História Todos Por Um - Capítulo 27


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Categorias Chiquititas, Cúmplices de um Resgate
Personagens André Alencar, Beatriz "Bia", Cristina "Cris", Eduardo Almeida Campos (Duda), Felipe "Mosca", Isabela Junqueira, Janu, João Costa "Janjão", Joaquim Vaz, Juca, Julia Vaz, Manuela Agnes, Milena "Mili", Patrícia "Pata", Personagens Originais, Rafael "Rafa", Samuel "Samuca", Viviane "Vivi"
Tags Bijão, Crisdré, Mosli, Padu, Vimuca
Exibições 72
Palavras 2.519
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Insinuação de sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi, gente! O capítulo tá imenso, mas lê sim, galera! Tá mto legaaaal, tem T O D O S os casais <3
Queria agradecer a vocês pelos 100 comentários e pelos 35 favoritos! MUUUUUITO obrigada, do fundo do meu coração < 3

Capítulo 27 - Jogos Inter Escolares (Participação Especial C1R) - Parte 3


QUINTA-FEIRA

Quinta-feira, um pouco antes dos jogos, Rafa andava pelos corredores, para se aquecer, quando deu de cara com uma garota chorando encolhida na sala, sozinha.

- Ei, você precisa de ajuda? - se prontificou ele. Contudo, a garota continuava chorando e nada respondia. - Eu não gosto de ver menina chorando, ainda mais uma menina tão bonita assim! 

- Se não quer ajudar, não atrapalha, tá? - respondeu a garota, com um pouco de raiva. - Eu sei que eu não sou bonita coisa nenhuma! Eu sou pequena, gorda e feia! 

- Quem foi que te disse um absurdo desses? - perguntou ele

- Foram as... - começou ela. Mas decidiu não denunciar as animadoras. Elas excluíam-na "pelo bem do time". - Ninguém precisa dizer! É só olhar pra mim e ver que eu não estou à altura das outras torcedoras!

Só então Rafa percebeu que a garota estava vestida como uma das animadoras de torcida. Ele nunca entendeu muito bem qual era a função delas, "isso é coisa dos Estados Unidos, mas a Vivi, a Cris e a Mili adoram, deve ser legal" pensava sempre.

- Olha, talvez você não esteja enquadrada no padrão das animadoras de torcida da sua escola. - disse ele ao se lembrar que elas realmente eram idênticas, padronizadas. - Você não é tão alta, tem um pouco mais de corpo (sem ofensas) e não é loira, mas isso não quer dizer que você seja feia! - disse ele. Então a garota se levantou e começou a olhá-lo, prestando atenção. - Cada pessoa tem a sua beleza. E eu aprendi isso da pior forma, acredite, mas isso é outra história. Não estar dentro do padrão imposto não quer dizer que você esteja errada, pelo contrário. Eu, por exemplo, te acho mais bonita que aquelas "barbies", mas isso não significa que seja a opinião de todos. 

- Acho que eu entendi.

- Pras pessoas gostarem de você, você tem que gostar de si mesma primeiro, ok? Aí, eu te garanto, as coisas vão ficar bem melhores. Pode acreditar, eu já passei por isso. Agora coloca um sorriso nesse rosto e vai lá animar aquela torcida que tá muito sem graça! - falou Rafael sorrindo. A garota também sorriu, e ele pode perceber como o sorriso dela era lindo e contagiante. - Você é mais linda do que eu pensava, e eu tenho certeza que fica mais ainda sem esse rosto inchado. - brincou ele.

A garota riu novamente. Agradeceu, pegou seus pompons e ia se retirando, quando se lembrou de perguntar o nome dele.

- Rafael, e o seu?

- Meu nome é Bel! - disse ela. Bel saiu correndo em direção a quadra, bem mais animada do que as outras garotas.

Todos estavam tensos pois o Instituto Cardennaro vinha perdendo muitos pontos. O futebol era a expectativa de todos. As meninas se sentiam pressionadas e os meninos também. Na verdade, os garotos ainda estavam piores pois Janjão, que estava machucado, não poderia ser o goleiro. Colocaram um menino do primeiro ano em seu lugar, mas a pressão era tão grande que ele desmaiou.

Sendo assim, Janjão teria que jogar, mesmo estando com a perna dolorida. O resultado era fácil de prever. Quer dizer, o vencedor era fácil de se prever, mas o resultado foi um choque para todos. O Instituto Cardennaro perdeu de 5x1, o que gerou uma revolta entre os jogadores.

Na vez das meninas, Pata, como capitã assumiu a responsabilidade.

- Seguinte! Nós estamos perdendo os interescolares, e o meninos acabaram de perder feio agora. Maaaas, outros jogos não importam! O que importa é o que a gente vai fazer daqui pra frente. O nosso principal objetivo é nos divertimos, mas fazer um bom jogo é uma excelente opção. As meninas provavelmente estão preparadas, mas vocês são melhores, eu tenho certeza! Quero que deixem tudo na quadra e se perderem, percam com honestidade, assim como os meninos, eu garanto que é bem mais gratificante que ganhar roubando. É só isso. Eu confio em vocês! Aproveitem. Bom jogo! - disse Mosca sorrindo para as meninas.

As meninas fizeram um bom jogo. Lavaram a alma, venceram de 2X0. Não foi o suficiente para apagar o que os meninos fizeram, mas foi um alívio. No fim da tarde, Antônia reuniu os alunos na quadra para dar um comunicado.

- Amanhã após os jogos de Vôlei ocorrerá a entrega das medalhas, e de noite haverá uma festa de encerramento. - começou ela. Os alunos gritaram de felicidade, o que imediatamente irritou a diretora. - Silêncio! Portanto, os alunos do Félix & Sá devem trazer trajes de gala. E para selar a união e os belos laços criados nessa semana, gostaria de sugerir que vocês se misturassem e procurassem ir acompanhados de alguém da outra escola, sempre que possível. É só isso.

Então, este virou o assunto geral na quadra imediatamente. 

- Quer ir na festa comigo, André? - disse Pata se virando para ele. É claro que sua primeira ideia foi Duda, mas eles estavam brigados e depois da ideia da diretora, chamar André Alencar parecia algo legal. Eles haviam se aproximado durante a semana. 

- Eu? Você tá falando comigo? - perguntou ele. André jamais tinha imaginado ser convidado por uma garota. Quem toma a atitude geralmente são os caras.

- Claro, com quem mais? - disse ela rindo

- Vai ser um prazer! - respondeu ele, ainda sem entender direito como aquilo tinha acontecido.

A moda de meninas convidarem meninos se espalhou, e Manuela também tomou a atitude: 

- Em nome de tudo o que aconteceu, eu queria saber se você gostaria de me acompanhar, Janjão.

- Caraca, Manu! Vai ser um prazer! - respondeu ele, perplexo.

- Bia, você... - começou Joaquim, que gostou da ideia da troca de casais.

- Se você acha que depois do que você fez com o meu namorado eu vou no baile com você, você está... certo! O que passou, passou e a culpa foi toda do idiota do Juca! - disse Bia rindo pelo suspense

 - Isso é um sim? - perguntou ele 

- É! Com muito prazer! 

Pata, que para o desespero e raiva de Júlia, estava conversando com André sobre a roupa que usariam, foi surpreendida. 

- Pata, você quer ir na festa amanhã comigo? - disse Duda se aproximando.

- Han? - perguntou a garota perplexa. Ela de fato não imaginava que ele fosse convidá-la.

- Você quer ir...

- Eu escutei. - falou Pata. Ela recomeçou com bastante cautela. -  Olha Duda, eu tinha certeza que você não ia querer ir comigo! Certeza absoluta. Eu realmente não esperava que você fosse me convidar. Eu realmente não esperava mesmo.

- Isso é um sim?

- De verdade, tinha certeza que você ia com outra garota, então... Eu chamei o André. 

- Ah, não tem problema. É só falar pra ele que ele vai com a Cris. Tenho certeza que ele vai até gostar... 

- Não, o André Alencar. Da cúmplices! - explicou a morena

- Você fez o que? Você teve coragem de chamar esse cara mas não falou comigo?

- Fala sério, Duda!

- Esqueci, vocês são amiguinhos, né? Vivem pra cima e pra baixo juntos, eu reparei!

- Duda, me desculpa. - disse ela cabisbaixa. Porém, não obteve resposta. - Eu estou te pedindo desculpas!

- Você pediu porque quis! - respondeu ele, grosseiramente. - Divirta-se. - finalizou, se retirando de lá. 

E assim, foram formando-se outros casais.

Vivi e Samuca.

Cris e Rafa.

Júlia e Duda.

Mili e André (Figueiredo, não o Alencar)

Isabela e Isabela (isso mesmo, ela é uma garota autossuficiente, e não iria com ninguém mais, senão o Téo).

Pontuação no final da quinta-feira: F&S 17 x 13 IC

SEXTA-FEIRA

Os jogos de sexta-feira nem foram tão interessantes. O Colégio Félix & Sá ganhou um, e o Instituto Cardennaro outro, dando um placar final de 20 x 16. Ocorreram as entregas das medalhas e etc. Mas vamos logo para a festa.

No salão de festas do Instituto Cardennaro ocorria a festa. Dança, comida, bebida, beijos... e a noite ia passando.

- Veio desacompanhada, Milena? - perguntou Mosca, se aproximando.

- Não. Meu par está por aí, provavelmente correndo atrás da Cris. - respondeu Mili com bastante senso de humor. - E antes que você pergunte porque eu to sozinha, não consigo, acho esses garotos muito imaturos pra mim.

- Já experimentou ficar com alguém mais velho? - sugeriu ele

- Sim, eu namorava com o JP do 3º ano B, mas digamos que eu tenho o dedo podre. Meus relacionamentos nunca dão certo.

- Tá a fim de alguém? - questionou Mosca . Ela respondeu em afirmativo e ele rapidamente imendou outra pergunta. - E porque vocês não ficam juntos?

- Nem sei se ele gosta de mim.

- Aposto que gosta. - respondeu ele. Ela o encarou e Mosca tentou corrigir. - Todo mundo gosta de você.

- Tá. Mas existe uma "moral" que nos impede de ficar juntos. Eu traria muitos problemas no trabalho dele, entende? É melhor assim.

- E se ele... e se ele estivesse disposto a enfrentar o que fosse pra ficar com você?

- Eu acharia irracional. Mas admito que ia amar. - falou ela. Mili e Mosca ficaram se encarando até que ele se afastou, para ir encontrar com os outros professores. Era melhor assim. Preservar aquele momento. Aquelas últimas frases. 

Bia, Janjão, Joaquim e Manuela conversavam como se fossem amigos de longa data. Dançaram bastante, mas em determinado instante, separaram-se em casais.

- Sabe, eu acho que a gente tinha que armar uma pra cima do Juca! - falou Bia cheia de raiva.

- Não, quem faz isso é ele. - respondeu o namorado.

- Eu sei, mas é que eu não consigo aceitar! Ele se aproveitou do fato de que a Manu não ia contar pro Joaquim a verdade pra fazer a cabeça dele contra você! Você tá quebrado por culpa dele, Janjão!

- Eu sei, e eu teria feito a mesma coisa se tivessem machucado você! Mas relaxa. Você já percebeu como quanto mais eles armam, mais se ferram? A gente voltou. Estamos juntos, melhores que nunca. 

- Você é calmo demais! - reclamou Bia, revirando os olhos.

- Talvez eu seja. Mas também, pra namorar com você, tem que ser o oposto, né?

- Cala a boca! - disse ela, beijando-o 

Manu e Joaquim observavam a cena.

- Que fofos! - disse Manuela se derretendo de amores pelo casal.

- A Bia é uma garota legal. Merece ser feliz. - falou Joaquim

- E você também! Sabe, depois que você pediu desculpas pra ela, eu to te sentindo bem melhor, tirando o que aconteceu na luta, claro.

- Pedir perdão me fez bem, concordo. Mas o que me fez melhor, de verdade, foi você! - respondeu ele, beijando-a também.

Mas a festa não se resumia apenas em beijo. Tinha muita gente dançando e parada.

- Oi Cris! - disse André Figueiredo, aproximando-se

- Oi. - respondeu ela, secamente

- Quer dançar comigo?

- Melhor não. - falou Cris, com um certo medo.

- Eu não bebi nada! Na verdade, eu não bebo desde a social da Bia.

- Sério?

- É por você. - confessou André, cabisbaixo.

- André, você é um dos melhores amigos, não gosto de ficar brigada com você. Mas o que você fez...

- Eu sei, foi terrível. Mas eu to limpo. De verdade. Eu juro. Olha, todas as suas amigas estão ocupadas. Você tá aí sozinha. Tem duas opções: continuar na solidão ou vir dançar comigo. - falou ele, entendendo a mão.

Cris não respondeu nada, apenas pegou na mão dele, e foi puxada até o centro da pista.

Enquanto eles chegavam, Vivi e Samuca saíam.

- Vivi, sério. Eu não aguento, nunca dancei tanto! - falou Samuel, sentando-se em uma cadeira

- É ótimo né? Divertido e emagrece! - respondeu Vivi, ainda em pé.

- É, mas eu não aguento mais!

- Tudo bem, eu chamo outro garoto. - disse ela com uma cara meio ruim. Vivi realmente queria ficar com Samuca. Quer dizer, dançar! Aquele nerd a divertia muito, bem mais que os garotos populares que ela costumava sair.

- Já foi um milagre conseguir acompanhar você nesse baile. - disse ele referindo-se ao fato de que uma garota como ela jamais sairia com um cara com o ele - Agora não vou te largar mais! Vamos dançar! - falou ele, levantando-se da cadeira e voltando para a pista.

Pata e André Alencar pararam de dançar também. Ele foi buscar uma bebida quando Duda, que estava sentando com Julia e Isabela se aproximou da ex. Ex-namorada, não, ex-ficante. Mas ficante não é ex. Ah, tanto faz! André então foi atrás de Júlia.

- Oi Júlia! - disse ele, abrindo aquele sorriso rotineiro.

- Só veio atrás de mim porque a Pata tá com o Duda, né? - falou ela com aquele jeitinho bem característico.

- Sabe, a Pata é muito legal. Mas foi ela que me convidou. Eu não sabia como recusar.

- Até parece que você ia recusar. Adora um rabo de saia que eu sei!

- Sabe qual é a verdade? Eu queria mesmo ter vindo com você! - respondeu dele. Júlia ficou sem palavras. Aquele sempre foi o sonho dela, mas não sabia como agir. - Senhora Júlia Vaz, gostaria de me acompanhar nessa dança? - perguntou ele, rindo, estendendo a mão.

Júlia olhou para Isabela, que ficaria sozinha na mesa agora que Duda e ela haviam saído.

- Vai com Deus! - falou Isa.

- Com prazer - respondeu Júlia, tanto para André quanto para Isabela.

Pata, que estava sentada quando Duda se aproximou ia se levantar, mas foi impedida.

- Eu vi você conversando lá com o André, da Cúmplices. - falou Duda.

- Somos amigos, Duda, só isso. - tranquilizou ela.

- Peraí, vocês só estavam conversando, tipo, de boa? - questionou ele.

- É. Quanto ciúmes hein, pra quê isso? - respondeu Pata, sorrindo.

- Ah, não é que, tá bem na cara que ele tá a fim de você. - disse Duda. André Alencar de fato, dava em cima de todas as garotas, apesar de que seu coração balançava por uma, por mais que negasse.

- Aham e daí?

- E daí que eu queria saber.  Você vai cair no papo dele, só porque ele é um cara famoso? 

 - E você acha que eu sou bem ligada nisso, né? - falou ela, com certa revolta. A resposta foi negativa, claro. - Então porque a dúvida?

- Tá, você me pegou nessa. Mas o que isso quer dizer? - continuou ele 

- Como assim? - 

- Assim, eu. Eu teria alguma chance?

- Olha, você me pegou nessa. Tenho que pensar mais um pouco. - disse ela, se levantando da cadeira.

- Peraí, antes de ir, pensa nisso aqui. - ele também se levantou. Puxou-a pelo braço e deu um beijo nela de tirar o fôlego. 

Quando um não quer, dois não beijam, então ele entendeu aquilo como um "sim".


Notas Finais


*Estamos entrando na reta final [😱] Muita coisa bacana vindo por aí.
*Inclusive, eu já tenho outra fic em mente, até já escrevi o primeiro capítulo. Mas não sei se o povo ainda gosta de Chiquititas (é a minha história preferida de todos os remakes do SBT, apesar de que gosto bastante de Cúmplices). Tava pensando em postar o primeiro capítulo aqui, ou a sinopse, pra ver se vcs gostam, o que acham? Poderiam me ajudar?
*Gostaram da participação de cúmplices? (Preciso de uma resposta, realmente)
*Eu sou apaixonada por Rafa e Bel, acho muito fofos.
* Vcs entenderam essa referência no bate-papo da Pata e do Duda? #Mosli #Rabel #Vimuca #Crisdre #Judre #Majo #Bijao #Padu


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