estava divino.

 

— Esqueça o gel — ele disse — Confie em mim, Matt.

 

Ele estava certo.

Os cabelos arrepiados faziam um efeito bem diferente — menos glamour e mais sensualidade. Eu nunca mais veria a minha pulseira da mesma forma depois do comentário de Harry. Com meus cabelos caindo sobre o rosto deliberadamente caóticos parecia que eu tinha acabado de transar e uma impressão que só era reforçada pelos meus lábios inchados.

 

— O que seria de mim sem você, Dominic Sherwood?

 

— Gato — ele pôs a mão sobre meus ombros e apertou seu rosto contra o meu — isso você nunca vai sabe...Você está lindo, aliás.

 

— Não estou? — Ele piscou para mim e deu um passo atrás exibindo-se.

 

À sua maneira, Dom era um duro concorrente para Harry... em termos de aparência, é claro.

Dom tinha feições mais delicadas quase femininas em comparação à beleza bruta de Harry, mas ambos eram homens maravilhoso que faziam você querer olhar duas vezes e depois continuar olhando por puro deleite.

Dom não estava tão bem assim quando nos conhecemos. Estava muito magro e acabado por causa das drogas, seus olhos castanhos pareciam opacos e perdidos. Mesmo assim me senti atraído por ele fiz de tudo para me sentar a seu lado na terapia de grupo. Depois de um tempo, Dom simplesmente perguntou, do nada, se eu queria ir para a cama com ele acostumado como estava a só receber atenção das pessoas em troca de sexo. Foi quando recusei de maneira firme e irrevogável que nos tornamos grandes amigos. Ele era o irmão que nunca tive.

O interfone tocou e levantei em um pulo o que me fez perceber como estava nervoso. Olhei para Dom.

 

— Esqueci de avisar na portaria que ele ia voltar.

 

— Eu cuido disso.

 

— Tudo bem para você ir sozinho com Sprang e minha mãe?

 

— Está brincando? Eles me adoram—   Seu sorriso se desfez. — Está arrependido de ter aceitado ir com Shum?

 

Respirei fundo lembrando-me de onde estava pouco tempo antes — deitado tendo orgasmos múltiplos.

 

— Na verdade não. É que as coisas estão acontecendo rápido demais e indo bem melhor do que eu imaginava... ou previa... ou queria...

 

— Você está procurando o lado ruim da coisa — Ele chegou mais perto e mexeu na ponta do meu nariz com um dos dedos. — Ele é o lado bom e o lado ruim da coisa, Matt. E você conseguiu domar o cara. Agora, divirta-se.

 

— Estou tentando —  Fiquei agradecido por saber que Dom me entendia, sabia como minha cabeça funcionava. Era muito bom poder conviver com ele, saber que podia contar com sua compreensão mesmo quando não conseguia explicar o que estava sentindo.

 

— Fiz uma puta pesquisa sobre ele hoje de manhã e imprimi as coisas mais recentes e interessantes. Está na sua mesa se você quiser dar uma olhada.

 

Lembrei que ele estava mesmo imprimindo algumas coisas antes de irmos ao spa. Ficando na ponta dos pés, dei um beijo em sua bochecha.

 

— Você é o máximo. Eu te amo.

 

— Eu também, gato —  Ele saiu. — Vou até a portaria busca-lo. Fique à vontade. Ele chegou dez minutos adiantado.

 

Com um sorriso no rosto vi Dom sair para o corredor. A porta já havia se fechado atrás dele quando cheguei ao pequeno escritório anexo ao meu quarto. Na escrivaninha nem um pouco prática que minha mãe havia escolhido para mim, encontrei uma pasta lotada de artigos e imagens impressas. Eu me recostei na cadeira e me deixei levar pela história de Harry Shum Jr.

Quando descobri que ele era filho de Harry Shum, ex presidente de um fundo de investimentos que mais tarde se revelou um enorme esquema de pirâmide, foi como se eu tivesse sido atropelada por um trem. Harry tinha apenas cinco anos de idade quando seu pai se matou com um tiro na cabeça para não ser preso.

Ah, Harry... Tentei imaginá-lo naquela idade e pensei em um menininho bonito de cabelos pretos e lindos olhos castanhos escuros carregados de perplexidade e tristeza. Essa imagem partiu meu coração. O suicídio de seu pai — e as circunstâncias que o cercaram — deve ter sido devastador, tanto para ele como para sua mãe. Todo o desgaste e o sofrimento de um acontecimento trágico como esse devem ter sido um fardo terrível para uma criança daquele tamanho. Sua mãe se casou mais tarde com Christopher Vidal, um executivo do ramo da música, e teve mais dois filhos, Christopher Vidal Jr. e Raymond Ablack Vidal, mas ao que parece uma família completa e a segurança financeira chegaram tarde demais para ajudar a estabilizar a mente de Harry depois de um abalo tão grande. Ele se fechou para o mundo, o que era sinal de cicatrizes sentimentais profundas.

Com um olhar crítico e curioso analisei os homens e mulheres que foram fotografados a seu lado e logo pensei em sua opinião sobre namoro, vida social e sexo. O que vi foi exatamente o que minha mãe havia dito — eles eram todos loiros. Sua companhia mais frequente tinha todos os traços de ascendência filipina. Era mais alta que eu, e seu corpo estava mais para esguio que para curvilíneo.

 

— Shelby Rabara... —   murmurei admitindo dolorosamente que ela era linda. Sua postura ostentava o tipo de autoconfiança que eu tanto admirava.

 

— Muito bem acho que já chega. — Dom me interrompeu com um leve tom de contentamento.

 

Ele ocupou a abertura da porta do meu pequeno escritório, encostado insolentemente no batente da porta.

 

— Sério? Eu estava tão entretido; não tinha noção do tempo que havia se passado.

— Acho que não vai demorar muito para ele vir até aqui. Está todo impaciente.

 

Fechei a pasta e fiquei de pé.

 

— Interessante, não?

 

— Bastante.

 

 Quanto o pai de Harry — ou mais especificamente, seu suicídio — tinha interferido na vida dele?

Todas as respostas que eu queria estavam me esperando na sala ao lado.

Saí do quarto e caminhei pelo corredor até a sala. Parei um pouco na porta com o olhar vidrado nas costas de Harry que olhava a cidade pela janela. Minha pulsação acelerou. Seu reflexo no vidro revelava uma expressão contemplativa. Seus olhos estavam perdidos, e ele tinha um sorriso nos lábios. Os braços cruzados revelavam certo desconforto, como se ele estivesse fora de seu habitat natural. Parecia distante e distraído um homem irremediavelmente solitário.

Ele sentiu minha presença ou então meu desejo. Deu meia-volta, mas permaneceu imóvel.

Aproveitei a oportunidade para examina-lo por inteiro, percorrendo todo o seu corpo com os olhos. Ele tinha toda a aparência de um poderoso magnata. Era de uma beleza tão sensual que eu sentia meus olhos queimarem só de olhar para ele. A cascata de cabelos negros que se espalhava ao redor de seu rosto fez meus dedos se flexionarem de vontade de tocá-la. E o modo como ele me olhava... meu coração disparou.

 

— Matthew... — Ele veio até mim com seu andar gracioso e determinado.

 

Seu olhar era intenso — intensamente ardoroso, intensamente compenetrado. O toque dos lábios contra minha pele fez um arrepio se espalhar por meu braço e despertou lembranças daquela boca pecaminosa em outras partes do meu corpo. Fiquei instantaneamente excitado:

 

— Oi.

 

Seus olhos brilharam de contentamento.

 

— Oi. Você está lindo. Mal posso esperar para exibir você por aí.

 

Soltei um suspiro de satisfação ao ouvir aquele elogio.

 

— Espero que consiga fazer jus a você.

 

Ele franziu levemente as sobrancelhas.

 

— Já está pronto para ir?

 

Dom apareceu atrás de mim trazendo minha carteira e a chave do apartamento.

 

— Você é o máximo, Dom.

 

Ele piscou para mim — uma indicação de que havia visto as camisinhas que eu guardara em um compartimento interno da carteira.

 

 — Vou descer com vocês.

 

O toque da  mão de Harry no meu pescoço me deixou tão distraído que mal notei que Dom estava abrindo a porta.

A descida de elevador até o saguão foi um exercício de sobrevivência a uma tensão sexual aguda. Não que Dom tenha percebido. Ele estava à minha esquerda assoviando com as mãos nos bolsos. Harry, por outro lado, exercia uma tremenda força sobre mim do lado oposto. Apesar de ele não ter se mexido nem emitido nenhum som eu era capaz de sentir a excitação que irradiava de seu corpo. Sentia na minha pele a atração magnética que havia entre nós e comecei a ofegar. Foi um alívio quando a porta abriu e nos libertou daquele espaço fechado.

Duas mulheres esperavam para subir. Ficaram de queixo caído quando viram Harry e Dom e a mim também o que me deixou contente e me fez sorrir.

 

— Senhoras... —  Dom cumprimentou, com um sorriso que era quase uma covardia — Dava para ver os neurônios delas entrando em parafuso.

 

Harry por sua vez fez apenas um breve aceno e me conduziu para fora com a mão na base da minha coluna pele contra pele. Um contato que produziu eletricidade fazendo meu corpo inteiro ser invadido por uma onda de calor.

 

Apertei a mão de Dom.

 

— Reserve uma dança para mim.

 

— Sempre. Até daqui a pouco.

 

Uma limusine estava esperando na esquina e o motorista abriu a porta assim que eu e Harry saímos. Deslizei pelo banco para me sentar do outro lado e ajeitei o terno. Quando Harry se acomodou a meu lado e a porta se fechou, pude perceber como ele cheirava bem.

Inspirei profundamente dizendo a mim mesma para relaxar e desfrutar da companhia. Ele pegou minha mão e começou a percorrê-la com os dedos, e esse simples toque despertou em mim uma luxúria furiosa.

 

— Matthew — Ele acionou um botão e o vidro escuro atrás do motorista começou a subir.

 

Um instante depois eu estava no colo dele e sua boca estava grudada na minha, beijando-me furiosamente.

Fiz então o que estava com vontade de fazer desde que o vi em pé na minha sala: enfiei as mãos entre seus cabelos e retribuí o beijo. Eu adorava o jeito como ele me beijava — como se fosse uma necessidade, como se ele fosse enlouquecer se não o fizesse, como se não aguentasse mais esperar. Chupei sua língua e percebi que ele gostava disso e que eu gostava disso o que me fez desejar chupá-lo em outro lugar com a mesma volúpia.

Quando suas mãos deslizaram sobre minhas costas soltei um gemido sentindo as pontadas de sua ereção contra o quadril. Eu me ajeitei para montar sobre ele. Com os joelhos apoiados dos dois lados de seus quadris lancei minhas mãos sobre seus ombros e tornei o beijo ainda mais profundo. Lambi sua boca e mordi de leve seu lábio inferior acariciei sua língua com a minha...

Harry me agarrou pela cintura e me tirou dali. Ele se inclinou para trás no acento com o pescoço curvado para ver bem meu rosto e meu peito ofegante.

 

— O que você está fazendo comigo?

 

Percorri seu peito com a mão dentro da camisa sentindo a rigidez implacável de sua massa corporal. Meus dedos acompanharam o contorno dos músculos de seu abdômen, formulando na minha mente a imagem dele sem roupa.

 

— Estou tocando você. Me aproveitando de você. Eu quero você, Harry.

 

Ele agarrou meus pulsos detendo meus movimentos.

 

— Mais tarde. Estamos no meio da rua.

 

— Não dá para ver a gente.

 

— Não importa. Não é hora nem lugar de começar uma coisa que só vamos poder terminar daqui a várias horas. Já estou enlouquecendo com o que aconteceu hoje à tarde.

 

— Então vamos acabar logo com isso.

 

Seu aperto se intensificou, tornando-se doloroso.

 

— Não podemos fazer isso aqui.

 

— Por que não? —  Foi quando um pensamento surpreendente me ocorreu. — Você nunca transou numa limusine?

 

— Não... —  Ele cerrou os dentes. — Você já?

 

Olhei para o outro lado sem responder e vi a massa de carros e pedestres em torno de nós.

Estávamos a poucos centímetros de centenas de pessoas, mas o vidro escuro nos escondia de seus olhares o que atiçava minha ousadia. Eu queria dar prazer a ele. Queria saber se era capaz de me aproximar de Harry Shum Jr e não havia nada impedindo isso além dele.

Avancei com os quadris para cima dele esfregando-me em toda a extensão de seu pau duro. Sua respiração sibilava por entre os dentes cerrados.

 

— Preciso de você, Harry... — sussurrei quase sem fôlego, inalando seu perfume, que parecia ainda melhor com minha excitação. Fiquei levemente intoxicado só de sentir o cheiro de sua

pele. — Você me deixa louco.

 

Harry soltou meus pulsos e agarrou meu rosto apertando firmemente os lábios contra os meus. Com uma das mãos procurei a braguilha da sua calça abrindo os dois botões que escondiam o zíper. Ele enrijeceu.

 

— Eu preciso disso...  — murmurei bem perto da boca dele. — Deixa vai...

 

Ele não relaxou, mas também não tentou mais me deter. Quando eu o peguei nas mãos ele gemeu um ruído de dor e prazer. Eu o apertei de levinho usando um toque deliberadamente suave enquanto o media com as mãos. Estava duro como pedra e quente. Deslizei minhas duas mãos fechadas em torno dele da base até a ponta perdendo o fôlego e me estremecendo todo ao fazê-lo.

Harry agarrou meus quadris e suas mãos tiraram minha calça e passou suas mãos por minhas pernas até seus polegares encontrarem a boxer vermelha.

 

— Seu pênis é tão doce — ele murmurou com a boca colada à minha. — Quero abrir suas pernas e te lamber até você implorar pelo meu pau.

 

— Eu imploro agora mesmo se você quiser — Eu o masturbava com uma das mãos enquanto com a outra tentava abrir minha carteira para pegar uma camisinha.

 

Um de seus polegares deslizou para dentro da minha boxer sentindo a intensidade do meu desejo em meu pênis duro.

— Mal toquei em você — ele sussurrou com os olhos brilhando sobre mim na escuridão daquele banco traseiro — e você já está pronto para mim.

 

— Não dá para evitar.

 

— Não é para evitar— Ele enfiou o polegar em minha entrada mordendo o lábio interior enquanto eu me contorcia ao seu toque — Não seria justo já que não posso obrigar você a parar o que está fazendo.

 

Abri a embalagem do preservativo com os dentes e entreguei a ele com a camisinha já quase fora do invólucro.

 

 — Não sei pôr essas coisas.

 

Ele envolveu minhas mãos com a dele.

 

— Estou quebrando todas as minhas regras com você.

 

 A seriedade de seu tom de voz grave fez com que eu me sentisse inundado por uma onda de calor e confiança.

 

— Regras foram feitas para serem quebradas.

 

Vi seus dentes brancos brilharem; ele acionou um botão do painel atrás de si e ordenou:

 

— Continue dirigindo até eu mandar parar.

 

Senti minhas bochechas ficarem vermelhas. A luz dos faróis do carro de trás atravessou o vidro escuro e bateu no meu rosto traindo meu embaraço.

 

— Ora essa, Matt... — ele falou baixinho enquanto desenrolava com habilidade o preservativo. — Você me faz querer transar na limusine, mas sente vergonha quando digo ao motorista que não quero ser interrompido?

 

Sua demonstração de bom humor fez com que eu o quisesse ainda mais. Apoiando as mãos nos seus ombros para me equilibrar apoiei-me em um dos joelhos para chegar à altura necessária para me posicionar acima de seu pau grosso e duro. Suas mãos agarraram meus quadris, e eu ouvi um som de estalo quando ele rasgou minha boxer. O ruído abrupto e a violência daquele gesto transformaram meu desejo em algo quase febril.

 

— Vá devagar — ele ordenou com a voz rouca erguendo os quadris para poder abaixar mais a calça.

 

Senti sua ereção entre minhas coxas enquanto ele se mexia e soltei um gemido. Eu sentia uma espécie de vazio dentro de mim como se os orgasmos que havia tido à tarde só tivessem aumentado meu desejo, em vez de aplacado.

Ele se enrijeceu quando eu o tomei com os dedos e o posicionei ajustando seu membro grosso ao meu buraco sedento. O cheiro de tesão carregava o ar de umidade, uma mistura sedutora de feromônios que despertou todas as células do meu corpo. Minha pele estava vermelha e alerta e meus mamilos inchados e sensíveis.

Era isso que eu queria desde a primeira vez em que o vi — possuí-lo e montar sobre seu corpo magnífico e senti-lo profundamente dentro de mim.

 

— Minha nossa, Matt... —  ele perdeu o fôlego enquanto eu me abaixava sobre seu corpo, sentindo suas mãos apertando incansavelmente minhas coxas.

Fechei os olhos. Senti que estava me expondo mais do que deveria. Eu queria ter intimidade com ele, mas aquilo parecia demais. Estávamos nos encarando a poucos centímetros de distância, encapsulados em um pequeno espaço com o restante do mundo pulsando ao nosso redor. Eu era capaz de sentir sua euforia sabendo que ele estava tão fora de si quanto eu.

 

— Você é tão apertadinho... — Suas palavras saíram abafadas com um toque delicioso de agonia.

 

Fui um pouco além deixando que ele penetrasse mais fundo. Inspirei uma grande lufada de ar sentindo-me deliciosamente alargado.

Com a palma da mão aberta sobre meu ventre ele tocou meu pênis pulsante com o dedão e começou a massageá-lo com movimentos lentos e precisos. Senti meu corpo se enrijecer e se contorcer trazendo-o ainda mais para dentro de mim. Ao tentar abrir os olhos eu o vi através de minhas pálpebras semicerradas. Ele estava lindíssimo, estendido sob mim com um smoking elegante exalando um desejo animal de acasalar através de seu corpo poderoso.

Ele arqueou o pescoço, pressionando o encosto do assento com a cabeça enquanto lutávamos para atravessar barreiras invisíveis.

 

— Nossa —  ele soltou através dos dentes. — Vou gozar muito.

 

Aquela promessa me excitou ainda mais. O suor brotava da minha pele. Eu estava tão duro que deslizei por toda a extensão do pau dele até envolve-lo quase completamente.

Deixei escapar um grito abafado quando ele entrou em mim. A penetração era tão profunda que eu mal conseguia suportar forçando-me a ir um pouco para o lado, tentando amenizar aquele inesperado toque de desconforto. Meu corpo, porém, não parecia se importar com seu tamanho avantajado. Estava estremecendo em torno dele apertando-o estremecendo à beira do orgasmo.

Harry soltou um palavrão e agarrou meu quadril com sua mão livre obrigando-me a me inclinar sobre seu peito que pulsava com uma respiração trôpega. Essa mudança de posição fez com que eu me abrisse aceitando-o por inteiro dentro de mim. Imediatamente, a temperatura do seu corpo subiu — eu sentia seu tórax irradiando ondas de calor através das roupas. Gotas de suor surgiram sobre seus lábios.

Inclinando-me para a frente passei a língua por toda a sua extensão capturando aquele líquido salgado com um leve murmúrio de prazer. Ele contorceu a boca de maneira impaciente. Eu me levantei com cuidado deslizando um pouco para cima antes que ele detivesse o movimento agarrando meu quadril com ferocidade.

 

— Devagar —  ele me avisou novamente com um leve tom autoritário que fez com que uma onda de luxúria se espalhasse pelo meu corpo.

 

Deixei que meu corpo caísse o recebendo de novo dentro de mim, sentindo uma dor estranhamente gostosa quando ele foi um pouco além dos meus limites. Nossos olhos se encontraram e o prazer se espalhou pelo ar quando nos identificamos com o que estávamos fazendo. Foi quando me dei conta de que estávamos completamente vestidos a não ser pelas partes mais íntimas dos nossos corpos. Tudo aquilo me parecia muito natural assim como os ruídos que ele fazia mostrando que como eu estava sentindo um prazer extremo.

Sedento por Harry grudei minha boca à dele agarrando com os dedos as raízes de seus cabelos úmidos de suor. Eu o beijava e remexia os quadris cavalgando no ritmo dos movimentos circulares enlouquecedores de seu polegar sentindo o orgasmo que se construía ao redor de seu membro longo e grosso no meu ventre em ebulição.

Deixei que minha consciência fosse absorvida pelo instinto primitivo e permiti que meu corpo assumisse o controle por completo. Não conseguia pensar em mais nada além do desejo de foder uma necessidade feroz de cavalgar em cima do pau dele até que toda aquela tensão se desfizesse em uma explosão que enfim me libertaria daquele desejo escravizador.

 

— Como isso é bom — suspirei entregue a ele. — Está sentindo? Ah, como é bom.

 

Usando ambas as mãos Harry comandavam meu ritmo curvando-me em um ângulo que fazia com que a cabeça do seu pau se esfregasse no ponto mais sensível que havia dentro de mim. Meu corpo se endureceu e eu comecei a tremer sentindo que estava prestes a gozar só de sentir suas estocadas precisas dentro de mim.

 

— Harry.

 

Ele agarrou minha nuca quando o orgasmo explodiu dentro de mim lançando espasmos de êxtase que se irradiaram pelo meu corpo fazendo-me estremecer. Harry observou enquanto eu desmoronava diante dele mantendo meus olhos abertos apesar do meu desejo de fechá-los. Dominado pelo seu olhar eu gemia e gozava como nunca sentindo meu corpo se contorcer a cada pulsação de prazer.

 

— Caralho, caralho, caralho... — ele urrava batendo seus quadris nos meus puxando meu corpo para baixo a fim de fazê-lo ir de encontro a suas estocadas punitivas.

 

Ele chegou até o ponto mais profundo do meu corpo. Sentia que ele estava cada vez mais duro e grosso. Eu olhava para ele com avidez sentindo a necessidade de vê-lo quando ele perdesse as estribeiras comigo. Seus olhos estavam arregalados de vontade e seu belo rosto, contorcido pela brutal corrida em direção ao clímax.

 

— Matt! — Ele gozou emitindo um som de êxtase selvagem uma liberação súbita de energia que me deixou fascinado por sua ferocidade.

 

Ele tremeu ao sentir o orgasmo percorrer seu corpo aliviando a expressão do rosto por um instante e demonstrando uma inesperada vulnerabilidade.

Envolvi seu rosto com as mãos e juntei meus lábios aos dele, tentando confortá-lo enquanto sua respiração agitada fazia inchar minhas bochechas.

 

— Matt... — Ele me envolveu com os braços e me apertou contra ele pressionando seu rosto úmido contra meu pescoço.

 

Eu sabia como ele se sentia. Entregue. Sem defesas.

Ficamos assim por um bom tempo, abraçados, absorvendo os tremores pós-orgasmo. Ele virou a cabeça e me beijou suavemente, aplacando meus sentimentos exaltados com o carinho de sua língua na minha boca.

 

— Nossa... — Respirei fundo abalado.

 

Seus lábios se curvaram para cima.

 

— Pois é.

 

Eu sorri sentindo-me tonto e feliz.

Harry afastou os fios de cabelos úmidos de suor das minhas têmporas percorrendo meu rosto com os dedos de maneira quase reverente. O modo como ele me olhava fez meu peito doer. Ele estava lindo e parecia... agradecido com os olhos repletos de ternura.

 

— Não quero estragar o momento.

 

Senti que ele estava jogando alguma coisa no ar e tentei capturar.

 

— Mas...?

 

— Mas não posso perder o jantar. Tenho um discurso a fazer.

 

— Ah.... — O momento estava de fato arruinado.

 

Eu me levantei lentamente de cima dele mordendo os lábios ao sentir que Harry escapava úmido e escorregadio de dentro de mim. O atrito foi suficiente para me fazer querer mais. Ele mal havia começado a amolecer.

 

— Droga... — Harry disse de repente. — Quero você de novo.

 

Ele me agarrou antes que eu saísse de cima dele puxando um lenço sabe-se lá de onde e passando-o gentilmente entre minhas pernas. Foi um gesto profundamente íntimo assim como o sexo que havíamos acabado de fazer.

Depois de seco, sentei-me no assento a seu lado e coloquei minha roupa. Vi quando Harry tirou a camisinha e deu um nó. Ele a embrulhou em um guardanapo de papel e a dispensou em uma lixeira engenhosamente escondida. Quando recompôs sua aparência ele ordenou ao motorista que retomasse a rota recostou-se no assento e deixou seu olhar se perder fora da janela.

A cada segundo que passava eu o sentia mais distante; a identificação entre nós se perdia a cada momento. Vi-me encolhido no canto do assento longe dele como se estivesse materializando a distância que havia entre nós. Todo o calor que eu havia recebido se transformou em uma evidente frieza que me obrigou a procurar abrigo sob meu terno. Ele não moveu um músculo quando me afastei— era como se eu nem estivesse ali.

Em um movimento abrupto, Harry abriu o compartimento de bebidas e puxou uma garrafa.

Sem ao menos olhar para mim ele perguntou:

 

— Conhaque?

 

— Não, obrigada... — Minha voz saiu em um fio trêmulo, mas ele não pareceu notar.

 

Ou então não deu nem bola. Serviu uma dose em um copo e virou-se completamente.

Confuso e magoado, tentei imaginar o que havia feito para tudo ir por água abaixo.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...